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quarta-feira, abril 8, 2026

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Fábio Cunha deixa a Direção de Redação do Metro

Após dois anos à frente da Direção de Redação do gratuito Metro, do Grupo Bandeirantes, Fábio Cunha deixa esta semana o jornal para assumir a recém-criada Diretoria de Relações Institucionais e Governo na S2Publicom, a convite do CEO José Luiz Schiavoni. Com experiência em redações, comunicação corporativa e institucional e no setor público, Fábio ([email protected]) terá entre suas atribuições fazer com que a agência abra frentes de negócio em governo e entidades. Hoje, a S2Publicom, empresa ligada ao grupo norte-americano Interpublic, é a única entre as cinco maiores do setor no País que não tem contas de órgãos públicos. A nova diretoria também será responsável por public affairs e pela abertura, ainda este ano, da filial de Brasília. No período em que esteve à frente do Metro, Fábio fez a coordenação editorial do lançamento das edições de Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília (esta última dirigida por Claudio Humberto) e conduziu a mudança no projeto gráfico do jornal e da migração para novo sistema editorial. Com a saída dele, a posição de editor-chefe, ocupada por Luiz Rivoiro, passa a ser o primeiro cargo na área editorial, respondendo diretamente ao presidente Cláudio Bianchini.

Trip Editora anuncia redução de equipe e reestruturação processos

Pelas tristezas e dores que sempre provocam, as demissões feitas na última semana (véspera de feriado de Corpus Christi) pela Trip Editora – 19 no total, segundo apurou Jornalistas&Cia, além de três vagas de estágios que não foram renovadas – foram o lado mais visível e comentado de uma reestruturação em curso na empresa. Foi um corte da ordem de 8% do quadro de pessoal da empresa. Entre os desligados estavam três profissionais de texto (um deles, colaborador externo), dois designers, quatro de produção e quatro de publicidade (os demais eram ligados a áreas de apoio como TI, almoxarifado, trade e outros). O outro lado, que obviamente diz muito mais à empresa do que ao mercado, foi o da reestruturação, que envolve praticamente toda a empresa e seus processos produtivos. “Não foi uma decisão impulsiva, de momento”, afirma o editor Paulo Lima, que explica: “Estávamos reavaliando nossos processos e nossas operações havia quase dois anos, desde setembro de 2011, quando contratamos o INDG (atual Falconi Consultoria de Resultados) para nos assessorar e orientar na otimização da estrutura. Vínhamos de dez anos ininterruptos crescendo à média anual de 30%, o que é excelente, mas quase inevitavelmente resulta numa estrutura superdimensionada, com muitas sobreposições de funções e até mesmo de equipes. Juntando essa necessidade com o quadro nada favorável que se observa no mercado para a mídia em geral, e os veículos impressos em particular, consideramos ainda mais imprescindível  dar esse passo, que, embora doloroso, era necessário para fortalecer a empresa e deixá-la ainda mais preparada para esses próximos anos, que, esperamos, continuem sendo de crescimento”. Sobre os desligamentos realizados, Paulo Lima diz que a empresa “está fazendo as negociações de forma individual, oferecendo a extensão de plano de saúde e salários a mais. Mas, além disso, para dois jornalistas e uma designer, estamos propondo realocação em outras redações da casa”. Entre os 19 profissionais que deixaram a empresa estão Carol Sganzerla, diretora de Redação da TPM, e, da Trip, a diretora de Arte Paula Carvalho, os produtores Flavia Fraccarolli e Bernardo da Mata e a designer Camila Fudissaku. De certo modo, a atitude da Trip tem lá suas semelhanças com a do Valor Econômico, que há pouco mais de dez dias demitiu 50 profissionais. Do mesmo modo que o Valor, a Trip decidiu fazer sua reestruturação numa conjuntura favorável de mercado: “Por que não fizemos esse ajuste antes, como várias outras empresas jornalísticas fizeram? Porque nosso negócio está ancorado de forma muito consistente em prestação de serviços de branding e comunicação para grandes clientes e mesmo no núcleo que reúne nossas marcas próprias – Trip e TPM – há muito vimos expandindo a atividade em eventos e nos suportes eletrônicos e digitais, complementando e indo além das revistas. Naquele temos 80% de nossa receita, contra 20% que gera o Núcleo Trip, cujo portfólio é integrado pelas duas revistas, os dois sites, redes sociais e os programas de tevê (na Mix TV) e rádio (na Eldorado). Mas mesmo no Núcleo Trip, é preciso dizer, estamos num momento muito positivo. Em 2012, a revista Trip cresceu sua circulação paga em 7,7% e a TPM, em 66,6%, como mostra o IVC; a receita publicitária da empresa como um todo foi 8% maior do que em 2011, contra os 5,8% de expansão do mercado publicitário em geral e a queda de 5,43% do segmento de revistas. Não havia, portanto, necessidade de açodamento. Fizemos quando tinha de ser feito, após estudar