A história desta semana é uma colaboração de Carlos Marchi ([email protected]), que foi repórter especial de O Globo e do Estadão, atuou na campanha de José Serra à Presidência da República, assessorou o então deputado federal por São Paulo e hoje senador José Aníbal (PSDB) e desde março de 2011 é diretor de Comunicação Externa da Câmara Municipal de São Paulo. Quero ser escritor Você pode gostar ou não gostar de Paulo; não, isso não fará muita diferença para aprender com esta história. De toda maneira, naquela época, começo de 1972, nem os que gostavam muuuuuito dele conseguiam admitir que ele era um bom repórter ou aceitar que tinha um bom texto. Na redação de O Globo (rua Irineu Marinho, 40, Lapa, Rio de Janeiro), ele era conhecido como o repórter que só queria escrever sobre alguns temas – questões alternativas de uma forma geral, manifestações exotéricas, discos voadores, comunidades hippies, maconha, maconha, maconha. Mas tudo isso mal cabia nas austeras edições do jornalão de Roberto Marinho. A verdade é que Paulo não estava entre os melhores repórteres de O Globo e não ligava nem um pouco para estar. Eu, um dos quatro privilegiados repórteres especiais contratados pouco antes, temia por seu presente e, principalmente, por seu futuro. Viveria de quê se fosse demitido? Esse tipo de preocupação não parecia frequentar a cabeça de Paulo. Sua aparência era compatível com as crenças – cabelos compridos, barba meio crescida, roupas (muito) usadas, quase puídas. Era nítido que os chefes de Reportagem tinham cada vez menos paciência com aquele riponga que só queria escrever sobre coisas alternativas. Nos céus do Rio de Janeiro não havia discos voadores suficientes para justificar as matérias que ele criava, a cada chance que tinha. Não era cego de texto, encadeava frases com, talvez, excesso de simplicidade; o problema maior era a insistência nos temas alternativos. Nascido na classe média, estudara no tradicional Colégio Santo Inácio, um dos melhores do Rio, onde participava de tudo que era concurso de poesia ou de teatro. Queria ser escritor, para contrariedade da mãe: o pai o queria engenheiro. Antes do Jornalismo, tentou ser ator e diretor de teatro. No início de 1970 buscou um lugar na equipe de reportagem de O Globo – ali estava ele. Ficou meu amigo e me confidenciava que seria escritor a qualquer custo. Eu não dizia nada, mas achava difícil que ele contornasse a falta de densidade dos textos e a banalidade dos temas. Uma vez, como não fora listado para cobrir o Festival Internacional da Canção, me pediu para entrevistar um “grande amigo” (dele) baiano que inscrevera duas músicas – Let me sing my rock’n roll e Eu sou eu, Nicuri é o diabo. Entrevistei Raul em meio a irrespiráveis cortinas de fumaça. Descobri que Paulo era parceiro letrista do amigo magrelo e roqueiro, movido a maconha – nada brilhantes, as letras tinham graça. Saí em prise direta. Semanas depois, Paulo me revelou: não tinha mais saco, pediria demissão para morar em comunidades hippies no interior da Bahia, onde viveria para escrever. “Vou ser escritor”, decretou. Viver de quê nos meses ou anos da tentativa? Ele não sabia, e também não estava muito preocupado em saber, como nunca estivera com a “carreira” de repórter, que nunca prezou. Fiquei perplexo. Meu horizonte abrigava apenas a carreira de jornalista. Como aquele cara podia ser tão irresponsável com o futuro? Dei-lhe conselhos: “Cara, você vai se lascar, não faça isso”. Ele não se impressionou com meus apelos candentes. Pensei: “Gente do céu, ele não consegue ser um repórter mediano, como vai viver como escritor?”