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quarta-feira, abril 1, 2026

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100 anos de Rádio no Brasil: Quando a inteligência artificial aprende a ouvir música como gente

(Crédito: Rodrigo Mozelli – gerada com IA/Olhar Digital)

Por Álvaro Bufarah (*)

Durante décadas, a indústria musical treinou máquinas para reconhecer padrões: batidas, timbres, gêneros, BPM, tonalidade. Agora, com a parceria entre a Universal Music Group e a NVIDIA, o objetivo muda de escala. A inteligência artificial não quer mais apenas classificar músicas. Ela quer compreender música.

A criação do modelo Music Flamingo simboliza essa virada. Não se trata de um algoritmo que identifica refrões ou separa rock de pop. Trata-se de um sistema capaz de analisar faixas completas, captar arcos emocionais, interpretar contextos culturais e traduzir camadas simbólicas da experiência musical. Em outras palavras, a IA começa a ouvir música de forma menos mecânica e mais… humana.

Não é apenas um avanço tecnológico. É uma mudança de paradigma: a música deixa de ser tratada como dado bruto e passa a ser tratada como linguagem emocional estruturada.

Historicamente, a descoberta musical foi baseada em taxonomias pobres: gênero, década, artista, popularidade. Mesmo os sistemas de recomendação mais sofisticados ainda dependem, em grande parte, de correlações estatísticas: quem ouviu isso, ouviu aquilo.

O Music Flamingo promete algo diferente: compreender a música pelo que ela expressa, não apenas por quem a consome. Harmonia, progressão narrativa, tensão emocional, atmosfera, estilo cultural, densidade simbólica. A IA passa a operar não apenas no campo da estatística, mas no campo do sentido.

Isso desloca a curadoria musical de um modelo de mercado (baseado em massa) para um modelo quase semiótico: baseado em afinidades subjetivas profundas.

O Spotify sugere o que você provavelmente vai gostar. O Music Flamingo tenta sugerir o que ressona com quem você é.

O artista como coautor da máquina

O aspecto mais interessante da parceria talvez não seja o modelo em si, mas a criação da incubadora criativa. Diferentemente de outras iniciativas de IA musical, aqui os artistas não são apenas usuários – são coprodutores da tecnologia.

A incubadora da UMG e da NVIDIA inverte a lógica típica da IA generativa: em vez de treinar máquinas em cima da cultura e depois oferecer o resultado pronto, a proposta é desenvolver ferramentas junto com quem cria.

É uma tentativa explícita de evitar o fenômeno que já assombra o setor: a enxurrada de conteúdo genérico, repetitivo, artificialmente competente e culturalmente vazio – o chamado AI slop.

Nesse modelo, a IA não substitui o gesto criativo. Ela amplia o campo de experimentação, funcionando como lente, espelho, laboratório e não como atalho.

Outro elemento estratégico é a catalogação. O Music Flamingo não serve apenas para criar ou recomendar. Ele serve para organizar o próprio patrimônio musical da humanidade.

Com um catálogo como o da Universal, a IA passa a funcionar como um sistema de memória cultural ativa: capaz de mapear relações entre obras, estilos, períodos históricos e influências cruzadas.

Não é apenas um buscador melhor. É um sistema de cartografia simbólica da música global.

No limite, esse tipo de tecnologia pode redefinir como arquivos, bibliotecas, museus sonoros e plataformas de streaming estruturam seus acervos. A IA deixa de ser ferramenta de consumo e passa a ser infraestrutura cognitiva da cultura.

(Crédito: Rodrigo Mozelli – gerada com IA/Olhar Digital)

A parceria também escancara uma disputa estrutural: quem controla os dados culturais controla o futuro da IA. Treinar modelos musicais exige acesso a repertórios gigantescos – e é aí que entram as grandes gravadoras.

