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sexta-feira, agosto 29, 2025

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41º Troféu Aceesp divulga vencedores

41º Troféu Aceesp divulga vencedores
Crédito: Reprodução/Instagram

A Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) anunciou os vencedores do 41º Troféu Aceesp, que reconhece o trabalho do jornalismo esportivo. A cerimônia de premiação foi realizada em 2/12, no Auditório Armando Nogueira, no Museu do Futebol.

Confira a lista dos vencedores:

TV (Aberta e fechada)

Narrador (a): Everaldo Marques (TV Globo/SporTV)

Comentarista: Alexandre Lozetti  (TV Globo/SporTV)

Repórter: Eduardo Affonso (Canais ESPN)

Apresentador (a): Renata Fan (TV Bandeirantes)

 

Rádio

Narrador (a): Oscar Ulisses (Rádio CBN)

ComentaristaRaphael Prates (Rádio CBN)

RepórterAlinne Fanelli (Rádio BandNews FM)

Apresentador (a): João Paulo Cappellanes (Rádio Bandeirantes)

 

Mídia Digital/Online

Melhor veículo: Portal UOL Esportes

Melhor profissional do anoAndré Hernan (Canal do André Hernan)

 

Opinião – Mídia Escrita (Impresa ou Digital)

Melhor colunistaPVC (Portal UOL Esporte)

 

Interior

Rádio: Rádio CBN (Ribeirão Preto)

TV: EPTV (Ribeirão Preto) e Thathi TV (Ribeirão Preto) – empate

Jornal/site: A Cidade ON (Ribeirão Preto)

 

Litoral

Rádio: Rádio Caraguá FM

TV: TV Tribuna (Santos)

Jornal/site: A Tribuna de Santos

 

Ex-atletas

Melhor profissional do anoNeto (TV Bandeirantes)

 

Assessoria de Imprensa

Melhor profissional do anoFelipe Espíndola (São Paulo Futebol Clube)

Personalidades do esporte no ano

FemininoRebeca Andrade (Ginástica Olímpica)

MasculinoEstêvão (atacante da SE Palmeiras)

Prêmios especiais indicados pela diretoria

Troféu Regiani Ritter – Marília Ruiz (Canais Band, Portal UOL e Paramount+)

Troféu Ely Coimbra – Pedro Bassan (TV Globo)

Honra ao Mérito – Waldo Braga e Júlio Deslbosque

 

Melhor matéria escrita (mídia impressa ou plataformas online) – Danilo Sardinha (Globo Esporte.Com), pela reportagem Conheça a bola criada por crianças que virou sinônimo de esperança em campo de refugiados na África

Melhor imagem do Esporte em 2022 – Mathilde Missioneiro (Folhapress), com foto de Rebeca Andrade comemorando a medalha de prata na final de salto, em Paris-24, com a bandeira do Brasil em formato de coração

Articulação pela Mídia Negra cobra transparência do Governo em ações de comunicação antirracista

Marcelle Chagas, fundadora da Rede JP e integrante da Articulação pela Mídia Negra

Nota Técnica: Apagamento da Articulação pela Mídia Negra no Grupo de Trabalho Interministerial de Comunicação Antirracista do Governo Federal

Esta nota técnica tem como objetivo destacar a falta de transparência na elaboração de ações do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) Comunicação Antirracista do Governo Federal, bem como o apagamento da incidência da Articulação pela Mídia Negra na construção e execução dessas ações, tais como o Plano de Comunicação pela Igualdade Racial, que será lançado em breve.

O GTI, que visa formular políticas públicas para promover a igualdade racial no campo da comunicação, falhou em não incluir de forma transparente e reconhecida as ações e contribuições da Articulação pela Mídia Negra, um grupo que desempenhou papel fundamental na sua concepção.

