O 4º Prêmio Top Etanol divulga os vencedores desta edição. Patrocinado pelo Projeto Agora, formado por empresas e entidades do agronegócio, o concurso tem cinco categorias de trabalhos jornalísticos e cada uma recebe R$ 10 mil. A comissão responsável pela análise e julgamento desses trabalhos, formada por Geraldo Magella, Márcio Polidoro, Moisés Rabinovici, Niels Andreas e Silvia Yokoyama, elegeu: Jornal – Marcela Ulhoa, do Correio Braziliense, com o trabalho Terra ruim para alimentos, mas boa para etanol; Revista – Clivonei Roberto, da revista Canamix, com Cana leva progresso e esperança ao Centro-Oeste; Veículos eletrônicos – Anderson Viegas, do portal Cananews, de Campo Grande (MS), com As mil faces da cana; Radiojornalismo – Carolina Rodrigues, da CBN Campinas, com O sobe e desce do etanol no Brasil; e Telejornalismo – Richeli Bezerra e Cristina Cavaleiro, da TV Tambaú, afiliada SBT na Paraíba, com A energia da cana. A cerimônia de premiação será em 27/6, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, durante o Ethanol Summit, um dos principais eventos do mundo sobre energias renováveis, particularmente o etanol e os produtos derivados da cana-de-açúcar.
Carta a Ari Cipola, onde quer que esteja
Por um justo motivo, esta semana tomamos a liberdade de furar a pequena fila de colaborações que temos para este espaço. A propósito do julgamento dos ex-seguranças de PC Farias na semana passada, pedimos a Mário Magalhães ([email protected]), autor de Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo, autorização para reproduzir um texto que ele publicou em seu blog no último dia 11 de maio.
Ele próprio contextualiza: “Em 1999, Ari Cipola, Paulo Peixoto e eu, então repórteres da Folha de S.Paulo e da Agência Folha, cobrimos a reabertura das investigações sobre as mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino, ocorridas em 1996. A rigor, publicamos as informações que impediram o arquivamento do processo e fizemos a cobertura do ‘novo’ inquérito policial. Nosso trabalho foi reconhecido com alguns prêmios jornalísticos. Na semana passada, quatro ex-seguranças de PC foram julgados por causa dos homicídios. No meu blog no UOL (http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br), escrevi sobre o julgamento. Ao conhecer o veredicto, comentei-o veiculando uma carta para Ari, morto de causas naturais aos 42 anos, em 2004. Ari foi um tremendo repórter e um grande sujeito. Quando Jornalistas&Cia pediu para republicar a carta, fiquei feliz: conhecer a história do Ari só há de fazer bem às novas gerações de repórteres.”
Carta a Ari Cipola (1962-2004)
Onde quer que esteja Salve, Ari, quanta saudade. Já são nove anos, desde aquele fim de manhã, começo de tarde, quando nos despedimos de ti no cemitério em Maceió, depois de o teu coração te pregar uma peça. Não faço ideia de se onde estás as notícias chegam rápido, por isso trato de contar as novidades. Terminou ontem à noite o julgamento relativo às mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino. Sim, demoraram 17 anos para julgar, e os meus tímpanos tremem só de pensar no teu vozeirão: “Dezessete anos? Para com isso, Marião!”.
Está aí uma coisa que eu nunca entendi: com o dobro do meu tamanho verticalmente e o triplo na horizontal, és tu que me chamas de Marião, e eu jamais te trato por Arizão. Um dia a gente conversa, e tu me explicas isso melhor. Os jurados decidiram que não houve o tal crime passional alardeado pela polícia em 1996, com o endosso de uma turma de peritos que bancou a versão de que Suzana teria assassinado PC e depois se suicidado. O júri popular concluiu que houve duplo homicídio, mas não puniu os quatro réus, aqueles policiais militares e seguranças do PC que tu conheceste.
Achei que gostarias de saber que não foi em vão o teu esforço, farejando pistas e revelando informações que contradiziam a versão oficial de 1996 sobre o crime. É isso mesmo: de acordo com a Justiça, o PC e a Suzana foram assassinados. Ela não deu um só tiro na madrugada ou na manhã de 23 de junho de 1996. Minha opinião sobre a absolvição? Acabei de escrever um artigo sobre isso. O juiz falou em “clemência”. É difícil acreditar que os PMs não tenham ouvido os disparos, mas, se condenados, haveria um incômodo: a punição de peixes pequenos, sem a identificação do mandante. Embora o júri tenha visto o óbvio, as provas ululantes de duplo homicídio, o julgamento consagrou a impunidade: a Suzana e o chapa do Collor foram mesmo eliminados, mas ninguém pagará por isso.