Diferentemente de startups que treinaram modelos com conteúdo capturado sem licença (como Udio e Suno), a UMG aposta em um modelo regulado: IA treinada apenas com obras licenciadas, com mecanismos explícitos de atribuição e remuneração.

É uma tentativa de transformar a IA musical em um sistema industrial legítimo, e não em uma economia paralela predatória.

No fundo, o acordo com a NVIDIA não é apenas tecnológico. É geopolítico dentro da indústria cultural: quem pode treinar, com quais dados, sob quais regras e com quem fica o valor gerado.

Talvez o maior risco da IA musical não seja estético, mas filosófico: a ideia de que a música poderia ser reduzida a um problema de engenharia. A parceria UMG-NVIDIA tenta responder a isso com uma tese clara: a música continua sendo humana, mas a inteligência artificial passa a ser parte do ambiente cognitivo da criação.

A IA não compõe sozinha. Ela sugere, analisa, contextualiza, expande, provoca.

Assim como o sintetizador não matou a música acústica, e o sampler não matou a composição, a IA tende a se tornar mais uma camada do ecossistema criativo – poderosa, ambígua, inevitável.

A diferença é que agora a tecnologia não apenas produz sons. Ela começa a entender por que eles importam.

E talvez seja exatamente aí que a música entra em sua fase mais radical desde o surgimento do fonógrafo: quando até as máquinas precisam aprender que, antes de ser dado, a música é experiência humana condensada em tempo.

 

Fonte primária

  • Universal Music Group (2026) – Press release parceria UMG + NVIDIA

IA e música

  • Stanford HAI – Generative AI in Creative Industries
  • MIT Technology Review – AI and the Future of Music
  • Berklee College of Music – AI in Music Production Report

Recomendação e descoberta

  • Spotify Engineering – How Recommendation Systems Work
  • Google DeepMind – Audio Representation Learning

Direitos autorais e IA

  • WIPO (World Intellectual Property Organization) – AI and IP
  • European Commission – Copyright in the Age of Generative AI
  • Recording Industry Association of America (RIAA)

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (47)

Por Assis Ângelo

As desgraças do mundo foram tantas que quase desnecessário é dizer que já não cabem no balaio do passado. E por não caberem completamente nesse balaio, dificilmente caberão no espaço do presente que vivemos.

E as desgraceiras do futuro, hein?

Antes da cegueira dos olhos, a humanidade quase toda sempre foi cega. Metaforicamente falando, claro. Claríssimo, não é mesmo?

A história conta das pequenas e grandes guerras provocadas pela estupidez humana.

Pois é, a história se repete.

Na Antiguidade as pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência eram descartadas do meio social já logo ao nascer.

Essas pessoas já não são mais eliminadas como nos tempos de antanho, mas ainda assim comem o pão que o diabo amassa e torra nos fornos do Inferno.

As pessoas cegas hoje somam-se aos milhões mundo afora. E grave, mas gravíssimo mesmo, é sabermos dos números absurdos referentes às pessoas desprovidas de visão nos olhos que são violentadas de todas as formas no dia a dia cachorro que vivemos.

Saber que crianças cegas são violentadas física e sexualmente no seio familiar, mais das vezes, é nos deixar de crer no próximo, não é?

Tereza Batista Cansada de Guerra (1972), romance de Jorge Amado (1912-2001), começa de modo a nos sangrar o coração.

A Tereza do Jorge, órfã de pai e mãe aos 8 anos, é vendida pela tia Felipa ao capitão canalha Justiniano Duarte da Rosa. Esse tal é um pedófilo que deveria ter nascido morto. Rico e violento, compra meninas na flor da idade com o propósito de deflorá-las. E isso o faz dezenas e dezenas de vezes, impunemente. Mas seus dias estão contados, desde o momento que ele faz o que faz com a pequena Tereza, no tempo dos seus 12 anos de idade.

Até conseguir violentar a menina Tereza, apanha dela e quase sai cego, depois de atingido por suas unhas cravadas no rosto.

