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Versão impressa do Diário do Comércio (SP) deixa de circular

Sindicato convida jornalistas para reunião nesta 4ª.feira (5/11), às 14 horas A Associação Comercial de São Paulo anunciou o fim da edição impressa do Diário do Comércio. A notícia pegou os profissionais de surpresa na última 6ª.feira (31/10), inclusive Moisés Rabinovici, o Rabino, diretor de Redação da publicação. Em texto publicado em sua página de facebook neste domingo, 2/11 (leia na íntegra abaixo), o então diretor revela que o final do jornal se deu de forma cruel e grosseira, sem que houvesse sequer uma última edição para se despedir e comunicar aos leitores. Diz que a equipe de jornalistas – ele inclusive – teve senha de computador bloqueada e negado acesso aos ramais da redação. “Fiquei revoltado”, comentou. Desde 2003 como diretor do DC, Rabino se aproxima dos 50 anos de profissão. Dirigiu a Agência Estado e foi correspondente internacional de Época, Rádio Eldorado e Estadão. Fez parte da primeira equipe do Jornal da Tarde, em 1966. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a ACSP diz que o novo Diário do Comércio terá apenas versão digital, em nova plataforma, provavelmente, segundo Rabiniovici, a ser capitaneada por Marcelo Tas. Na justificativa da entidade, a extinção do impresso veio para adequar o DC à “velocidade exigida por um mundo cada vez mais dinâmico”. “Não é apenas uma migração para a internet. O novo formato permite a tradução do noticiário em vídeos, a postagem mais dinâmica de gráficos e fotografias, e a atualização mais rápida do noticiário. Teremos, com isso, uma ferramenta que possibilita o diálogo, que identifica os segmentos do leitor, que detecta suas reivindicações e angústias, conquistas e motivos de comemorações. Além disso, a mudança para a esfera digital decorre de uma efetiva necessidade de adaptação do nosso jornal às novas exigências do mercado de comunicação. Inúmeros títulos importantes da mídia nacional e internacional optaram por edições exclusivamente online. A continuidade da versão impressa do Diário do Comércio estava ameaçada por anos de operação com resultados negativos, o que determinou a atual decisão”, dizia nota enviada a colaboradores, diretores, leitores e anunciantes. Na prática, a conta para manter a versão impressa não fechava há tempos, ainda mais depois do rombo de janeiro de 2013, quando 24 dos 49 profissionais que lá trabalhavam deixaram a publicação por causa de uma ação do Ministério Público do Trabalho em combate à informalidade na redação. Ficaram 25 contratadoa em regime celetista. Agora, na equipe do jornal, permanecem apenas os colunistas. Rogério Amato, presidente da ACSP, disse também em nota: “Somos gratos pelo empenho de todos que produziram o Diário do Comércio em sua versão impressa. Sabemos que no setor da mídia o objetivo prioritário é o de satisfazer os leitores. E todos nós teremos a partir de agora um Diário do Comércio com muito mais recursos”. Também no facebook, Guilherme Afif Domingos, ex-presidente da entidade e atual vice-governador de São Paulo e ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, manifestou desconforto com o fim do DC e a forma como se deu: “O nosso público é antigo e conservador. Ainda da era do papel impresso. Acabando com ele de forma tão abrupta, corremos o risco de perder os antigos e não conquistarmos os novos. Deveríamos planejar a transição de forma aberta e não hermética. Enfim, fica a impressão de que tudo que foi feito não tem nenhum reconhecimento. Espero que estejam realmente sabendo o que estão fazendo pois, quando um pequeno grupo de iluminados se fecha para traçar um futuro sem passado, pode conduzir para o vazio do nada. Inclua-me entre os e-mails dos que se manifestam pela morte do nosso querido e glorioso Diario do Comércio”. Em reunião com representantes do jornal nesta 2ª.feira (3/11), dirigentes do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo protestaram pela maneira como a empresa anunciou o fim do diário, que implicará a demissão de dezenas de trabalhadores. Segundo a entidade, os profissionais foram colocados em licença remunerada por dez dias. “Nosso trabalho será o de preservar os empregos dos jornalistas, pois a versão online também precisará produzir conteúdo jornalístico”, disse o presidente José Augusto Camargo. O Sindicato convidou os jornalistas do DC para uma reunião nesta 4ª.feira (5/11), às 14h, para discutir a situação, e nova negociação com os representantes do jornal já está marcada para o dia seguinte (6/11).   