Em missa celebrada neste domingo (30/6), o dia da morte de Roberto Landell de Moura em 1928, na Capela de Santa Cruz, no bairro paulistano de Santana, o vigário Episcopal para as Comunicações da Arquidiocese de São Paulo, padre Cido (Antonio Aparecido Pereira), reconheceu o erro da Igreja e de toda a sociedade brasileira por ignorar até hoje seus feitos e pediu perdão a Deus e ao próprio padre Landell por isso. Padre Cido, que representou dom Odilo Pedro Scherer, cardeal Arcebispo de São Paulo, falou também em nome deste. Essa admissão pode representar uma reviravolta no reconhecimento de Landell de Moura, visto que até hoje não havia no cenário do Movimento Landell de Moura (MLM) nenhuma manifestação oficial da Igreja Católica a respeito. A missa em questão foi uma iniciativa deste J&Cia e do MLM para homenagear a memória do padre-cientista gaúcho que inventou o rádio na passagem dos 85 anos de sua morte. Outra foi o debate De Landell à web – O futuro do rádio, que reuniu na Câmara Municipal de São Paulo, na 6ª.feira (28/6), alguns dos mais importantes nomes do jornalismo radiofônico do Brasil. J&Cia traz em edição especial detalhes dos dois eventos, um resumo da história de Landell de Moura, seus feitos, as conquistas do MLM e duas linhas do tempo: uma de sua própria vida e outra da luta por seu reconhecimento, a partir do ano 2000. Confira a íntegra da edição especial
Rádio Bandeirantes estreia coluna com dicas da língua portuguesa
O criador e editor da revista Língua Portuguesa (Editora Segmento) Luis Costa Pereira Junior estreou nesta 2ª.feira (1º/7), na Rádio Bandeirantes, com sua coluna Em Bom Português. O espaço irá servir para tirar dúvidas dos ouvintes e oferecer dicas de como se comunicar da maneira correta no dia a dia, e irá ao ar às 2as e 6as.feiras nos programas O Pulo do Gato e Jornal em Três Tempos, às 4as.feiras no Jornal Gente, e às 5as.feiras ele estará ao vivo no estúdio do Jornal em Três Tempos para tirar dúvidas e responder perguntas dos ouvintes. “A língua é um instrumento poderoso para se adaptar a novas situações comunicacionais. Por exemplo, uma pessoa utiliza uma linguagem muito diferente quando vai conversar com o filho e debater um assunto de trabalho com o chefe. Na coluna vamos discutir como é importante ser bem compreendido e não dar margem a uma interpretação errada”, explica Luis. “Quem domina a língua trabalha melhor, namora melhor, interage melhor”, acrescenta. Além disso, o quadro traz notícias relevantes sobre o mundo da língua portuguesa, como novos estudos sobre o assunto, e relacionar características da língua com a vida cotidiana do brasileiro.
Hoje em Dia confirma Leida Reis na Chefia de Redação
Interina no posto desde o final do ano, Leida Reis ([email protected]) foi efetivada na Chefia de Redação do Hoje em Dia, que divide com Pérsio Fantin. Há sete anos no jornal, onde por último editava Primeira Página, Leida passou anteriormente por O Tempo, Estado de Minas, Diário do Comércio e Mercado Comum. Também escritora, é autora de Quando os bandidos ouvem Villa-Lobos, A invenção do crime e The cães amarelos.
Justiça anula posse na ABI. Eleições seguem sub judice
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a posse da diretoria da ABI que havia sido autorizada em maio pelo juiz substituto Gustavo Henrique Nascimento Silva, sob o argumento de que a entidade não ficasse acéfala até se decidir se a eleição valia ou não. A decisão foi assinada pela relatora des. Marilene Melo Alves, da 11a Câmara Cível, na qual a chapa Vladimir Herzog havia interposto agravo de instrumento. Portanto, voltará a ABI à condição anterior, ou seja, de ter a diretoria que estava em exercício antes da decisão de permitir a posse. Com isso, todos os antigos diretores serão convocados a reassumir, entre eles o diretor-financeiro Domingos Meirelles, líder do movimento de oposição que concorreu ao pleito de abril com a chapa Vladimir Herzog. O processo eleitoral segue sub judice. Seu andamento pode ser conferido no site do Tribunal de Justiça do Rio (www.tjrj.jus.br) pelo no 0107472-04.2013.8.19.0001.
