9.8 C
Nova Iorque
segunda-feira, abril 6, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 572

O coronavírus e os veículos de comunicação – XXIV

Jornalistas de Santa Catarina relatam baixa qualidade de dados sobre a pandemia

Profissionais de imprensa de Santa Catarina relataram à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) que estão tendo dificuldades para acessar dados sobre a pandemia de coronavírus. Eles também criticam a qualidade das informações, que é baixa.

Desde junho, o Governo de Santa Catarina não faz mais coletivas de imprensa sobre a pandemia. O boletim epidemiológico do Estado informou que os detalhes dos casos, que eram publicados diariamente, não estariam mais nos informes, mas disponíveis em um arquivo de dados abertos. Segundo a denúncia, o problema é que a qualidade dos dados é ruim, com diversas informações duplicadas e imprecisas, e quem não tem o conhecimento necessário para analisar e interpretar tais dados acaba perdendo informações importantes sobre a pandemia.

Cristian Edel Weiss, repórter da NSC, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, conta que sua equipe vem rastreando os registros errados. Na semana passada, foram 28 óbitos duplicados. Tais informações podem confundir não apenas a imprensa, mas também o Ministério da Saúde, que usa como fonte as secretarias estaduais de saúde. Ele destaca, por exemplo, o caso de uma mulher que foi declarada como “morta”, e depois como “recuperada”.

Procurada pela Abraji, a assessoria de imprensa do governo catarinense declarou que foram testadas diferentes estratégias de comunicação durante a pandemia. Segundo a assessoria, a equipe segue atendendo pontualmente pedidos de jornalistas e o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, concede entrevistas individuais regularmente.  

Com informações da Abraji.

FIJ aponta nove mortes de jornalistas por Covid-19 no Brasil; na América Latina são 171

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou uma pesquisa sobre os impactos da Covid-19 nos profissionais de imprensa na América Latina. Os dados apontam que, até 19 de agosto, 171 jornalistas morreram de coronavírus na região, nove deles no Brasil.

A pesquisa usou informações de 13 países. Peru, com 82 profissionais de imprensa mortos, e Equador, com 40, são as regiões com maior número de vítimas de coronavírus da região. Brasil, com nove, está em 4º lugar, atrás do México, com 13 mortos.

As vítimas da doença no Brasil citadas no levantamento foram: Rodrigo Rodrigues, apresentador Sport TV (Rio de Janeiro – 28 de julho); José Raimundo Alves, repórter cinematográfico freelance (Salvador − 5 de agosto); Mário Marques Nunes Jr (Bob Jr.), repórter cinematográfico da TV Meio Norte (Terezina – 24 de julho); Letícia Neworal Fave, assessora de imprensa da Universidade do Futebol (Jundiaí/SP − 19 de junho); Lauro Freitas Filho, editor do Jornal Monitor Mercantil (Rio de Janeiro – 28 de maio); Alexandre Rangel, assessor de imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza (Fortaleza − 15 de maio); Marcos Dublê, repórter cinematográfico da TV Metrópole (Fortaleza − 7 de maio); Luiz Marcello de Menezes Bittencourt, da Rádio USP (São Paulo − 30 de abril); e Roberto Fernandes, da TV/Rádio Mirante (São Luís – 22 de abril). A pesquisa não levou em conta três radialistas: Márcio Garçone, da TV Band Rio e CNT (Rio de Janeiro – 5 de maio); Robson Thiago, operador de câmera do SBT Rio (Rio de Janeiro − 21 de abril); e José Augusto Nascimento Silva, editor de vídeo do SBT Rio (Rio de Janeiro – 13 de abril).

Com informações do Portal Imprensa.

E mais…

As professoras Ana Cecília Nunes, da Pucrs, e Ana Marta Flores, da Universidade de Nova de Lisboa, estão fazendo uma pesquisa sobre inovações em jornalismo durante a pandemia. O objetivo é escrever um artigo científico, mapeando estas inovações e compreendendo como os profissionais de imprensa estão lidando com este período.