criteriosamente cada processo, cada setor da empresa”, esclarece Paulo. Mas o que seriam essas sobreposições de funções e estruturas? “Com o crescimento acentuado de nossas operações, tornou-se muito difícil fazer uma gestão absolutamente precisa das demandas permanentes de recursos materiais e humanos. Com isso, crescemos de forma menos ordenada do que seria ideal e precisávamos acertar isso”, explica o editor, lembrando: “Tínhamos gente fazendo a mesma coisa para diferentes publicações ou plataformas, isso tanto na parte editorial como na comercial. Um exemplo? Mantínhamos três equipes de produção para fazer ensaios sensuais – uma fazia a produção da Trip Girl para a revista; outra, a da Trip Girl para o site; e uma terceira ainda fazia os ensaios masculinos para a TPM – um contrasenso. Mais um? Cheguei a ver dois contatos de áreas diferentes da nossa equipe comercial se encontrando numa sala de espera, para falar com o mesmo executivo da agência com o objetivo de vender anúncios para um mesmo cliente em diferentes veículos do nosso portfólio. Ora, podemos e precisamos racionalizar esse trabalho, tendo equipes mais versáteis, que tenham relacionamentos fortes e capazes de representar os vários veículos da empresa nas negociações com determinadas agências e clientes. E isso se estendia a outras atividades da empresa, equipes que não se conversavam e que se reportavam a diferentes chefias fazendo as mesmas funções etc.. No caso das redações de Trip e TPM, que passaram a ter comando único em fevereiro – Micheline Alves – mas continuavam a existir como dois corpos editoriais distintos, isso muda. Elas passam agora a ser uma única redação, concentrando profissionais seniores e com reforço em algumas áreas e no borderô, cuidando das duas revistas. Com isso e demais medidas, vamos ter menos níveis de chefia, menos reuniões, menos sobreposições e mais eficiência e agilidade nas decisões. O próximo passo será integrar o digital nesse processo, com a determinação de manter as características de cada veículo, mas usando de verdade a força das redes para alavancar todos os nossos produtos. O que queremos e estamos fazendo é ter comando único e um novo desenho, para, a partir daí, termos uma operação mais enxuta e orgânica, sem desperdícios de tempo e energia, com uma equipe concentrada em inovar cada vez mais as fórmulas editoriais e os modos de fazer convencionais. Sabemos que o que a Trip tem de melhor é a sua capacidade de surpreender sempre e manter altos os níveis de criatividade e da qualidade do conteúdo ao longo desses quase 30 anos. Nossa intenção é fortalecer ainda mais esses nossos diferenciais”. Paulo Lima não nega que o redesenho da empresa e respectivos desligamentos tenham a ver com o momento adverso do mercado editorial, que passa de fato por transformações radicais, mas “têm mais a ver com a gordura que tínhamos em nossas operações”. Sobre a questão desse delicado momento de transição, ele diz que chegou a ouvir numa palestra do projeto Fronteiras do Pensamento a argumentação de que “são tantas, tão velozes e tão constantes as mudanças, que talvez já não se possa mais pensar num mundo que muda e estabiliza, como vinha sendo até aqui, mas sim num mundo com transformações permanentes”. “A melhor definição de transição que ouvi é aquela que diz que As coisas já não são mais como eram antes mas ainda não estão do jeito que vão ficar. Como agir, repensar e inovar este nosso negócio, impactado como tem sido por tantas mudanças? O que posso dizer é que vão ter problemas empresas que não perceberem que está havendo de fato uma migração importante de audiência e recursos das mídias convencionais para outras e não reagirem a tempo e de forma inteligente e criativa”, adverte, concluindo: “Antigamente, as empresas tinham mais tempo e espaço para errar. Hoje isso não mais acontece e quem não estiver permanentemente olhando os custos, a eficiência dos processos, a qualidade e os diferenciais criativos do que oferece ao mercado corre o sério risco de ficar fora do jogo”. Atualmente, a Trip é a única editora brasileira a ter conseguido a façanha de licenciar um título nativo na Europa – a revista Trip, na Alemanha, que circula também há três anos na Suíça e na Áustria. Em 2012, a edição brasileira da Trip foi eleita a revista mensal mais admirada do Brasil pelo ranking do Meio & Mensagem e a terceira no geral, ficando atrás apenas de Veja e Exame. Ainda em 2012, a editora celebrou a conquista, pela TPM, de seu quarto Prêmio Esso. A empresa administra atualmente 15 revistas, seis sites, seis publicações para tablets, redes sociais de seis marcas, os eventos Trip Transformadores e Casa TPM, além dos programas semanais Trip TV e Trip FM. Entre seus clientes estão Natura, Gol, Itaú Personnalité, Pão de Açúcar, C&A, Nestlé, Ambev, Audi, Coelho da Fonseca, Marisol, Dufry e JHSF/Shopping Cidade Jardim. São sócios de Paulo Lima na operação o diretor superintendente Carlos Sarli e o diretor Editorial Fernando Luna.