A culpa não é do júri, mas de uma “investigação”, assim, com aspas, em que, no calor do fato, antes de apurar, algumas autoridades já bradavam a tese de crime passional. Ok, sei que sabes disso tudo muito mais que eu. O laudo da equipe do Badan Palhares? O júri popular rejeitou-o, adotando o parecer da equipe do Daniel Muñoz, o legista, e do Domingos Tochetto, aquele gaúcho de sotaque italiano, especialista em balística forense. Imagino que devas estar recordando o perrengue que foi ficar, tu e a tua família, protegido pela Polícia Federal e a Polícia Militar por tanto tempo, depois das intimidações à época da reviravolta no caso, em 1999. Mas eu queria dizer, reitero, que valeu a pena tu não bajulares peritos, não te submeteres às primeiras versões oficiais, preferindo buscar dados novos, exercendo o trabalho do magnífico repórter que és.
A propósito, Ari, tem uma rapaziada de talento despontando na reportagem, mas tu fazes muita falta. Sei que poucos anos depois do Caso PC resolveste largar o jornalismo. Lamentei, mas respeitei a decisão. De todo o modo, tomara que cada vez mais jovens jornalistas conheçam os trabalhos que fizeste. Não haverá melhor inspiração. O Paulo Peixoto, nosso companheiro naquelas investigações de 1999, manda um abraço. Estivemos juntos outro dia, em BH. Continua igualzinho, o tempo tem sido generoso com ele. O Paulo escreveu na Folha uma análise sobre o episódio, talvez tenhas lido. Vou me despedindo, para ficar com a criançada. Depois do Caso PC, como sabes, ganhei uma segunda filha, tão adorável quanto a primeira. Quem não conheces é o caçula, que chegou depois daquela nossa despedida em Maceió. Ontem à noite eu falei de ti para ele, que começou a conhecer a tua história. É isso aí, Ari: enquanto houver quem se lembre da gente depois da partida, nunca morreremos. Abração do velho amigo que não te esquece, Mário
O adeus a Alberto Tamer
Alberto Tamer, um dos grandes nomes do jornalismo de Economia no Brasil, com mais de 50 anos de atuação no Estadão, faleceu neste domingo (19/5), aos 81 anos, vítima de insuficiência cardíaca. Ele estava internado desde fevereiro, quando realizou uma cirurgia no hospital Albert Einstein, e havia um mês foi transferido para o Incor, onde acabou falecendo. Filho de libaneses, nascido em Santos, em 17 de janeiro de 1932, Tamer começou no jornalismo em 1952, pela rádio Excelsior e jornal O Tempo, ambos de São Paulo, cobrindo a área de Política. Quando O Tempo fechou, passou a trabalhar no Correio Paulistano, onde chegou a titular da coluna Janela Aberta. Ainda na cobertura política, passou pela Folha da Noite. Em janeiro de 1958, em plena lua-de-mel, foi despedido do jornal apenas por ter sido o último repórter admitido pela editoria e a empresa sempre cortava os recém-contratados quando havia aumento de salário obtido por intermédio do sindicato. Desorientado, conseguiu uma vaga em O Estado de S.Paulo por dois meses, na área de Economia. Para garantir a permanência no emprego – ao lado de César Costa, Robert Appy e Frederico Heller –, dedicou-se com afinco a aprender tudo o que podia sobre o setor. Desde então, nunca mais deixou de escrever para o jornal. Com Heller, aprendeu a fazê-lo sem usar palavras difíceis: “Uma vez ele implicou com uma palavra que usei, me mandou buscar o dicionário, viu que estava bem aplicada, mas quando eu já ia saindo, todo orgulhoso de ter dado ‘uma volta’ no chefe, perguntou com aquele sotaque carregado (Heller era austríaco): ‘Senhorrr Tamerrr! O senhorrr dirrria esta palavrrra à sua namorrrada?’. Perplexo, eu disse que não. E ele retrucou: ‘Enton, non use no texto!’ Nunca mais esqueci”, disse ele em depoimento a Jornalistas&Cia quando completou 50 anos de Estadão. Não deixou de escrever para o jornal nem mesmo nas duas vezes em que foi adido cultural de imprensa na embaixada brasileira em Londres, entre 1975 e 1977 e entre 1980 e 1983, convidado pelo então embaixador Roberto Campos (1917-2001). Para evitar problemas com o governo militar, passou a assinar com o pseudônimo de Altino Tavares. Pediu demissão quando soube da morte de Vladimir Herzog (1937-1975), mas, atendendo aos pedidos dos correspondentes brasileiros em Londres, permaneceu no cargo até o ano seguinte, quando da visita do ex-presidente Ernesto Geisel (1907-1996) à Inglaterra. Foi, também, comentarista e apresentador nas rádios Jovem Pan e Eldorado e nas tevês Bandeirantes e SBT, em São Paulo, e Manchete, no Rio de Janeiro. Em 1994, mudou-se para Paris, de onde enviou matérias especiais para O Estado, sem deixar de escrever sua coluna. Com seu filho, Luís Sérgio Tamer, criou um site sobre mercado financeiro e imposto de renda que chegou a receber mais de 500 consultas diárias, mas acabou sendo desativado no final dos anos 90. Foi convidado para participar da criação do primeiro Curso de Jornalismo Econômico na Faculdade Cásper Líbero, na década de 60, mesmo não tendo diploma, nem de Jornalismo, nem de Economia. Deu palestras em faculdades durante muitos anos, muitas vezes com professores e alunos de Economia na plateia. É autor dos livros O mesmo Nordeste (Herder, 1968), Nordeste até quando? (Apec, 1968), Transamazônica, solução para 2001 (Apec, 1970), Nordeste, os mesmos caminhos – Reforma agrária, afinal (Apec, 1972), Petróleo, o preço da dependência (Nova Fronteira, 1980), Os caminhos do dinheiro (Ática, 1988), e Os novos caminhos do mercado financeiro (Saraiva, 1991). Sua coluna já foi reproduzida em mais de 40 jornais pelo País, mas passou a ser exclusiva do Grupo Estado. Orgulhava-se de ter incentivado a contratação de Dinaura Landini – a primeira mulher a trabalhar na redação de O Estado de S.Paulo –,de ter sido o primeiro repórter do jornal a ir para a Amazônia e de ser reconhecido pela qualidade e simplicidade do seu texto. Seu corpo foi cremado ainda na tarde deste domingo, no crematório de Itapecerica da Serra. Deixa a esposa Linda Tamer, com quem teve três filhos, que lhe deixaram cinco netos.
Gustavo Henrique Ruffo deixa Car and Driver
Dois anos depois de seu retorno à Car and Driver, o editor Gustavo Henrique Ruffo despede-se da publicação e se une a Marcelo de Queiroz para cuidar do conteúdo do site Autopolis, atualmente integrado editorialmente ao Portal RAC, da Rede Anhanguera de Comunicação, do interior de São Paulo. “Será inicialmente uma parceria, mas se tudo correr bem mais à frente faremos uma sociedade”, explica Queiroz, fundador do site. “A mudança no expediente não será a única novidade que o Autopolis prepara para o mercado. Eu e o Gustavo já conversamos sobre uma série de ideias e teremos boas novidades para as próximas semanas”. Com passagens por Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Oficina Mecânica e Ford, Ruffo começou na Car and Driver em 2010, como colaborador e mais tarde editor de testes, saiu e após uma rápida passagem por Quatro Rodas retornou à publicação em maio de 2011. Antes, ainda em 2010, fundou ao lado de Mercedes Cumaru a Agência Motor. “Quando recebi a proposta do Marcelo, ainda estava na revista e vi com muito bons olhos ajudar um site com tanto potencial a crescer”, explica. “Dá mais gosto fazer parte da história do que já pegar pronto. Acabamos fechando um acordo antes do que eu esperava”. Os novos contatos dele são 11-99601-4357 e [email protected].