Abraji aponta violação contra 52 profissionais em protestos
A Abraji publicou na última 6ª.feira (28/6) um levantamento em que revela números de agressões e ameaças sofridas por jornalistas durante a cobertura da série de protestos que vêm sendo realizada no País. Segundo números da entidade, que contou com informações de sindicatos, redações e da ONG Repórteres Sem Fronteiras, foram 34 agressões e ameaças feitas pela polícia, 12 por manifestantes e seis prisões. “O levantamento realizado pela Abraji é parcial: há casos que podem não ter sido computados por diversas razões, inclusive quando veículos ou jornalistas preferem não ter suas estatísticas divulgadas”, explica o comunicado. “A Abraji repudia a violência da polícia contra manifestantes pacíficos e jornalistas e repudia igualmente a hostilidade de alguns manifestantes contra os trabalhadores dos meios de comunicação, como repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e motoristas. Impedir ou dificultar o trabalho da imprensa é agir contra a democracia”. A entidade publicou ainda uma tabela (http://bit.ly/10uqYkB) com a relação dos jornalistas e seus veículos, tipo de agressão, data e local em que sofreram ameaças ou agressões.
Vaivém das redações!
Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal: São Paulo: Prestes a completar um ano como editora-chefe da Harper’s Bazaar Brasil, Carol Hungria (ex-Editora Abril e Agora S.Paulo – [email protected]) assumiu também o posto de editora-chefe da RG Online, outra publicação que integra portfólio da Carta Editorial. Agnaldo Brito despediu-se na última semana da Folha de S.Paulo após cinco anos de casa, período em que atuou como repórter de Mercado e Infraestrutura. Antes, teve passagens por Estadão, Gazeta Mercantil e Correio Popular, de Campinas. Seus novos contatos são 11-98353-4689, 19-3016-1243 e [email protected]. Quem também deixou a casa foi o redator e repórter de Ilustrada Iuri de Castro Tôrres ([email protected]). Ele começou na empresa pelo Programa de Treinamento da Folha, em 2009, sendo efetivado no começo do ano seguinte como redator da Folhateen, posto que ocupou até o final de 2011, quando se transferiu para a Ilustrada. Mariana Barros está deixando Veja São Paulo após três anos para se dedicar a um novo projeto nas áreas de urbanismo, arquitetura e mercado imobiliário. Ela começou a carreira em IstoÉ e ficou seis anos na Folha de S. Paulo, onde venceu o Grande Prêmio Folha de 2008 com a série DNA Paulistano, que originou o livro homônimo da Publifolha, do qual é coautora. O contato de Mariana é [email protected]. Rio de Janeiro: A Rede Globo anunciou mudanças na área de Comunicação Corporativa, que entram em vigor a partir de julho. Mônica Albuquerque, até então diretora da área, passa para o Desenvolvimento Artístico, ligado ao Entretenimento. Luiz Claudio Latgé, diretor-executivo de Jornalismo, será diretor-adjunto da CGCom – Central Globo de Comunicação, e seu substituto ainda não foi anunciado. Mônica entra no lugar de Ary Grandinetti Nogueira, que se afasta depois de 40 anos na emissora. Liana Melo, que deixou O Globo e a revista Amanhã, está agora na Domum, Casa de Conteúdo ([email protected] e 21-3589-0719). Especializada na área de sustentabilidade, a empresa pretende trabalhar com parcerias, o que já vem sendo feito com a Doze+ ([email protected]), de Túlio Brandão. Os dois trabalharam no Globo, são especializados na área de sustentabilidade e meio ambiente e criaram o Blog Verde. A Casa de Conteúdo e a Doze+ estão tocando trabalhos a quatro mãos e pretendem ampliar a parceira. Distrito Federal: O repórter de Esportes Thiago Rizerio deixa esta semana o Correio Braziliense, e por enquanto não há definição sobre sua substituição. Registro também para a saída de Aline Bravim do Portal, abrindo vaga para a chegada de Luísa Ikemoto. Internacionais: Daniel Oiticica, em Buenos Aires, junta-se a Yami Trequesser em Londres e Marise Araújo em Lisboa, como correspondente do site de notícias BlueBus (www.bluebus.com.br), de Julio Hungria. Ana Paula Pessoa, que abriu e dirige no Brasil o escritório da consultoria de comunicação estratégica Brunswick, aceitou convite para integrar o Conselho de Administração da News Corp, o conglomerado de mídia de Rupert Murdoch, que está se dividindo em dois braços: um reunirá os canais de tevê e estúdios de cinema, respondendo pelo nome de 21st Century Fox; e o outro, que manterá o nome de News Corp, reunindo os ativos de imprensa (como o Wall Street Journal) e de educação. Ana integrará o Conselho desse segundo braço, por força de seu histórico em mídia no Brasil (só de Organizações Globo, ela tem 18 anos, em diversas funções).