“Essa é uma ação de incidência estratégica, resultado de intensos tensionamentos e de muita pressão para que pudesse se concretizar”, explica Marcelle Chagas, CEO e fundadora da Rede JP – Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação. “O que mais preocupa, no entanto, é o constante apagamento de lideranças negras, que são fundamentais para promover mudanças reais. Que este marco seja um ponto de partida para avanços significativos e para a criação de legislações capazes de transformar os rumos do país rumo a uma democracia verdadeiramente inclusiva”.

Marcelle Chagas, fundadora da Rede JP e integrante da Articulação pela Mídia Negra

A Articulação pela Mídia Negra é composta por 55 organizações lideradas por jornalistas e comunicadores de grupos sub-representados de todo o Brasil, entre veículos, empresas de comunicação, entidades e coletivos de produção e difusão de notícias que dizem respeito à comunidade negra e à promoção da igualdade racial na mídia.

A Articulação nasceu em novembro de 2022 com missão específica: fomentar a elaboração de políticas públicas voltadas à igualdade racial na mídia.

A primeira campanha eleitoral de Donald Trump nos EUA, em 2016, evidenciou novamente o impacto devastador da desinformação e da polarização digital. Essa fórmula, já conhecida como um “modelo de sucesso” em campanhas políticas, precisa ser urgentemente enfrentada.

A comunicação antirracista é essencial para garantir a integridade da informação. De acordo com a UNESCO, é fundamental que os meios de comunicação combatam narrativas discriminatórias e amplifiquem as vozes de comunidades marginalizadas, promovendo representações diversas e equitativas. Esse compromisso fortalece a liberdade de expressão, combate a desinformação e contribui para sociedades mais justas, onde a diversidade cultural e racial é respeitada e valorizada como pilar da democracia.

Antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representantes da Articulação pela Mídia Negra já se reuniam com a equipe de transição do futuro governo, em dezembro de 2022, para falar da importância das políticas de comunicação pela igualdade racial e chamar a atenção do governo em relação à interferência das fake news na comunicação e no processo democrático do país.

Em 9 de março de 2023, a Articulação enviou um ofício ao gabinete da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República solicitando uma reunião com o ministro-chefe Paulo Pimenta. O pedido foi feito reiteradamente mais de uma vez. Infelizmente, a solicitação nunca foi atendida.

Em 6 de abril de 2023, a Articulação se reuniu de forma online com a Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e sua equipe, para discutir a implementação das demandas da Articulação.

Em 11 de julho de 2023, a Articulação pela Mídia Negra foi a Brasília e entregou à Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), em reunião ocorrida na sede do Ministério das Comunicações com a presença de representantes do Ministério da Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação, Ministério das Comunicações, Ministério da Cultura, dos Direitos Humanos, Ministério da Educação, EBC e Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, um documento com 59 reivindicações, formuladas após consultas  com jornalistas, comunicadores, pesquisadores e lideranças, para fomentar e incentivar a produção e difusão de notícias relevantes para comunidades negras, periféricas e indígenas. Na ocasião, a Articulação destacou a urgência em promover uma comunicação antirracista e combater a desinformação e o discurso de ódio na sociedade brasileira. No dia seguinte, em 12 de julho, a Articulação foi recebida pela Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a quem entregou também as reivindicações.

Colaboramos estreitamente com o Governo Federal durante meses, com esforço custeado através dos nossos próprios recursos, para a construção de políticas públicas antirracistas. Com o apoio e a participação de organizações históricas e um esforço coordenado, reivindicamos a criação de um Grupo de Trabalho Interministerial com a participação da sociedade civil. Havíamos também ressaltado para o governo federal a importância da diversidade nas reuniões de imprensa no Governo Lula.

Como resultado de toda essa articulação com o Governo Federal, em 20 de novembro de 2023, Dia da Consciência Negra, o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto nº 11.787, instituindo o Grupo de Trabalho Interministerial Comunicação Antirracista, com a finalidade de elaborar proposta do Plano Nacional de Comunicação Antirracista.

Neste dia, o Governo Federal, por meio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e do Ministério da Igualdade Racial, deu início à consulta pública para ouvir a sociedade civil para reunir subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Comunicação Antirracista.