Leia o que publicou Rabinovici em sua página do facebook neste domingo (2/11): “Neste momento em que conversamos aqui, estou suspendendo todos os contratos no Diário do Comércio. O jornal acabou.” Ainda não sei o que senti ao ouvir a inesperada sentença de morte do jornal, tão incomensurável. Ainda não a absorvi, passados já dois dias de sua execução. – Mas assim, nem última edição, sem sequer despedida dos leitores? – Nada – respondeu Rogério  Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp) e presidente-interino da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB). – Não dá para continuar: o déficit é insustentável – acrescentou com números que, presumo, embutiam o gasto milionário com processos trabalhistas iniciados em 2013, quando foi demitida a metade dos informais da redação, e a outra metade, contratada pela CLT. A banca de advogados que assessorou a ACSP baixava um taxímetro caríssimo quando consultada até por telefone. A conta era debitada no jornal. Hoje, feitos os cálculos, se todos os informais fossem celetizados, na época, os gastos seriam menores e a sangria na redação, estancada. Perdemos muitos talentos, cortamos cadernos semanais de Cultura, Informática, Turismo e Esporte, reduzimos as páginas do jornal e amargamos frustração, baixo astral e o dobro do trabalho. A gerente executiva do Diário do Comércio me demonstrou que receita e despesa quase empatavam, fazia algum tempo, descontados os valores judiciais. Um resultado excepcional, a meu ver, depois que perdemos um anunciante de 80 anos, o Bradesco, e logo em seguida outro fiel, o Grupo Votorantim, ambos levados pelo dumping que prostituiu o mercado de balanços comerciais da imprensa. Mas a ACSP insistia em manter a soma ingrata que nos levava ao pré-sal do déficit, e o tesoureiro a propalava, porque sempre foi contra a existência do jornal, e o assumiu abertamente desde as primeiras reuniões mensais de orçamento entre os superintendentes de cada área — eu respondia pela de Comunicações, dirigindo o DC e uma veneranda revista bimestral, Digesto, fechada agora também.  Rogério Amato afastou a sentença de morte que acabava de proferir da nossa relação pessoal. De fato, somos, fomos ou éramos amigos. Ele me procurou, através de um amigo comum, o querido jornalista e mestre Ewaldo Dantas, para ajudá-lo a migrar um portal de Terceiro Setor de um servidor para outro, e “de graça”. Estávamos os três na Agência Estado e eu brinquei, mas fui levado a sério: “Ah, bom, se é de graça, eu topo”. Nasceu daí um convívio repartido com algumas orgulhosas “ewaldetes”, recém-formadas em jornalismo, tão boas que depois as levei para o DC. Um dia ele me convidou para participar de um planejamento estratégico que reformularia a ACSP, a ser presidida por Guilherme Afif Domingos. Fui. Então, me convidaram a ficar. Figura extraordinária, esse Afif Domingos. Dentro dele há um ótimo jornalista nato. Sua ousadia era maior que a nossa, editores. Criava pautas. Participava de nossas reuniões. Às vezes vinha fazer a capa com a gente, tarde da noite. Derrubava tabus enraizados por anos, como a de não poder dar fotos de alguns personagens do noticiário, ou não publicar notícias negativas de associados, conselheiros ou ex-presidentes da ACSP. Comprava brigas pela justiça e contra impostos. Nos últimos anos, sempre que dava uma porrada no jornal, o presidente Rogério Amato me dizia: – Você sabe que lutei para esse jornal não acabar… E fui eu quem o trouxe para dirigi-lo. Naquele momento, em seu escritório no Jardim Paulista, ele estava acabando com o jornal. E se havia me contratado, estava me demitindo. Tentei ainda obter mais uma edição do DC, a última, uma despedida, como todos os jornais do mundo. “Não!”