Enfim, dias contados…

Tereza finda por matar o seu algoz com uma bem dada facada nas costas, enquanto ele a esbofeteava.

Enfim, a vida passa que nem uva e como espinhoso cacto, duro, Tereza transforma-se numa espécie de heroína das mulheres até então desvalidas, como ela. Briguenta que só!

Muitos livros do bom baiano Jorge Amado têm a mulher como heroína.

As heroínas de Jorge vêm sempre dos cafundós do Judas. Das quebradas, do bem longe que nem os olhos veem.

Dentre os livros com heroínas do Jorge destaque para, além da aqui já citada Tereza, Gabriela (1958), Dona Flor (1966) e Bernarda de Tocaia Grande (1984).

Claro, há também grandes heróis criados por Jorge. Entre esses, Joaquim, de A Morte e A Morte de Quincas Berro D’Água (1959).

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgou dados em 2025 dando conta de que em 2024 o Brasil bateu triste recorde de 87.545 estupros: 77% das vítimas tinham menos de 14 anos e 88% eram do sexo feminino.

Os romances de Jorge Amado quase sempre mostram as vivências do povo do Nordeste, especialmente de Bahia e Sergipe.

A citação a sergipanos e sergipanas deve-se certamente ao fato de o autor ter morado em Sergipe nos seus tempos de rapaz.

O machismo corre solto em Tocaia Grande, Dona Flor, Gabriela

Gabriela Cravo e Canela começa com um duplo homicídio. O autor é traído pela mulher com um dentista. Os dois morrem na hora.

Pois é, não é só na literatura que o machismo encontra espaço.

Em 2024 registraram-se, no Brasil, 1.492 feminicídios e 3.870 tentativas de feminicídio.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

Entidades consideram preocupante decisão de busca e apreensão em casa de jornalista no Maranhão

Flavio Dino e Alexandre de Moraes (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Entidades defensoras da liberdade de imprensa consideraram preocupante a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a realização de busca e apreensão na residência do comunicador maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo site Blog do Luís Pablo. A medida, solicitada pela Polícia Federal, investiga um suposto crime de perseguição contra o também ministro do STF, Flávio Dino.

Em seu blog, Luís Pablo publicou reportagens sobre um automóvel utilizado por Flavio Dino. Nos textos, o comunicador afirma que o ministro estaria utilizando um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão para viagens particulares em São Luís (MA). Junto aos textos, Luís Pablo publicou também fotos do carro.

Segundo a decisão, as postagens podem configurar crime de perseguição e exposição de informações que poderiam colocar em risco a segurança de Dino e sua família. Para Moraes, Luís Pablo pode ter realizado monitoramento e vigilância do veículo e divulgou dados que podem afetar a integridade física ou psicológica da vítima. O magistrado mencionou ainda a possibilidade de participação de outras pessoas na obtenção das informações.

Baseando-se nestes indícios, Moraes autorizou a realização de busca e apreensão na residência de Luís Pablo. Foram apreendidos computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos para análise. A decisão determinou ainda a coleta e preservação das publicações feitas pelo jornalista na internet e em redes sociais.

Entidades defensoras da liberdade de imprensa consideraram a decisão preocupante. Em nota conjunta, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) escreveram que “a atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo. O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação”.

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji),”ainda que a informação divulgada fosse sigilosa, já ficou pacificado no Judiciário brasileiro que o jornalista tem o direito de publicar informações – sigilosas ou não – de interesse público. E não pode ser criminalizado por isso. O jornalismo deve ser exercido com responsabilidade, prezando pela verificação das informações e a preservação da segurança dos envolvidos. No entanto, ao autorizar a busca e apreensão de celulares e computadores de um jornalista, o ministro também pode acabar por violar o direito ao sigilo da fonte, garantia constitucional de jornalistas no Brasil”.

