Luiz Roberto Souza Queiroz, o Bebeto ([email protected]), traz essa semana alguns casos do fundo do baú, dois dos quais agora publicamos. Agruras de um assessor de imprensa “Eu não mando nada no Zoológico, mas se fosse diretor, juro que ponhava dois ou três índios numa jaula, que havia de atrair muita gente”. A frase, dita por um tratador do Zoo de São Paulo para um repórter da Folha, quase custou a cabeça deste então assessor de imprensa da instituição. Corria a década de 1960. Alguém teve a ideia de incluir índios xavantes na São Silvestre e um magote deles foi levado a conhecer o Zoológico, é claro que acompanhado por vários “coleguinhas”. Impressionados, os índios discutiram como seria difícil abater um elefante com flechas, qual o ponto mais vulnerável do rinoceronte. O repórter da Folha chegou atrasado, depois que a visita havia terminado. Para não perder a matéria e na ausência do diretor do Zoo, dos diretores e mesmo do assessor de imprensa, pegou um tratador semialfabetizado – um dos ex-presidiários a que o Zoo dava emprego por ordem do governador –, e mandou ver na entrevista. O tratador contou mal e mal o que os índios tinham dito e, sobre o que achou da visita, saiu-se com a frase politicamente incorretíssima, em que explicava que fosse diretor, incluiria entre os animais expostos alguns índios, receita certa para atrair grande número de visitantes. Quando a informação da entrevista chegou à sala do diretor Mário Autuori, mandou me chamar de imediato e recebi a incumbência de convencer o jornal a não publicar a entrevista, dada por pessoa não autorizada, que não representava o pensamento do Zoológico, que daria uma impressão errada da seríssima instituição etc.. Foi dureza, mas o chefe de Reportagem entendeu e a notícia jamais foi publicada. Projeto de urubuservação Ainda no Zoológico – assessoria tão complicada que quando me perguntavam o que eu fazia minha resposta é que fora contratado para substituir o gorila nas folgas dele –, criou-se um problema quando dezenas de urubus descobriram que alimentávamos com sardinha fresca as garças, colhereiros, socós e tuiuiús. Depois de um tempo havia mais urubus do que cisnes e garças nos lagos do Zoo. O chefe do Setor de Aves, Werner Bokerman, mandou construir uma arapuca tamanho família, capturava urubus em quantidade, e o caminhão que ia a Araçoiaba pegar capim e cana para os elefantes passou a levar cargas de urubus, que eram anilhados e soltos perto de Sorocaba. O anilhamento era para verificar se os bichos venceriam ou não os 80 km e voltariam ao Zoológico, o que por sinal alguns fizeram. Entusiasmado e assessor de imprensa foquinha, preparei um release contando a história e sapequei o título: Zoológico inicia projeto inédito de urubuservação O release, é claro, não chegou a ser distribuído.
Joka Finardi está de volta às redações como editor da Auto&Técnica
Depois de quatro anos prestando consultoria em Comunicação, Joka Finardi está de volta ao dia a dia das redações como editor da revista e portal Auto&Técnica. Chega em um momento de importantes reestruturações, envolvendo inclusive mudanças de periodicidade, que volta a ser mensal, e de endereço físico, agora com redação em sede própria na rua Sales Junior, 596 – Alto da Lapa, São Paulo/SP (CEP 05083-070). Joka começou a carreira no segmento de guias, tendo atuado em Video Guia, Guia 4 Rodas e Guia do Estudante. Passou ainda pelas redações das revistas Duas Rodas (em duas oportunidades) e Night Biker´s News, de Renata Falzoni, até integrar pela primeira vez a equipe da Auto&Técnica, onde mais tarde participou do lançamento da Moto&Técnica. Em seguida, esteve por alguns anos em constante movimentação entre o mundo corporativo e as redações. Foi gerente de Comunicação do Banco BCN/Bradesco e da Telefonica Empresas, retornou à Auto&Técnica, foi diretor de Comunicação da Hyundai Caoa, depois passou por portal Motorcar e programa Auto+ até se dedicar à atividade de consultor. Nesta sua terceira passagem pela Auto&Técnica, atuará na equipe do diretor Editorial Ricardo Caruso ([email protected]), que conta ainda com o assistente de Redação Marcos Cesar ([email protected]). Seus novos contatos são 11-5531-3113 e [email protected].