. Lembro-me do último apelo: nos encontramos na portaria de O Globo, eu chegando, ele saindo. “Não vá, Paulo, você vai perder o único emprego que te dá sustento”. Ele já havia pedido demissão. Emburacou nas comunidades alternativas nas praias lendárias da Bahia. Trilhou o Caminho da Mão Esquerda. Naquele mundo inexato de drogas, ocultismo, fantasias e crenças, foi conviver com os aliens que infestavam suas matérias fantasiosas e os introduziu como personagens de seus livros. Nem soube, mas ele tentou lançar um primeiro livro em 1982. Chamava-se Arquivos do inferno e deu muito errado, cumprindo a minha profecia. O segundo, Manual prático do vampirismo, logo a seguir, deu mais errado ainda. Até então, eu estava acertando: ele, que nunca fora um repórter, jamais seria um escritor. Mas em 1986 ele deixou as praias da Bahia para fazer um circuito que entrava na referência dos alternativos – a peregrinação pelo Caminho de Santiago. Andou 700 km, do sul da França até Santiago de Compostela, na Galizia. Narrou a viagem num novo livro, que chamou O diário de um mago, editado em 1987. Minha profecia desabou. Paulo não só virou escritor, como se tornou o mais célebre deles e o mais vendido em todo o mundo. Virou membro da Academia. Eu? Aqui, modestamente, continuo jornalista, trabalhando para sobreviver…
Syngenta lança prêmio internacional de fotografia
Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio de Fotografia Syngenta. A premiação é internacional, focada na discussão dos desafios globais. Neste primeiro ano, o tema é rural-urbano e pretende explorar as relações de tensão entre os dois ambientes. Para o CEO da Syngenta Mike Mack, a competição por recursos naturais e trabalho está maior, refletindo o número de habitantes das cidades que, pela primeira vez, é maior que o do campo. O prêmio divide-se em duas categorias, Competição Aberta e Comissão Profissional, e todas as fotos devem ter sido feitas há menos de dez anos. Em Competição Aberta podem participar fotógrafos de todos os níveis. Os três primeiros colocados receberão ? respectivamente ? 5, 3 e 2 mil dólares. A segunda categoria é restrita a profissionais, que devem apresentar uma proposta original relacionada ao tema rural-urbano. Os prêmios são de 15, 10 e 5 mil dólares, respectivamente, aos três primeiros lugares, com um adicional de até 25 mil dólares para que o primeiro colocado explore com mais profundidade o tema de seu trabalho. Os vencedores do Prêmio de Fotografia Syngenta serão anunciados em uma exposição em Londres, em maio de 2013. O repórter fotográfico sul-africano Jodi Bieber presidirá o júri, do qual também participam Irina Chmyreva (curadora e pesquisadora/Rússia); Stephen Dunbar-Johnson (International Herald Tribune/Reino Unido); Milton Guran (curador e fotógrafo/Brasil); Malu Halasa (escritor e editor/Líbano); Marcus Lyon (fotógrafo/Reino Unido); Mike Mack (Syngenta/EUA) e Liu Heung Shing (fotógrafo e editor/China). As inscrições são gratuitas e estão abertas até 15/1/2013 pelo www.syngentaphoto.com.
