A cantora Ivone Lara fazia uma apresentação no teatro da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo quando alguém lhe sussurrou ao ouvido, informando da presença na plateia de Zé Kétti, autor de Máscara Negra e outras obras do cancioneiro popular. Apreensiva, ela pediu: – Iiiiih, não o deixem subir. – Por quê? – Porque ele vai querer dar canja e cantar tudo dele. Mas de nada serviu o alerta, pois Zé subiu ao palco e falou e cantou sob uma chuva de palmas, acabando com o show de dona Ivone.
Fábio Cunha deixa a Direção de Redação do Metro
Após dois anos à frente da Direção de Redação do gratuito Metro, do Grupo Bandeirantes, Fábio Cunha deixa esta semana o jornal para assumir a recém-criada Diretoria de Relações Institucionais e Governo na S2Publicom, a convite do CEO José Luiz Schiavoni. Com experiência em redações, comunicação corporativa e institucional e no setor público, Fábio ([email protected]) terá entre suas atribuições fazer com que a agência abra frentes de negócio em governo e entidades. Hoje, a S2Publicom, empresa ligada ao grupo norte-americano Interpublic, é a única entre as cinco maiores do setor no País que não tem contas de órgãos públicos. A nova diretoria também será responsável por public affairs e pela abertura, ainda este ano, da filial de Brasília. No período em que esteve à frente do Metro, Fábio fez a coordenação editorial do lançamento das edições de Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília (esta última dirigida por Claudio Humberto) e conduziu a mudança no projeto gráfico do jornal e da migração para novo sistema editorial. Com a saída dele, a posição de editor-chefe, ocupada por Luiz Rivoiro, passa a ser o primeiro cargo na área editorial, respondendo diretamente ao presidente Cláudio Bianchini.
Trip Editora anuncia redução de equipe e reestruturação processos
Pelas tristezas e dores que sempre provocam, as demissões feitas na última semana (véspera de feriado de Corpus Christi) pela Trip Editora – 19 no total, segundo apurou Jornalistas&Cia, além de três vagas de estágios que não foram renovadas – foram o lado mais visível e comentado de uma reestruturação em curso na empresa. Foi um corte da ordem de 8% do quadro de pessoal da empresa. Entre os desligados estavam três profissionais de texto (um deles, colaborador externo), dois designers, quatro de produção e quatro de publicidade (os demais eram ligados a áreas de apoio como TI, almoxarifado, trade e outros). O outro lado, que obviamente diz muito mais à empresa do que ao mercado, foi o da reestruturação, que envolve praticamente toda a empresa e seus processos produtivos. “Não foi uma decisão impulsiva, de momento”, afirma o editor Paulo Lima, que explica: “Estávamos reavaliando nossos processos e nossas operações havia quase dois anos, desde setembro de 2011, quando contratamos o INDG (atual Falconi Consultoria de Resultados) para nos assessorar e orientar na otimização da estrutura. Vínhamos de dez anos ininterruptos crescendo à média anual de 30%, o que é excelente, mas quase inevitavelmente resulta numa estrutura superdimensionada, com muitas sobreposições de funções e até mesmo de equipes. Juntando essa necessidade com o quadro nada favorável que se observa no mercado para a mídia em geral, e os veículos impressos em particular, consideramos ainda mais imprescindível dar esse passo, que, embora doloroso, era necessário para fortalecer a empresa e deixá-la ainda mais preparada para esses próximos anos, que, esperamos, continuem sendo de crescimento”. Sobre os desligamentos realizados, Paulo Lima diz que a empresa “está fazendo as negociações de forma individual, oferecendo a extensão de plano de saúde e salários a mais. Mas, além disso, para dois jornalistas e uma designer, estamos propondo realocação em outras redações da casa”. Entre os 19 profissionais que deixaram a empresa estão Carol