Antonio Rocha Filho deixa o Agora São Paulo

Depois de 24 anos, Antonio Rocha Filho deixou em 23/5 o Grupo Folha, onde desde 1999 era secretário de Redação do Agora São Paulo, e começou na última 2ª.feira (3/6) na Entrelinhas, de Roberto Cosso (ex-Folha, Agora e Folha da Tarde), com quem já havia trabalhado diretamente tanto no Agora quanto na FT. Toninho, que dedicou os últimos 14 anos ao Agora, de cuja criação e lançamento participou, entrou na empresa como repórter do caderno de Esporte da Folha, foi editor-assistente do caderno regional Folha Vale, editor de Geral do Notícias Populares, editor de Cidades da Folha da Tarde, repórter e pauteiro do Cotidiano da Folha, redator de Brasil (hoje Poder) da Folha, editor de Cidades e, por fim, secretário de Redação do Agora. Teve ainda curtas passagens pela sucursal de O Globo em São Paulo e pela revista Fluir. Paralelamente ao novo trabalho, manterá a atuação como professor universitário na ESPM, onde desde o início de 2012 responde pela disciplina de Oficina de Jornalismo Impresso. No lugar dele no Agora fica Cesar Camasão, que era chefe de Reportagem do jornal e que está na empresa desde os tempos do NP. O editor-geral do Agora é Luiz Carlos Duarte. O novo contato de Toninho é [email protected].

Semana do Meio Ambiente multiplica trabalhos sobre Sustentabilidade

Tradicionalmente se multiplicam por toda a imprensa brasileira matérias sobre questões ambientais e Sustentabilidade na Semana do Meio Ambiente, que tem como ponto alto o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Esses trabalhos, sejam reportagens, artigos ou séries, veiculados em qualquer plataforma informativa, poderão ser inscritos até 5/9 no Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, que chega ao quarto ano de vida. Cada candidato ou equipe poderá inscrever até cinco trabalhos de mesma autoria e essas inscrições não precisam ser realizadas de uma só vez. Um dos cinco maiores do País em valores e número de inscrições, o prêmio distribuirá R$ 107 mil líquidos para as categorias Mídia Nacional (segmentos Jornal, Revista, Rádio, Televisão, Webjornalismo e Imagem – dividida em Fotografia e Criação Gráfica), Mídia Regional (dividida nas cinco regiões brasileiras) e a Categoria Especial Água, exclusiva desta edição. Esta categoria recebe todos os trabalhos das plataformas Jornal, Revista, Televisão, Rádio e Webjornalismo que tenham o tema Água como eixo central de abordagem. Há ainda o Grande Prêmio, que será concedido a um dos ganhadores da categoria Mídia Nacional. Na Coordenação Geral do Prêmio está Lena Miessva (11-2679-6994 e [email protected] e [email protected]). Para ajudar nas dificuldades técnicas ao fazer a inscrição no site ou no envio do trabalho, o participante conta com o serviço de auxílio técnico de profissionais da Maxpress, pelo telefone 11-3341-2799, em horário comercial. O Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade é uma iniciativa deste J&Cia, com o apoio do HSBC Bank Brasil e a colaboração da Maxpress. Regulamento e outras informações no www.premiojornalistasecia.com.br.

