13.4 C
Nova Iorque
sexta-feira, abril 3, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 1306

Memórias da Redação ? A foca confusa e o fotógrafo trapalhão

Moacir Assunção (ex-Estadão, jornalista freelancer e autor do livro Nem heróis nem vilões), conta causos curiosos das redações em sua época de jornalista da Prefeitura de Guarulhos.   A foca confusa e o fotógrafo trapalhão Neste caso, mais um que escrevo para o nosso querido Jornalistas&Cia, vou contar o milagre, mas prefiro não dar o nome dos santos, como diriam os antigos. Ou seja, vou contar as histórias engraçadas, mas tratar os personagens por pseudônimos. A razão é que não quero que eles, meus amigos, fiquem chateados comigo. De qualquer forma, a história é tão boa (espero que vocês, queridos leitores, achem o mesmo), que vale a pena reproduzi-las. Nos anos 1990, no começo da carreira, trabalhei como jornalista concursado na Prefeitura de Guarulhos, sob a liderança do sério e competente Carlos Alberto Barbosa, hoje aposentado, que teve passagens por Veja e Estadão. Ali, atuei com a mais curiosa dupla de colegas que conheci em minha trajetória profissional, que “batizarei” como Osvaldo e Sílvia, respectivamente repórter-fotográfico e repórter de texto. Osvaldo, hoje repórter-fotográfico de grandes méritos de um importante jornal do interior, estudou Jornalismo comigo na Universidade Braz Cubas e é a pessoa mais confusa e atrapalhada que conheço. Até mais do que eu, o que é incrível.          Pois bem, entre as “façanhas” do Osvaldo, certa vez o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, em visita a São Paulo, passou pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos e foi recebido, na pista, pelo então prefeito Vicentino Papotto. Fomos cobrir a pauta e Osvaldo, correndo feliz porque conseguiria fotografar o presidente peruano – hoje preso em seu país sob acusação de corrupção –, acabou caindo, praticamente desabando, aos pés do mandatário latino de origem japonesa. Quem lhe deu a mão para se levantar foi o próprio Fujimori. Ele se ergueu, com um sorriso amarelo, e continuou fotografando. A piada na redação no dia seguinte era de que o nosso rápido e rasteiro colega teve muita sorte de o visitante não ser um xeque árabe ou um potentado israelense ou americano. Se fosse, teria sido fuzilado pelos seguranças, ao ser confundido com um homem-bomba…          Sílvia também não ficava atrás. Em outra ocasião, a cidade recebeu o rei da Tailândia, país cujo apelido na época era “o jovem tigre”, em referência aos famosos “tigres asiáticos”, países que haviam experimentado um enorme crescimento econômico naquele momento histórico. A moça, que apelidamos de “foca confusa”, perguntou, então, porque o apelido do príncipe (e não do país) era jovem tigre. Brinquei dizendo que ele podia nos arranhar com suas garras poderosas e que aquela multidão de seguranças de caras fechadas estava lá para nos proteger dele e não para protegê-lo. Quando ela e Osvaldo saíam juntos, dizíamos, em tom de brincadeira, que eles formavam a dupla “A foca confusa e o fotógrafo trapalhão”. Em outra pauta, esta no gabinete da prefeitura, no bairro do Bom Clima, Sílvia estava esperando um determinado deputado que ia visitar o prefeito e ficou um tempão conversando com outra pessoa que se encontrava lá. Ao reclamar com esta que o tal deputado estava demorando muito, ouviu a cândida resposta: “O deputado sou eu”. Outra vez, meteu o pé no cimento fresco e ficou presa. Sílvia formava a dupla perfeita com o nosso herói Osvaldo e todos os dias eles eram alvo de comentários na redação.          