Uma reportagem do UOL Carros sobre o novo EcoSport veiculada em 3/8, um dia antes do lançamento oficial em Natal, motivou um debate entre profissionais de internet e a Comunicação da Ford sobre as condições de acesso à informação de lançamentos. Apesar de a matéria de Claudio Luis de Souza ter iniciado o caso, o alerta fazia menção a uma suposta distinção de tratamento se comparado ao reservado aos impressos. ?É uma reivindicação antiga, não só junto à Ford, mas a todas as fábricas?, explica Lucas Bessel, editor do R7 Carros. ?Houve uma reunião informal entre alguns dos portais e a Comunicação da Ford, após a apresentação do carro, para pedir condições igualitárias de cobertura dos lançamentos?, completou, reforçando que o diálogo foi tranquilo, sem desentendimentos. O próprio Cláudio já havia colocado um post no Blog da Redação, no qual questionava a primazia às revistas. A Ford diz que só realiza prévias sob embargo, mas que no futuro pretende ampliar esse sistema aos principais sites. ?No caso do EcoSport, não houve privilégio a ninguém?, afirma Célio Galvão, gerente de Imprensa da fábrica. ?Quanto mais sites puderem nos divulgar, melhor?. Segundo ele, Cláudio teve o mérito e a sorte de ligar e perguntar se poderia antecipar algumas informações justamente quando havia, de fato, algo para ser adiantado. Presença ? O EcoSport já vinha sendo ?pré-lançado? havia alguns meses. Mas o evento oficial na capital potiguar reuniu 140 jornalistas do Brasil (20 deles não-especializados), 50 profissionais da Argentina, dez do México e cinco do Chile. Receberam os jornalistas Steven Armstrong, presidente da Ford Brasil; e Matt O?Leary, diretor de Desenvolvimento de Produto da Ford na América do Sul.
Memórias da Redação – Mercadante, o William Holden da imprensa
Sandro Villar ([email protected]), correspondente do Estadão em Presidente Prudente, envia esta homenagem a Luiz Fernando Mercadante, falecido em 31/7. Mercadante, o William Holden da imprensa Depois de saber da morte do jornalista Luiz Fernando Mercadante, na apresentação de praxe feita por Eduardo Ribeiro e na nota interna deste Jornalistas&Cia, reagi falando baixinho:?Meu Deus!?. Não convivi diretamente com ele nem fiz parte de seu círculo de amizades. Apenas duas vezes conversei com Mercadante. Lembro-me que a primeira foi há mais de 20 anos, na TV Cultura, onde trabalhávamos. A segunda e última vez faz uns 15 anos. Foi na portaria do Estadão, onde eu tinha ido visitar amigos e, para ser sincero, tive vontade de pedir autógrafo a alguns deles. Nesse derradeiro encontro, eu estava acompanhado pela minha filha, Cíntia Carol, que dava os primeiros passos na carreira de atriz e modelo. Mercadante achou-a linda (já fui bom de fôrma). Ele quis arrumar emprego para ela na TAM, onde seria aeromoça ou comissária de bordo, como se diz hoje em dia e até hoje em noite. Pelo que deu a entender, Mercadante estava por cima da carne seca e até da carne molhada na TAM. Ele era o braço direito ? ou os dois braços ? do lendário comandante Rolim, a quem chamava de comandante Rolinha. Não posso, no entanto, assegurar que a brincadeira acontecia também na intimidade. Mas posso assegurar que Rolim ao contrário é Milor, como o próprio Millôr brincava. E quem manja um bocado desse negócio de falar de trás pra frente são os moradores de Sabino (SP). Eles falam sabinês, um dialeto que começou não se sabe como e virou tradição na cidade. Mas do que é que eu falava mesmo? Confesso que estou mais perdido do que os réus do Mensalão com o julgamento no Supremo. Já me lembrei. O ínclito cidadão aqui falava do caro e prezado Luiz Fernando Mercadante, que foi embora deste insensato mundo e vai fazer uma falta danada aos parentes, amigos e ao Jornalismo. No caso da citada companhia de aviação, Mercadante deixou claro que bastava procurar algum diretor que a minha filha seria contratada. E que falasse em nome dele para conseguir o emprego. Ela preferiu seguir a carreira de atriz e modelo. De qualquer forma, louvo publicamente o gesto dele, procurando ajudar pessoas fora de seu círculo de amigos. No meu caso, falei com ele sobre as minhas crônicas, que queria publicá-las e coisa e tal. ?Preciso tirar esse material da gaveta?, disse a ele. ?Procure o [Fernando] Mitre no Jornal da Tarde, fala em meu nome?, sugeriu. Outro gesto bacana dele. Procurei o Fernando Mitre, mas, àquela altura do campeonato da vida, ele estava deixando o JT para se dedicar integralmente ao Jornalismo da Band. Mitre quis