A pesquisa tem apenas duas perguntas: a primeira é para saber a que grupo o participante pertence, e a segunda para descrever ou colocar links de exemplos de inovações que tenha visto. Não é preciso se identificar para responder à pesquisa. É possível entrar em contato com as professoras através dos e-mails [email protected] e [email protected].


O Arena de Ideias, da In Press Oficina, vai abordar nesta quinta-feira (27/8), às 9h30, pelo canal da agência no YouTube, as transformações necessárias para impactar positivamente o cenário da comunicação durante a pandemia. A moderação é de Patrícia Marins, sócia-diretora da In Press. Inscrições gratuitas.

Patrícia Campos Mello discute populismo e fake news em novo curso

Patrícia Campos Mello
Patrícia Campos Mello

A plataforma Bora Saber lança o curso online Jornalismo investigativo. Apurar: populismo e fake news, ministrado pela repórter especial da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello. Em três aulas, ela discutirá como líderes populistas utilizam as redes sociais para criar grandes redes de desinformação e fake news. O curso será de 20 a 22 de outubro, das 19h às 20h30, na plataforma Zoom.

A primeira aula será sobre Fake News. A eleição do Whatsapp no Brasil, o assassinato de reputações. A segunda abordará a Ascensão do populismo no mundo e a pandemia. E a terceira e última tratará de Máquina do ódio. Bolsonaro e o manual de Viktor Obrán para acabar com a mídia crítica. O curso custa R$ 290. Inscreva-se!

Knight Center lança curso sobre fiscalização de gastos públicos

O Knight Center lança o curso gratuito No rastro digital do dinheiro público: Como fiscalizar gastos da União, estados e Municípios, coordenado pelo economista Gil Castello Branco, fundador da ONG Contas Abertas. As aulas, online, duram quatro semanas, com início em 7 de setembro.

Natália Mazotte, diretora da Abraji, e Carlos Brenner, vice-secretário-geral da Associação Contas Abertas, também são instrutores do curso. O objetivo é capacitar jornalistas para que possam fiscalizar e analisar o fluxo do dinheiro público. O curso inclui videoaulas, leituras, fóruns de discussão, questionários e encontros no Google Meets. Inscreva-se!

Daniel Bruin é o novo presidente da Abracom

A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) realizou em 25/8 eleição para a escolha de sua nova diretoria. O pleito foi com chapa única, Mercado Forte, liderada por Daniel Bruin, da XCOM, que tem como vice-presidente Zé Schiavoni, da Weber Shandwick, e Carina Almeida, da Textual, como secretária-geral.

Além deles, integram a nova diretoria Renato Salles, da FSB, como diretor de assuntos legais e Ana Julião, da Edelman, como diretora de finanças. No conselho fiscal estão Vitor Fortes, da In Pacto, Claudia Zanuso, da Duecom, e Beth Garcia, da Approach, tendo Gustavo Diamantino, da Press-à-Porter, como suplente. Na nova configuração de governança da Abracom, o grupo integra o conselho gestor.

A diretoria eleita nomeará para diretorias não estatutárias nas áreas de relações institucionais e governamentais, capacitação profissional, dados e parâmetros de mercado, expansão e mobilização e outros cargos dedicados à execução de um plano de trabalho, que tem como pontos centrais a melhoria do ambiente de negócios, ética e diversidade, e relacionamento institucional.

A nova gestão vai se encerrar em 2022, ano em que a Abracom completará 20 anos de fundação, representando um mercado que movimenta mais de R$ 2,5 bi ao ano e emprega cerca de 17 mil profissionais. A posse da nova diretoria já foi realizada no encerramento da assembleia. As diretorias estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul serão eleitas nos próximos dois meses em plenárias dos associados locais.

Jovem Pan lança cinco programas em setembro

Em coletiva de imprensa virtual em 26/8, a rádio Jovem Pan (JP) anunciou a campanha Em setembro tem, que promove a estreia de cinco programas.