Semana acadêmica em NY será uma das novidades do Master em 2013
Uma das principais novidades deste ano do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), organizador dos programas Master em Jornalismo, será uma semana intensiva na sede da IESE Business School, em Nova York, em julho, que inclui visitas às principais empresas de comunicação locais e conferências com profissionais do mercado, além de aulas com professores de Harvard Business School, Universidade da Flórida e UCLA Anderson School of Management. Trata-se de um módulo optativo que será realizado de 8 a 12 de julho, também aberto a jornalistas que fizeram os cursos. Este ano, estão previstos o Master em Gestão Estratégica e de Marcas, de março a agosto; o Programa Avançado em Jornalismo Digital, de agosto a outubro; e o inédito Programa Intensivo de Gestão Comercial, direcionado a diretores e gerentes das áreas comercial e de publicidade das empresas de mídia, que acontecerá de 27 a 30 de maio. Também está na programação do Master a realização de quatro seminários: Jornalismo Esportivo, Jornalismo Ambiental, Jornalismo e Educação e o III Seminário de Mídias Móveis. O IICS segue oferecendo linha de financiamento junto ao Banco Santander para facilitar o pagamento dos cursos. Mais informações e inscrições no www.iics.edu.br.
De papo pro ar ? Num bar, homenagem a Ubá
O mineiro Ary Barroso, autor de sambas famosos, como Aquarela do Brasil, e sambas-canção, como No Rancho Fundo, também compôs muitas marchas e marchinhas de carnaval, disputando e ganhando concursos promovidos pelas prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo. Certa vez, ele proseava com amigos num restaurante quando uma fã exaltada o abordou: – Por que o senhor nunca compôs uma música falando da nossa cidade, Ubá? Ele coçou a cabeça e bem humorado respondeu: – Claro que compus. Esta: …Mas se algum dia, talvez/A saudade apertar/Não se perturbe/Afogue a saudade/Nos copos de um bar…. A gargalhada foi geral.
Leandra Felipe passa a correspondente da EBC na região andina
Leandra Felipe é a mais nova correspondente internacional da EBC, responsável pela cobertura da região andina – que compreende a Colômbia, Equador, Venezuela, Chile e Peru – além de México, países da América Central e Caribe. Na empresa desde 2008, Leandra ficará baseada em Bogotá, onde passou dois anos enquanto esteve licenciada, entre 2011 e 2012, período em que fez trabalhos free-lancer, entre eles uma entrevista com o presidente da Colômbia para Época e a cobertura das eleições na Venezuela e da Cúpula das Américas, em Cartagena. Produziu também trabalhos para GloboNews, BBC Brasil e Ópera Mundi. Segundo ela, é parte da missão da EBC dar visibilidade a temas importantes relacionados a países latino-americanos e que não são abordados por outros veículos: “Além de temas já explorados, como a atuação das Farc, queremos dar atenção a aspectos culturais, como a influência indígena na cultura desses países”. Para isso, já estabeleceu o ritmo de produção diária de uma reportagem para a Agência Brasil e uma para a Rádio Nacional. Ela também gravará passagens em coberturas especiais e factuais para a TV Brasil. A ideia, explica, é complementar as matérias com imagens de agências internacionais. A EBC informou que a profissional também servirá de apoio sempre que precisar mover um repórter para algum desses países. Atualmente, a empresa tem como correspondentes Emerson Penha (África), Mônica Yanakiew (Argentina) e Gilberto Costa (Lisboa).