Relatório mostra que nem a Europa está imune às ameaças ao jornalismo

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Enquanto outras guerras – em Gaza e agora no Irã – reduziram a atenção internacional sobre o conflito que já se estende há quatro anos na Ucrânia, seus efeitos devastadores para o jornalismo continuam no centro das preocupações com a liberdade de imprensa na Europa.

É o que aponta o relatório On the Tipping Point: Press Freedom 2025, publicado na semana passada pelo Conselho da Europa como resultado de um trabalho conjunto de 15 organizações, entre elas Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), Repórteres Sem Fronteiras, Comitê para a Proteção de Jornalistas, PEN International, Article 19, Index on Censorship e European Broadcasting Union.

Segundo o documento, a liberdade de imprensa continuou sob pressão constante na Europa em 2025, afetada por intimidações jurídicas e digitais, ataques físicos, tentativas de captura da mídia e repressão transnacional.

A guerra entre Rússia e Ucrânia é apontada como a ameaça mais grave aos jornalistas na região. De acordo com registros do Conselho, quatro profissionais morreram, outros ficaram feridos, e muitos seguem detidos em territórios ocupados ou continuam desaparecidos.

Fora da zona de guerra, o cenário também é marcado pela violência física. O relatório afirma que jornalistas em diversos países europeus têm sido frequentemente agredidos durante protestos, por agentes policiais, ativistas políticos e manifestantes.

Esse tipo de ataque foi relatado em um quarto dos países abrangidos pelo levantamento, com os níveis mais altos registrados em Geórgia, Sérvia e Turquia.

O documento também reúne casos de prisões, espionagem com softwares de vigilância, processos judiciais intimidatórios (conhecidos como SLAPPs), interferências políticas em veículos de imprensa e um problema histórico que segue comprometendo a atividade jornalística: a falta de financiamento.

Leia a matéria completa e acesse o relatório em MediaTalks.


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ABCPública: Comunicar bem também é política pública

Webinário debate Inteligência Artificial e Comunicação Pública em lançamento de e-book

Por Lília Gomes de Menezes, Vice-presidente de Comunicação da ABCPública

“Houve uma falha de comunicação!” Em quase todas as crises, no setor público ou privado, essa costuma figurar entre as causas diagnosticadas quando se busca entender por que uma ação não produziu os resultados esperados pela gestão. Mesmo sendo identificada e mencionada com frequência, há décadas, no âmbito organizacional, o seu índice de recorrência parece não baixar.

São vários os fatores que podem contribuir para esse cenário. Entre eles estão a estrutura precária das áreas de comunicação, o baixo investimento em qualificação profissional, o não posicionamento da área como estratégica. No âmbito da administração pública, o que se observa é que entre a lei e a prática, em geral, o caminho costuma ser longo.

Desde a Constituição de 1988, quando o direito à informação foi introduzido na categoria de direitos fundamentais, o poder público passou a ter o dever de assegurá-lo ao cidadão, tanto quanto outros direitos sociais como saúde, educação, lazer, trabalho digno. Os governos estão obrigados a assegurar ao cidadão esse direito em suas três perspectivas: “de ser informado, de se informar e de informar”, como descreveu o jurista portugues José Gomes Canotilho, em 1993. Isso porque o acesso a qualquer outro direito, depende necessariamente da plena oferta do direito à informação, por meio do qual o cidadão poderá conhecer as regras do jogo, cumprir seus deveres,  exercer  os direitos, ter voz para defender suas necessidades, fiscalizar a aplicação do dinheiro público.

A simples introdução do direito à informação na categoria de direito fundamental sinaliza a obrigatoriedade de os governos investirem na estruturação de canais de interação com o cidadão, que possibilitem a concretização dos direitos de ser informado e de se informar.  Isso quer dizer que, para além de traduzir os serviços, atribuições, obrigações do órgão público, há que se estruturar e dar funcionamento efetivo aos canais de recebimento e oferta de respostas às demandas levadas pelo cidadão.