O primeiro é Tô na Pan, apresentado por Leo Dias e Ligia Mendes, com as últimas notícias do mundo dos famosos, participação de artistas e conexão direta dos principais assuntos nas redes sociais. O programa, que estreia na próxima segunda-feira (31/8), irá ao ar de segunda a sexta, às 11h30 no FM e às 12h na plataforma de streaming Panflix.

Na terça-feira (1/9), estreia Conselho do CEO, com o comentarista de negócios Carlos Sambrana, que dará semanalmente dicas sobre empreendedorismo e como abrir o próprio negócio, traçando paralelos com os cenários político e econômico atuais.

Posteriormente, Augusto Nunes estreia o Direto ao Ponto, programa de debates com um convidado por edição, que será entrevistado por uma bancada diversa de formadores de opinião. A atração, produzida por Paula Azzar, ex diretora do Roda Viva (TV Cultura), irá ao ar às segundas-feiras, às 21h30.

Com os correspondentes internacionais Érico Aires, de Portugal, Mariana Janjácomo, de Nova York, e Monica Yanakiew, da Argentina, o programa de variedades De Tudo um Pouco estreia em 14/9 e trará notícias sobre diversos temas, como moda, costumes, cinema, esporte, gastronomia, viagem, política, economia, relacionamentos, redes sociais e saúde.

A JP estreia ainda a série Tá explicado, que vai esmiuçar temas atuais sobre política, economia, saúde, tecnologia, entre outros, que interferem na vida das pessoas. A apresentadora Lívia Zanolini conversará com especialistas para esclarecer os assuntos de forma didática e confiável.

Luís Ernesto Lacombe assina com a RedeTV e estreia em setembro

Luís Ernesto Lacombe (esq.) e Marcelo de Carvalho (Crédito: Reprodução)

Luís Ernesto Lacombe assinou em 26/8 contrato com a RedeTV. Ele reuniu-se com Franz Vacek, superintendente de Jornalismo, Esportes e Digital da emissora, para discutir propostas de formatos de programas que apresentará “a partir de setembro”, segundo nota da RedeTV. De acordo com a emissora, Lacombe “desenvolverá um projeto jornalístico amplo e multiplataforma 360º”.

Até junho passado ele era apresentador do programa Aqui na Band, da Bandeirantes, mas optou por rescindir seu contrato, que se encerraria em dezembro deste ano, após divergências ideológicas entre departamentos da emissora.   

Lacombe iniciou a carreira em 1988, como estagiário da Bandeirantes no Rio de Janeiro. Trabalhou como repórter e apresentador na extinta Rede Manchete e, posteriormente, na Rede Globo, onde permaneceu por 20 anos. Em 2017, retornou à Bandeirantes.

Podcast O Assunto completa um ano e é o mais baixado da América Latina

O podcast O Assunto, apresentado por Renata Lo Prete (TV Globo), completa nesta quarta-feira (26/8) um ano de existência. Desde a estreia, foram 261 episódios, cerca de 105 horas de programa e mais de 360 convidados. Segundo a empresa Triton Digital, O Assunto é o podcast mais baixado da América Latina, superando 33 milhões de downloads.

O Assunto traz análises e debates com jornalistas e especialistas sobre os temas mais relevantes da atualidade. A equipe de produção é formada por Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Giovanni Reginato, Mônica Mariotti e Renata Bitar.

Em reportagem especial sobre o aniversário do podcast, Renata escreveu que “a multiplicidade e a pluralidade de vozes são sempre recomendáveis no jornalismo. Mas tornam-se imperativas quando a sociedade está tão polarizada, tão avessa ao contraditório”.

O episódio desta quarta-feira é sobre posse e porte de armas no Brasil. O Assunto está disponível em Spotify, Castbox, Google Podcasts, Apple Podcasts, Deezer e outras plataformas de áudio.

Grupo FSB e Exame lançam plataforma de conteúdo estratégico Bússola

O Grupo FSB lança nesta quinta-feira (27/8) a plataforma Bússola, que desenvolveu em parceria com a Exame. O objetivo é ampliar o debate entre líderes de empresas e o mercado e oferecer um melhor contexto sobre os principais setores da economia à sociedade.