Jornalistas&Cia entrevista Nicolino Spina
O grupo Ejesa contratou no final de agosto Nicolino Spina como presidente-executivo da Editora O Dia, que responde pelos títulos O Dia, Meia Hora e Marca. Engenheiro formado pela USP e pós-graduado em Administração pela FGV, Spina tem um respeitável currículo em cargos de direção nos meios de comunicação: 15 anos, divididos entre a Editora Abril e a presidência do Valor Econômico. Agora à frente dos jornais da Ejesa no Rio, ele falou a Jornalistas&Cia sobre a expectativa que acompanha sua chegada à nova casa, as principais diferenças entre os veículos em que esteve e os que dirige atualmente, e até sobre um tema controverso, como os rumores da venda de O Dia. Acompanhe: Jornalistas&Cia ? O senhor traz, do Valor, uma bagagem de aumento de circulação e faturamento. A esse respeito, qual o seu diagnóstico sobre as publicações que agora assume na Ejesa? Nicolino Spina ? As publicações da Editora O Dia são focadas majoritariamente na emergente classe C. Acredito muito no potencial de crescimento das nossas publicações. Essa classe está em um ótimo momento e tem muito potencial de crescimento, criando um cenário positivo e muito desafiador. J&Cia ? O senhor disse que os jornais de interesse amplo são novidade em sua carreira. Quais as principais diferenças entre as publicações que dirigiu e os jornais da Editora O Dia? Spina ? A principal diferença é o público leitor. Venho do Valor Econômico, que tinha um público classe A, mais velho, formado por presidentes e empresários. Na Editora O Dia o publico é mais jovem, com notícias com temas variados e de amplo interesse. Para mim, a Editora O Dia é um trabalho desafiador e estou muito animado. J&Cia ? O senhor deixou o Valor em abril. Cumpre quarentena? Em caso afirmativo, existe a possibilidade de vir a assumir o Brasil Econômico futuramente, quando o prazo se encerrar? Spina ? É comum nesses contratos cumprir um período de quarentena, mas gostaria de reforçar que venho para assumir os veículos da Editora O Dia ? Marca Brasil, Meia Hora e O Dia. Para mim é uma grande honra e um desafio assumir as publicações da Editora O Dia. J&Cia ? Notas na imprensa mencionam o interesse do grupo Record de Comunicação no jornal O Dia, especificamente (conforme Lauro Jardim, na revista Veja de 14/7, e Anna Ramalho, no JB Online, em 1º/8). Circula no mercado o comentário: ?Pedro negou Cristo três vezes. A Ejesa já desmentiu duas?. Poderia nos esclarecer se há motivo para a constante retomada dessa notícia? Spina ? Não há motivos para a constante retomada desse boato. A Editora O Dia não tem interesse em vender nenhum dos seus títulos. Quando a Ejesa comprou os jornais da Editora O Dia, em 2010, essa negociação foi parte da estratégia de expansão da empresa. Não há razão para a persistência nesse tipo de especulação. J&Cia ? O senhor está com que idade? Nasceu onde? No novo cargo, vai residir no Rio de Janeiro? Spina ? Sou um paulistano de 52 anos. A Editora O Dia é enorme, mas com presença mais forte no Rio de Janeiro, por isso ficarei na ponte área Rio de Janeiro ? São Paulo. Isso porque não podemos esquecer que temos a edição paulista do jornal esportivo Marca Brasil.
De papo pro ar ? Vasto mar
O ator Jackson Antunes, que também tem um monte de discos gravados, só foi conhecer o mar na fase adulta. De origem humilde, nunca sequer pensara deixar sua terrinha querida, Janaúba, no Norte de Minas Gerais, para se aventurar por aí. Um dia foi convidado para fazer um teste na Globo, como ator. Desconfiado, pegou um avião em Belo Horizonte e lá foi. Ao sobrevoar a Lagoa Rodrigo de Freiras, chamou a aeromoça e abobalhado perguntou: ? É o mar? Sérgio Ricardo estará no Cultura Popular nº 6 A sexta edição de Jornalistas&Cia Memória da Cultura Popular, prevista para circular em 1º/10, enfocará o compositor e instrumentista Sérgio Ricardo, que ganhou renome ao quebrar um violão e atirá-lo ao público que o vaiava no III Festival de Música Popular Brasileira, transmitido pela TV Record, em 1967. Ela traz a