saber como estava Mercadante. Respondi que aparentemente estava bem. Alto e com cara de galã de cinema, Mercadante lembrava fisicamente o ator americano William Holden e, para valorizar o produto nacional, diria que o ator era quase um sósia do jornalista que brilhou na profissão, principalmente nas revistas Realidade e Veja. Um dos melhores trabalhos de Mercadante foi a entrevista que ele fez com Nelson Rodrigues. Veja o enviou ao Rio de Janeiro para entrevistar o cronista e teatrólogo. Mercadante levou um gravador e, presumo, uma máquina de escrever portátil. Afinal, o entrevistado não era um qualquer e, salvo engano, entrevistador e entrevistado se encontraram em um bar. O jornalista ligou o gravador e Nelson começou o depoimento. Eles conversaram um tempão. Entrevista encerrada, Mercadante desligou o gravador. Nelson lhe fez um pedido. Ele queria ler o texto antes da publicação, explicando que não se tratava de censura ou controle. Era apenas para conferir se não tinha falado alguma besteira ou coisa parecida. O jornalista concordou e foi para o hotel. Ligou o gravador e cadê a gravação? Não tinha gravado coisa alguma, a máquina falhou. Mercadante telefonou para o editor e explicou o que tinha acontecido. O editor o tranquilizou: ?Você está com a entrevista na cabeça, lembra do que o Nelson falou e anota tudo no papel?. Foi o que ele fez. Antes de voltar para São Paulo, Mercadante, certamente preocupado, mostrou o texto a Nelson. Ele adorou: ?Essas maquininhas são maravilhosas, elas gravam tudo?, disse, concordando que tudo estava como ele havia falado na entrevista.
Os 75 anos de Matías Molina
Os 75 anos de Matías Molina Matías Molina, um dos mais respeitados jornalistas de Economia do País, com passagens pelo grupo de revistas técnicas da Abril e, depois, por muitos anos pela Gazeta Mercantil, onde foi editor-chefe, fez 75 anos no final de julho e para homenageá-lo seu filho caçula e também jornalista Maurício Martínez fez as vezes de editor e convidou diversos profissionais que com ele conviveram a serem coautores da obra Matías M. ? O ofício da informação, homenagem que só foi revelada a Matías em 29 de julho.
A seguir, Nora Gonzalez, uma das 28 autoras, dá detalhes sobre o livro; e a repórter Mariana Ribeiro fala com o aniversariante sobre a idade, o jornalismo e a homenagem.
Livro homenageia Matías Molina por seus 75 anos Por Nora Gonzalez ([email protected]) Matías Molina, o eterno e polêmico editor-chefe da Gazeta Mercantil, fez 75 anos no final de julho. Para homenageá-lo, seu filho caçula e também jornalista Maurício Martínez fez as vezes de editor e convidou no ano passado diversos profissionais que conviveram com Matías em algum momento de sua vida a escrever um capítulo cada um sobre como era o ?chêfe? ? no sotaque do próprio. Não havia mínimo nem máximo de caracteres, apenas um pedido de imparcialidade, que em raros momentos algum dos autores conseguiu cumprir.
No total, 28 pessoas participaram do projeto que culminou no livro Matías M. ? O ofício da informação, um perfil com vários autores apresentado ao homenageado no domingo 29 de julho, num lançamento informal e surpresa para ele numa pizzaria de São Paulo. Alguns profissionais declinaram do pedido ? segundo o editor, parte por falta da insistência dele, parte ainda por receio dos mordazes comentários que o texto poderia merecer do sempre crítico e detalhista Molina.
Lá estão histórias saborosas e, apesar da diversidade de autores, alguns pontos permeiam todas as narrativas: as dificuldades em entender o sotaque ibérico do sempre acelerado Molina, a insistência na precisão das informações, o detalhismo que tanto exasperava os cansados repórteres que já estavam trabalhando pra lá do Deus-me-livre, a generosidade pessoal e poucas vezes conhecida, além de frases que todos ouviram em algum momento, como ?pediu para o Centro de Informações as matérias sobre essa empresa antes de ir para a entrevista??, ou ?que livro você está lendo??, quando entrevistava um candidato, mesmo que ao cargo de trainée.
O livro não está à venda em livrarias, mas pode ser adquirido contatando diretamente Maurício ([email protected]). Nele, os que trabalharam sob a batuta de Molina reconhecerão diversas histórias e passagens daquele que, embora tímido e avesso totalmente aos holofotes, é um dos mais cultuados jornalistas de duas gerações de profissionais. A idade, o jornalismo, a homenagem Por Mariana Ribeiro O sotaque permanece mesmo após 58 anos de Brasil.