Osvaldo, certa vez, conseguiu parar uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Guarulhos ao quebrar uma vidraça que estava às suas costas. Assustados, os músicos imediatamente pararam de tocar, diante de toda a população que esperava o show. Além de atrapalhado, ele tinha outra “qualidade”: era um tanto quanto dengoso, tanto que recebeu o apelido de “Denguinho” nos tempos da faculdade, concluída em 1990. Em uma ocasião, em que fazíamos uma festa na chácara dos amigos Pedro Gabriel e Rita Bonfim, ele publicitário e ela jornalista, o nosso herói cortava um pedaço de madeira com um facão quando deu um grito bem alto, dizendo que havia se machucado. Eu, que estava dentro da casa, saí correndo, apavorado, e já procurando um recipiente para guardar o dedo cortado e levá-lo ao hospital, com vistas a um possível implante. Quando me aproximei, ele segurava a mão direita com a esquerda, enquanto gritava. Mas, não havia sangue no facão. Pedi para ele me mostrar a mão machucada e havia lá um pequeno corte, na verdade um arranhão, quase imperceptível. Daí, foi sair bufando de raiva pelo susto, mas feliz pelo amigo estar inteiro, sem faltar nem um pedaço. Ele quase chorava com o “horrível corte que quase lhe decepou o dedo” e que tive dificuldade até para localizar. Aliás, uma vez, na Prefeitura, ao lado do motorista da Assessoria de Imprensa que era tão ruim que apelidamos de “bração”, Osvaldo também sofreu um pequeno acidente, que lhe produziu um minúsculo corte na cabeça e dizia, alto e bom tom, que ambos “podiam ter morrido” na batida, valorizando demais o episódio.          Mas o máximo das histórias do nosso amigo Osvaldo foi uma vez em que, relata o também repórter-fotográfico Nário Barbosa, ele foi fotografar a Favela SBC, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, e o dia tinha uma persistente garoa. Para fazer imagens melhores, o nosso herói subiu no telhado de um barraco da favela e resolveu andar por cima da casa precária. Ocorreu, então, o óbvio ululante, como diria o grande Nelson Rodrigues: alto e um pouco gordinho na época, ele caiu com tudo na cozinha do barraco, destruindo fogão e o tanque da pobre moradora. “Quase virou frango do almoço de domingo”, diz no seu linguajar pitoresco o Nário, também grande repórter-fotográfico e um artista das lentes. O “fotógrafo trapalhão” chegou a desmaiar com o impacto da queda. “Quando acordei, minutos depois, estava cercado por um monte de crianças que nunca tinham visto um homem cair do céu dentro de casa”, conta, brincando. O fogão, o tanquinho, mesa e cadeiras da pobre mulher foram destruídos no acidente. A história passou a fazer parte do folclore jornalístico da cidade em que trabalha e até hoje é lembrada pelos colegas.          Penalizada com a situação da dona da casa, que teria que cozinhar na casa das vizinhas depois do infausto acidente, a direção do jornal acabou por lhe dar uma indenização, para que ela comprasse novos eletrodomésticos e móveis. Depois, mais calma, em tom de troça ela perguntou ao nosso amigo “se ele não queria cair na sala também”.          Ele não caiu, mas recentemente fiquei sabendo de outra do Glauber, como apelidamos o nosso amigo: em uma coletiva na cidade de Santo André ele bateu a cabeça em um quadro colocado atrás de si, ao buscar melhor ângulo para fotografar a fonte, e o dito quadro voou, passando a milímetros da cabeça do entrevistado, sentado em frente ao repórter de texto. Por muito pouco não houve um “crime”, que decerto passaria à crônica da cidade com o sugestivo título de “assassinato do quadro voador”. Ao olhar para o colega, pedindo solidariedade profissional com os olhos, Osvaldo viu que este não conseguia continuar a entrevista, de tanto rir ao olhar para a cara do fotógrafo e da fonte, ambos muito assustados e com os olhos esbugalhados….          Não fiquei sabendo de outras histórias, mas elas, com certeza, aconteceram.