entrevista que Sérgio deu a Assis Ângelo em 1991, publicada no nº 13 da revista Memória, do Departamento de Patrimônio Histórico da Eletropaulo. A quinta edição, que reproduz a entrevista que o etnógrafo, etnólogo, antropólogo, historiador, romancista, poeta e, principalmente, último grande pesquisador da cultura popular brasileira Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) deu a Assis para o suplemento Folhetim nº 103, da Folha de S.Paulo, em 7/1/1979, pode ser conferida em www.jornalistasecia.com.br. A propósito, reproduzimos a seguir mensagens que Assis recebeu pela edição com Câmara Cascudo: ?A entrevista com Luiz da Câmara Cascudo foi um privilégio que dignifica sua trajetória multifacetada de jornalista, poeta e escritor amante do conhecimento. Ícone do folclore, dotado de inteligência nativa e singela, LCC soube versar sobre a alma do povo pesquisando a riqueza do homem anônimo e seu enciclopedismo rudimentar. Soube, como poucos, entrelaçar no folclore a psicologia social e antropológica para torná-lo uma forja permanente de dados constitutivos da nacionalidade no país continente. O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza.? ? Mário Jequibau Albanese ?Parabéns por esse trabalho. O saudoso professor Rossini Tavares de Lima, de quem tive o prazer de privar de sua amizade e até fazermos um trabalho juntos, ele me falava muito da amizade dele com Cascudo e das pesquisas que fizeram juntos. Isso tudo é um pouco de Brasil. Infelizmente desconhecido da geração atual.? ? Biaggio Baccarin
Diário Catarinense lança editoria Diário do Leitor
Carolina Spricigo, que durante três anos foi editora de Opinião de A Notícia, de Joinville, assumiu em Florianópolis a coordenação da recém-criada editoria Diário do Leitor do Diário Catarinense. A seção nasce no bojo das mudanças por que vêm passando o jornal, o maior em circulação do Grupo RBS em SC. O objetivo da editoria é criar e estreitar as relações entre o leitor e a Redação do DC. Além das cartas, e-mails e dos telefonemas, a equipe acompanha a participação dos internautas nas redes sociais. ?Dialogar com o nosso público passa a ser uma das principais bandeiras da Redação do DC?, diz o diretor de Redação Ricardo Stefanelli. ?Temos de atuar como se estivéssemos em um espaço envidraçado e transparente, pois o público tem o direito de acompanhar e, quando possível, participar da produção de conteúdo?. Além de Carolina, a nova editoria conta com a assistente Mariana Della Justina e as telefonistas Itamara Santos e Luciana Caetano. A recepcionista Thamyris Nepomuceno, que já recebia as ligações dos leitores do DC, continua no posto. No corpo do jornal, a página do leitor ganhou espaço mais nobre dentro da paginação, agora colocada ao lado dos artigos de Opinião. Ainda no jornal, estreia em edição semanal nesta 4ª.feira (12/9) o caderno Casa Nova. Comandado pela editora Janaina Hoffmann e com coordenação de fotografia de Ricardo Wolffenbüttel, o suplemento aborda arquitetura e design de interiores. O arquiteto Abreu Jr. assinará a coluna Clube Casa Nova, que visa a estreitar a relação com profissionais da área, que também participarão do novo Conselho de Avaliação. A versão online de Casa Nova está disponível em www.diario.com.br/casanova.
Vem aí o VI Fórum Aner de Revistas
A Aner prepara para 24/10, no Renaissance, em São Paulo, o VI Fórum Aner de Revistas. Estão confirmadas as presenças de Pedro Doria (O Globo), Pyr Marcondes (Proxxima), Alexandre Maron (Editora Globo), Lulli Radfahrer (ECA/USP e Folha), Eurípedes Alcântara (Veja), Nelson Sirotsky (RBS), Svida Alisjahbana (Femina Group/Indonésia), Thomaz Souto Corrêa (Abril), Timothy O?Brien (The Huffington Post/EUA), Rupert Heseltine (Haymarket), Frederic Kachar (Editora Globo), Jairo Leal (Abril Mídia), Caco Alzugaray (Editora Três), Fernando Costa e Roberto Muylaert (Aner). No evento também serão premiados O melhor editor do ano pelo conjunto da obra e A melhor capa do ano, cujas inscrições seguem abertas até 19/9 pelo www.concursocapas.org.br.