Oeste Notícias não completa a maioridade
Por “questões empresariais”, a família Oliveira Lima, de Presidente Prudente, decidiu fechar em 31/1 o Oeste Notícias, exatamente uma semana antes que ele completasse 18 anos. Com isso, por volta de 30 pessoas foram demitidas, entre elas 12 jornalistas. Segundo Ulisses de Souza, que foi o primeiro e o último editor-chefe do jornal (nesse período saiu e voltou três vezes), o Oeste Notícias revolucionou o mercado da comunicação social na região de Prudente: “Foi o primeiro a ser impresso em cores no interior do Estado e nasceu em 6 de fevereiro de 1995 com uma redação de 25 jornalistas, circulando na maioria das 53 cidades da região. Adotamos desde o princípio uma linha de jornalismo investigativo, tanto que grandes jornais passaram a nos procurar quando precisavam de informações sobre fatos importantes ocorridos na região, como no caso das recentes escutas clandestinas feitas pela Polícia Militar da cidade, que repercutiram na Folha de S.Paulo e na TV Globo. O problema é que, principalmente em função das inovações tecnológicas – era, por exemplo, um dos poucos do interior a usar o sistema CTP para gravação de chapas –, sempre tivemos elevado custo de produção, o que, aliado a problemas de gestão, levou o jornal a ser altamente deficitário”. Ulisses conta que outro fator a interferir na saúde do diário foi o seu engajamento em campanhas políticas, como nesta última, em que o fundador Agripino Oliveira Lima e seu filho Paulo César, atual gestor da empresa, foram derrotados em suas candidaturas a prefeito e vice, respectivamente: “Cada vez que esse engajamento acontecia, eu ia embora, pois meu negócio é fazer jornalismo. Depois, me chamavam de volta e aí levava pelo menos dois anos para reerguer o jornal. Da última vez que voltei, há cerca de um ano e meio, primeiro fiz um diagnóstico da situação e depois comecei a preparar a migração do jornal para o digital. A ideia era transformar no G1 local o portal iFronteira, da TV Fronteira, afiliada Globo que também pertence à família. Quando paramos, tínhamos em média 50 mil leitores gratuitos nas plataformas digitais (site, iPhone e tablets), dez mil dos quais aceitariam pagar pelo conteúdo. Tudo isso foi jogado no lixo. A versão impressa tirava apenas dois mil exemplares”. Dos profissionais de Redação que saíram, três estavam no jornal desde a fundação: Cícero Affonso, Nel Oliveira e André Barbosa. Ulisses, que também esteve por 14 anos na Folha de S.Paulo (nove deles sediado em Prudente) e editou revistas de Medicina e Radiologia, vai agora reativar seu portal de notícias regionais www.uniol.com.br (hospedado no UOL), editar três vezes por semana seu próprio jornal, O Fato, na vizinha cidade de Rancharia (onde mora) e concluir três livros, um sobre seu período na Folha e dois de crônicas – “Só dos últimos anos, são 1.350”, garante. Em Presidente Prudente sobra apenas um jornal diário, O Imparcial.
José Paulo de Andrade completa 50 anos de Rádio Bandeirantes
O âncora José Paulo de Andrade completou nesta 2ª.feira (4/2) 50 anos de trabalho ininterruptos na Rádio Bandeirantes. O apresentador, que em abril celebra também 40 anos à frente de O Pulo do Gato, programa que vai ao ar de 2ª a sábado, das 5h30 às 7h, começou na emissora em 1963, depois do começo de carreira na Rádio América, e por lá, após passar por várias funções, assentou no comando do Jornal Gente. Dentre as homenagens que recebeu, uma foi dos colegas de bancada Rafael Colombo, Salomão Ésper e Thays Freitas, durante a edição do Gente, com apresentação de uma retrospectiva de sua vida pessoal e profissional, que continha áudios de coberturas marcantes, como no dia em que reportou o milésimo gol de Pelé, em 19/11/1969. Além disso, foi entrevistado pelas outras rádios do Grupo Bandeirantes: BandNews FM, SulAmérica Trânsito e Bradesco Esportes FM. A emissora também publicou anúncios alusivos à data em diversos outros veículos. José Paulo é bacharel em Direito pelo Largo São Francisco, mas desde criança sonhou com uma carreira radiofônica. De 1977 a 1994, foi diretor do Departamento de Jornalismo da Rádio Bandeirantes, mas após sofrer um infarto viu-se obrigado a diminuir o ritmo de trabalho, passando a atuar apenas como apresentador. Fumante, até hoje aponta o vício como principal causa do problema de saúde. “Se tem uma coisa que eu mudaria na minha vida, seria isso. Eu nunca teria começado a fumar”, diz. Dono de um estilo combativo, já se indispôs no ar com entrevistados como Orestes Quércia e Jânio Quadros, e durante as Diretas Já foi um dos protagonistas na luta pelo direito da imprensa de divulgar informações sobre o movimento que mobilizou o País.