Regiane de Oliveira deixa Brasil Econômico

No Brasil Econômico, a situação pouco evoluiu desde a última semana, quando a empresa anunciou troca de comando e a transferência de parte de seu ativo editorial para o Rio de Janeiro. Deixou a empresa Regiane de Oliveira ([email protected], 11-99784-1344 e http://br.linkedin.com/in/reoliv/pt), que era de Empresas e havia passado por Brasil. Ela vinha sendo a interlocutora da redação com a direção do jornal. Fábio Suzuki, que assina a coluna Encontro de Contas, deixa o jornal no final de março, dentro do PDV.  Uma das novidades é a entrada do Sindicato dos Jornalistas nas negociações, com o objetivo de preservar empregos e resguardar direitos, como fez, com relativo sucesso, no episódio da descontinuidade do jornal Marca, da mesma Ejesa. No fechamento desta edição estava prevista uma reunião da entidade com a redação. Nela, uma das informações a ser detalhada diz respeito ao pedido de explicações feito à Ejesa sobre o atraso nos depósitos de FGTS. 

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia: São Paulo: Reinaldo José Lopes deixou o posto de editor de Ciências da Folha de S.Paulo, onde estava desde agosto de 2009. Novo morador de São Carlos, ele segue como repórter colaborador do jornal e mantém o blog Darwin e Deus, sobre ciência e religião. “Minha decisão foi para ficar mais perto da minha família e voltar a ser repórter”, disse. Além de seu e-mail da Folha ([email protected]), ele atende pelos [email protected] e 16-9147-5854. No blog, que pode ser conferido no http://migre.me/dDSyY, ele apresenta textos sobre o papel evolutivo da crença religiosa, descobertas arqueológicas e históricas sobre as religiões do mundo e pesquisas sobre a neurologia da fé. Na página também serão encontrados posts sobre evolução, sem necessariamente estarem ligados à religião. O cartunista Marcelo Andrade ([email protected]), o Mandrade, estreou em 4/3 no Quadrinhos Tech Tudo, do portal G1. O primeiro cartum dele – que também é colaborador da coluna Mercado Aberto, de Maria Cristina Frias – em Tech Tudo pode ser visto em http://migre.me/dE7eQ.  Distrito Federal: Melchiades Filho que está deixando esta semana do cargo de diretor-executivo da sucursal da Folha de S.Paulo, para regressar a São Paulo, onde assumirá novas funções, despediu-se também da coluna da página 2 do jornal, que assinou durante quase sete anos. Ainda em Brasília, o repórter Leandro Colon parte para uma temporada de três meses na capital paulista, período em que será substituído por Tai Nalon, que atuou em Veja. Minas Gerais: Thiago Ventura ([email protected]) substitui a Joana Gontijo no caderno de imóveis Lugar Certo do portal UAI até 1º de abril. No Estado de Minas, Marcílio Ferreira ([email protected]) recebe as pautas do caderno Economia até o próximo domingo, 17 de março. Na 2ª, a editora Liliane Correia estará de volta ao posto. Bahia: João Mauro Uchoa ([email protected]), repórter de Economia de A Tarde, apresenta a partir da próxima 2ª.feira (18/3) um programa sobre empregos e concursos públicos na CBN Salvador (91.3 FM). Em todas as edições – de 2ª a 6ª.feira, das 11h30 ao meio-dia – haverá um entrevistado para falar de assuntos ligados a esses dois temas. Cris Montenegro assumiu a Assessoria Especial da Secretaria de Assistência Social, Igualdade Racial e Cidadania de Lauro de Freitas, mas permanece na Canal 2 como editora-chefe das revistas Yacht, Acomac-Ba e Yacht Noivas e Festas. As revistas Nosso Bairro e Núcleo de Decoração da Bahia, que ela também editava, passam agora às mãos de Márcia Luz. Dina Rachid ancora o novo Jornal da Primeira Hora, na rádio Cultura AM 1140, que será veiculado de 2ª a 6ª.feira, das 7h às 8h30. Quem também integra a equipe é Bárbara Souza, que abordará os bastidores da política. O Primeira Hora terá ainda ofertas de emprego e especialistas de diversas áreas. Tatiana Hayne, coordenadora de Produção dos programas Sinta-se bem e Só para mulheres, deixou a Rádio Metrópole para assumir uma vaga de atendimento na Via Press, ali respondendo pela conta da Natura. Outra que saiu da emissora foi Luciana Silva. Helga Cirino, repórter de local, deixou A Tarde e foi para a assessoria de imprensa do vereador Marcos Prisco. Cássia Candra (repórter) e João Saldanha (revisor) também deixaram a redação. No Correio, registro para a saída de Lívia Cabral, subeditora do caderno dominical de moda, gastronomia e turismo Bazar. Ela ficou quatro anos no jornal e antes passou pela Ascom da Santa Casa de Misericórdia e pela agência Metta.