Em atitude criativa, repórteres do Extra têm dias de aquário

Parte do jornal Extra transferiu-se para a Praça XV esta semana. A estrutura envidraçada, montada em praça pública, fica cercada por curiosos, que observavam o trabalho de se fazer um jornal, no que o Extra passou a chamar de Jornalismo com transparência, no sentido literal. Durante toda a semana, e até sábado (8/6), pessoal da reportagem, arte, diagramação, fotografia e do site passa os dias num aquário, tendo seus movimentos acompanhados por quem gostaria de chegar lá. Metade da instalação é ocupada por outras três unidades: um estúdio das rádios Globo e Beat 98; outro, envidraçado, para ensaios fotográficos com mulheres famosas – ou não seria um jornal popular; e um balcão para as concessionárias de serviços públicos (como água, luz, gás e telefone) que se alternam em turnos para informar e receber reclamações de seus clientes. Até gente da concorrência foi vista por lá, dando uma espiadinha. O Extra considera o projeto – executado para comemorar seus 15 anos – pioneiro e inovador. Mas houve espírito de porco para lembrar que o lado jornalista do poeta Olavo Bilac, com suas crônicas sobre o cotidiano do Rio publicadas na imprensa carioca no início do Século 20, certa vez levou uma redação para a rua, talvez nesse mesmo pátio do Paço Imperial. E haja História. *Na foto, a partir da esquerda, o diretor de Redação Octavio Guedes, o gerente de negócios Leonardo Bruno, as editoras-executivas Denise Ribeiro (do impresso) e Vivianne Cohen (do online), e Luiz André Alzer, diretor-executivo.

Edson Flosi morre em São Paulo, aos 73 anos

Após sete anos lutando contra um câncer, faleceu na manhã desta 4ª.feira (5/4), em São Paulo, Edson Flosi. Ele estava internado desde 31/5 no Hospital AC Camargo. Nascido em 14 de abril 1940, Flosi curiosamente foi registrado como nascido no dia 28, já que seu pai, ferroviário, perdeu o prazo de registro e não tinha como pagar a multa pelo atraso. Começou no jornalismo em 1958, no jornal Notícias de Hoje, em São Paulo, órgão do Partido Comunista Brasileiro, e de lá para cá atuou em redações por mais de 30 anos, em passagens por Diário da Noite, Diário de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Notícias Populares e O Globo. Também foi advogado criminalista, após concluir curso de Direito em 1986, e professor universitário. Foi nesta última atividade, inclusive, que no ano passado envolveu-se em uma polêmica com a Faculdade Cásper Líbero, onde lecionava desde 1996, após ser demitido durante licença para tratamento do câncer. A demissão gerou protestos entre os estudantes da instituição, que mais tarde tentou recontratá-lo, mas Flosi se negou a voltar. Também no ano passado lançou Por trás da notícia – O processo de criação das grandes reportagens (Summus), obra em cujo segundo volume estava trabalhando, e escreveu ainda o livro-reportagem O assalto dos 500 milhões (Best Seller, 1965) e o ensaio político A renúncia do presidente Jânio Quadros (1961). Casado com Nancy da Costa Flosi, era pai dos também jornalistas Edson Costa Flosi e Sandra Flosi, e da procuradora do Estado Nancy Regina Costa Flosi. Seu corpo será cremado no Crematório da Vila Alpina.