Sganzerla, diretora de Redação da TPM, e, da Trip, a diretora de Arte Paula Carvalho, os produtores Flavia Fraccarolli e Bernardo da Mata e a designer Camila Fudissaku. De certo modo, a atitude da Trip tem lá suas semelhanças com a do Valor Econômico, que há pouco mais de dez dias demitiu 50 profissionais. Do mesmo modo que o Valor, a Trip decidiu fazer sua reestruturação numa conjuntura favorável de mercado: “Por que não fizemos esse ajuste antes, como várias outras empresas jornalísticas fizeram? Porque nosso negócio está ancorado de forma muito consistente em prestação de serviços de branding e comunicação para grandes clientes e mesmo no núcleo que reúne nossas marcas próprias – Trip e TPM – há muito vimos expandindo a atividade em eventos e nos suportes eletrônicos e digitais, complementando e indo além das revistas. Naquele temos 80% de nossa receita, contra 20% que gera o Núcleo Trip, cujo portfólio é integrado pelas duas revistas, os dois sites, redes sociais e os programas de tevê (na Mix TV) e rádio (na Eldorado). Mas mesmo no Núcleo Trip, é preciso dizer, estamos num momento muito positivo. Em 2012, a revista Trip cresceu sua circulação paga em 7,7% e a TPM, em 66,6%, como mostra o IVC; a receita publicitária da empresa como um todo foi 8% maior do que em 2011, contra os 5,8% de expansão do mercado publicitário em geral e a queda de 5,43% do segmento de revistas. Não havia, portanto, necessidade de açodamento. Fizemos quando tinha de ser feito, após estudar criteriosamente cada processo, cada setor da empresa”, esclarece Paulo. Mas o que seriam essas sobreposições de funções e estruturas? “Com o crescimento acentuado de nossas operações, tornou-se muito difícil fazer uma gestão absolutamente precisa das demandas permanentes de recursos materiais e humanos. Com isso, crescemos de forma menos ordenada do que seria ideal e precisávamos acertar isso”, explica o editor, lembrando: “Tínhamos gente fazendo a mesma coisa para diferentes publicações ou plataformas, isso tanto na parte editorial como na comercial. Um exemplo? Mantínhamos três equipes de produção para fazer ensaios sensuais – uma fazia a produção da Trip Girl para a revista; outra, a da Trip Girl para o site; e uma terceira ainda fazia os ensaios masculinos para a TPM – um contrasenso. Mais um? Cheguei a ver dois contatos de áreas diferentes da nossa equipe comercial se encontrando numa sala de espera, para falar com o mesmo executivo da agência com o objetivo de vender anúncios para um mesmo cliente em diferentes veículos do nosso portfólio. Ora, podemos e precisamos racionalizar esse trabalho, tendo equipes mais versáteis, que tenham relacionamentos fortes e capazes de representar os vários veículos da empresa nas negociações com determinadas agências e clientes. E isso se estendia a outras atividades da empresa, equipes que não se conversavam e que se reportavam a diferentes chefias fazendo as mesmas funções etc.. No caso das redações de Trip e TPM, que passaram a ter comando único em fevereiro – Micheline Alves – mas continuavam a existir como dois corpos editoriais distintos, isso muda. Elas passam agora a ser uma única redação, concentrando profissionais seniores e com reforço em algumas áreas e no borderô, cuidando das duas revistas. Com isso e demais medidas, vamos ter menos níveis de chefia, menos reuniões, menos sobreposições e mais eficiência e agilidade nas decisões. O próximo passo será integrar o digital nesse processo, com a determinação de manter as características de cada veículo, mas usando de verdade a força das redes para alavancar todos os nossos produtos. O que queremos e estamos fazendo é ter comando único e um novo desenho, para, a partir daí, termos uma operação mais enxuta e orgânica, sem desperdícios de tempo e energia, com uma equipe concentrada em inovar cada vez mais as fórmulas editoriais e os modos de