De papo pro ar ? Educação e papagaio
Pedro Picanha era um cantor de cabaré dos tempos antigos. Bebia muito e dizia muito palavrão. Mas não era só isso: era dono de um mau humor infinito. Mais: falava mal de todo mundo e, também valentão, dava tiro pra cima a torto e a direito. E repetia ameaças etc. e tal. Um dia foi preso e levado à delegacia. O delegado já sabia da sua fama e quis saber a razão de ele ser o que era. – Doutor – disse o arruaceiro –, se o senhor quer mesmo saber, eu digo: fui educado por um papagaio.
Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC ? Fotografia é fundamental
O Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade tem o segmento Imagem-Fotografia direcionado para repórteres fotográficos, que podem inscrever até cinco trabalhos pelo site www.premiojornalistasecia.com.br; o melhor receberá R$ 6 mil líquidos. Depois da escolha do vencedor na categoria Mídia Nacional, os demais trabalhos finalistas desse segmento seguem concorrendo – com as outras plataformas – à premiação da categoria Mídia Regional. A inscrição e envio da foto (em jpg) e da matéria (em pdf) devem ser feitos pelo próprio site até 5 de setembro. Regulamento e outras informações estão ali disponíveis. Os trabalhos devem ser produzidos entre 1º de setembro de 2012 e 31 de agosto de 2013. Dúvidas podem ser esclarecidas com a Coordenação Geral do Prêmio, a cargo de Lena Miessva (11-2679-6994, [email protected] ou [email protected]). Para ajuda nas dificuldades técnicas ao fazer a inscrição no site ou no envio do trabalho, o participante contará com auxílio técnico de profissionais da Maxpress, pelo 11-3341-2799. Dois são os objetivos principais do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade: incentivar a produção de conteúdos jornalísticos sobre Sustentabilidade em jornais, revistas, televisão, rádio e internet (webjornalismo); e tornar a Sustentabilidade cada vez mais presente e compreensível na sociedade brasileira. Cada candidato poderá inscrever até cinco trabalhos de sua autoria e essas inscrições não precisam ser feitas de uma só vez.
Ana Flavia Furlan (ex-Motor Show) lança Abordo Magazine
Está chegando ao mercado a Abordo Magazine, publicação mensal da recém-criada R4, editora que tem entre seus fundadores Ana Flavia Furlan ([email protected]), que acaba de se despedir da revista Motor Show.
Com foco no estilo de vida das classes A e AA, a publicação traz informações não apenas sobre o mercado automotivo de luxo, mas também de motocicletas, barcos e aeronaves. Este é o primeiro título da editora, que irá focar sua atuação em projetos especiais, publieditoriais e revistas customizadas.