. Então me disse que, de alguma forma, comunicaria o final aos leitores. Um comunicado à imprensa faria o anúncio, e já estava pronto. Revelou escondendo que haveria alguma continuidade do jornal-papel, mas que o forte seria a “plataforma digital” já em planejamento, ou em testes, não me lembro direito. Antecipou o que me ofereceria por me despedir, e me levou até o elevador. Ao entrar no carro, tremia. Liguei para contar à minha mulher. Depois chamei a minha assistente no DC, e anunciei o fim. Ela só foi parar de chorar muitas horas depois. A operação desencadeada pelo presidente Rogério Amato já tinha dizimado o setor de publicidade e administração. Funcionários voltavam de papel à mão com licença remunerada até o dia marcado para a demissão formal. Outros recebiam a convocação de comparecer no RH, noutro andar. Acesa, a tela do meu computador avisava que minha senha estava bloqueada. Minha secretária reclamava que não podia acessar os ramais da redação. Tanta crueldade e grosseria, fiquei revoltado, fui reclamar aos que davam ordens aos técnicos que nos pediam desculpas: “Mandaram fazer, sabe como é…” Abriu-se a porta do elevador no oitavo andar, o centro de operações, e dei de cara com quem foi contratado havia quatro anos como superintendente de Comunicações, aliás o meu cargo. Ele viria para “acabar com gargalos”, mas me procurou uma única vez e, mesmo assim, ao tocar o celular, pediu licença e nunca mais voltou. Eu lhe disse: “Quanta grosseria, hein? Precisava bloquear computador?” Ele reagiu: “Pode deixar, vou cuidar disso”. Não me contive, e disparei: “Olha, não cuide de nada. Você nunca cuidou de nada em relação ao jornal. Por favor, fique fora”. A chefe do RH mostrou-se surpresa com a situação. Ela é outra da gestão Amato, vinda de um banco. Tínhamos almoçado fazia poucos dias, e com certeza o que estava acontecendo requeria um planejamento antigo, mas ela nada disse. Estava em seu papel. Ganhei de volta meu computador, mas com as horas contadas. A redação encaixotava, limpava gavetas, sentíamos todos como se estivéssemos sendo expulsos. O DC foi o último reduto para alguns jornalistas. O que farão agora? Outros, jovens e talentosos, terão mais chances. Ninguém entendia a urgência com que se acabava com o jornal, faltando dois meses apenas para Rogério Amato se tornar ex-presidente em todos os títulos com que seu nome precisa aparecer.   Não havia tempo sequer para despedidas. Hoje, domingo, enquanto escrevo piscam no monitor pop-ups dos amigos marcando almoço, jantar ou o que for para que se revejam, discutam e entendam o que nos aconteceu. Circula a informação de que a “plataforma digital” será da responsabilidade de Marcelo Tas. Tem tudo a ver: há algum tempo ele vinha frequentando a ACSP e agora há notícias de que ele saiu da Band. Ouvi também que os anúncios e licitações contratados serão honrados pelo Estadão. Faz sentido: Francisco Mesquita, de volta ao jornalão, foi vice-presidente na primeira gestão do Rogério Amato na ACSP. O elo entre os dois jornais parece estar com um homem que nós, o Diário do Comércio e o próprio Rogério Amato, flagramos obtendo informações privilegiadas numa disputa por nossa distribuição e impressão entre o Diário de SP e O Estado de SP. Viram-no entrando no prédio, na sexta-feira. Hoje ele trabalha para o inimigo que quis derrotar. O Diário do Comércio acabou. Morreu sem o direito a uma última edição. Viveu um período de esplendor, modernizou-se e ganhou prêmios, entre eles dois Esso, um de Fotografia e outro de Melhor Contribuição à Imprensa, com o Museu da Corrupção, já devidamente fora do ar. A capa da tragédia da Maratona de Boston foi selecionada como a melhor do mundo pelo Newseum, de Washington. Fomos pioneiros no uso da Ecofont, criada por holandeses que nos tornaram um case para os grandes jornais europeus. Os leitores, tão passivos antes do novo DC, passaram a reclamar quando não o recebiam. A tiragem atingia os 25 mil, com o represamento de tantos outros que o queriam mas não o podiam assinar, por não serem membros da ACSP, única condição. Ele não ia para bancas por pertencer a uma entidade de classe sem fins lucrativos. O que se vai fazer agora, a tal “plataforma digital”, já estava a todo vapor, havia vários anos, com mais de 1 milhão de visitantes/mês. O dcomercio.com reuniu um pessoal altamente competente, e crescia. Só não recomendei a transformação do papel em digital porque algo me dizia, e ainda me diz, que, bem feito, com textos bem escritos, temas inusitados, coberturas aprofundadas e edição criativa, há vida entre jornais em extinção. A melhor morte viria da mescla possível entre as duas plataformas, mais a amplidão de possibilidades abertas pela telefonia celular. Gostaria de ter fotografado a minha sala depois de esvaziada. Daria uma ótima foto para a última edição: sobre a mesa e cadeiras, ficaram os prêmios e diplomas conquistados pela equipe valorosa que honrou o Diário do Comércio, e aqui incluo também os jornalistas que saíram revoltados no tsunami da formalização de 2013, e que contribuíram, paradoxalmente, para o déficit agora apontado como nossa causa-mortis.  