Sérgio Branco assume Núcleo de Imagem na Editora Europa

Sérgio Branco ([email protected]) deixou na semana passada o comando da Redação da revista Viaje Mais na Editora Europa, posto que ocupava desde 2005, para assumir a Direção de Redação do recém-criado Núcleo de Imagem, que inclui as revistas Fotografe Melhor, Fotografe Técnica&Prática e FimMaker e a edição de livros, guias, bookzines e aplicativos que envolvam fotografia e vídeo. Com sua promoção, a editora Karen Abreu, que foi seu braço direito nos últimos três anos e que havia anteriormente atuado no Caderno de Turismo do Estadão, o substitui no comando da redação da Viaje Mais.

De papo pro ar ? Feijoada no avião

Quase todo mundo soube – e sofreu com ela à época – da paixão desmedida da cantora Dalva de Oliveira pelo compositor Herivelto Martins, autor de Ave Maria no Morro e líder do conjunto musical Trio de Ouro. Ele foi boêmio, insensível e violento com ela até morrer. Triste com a separação, Dalva mergulhou no álcool. Enquanto ele a traia, ela bebia. Foi grande a tristeza dela. Depois de Dalva – e durante Dalva –, a grande paixão de Herivelto foi uma aeromoça. Um dia, num avião, uma aeromoça que nada tinha a ver com a história se aproximou de Dalva e perguntou se não queria um sanduíche e algo para beber. Já trocando as palavras e muito irritada, ela pediu quase gritando: – Eu quero uma feijoada completa, apimentada e com polenta!

Presença do Brasil na imprensa internacional cresceu em 2012

Cresceu em qualidade e quantidade a presença do Brasil na imprensa internacional em 2012, na comparação com 2011. Foram pouco mais de 5.100 reportagens, contra aproximadamente 4.900 em 2011, representando um crescimento de citações da ordem de 3,65%. As matérias consideradas de teor negativo tiveram uma redução de 7,32%, indo de 1.311 em 2011 para 1.215 em 2012. Na média, portanto, o percentual de menções negativas sobre o País caiu de 26,59% para 23,78%. O estudo, realizado desde 2009 por iniciativa da Imagem Corporativa, abrange o acompanhamento permanente de 15 veículos internacionais, a saber: Nikkei (Japão), China Daily (China), Clarín (Argentina), El Mercurio (Chile), El País (Espanha), Financial Times (Reino Unido), The New York Times (EUA), Le Monde (França), The Globe and Mail (Canadá), RIA Novosti (Rússia), The Economist (Reino Unido), The Times of India (Índia), The Economic Times of India (Índia), Wall Street Journal (EUA) e Washington Post (EUA). Divulgada pela agência em seu Boletim Brasil, esta edição destacou que esse melhor desempenho institucional do País na mídia internacional foi impulsionado pela Rio+20 e assinala que a pesquisa aponta para uma consolidação da imagem do País: “É uma clara sinalização de que o interesse dos estrangeiros pelo Brasil não foi um fenômeno temporário, resultante de aspectos específicos, tais como a criação do conceito BRICs, uma relativa estabilidade do País em meio à grande crise mundial iniciada com a quebra do Lehman Brothers ou ainda a euforia que se seguiu ao anúncio da descoberta do pré-sal. Na verdade, o maior interesse da imprensa internacional (…) deve-se a um conjunto de fatores (…), entre eles a relativa melhora nas condições de vida de um grande número de brasileiros; o consequente fortalecimento do mercado interno; o crescente número de turistas brasileiros em viagem ao exterior (e registrando alto nível de consumo); a expansão internacional das empresas nacionais; e a influência econômica e política do Brasil na América Latina”.