Cesar Bianconi é o novo editor-chefe do Serviço Brasileiro da Reuters
Cesar Bianconi é desde janeiro editor-chefe do Serviço Brasileiro da Reuters, no lugar de Alexandre Caverni, que foi para nova função na agência. Cesar ([email protected]) trabalha com jornalismo em tempo real há cerca de 12 anos, a maior parte deles na Reuters, com uma breve passagem pela Agência Estado. Nos últimos dois anos, na função de editor de Empresas, ajudou a implementar e consolidar a expansão da redação da Reuters no Brasil, principalmente na área de companhias abertas. Alexandre liderou o Serviço Brasileiro da Reuters por cinco anos, período em que o produto passou por profunda transformação e ganhou relevância no mercado local de jornalismo em tempo real. Ele assume a função de editor de Front Page, ao lado de Raquel Stenzel, para cuidar da edição das principais matérias e assegurar os padrões globais de qualidade da Reuters nas notícias em português. A agência procura agora um novo editor de Empresas para seu escritório em São Paulo; informações e formulário de inscrição no http://migre.me/d6x1u. Ainda a propósito da Reuters, Adriana Garcia ([email protected]), que está afastada da agência desde o ano passado, vivendo na Califórnia como bolsista do Stanford Knight Fellow, já tem volta marcada para o final de junho. Adriana, que começou a carreira via Curso Abril de Jornalismo e trabalhou em Folha, Veja SP e Exame, criou o serviço online em português da Reuters em 1999, onde foi subeditora, editora online e chefe do serviço no País, e em 2006 seguiu para Washington como correspondente para a América Latina. Mudou-se em 2009 para Nova York, para trabalhar com o evento global virtual Reuters Summits, e em 2010 voltou ao Brasil para cuidar da estratégia e lançamento de novos produtos editoriais na empresa, como a comunidade financeira Trading Brazil, mas licenciou-se por causa da bolsa. O projeto que desenvolve em Stanford, de inovação em jornalismo com foco em empreendedorismo, que ela chama de protoincubadora, visa a difundir a mentalidade empreendedora já nas escolas para promover a formação de jovens equipes multidisciplinares: “Lá em Palo Alto fala-se de dois perfis de profissional para o futuro: jornalista-tecnologista e jornalista-empreendedor. Meu projeto visa culminar com uma incubadora de mídia ou start-up de jornalismo no Brasil, para estimular novos produtos, apps, veículos, ONGs e tudo o que puder preservar a missão jornalística em dispositivos móveis”. Quem quiser acompanhar as discussões dela sobre jornalismo pode acessar o twitter @drigarcia ou ainda a hashtag #midiaemtranse
O adeus a Fritz Utzeri
Fritz Utzeri morreu na 2ª.feira (4/2), aos 68 anos, de câncer no sistema linfático. Nos últimos três anos, passou por sete dolorosas quimioterapias, um transplante de medula e usou medicamentos ainda em fase de testes. No início do ano passado, falou a J&Cia sobre seu tratamento: “Seja o que Deus quiser. Quero viver mais para que minha neta se lembre de mim”. Ele havia sido internado no fim de semana, em estado terminal, no Hospital Quinta D’Or. Seu corpo foi velado no Memorial do Carmo e depois conduzido ao crematório. Deixou a viúva Liège, os filhos Ana e Pedro, e dois netos. Nascido na Alemanha em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, não chegou a conhecer o pai, morto em combate. Com dois anos veio para a América Latina e, acompanhando a mãe e o padrasto, viveu em seis países: Paraguai, Brasil, Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Radicou-se definitivamente no Brasil, no Rio de Janeiro, nos anos 1960. Formou-se em Medicina pela UERJ, com especialização em Psiquiatria, mas não chegou a exercer a profissão. Naturalizou-se brasileiro em 1970 e trocou seu nome alemão de registro, Fritz Karl, por Federico Carlo, em homenagem ao padrasto italiano que o criou. Mas já era conhecido nas redações como Fritz Utzeri. q Começou no Jornalismo como estagiário no Correio da Manhã. Passou em 1968 ao Jornal do Brasil, onde foi repórter especial