Inscrições do Prêmio Abrafarma de Jornalismo encerram nesta 4a.feira (5/11)

Dia 5 de novembro é o último para envio de inscrições e trabalhos para a primeira edição do Prêmio Abrafarma de Jornalismo. Os trabalhos devem ter sido veiculados ou publicados entre 1º de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014. A ficha de inscrição e o regulamento estão em página específica no site da Abrafarma. O prêmio foi concebido para incentivar e reconhecer a produção jornalística, ampliando o debate na sociedade sobre o setor de medicamentos e produtos direcionados à saúde e ao bem estar. Assim, receberá trabalhos abordando, entre outros aspectos pertinentes ao seu propósito, trabalhos que focalizem o desenvolvimento do setor de farmácias e drogarias; que mostrem a abrangência dos serviços prestados em farmácias e drogarias; que apontem entraves conjunturais que impeçam o desenvolvimento do setor; que apresentem iniciativas inovadoras internacionais com possibilidade de aplicação no Brasil. Ele está dividido em duas categorias: Grande Imprensa, que premiará os três melhores trabalhos com R$ 10 mil (primeiro lugar), R$ 6 mil (segundo) e R$ 4 mil (terceiro); e Imprensa Especializada, que dará R$ 5 mil ao melhor trabalho com. Os valores são líquidos, já descontado o Imposto de Renda. A entrega dos troféus, certificados e premiações será realizada na festa anual do setor, no dia 3 de dezembro. O Prêmio Abrafarma de Jornalismo é uma correalização de Jornalistas&Cia em parceria com a Scritta – Serviço de Notícias. Outras informações com Lena Miessva, pelo [email protected] .

Vaivém das Redações!

Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Ceará: São Paulo No iG, o repórter de Educação Davi Lira de Melo foi selecionado para a bolsa de mestrado da Fundación Carolina e passará um ano em Madri. Cristiane Capuchinho ([email protected]), ex-UOL, chega para o lugar dele. Em Economia, deixaram a editoria Bárbara Ladeia, que passa a integrar a equipe de Nelson Blecher em um novo projeto, ainda sigiloso, e Tais Laporta, que foi para o G1. Elas foram substituídas pelas repórteres Maíra Teixeira (mteixeira@) e Bárbara Libório (bliborio@), ambas com passagem pela Folha de S.Paulo. Também integram a equipe de Economia a editora Paula Pacheco (ppacheco@) e Vitor Sorano (vsorano@).   Após quatro meses como repórter de Marcado da Folha de S.Paulo, Renato Oselame deixou o jornal e está de volta ao Grupo Estado, onde recentemente participou do Curso Estado de Jornalismo Econômico. Ele assume uma das vagas de repórter do Broadcast da Agência Estado.   Erothildes Medeiros, a Tida, que ficou 14 anos em Brasília trabalhando no Senado e outros dois em Bragança Paulista, está de volta a São Paulo. Aqui ela teve passagens por Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Estadão, Diário Popular, Prefeitura e Câmara Municipal e foi diretora do Sindicato dos Jornalistas. Em Brasília, foi também correspondente deste J&Cia. Distrito Federal Iara Lemos é a nova editora do Destak de Brasília, no lugar de Raphael Bruno. Deixou também o jornal há algumas semanas o sub Lúcio Flávio, que ainda não foi substituído. Iara atuava como assessora na Câmara dos Deputados. Recentemente, foi uma das responsáveis pela criação da campanha Novembro Azul, instituída no Congresso Nacional. Trabalhou ainda no G1 e como repórter e editora do Grupo RBS.   Minas Gerais Na Rede Minas, a produtora Brenda Marques Pena ([email protected]) deixa o Opinião Minas para assumir a produção do Jornal Minas Noite, mas se mantém no Palavra Cruzada. Nayane Santos a substitui no Opinião Minas e recebe as sugestões de pauta pelo [email protected]. Ceará Luís Sérgio Santos é o novo articulista do jornal O Estado do Ceará.

Começa nesta 2ª, no Rio, o Seminário de Comunicação do BB e Previ

O Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro será palco a partir desta noite e pelos próximos dois dias (4 e 5/11) de mais uma edição do tradicional Seminário de Comunicação do Banco do Brasil e Previ, destinado aos executivos de comunicação da organização e convidados.

Este ano o evento está sendo organizado pela Mega Brasil Comunicação, com curadoria de Eduardo Ribeiro, que também presidirá o encontro, e Marco Rossi. Marcia Tiburi, mestre e doutora em Filosofia, colunista da revista Cult e professora da Fundação Dom Cabral, fará a conferência de abertura na noite desta 2ª.feira (3/11) sobre Comunicação, ética e cidadania.