No dia 13 de setembro de 2024, a Articulação pela Mídia Negra lançou o Relatório de Impacto como um marco na luta pela democratização na comunicação e referência para o desenvolvimento de políticas públicas que fortalecem a democracia e criam um ecossistema informativo mais inclusivo e diverso no Brasil.

Falta de Transparência e Apagamento

Desde a criação do GTI, têm-se observado diversos problemas relacionados à transparência na tomada de decisões e na elaboração de ações. Entre os principais pontos de preocupação, destacam-se:

  • Falta de comunicação: o GTI tem falhado em fornecer informações claras e acessíveis sobre os processos de decisão e a implementação de ações, limitando a participação das organizações da sociedade civil;
  • Apagamento da Ação da Articulação pela Mídia Negra: a Articulação pela Mídia Negra foi uma das principais forças motrizes por trás da criação do GTI, lutando incansavelmente para garantir que as questões de desigualdade racial fossem adequadamente abordadas. No entanto, nota-se que desde as primeiras comunicações do GTI até seu estabelecimento formal, a contribuição da Articulação pela Mídia Negra tem sido sistematicamente apagada.

Os seguintes aspectos ilustram este apagamento:

  • Falta de reconhecimento: apesar do papel crucial desempenhado pela Articulação, não houve reconhecimento público ou formal de sua contribuição para a criação do GTI. Lembrando que a Articulação é formada por grupos históricos de diversas localidades do país reconhecidos na luta antirracista;
  • Marginalização em relatórios e documentos: a presença da Articulação nas discussões e formulações políticas do GTI não é adequadamente refletida em documentos oficiais e relatórios de progresso.

Impacto e Consequências

A falta de transparência e o apagamento da Articulação pela Mídia Negra têm sérias implicações para a eficácia e a legitimidade do GTI:

  • Perda de confiança: a falta de inclusão e transparência compromete a confiança entre o GTI e as organizações da sociedade civil, especialmente aquelas que representam comunidades marginalizadas;
  • Políticas desconectadas da realidade: sem a contribuição ativa de grupos como a Articulação pela Mídia Negra, as políticas formuladas pelo GTI correm o risco de não refletirem as necessidades e realidades das populações mais afetadas. A Articulação entregou um material rico que compôs iniciativas passadas, como a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom);
  • Atraso no material: A exclusão de atores-chave envolvidos na concepção da ação prejudicou a capacidade do GTI de formular estratégias eficazes, colaborativas e inclusivas. Essa limitação foi agravada pela dificuldade do governo em articular um fluxo de trabalho capaz de integrar as demandas da sociedade civil, o que resultou no atraso na finalização do material do plano e comprometeu o alinhamento necessário para a execução plena da iniciativa.

Recomendações

Para restaurar a confiança e garantir a eficácia do GTI, recomenda-se:

  • Reintegração e reconhecimento da Articulação pela Mídia Negra: o GTI deve reconhecer publicamente o papel da Articulação e garantir sua inclusão nos processos decisórios, tendo em vista o processo sistemático e histórico de apagamento da população negra. Reconhecer os processos históricos é fundamental neste momento. Pela primeira vez na história, um grupo significativo de líderes e intelectuais negros alcançou uma expressiva incidência política e social, consolidando um marco na luta pela equidade e pela amplificação das vozes negras em espaços de decisão e poder. Apagar essa conquista é perpetuar erros historicamente cometidos, silenciando trajetórias de resistência e protagonismo. Mais do que um avanço, este momento representa o fortalecimento de uma luta coletiva por justiça, inclusão e transformação social, cujo impacto será decisivo para as próximas gerações;
  • Adoção de práticas transparentes: é fundamental que o GTI adote práticas de transparência, comunicando claramente suas decisões e ações às partes interessadas;
  • Criação de mecanismos de participação: estabelecer mecanismos formais de participação de organizações da sociedade civil, garantindo a democratização de acesso às representações de todas as populações, principalmente as sub-representadas.