e correspondente em Nova York e Paris. Fez parte da redação de O Pasquim. Esteve na TV Globo, foi diretor de Comunicação da Fundação Roberto Marinho e editor de Opinião do jornal O Globo. Trabalhou ainda como diretor de Comunicação da multinacional de telecomunicações Alcatel. Voltou ao JB, como diretor de Redação, nos últimos tempos do jornal. Escreveu o romance Aurora e o livro de crônicas Dancing Brasil. Como hobby, colecionava trens elétricos e carros em miniatura e, não sem interesse, editou a Revista Ferroviária. Descrito como “o jornalista que desmontava versões oficiais”, conquistou em 1981 o Prêmio Esso de Jornalismo para a equipe do Jornal do Brasil que apurou o caso Bombas no Riocentro. Ele repetia a parceria de 1978 com o repórter Heraldo Dias, também já falecido, na reportagem Quem matou Rubens Paiva?, em que contestava a versão oficial sobre a morte do ex-deputado. Diz dele Marcelo Auler, companheiro de redação na mesma época: “Fritz acabou dando aulas de apuração de reportagens, que hoje seriam chamadas de jornalismo investigativo”. Outro contemporâneo, que o acompanhou até os últimos dias, Sérgio Fleury,registrou, logo após sua morte, em memorando que circulou entre os amigos, as muitas aventuras por que passou Fritz, e teve trechos repetidos em todos os obituários publicados. Nos últimos oito anos, com uma legião de amigos colaboradores, editou o semanário em PDF Montbläat, cujo dístico era: “Se você entendeu o Brasil, por favor, conta pra gente”. Com a publicação pretendia, sem patrocínio, obter renda proveniente de assinaturas. Apesar de ter a circulação interrompida em fases agudas de seu tratamento, sempre a retomava, após melhorar. O último número saiu no dia de Natal.
Vencedores do Esso são destaque em seminário da Abraji
A Abraji abriu inscrições para o 1º Seminário Regional de Jornalismo Investigativo (9/3, em São Paulo), que terá entre seus palestrantes alguns dos vencedores da última edição do Prêmio Esso. Responsáveis pela série de reportagens O jogo suspeito e a queda de Ricardo Teixeira, que resultou na queda do ex-mandatário da CBF, os repórteres da Folha de S.Paulo Filipe Coutinho, Julio Wiziack, Leandro Colon, Rodrigo Mattos e Sérgio Rangel contarão detalhes dos bastidores da apuração que durou quatro meses. Esse trabalho gerou uma série de 20 reportagens, publicadas entre fevereiro e junho de 2012, e levou à conquista da principal categoria do Prêmio Esso 2012. Já para Letícia Duarte, de Zero Hora, foram necessários bem mais que quatro meses para a conclusão do caderno especial O filho da rua, vencedor do Esso de Reportagem. Durante três anos, a repórter acompanhou os passos de um menino de rua de Porto Alegre, viciado em crack. Com autorização da 1ª Vara da Infância e da Juventude daquela capital, Letícia acompanhou desde 2009 a jornada do jovem que, apesar do trabalho da rede de assistência social e da atenção da mãe, não resistiu ao apelo das ruas e das drogas. Este, aliás, foi o segundo Esso de Letícia, que em 2002 faturou o de Jornalismo Regional Sul pela série Adolescência prostituída, publicada no jornal Pioneiro, de Caxias do Sul. O seminário da Abraji será realizado na Universidade Anhembi-Morumbi, campus Vila Olímpia (rua Casa do Ator, 275). As inscrições, até 1º/3, são gratuitas para sócios da entidade e custam R$ 75 para não sócios e R$ 50 para estudantes. O formulário online e a programação completa estão disponíveis em www.abraji.org.br. Assassino de Tim Lopes – A entidade, a propósito, publicou nesta 3ª.feira (5/2) nota oficial em que cobra uma ação rápida e eficaz na recaptura de Claudino dos Santos Coelho, um dos sete condenados pela morte de Tim Lopes, em 2002. Ele está entre os 27 foragidos do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, no Rio de Janeiro, que escaparam da penitenciária no último domingo (3/2). Claudino foi condenado a mais de 23 anos de prisão e cumpre a pena em regime semiaberto desde 2008. A investigação também deve apurar as circunstâncias em que a fuga ocorreu.