Hospedada no site da Exame, a plataforma vai compartilhar diariamente conteúdos para os setores de varejo, infraestrutura, saúde, educação, sustentabilidade, política, comunicação e marketing. Além do portal na internet, a Bússola conta com newsletters, webinars e podcasts. A plataforma, comercializada por FSB e Exame, está disponibilizando ao mercado diversas opções de publicidade digital e conteúdo patrocinado para alcançar uma audiência qualificada.

Lucas Amorim, diretor de redação da Exame, afirma que a parceria com o Grupo FSB “preserva a independência e qualidade jornalística da redação da Exame e, ao mesmo tempo, traz um conteúdo diferenciado, de empresas líderes, para entregar ainda mais conteúdo aos assinantes do portal”.

Alexandre Loures, sócio-fundador da Loures Consultoria e sócio-diretor da FSB, diz que “esse canal multiconteúdo deve ser uma parada obrigatória para as principais lideranças e instituições empresariais que buscam orientação e informação confiável. Nosso time de especialistas trará experiências, perspectivas e novidades dos setores, além de produzirem análises estratégicas. Seremos agora provedor de conteúdo de qualidade para o público final”.

Para Flavio Castro, sócio-diretor da FSB Comunicação, a plataforma Bússola reflete o DNA e valores do Grupo FSB: “Procuramos desenvolver estratégias alinhadas com inovação e tendências do mercado. Esse projeto será um norte para nossos clientes e para diversas instituições. É um passo que estamos dando para mostrar para o mercado nossa expertise e nos colocarmos como referência no setor de comunicação”.

São os seguintes os conteúdos da Bússola:

Webinar − Toda terça-feira, ao meio dia, reúne líderes e autoridades dos principais setores da economia para discutir temas setoriais e da atualidade. Transmitidos ao vivo pelos canais de Exame e Bússola no YouTube.

Bússola Covid-19 − Curadoria diária das principais notícias do dia, atualmente bastante focado na pandemia.

Análise & Conjuntura Política − Artigo semanal assinado pelo jornalista Alon Feuerwerker.

Comunicação e Marketing − Artigo semanal assinado por Alexandre Loures e Flavio Castro, sobre tendências desses mercados e da área digital.

Influência e Congresso − Ranking semanal produzido pelo Instituto FSB Pesquisa, acompanha publicações e engajamento dos deputados e senadores nas redes sociais.

Podcast A+ − Semanalmente, a equipe de jornalistas e analistas políticos da FSB discute os temas que estão na pauta de Brasília, e suas repercussões para a economia.

Podcast Digitalize − O programa traz as lideranças das equipes digitais da FSB Comunicação e convidados para discutir o mercado de transformação e comunicação digitais, e as melhores práticas da área.

Bússola está também em Twitter (@canalbussola), Facebook (@bussolacanal) e YouTube (@Bussola Digital).

BBC defende atletas e ataca discurso de ódio

O índice de trolagem das atletas

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Preconceito e racismo no mundo esportivo não nasceram com as mídias sociais, mas nelas encontraram campo fértil para proliferar. Agressões a atletas nas redes são uma triste consequência da possibilidade de comentar matérias publicadas nos canais digitais de veículos de comunicação. O espaço de comentários acabou virando ambiente propício para discurso de ódio contra minorias.

No Reino Unido a situação afeta particularmente as mulheres. Pesquisa feita pela BBC apontou que quase 1/3 das atletas de elite do país sofreram ataques nas redes sociais, incluindo a ameaças de morte. O percentual é o dobro do registrado em 2015.

Diante dos resultados, a rede − que tem 33 milhões de seguidores em seus canais digitais − anunciou uma iniciativa notável para combater esse mal: estabeleceu uma política rígida para controlar posts agressivos nas seções de comentários. No statement postado no Twitter, afirma que as plataformas devem ser um lugar para discussão, crítica construtiva, debates e opiniões pautadas pelo respeito.