fazer convencionais. Sabemos que o que a Trip tem de melhor é a sua capacidade de surpreender sempre e manter altos os níveis de criatividade e da qualidade do conteúdo ao longo desses quase 30 anos. Nossa intenção é fortalecer ainda mais esses nossos diferenciais”. Paulo Lima não nega que o redesenho da empresa e respectivos desligamentos tenham a ver com o momento adverso do mercado editorial, que passa de fato por transformações radicais, mas “têm mais a ver com a gordura que tínhamos em nossas operações”. Sobre a questão desse delicado momento de transição, ele diz que chegou a ouvir numa palestra do projeto Fronteiras do Pensamento a argumentação de que “são tantas, tão velozes e tão constantes as mudanças, que talvez já não se possa mais pensar num mundo que muda e estabiliza, como vinha sendo até aqui, mas sim num mundo com transformações permanentes”. “A melhor definição de transição que ouvi é aquela que diz que As coisas já não são mais como eram antes mas ainda não estão do jeito que vão ficar. Como agir, repensar e inovar este nosso negócio, impactado como tem sido por tantas mudanças? O que posso dizer é que vão ter problemas empresas que não perceberem que está havendo de fato uma migração importante de audiência e recursos das mídias convencionais para outras e não reagirem a tempo e de forma inteligente e criativa”, adverte, concluindo: “Antigamente, as empresas tinham mais tempo e espaço para errar. Hoje isso não mais acontece e quem não estiver permanentemente olhando os custos, a eficiência dos processos, a qualidade e os diferenciais criativos do que oferece ao mercado corre o sério risco de ficar fora do jogo”. Atualmente, a Trip é a única editora brasileira a ter conseguido a façanha de licenciar um título nativo na Europa – a revista Trip, na Alemanha, que circula também há três anos na Suíça e na Áustria. Em 2012, a edição brasileira da Trip foi eleita a revista mensal mais admirada do Brasil pelo ranking do Meio & Mensagem e a terceira no geral, ficando atrás apenas de Veja e Exame. Ainda em 2012, a editora celebrou a conquista, pela TPM, de seu quarto Prêmio Esso. A empresa administra atualmente 15 revistas, seis sites, seis publicações para tablets, redes sociais de seis marcas, os eventos Trip Transformadores e Casa TPM, além dos programas semanais Trip TV e Trip FM. Entre seus clientes estão Natura, Gol, Itaú Personnalité, Pão de Açúcar, C&A, Nestlé, Ambev, Audi, Coelho da Fonseca, Marisol, Dufry e JHSF/Shopping Cidade Jardim. São sócios de Paulo Lima na operação o diretor superintendente Carlos Sarli e o diretor Editorial Fernando Luna.
Antonio Rocha Filho deixa o Agora São Paulo
Depois de 24 anos, Antonio Rocha Filho deixou em 23/5 o Grupo Folha, onde desde 1999 era secretário de Redação do Agora São Paulo, e começou na última 2ª.feira (3/6) na Entrelinhas, de Roberto Cosso (ex-Folha, Agora e Folha da Tarde), com quem já havia trabalhado diretamente tanto no Agora quanto na FT. Toninho, que dedicou os últimos 14 anos ao Agora, de cuja criação e lançamento participou, entrou na empresa como repórter do caderno de Esporte da Folha, foi editor-assistente do caderno regional Folha Vale, editor de Geral do Notícias Populares, editor de Cidades da Folha da Tarde, repórter e pauteiro do Cotidiano da Folha, redator de Brasil (hoje Poder) da Folha, editor de Cidades e, por fim, secretário de Redação do Agora. Teve ainda curtas passagens pela sucursal de O Globo em São Paulo e pela revista Fluir. Paralelamente ao novo trabalho, manterá a atuação como professor universitário na ESPM, onde desde o início de 2012 responde pela disciplina de Oficina de Jornalismo Impresso. No lugar dele no Agora fica Cesar Camasão, que era chefe de Reportagem do jornal e que está na empresa desde os tempos do NP. O editor-geral do Agora é Luiz Carlos Duarte. O novo contato de Toninho é [email protected].