Conclusão

A falta de transparência e o apagamento das contribuições da Articulação pela Mídia Negra na construção do GTI são questões que devem ser abordadas de forma urgente. Para que o GTI cumpra seu objetivo de promover a igualdade racial na comunicação é essencial que suas ações sejam inclusivas, transparentes e reconheçam devidamente as contribuições daqueles que têm lutado na linha de frente dessas questões.

O momento atual exige responsabilidade e compromisso. É essencial permanecermos vigilantes e empenhados na construção de um ambiente informativo mais justo, plural e transparente — pilares indispensáveis para a consolidação da democracia no Brasil. A luta por uma comunicação verdadeiramente antirracista e inclusiva é contínua e essencial para a preservação da democracia. E dela, não abriremos mão.

Rio de Janeiro, 02 de dezembro de 2024.

Articulação pela Mídia Negra

Prêmio Fundação FEAC divulga os finalistas de sua 24º edição

A Fundação FEAC anunciou os finalistas da 24ª edição do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo, iniciativa que tem como objetivo reconhecer reportagens sobre iniciativas sociais transformadoras na Região Metropolitana de Campinas. Para celebrar os 60 anos de atuação da entidade, o tema escolhido para esta edição foi Um legado perene de transformação. Os vencedores serão conhecidos durante cerimônia de premiação que será realizada em 13 de dezembro, em Campina.

Confira a relação completa de finalistas:

Fotojornalismo:

  • Praça revitaliza comunidade e leva esperança à região dos Amarais – Alberto Viana, de Gustavo Abdel Massih, para o Hora Campinas
  • Praça revitaliza comunidade e leva esperança à região dos Amarais – Maria do Socorro, de Gustavo Abdel Massih, para o Hora Campinas
  • Recomeçar aos 18: projeto guia jovens acolhidos ao deixar abrigos em Campinas, de Denny Cesare, do A Cidade ON Campinas

 

Impresso:

  • A polarização que divide e afasta, de Carolina Alvarez, para o Diário Campineiro
  • Horta comunitária alimenta corpo e alma no Jd. Florence, de Luiz Felipe Carneiro Lourenço Leite, do Correio Popular
  • Um impulso que transforma realidades, de Carolina Alvarez, para o Diário Campineiro

 

Online:

  • Da cabeça aos pés: mulheres deixam as ruas para construírem um novo caminho com as próprias mãos, de Vitória Silva, para A Cidade ON Campinas
  • Praça revitaliza comunidade e leva esperança à região dos Amarais, de Gustavo Abdel Massih, para o Hora Campinas
  • Sementes do Amanhã: a importância dos centros educacionais e projetos de desenvolvimento infantil no Jardim Monte Cristo, de Anthony Teixeira, para A Cidade ON Campinas

 

Rádio:

  • Como é bom estar em Casa!, de Kevin Accioly Kamada, para a Rádio Brasil Campinas
  • Famílias acolhedoras ativas, em Campinas, representam metade da capacidade do serviço, de Thalita Souza, para a CBN Campinas
  • Se Essa Rua Fosse Minha, de Kevin Accioly Kamada, para a Rádio Brasil Campinas

 

Televisão:

  • FEAC 60 Anos: Ressignificando Vidas – Parcerias ajudam pessoas em situação de rua a escrever nova história, de Wesley Tadeu, da EducaTV
  • ONG de Campinas muda a vida de crianças na periferia, de Lucimeire Ramalho, da Band Campinas
  • Projeto da FEAC capacita mães de crianças com deficiência, de Jair de Almeida Leite Junior, da Thati Record TV

E-book gratuito orienta jornalistas na cobertura de desastres climáticos

E-book gratuito orienta jornalistas na cobertura de desastres climáticos
Crédito: Capa do Manual para a Cobertura Jornalística dos Desastres Climáticos

As professoras Eloísa Beling Loose e Ilza Maria Tourinho Girardi, da UFRGS, e Márcia Franz Amaral, da UFSM, lançaram o Manual para a Cobertura Jornalística dos Desastres Climáticos (Facos UFSM). O e-book, gratuito, é fruto de anos de pesquisa do Grupo de Jornalismo Ambiental da UFRGS e do Grupo de Estudos em Jornalismo da UFSM, e tem a contribuição de alunos e ex-alunos.