Marcelo Bonfá deixa a Record News
Marcelo Bonfá, que integrava a equipe fundadora da Record News, deixou o canal após cinco anos. Nesse período, ele foi produtor executivo e comandou o núcleo de entrevistas, tendo atuado em mais de cinco mil programas, ao lado, entre outros, de Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Rodrigo Vianna, Arnaldo Duran, Fátima Turci, Amanda Françozo e Marco Camargo. Também atuou na cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 2010 (Vancouver), Jogos Pan-Americanos 2011 (Guadalajara) e Jogos Olímpicos 2012 (Londres). Marcelo passou anteriormente por CBS News (nos EUA), ESPN Brasil, SBT e Band. Enquanto não define seus novos passos profissionais, pode ser contatado pelo e-mail [email protected].
Abril promove mudanças em Veja São Paulo e Veja Rio
A Veja São Paulo prepara a estreia de um novo portal, prevista para o final de setembro, e uma integração total entre as redações de impresso e digital. A mudança começa em casa, com alguns profissionais da própria redação. O editor Marcelo Ventura, por exemplo, já coordena o Roteiro da Semana na versão impressa e será também o responsável pelo editorial do site, enquanto Mariane Nishihata responderá pela parte de produto. Ambos se reportam à diretora de Redação Alecsandra Zapparoli, subordinada ao diretor editorial de Veja Cidades, Carlos Maranhão. Para fazer frente às mudanças e ampliação do alcance editorial da marca, tanto no impresso quanto no digital, Veja São Paulo reforçou a equipe. Retorna à casa, por exemplo, Rachel Verano, que, depois de uma temporada de sete anos no exterior e uma rápida passagem pela Globo Condé Nast (onde foi editora de Cultura e Lifestyle da Glamour), assume a edição de Veja São Paulo. Ela substitui a Claudia Jordão, que deixou a revista há dois meses para tocar projetos pessoais. Também passa a integrar a equipe Adriana Ferreira Silva, após 12 anos de Folha de S.Paulo, onde foi repórter, editora do Guia da Folha e editora assistente da Ilustrada. De lá também vem Milena Emilião, repórter do Guia. Do site Glamurama chega a repórter Juliene Moretti. Também foi contratada Carolina Romanini, ex-Veja e ex-Peixe Urbano. Do MSN vem Diego Maia, que assume como editor de Mídias Sociais. Para assumir a edição de Arte do site volta à editora Renata Aguiar, que já atuou na revista Recreio e no site Abril.com ? estava, recentemente, no Estadão.com. Como analista de produto do site foi anunciada Fernanda Grumach, que passou por R7 e Ogilvy. Até outubro devem chegar outros profissionais. Recorde histórico – Em paralelo, a revista lança neste sábado (15/9) a 16ª edição de seu especial Comer & Beber, que bate o recorde histórico de páginas (652 no total) e de anúncios (309). São 1.310 endereços de restaurantes, bares, comidinhas e vinhos. Ele também estará disponível no iPad e em aplicativo para smartphones. Maurício Lima passa a publisher da Veja Rio Maurício Lima, diretor de Redação da Veja Rio, acaba de assumir também a direção da área Comercial, no recém-criado cargo de publisher da revista. Maurício ingressou na Abril em 1997 pelo Curso Abril de Jornalismo. Foi repórter e editor da Veja, e editor-executivo da Exame até 2009, quando passou a responsável pela Veja Rio. Trabalhou nove anos em São Paulo e voltou ao Rio há três, pouco antes do anúncio das Olimpíadas. A proximidade dos grandes eventos e a crescente importância da cidade em termos culturais, turísticos e de negócios levou a revista a acompanhar essa mudança, ampliando seu escopo. Veja Rio deve adotar uma postura mais agressiva para expor a marca e já lançou a campanha Sou fã, seja fã você também, criada pela McCann. A veiculação começou nas revistas da Abril, nas ações em eventos como o ArtRio e na orla, e deve chegar à televisão. Editorialmente, permanece a característica como guia de entretenimento e lazer, mas agora abrangendo outras áreas que impactam o carioca, como segurança e economia. Um importante investimento está previsto para junho do próximo ano: a ampliação da área de internet, com a contratação de cerca de 20 profissionais ? hoje há cinco pessoas na equipe. O objetivo é buscar novos leitores, ampliando os assuntos tratados e veiculando parte da cobertura em inglês. No novo cargo, Maurício passa a se reportar ao diretor Comercial de Administração da Unidade de Negócios Veja Cláudio Ferreira. Andrea Veiga, gerente de Vendas de Publicidade que atende Veja Rio, responderá diretamente a Maurício. Em termos editoriais, ele continua ligado a Carlos Maranhão, diretor Editorial de Veja Cidades. Na revista, acumula por enquanto as antigas funções e, para isso, conta com a ajuda do editor-chefe Daniel Hessel Teich.