Semana do Meio Ambiente multiplica trabalhos sobre Sustentabilidade
Tradicionalmente se multiplicam por toda a imprensa brasileira matérias sobre questões ambientais e Sustentabilidade na Semana do Meio Ambiente, que tem como ponto alto o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Esses trabalhos, sejam reportagens, artigos ou séries, veiculados em qualquer plataforma informativa, poderão ser inscritos até 5/9 no Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, que chega ao quarto ano de vida. Cada candidato ou equipe poderá inscrever até cinco trabalhos de mesma autoria e essas inscrições não precisam ser realizadas de uma só vez. Um dos cinco maiores do País em valores e número de inscrições, o prêmio distribuirá R$ 107 mil líquidos para as categorias Mídia Nacional (segmentos Jornal, Revista, Rádio, Televisão, Webjornalismo e Imagem – dividida em Fotografia e Criação Gráfica), Mídia Regional (dividida nas cinco regiões brasileiras) e a Categoria Especial Água, exclusiva desta edição. Esta categoria recebe todos os trabalhos das plataformas Jornal, Revista, Televisão, Rádio e Webjornalismo que tenham o tema Água como eixo central de abordagem. Há ainda o Grande Prêmio, que será concedido a um dos ganhadores da categoria Mídia Nacional. Na Coordenação Geral do Prêmio está Lena Miessva (11-2679-6994 e [email protected] e [email protected]). Para ajudar nas dificuldades técnicas ao fazer a inscrição no site ou no envio do trabalho, o participante conta com o serviço de auxílio técnico de profissionais da Maxpress, pelo telefone 11-3341-2799, em horário comercial. O Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade é uma iniciativa deste J&Cia, com o apoio do HSBC Bank Brasil e a colaboração da Maxpress. Regulamento e outras informações no www.premiojornalistasecia.com.br.
Em atitude criativa, repórteres do Extra têm dias de aquário
Parte do jornal Extra transferiu-se para a Praça XV esta semana. A estrutura envidraçada, montada em praça pública, fica cercada por curiosos, que observavam o trabalho de se fazer um jornal, no que o Extra passou a chamar de Jornalismo com transparência, no sentido literal. Durante toda a semana, e até sábado (8/6), pessoal da reportagem, arte, diagramação, fotografia e do site passa os dias num aquário, tendo seus movimentos acompanhados por quem gostaria de chegar lá. Metade da instalação é ocupada por outras três unidades: um estúdio das rádios Globo e Beat 98; outro, envidraçado, para ensaios fotográficos com mulheres famosas – ou não seria um jornal popular; e um balcão para as concessionárias de serviços públicos (como água, luz, gás e telefone) que se alternam em turnos para informar e receber reclamações de seus clientes. Até gente da concorrência foi vista por lá, dando uma espiadinha. O Extra considera o projeto – executado para comemorar seus 15 anos – pioneiro e inovador. Mas houve espírito de porco para lembrar que o lado jornalista do poeta Olavo Bilac, com suas crônicas sobre o cotidiano do Rio publicadas na imprensa carioca no início do Século 20, certa vez levou uma redação para a rua, talvez nesse mesmo pátio do Paço Imperial. E haja História. *Na foto, a partir da esquerda, o diretor de Redação Octavio Guedes, o gerente de negócios Leonardo Bruno, as editoras-executivas Denise Ribeiro (do impresso) e Vivianne Cohen (do online), e Luiz André Alzer, diretor-executivo.
Edson Flosi morre em São Paulo, aos 73 anos
Após sete anos lutando contra um câncer, faleceu na manhã desta 4ª.feira (5/4), em São Paulo, Edson Flosi. Ele estava internado desde 31/5 no Hospital AC Camargo. Nascido em 14 de abril 1940, Flosi curiosamente foi registrado como nascido no dia 28, já que seu pai, ferroviário, perdeu o prazo de registro e não tinha como pagar a multa pelo atraso. Começou no jornalismo em 1958, no jornal Notícias de Hoje, em São Paulo, órgão do Partido Comunista Brasileiro, e de lá para cá atuou em redações por mais de 30 anos, em passagens por Diário da Noite, Diário de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Notícias Populares e O Globo. Também foi advogado criminalista, após concluir curso de Direito em 1986, e professor universitário. Foi nesta última atividade, inclusive, que no ano passado envolveu-se em uma polêmica com a Faculdade Cásper Líbero, onde lecionava desde 1996, após ser demitido durante licença para tratamento do câncer. A demissão gerou protestos entre os estudantes da instituição, que mais tarde tentou recontratá-lo, mas Flosi se negou a voltar. Também no ano passado lançou Por trás da notícia – O processo de criação das grandes reportagens (Summus), obra em cujo segundo volume estava trabalhando, e escreveu ainda o livro-reportagem O assalto dos 500 milhões (Best Seller, 1965) e o ensaio político A renúncia do presidente Jânio Quadros (1961). Casado com Nancy da Costa Flosi, era pai dos também jornalistas Edson Costa Flosi e Sandra Flosi, e da procuradora do Estado Nancy Regina Costa Flosi. Seu corpo será cremado no Crematório da Vila Alpina.