Mercadante recebe dossiê sobre padre Landell de Moura

O ministro da Educação Aloízio Mercadante recebeu nesta 3ª.feira (13/3) um dossiê com informações completas sobre o padre-cientista Roberto Landell de Moura, gaúcho, Herói da Pátria, pioneiro das telecomunicações, que inventou o rádio e também projetou a televisão e o teletipo antes de outros cientistas. O documento foi entregue com a solicitação de inclusão da obra científica do padre no currículo escolar brasileiro. A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) também tratou do tema em reunião com o ministro no final do mesmo dia. Antes desse encontro, o jornalista e historiador Hamilton Almeida, do Movimento Landell de Moura (MLM), acompanhado de Deolin Meneses, assessor jurídico da senadora, levou o dossiê a Rolf Hackbart, assessor especial de Mercadante. Hamilton explicou que se pleiteia do Governo o reconhecimento oficial dos méritos científicos do padre Landell, com a inclusão dessas informações no currículo escolar obrigatório. “Gostei, gostei…”, disse Hackbart, que, aliás, demonstrou ter conhecimento da obra do padre-cientista. Ele também informou que o assunto provavelmente será encaminhado ao CNE – Conselho Nacional de Educação. O dossiê, com mais de 100 páginas, tem o seguinte conteúdo: – Abaixo-assinado com 6.110 assinaturas de pessoas que apoiam a iniciativa de solicitar ao MEC a inclusão dos feitos do padre Landell no currículo escolar obrigatório da rede ensino, como pioneiro da invenção do rádio no Brasil. – Resumo da vida e obra do padre Landell. – Sequência de lâminas para leitura rápida dos fatos em torno da criação do rádio e outros inventos até então inéditos (TV, teletipo, controle remoto). – Patentes registradas pelo padre no Brasil (1901) e nos Estados Unidos (1904). – Selo dos Correios lançado por ocasião do sesquicentenário do nascimento de Landell (21/1/2011). – Título de Cidadão Paulistano “in memoriam” concedido pela Câmara Municipal de São Paulo, em abril de 2011. – Foto da reunião sobre o mesmo tema realizada em novembro de 2011 com o então ministro da Educação Fernando Haddad. – Assinatura da presidente Dilma Rousseff autorizando a inscrição do nome do padre Landell no Livro dos Heróis da Pátria, em abril de 2012. – Site do Movimento Landell de Moura – MLM: www.mlm.landelldemoura.qsl.br. A partir de agora, Jornalistas&Cia e o MLM, de São Paulo, e o gabinete da senadora Ana Amélia, na Capital Federal, acompanharão a evolução do assunto.

Programa internacional sobre meio ambiente encerra inscrições nesta 6ª

Encerram-se nesta 6ª.feira (15/3) as inscrições para as duas primeiras etapas do Flag it!, projeto do portal O Eco e da European Youth Press para realizar quatro treinamentos este ano sobre como usar ferramentas digitais de dados e localização geográfica para cobrir o meio ambiente. O primeiro treinamento ocorrerá em São Paulo, de 20 a 26/5, o segundo será na Nigéria, de 1º a 7/7, depois nas Filipinas e na Romênia. Por enquanto, estão abertas apenas inscrições para os treinamentos no Brasil e na Nigéria. O programa selecionará por etapa quatro jornalistas brasileiros de 18 a 35 anos, com experiência em cobertura ambiental, que deverão produzir ao menos uma reportagem com auxílio de imagens de satélite ou Google Earth ou muitas das outras técnicas que serão compartilhadas. Mais informações e inscrições no http://migre.me/dCUTX.