A máquina pública brasileira movimenta um orçamento da ordem de trilhões. De acordo com o site do Senado, para 2025 foram previstos R$ 245 bilhões para despesas com a saúde pública, R$ 226 bilhões para a educação, R$ 972 bilhões da Previdência Social (LOA 15.121). Traduzir em ações comunicativas a avalanche de informações que perpassa a gestão de tantos orçamentos, desde a entrada do dinheiro em caixa até a sua entrega em forma de serviço ao cidadão, exige estruturas de comunicação pública qualificadas, independentes, multidisciplinares e, obrigatoriamente, capazes de entrar em relação com todos os segmentos da diversa população brasileira.

Seja na seleção do assunto e de fontes, no formato do conteúdo, na escolha da linguagem, colocar o cidadão no foco da agenda dos canais de comunicação dos órgãos públicos deve ser a escolha óbvia e consensual na administração pública.

No entanto, não se chega a esse patamar sem uma hierarquia normativa que sustente a independência de atuação das áreas de comunicação. A largada foi dada em 1988 com a Constituição Federal; depois fortalecida por legislações infraconstitucionais como a Lei da Transparência (LC nº 131/2009) e a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Agora, é a hora e a vez dos atos administrativos, como políticas de comunicação, que assegurem o cumprimento dos princípios da comunicação pública no âmbito de cada órgão ou ente público, dando perenidade a projetos, e protegendo as iniciativas de comunicação de mudanças apenas por receber uma nova administração.

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) acaba de publicar a Recomendação nº 1/2026, que trata da carreira do comunicador público, um documento que sinaliza pilares fundamentais para a entrega de comunicação fundada nos princípios da comunicação pública.

O documento pontua, dentre outras necessidades, a consolidação de políticas de comunicação, a formação contínua de profissionais, a estruturação de carreira com contratação por concurso público, a revisão de planos de cargos e salários, o posicionamento da comunicação como área estratégica.

Ao contrário de uma lógica arraigada na área pública, baseada na visibilidade pessoal ou a mera propaganda institucional, a efetiva interlocução com o cidadão, por meio de uma comunicação bem estruturada, pontual e estratégica, reforça a legitimidade e aumenta a credibilidade. Esse é o alicerce sólido que sustentará a instituição em situação de crise e, com certeza, tem potencial para reduzir a incidência do recorrente e desgastado diagnóstico: “houve uma falha na comunicação”.

Leia a Recomendação na íntegra aqui.

Prêmio Mural de Jornalismo Local 2026 tem votação aberta ao público

Crédito: DIvulgação/Agência Mural

A Agência Mural iniciou a votação para a 2ª edição do Prêmio Mural de Jornalismo Local 2026, que escolherá as melhores reportagens publicadas pela rede de correspondentes do veículo ao longo de 2025. Nesta edição, além da votação do júri, haverá também votação popular, na qual os leitores da Mural ajudarão a escolher os melhores trabalhos. A votação vai até 25/3.

São ao todo 55 reportagens divididas em sete grandes categorias: Democratize-se, sobre política e direitos humanos, com reportagens que abordam temas como moradia, enchentes e racismo ambiental; No Corre, voltada para economia e trabalho, com trabalhos que vão desde o cachorro-quente de Osasco até o futebol de várzea na zona leste; Ponto a Ponto, focada em transporte e mobilidade, com matérias sobre mudanças em itinerários de ônibus e histórias de apaixonados por kombis; Em Rolê, sobre cultura, gastronomia e esporte, com reportagens sobre memórias de bairro, artistas periféricos, cultura do skate e expressões das quebradas; Sobre-Viver, voltada ao meio ambiente e à saúde, com trabalhos envolvendo mudanças climáticas, aterros sanitários e famílias em situação de risco; e Vale Nota?, com foco em educação, que tem histórias sobre iniciativas de educadores, escolas improvisadas e o fechamento de unidades escolares.

