Com quase dez anos de casa, Edison Veiga deixou o Estadão, onde era colunista do Divirta-se (autor das Paulistices), repórter de Metrópole e blogueiro. Ele embarca em fevereiro para a Europa, com a mulher, a designerMariana Veiga, e o filho pequeno, com o objetivo de um sabático. “Espero que um sabático com muito trabalho”, diz ele, que estará disponível para frilas no Velho Mundo pelo [email protected] ou por sua página no Facebook.
Autor de sete livros, entre os quais a primeira biografia publicada sobre o padre Marcelo Rossi (Padre Marcelo Rossi, a superação pela fé, da Panda Books) e um livro-reportagem sobre o Theatro Municipal de São Paulo (Ed. Senac), leva na bagagem a encomenda de um novo título, sobre uma figura italiana do catolicismo. Também espera aproveitar o sabático para alimentar o projeto The Veigas, que tem com a mulher, no qual ambos são entusiastas de viagens pelo mundo com criança pequena (fb.com/theveigas123 e instagram.com/the_veigas).
Experiência para tal não falta: com apenas quatro anos, Chico, o filho do casal, já conheceu 16 países, em aventuras como a famosa rota Transiberiana, acampar com nômades na Mongólia e cruzar, de carro, 3,7 mil km pela África.
Por Cristina Vaz de Carvalho, editora colaboradora de J&Cia no Rio
Carlos Heitor Cony morreu em 5/1, aos 91 anos, no Hospital Samaritano, no Rio, onde estava internado desde o final de dezembro, por falência múltipla dos órgãos após uma cirurgia no intestino. Seu corpo foi cremado no Memorial do Carmo, na terça-feira (9/1), em cerimônia restrita à família. Cony deixou viúva Beatriz Lajta e três filhos.
Carioca do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, estudou em seminário e começou o curso de Filosofia na Universidade do Brasil (atual UFRJ), sem concluí-lo. Sua primeira experiência foi no Jornal do Brasil, cobrindo as férias do pai, o jornalista Ernesto Cony Filho.
Trabalhou como funcionário público até 1952, quando se tornou redator da Rádio Jornal do Brasil. Mas foi no Correio da Manhã, onde entrou em 1960, que consolidou a carreira no jornalismo. Nessa época, era considerado no meio como pouco politizado e, assim, atacado pela esquerda e pela direita. De início, apoiou a queda de João Goulart, que resultou no golpe militar de 1964. Logo depois, opôs-se abertamente ao regime, foi preso seis vezes e enquadrado na Lei de Segurança Nacional.
Ao ser convidado para ser jurado do prêmio Casa de las Americas, em Cuba, lá ficou morando por um ano. Voltou ao Brasil a convite de Adolpho Bloch, e passou mais de 20 anos na Bloch Editores. Foi editor de Manchete e diretor de Ele&Ela, Desfile e Fatos&Fotos. Trabalhou também na Ediouro, fazendo adaptações de clássicos, traduções e prefácios de livros.
Simultaneamente ao jornalismo, era um escritor versátil e dedicado. Publicou 17 romances, três dos quais mereceram o Jabuti: Quase memória, A casa do poeta trágico e Romance sem palavras. E mais oito livros de crônicas, dois de contos, sete juvenis, quatro biografias – gênero em que se destacou com JK – Memorial do exílio – duas telenovelas, quatro roteiros para cinema, e muitos livros em coautoria. Entre inúmeros prêmios literários, recebeu o Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Foi eleito para a ABL em 2000. Em seu discurso de posse, definiu-se, em termos de ideologia: “Não tenho disciplina suficiente para ser de esquerda, não tenho firmeza suficiente para ser de direita e não tenho a imobilidade oportunista do centro”.
Em 1993, após deixar a Bloch, passou a colaborar com a Folha de S.Paulo, indicado por Jânio de Freitas, e ali manteve a coluna Rio de Janeiro, na página A2, até sua morte. No obituário, a Folha definiu-o como “cronista agudo e lírico”. Assim como se iniciou no jornalismo de rádio, Cony era, ultimamente, também comentarista da CBN.