O conteúdo é voltado a jornalistas e comunicadores que buscam aprimorar sua abordagem de questões como as concepções sobre desastres, suas causas, o sistema de gestão de riscos do Brasil e as práticas que podem qualificar a cobertura jornalística desses eventos. O prefácio é assinado por Daniela Arbex, autora, entre outros, de Arrastados (Intrínseca), sobre o rompimento da barragem de Brumadinho.

Por dentro da Comunicação Pública

ABCPública seleciona obras sobre Comunicação Pública para publicação gratuita em e-book

Com o lançamento do 1º Edital de Seleção de Obras para edição e publicação digital gratuitas, a ABCPública celebrou em 19 de novembro o seu oitavo aniversário.

A entidade vai selecionar trabalhos originais, como teses, dissertações e obras coletivas, que serão publicadas digitalmente, com acesso gratuito e o selo da ABCPública. A iniciativa, do Comitê Editorial da associação, visa a ampliar o alcance de pesquisas e incentivar a produção acadêmica e profissional na área, promovendo práticas que favoreçam a transparência, a prestação de contas e o diálogo entre a sociedade e as instituições públicas.

Os interessados podem encaminhar propostas até 31 de janeiro de 2025. Leia o edital e saiba mais.

Leia mais sobre as ações de aniversário da ABCPública neste link.

Tese sobre comunicação pública está entre as vencedoras do 13º Prêmio Tese Destaque USP

Dividem o prêmio a professora Heloísa Matos e a pós-doutoranda Cora Quinteros

A comunicação pública do clima e riscos de desastres: imbricações comunicacionais sobre as políticas públicas em Curitiba, Brasil, tese de autoria de Cora Catalina Gaete Quinteros, orientada pela professora Heloísa Matos e Nobre, foi a vencedora do Prêmio destaque USP 2024, na categoria ciências sociais aplicadas.

“Celebro a honra e a alegria de ter recebido o Prêmio USP Tese Destaque 2024”, disse Cora “O meu agradecimento eterno à querida e sábia orientadora professora Helô. Juntas chegamos aqui! Viva a Ciência da Comunicação Pública!!”

A premiação, entregue em solenidade no dia 26 de outubro, tem por objetivo “reconhecer e premiar teses de doutorado defendidas no programa de pós-graduação da Universidade em cada área de atuação e nas áreas distribuídas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU”. Os trabalhos premiados foram defendidos entre 1/1/2023 e 31/12/2023. Dowload gratuito

Heloísa Matos e Cora Quinteros

Especialista defende que comunicação antirracista deve ser agenda permanente na gestão pública

A Regional São Paulo da ABCPública promoveu em 21/11 a palestra O combate ao racismo na agenda da comunicação pública, com o especialista Marcus Vinícius de Jesus Bomfim, que se dedica ao tema há mais de 20 anos. O evento remoto teve a mediação de Michel Carvalho, diretor da regional. Durante a exposição, o palestrante discutiu estratégias de promoção da igualdade racial na comunicação de órgãos e instituições da administração pública.

Bomfim destacou que é preciso diagnosticar a comunicação dos serviços públicos, em termos de diversidade e pluralidade, indo além da representatividade e dar, sempre que possível, proporcionalidade e pertencimento. O especialista disse que a pauta da comunicação antirracista precisa ser permanente e não ficar restrita ao Mês da Consciência Negra.