Além do prêmio de votação popular, a Agência Mural reconhecerá a melhor reportagem em cada uma das categorias e premiará também o correspondente que mais publicou no período e também a reportagem com maior audiência.

Participe da votação aqui.

BM&C News tem novos programas em março

Rafael Lara

O canal BM&C News – 547 na Claro, 579 na Vivo, entre outras operadoras – lança três programas em março, para reforçar sua presença no noticiário de mercado de capitais, governança corporativa e investimentos internacionais. A notícia é do site Bastidor.TV.

Em 9/3 estreou Repcast, às 22h, programa de entrevistas que discute reputação corporativa e geração de valor. Reúne executivos e investidores para analisar como a credibilidade afeta decisões de investimento e a percepção do mercado. Discute imagem institucional, gestão de crises, transparência e relacionamento com stakeholders.

Rota Fácil, exibido às quartas-feiras, às 22h30, é voltado para pequenas e médias empresas que pretendem chegar ao mercado de capitais. Desenvolvido juntamente com a BEE4, plataforma regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mostra como estruturar seus negócios para atrair investidores. Em cada episódio, um empresário apresenta seus projetos a especialistas, que avaliam critérios como governança, estrutura societária e estratégia.

Rafael Lara apresenta o semanal Global Wallet, sobre o cenário internacional de investimentos e os impactos da economia global sobre o investidor brasileiro. Vai ao ar também às quartas, às 23 horas. Analisa tendências macroeconômicas, movimento dos mercados globais e oportunidades de diversificação de portfólio fora do Brasil. Lara já está à frente do programa diário Closing, com o fechamento de mercado.

Encontro organizado pela Agrojor receberá jornalistas de 23 países

A Rede Agrojor – Rede Brasil de Jornalistas Agro realizará pela primeira vez no País o Mid Term Executive Meeting, da Federação Internacional de Jornalistas Agropecuários (IFAJ). O encontro, de 15 a 20 de março, em São Paulo, receberá mais de 50 jornalistas de 23 países, que ao longo dos seis dias de encontro percorrerão 11 municípios do interior paulista para visitas de campo em fazendas, instituições de pesquisa e agroindústrias

O Mid Term Executive Meeting é a reunião anual da diretoria global da IFAJ, sediada em sistema rotativo em algum dos mais de 60 países membros da federação, que reúne 5.500 jornalistas em todo o mundo. No Brasil, a viagem de imprensa ocorrerá nos municípios de Guarulhos, São Carlos, Piracicaba, Charqueada, Descalvado, Pirassununga, Mogi Guaçu, Araraquara, Holambra e Campinas.

“O Executive Meeting será uma excelente oportunidade para mostrarmos tanto a seriedade da Agrojor em sua organização quanto o trabalho desenvolvido no setor agro do País”, afirma Vera Ondei, presidente da Rede Agrojor. “O resultado desse encontro poderá nos fortalecer na disputa para sermos a sede do Congresso Mundial da IFAJ futuramente”.

Mega Brasil abre inscrições para a 16ª edição de seu Seminário de Comunicação

Estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Seminário Mega Brasil de Comunicação Interna e Relacionamento com Empregados, que este ano debaterá o tema As corporações e a humanização nas relações de trabalho, com executivos de algumas das mais importantes organizações do País. O evento, marcado para 21 de maio, das 9h às 16h20, será novamente nas instalações da ESPM Tech, que apoia a iniciativa, na rua Joaquim Távora, 1.240, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.

Marco Rossi, diretor da Mega Brasil e curador dessa nova edição do Seminário, comenta os objetivos da iniciativa: “Falar de humanização nas relações de trabalho não é um exercício de benevolência, mas uma necessidade de sobrevivência. Uma corporação que não humaniza suas relações é uma estrutura estéril, onde o talento se esvai e a inovação morre no silêncio do medo. O 16º Seminário Mega Brasil de Comunicação Interna e Relacionamento com Empregados não está aqui apenas para falar de trabalho, mas para falar de vida, de respeito e da construção de um lugar onde valha a pena estar”.