A obra dele foi adquirida em 2013 pela editora Nova Fronteira, que pretende relançar títulos esgotados e também inéditos. Um deles é a reedição ampliada de O beijo da morte, em parceria com Anna Lee, sobre as mal-explicadas mortes de João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, durante o regime militar. Além de um novo título – Operação Condor – o livro tem novos capítulos e notas suplementares, sobre fatos que vieram à tona após a publicação original.
Evento será realizado em dois dias (16 e 17 de maio) e terá plenário único
Vão até 15/1 as pré-inscrições para a 21ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, que será inteiramente reformulado em 2018. O valor promocional é de R$ 800, que pode ser pago em duas vezes no cartão. As duas principais mudanças, seguindo tendências internacionais de eventos com esse perfil – e também em atenção a diversos pleitos de profissionais da área, segundo informa Marco Rossi, diretor da Mega Brasil –, serão a redução de três para dois dias de programação e a adoção de plenário único, sem sessões simultâneas.
“Está cada vez mais difícil, nos tempos atuais, um profissional ausentar-se do trabalho por três dias seguidos, por mais importante que seja um congresso e valioso o seu conteúdo”, diz Rossi. “E mais difícil ainda uma empresa autorizar mais de um profissional da equipe a participar, o que era comum em anos anteriores, pela possibilidade de intercâmbio que o evento gerava ao oferecer múltiplas apresentações. Diante dos novos tempos e das novas exigências, a Mega Brasil entendeu que era seu papel oferecer um evento mais focado, com conteúdo ainda mais denso, em apenas dois dias de jornada. E o mercado parece ter gostado, pois em pouco mais de uma semana de pré-inscrições temos já cerca de 50 adesões”.
O Congresso está confirmado para os dias 16 e 17 de maio, na ala nova do Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e terá como tema central A Comunicação, os negócios e as grandes causas da sociedade. Faça a sua pré-inscrição! Outras informações com Célia Radzvilaviez, pelo 11-5576-5600 ou [email protected].
Depois de Record, SBT e Globo promoverem cortes em seu jornalismo no final de 2017, agora foi a vez da TV Bandeirantes. E ao que aparenta, o impacto na emissora paulista foi o maior de todos. Segundo informou Flavio Ricco em sua coluna no UOL, cerca de 300 postos de trabalho foram fechados, mas a empresa não divulgou nenhum número oficial. Ele afirma ainda que a onda de cortes deverá atingir entre 30% e 35% do efetivo do grupo. Dentre os nomes confirmados estão o experiente repórter Antonio Petrin e a chefe de Redação Débora Cunha.
De acordo com Cristina Padiglione, em seu TelePadi, os rumores de que um grande corte era previsto rondavam a emissora desde o final do ano passado. O impasse gerou indefinições nas escalas de fim de ano, causando inclusive agressão física entre dois editores que terminaram demitidos antes do grande corte. Ainda no início de dezembro já havia sido demitido o vice-presidente de Programação e Comercial Diego Guebel.
Estadão e O Globo completam o pódio nas 2ª e 3ª posições, respectivamente
Pelo sexto ano, o quarto consecutivo, a Rede Globo de Televisão foi o +Premiado Veículo do Ano, segundo levantamento do Ranking Jornalistas&Cia dos +Premiados da Imprensa Brasileira. Vitoriosa em 2011 (ano em que o projeto teve início), 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017, a emissora do Grupo Globo só não ganhou em 2013, superada, à época, pela Folha de S.Paulo. Em 2017, seus profissionais ganharam 16 prêmios, que lhe garantiram 445 pontos. Dentre eles, destaque para o Vladimir Herzog na categoria Vídeo e seis troféus no Comunique-se.
Na segunda colocação, com 335 pontos, aparece o Estadão, que melhorou posição e pontuação em relação em 2017, quando dividiu a terceira colocação com a Agência Pública, com 265 pontos. Embora com menos pontos do que o primeiro colocado, profissionais do jornal paulista ganharam algumas premiações relevantes ao longo do ano passado, dentre elas o internacional SIP, em Jornalismo de Dados, e o Grande Prêmio Petrobras.