Sobre as relações étnico-raciais dentro da administração pública, Marcus Vinícius ressaltou a importância do letramento racial de forma regular, como estratégia permanente e institucional de combate ao racismo. O especialista destacou a experiência da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), que criou o projeto Formação de Iniciativas Antirracistas (FIAR): tecendo o caminho para a igualdade racial, em que se pretende ampliar a participação de profissionais negros no serviço público e incentivar a ascensão desse segmento a cargos de liderança.

Bomfim defendeu que as instituições públicas valorizem produtores de conteúdo afrodescendentes, quilombolas e indígenas para dar mais identidade local e regional na comunicação com os cidadãos. Outro aspecto levantado pelo especialista foi o combate ao discurso de ódio e à desinformação sobre ações afirmativas, sobretudo informações falsas sobre cotas raciais, seja na educação ou no serviço público.

O diretor da ABCPública São Paulo avaliou que o evento abre caminhos para a discussão sobre a ideia de mentalidade organizacional antirracista na administração pública. Carvalho comentou que falta letramento racial no dia a dia dos setores de comunicação pública, o que, segundo ele, pode ser observado em algumas publicações de órgãos do Estado que reforçam estereótipos associados à população negra.

A palestra está disponível no canal da ABCPública no Youtube.

Marcus Vinícius de Jesus Bomfim

InfluCom lança e-book “Tendências em Comunicação organizacional, Influência e Inteligência Artificial”

O grupo de pesquisa Influência e Visibilidade em tempos de plataformas sociais digitais lançou mais uma publicação: o e-book Tendências em Comunicação organizacional, Influência e Inteligência Artificial, dos organizadores Adriano Batista Rodrigues e Carolina Terra e com o prefácio assinado pelo doutor Paulo Nassar, professor titular da ECA-USP e presidente-executivo da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

A publicação reúne trabalhos de 18 pesquisadores que se debruçam sobre questões contemporâneas no campo da comunicação. “Esse e-book é resultado das nossas reuniões mensais, das leituras que fizemos, dos trabalhos que participamos e das nossas inquietudes como investigadores de comunicação”, pontua Carolina, líder do InfluCom e co-organizadora do e-book.

Entre os artigos, a contribuição da jornalista, professora e pesquisadora Kátia Vanzini, diretora-adjunta da regional São Paulo da ABCPública, cujo artigo apresenta reflexões resultantes de sua pesquisa de pós-doutorado que abordou a divulgação de informações meteorológicas nas redes sociais. O artigo reflete sobre os desafios da comunicação pública científica diante da ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos.

O e-book pode ser acessado gratuitamente através do repositório da USP.

Comunicação Pública e os elos entre passado e presente

Documentário dá visibilidade à luta pela terra em quilombos

Quem atua na Comunicação Pública costuma ter demandas voltadas ao que ainda será notícia, mas também se pode ver a história da instituição – e suas notícias “de ontem” – como fonte de pautas de potencial interesse dos públicos externos.

Um bom exemplo é o recém-lançado documentário Marambaia: do quilombo à justiça, sobre o acordo mediado pelo Ministério Público Federal (MPF) que, em 2014, deu fim aos atritos entre quilombolas e militares da Marinha envolvendo direitos territoriais na Ilha da Marambaia, no litoral fluminense. Aos dez anos do acordo histórico, o filme pode ser visto no YouTube do MPF e revisita o fim de um litígio judicial que gerou notícias em momentos-chave, como a ação de 2002 do MPF para proibir despejos de moradores (e outros pedidos) e as decisões judiciais com teores distintos (a de 1ª instância favorável ao MPF e quilombolas e a do TRF-2ª Região em prol da União).

Outros projetos de Comunicação Pública têm contribuído para agendar temas hoje com menor visibilidade e para simplificá-los aos cidadãos. No Senado Federal, o Arquivo S ilustra bem como as pesquisas jornalísticas e históricas se unem ao tomar fatos de ontem como objeto de interesse atual. Em edições recentes, o Arquivo S, que virou também uma coleção de livros, teve pautas sobre o primeio projeto de lei sobre o aborto, o Dia das Crianças e o recrutamento militar nos tempos do Império.

