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Projeto da Agência Pública sobre eleições é baseado no jogo de truco

Truco, o novo projeto da Agência Pública que já está na rede, tem como objetivo checar e contextualizar os dados divulgados pelos candidatos à Presidência nos programas do horário eleitoral gratuito. A Pública passa a averiguar informações, dados e promessas feitas durante o horário eleitoral, colocá-los em contexto, confrontá-los com bancos de dados e informações de especialistas, e, como no jogo de cartas, onde quem pede truco desafia o adversário a mostrar suas cartas, enviar perguntas para as campanhas, pedindo aos candidatos que revelem com que trunfos contam para cumprir suas promessas. O público pode participar sugerindo informações para checar e trazendo dados relevantes sobre os temas abordados. O resultado das checagens é publicado no site da agência no dia seguinte à veiculação do horário eleitoral, ao meio-dia. Também são produzidas reportagens especiais, como a série Cartas na Mesa, que tem três edições sobre a população negativamente afetada por ações, projetos e propostas dos principais candidatos; e reportagens sobre as principais propostas dos candidatos para áreas consideradas prioritárias, julgadas por especialistas e movimentos sociais. Aos dados checados são atribuídas cartas, de acordo com o que é apurado. São elas: Truco, um desafio público para que o candidato responsável pela frase dê mais explicações ao eleitor; Não é bem assim, onde são checadas informações exageradas, distorcidas ou discutíveis; Tá certo, mas peraí, em que são averiguadas as informações corretas, mas que merecem ser contextualizadas; Blefe, para o caso de a informação divulgada ser falsa; Zap, utilizada quando as informações ditas pelos candidatos forem corretas e também relevantes – para isso, são apresentados números que confirmam e expandem o que foi falado; e Que medo, onde são checadas propostas que podem afetar negativamente grupos importantes da população. Os três primeiros programas, que cobriram as campanhas de Dilma Rousseff, Aécio Neves, Luciana Genro e Zé Maria, você pode conferir em http://apublica.org/truco.

Abril adota novo modelo organizacional e reconfigura Unidades de Negócios

Com a mudança, deixam a empresa Ângelo Derenze, Cláudia Vassallo, Fernando Costa, Helena Bagnoli e Thais Chede Soares De volta à Editora Abril há pouco mais de um mês, Alexandre Caldini anunciou nesta 2ª.feira (25/8) um novo modelo organizacional para a empresa, que reconfigura a estrutura atual das Unidades de Negócios e cria áreas de orientação e suporte corporativos. Com a mudança, deixam a empresa os diretores-superintendentes Thaís Chede (UN Veja), Cláudia Vassallo (UN Exame), Helena Bagnoli (UN Segmentadas) e Fernando Costa (Assinaturas), além do presidente da Casa Cor Ângelo Derenze. Em comunicado interno, Caldini afirmou que “o que fizemos foi, de fato, uma reestruturação. Profunda, relevante e necessária. Partimos da estrutura ideal e buscamos igualmente as pessoas ideais para as posições-chave. As posições foram criadas, mantidas ou extintas para atender às necessidades estratégicas do redimensionamento da nossa relação com o mercado publicitário. Também foi com esse raciocínio, e sempre olhando para os nossos processos de gestão de talentos, que desligamos algumas pessoas, movimentamos muitas outras e contratamos no mercado alguns perfis que nos faltavam”. Segundo ainda o comunicado, cada nova UN se estrutura em três pilares: Editorial, Marketing e Publicidade – e novas lideranças foram redefinidas para cada um deles: •             UN Notícias e Negócios – Reúne os negócios de Veja, Veja Cidades, Exame, Exame PME, Você S.A, Info e Brasil Post. O diretor-superintendente é Rogério Gabriel Comprido, o Gabi. O editorial de Veja/Veja.com (Eurípedes Alcântara) e de Exame/Exame.com (André Lahoz) respondem ao presidente da Abril Mídia Fábio C. Barbosa; •             UN Mulher e Celebridades – Paula Mageste é a diretora-superintendente desta unidade, composta por duas editorias: Mulher (Claudia, Capricho, Elle, Estilo, MdeMulher e Nova) e Celebridades (AnaMaria, Contigo e Tititi); •             UN Homem & Fitness – Dulce Pickersgill é a diretora-superintendente. Agrupa Disney; Editoria Jovem, com as marcas Superinteressante, Mundo Estranho, Guia do Estudante e Almanaque Abril; Editoria Homem, com as marcas Quatro Rodas, VIP, Playboy, Viagem e Turismo, Guia Quatro Rodas e National Geographic; e Editoria Fitness, com as marcas Saúde, Boa Forma, Placar, Men´s Health, Women´s Health e Runner´s World; •             UN Arquitetura e Design – Lívia Pedreira é a superintendente. Nessa unidade, estão Arquitetura&Construção, Casa Claudia e Casa Cor. As novas áreas de suporte e seus respectivos diretores são: Diretoria de Marketing Corporativo – Ricardo Packness (que estava com Caldini no Valor Econômico), Diretoria de Publicidade Corporativa – Ivanilda Gadioli (idem), Assinaturas – Dimas Mietto, que substitui Fernando Costa; Mobilidade (plataformas móveis) – Sandra Carvalho; e Apoio Editorial – a ser definido.    