O evento terá uma série de painéis reunindo profissionais de comunicação e de outras áreas do conhecimento, com exposições e debates sobre temas como Mapa atualizado das novas mídias: o que envelheceu? O que ficou? Que horizontes se desenham?; A nova mídia fala; Como as mídias se interagem; Tendências de comportamento e oportunidades de comunicação; Brandshare 2014 – pesquisa mundial da Edelman sobre relação entre pessoas e marcas ; Comunicar para aproximar: a importância das lideranças no engajamento dos colaboradores; Comunicação interna integrada nas grandes corporações; Comunicação interna sem fronteiras; e Perfil humano e competências profissionais – Entendendo melhor as pessoas para fazer uma comunicação mais eficaz.

Entre os convidados, profissionais como Leandro Beguoci (F451 e Faap), Luciano Martins Costa (Observatório da Imprensa), Juliana de Faria (Think Olga), Manu Barem (Buzzfeed Brasil), Luciana D’Elboux Lourenço (Biolab Farmacêutica), Marcelo Ficher (Observatório da Comunicação Institucional), Rodolfo Araújo e Ana Julião (Edelman Significa), Hélio Muniz (McDonald’s), Gilberto Guimarães (BSP – Business School São Paulo), Rafael Oliveira (Unimed Rio), Manoela do Amaral Osório (Oi), Thatiana Capellano (coautora do livroComunicação com empregados – A Comunicação interna sem fronteira) e Cesar Furtado de Carvalho Bullara (Iese Business School).

Salomão Ésper faz 85 anos, 66 deles em rádio

Na Rádio Bandeirantes desde 1952, Salomão Ésper completou 85 anos de vida em 26 de outubro. Apresentador do Jornal da Gente, está no ar de 2ª.feira a sábado, das 8h às 10h, comentando as notícias mais marcantes da semana. Um dos âncoras mais antigos da casa, Salomão falou ao Portal dos Jornalistas sobre seu início de carreira, o que o motiva a se manter no rádio após tantos anos e as mudanças da área em relação ao período em que começou:

Portal dos Jornalistas – Como e quando decidiu ser jornalista?

Salomão Ésper – Eu queria ser locutor, na verdade. Na época, ser locutor não significava necessariamente ser jornalista. Queria ser do rádio, e foi isso que me moveu a participar do concurso em 1948, na Rádio Cruzeiro do Sul. Tinha 18 anos, era novo, tinha certas ambições, preferências que depois foram mudando. No início era um interesse em participar, em ter minha voz escutada por milhares de pessoas. Fazia programas de música, de entretenimento. Só mais tarde é que comecei a me interessar pelo País, e assim a fazer um jornalismo analítico, não mais de exposição. Apesar de só passar a comentar notícias mais tarde, meu interesse em acompanhar veio cedo. Aos 14 ou 15 anos ajudava a entregar o jornalzinho na minha cidade, Santa Rita do Passa Quatro, no interior de São Paulo, só para ter acesso a ele, porque em casa meus pais só passaram a assinar jornal depois.

Portal dos Jornalistas – Como foi o início da trajetória, e em que momento se consolidou essa parceria com a Bandeirantes?

Salomão Ésper – Quando estava no colegial, já comecei a ter contato com a Rádio Difusora de Pirassununga, participando dos programas musicais. Depois, em 1948 resolvi ser locutor. Fiz o concurso e entrei na Rádio Cruzeiro do Sul. Depois de quatro anos, fui para a Rádio América, que pertencia ao Grupo Bandeirantes, de onde não saí mais. Dentro da profissão de radialista passei a jornalista. Naquela época não havia diploma, jornalistas eram aqueles que sabiam escrever, se expressavam bem e dominavam os assuntos, conseguiam expor. E também quem conseguia comentar, dar sua opinião, que foi o que passei a fazer. É claro que eram outros tempos, as rádios costumavam ser de domínio de políticos, então a direção prestava atenção na sua tendência, e se estivesse de acordo, estimulava a prática dos comentários. Mais para a frente começou o jornalismo independente, então havia uma liberdade um pouco maior, apesar de ainda não poder fugir muito daquilo em que a emissora acreditava. Devagar os jornalistas iam conquistando o respeito da direção, e assim impunham seu espaço, podiam opinar, sempre deixando claro ser um posicionamento pessoal, e não da empresa. Foi assim que consegui o meu espaço, a Bandeirantes confiou em mim, me deu valor e liberdade.

Portal dos Jornalistas – Em algum momento cogitou trocar a locução por outros meios, como tevê ou impressos?

Salomão Ésper – Cheguei a trabalhar na tevê. Tinha um programa na hora do almoço, Os titulares da notícia, que era na Bandeirantes. Eram a equipe da rádio e convidados, fazíamos um circulo e debatíamos as questões mais importantes da semana, conduzidas pelo apresentador. Foi um êxito consagrador. Tivemos bons momentos do jornalismo ali. Dava um debate bacana, porque as opiniões eram bem dissemelhantes. Depois fui convidado a participar de uma seleção do Repórter Esso, aqui em SP. Eles precisavam de um repórter exclusivo, para estar à frente pela rádio e pelo programa, na TV Tupi. Acontece que a Segunda Guerra Mundial já havia acabado, o programa não tinha mais tanta importância. Recebi muita censura, disseram-me que seria um pontapé na sorte ir para a televisão. Então acabei negando e fiquei na rádio mesmo.