Sua sede será em São Paulo, mas até o final do ano deverá entrar em operação também a filial no Rio de Janeiro, que Ana Flavia deverá comandar. Sobre a nova empreitada, ela explica: “O projeto de criação dessa editora não é algo novo. Sempre quis trabalhar com revistas customizadas e gratuitas porque acredito muito no potencial desse nicho, hoje ainda um tanto amador. Foram muitos meses de pesquisas, de sondagens, porque o mercado editorial está em um momento delicado. Dois meses atrás alcancei meu objetivo e decidi que, pessoal e profissionalmente, era o momento de mudar, inclusive de ares, já que com a abertura da filial no Rio de Janeiro pretendo ir para lá no próximo ano”.
Com distribuição dirigida a moradores de Alphaville, em Barueri (SP), e a um restrito mailing de empresários, executivos e formadores de opinião, a revista será gratuita, com tiragem inicial de 20 mil exemplares.
“A escolha da região baseou-se em pesquisas de mercado que apontam os moradores da região como maiores consumidores de artigos de luxo do estado de São Paulo e os 16os do Brasil. Focamos nossa distribuição para evitar que haja dispersão. Definimos o público com o qual queremos falar e é apenas com ele que falaremos”, explica Flavia, que também será diretora de Redação da publicação.
O projeto gráfico é assinado pelo diretor de Arte Joca Freire, duas vezes vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo. A redação conta ainda com, Fernanda Freire, ex-TV Alphaville (produtora), Carol Lima (repórter) e o experiente repórter fotográfico Cláudio Laranjeira, além do apoio de colaboradores. A revista, que começa a circular na próxima semana, contará ainda com versão para tablets e internet. O e-mail de contato é [email protected].
Estudo mostra mapa digital de protestos em tempo real
Estudo mostrou como o movimento se espalhou nas redes sociais e algumas características dos ativistas Por volta de 94 milhões de internautas brasileiros foram impactados pelo ativismo nas redes sociais associado às manifestações que se espalharam pelo Brasil nos últimos dias. Essa conclusão é resultado do Mapa Digital das Manifestações, estudo realizado quase em tempo real pelo Grupo Máquina PR com o uso da ferramenta Brandviewer, que analisou toda a movimentação no ambiente digital entre 4ª e 6ª.feiras (19 e 21/6) para identificar mensagens relacionadas aos protestos. Um infográfico animado mostrou a rápida propagação do assunto pela quase totalidade dos municípios brasileiros. O pico da mobilização aconteceu na 5ª.feira (20/6), entre as 18h e 23h, quando houve tensão e confrontos em diversas cidades, incluindo a tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty. A rede mais utilizada foi o twitter (49,3% das citações), seguido de facebook (47,1%) e google+ (1,9%). Dos autores de posts, 55,9% eram homens. Com 80,1 milhões de usuários impactados, a principal hashtag sobre o assunto foi #vemprarua. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília foram as cidades com maior participação de usuários em número de posts. O mapa faz parte dos esforços da agência para elaborar informes e cenários de impacto nos negócios de seus clientes. Para isso, mobilizou todas as equipes de sua agência digital Studio, de web, gestão de reputação e do núcleo de análises editoriais, que somaram mais de 40 profissionais. “Todos estavam perplexos e nós tínhamos de nos posicionar fora dessa perplexidade e tentar nos antecipar de algum modo”, diz Maristela Mafei, sócia da agência. Confira a seguir entrevista de Maristela a Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas e de Jornalistas&Cia, sobre os reflexos desse movimento na comunicação das empresas e do próprio negócio do setor em si: Jornalistas&Cia – Como surgiu a ideia e o que levou a Máquina a monitorar as redes sociais nacionalmente a partir dos protestos dos últimos dias? Maristela Mafei – Todos sabiam que as redes sociais estavam sendo usadas para marcar os protestos e para difundir informações ao vivo, seja por meio de fotos, textos ou vídeos. Mas queríamos saber mais: quantas pessoas eram atingidas por essas mensagens? Como esse ativismo se propagava na rede? Qual o perfil desses internautas? Vimos que a