Márcio ABC lança Na pele dos meninos, seu quarto romance

Márcio ABC ex-diretor de Redação da rede de jornais Bom Dia, do interior de São Paulo, e atual comentarista político da TV TEM, de Bauru, lançou nesta semana seu quarto romance, Na pele dos meninos (Kazuá). Com o ano de 1976 e as sombras da ditadura militar como pano de fundo, o livro conta a história de um grupo de amigos fascinados pelos Rolling Stones que cursam a oitava série ginasial ao mesmo tempo em que sonham com a formação de uma banda. Enquanto tentam superar os obstáculos escolares, isolam-se em seu pequeno paraíso afastado de tudo e de todos para tocar e sonhar com um mundo utópico no qual planejam levar a boa vida que imaginam ser a de seus ídolos. Mas o acaso os levará aos poucos para uma sequência de acontecimentos que mudará suas vidas de modo dramático. Contada por múltiplos narradores, é também a história real de um violento período de traumas e rupturas do País. Com este livro, Márcio retoma o veio juventude/ditadura que explorou em Pater (Giz, 2012). Seus outros romances são Parabala (Scortecci, 2002) e Desrumo (Novo Século, 2010).

Revista Gôndola completa 20 anos

A revista Gôndola, publicação da Associação Mineira de Supermercados (Amis) dirigida a supermercadistas de todo o País, completa 20 anos e comemora a liderança de circulação e leitura em Minas Gerais, segundo maior mercado do segmento no Brasil. Em alusão à data, a edição de setembro trará selo comemorativo e homenagem aos profissionais e anunciantes que contribuíram para a consolidação do veículo. Com tiragem média de 23 mil exemplares por edição, sendo 14 mil distribuídos em Minas, a revista atinge, em média, cem mil leitores a cada mês. Para Giovanni Peres, gerente de Comunicação da Amis e editor da revista, o balanço positivo se deve à diversidade e à liberdade editorial: “A Gôndola foge do institucional e estende suas pautas ao público supermercadista, visando conteúdos de gestão, mercado, tendências do varejo, legislação e marketing. Prezamos pela publicação de material técnico permanente, mas sem perder o enfoque pessoal e regional, seja ele destinado ao empresário de pequeno ou de grande porte”. Para os próximos anos, Peres destaca que a expectativa é de desenvolvimento de novas ações, dando continuidade aos projetos de expansão: “O respaldo da entidade nos assegura e indica um caminho ousado e produtivo. Esperamos expandir a área digital, dando visibilidade aos conteúdos interativos. Na edição impressa, aguarda-se aumento na tiragem para 25 mil exemplares. Os dois modelos são complementares e a integração é fundamental na tendência jornalística atual”. 