Portal dos Jornalistas – Qual foi a cobertura mais marcante de que participou nesses anos?

Salomão Ésper – Dentro de tantas incumbências boas, a mais marcante foi a cobertura do lançamento do Apolo 11, cujos tripulantes pousaram na lua. Eu era o único jornalista brasileiro a fazer a cobertura do evento. Fiquei 20 dias lá, e tinha toda a liberdade para emitir minha opinião diante daquela conquista. Foi incrível. Portal dos Jornalistas – O que o motiva a permanecer no rádio por tanto tempo? Salomão Ésper – Um pouco de vaidade. Tudo o que tenho ganhei, tudo todas as minhas conquistas foram por causa dessa área. Não sou comerciante ou empresário, ganhei tudo nessa profissão, sem nunca ter tido cargo político. Fiz o curso de Direito, ainda nos meus primeiros anos de rádio, mas na época já apresentava musicais, fazia programas de grande audiência. E quando via uma aula com pessoas renomadas do Direito, eu pensava “como é possivel que eu fale a inúmeras pessoas e esse homem só a alguns alunos?”. Eu me sentia importante, tinha orgulho dessa responsabilidade de falar para milhares, me sentia um privilegiado, e ainda sinto isso, agora ainda dou minha opinião. Existem tantas pessoas inteligentes, renomadas, que não têm essa oportunidade de disseminar conteúdo para um número tão grande de pessoas. Não há como eu não me sentir honrado.

Portal dos Jornalistas – Que mudanças percebe no jornalismo da época em que começou e agora?

Salomão Ésper – O que percebo é que havia poucas emissoras, umas dez, já hoje são 70 ou 80. Antes você falava que existia uma rádio forte, hoje uma emissora isolada não tem a mesma força. Graças à internet, às vezes uma coisa que você fala tem uma repercussão além do que se imagina, além dos próprios limites da emissora. Além disso, naquela época a exposição da opinião era limitada, hoje existe uma liberdade muito maior.

O adeus ao Bispão

O jornalismo especializado automotivo perdeu nesta 5ª.feira (30/10) um de seus mais tradicionais e experientes profissionais. Faleceu aos 80 anos, em Curitiba, Antonio Cipriano Bispo, o Bispão. Ele estava internado no Hospital Vita desde 14/10, após sofrer um AVC. Natural de Santos, no litoral paulista, Bispo foi ainda criança para o Paraná, onde em 1956 formou-se oficial pela Polícia Militar. Após o golpe de 1964, foi cassado pelo AI-1, mas antes já dividia sua carreira de oficial com a de comunicador, pela rádio Guairacá e pelo jornal Tribuna do Paraná. Em 1970 lançou uma coluna sobre automóveis em O Estado do Paraná, espaço que seria precursor de um dos mais antigos suplementos especializados em automóveis do Brasil, o Jornal do Automóvel, lançado em setembro de 1974. Permaneceu na publicação até , quando foi então substituído por seu filho Alexandrino Cipriano Bispo Neto, o Bispinho, que permaneceu à frente do caderno até 1992. Ultimamente, pai e filho se dividiam no comando do site Automanianet. Seu corpo foi velado no Cemitério Vertical, em Tarumã, e o enterro aconteceu às 13h desta 6ª.feira (31/10), no mesmo local. Logo após anunciada a morte de Bispo, dezenas de amigos e colegas de profissão demonstraram sua admiração pelo profissional. Confira a seguir alguns desses relatos publicados no facebook: “O Bispão foi o fundador do primeiro caderno de automóveis do Brasil, e durante esses quase 20 anos meus no segmento convivemos muito em salas de espera de aeroportos, test-drives, eventos. Sempre acatei muito do que me dizia, tanto profissional como pessoal, aproveitando sua grande experiência. Figura metódica, tem passagens memoráveis, como o dia em que quase suspendeu um Grande Premio Brasil de Fórmula 1 por causa de uma credencial, ou a suspensão da subida da Graciosa no Rally, era do tipo que o sindico pagaria a mudança para sair do condomínio, mas, figura exemplar que continuará sempre a ter toda a minha admiração. A dupla Bispo e Libório estpa de volta, e sei que muitos anjos vão se incomodar”. (Nilton Saciotti – Bem Paraná)  “O amável Bispão, uma pessoa competente e muito do bem. Trabalhamos vários anos juntos em O Estado do Paraná e guardo as melhores lembranças dele, também de tantas viagens nacionais e internacionais que fizemos juntos. Meus sentimentos e que a família seja confortada com essa saudade”. (Sérgio Quintanilha – Motor Show)  “Estamos tristes com a partida do grande Bispo, meu companheiro de muitas jornadas nas coberturas dos lançamento da indústria automobilística, nos GPs de Formula 1 e nos papos sobre a criação e as confusões da Abiauto. Adorava papear com ele – sobre tudo, até política – e beijar o seu anel, que dizia ser do cardinalato. Hoje estamos tristes, por não mais poder curtir a grande amizade iniciada nos anos 1960. Vá em paz companheiro, pois sua chegada alegrará os que já foram, como José Lago, Libório (seu amigo inseparável), Lessa, Mauro Forjaz e outros. Um tempo de tristeza e de saudades”. (Marcondes Viana – Chic, Automóveis & Sociedade) 