Correio Braziliense volta no tempo para lembrar Abolição da Escravatura
O Correio Braziliense publicou de 11 a 14/5 (sábado a 3ª.feira) uma série de reportagens especiais propondo uma viagem no tempo para noticiar os 125 anos da Abolição da Escravatura no Brasil, datada de 1888. Nesses quatro dias, as repórteres Grasielle Castro e Renata Mariz pesquisaram e entrevistaram historiadores, trazendo a cada dia um tema contemporâneo abordando a questão racial no Brasil. Na 2ª (13/5), o site do jornal também embarcou na proposta, e fez um “siga ao vivo” da sessão em que a Princesa Isabel sancionou a lei que extinguiu o trabalho escravo no País. Nesse dia, entre 14h e 15h, o jornal simulou notícias em tempo real dos momentos decisivos da sessão do Senado daquele domingo de 13/5/1888, que instituiu a Lei Áurea (veja em http://migre.me/eybuN). A ideia do jornal era reproduzir o acontecimento histórico no Parlamento, assim como o clima da época, misturando ao tempo real fictício notícias sobre a questão racial nos dias de hoje. Fred Bottrel, do portal do Correio, complementou o trabalho de Giselle e Renata. Ele ficou responsável pela inserção das informações no site, que, a propósito, esclareceu ao final da tela: “Os registros históricos consultados e especialistas entrevistados na apuração da série de reportagens apontam imprecisão para horários da sessão decisiva. Nossa cobertura simula o ‘ao vivo’ com liberdade poética neste quesito”. Ivan Iunes, coordenador de Política/Brasil, conta que o ponto de partida para a cobertura da data histórica se deu quando teve acesso ao material editado pela gráfica do Senado – basicamente os discursos da época. E pensou como poderia utilizá-lo de forma diferenciada nesse dia especial. A ideia, segundo ele, era esclarecer melhor o episódio histórico e entender questões como o jogo de poderes e o lobby político utilizados na época. “O que merece destaque nesse trabalho é a percepção sobre como a questão racial é até hoje mal resolvida no País, e como as discussões daquela época, embora mais rebuscadas, se assemelham às do Parlamento de hoje sobre o tema”, compara, referindo-se ao debate dos parlamentares sobre as cotas raciais. “As dificuldades no tratamento da questão racial estão presentes até hoje, 125 depois”, conclui.
Abril Coleções está sem jornalistas
A Abril Coleções, área responsável pelo lançamento das coleções da Abril Mídia, encerrou no mês passado sua operação editorial, o que provocou a saída dos editores Gerson Sintoni ([email protected] e 11-99687-9074), Denise Bobadilha ([email protected] e 11-99960-6356) e Beth Klock ([email protected]). Como a diretora Editorial Cristina Zahar havia deixado a empresa em março, a área segue, em princípio, sem jornalistas em seu quadro. Gerson estava no projeto desde o início, há pouco mais de cinco anos, e antes passou pelo programa Vitrine, da TV Cultura, e pelas revistas Imprensa e Veja SP. Denise estava havia dois anos e meio na Abril Coleções, e antes foi editora e correspondente em Londres da Próxima Viagem. Beth foi por dez anos da Editora Globo, onde editou diversas publicações de moda e comportamento, como Querida e Criativa, e antes da Abril cuidava de edições especiais da Duetto na área de conhecimento.
De papo pro ar – Sanfoninha ruim
Um dia ouvindo a música-título do CD Forró da Baronesa, de Arnaldo Xavier, já falecido, Dominguinhos perguntou a Gereba quem estava tocando sanfona naquela faixa. Era Chiquinho do Ceará. – …Ele é bonzinho – disse Dominguinhos, naquela sua calma –, mas a sanfoninha não presta. Três dias depois ele e Chiquinho saíram para comprar uma sanfona. Custava R$ 5.000. – É muito cara – disse Chiquinho. E Dominguinhos: – Oxente! E por que tu tá preocupado com isso, se quem vai pagar sou eu?