manifestação nas redes foi um bom indicativo do que aconteceria nas horas seguintes e da amplitude dos protestos pelo País. J&Cia – Como se deu esse monitoramento? Que apoio ou tecnologia a agência adotou? Maristela – O monitoramento foi feito com base nas principais palavras-chave e hashtags associadas aos protestos. Ou seja, fizemos uma pesquisa aprofundada dos “gritos de guerra” virtuais e das expressões mais usadas, para que nada se perdesse, até porque havia outros temas importantes em evidência. Foi utilizado um software específico de monitoramento, mas o número de posts foi tão grande – rapidamente se aproximou de 1 milhão – que precisamos realocar um servidor específico para isso e depois substituí-lo por outro com capacidade ainda maior. Houve uma verdadeira avalanche de dados sobre esse ativismo digital e, no momento em que se fala tanto em big data, conseguimos reunir um conteúdo precioso. A tecnologia foi importante para processar e colocar à disposição essas informações, mas mostrou-se igualmente fundamental o time de profissionais de inteligência para tirar conclusões e montar perfis do movimento, já que um volume muito grande de informações dispersas não teria nenhum uso prático. J&Cia – Quais foram os resultados e principais descobertas desse monitoramento? Maristela – Apesar de ter partido do Sudeste e de algumas regiões do Nordeste, o movimento alastrou-se por praticamente todo o território nacional. Até Fernando de Noronha aparece no mapa de calor que fizemos (mostrando a hora das manifestações, na 5ª.feira passada). Ou seja, a adesão foi maciça. Há vários outros dados interessantes. J&Cia – Houve algum investimento especial ou a agência valeu-se de seus recursos tradicionais para fazer esse trabalho? Maristela – Houve esforços próprios e investimentos, mas adotamos uma política de não mais especificar valores. J&Cia – Eles prosseguirão nessas esperadas próximas etapas? Maristela – Neste momento estamos viabilizando parcerias para a continuidade. J&Cia – O que muda na comunicação das empresas com os protestos? Maristela – Eles provocam uma mudança na relação entre redes sociais e mídia. Antes, o clamor das redes só era “legitimado” quando saía na grande imprensa, que se abastecia de pautas nas redes e selecionava o que queria ou não repercutir. Como muito desse clamor ficava “de fora”, as pessoas foram em massa para as ruas. Sem saber, elas pautaram editorialmente os veículos. Isso é uma enorme reviravolta: acompanharmos até quando esse “controle” sobre a informação muda de eixo e terá que ser dividido, compartilhado. A mudança editorial da cobertura das tevês foi um indício disso. Parece-me que elas demoraram a se situar no começo, mas depois foram bastante ágeis e corresponderam à expectativa de quem as assistia. Foi uma agilidade espantosa para as circunstâncias das ruas. J&Cia – Quais os desafios para a comunicação corporativa nesse novo cenário, caso ele se consolide? Maristela – Na Máquina, nos últimos 18 meses, introduzimos o socialmidiavideo em escala comercial e com isso estamos tateando para fazer uma PR colaborativa e participativa. Essa história de disparar um único texto para um mailing de mil pessoas foi definitivamente enterrada. As empresas precisarão criar valor e conseguir fazer com que o seu público-alvo se sinta identificado com o que ela vai dizer, se sinta “participativo” da mensagem. Uma mudança que já vinha sendo sinalizada teve um enorme acelerador com os protestos. J&Cia – Isso significa mais investimentos, por parte das agências, em digital e recursos multimídia? Maristela – Não necessariamente; hoje existem milhares de ótimos parceiros e fornecedores nessas áreas, além do que as agências de publicidade investem fortunas nisso. O que precisa é de gente, nas agências de PR, que saiba utilizá-los, adequá-los às perspectivas de cada um de seus clientes e ajudá-los a redirecionar suas políticas de comunicação, se for o caso. Fizemos uma ótima, excelente parceria com a Brandweiser nesse sentido. Nosso mercado está aí. Os clientes podem ficar perplexos com o que veem à sua frente, mas nós precisamos tentar ajudá-los a entender e extrair disso informações de interesse o quanto antes.