Prêmio ABEAR de Jornalismo tem novas categorias

Iniciativa vai distribuir R$ 38 mil O 2º Prêmio ABEAR de Jornalismo, que está com inscrições abertas, terá como principais novidades as categorias especiais Aviação na Copa 2014 e Jovens Jornalistas. Além delas, mantém as quatro categorias temáticas (Experiência de voo; Inovação e sustentabilidade; Competitividade; e Cargas), que recebem trabalhos de todas as plataformas (jornal, revista, rádio, televisão e internet), e o Grande Prêmio ABEAR, distribuindo aos vencedores o total de R$ 38 mil, livres de impostos. A categoria especial Aviação na Copa 2014 premiará a melhor matéria de todas as plataformas jornalísticas que focalize o transporte aéreo no evento, abrangendo aspectos econômicos, de logística e infraestrutura, eficiência da malha aérea, histórias humanas e experiências de voo entre outros. Já a categoria Jovens Jornalistas reconhecerá o esforço e o talento dos estudantes de jornalismo que atuaram como voluntários no Programa Jovens Jornalistas, criado pela ABEAR para a cobertura da Copa do Mundo, sob a supervisão da Agência ABEAR de Notícias. O detalhamento das categorias temáticas pode ser encontrado no site do prêmio, onde também estão ficha de inscrição, regulamento e perguntas e respostas sobre o concurso. Cada profissional pode inscrever até três trabalhos. As inscrições vão até 5 de outubro e os trabalhos deverão ter sido publicados ou veiculados no período entre 1º de agosto de 2013 e 30 de setembro de 2014. A cerimônia de premiação acontecerá em novembro, em São Paulo. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected].