Profissionais poderão inscrever até cinco trabalhos
Profissionais que produziram ou produzirão reportagens, artigos, séries que tenham a Sustentabilidade como eixo central, nos seus aspectos ambiental, social e econômico, já podem inscrever seus trabalhos no Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade e desse modo concorrer aos R$ 107 mil em valores líquidos que serão distribuídos nas categorias Nacional, Regional, Especial Água e Grande Prêmio. Poderão ser inscritos trabalhos produzidos de 1º de setembro de 2012 e 31 de agosto de 2013. Já em sua quarta edição, o prêmio, com o apoio da Maxpress, possibilita que cada participante inscreva até cinco trabalhos em seu nome. Ao fazer a inscrição pelo www.premiojornalistasecia.com.br, o participante deve inserir os trabalhos seguindo as orientações da plataforma digital. Em caso de dúvidas, uma equipe de apoio técnico pode auxiliar pelo 11-3341-2799, no horário comercial. Esclarecimentos sobre regulamento ou outras dúvidas devem ser encaminhados à coordenadora Lena Miessva pelo [email protected] ou pelo 11-2679-6994. O Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade recebe inscrições até 5 de setembro. Somente neste ano, o concurso conta com a Categoria Especial Água, unindo-se, desta forma, aos esforços da ONU, que decidiu instituir 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, para conscientizar a população sobre os desafios do gerenciamento da água do planeta. Todos os trabalhos das plataformas Jornal, Revista, Televisão, Rádio e Webjornalismo que tenham o tema Água como eixo central de abordagem devem ser inscritos nesta Categoria Especial.
FGV faz seminário gratuito para jornalistas nesta 6ª.feira (17/5)
O Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a BBDTVM – área de fundos do Banco do Brasil –, preparou um workshop gratuito exclusivo para jornalistas sobre Atualidade Econômica e Investimentos, com o objetivo de apresentar grandes temas do mercado de investimentos e economia, sanar dúvidas e gerar maior conhecimento para suporte em suas análises diárias. Nesta 6ª.feira (17/5) o seminário terá como tema Jornalistas e números e será conduzido pelo prof. Júlio Figueiredo da FGV. A palestra, que será realizada na FGV (rua Itapeva, 474, sala 2002), das 9h às 12h, tem por objetivo esclarecer e orientar o uso de dados numéricos e estatísticas em matérias jornalísticas, discutindo a relação entre os profissionais e as técnicas de apuração quantitativa com enfoque no jornalismo de precisão de Philip Mayer. Serão tratados temas como clareza na edição de informações baseadas em números; cruzamento e interpretação de dados, percentuais e projeções; gráficos; e erros quantitativos comuns cometidos em reportagens. Como as vagas são limitadas, é preciso confirmar participação pelo [email protected] ou [email protected] ou pelos 11-3030-3000 / 6620-2234. A iniciativa conta com o apoio deste J&Cia.
Marcos Mendonça assumirá TV Cultura cercado de reservas
Eleito por 35 dos 43 presentes à reunião do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura, na última 2ª.feira (13/5), Marcos Mendonça assumirá em 14/6 a Presidência da FPA para um mandato de três anos, em substituição a João Sayad, que ocupa o cargo desde 2010. Mendonça, que já havia presidido a entidade de 2004 a 2007, foi vereador na capital paulista (1983 a 1994), deputado estadual (1995 a 2002) e secretário de Estado da Cultura (1995 a 1998 – 1999 a 2002). Sayad anunciou nesta 3ª que deverá deixar o posto semana que vem ou, no máximo, até 28/5, sem aguardar o final do mandato. Seus dois vice-presidentes, Neide Hahn (Gestão) e Eduardo Brandini (Conteúdo), permanecem até lá. Os gerentes se preparam para a chamada transição, período em que o futuro presidente e seus assessores poderão frequentar a Fundação a fim de obter informações de cada departamento. Candidato único à sucessão, já que Sayad – que teria direito a um segundo mandato –, desistiu ao observar a resistência do Palácio dos Bandeirantes ao seu nome, Marcos Mendonça irá assumir cercado de muitas reservas dos funcionários mais antigos. O informativo Jornalistas&Cia apurou que a lembrança de sua gestão traz de volta um período conturbado na administração, com inchaço de funcionários PJs, que chegaram a ser maioria em relação àqueles do regime CLT. É desse tempo também a designação de uma cooperativa – externa à Fundação – que intermediava a contratação dos PJs, cobrando destes uma porcentagem. Do mesmo modo, a explosão de horas extras, especialmente entre funcionários da área operacional (Operações, Engenharia, Transportes), que acabou desencadeando multas aplicadas por DRT e Ministério Público do Trabalho, culminando com a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em 2012, pelo qual a FPA se compromete a autorizar horas extras de funcionários apenas em casos excepcionais. Entretanto, o saneamento administrativo levado a cabo na gestão Sayad não poderá ser rompido sem quebra de compromissos jurídicos.