Caros Amigos enfrenta uma das piores crises de seus 16 anos

Prestes a completar 16 anos (em abril), a revista Caros Amigos corre o risco de não chegar à maioridade. Legítima representante da esquerda, enfrenta já há alguns anos dificuldades financeiras que desembocaram na última semana numa crise de relacionamento interno, levando à demissão de todos os 11 integrantes de sua redação e, talvez, a comprometer seriamente o futuro desse projeto idealizado por Sérgio de Souza em 1997 – coincidentemente, completam-se no próximo dia 25/3 cinco anos da morte de Serjão, considerado um dos mais talentosos profissionais da edição de texto no Brasil, que fez nome em publicações como Bondinho, Ex- e, principalmente, Realidade, entre dúzias de trabalhos que realizou.

O embate entre a direção da revista e a redação começou no dia 4, quando o diretor Wagner Nabuco reuniu os profissionais para comunicar que a situação financeira era insustentável e que precisaria fazer cortes profundos na redação e aumentar o concurso de frilas para garantir a sobrevivência da publicação. No dia 8, a redação emitiu um documento em que informava à empresa estar entrando em greve contra a “precarização do trabalho”.

Diz Nabuco que estava em reunião e que só tomou conhecimento do seu teor mais tarde, quando foi à redação e a encontrou vazia, o que para ele representou uma “quebra de confiança”. Em vista disso, na 2ª.feira (11/3), em nova reunião com os profissionais, informou a demissão de todos (a cronologia dos acontecimentos e as justificativas de ambas as partes podem ser conferidas em http://migre.me/dEJp3).

Com a decisão, saíram o diretor de Redação Hamilton Octávio de Souza, a editora-executiva de especiais e repórter Débora Prado, a secretária de Redação Cecília Luedemann, os repórteres Caio Zinet, Eliane Parmezani, Gabriela Moncau, Otávio Nagoya e Paula Salati, o editor de Arte Ricardo Palamartchuk, o assistente de Arte Gilberto Breyne e o estagiário Alexandre Bazzan.

Duas coisas parecem claras nessa situação: é um jogo em que todos saem perdendo; e a maior virtude da revista (sua independência), parece ter sido também o seu maior pecado – se, de um lado, tem leitores fiéis, estimados em dez mil assinantes e oito mil em bancas, não angaria anunciantes fora da esfera governamental, cujo encolhimento contribuiu para agravar o déficit e desencadear a crise. Nabuco garante que a edição de março circulará na 6ª.feira (15/3). Resta saber o que virá depois.

Clayton Netz estreia coluna com seu nome na Dinheiro

Redator-chefe da IstoÉ Dinheiro desde 2011 e com mais de 40 anos de experiência na cobertura de negócios, Clayton Netz acaba de estrear coluna que leva o seu nome na publicação, fruto de um trabalho que conta com o apoio de cinco repórteres da publicação: Carla Jimenez, Hugo Cilo, Luciele Velluto, Luiz Gustavo Pacete e Ralphe Manzoni Jr.. Vai ocupar, desse modo, o espaço deixado por Guilherme Barros, que foi trabalhar como assessor de Guido Mantega, no Ministério da Fazenda. Além da edição semanal na publicação impressa, a coluna será atualizada diariamente no site www.istoedinheiro.com.br, como ele mesmo explica no neste vídeo. A coluna Moeda Forte, que ele assinava, deixa de existir. 

Últimas notícias

pt_BRPortuguese