Na palestra de abertura, a professora Patrícia Gil, da ESPM, vai se debruçar sobre o tema A inquietude da nova geração e os desafios do mundo corporativo para a retenção de talentos.

A ela se seguirão três mesas, reunindo cases emblemáticos de algumas das mais importantes organizações do País, todas elas referências nas respectivas áreas de atuação.

Estão confirmadas no evento as apresentações de:

  • Alexandre Junior, supervisor de Comunicação e Responsabilidade Social da São José Agroindustrial, com o case Comunicação sem Barreiras: Estratégias Multicanais para Engajar Públicos Diversos;
  • Juliana Annunciato, gerente de Comunicação Interna Brasil da Natura, com Natura Creators | Pessoas confiam em pessoas – e a Natura também;
  • Karla Magalhães, gerente de Desenvolvimento Organizacional, Cultura e Comunicação Interna da Sompo, com O clima de hoje é: confiança se constrói com comunicação. Como a estratégia de Comunicação Interna e a repaginação dos canais sustentaram um grande movimento de mudança na Sompo;
  • Mariana Sekeres, coordenadora de Comunicação Interna, Endomarketing e Patrocínios da Caixa Vida e Previdência, com Quando o patrocínio vira experiência: conectando cultura, pessoas e propósito;
  • Priscila Quaresma, gerente de Comunicação Interna e Marca Global na Votorantim Cimentos, com O desafio de comunicar com o público operacional na Votorantim Cimentos;
  • Thiago Massari, líder de Comunicação Integrada da Bayer, com Como a estratégia “Em Foco” está reduzindo a sobrecarga informacional e conectando colaboradores às prioridades da Bayer.

Também estão confirmadas as participações de Adriano Zannigerente de Cultura, Comunicação Interna e Experiência do Colaborador no Grupo Casas Bahia; Elizeo Karkoski Pereira, diretor executivo da P3K Comunicação; Leila Gasparindo, CEO do Grupo Trama Reputale; e Priscilla Staell, gerente de Comunicação na JTI.

As inscrições custam R$ 578 até 18 de abril. Outras informações aqui.

ESPN reforça sua equipe para a cobertura da Série B

Isabela Correa e Raisa Martins

De olho na cobertura da Série B do Campeonato Brasileiro, com quem tem contrato assinado até o ano que vem, a ESPN anunciou nos últimos dias uma série de reforços em diversos estados.

Isabela Correa

Isabela Correa, ex-repórter dos telejornais SC no Ar e Balanço Geral, da NDTV Record, e com passagem pela NSC TV, foi contratada para atuar na cobertura de Avaí e Criciúma em Santa Catarina.

No Ceará, Raisa Martins deixou o Sistema Verdes Mares, onde era repórter do Globo Esporte CE, e chega para cobrir Fortaleza e Ceará, equipes que caíram para a Série B em 2025 e lutarão para voltar à elite neste ano.

Raisa Martins

Dividindo-se entre Pernambuco, onde jogam Sport e Náutico, e Alagoas, com o CRB, estará Antônio Gabriel, que deixa o Sistema Jornal do Commercio, onde era repórter da Rádio Jornal, após dez anos de casa.

Sem a presença da dupla Remo e Paysandu, que em 2026 jogarão as séries A e C, respectivamente, Melbya Rolim deixou o Pará para atuar com o futebol paulista, acompanhando Botafogo-SP, Novorizontino, Ponte Preta e São Bernardo. Ela vai se juntar ao ex-colega Matheus Raymundo, que também está capital paulista. Ambos trabalharam na TV Cultura do Pará.

Antonio Gabriel

Junto com a plataforma Disney+ Premium, a ESPN exibirá mais de 340 partidas da Série B em 2026. Apenas as de Náutico e São Bernardo como mandantes, adquiridas pela Globo, ficam fora do pacote.

(Com informações da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo)

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