Repórter Brasil estreia novo formato
O Repórter Brasil, da TV Brasil, estreou em 3/6 novos cenário e formato. A partir de agora, o telejornal vai ao ar em dois horários: às 12h e às 21 horas. O programa veicula notícias nacionais, regionais e internacionais, em rede e com a mesma linha editorial, nas praças de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além da participação ao vivo de emissoras públicas parceiras, para que a informação chegue a 22 estados. “Reformulamos horários, modernizamos o telejornal com novos cenários, vinhetas e artes, para garantir que este conteúdo chegue da melhor forma ao telespectador”, disse Nereide Beirão, diretora de Jornalismo da EBC. A primeira edição do noticiário é ancorada, de 2ª a 6ª.feira, por Luciana Barreto, do RJ. Já a das 21h é apresentada, de 2ª a sábado, pela dupla Guilherme Menezes e Katiuscia Neri, direto de Brasília. Seu novo cenário é amplo e contempla três ambientes: bancada para os apresentadores, espaço para entrevistados e outro para circulação dos apresentadores, em pé, mostrarem dados, gráficos e imagens. As paredes têm iluminação em LED e um vídeowall para imagens, artes e as participações ao vivo. O programa continuará produzindo séries de reportagens, assim como manterá seus comentaristas: Luís Nassif, de SP, com análise do cenário econômico; e o cientista político Emir Sader, do RJ, na análise internacional. Nessa nova fase, o noticiário também ampliou a participação do telespectador com os novos quadros Sua Vez, para pautas sugeridas pelo público, e Outro Olhar (vídeos produzidos pelo telespectador), assim como passagens de bloco que divulgam opiniões do público gravadas ou transmitidas via redes sociais. O noticiário também passa a ser reproduzido pela TV Brasil Internacional e pela web (www.tvbrasil.ebc.com.br/webtv), e seu site (www.tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil) também foi reformulado e ganhou mais facilidades de navegação. Nas redes sociais, o telejornal pode ser acompanhado pelo twitter @reporterbrasilnarede ou no facebook /reporterbrasilnarede. Estação Periferia – A TV Brasil também estreou 1º/6), às 17h, o Estação Periferia, produzido em parceria com a Fundação Aperipê, do Governo de Sergipe. O programa foi idealizado por jovens da periferia de Aracaju e se tornou uma série com o objetivo de retratar a vida em diversas periferias brasileiras a partir do olhar local, sem estilizações dos personagens. Apresentado pelo músico Anderson Passos, mais conhecido como o rapper Hot Black, revela exemplos de superação e a força de quem enfrenta a ausência de garantias cidadãs. O programa, dirigido por Raphael Borges, com produção de Ivy Almeida, foi inteiramente desenvolvido por uma equipe de fora do eixo Rio-São Paulo.
Cortes chegam à Folha de S.Paulo
Foram fechadas entre 30 e 40 vagas, não só de jornalistas, nem todas ocupadas. Na reestruturação editorial, jornal cria os núcleos de produção Cultura, Mercado, e Ciência, Saúde e Equilíbrio Com pouco alarde, como é de seu feitio, a Folha de S.Paulo empreendeu nestas 3ª e 4ª.feiras (4 e 5/6) uma mínirreforma editorial e, simultaneamente, um corte de pessoal. O número de demissões não é preciso, mas Jornalistas&Cia apurou que ele se situa entre 30 e 40 vagas, número que inclui algumas que estavam abertas e que não mais serão preenchidas e também profissionais de outras áreas da empresa. A reforma diz respeito basicamente ao reagrupamento de alguns dos cadernos do jornal em torno de três novos núcleos de produção, como informou comunicado assinado pelo editor-executivo Sérgio Dávila. Um deles, o de Cultura, englobará os cadernos Ilustrada e Ilustríssima e será comandado por Heloísa Helvécia, até aqui editora do Caderno Equilíbrio. Desmentindo rumores de que o Ilustríssima desapareceria e seria absorvido pelo Ilustrada, o comunicado informa que ambos continuarão a existir como hoje. Pelo