Repórter Brasil estreia novo formato

O Repórter Brasil, da TV Brasil, estreou em 3/6 novos cenário e formato. A partir de agora, o telejornal vai ao ar em dois horários: às 12h e às 21 horas. O programa veicula notícias nacionais, regionais e internacionais, em rede e com a mesma linha editorial, nas praças de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além da participação ao vivo de emissoras públicas parceiras, para que a informação chegue a 22 estados. “Reformulamos horários, modernizamos o telejornal com novos cenários, vinhetas e artes, para garantir que este conteúdo chegue da melhor forma ao telespectador”, disse Nereide Beirão, diretora de Jornalismo da EBC. A primeira edição do noticiário é ancorada, de 2ª a 6ª.feira, por Luciana Barreto, do RJ. Já a das 21h é apresentada, de 2ª a sábado, pela dupla Guilherme Menezes e Katiuscia Neri, direto de Brasília. Seu novo cenário é amplo e contempla três ambientes: bancada para os apresentadores, espaço para entrevistados e outro para circulação dos apresentadores, em pé, mostrarem dados, gráficos e imagens. As paredes têm iluminação em LED e um vídeowall para imagens, artes e as participações ao vivo. O programa continuará produzindo séries de reportagens, assim como manterá seus comentaristas: Luís Nassif, de SP, com análise do cenário econômico; e o cientista político Emir Sader, do RJ, na análise internacional. Nessa nova fase, o noticiário também ampliou a participação do telespectador com os novos quadros Sua Vez, para pautas sugeridas pelo público, e Outro Olhar (vídeos produzidos pelo telespectador), assim como passagens de bloco que divulgam opiniões do público gravadas ou transmitidas via redes sociais. O noticiário também passa a ser reproduzido pela TV Brasil Internacional e pela web (www.tvbrasil.ebc.com.br/webtv), e seu site (www.tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil) também foi reformulado e ganhou mais facilidades de navegação. Nas redes sociais, o telejornal pode ser acompanhado pelo twitter @reporterbrasilnarede ou no facebook /reporterbrasilnarede. Estação Periferia – A TV Brasil também estreou 1º/6), às 17h, o Estação Periferia, produzido em parceria com a Fundação Aperipê, do Governo de Sergipe. O programa foi idealizado por jovens da periferia de Aracaju e se tornou uma série com o objetivo de retratar a vida em diversas periferias brasileiras a partir do olhar local, sem estilizações dos personagens. Apresentado pelo músico Anderson Passos, mais conhecido como o rapper Hot Black, revela exemplos de superação e a força de quem enfrenta a ausência de garantias cidadãs. O programa, dirigido por Raphael Borges, com produção de Ivy Almeida, foi inteiramente desenvolvido por uma equipe de fora do eixo Rio-São Paulo. 

Cortes chegam à Folha de S.Paulo

Foram fechadas entre 30 e 40 vagas, não só de jornalistas, nem todas ocupadas. Na reestruturação editorial, jornal cria os núcleos de produção Cultura, Mercado, e Ciência, Saúde e Equilíbrio Com pouco alarde, como é de seu feitio, a Folha de S.Paulo empreendeu nestas 3ª e 4ª.feiras (4 e 5/6) uma mínirreforma editorial e, simultaneamente, um corte de pessoal. O número de demissões não é preciso, mas Jornalistas&Cia apurou que ele se situa entre 30 e 40 vagas, número que inclui algumas que estavam abertas e que não mais serão preenchidas e também profissionais de outras áreas da empresa. A reforma diz respeito basicamente ao reagrupamento de alguns dos cadernos do jornal em torno de três novos núcleos de produção, como informou comunicado assinado pelo editor-executivo Sérgio Dávila. Um deles, o de Cultura, englobará os cadernos Ilustrada e Ilustríssima e será comandado por Heloísa Helvécia, até aqui editora do Caderno Equilíbrio. Desmentindo rumores de que o Ilustríssima desapareceria e seria absorvido pelo Ilustrada, o comunicado informa que ambos continuarão a existir como hoje. Pelo que este J&Cia apurou, os atuais editores de Ilustrada, Fernanda Mena, e Ilustríssima, Paulo Werneck, foram convidados a permanecer no jornal como repórteres especiais. O segundo novo núcleo é o de Mercado, que passa a incluir o caderno homônimo e os semanais Folhainvest (2as) e Carreiras, Imóveis e Veículos (domingos), sob a batuta de Ana Estela de Sousa Pinto. O cargo de editor de Suplementos foi extinto e sua atual titular, Lulie Macedo, às vésperas de sair em licença-maternidade, permanecerá no jornal atuando em projetos especiais. O terceiro núcleo agrupará as editorias de Ciência, Saúde e Equilíbrio e terá à frente a atual editora de Ciência e Saúde Débora Mismetti. O caderno Equilíbrio deixa de circular às 3as.feiras e passa a ser uma página semanal em Cotidiano no mesmo dia. O cargo de editor, que até aqui era ocupado por Heloísa Helvécia, deixa de existir. Entre os que deixam o jornal estão o pauteiro de Cidades Guto Gonçalves, além do repórter especial de Esportes Fábio Seixas e da colunista Danuza Leão, ambos do Rio de Janeiro. Da Fotografia saíram Wanezza Soares e o subeditor Sérgio Carvalho. Também profissionais do Agora São Paulo entraram no corte: saíram Alan de Faria, que fazia a coluna Zapping, e o fotógrafo Almeida Rocha. A nova configuração dos cadernos – O comunicado da Folha diz que a configuração dos cadernos semanais do  jornal passa a ser a seguinte: às 2as, Folhainvest e TEC; às 3as, suplemento do New York Times (apenas para Grande São Paulo); às 4as, comida; às 5as, Turismo: às 6as, Guia; aos sábados, Folhinha; aos domingos, Ilustríssima, Suplemento Carreiras, Imóveis e Veículos e revista sãopaulo. Mensalmente, no último sábado do mês, o Guia de Livros, Discos e Filmes; mensalmente, no último domingo do mês, a revista Serafina. Não há mudanças nos cadernos diários Poder/Mundo, Mercado, Cotidiano, Esporte e Ilustrada. As mudanças passam a valer a partir de 2ª.feira, 10 de junho. Economia anêmica – “O fraco desempenho da economia e seu reflexo na publicidade dos jornais – diz o comunicado da empresa – obrigaram a Folha a fazer ajustes pontuais em suas despesas, com corte de vagas de trabalho e suspensão da cobertura de folga e férias”. Em linhas gerais, o quadro é o mesmo que levou a empresa a fazer corte semelhante em novembro de 2011, como registrou este Portal dos Jornalistas.  Brasília – Como parte dos cortes, de Brasília sairam Andreza Matais, de Política, e Antonio Marcelino da Silva Filho, que trabalhava na edição e tratamento de imagens. Andreza, que estava na sucursal havia sete anos, começou na Folha Online em 2006. Ganhadora do Esso pelas matérias sobre o enriquecimento do ex-ministro Palocci e a que derrubou Erenice Guerra, então chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, antes da Folha Andreza ([email protected] e 61- 8175-0146) atuou na cobertura do Congresso Nacional pela Agência Nordeste de Notícias. Antonio Marcelino (61-9298-1963) estava havia quase 19 anos na empresa.