Rigidez no controle de posts no Twitter

A BBC promete bloquear quem postar mensagens agressivas, reportar o caso às autoridades e trabalhar para manter o clima de respeito e cordialidade nos canais. Compromete-se ainda a aumentar o espaço dedicado a esportes femininos e a promover a discussão sobre igualdade no desporto.

O engajamento do público é parte importante da iniciativa. A emissora conclama as pessoas a sinalizarem via e-mail manifestações de ódio relacionadas a raça, cor da pele, gênero, nacionalidade, etnia, deficiência, religião, sexualidade, sexo, idade ou classe social.

Racismo nos esportes, uma questão social e  política − O problema do racismo nos esportes é recorrente na Europa. Vem se agravando nos últimos anos, na esteira de movimentos de extrema-direita contrários a imigrantes que avançam na região, estimulados por políticos que adotaram a bandeira da intolerância, como Nigel Farage, no Reino Unido, e Matteo Salvini, na Itália.

Isso insufla pessoas que, veem imigrantes como ameaça ao país, sentimento que acaba se estendendo a esportistas de outros países ou descendentes de estrangeiros. Sem contar as mulheres, fortemente discriminadas por gente que chega a dizer que que esportes femininos não são de fato esportes.

Atletas femininas, alvo fácil para ataques − Para a pesquisa da BBC foram enviados questionários a 1.068 mulheres atuantes em 39 modalidades esportivas. Das 537 respondentes, 20% dizem ter vivido ou presenciado situações de preconceito racial e 65%, de preconceito de gênero. Mas apenas 10% declaram ter reportado o caso.

A imprensa não ficou bem na foto: 85% das esportistas creem que a mídia não se esforça o suficiente para promover o esporte feminino. Mas pelo menos 93% reconhecem que a situação melhorou nos últimos cinco anos.

O estudo classificou os tipos de abusos mais frequentes nas redes sociais: críticas  à aparência física, à performance e sugestões machistas do tipo “volte para a cozinha”. Uma atleta contou ter recebido uma imagem do escudo de seu clube cheio de ferros de passar roupa.

Outra recebeu um comentário no Twitter sobre sua etnia, afirmando que “não era verdadeiramente britânica”. Foram registradas ainda recriminações nas redes pelo físico: “muito gorda”, “muito alta” ou “ombros muito largos”.

Algumas atletas que participaram da pesquisa autorizaram a divulgação dos ataques sofridos. A jogadora de dardos Deta Hedman contou sobre uma agressão racista depois de perder uma competição. O autor desejou que ela morresse de câncer.

Primeiro passo − É cedo para dizer se a iniciativa da BBC vai dar certo. Os próprios comentários no Twitter sobre o compromisso − muitos criticando, outros duvidando da eficácia e alguns colocando em questão a legitimidade da rede para adotar tais providências − é um sinal da complexidade da questão.

Mas fazer alguma coisa é sempre melhor do que não fazer nada. E quem sabe pode servir de exemplo para outras organizações de mídia ao redor do mundo.

Justiça do Paraná censura reportagem da Quatro Rodas

Por determinação da juíza Beatriz Fruet de Moraes, do Tribunal de Justiça do Paraná, o site da revista Quatro Rodas teve de tirar do ar a reportagem Militec-1 pode ser corrosivo para o motor e não tinha registro na ANP.

A matéria, do editor assistente Henrique Rodriguez, foi publicada em 14/8 e retirada um dia depois, após pedido de tutela antecipada provisória em caráter antecedente determinando a sua suspensão.

O pedido foi feito pela Militec Brasil Importação e Comércio Ltda., representante do produto Militec-1 no Brasil. A liminar suspende a veiculação da matéria até o julgamento final do processo.

A Abril está avaliando as medidas que tomará.

Reportagem negativa sobre produto Militec-1 resultou em censura pela justiça paranaense

Últimas notícias

pt_BRPortuguese