No caso do documentário do MPF, foram colhidos depoimentos de quilombolas e de oficiais da Marinha para além de procuradores da República. Eles permitiram reconstituir a saga “do quilombo à justiça”, nos termos do subtítulo. Esse trabalho do time da Comunicação do MPF no Rio de Janeiro, com direção e roteiro de Mario Luis Grangeia, ex-coordenador da ABCPública-RJ, recebeu acolhida fora de canais institucionais. Ele foi selecionado para a mostra de filmes da Associação de Pesquisadores das Ciências Sociais (ANPOCS), e estreou na TV Câmara, pelo Dia da Consciência Negra. Sinal de que o reconhecimento do valor da reconstituição histórica via Comunicação pode ir além de cada instituição.

Após sair da Band, Datena estaria negociando entrada no SBT

Após sair da Band, Datena estaria negociando entrada no SBT
José Luiz Datena (Crédito: Brasil Urgente/YouTube)

Após deixar a Bandeirantes no último sábado (30/11), José Luiz Datena pode já estar de casa nova. Segundo a coluna F5, da Folha de S.Paulo, o apresentador vinha negociando o comando de um telejornal no SBT enquanto aguardava a oficialização de sua saída da emissora anterior.

A expectativa é que Datena assuma o telejornal Tá na Hora, exibido no final da tarde, a partir de janeiro de 2025, substituindo a Marcão do Povo, que retornará ao matinal Primeiro Impacto. O acordo para o novo cargo deve ser formalizado nos próximos dias.

Ainda de acordo com a coluna, o apresentador estava relutante em aceitar a proposta devido à concorrência direta por audiência com seu filho, Joel Datena, no Brasil Urgente. No entanto, acabou cedendo, motivado por seu antigo desejo de integrar a emissora.

Procurado, o SBT ainda não confirmou a contratação de Datena.

Rafael Soriano e Regina Bucco são reeleitos na Aner

Rafael Soriano e Regina Bucco são reeleitos na Aner
Crédito: Divulgação Aner/Lola Mesquita

A Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) reelegeu Rafael Soriano como presidente e Regina Bucco como diretora-executiva para o biênio 2025-2026. Desde 2021, a dupla tem trabalhado na modernização e capacitação do mercado de revistas, com foco em aumentar o engajamento e promover a troca de experiências entre publishers.

Rafael reafirmou o compromisso de concluir o projeto de transformação da Aner, que completará 40 anos em 2026. Regina destacou seu trabalho na ampliação de parcerias e oportunidades de negócios para as associadas, citando iniciativas de sucesso, como o Café com Aner, que na 100ª edição recebeu a ministra Cármen Lúcia.

A diretora também mencionou negociações em andamento para a realização de um congresso internacional de publishers em 2025. Além da reeleição de Rafael e Regina, foram escolhidos os novos membros dos Conselhos Diretor e Fiscal.

Amazônia Real lança campanha de financiamento para seguir em atividade

Amazônia Real lança campanha de financiamento para seguir em atividade
Crédito: Reprodução/Amazônia Real

A Amazônia Real, agência de jornalismo independente e investigativo, lançou uma campanha de financiamento coletivo para garantir a continuidade de sua cobertura da crise climática na Amazônia brasileira e dos crimes socioambientais na região, como desmatamentos, queimadas e violações de direitos das populações indígenas.

A iniciativa tem como meta inicial arrecadar R$ 100 mil, destinados à produção de reportagens em comunidades impactadas por mudanças climáticas extremas, à escuta de mulheres e comunidades tradicionais sobre racismo ambiental e justiça climática, além da cobertura de eventos como a COP 30. Os recursos serão usados para cobrir custos logísticos, operacionais, viagens, pagamento de profissionais, formação de jovens jornalistas e comunicadores socioambientais, além das despesas jurídicas relacionadas a assédios judiciais.