Nascido na Espanha, Matías Molina chegou ao País aos 17 anos, acompanhado da mãe, e decidiu ficar mesmo depois que ela foi embora: ?Criei raízes aqui?. Ao refletir sobre os recém-chegados 75 anos de idade e 50 de jornalismo, afirma convicto: ?Claro que a chegada da idade nos faz parar para olhar para trás. Mas a ideia é seguir sempre trabalhando?. Sobre as mudanças no jornalismo nos últimos 50 anos, ele destaca a perda do predomínio do jornal impresso para a televisão, especialmente pelo alcance desta: ?
O jornal continua contribuindo fundamentalmente para ditar a agenda, para levar uma informação mais aprofundada?. E prossegue: ?Todos os meios de comunicação também sofreram modificações com a internet (rádio, tevê, impresso). Ela tem o poder de alcançar um número maior de pessoas, mas a informação tende a ser mais superficial. A internet é um meio. Depende de como é utilizada. Se essas mudanças são boas ou ruins? São mudanças. Ponto?. Molina aponta cultura, curiosidade, vontade de aprender e princípios sólidos como características básicas para que um jornalista se destaque como bom profissional: ?E isso não mudou desde quando eu comecei, até agora. É a base?. Sobre o livro de memórias em sua homenagem que os amigos escreveram, afirmou: ?Foi uma grande surpresa. Fiquei muito emocionado mesmo?.
De papo pro ar ? Em inglês, não!
Muita gente sabe que o radialista Moraes Sarmento detestava música norte-americana. Em 1958, o roqueiro Tony Campello, de batismo Sérgio Beneli, estava lançando seu primeiro disco, um daqueles bolachões de 78 rpm. Um divulgador da Odeon o acompanhou até a rádio onde Sarmento apresentava programa só de músicas brasileiras, naturalmente. Tony se apresentou, dizendo quem era etc. e tal. Sarmento olhou pra ele com certo desprezo e uma dose de pena e disse: ? Estão sacaneando você, mas hoje eu vou abrir um exceção. E pôs para rodar a balada-rock Forgive me, dos brasileiros Mário G. Filho e Celeste Novaes, não sem antes se desculpar perante os ouvintes. N. da R.: Já está no www.jornalistasecia.com.br a quarta edição de Jornalistas&Cia Memória da Cultura Popular, que reproduz entrevista de Luiz Gonzaga, o ?Rei do Baião?, a Assis Ângelo, publicada em março de 1984 no suplemento D.O. Leitura, do Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Diário Catarinense publica série sobre crianças traficadas há 25 anos
O Diário Catarinense publica desde domingo (4/8), e durante sete dias, uma série de reportagens sobre crianças brasileiras traficadas para o Oriente Médio entre 1985 e 1988, cuja repercussão nacional provocou mudanças na legislação do País sobre adoção. A repórter Mônica Foltran, que desde o ano passado se interessou pelo tema ao descobrir um grupo de jovens que busca por seus pais biológicos no Brasil, foi a Israel conversar pessoalmente com os adultos que têm, hoje, idades entre 25 e 28 anos. Em Jerusalém e Tel Aviv, testemunhou as feridas nunca curadas: jovens em busca de sua verdadeira identidade e pais adotivos impotentes e tristes diante do sentimento de abandono dos filhos que eles adotaram. A série mostra como o Diário conseguiu fazer o que as autoridades dos países envolvidos ? especialmente o Brasil ? não conseguiram até hoje: estabelecer laços entre mães e filhos vendidos. O material também está disponível no www.diario.com.br/orfaosdobrasil.
Contratações no R7
Seguem aquecidas as movimentações no R7. Recentemente, Gustavo Heidrich, que era editor na Pais & Filhos, foi contratado como chefe de Reportagem. Formado na UnB, ele teve passagens por Iphan e Correio Braziliense antes de vir para São Paulo, em 2006, onde também foi colaborador e repórter da Abril, principalmente na revista Nova Escola. Felipe Branco Cruz começou em 1º/8 como repórter de Entretenimento, como setorista de Cinema. Fluminense de Barra Mansa, está em São Paulo desde 2007, quando participou do Curso de Focas do Estadão, e desde então vinha atuando como repórter de Variedades no JT. Na mesma editoria, para a reportagem da coluna de Daniel Castro, chegou Andreia Takano, ex-Agora SP, com passagens por Quem Acontece e O Fuxico. Outros recém-chegados são: Tiago Alcântara Silva, como redator de Tecnologia (ex-Superdownloads); Fabiana de Lima Grillo, redatora de Saúde (ex-assessora de Imprensa da Johnson & Johnson); Alexandre de Oliveira Saconi, redator de Brasil (ex-UOL); Giodescson Mendes Oliveira, redator de Homepage (ex-Estadão); e Renata Sakai (ex-Ego), em Famosos e TV. O R7 tem como diretora de Conteúdo Aline Sordili.