Lance investe em novo site de futebol internacional
Depois da ?timização?, isto é, uma reformulação nas páginas dos oito grandes clubes do Rio e de São Paulo no Lancenet e no impresso, o Grupo Lance agora investe num novo site de futebol internacional, dentro do Lancenet. Segundo Luiz Fernando Gomes, editor-chefe do grupo, ?o princípio é o mesmo, ou seja, fazer do site uma referência indiscutível na cobertura das ligas europeias e no acompanhamento das seleções, exatamente no ano que antecede a Copa das Confederações e em que as Eliminatórias de 2014 já estão em andamento?. O novo site já está na rede. Usa a marca Fut, da revista do mesmo nome, também orientada para futebol internacional. Entre as novidades, páginas exclusivas de cada um dos principais clubes de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França e Portugal, um canal específico de vídeos internacionais, o espaço Fora de campo, que trata da vida dos astros do futebol mundial fora das quatro linhas, e a publicação, por meio de parcerias, de conteúdo dos jornais Olé (Argentina), As (Madri), Mundo Deportivo (Barcelona), Corrieri dello Sport (Itália), Record (Portugal e México), que, em contrapartida, recebem regularmente material brasileiro do Lance. Em breve, estarão no site a coluna FastFut, assinada pelo ex-editor da Fut Celso Miranda, com informações de bastidores das principais ligas europeias; e um espaço significativo para blogs sobre o futebol internacional, parte produzidos pela equipe do Lance e parte extraídos da comunidade do L!Activo, a rede social do Lancenet. Luiz Fernando diz que a nova proposta, além de buscar conquistar os internautas pela quantidade de informações, ?tem o objetivo de fazer jornalismo de profundidade, totalmente integrado ao diário, produzindo matérias bem apuradas, com pautas bem trabalhadas, que tragam para a web um pouco do espírito da revista impressa?. O editor do novo projeto é Rodrigo Cerqueira, que já era editor de futebol internacional do jornal. Ele responde a Gomes, mas tem a supervisão do editor-executivo Carlos Alberto Vieira e do editor de Produtos Digitais Andre Alt. A base é no Rio, com equipe formada por Thiago Correia, Raphael Martins, Leonardo Pereira e João Victor Xavier. Segundo Luiz Fernando, com o crescimento do projeto e apoio de patrocinadores, pode haver a contratação de outros profissionais.
Maíra Gatto assume o Teledomingo no lugar de Tulio Milman
O Teledomingo, atração do final das noites dominicais da RBS TV, passou a partir de 9/9 a ter apresentação de Maíra Gatto, além de novos cenário virtual e logomarca, criados por Gustavo Bulow, Carlos Porto, Sandré Sarreta e Felipe Linck, do Departamento de Arte da emissora. Maíra substitui a Tulio Milman, que no início de julho, antes de seguir com a equipe da RBS para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres, anunciou que deixaria o programa após 14 anos no posto. Ele formalizou sua saída no último dia 26/8, para se dedicar a um novo projeto da TVCom, cujos detalhes ainda não são conhecidos. Natural de Santa Maria, Maíra era desde 2010 repórter da RBS na sucursal de Brasília, de onde fazia links ao vivo no Bom Dia Rio Grande. Formada na UCPel, de Pelotas, universidade onde começou sua carreira, Maíra atuou em outros veículos e passou uma temporada em Londres antes de ingressar na RBS.