O Povo publica especial Cartas aos governantes

Cartas aos governantes é o mais recente projeto do Núcleo de Reportagens Especiais de O Povo (CE), dirigido por Fátima Sudário. Com concepção de Émerson Maranhão, o especial é uma ação multiplataforma que consiste em duas videocartas – sobre espectativas para os governos estadual e federal – elaboradas a partir dos depoimentos de eleitores colhidos em 26 de outubro. As cartas também ganharam versões na edição impressa do jornal, publicadas na edição de 27 de outubro. Trechos dos áudios dos depoimentos foram transmitidos na rádio O Povo CBN e os vídeos foram veiculados na TV O Povo. “É um projeto pensado para contemplar e dialogar com todos nas nossas mídias”, explicou Fátima. “Nosso consumidor de informação hoje está em todas as plataformas, e esse projeto oferece conteúdos específicos para cada plataforma em que ele está”, completou. Para captar os depoimentos, Cláudio Ribeiro e Demitri Túlio percorreram várias seções eleitorais de Fortaleza, acompanhados pelos fotógrafos Chico Alencar e Fco Fontenele. O mote era “o que os eleitores gostariam de pedir aos próximos governador e presidente, caso pudessem falar diretamente com eles”. Maranhão e André Silvestre ficaram responsáveis pela edição do material gravado, enquanto Ana Mary C. Cavalcante escreveu as cartas publicadas no jornal impresso, traduzindo as vontades dos eleitores. As videocartas foram inspiradas no filme Central do Brasil, dirigido por Walter Salles e lançado em 1998. Segundo Maranhão, “no filme, o diretor propõe que Dora, personagem de Fernanda Montenegro, seja o suporte técnico de pessoas que têm a necessidade de comunicar, mas não têm os meios para fazê-lo, pois não sabem ler nem escrever. E é por esse caminho que fomos. Nossa ideia foi dar voz, visibilidade e suporte tecnológico aos eleitores que desejam mandar seus recados para os governantes, mas não tem possibilidades para isso”.

Andiara Petterle é a nova VP de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS

Andiara Petterle assumirá em março de 2015 a Vice-Presidência de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS. Atualmente CEO da Predicta – que integra a e.Bricks, empresa de investimentos digitais da RBS onde está desde 2011 –, ela substituirá Eduardo Smith, que deixa a RBS após 20 anos de casa.  Segundo comunicado da empresa, entre as atribuições de Andiara estão valorizar o jornalismo; aperfeiçoar os jornais impressos com melhorias nos produtos e abertura de novas oportunidades de negócios; e desenvolver novas plataformas e linguagens (digital e mobile) para os conteúdos gerados pelos veículos de comunicação do Grupo. Experiente em gestão de conteúdo, tanto na área editorial quanto em negócios, Andiara passou por Cadê, onde foi produtora de conteúdo; TV Globo, atuando como coordenadora de Jornalismo e Produto Multimídia; e fundou o Bolsa de Mulher, portal direcionado ao público feminino da América Latina. Natural de Alegrete (RS), formou-se em Comunicação Social pela PUC-Rio e é mestre em Comunicação, com foco em Antropologia do Consumo. Na nota, ela disse que sua meta é “integrar e reforçar as experiências on e off-line do leitor, enriquecendo e ampliando muito mais sua experiência com o conteúdo e criando novas possibilidades de abordagem com o mercado. A relação de credibilidade com as marcas não muda, mas se amplia nas diversas plataformas”. 