O terceiro lugar foi ocupado por outro veículo do Grupo Globo, o jornal carioca O Globo. Foram seis conquistas em 2017, algumas de bastante relevância, como Rei da Espanha, Roche de Jornalismo em Saúde e Petrobras de Fotojornalismo. O jornal viu ainda sua colunista Dorrit Harazim, que venceu o Maria Moors Cabot, terminar 2017 como a +Premiada Jornalista do Ano.
Confira a relação completa de todas as publicações brasileiras premiadas no ano passado:
Ricardo Noblat deixou O Globo depois de 11 anos e desde 5/1 passou a integrar o time de blogueiros de Veja, mantendo o mesmo estilo e nome da coluna na revista. Ele retorna à publicação onde atuou por cinco anos, entre 1977 a 1982, quando foi repórter no Recife, chefe da sucursal em Salvador e editor assistente em São Paulo.
André Petry, diretor de Redação de Veja, falou ao Comunique-se sobre a contratação dele: “Jornalista vibrante, curioso e bem-humorado, Noblat faz parte da estirpe dos repórteres que costumam estar no lugar certo, na hora certa. Já aos 15 anos, presenciou a prisão do então governador Miguel Arraes, no Recife, no dia da deflagração do golpe militar de 1964. De lá para cá, foi testemunha de momentos históricos – da prisão de Lula, então jovem líder metalúrgico, em 1980, à sua eleição e quase queda no escândalo do mensalão, da doença e morte de Tancredo Neves à meteórica ascensão de Fernando Collor, cujo embuste, aliás, Noblat foi um dos primeiros a perceber e a registrar em letra impressa”.
No texto De volta ao futuro, com que estreou na nova empresa, Noblat relembra o início da carreira na mídia impressa e recorda de como se tornou blogueiro. Ao comentar sua saída do jornal no Twitter em que conta com mais de um milhão de seguidores, Noblat explicou que seguirá a comunicação com os usuários da rede social pelo @1968agora (ver J&Cia 1.134), projeto sobre o ano de 1968 que desenvolve desde o início do ano em parceria com o filho Gustavo Noblat. O Blog do Noblat, com notas e análises sobre os bastidores do poder, começou a ser publicado há quase 14 anos em O Dia.
Em entrevista a Kátia Morais, editora colaboradora de J&Cia em Brasília, ele disse que nada mudará no blog, mas que terá mais trabalho por ser ano de eleições.
O livro Brado Retumbante (Benvirá), de Paulo Markun, ganhará uma série de seis programas documentais no canal CineBrasil TV. A obra cobre desde o golpe militar de 1964 até o movimento das Diretas Já, 20 anos mais tarde. O material reúne mais de cem depoimentos e todas as filmagens já foram realizadas e dirigidas pelo próprio autor. Ainda não há data definida para a estreia.
Um balanço da ONG Repórteres sem Fronteiras indicou que 65 jornalistas foram mortos em 2017, seja pelo resultado de suas investigações ou no exercício da profissão.
A pesquisa apontou ainda que 326 profissionais foram presos, 54 feitos de reféns e dois desaparecidos. O levantamento engloba os profissionais de formação, colaboradores de meios de comunicação e jornalistas cidadãos. Confira a íntegra da pesquisa.
O Projor, em parceria com a Unesp, está lançando o Manual da Credibilidade Jornalística. O guia traz boas práticas para veículos jornalísticos profissionais com a intenção de fornecer parâmetros para a prática do jornalismo de qualidade na internet brasileira.
A iniciativa faz parte do Projeto Credibilidade, capítulo brasileiro do Trust Project. O projeto foi criado por um consórcio de empresas de mídia para desenvolver indicadores e padrões de qualidade e credibilidade que distingam veículos de jornalismo.
Abraji aceita até 28/2 sugestões de reportagens publicadas em 2017 e no início de 2018 para a programação do 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. As reportagens poderão compor os painéis do eixo temático Boas histórias, boas reportagens, já tradicional no evento. Confira mais informações.