A fotografia no Portal dos Jornalistas ? o olhar atento da notícia

Por Zeza Loureiro O Portal dos Jornalistas apresenta a segunda parte dos perfis de fotógrafos cadastrados, agora com foco específico na imprensa paulista. São 17 profissionais. O primeiro da lista é justamente um dos mais jovens na profissão. Lucas Iglezia nasceu em 1990, começou a trajetória em 2009 e é assistente de Fotografia e Análise de Imagens no Diário do Comércio, onde está desde 2012. Também entre os jovens, está Victor Dragonetti, o Drago, como é conhecido no mercado editorial e nas redes sociais, que nasceu no dia 8 de janeiro de 1991. Completou seus estudos no Instituto de Arte e Ciência (Indac), em São Paulo. Depois de ter passado pelo núcleo Catraca Livre do projeto Aprendiz, na capital paulista, Drago começou a atuar na Folha de S.Paulo e, em 2013, conquistou o Prêmio Esso de Fotografia, com a reportagem PM ferido afasta agressores e com a série Fragmentos de uma manifestação, veiculadas no jornal. Muito jovem também é Gabrielle Winandy. Nasceu no mesmo ano, 1991. É repórter da revista Fotografe Melhor, da Editora Europa, e colabora nas seções Grande Angular e Fique por Dentro. Gabo Morales foi selecionado em 2010 para o Segundo Programa de Treinamento em Fotojornalismo da Folha de S.Paulo. Desde janeiro de 2011 trabalha como freelancer em São Paulo. Mantém um site com seu portfólio. Ganhou a primeira câmera fotográfica aos 12 anos: uma Polaroid 636 Closeup. Foi contratado pelo escritório de produção da Getty Images para a América Latina no início de 2009, como editor de fotografia para todo o território brasileiro. Para a agência, fotografou eventos esportivos, noticiosos e de entretenimento. Niels Andreas é fotógrafo profissional independente, fez carreira nos jornais Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Estadão e na Veja. Em janeiro de 2008 passou a se dedicar à fotografia institucional e entrou como sócio da Bondorff Produções. Acompanhou viagens internacionais dos presidentes Fernando Collor de Melo, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Participou de caderno especial sobre os 50 anos de Israel, dos preparativos para os Jogos Olímpicos em Sidney e de reportagens especiais para o caderno de turismo nas ilhas Galápagos, Disneyworld, Miami, Nova York, Caribe, Chile, Arizona, Dinamarca, França e Israel. Natalia Manczyk foi repórter da editoria Brasil da revista Veja no primeiro semestre de 2009. No final daquele ano, acumulou a função de repórter da Viaje Mais. Começou a fotografar para a Editora Europa, como repórter da revista Fotografe Melhor, em 2009, e passou a editora assistente da revista em 2012. Segue na reportagem da Viaje Mais. Fala quatro idiomas (português, inglês, espanhol e alemão). Foi responsável pela pesquisa e textos do livro O Melhor do Fotojornalismo, edições 2011 e 2012, publicado pela Editora Europa, e tradutora do livro Plantas para Casa, licenciamento da editora britânica Dorling Kindersley (DK) e também publicado pela Editora Europa. Felipe Hellmeister é fotógrafo e cineasta, faz fotos editoriais e de moda para diversas publicações nacionais, como Trip, Bravo, Serafina e Contigo. Fotografias de sua autoria fazem parte do acervo do Masp. Foi terceiro lugar no Nikon Photo Contest International 1992/1993 e no Prêmio Conrado Wessel 2005; e venceu o Prêmio Porto Seguro de Fotografia 2008, na categoria São Paulo. Tem fotos publicadas nos catálogos Nikon Photo Contest International 1992/1993 e 200 Best Ad Photographers World Wide 2004/2005, da Lüzzer`s Arquive; e nos livros Rede de Tensão (Fundação Bienal de São Paulo, 2001), Advertising Today (Phaidon, 2001), de Warren Berger, e Mitsubishi Motorsports 2011 (Dupont, 2011), organizado por Patrícia Polli. Raquel Brust é autora do projeto Giganto de intervenções urbanas e tem obra vencedora do ProAC 2008 de Artes Visuais. Em outubro de 2013, os retratos do projeto Giganto, painéis 6 m x 3 m cada, foram instalados embaixo do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, em São Paulo. A obra era composta de 20 closes gigantes de moradores, trabalhadores e daqueles que habitam o entorno do elevado. O projeto fez parte do Festival Internacional PhotoEspaña e aconteceu simultaneamente no Brasil e na Espanha. Dois desses outdoors foram expostos em Londres. Os