Filomena Salemme deixa comando da Rádio Estadão

Filomena Salemme deixou nesta 3ª.feira (4/6) a Rádio Estadão, que ajudou a desenhar, inclusive na etapa anterior de parceria com a ESPN. Estava havia 20 anos na emissora, ali tendo entrado ainda nos tempos de Eldorado. Foi repórter, editora, chefe de Reportagem, chefe de Redação e, por último, editora-chefe por sete anos. Antes, esteve em CBN, Rádio Diário do Grande ABC e Diário de S.Paulo. Professora da cadeira de Radiojornalismo da  Cásper Líbero, continuará a se dedicar ao magistério, mas deve retomar as atividades profissionais após período de férias, conforme disse a Jornalistas&Cia. Seu e-mail pessoal é [email protected]. Para o lugar dela chegou Rafael Colombo, que estava na Rádio Bandeirantes desde 1999, onde foi repórter, chefe de Reportagem e âncora. Ele acumulará a função de editor-chefe com a de coapresentador do Estadão no Ar – Primeira Edição.

Começa Semana Estado de Jornalismo Ambiental

Começou nesta 3ª.feira (4/6) a Semana Estado de Jornalismo Ambiental, iniciativa do Grupo Estado em parceria com a Tetra Pak, como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta 4ª.feira (5/6). Dirigido a estudantes de Jornalismo de todo Brasil, vai promover palestras na sede do jornal, em São Paulo, além de viagens para Paraná e Suécia aos alunos que se destacarem durante o evento, como parte do Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental, iniciativa complementar ao curso. Até 7/6, especialistas em mares, rios e represas, representantes de ONGs e jornalistas da área debaterão com os estudantes os principais desafios da preservação do meio ambiente. A temática da água ganha mais importância já que a ONU definiu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Haverá, ainda, blocos sobre questões florestais, reciclagem, desenvolvimento sustentável e meio ambiente urbano. No painel de abertura do evento, a ex-ministra Marina Silva e Washington Novaes, colunista do Estadão e representante da WWF Brasil, discutiram o tema Meio Ambiente – nossos principais desafios. Os participantes que tiverem 100% de presença nas palestras poderão produzir uma reportagem sobre algum dos temas debatidos e os seis melhores trabalhos terão sua matéria publicada no portal do Estadão (www.estadao.com.br), estarão classificados para a final e ganharão uma viagem ao Paraná para conhecer reservas florestais locais. Após esta fase, os finalistas serão entrevistados por jornalistas do Grupo Estado, representantes do meio acadêmico e da Tetra Pak. O vencedor, além de ter sua reportagem veiculada na versão impressa do Estadão, ganhará uma viagem à Suécia para conhecer florestas do país. Mais informações pelos 11-3277-8891, ramais 29 e 33, e 99462-9496 ou [email protected] e [email protected].

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