McDonald?s com Coca-Cola gera ?indigestão? na imprensa brasileira
No último dia 1º/8 diversos veículos brasileiros e internacionais viram-se em meio a uma confusão envolvendo uma fala do ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, na qual citava a Coca-Cola. A ?barriga? aconteceu depois que o chanceler, em discurso à população, fez uma alusão a data do ?fim do mundo? segundo o calendário Maia (21 de dezembro de 2012), dizendo que ela deveria marcar o início de uma ?nova era? para o povo boliviano ? e para isso utilizou, como símbolo, o nome de um tradicional refrigerante local em detrimento da multinacional americana. ?O dia 21 de dezembro de 2012 tem que ser o fim da Coca-Cola e o começo do Mocochinchi?, teria dito o diplomata. A informação foi mal interpretada, ou até mesmo distorcida, pela Agência Venezuelana de Notícias, que teria relacionado a essa informação uma possível falência da rede de restaurantes McDonald?s naquele país ? o que seria impossível, pois a empresa não opera na Bolívia desde 2002, por razões comerciais. A mídia internacional ? a brasileira inclusive ? repercutiu a agência como se o ministro houvesse determinado uma data para o fim das operações das empresas americanas na Bolívia. No mesmo dia, o governo boliviano negou essa informação e afirmou que o discurso de seu ministro havia sido mal interpretado.
Marcos Augusto Gonçalves estreia coluna na Folha
Editorialista da Folha de S.Paulo, Marcos Augusto Gonçalves é agora também colunista do caderno Cotidiano (página 2). Será uma coluna para desafiar e contestar semanalmente os clichês mais comuns na capital paulista, pela visão de um fluminense que vive na cidade há 28 anos. O texto de estreia deu o tom: ?novo espaço de diálogos e experimentações artísticas? no edifício Copan. Na Folha desde 1984, foi editor de Ilustrada, Domingo e caderno Mais, além de correspondente na Itália. No final da década de 1990, deixou o jornal para ser diretor Editorial no Lance, retornando ao jornal como editor de Opinião em 2003. No ano passado lançou o livro 1922 ? A semana que não terminou (Companhia das Letras). Suas crônicas entram no lugar da coluna Bichos, que passa a ser publicada pela revista sãopaulo a partir do próximo domingo (12/8).
Últimos dias de inscrição para o Esso
Faltam poucos dias para o encerramento das inscrições para a 57ª edição do Prêmio Esso. Na noite de 15/8, às 23h59, horário de Brasília, sai do ar a página que recebe os arquivos digitais e o sistema trava qualquer acesso. Quando as inscrições eram feitas com material físico, havia pessoas que avisavam aos organizadores, enviando nome dos candidatos e das matérias, e postavam depois seus impressos ou gravações, de modo a valer como prazo o carimbo dos correios. Agora é preciso ficar mais atento, pois quando o relógio virar os trabalhos passarão para as pastas dos jurados. Mídia impressa será julgada, inicialmente, por uma comissão de 35 membros que indicará, em votação online, os que passarão à fase final. No ano passado, todos os trabalhos foram examinados por pelo menos três jurados numa primeira abordagem. Os selecionados na primeira fase foram então submetidos a novas análises por grupos de quatro, seis e até 13 jurados ? caso da Região Sudeste, onde se concentraram quase 50% das inscrições. O sistema de múltiplas aferições fez com que os 1.272 trabalhos inscritos chegassem a ser examinados 5.467 vezes, no total, considerando o número de vezes em que foram analisados. Os vencedores, tanto no impresso como no Telejornalismo, continuarão a ser escolhidos por comissões finais de premiação, em reuniões para as quais é exigida a presença dos jurados e o debate entre eles.
Editora Escala lança Meu Pet
A Editora Escala lança este mês Meu Pet, publicação mensal sobre comportamento animal, de circulação nacional e tiragem de 30 mil exemplares, que irá abordar assuntos como cuidados com higiene e saúde, nutrição, educação, além de histórias sobre adoção e ONGs que atuam na proteção de animais de estimação.
A Chefia de Redação é de Renata Armas, que conta na sua equipe com a editora Samia Malas, a redatora Carla Gasparetto e o chefe de Arte Gabriel Arrais.