Gigantos e outras obras de Raquel estão nos Flavors.mee Raquel Brust. Izan Petterle é repórter fotográfico internacional da revista National Geographic Brasil e blogueiro do veículo. Ganhou quatro edições do Prêmio Abril de Jornalismo, na categoria Reportagem Fotográfica, dois Best Edit e foi finalista do Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, na categoria Imagem – Fotografia, para a reportagem Carvão a ferro e fogo, assinada por Thiago Medaglia. Izan Petterle se interessa em explorar e documentar aspectos ainda desconhecidos do Brasil e da cultura da América Latina. Para ele, “não existe conflito entre a era digital e analógica”. Jorge Araújo, da Folha de S.Paulo, no jornal desde 1973, cobriu diversos eventos esportivos e políticos e participou de mais de quinze exposições. Recebeu prêmios da Fundação Roberto Marinho, Foca de Ouro, Bienal do Livro, Secretaria da Cultura, Militão de Azevedo, Kodak, Esso de Fotografia 1979, Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (1983, 1984, 1985 e 1987) e Nikon (1992). Em setembro de 2013, participou da mostra Brazilian Photojournalists – From Bossa Nova to Global Power, realizada no salão principal da sede da ONU, em Nova York. Os trabalhos de Juca Rodrigues não se encerram nas grandes mídias. Inspirado pela ideia do trânsito, ele criou o projeto fotográfico Da Janela, no qual olha o mundo pela janela de um carro ou ônibus, ao volante ou como carona. Em 2010, parte do acervo desse projeto virou exposição, circulando pela Livraria Cultura nas cidades de São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Brasília, Recife e Fortaleza. Juca é editor do Núcleo de Fotografia da Agência IstoÉ. Responsável pelas fotos do especial Amazônia Pública, Fernanda Ligabue foi finalista do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, na categoria Webjornalismo, em 2013. É produtora audiovisual e diretora de fotografia da agência Filmes para Bailar, em São Paulo. Antes, trabalhou na produtora paulistana O2 Filmes. Victor Affaro é repórter fotográfico desde 1999, trabalha em assuntos gerais, cultura, música, decoração, moda e publicidade. Já publicou fotos nas principais revistas nacionais, entre elas Arquitetura & Construção, Kaza, Iluminação, Vogue, Rolling Stone, Galileu, Época, Personnalité e no Financial Times, da Inglaterra. Mantém um blog de trabalho no portal Tumblr, desde fevereiro de 2011, onde publica seu portfólio. Já teve estúdio em Nova York, entre 2007 e 2008. Nilton Cardin começou a carreira em 1986 como laboratorista no jornal Valeparaibano, em São José dos Campos (SP); depois passou a repórter freelancer da Folha de S.Paulo e do Estadão, como correspondente em São José dos Campos. Em 1988, foi repórter do Diário Popular, em São Paulo. Permaneceu na publicação até 1994, quando decidiu ir para o Japão. Voltou ao Brasil e a São José dos Campos depois de 15 anos por lá para ser editor de fotografia do ADC News, jornal semanal que circula nas indústrias da cidade. JB Neto esteve no jornal Diário de S.Paulo de 2005 a 2008 e cobriu os ataques da organização criminosa PCC, ocorridos em São Paulo entre 12 e 19 de maio de 2006. Paralelamente, fotografou para a agência notícias Gazeta Press. Desde outubro de 2008 é repórter fotográfico no Estadão. Ali já atuou em quase todas as editorias, como gastronomia, esportes, política, agricultura, entre outras, e cobriu turismo, carnavais e o evento de moda São Paulo Fashion Week. Fechamos o time da fotografia em São Paulo com a premiada Mônica Zarattini. Fotógrafa profissional, venceu o 3º Prêmio Imprensa Embratel, em 2001, com a foto Rebelião 2, que mostra a triagem dos detentos no Carandiru, após a invasão da Polícia para conter a revolta organizada pelo PCC, em fevereiro daquele ano. Essa mesma foto ganhou o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Sobre as coberturas que mais marcaram a carreira, cita as Paralimpíadas em Atlanta (1996), e entre as mais difíceis, destaca a cobertura da chegada da regata Whitbread em 1998, quando os organizadores do torneio colocaram a imprensa nacional e internacional num barco com um timoneiro bêbado. Trabalha desde 1988 na Agência Estado. No Portal dos Jornalistas estão 171 fotógrafos profissionais, entre eles 39 mulheres. Na próxima semana apresentaremos os de Minas Gerais.  