que este J&Cia apurou, os atuais editores de Ilustrada, Fernanda Mena, e Ilustríssima, Paulo Werneck, foram convidados a permanecer no jornal como repórteres especiais. O segundo novo núcleo é o de Mercado, que passa a incluir o caderno homônimo e os semanais Folhainvest (2as) e Carreiras, Imóveis e Veículos (domingos), sob a batuta de Ana Estela de Sousa Pinto. O cargo de editor de Suplementos foi extinto e sua atual titular, Lulie Macedo, às vésperas de sair em licença-maternidade, permanecerá no jornal atuando em projetos especiais. O terceiro núcleo agrupará as editorias de Ciência, Saúde e Equilíbrio e terá à frente a atual editora de Ciência e Saúde Débora Mismetti. O caderno Equilíbrio deixa de circular às 3as.feiras e passa a ser uma página semanal em Cotidiano no mesmo dia. O cargo de editor, que até aqui era ocupado por Heloísa Helvécia, deixa de existir. Entre os que deixam o jornal estão o pauteiro de Cidades Guto Gonçalves, além do repórter especial de Esportes Fábio Seixas e da colunista Danuza Leão, ambos do Rio de Janeiro. Da Fotografia saíram Wanezza Soares e o subeditor Sérgio Carvalho. Também profissionais do Agora São Paulo entraram no corte: saíram Alan de Faria, que fazia a coluna Zapping, e o fotógrafo Almeida Rocha. A nova configuração dos cadernos – O comunicado da Folha diz que a configuração dos cadernos semanais do jornal passa a ser a seguinte: às 2as, Folhainvest e TEC; às 3as, suplemento do New York Times (apenas para Grande São Paulo); às 4as, comida; às 5as, Turismo: às 6as, Guia; aos sábados, Folhinha; aos domingos, Ilustríssima, Suplemento Carreiras, Imóveis e Veículos e revista sãopaulo. Mensalmente, no último sábado do mês, o Guia de Livros, Discos e Filmes; mensalmente, no último domingo do mês, a revista Serafina. Não há mudanças nos cadernos diários Poder/Mundo, Mercado, Cotidiano, Esporte e Ilustrada. As mudanças passam a valer a partir de 2ª.feira, 10 de junho. Economia anêmica – “O fraco desempenho da economia e seu reflexo na publicidade dos jornais – diz o comunicado da empresa – obrigaram a Folha a fazer ajustes pontuais em suas despesas, com corte de vagas de trabalho e suspensão da cobertura de folga e férias”. Em linhas gerais, o quadro é o mesmo que levou a empresa a fazer corte semelhante em novembro de 2011, como registrou este Portal dos Jornalistas. Brasília – Como parte dos cortes, de Brasília sairam Andreza Matais, de Política, e Antonio Marcelino da Silva Filho, que trabalhava na edição e tratamento de imagens. Andreza, que estava na sucursal havia sete anos, começou na Folha Online em 2006. Ganhadora do Esso pelas matérias sobre o enriquecimento do ex-ministro Palocci e a que derrubou Erenice Guerra, então chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, antes da Folha Andreza ([email protected] e 61- 8175-0146) atuou na cobertura do Congresso Nacional pela Agência Nordeste de Notícias. Antonio Marcelino (61-9298-1963) estava havia quase 19 anos na empresa.
Filomena Salemme deixa comando da Rádio Estadão
Filomena Salemme deixou nesta 3ª.feira (4/6) a Rádio Estadão, que ajudou a desenhar, inclusive na etapa anterior de parceria com a ESPN. Estava havia 20 anos na emissora, ali tendo entrado ainda nos tempos de Eldorado. Foi repórter, editora, chefe de Reportagem, chefe de Redação e, por último, editora-chefe por sete anos. Antes, esteve em CBN, Rádio Diário do Grande ABC e Diário de S.Paulo. Professora da cadeira de Radiojornalismo da Cásper Líbero, continuará a se dedicar ao magistério, mas deve retomar as atividades profissionais após período de férias, conforme disse a Jornalistas&Cia. Seu e-mail pessoal é [email protected]. Para o lugar dela chegou Rafael Colombo, que estava na Rádio Bandeirantes desde 1999, onde foi repórter, chefe de Reportagem e âncora. Ele acumulará a função de editor-chefe com a de coapresentador do Estadão no Ar – Primeira Edição.