De acordo com a agência, estão em curso contra ela seis ações de censura, com pedidos de retirada de reportagens do site tramitando na justiça, além de intimidações e ameaças. Entre os casos está a reportagem censurada sobre o evento Amazon Immersion, que denunciou a navegação ilegal em territórios indígenas durante a pandemia. Mais informações e formas de doações estão disponíveis aqui.

Google divulga novidades sobre iniciativas de jornalismo e abre inscrições para novas capacitações

Google divulga novidades sobre iniciativas de jornalismo e abre inscrições para novas capacitações
Crédito: Blog do Google Brasil

O Google anunciou em 28/11 novidades sobre suas iniciativas para fortalecer o jornalismo no Brasil, como o apoio ao Atlas da Notícia, responsável por mapear desertos de notícias, e o lançamento de produtos desenvolvidos pelo projeto Codesinfo, do Projor, focados no combate à desinformação. Também foram abertas inscrições para programas de capacitação voltados ao desenvolvimento de produtos digitais e à monetização de sites de notícias.

Entre os projetos apoiados estão ferramentas inovadoras como o Busca Fatos, do Aos Fatos, e o LupaScan, da Lupa, que utilizam inteligência artificial para verificar informações e combater a desinformação em períodos eleitorais. Em um balanço de 2024, o Google destacou que a Rede FALA! treinou mais de 10 mil jornalistas em ferramentas digitais, enquanto o Startups Lab acelerou 15 startups voltadas ao jornalismo local e cívico. Além disso, veículos jornalísticos passaram a adotar um selo de transparência baseado nos indicadores do Projor.

Os novos programas de capcitação incluem a Jornada de Desenvolvimento de Produto Digital, focada na criação de produtos alinhados aos objetivos das redações, e o Laboratório de Dados e Monetização, que selecionará portais de notícias para otimizar ferramentas de análise e geração de receita. O primeiro aceita inscrições até 10/12, enquanto o segundo oferece vagas limitadas.

Amazônia Vox vence Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo; confira os vencedores

Amazônia Vox vence Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo; confira os vencedores

A organização do 11º Prêmio Sebrae de Jornalismo anunciou os vencedores da edição de 2024. A cerimônia de premiação, que reconhece trabalhos jornalísticos sobre o empreendedorismo, foi realizada na quinta-feira (28/11), em Brasília.

O Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo foi para o portal Amazônia Vox, do Pará, com a reportagem Muito além do açaí: Como o chocolate produzido localmente está sendo uma alternativa à monocultura. A equipe responsável pelo trabalho é composta por Daniel Nardin, Marcio Nagano, Raffa Regis, Ana Paula Santos e Ricardo Garcia. A reportagem também venceu a categoria Jornalismo em Texto.

Em Jornalismo de Vídeo, a vencedora foi a TV Bahia, com a reportagem A força dos pequenos exportadores. O conteúdo foi produzido por Eduardo Oliveira, Jefté Rodrigues e Douglas Oliveira.

Na categoria Jornalismo em Áudio, o vencedor foi o especial Amazônia na moda: a voz da resistência e visibilidade, da Rádio BandNews Difusora, do Amazonas. O trabalho é de Mauricio Max.

Marina Silva e Gabriel Moura, do veículo baiano Correio, venceram a categoria Fotojornalismo, com imagens publicadas na matéria Na rua, na régua, na henna: beco na Avenida Sete é salão de beleza a céu aberto.

E em Jornalismo Universitário, as vencedoras foram as estudantes Ana Carolina Izidoro Melo, Maria Vitoria Pereira de Oliveira Souza e Milânia Ribeiro dos Santos, pelo trabalho no portal Contexto da Universidade Federal de Sergipe.

O Prêmio Sebrae também entregou o troféu de Jornalista Parceira do Empreendedor para Kelly Matos, apresentadora da Rádio Gaúcha, pela sensibilidade com que trata os temas do empreendedorismo e como uma homenagem à imprensa gaúcha como um todo, gravemente afetada pelas enchentes deste ano.

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