Memórias da Redação ? Uma frase para explicar os destinos de avô e neto

A história desta semana Milton Coelho da Graça publicou em coluna no Portal Nacional, do PPS, no último dia 14/8, e nos autorizou a reproduzir. Milton atuou em diversos veículos, inclusive em postos de comando, entre eles Diário Carioca, O Dia, Última Hora, Quatro Rodas, Realidade, Placar, Gazeta Mercantil, Rio Gráfica Editora e O Globo.  Uma frase para explicar os destinos de avô e neto          Fui assessor de imprensa de Miguel Arraes durante menos de 24 horas: das 7 horas da noite de 31 de março às 4 da tarde de 1° de abril de 1964. Saí diretamente de meu trabalho na Sudene (onde editava as revistas técnicas) e fui ao Palácio das Princesas ver como estava a situação. O pessoal da assessoria de imprensa não estava e eu combinei com Arraes que me encarregaria dessa área até o titular aparecer.          Isso não aconteceu. Só saí do palácio no fim da tarde do fatídico 1º, quando comandantes militares ordenaram que todos saíssem, exceto o governador, sua família e auxiliares diretos.          Saí acompanhando Celso Furtado e, depois, fui diretamente encontrar companheiros da Sudene, para fazer o que deve ter sido o primeiro jornal clandestino de oposição à ditadura. Impresso em mimeógrafo e com o título Resistência, a manchete da primeira e última edição já saiu atrasada: Arraes resiste. O ex-governador estava preso e a caminho do presídio na ilha Fernando de Noronha.          Também fui preso nessa madrugada, com outros companheiros, distribuindo o jornal.  Só me soltaram em novembro de 1964, assim mesmo graças a um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal.          Fui rever Arraes em 1969, quando, trabalhando na revista Realidade, passei pela Argélia e pedi sua ajuda para me arranjar um contato com o grupo palestino Al Fatah, sobre o qual eu iria escrever uma reportagem. Arraes me ajudou, graças a suas boas relações com o governo de Ben Bella e, em nossos papos, trocamos previsões pessimistas sobre o que ocorria e ainda ocorreria no Brasil. Mas o tom da despedida foi de esperança, de que o próximo encontro já seria no Brasil.          Logo após a anistia e seu retorno, Arraes reuniu cinco jornalistas amigos e pediu nossas opiniões, embora rigorosamente não tenha seguido nenhuma delas.          Na verdade, só comecei a entender Arraes quando, 20 anos mais tarde, como diretor do jornal Diário de Alagoas, entrei num avião, vindo do Rio, para ir de Maceió a Recife. Minha poltrona era exatamente diante daquela em que estava Arraes, também a caminho de Recife. Eram mais de 11 da noite, ele já tinha bebido muito uísque e trocamos poucas palavras, até porque nossas poltronas não ajudavam a conversa.          Mas, quando o avião pousou, ambos levantamos e trocamos um longo abraço. Caminhamos até a porta e, quando ela se abriu e já podíamos ver as várias dezenas de amigos que o esperavam, voltamos a nos abraçar e ele me repetiu uma frase que já dissera em Argel, resumindo os planos para o retorno ao Brasil: “Você sabe, Milton, a gente faz sempre o que tem de fazer”.          E foi isso a primeira coisa que pensei quando um amigo me contou a tragédia de Eduardo, no mesmo 13 de agosto que já levara seu avô, para fazer algo que ninguém mais compreenderia:  por que ele tinha de estar voando em Santos numa manhã de tanta chuva e vento?

Veja.com lança canal focado na cobertura das eleições

Veja lançou nesta semana, em Veja.com, a TVeja, canal com foco na cobertura das eleições 2014 e grade de programação fixa ao vivo. Ancorada por Joice Hasselmann, contará com a participação de colunistas da publicação, como Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo, Ricardo Setti, Marco Antonio Villa, J.R. Guzzo, Lauro Jardim, Caio Blinder e Geraldo Samor.  

Novas mudanças na Redação do Hoje em Dia (MG)

Segue o vaivém na Redação do Hoje em Dia (MG). Carlos Moreira é o novo editor de Primeiro Plano. Ana Paula Pereira Lima, após permanecer durante alguns anos como editora-adjunta do Minas, passa a editora de primeira página. Janaína Martins edita as notícias nacionais e internacionais da editoria Primeiro Plano, tendo Rogério Wagner Mendes como adjunto. Amílcar Brumano é sub de Esportes. O repórter Pedro Arthur deixa o caderno de esportes e assume a mesma função no Almanaque. Ele ainda não foi substituído. 

I Curso de Informação sobre Jornalismo e Direitos Humanos recebe inscrições

Estão abertas até 18/9 as inscrições para o I Curso de Informação sobre Jornalismo e Direitos Humanos. Um dos módulos do Projeto Repórter do Futuro, a iniciativa é dirigida a estudantes universitários de Jornalismo e de outras áreas do conhecimento e será realizada ao longo de quatro sábados seguidos: 4, 11, 18 e 25/10. Nesta primeira edição, os estudantes participarão de palestras e entrevistas coletivas temáticas sobre direito penal e sistema carcerário, política externa brasileira e direitos humanos, empresas e direitos humanos e sistema internacional de direitos humanos. A ficha de inscrição já está disponível e o investimento para os aprovados será de um salário mínimo. Haverá reembolso ao final do curso caso o aluno atinja algumas metas estabelecidas pela organização do curso.

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