Novo M de Mulher, da Abril, estreará em breve

Portal prepara inovações com vistas a fortalecer as marcas, tornar mais ágil a produção de conteúdo e a navegação e criar mais oportunidades para a publicidade Em fase de testes de sua versão beta, o novo portal M de Mulher da Abril  está prestes a chegar ao mercado e deverá estrear entre o final de novembro e início de dezembro, um ano após o início de seu desenvolvimento. Uma das inovações é a adoção de uma versão especialmente customizada para a Abril do publicador Drupal, que permitirá maior agilidade no fluxo e postagem de conteúdo, ganho de produtividade nos processos editoriais e mais atrativos para a publicidade. Outra é que cada uma das marcas abrigadas no M de Mulher terá sites com identidade mais forte e maior profundidade, melhorando a experiência do usuário – inclusive em mobile. Parte da equipe do M, uma redação que hoje já se dedica a produzir conteúdo para as marcas, num total de 14 profissionais, migrou fisicamente para cada título. “Assim, vamos literalmente aproximar a expertise digital desses multiplicadores ao conhecimento mais profundo da essência de cada marca e de suas audiências, que está nas redações”, diz Paula Mageste, superintendente da UN Mulher e Celebridades, que engloba Claudia, Nova, Elle, Estilo, Capricho, Contigo, Tititi, AnaMaria e M de Mulher. Essas equipes serão apoiadas pelo restante do time que permanece no portal. Paula ressalta que a renovação proposta é do tipo “mexer em time que está ganhando”, pois deve melhorar a audiência de um portal que já é o maior do País no segmento feminino, além de permitir que as diversas marcas ganhem uma expressão digital forte, aprofundando a segmentação, graças à customização dos recursos que agora estarão disponíveis. “Se editorialmente os ganhos são visíveis – assinala –, na publicidade não é diferente. Essa segmentação favorecerá a área comercial, que poderá trabalhar com várias soluções para seus clientes, seja entregando grandes volumes seja trabalhando projetos sob medida”. O portal tem quase nove milhões de visitantes únicos e a média de 110 milhões de pageviews por mês.

Roda de Conversa passa a integrar oficialmente o Prêmio Vladimir Herzog

Roda de Conversa, iniciativa pela qual os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog participam de um bate-papo com estudantes para revelar os bastidores das reportagens contempladas, passará a partir do próximo ano a integrar oficialmente a cerimônia de entrega do prêmio.

A novidade foi anunciada durante a festa de premiação, nesta 4ª.feira (29/10), no Tuca, em São Paulo, por Juca Kfouri, que atuou como mestre de cerimônias. Segundo Nemércio Nogueira, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, “essa ideia começou pequena três anos atrás, numa sala de aulas da PUC e ontem foi no TucArena, transmitida ao vivo pela internet por TV Cultura, TV PUC, Canal Universitário, TVT, TV Assembleia e TV Câmara. Foi também gravada, será editada e postada no site do prêmio, via youtube, onde já estão as duas dos anos anteriores. É uma grande iniciativa do Sérgio Gomes, da Oboré, que é a alma dela”.

A cerimônia foi marcada por uma palestra de 25 minutos do juiz Márcio José de Moraes, atualmente desembargador no TRF 3ª Região, mas que, em 1978, quando tinha apenas 31 anos e estava em começo de carreira, em plena ditadura, teve a coragem pessoal de prolatar a sentença que condenou a União pelo assassinato de Vlado, no processo movido pela família Herzog.

O juiz e a sentença foram objeto de recente reportagem de Cláudio Renato na GloboNews, chamada A sentença, 36 anos depois, que recebeu o Prêmio Vladimir Herzog Hors Concours (dado pela primeira vez, por decisão da Comissão Julgadora). Com autorização do Grupo Globo, ele foi copiado em DVD e distribuído a todos os presentes à cerimônia.

“Esse mesmo documentário eu vou exibir em 14/12, na Universidade Hebraica de Jerusalém”, conta Nemércio. “Eles vão promover um seminário internacional de dois dias sobre o golpe de 1964 no Brasil e, na abertura, será prestada uma homenagem ao Vlado. Vou representar a família e o IVH nesse evento e exibir o documentário com legendas em inglês, língua oficial do seminário”.

Além dos autores de reportagens premiadas, foram contemplados nesta 4ª.feira com o Prêmio VH Especial (homenagem pela carreira) o deputado federal Rubens Paiva, assassinado pela ditadura (in memoriam, entregue ao filho Marcelo Rubens Paiva, com discurso de homenagem de Audálio Dantas – na foto, com Audálio, à esquerda, e Juca) e Sandra Passarinho (com discurso de homenagem de Humberto Pereira), a primeira mulher a receber esse prêmio especial nesses 36 anos.

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