O programa Auto+, de Benê Gomes e Marcello Sant’Anna, estreou nesta 6ª.feira (12/9) em uma nova plataforma. A partir de agora, além de sua veiculação pelo Bandsports, vai ao ar também pelo canal de vídeos do Terra, o Terra TV. “Ganhamos um novo formato, agora mais próximo da linguagem digital, em que o objetivo é dar início a um processo de renovação e também de ampliação da exposição do programa”, explica Benê. O programa irá ao ar sempre às 10h, com 30 minutos de duração, e em seguida todo o conteúdo ficará disponível on demand para visualização. “Com a marca consolidada e público fiel, nesta nova etapa pretendemos reforçar as características que nos diferenciam das demais produções do gênero, com mais espaço para conteúdo técnico, orientações sobre manutenção e reparo, análises sobre modelos do mercado, testes com superesportivos, acompanhamento do setor de motocicletas e as tradicionais coberturas de eventos nacionais e internacionais”, comenta Marcello. “Entre as primeiras novidades estamos lançando o quadro Auto+ Racing, que abre uma nova janela de divulgação para o automobilismo nacional e internacional”. No Bandsports o programa também tem novidades: passa a ser exibido toda 4ª.feira, às 21h, antes das transmissões de futebol na emissora. Também terá reprises na programação do canal de 5ª.feira a domingo. Os contatos da redação seguem [email protected] e 11-2925-1632.
Cristina Grillo é a nova diretora de Época no Rio
Cristina Grillo começou em 8/9 como diretora da sucursal de Época. Ela substitui Leonardo de Souza, que foi convidado a voltar para a sucursal da Folha de S.Paulo, em vaga nova de repórter especial. Como em uma troca de cadeiras, Cristina vem da Folha. Nesta sua passagem mais recente pelo jornal, foi por quatro anos secretária de Redação. Desde maio, porém, estava de volta à reportagem, e foi ali substituída por Fernanda Godoy.
Memórias da redação ? Meu dia com Antonio Ermírio
Recebemos mais uma colaboração que mostra o relacionamento do empresário Antonio Ermírio de Moraes, recentemente falecido, com a imprensa. Ela é de Milton Saldanha, que edita o jornal mensal Dance, dedicado à dança de salão, e mantém um blog de crônicas sobre assuntos variados. Meu dia com Antonio Ermírio Em março de 1990 eu estava tocando minha microempresa e vivendo praticamente de frilas. Foi quando Collor assumiu e soltou seu bombástico plano de acabar com a inflação “com uma única bala na agulha”, como dizia no seu estilo fanfarrão. Fui contratado pela Agência Estado como reforço para a cobertura e repercussões. E lá fiquei 60 dias fazendo isso, enquanto o País, perplexo, tentava entender o que estava realmente acontecendo. Julio Moreno era um dos principais editores da Agência e de cara me deu uma pauta cabeluda: mostrar o dia de um grande empresário paulista no primeiro dia de vigência do plano, 17 de março. Pensei: a matéria só terá graça se for um empresário muito famoso, e não apenas alguém conhecido só no meio empresarial. Antonio Ermírio não tinha a menor idéia da minha existência no mundo. Eu não era um dos poucos repórteres da sua confiança. Mas, atrevido, liguei para ele, na Votorantin, ali ao lado do Theatro Municipal, onde tinha seu escritório. E não é que o homem me atendeu pessoalmente? Expliquei a pauta, com toda a simplicidade, e tive que disfarçar a euforia quando respondeu: “Esteja amanhã, às 6h, para tomar o café da manhã comigo, na minha casa”. Requisitei carro da Agência para me pegar em casa às 5h, mas só para me levar: meu plano era colar no homem como um carrapato, anotando cronologicamente todo o seu dia. E foi o que aconteceu. O diabo é que chovia e fazia um frio danado. Como odeio acordar cedo, a primeira coisa difícil de assimilar foi como um sujeito tão rico e poderoso acordava tão cedo num dia horrível como aquele. Minha primeira surpresa, ao chegar, foi constatar que a segurança da mansão, pelo menos na aparência, limitava-se a um senhorzinho numa guarita. Como se fosse o guardinha noturno lá da minha rua. Fiquei plantado na sala, por quase meia hora, encolhido no meu terninho, apreciando os detalhes luxuosos da decoração. De repente, ele apareceu descendo uma escada, com o cabelo úmido de quem acabou de sair do chuveiro. Casaco marrom, calça de outra cor, e uma gravata larga, sem nada a ver com o conjunto. Moda masculina, definitivamente, não era sua preocupação. Cumprimentou-me como se eu fosse um velho conhecido e fomos para o café, numa copa ao lado. O café era bom, mas sem exageros, com pão e bolo, além de um suco. Quem nos servia era uma moça negra muito simpática, com uniforme azul marinho de doméstica. Ele brincou, dizendo que estava com tanto dinheiro no bolso quanto ela, agora eram iguais. Começava ali, nesse diálogo descontraído, tudo que eu precisava para fazer um belo texto. Ele própria dirigia seu carro, sem seguranças. Era uma perua Opala antiga, com cara de bem usada, pintura desbotada. Fomos pelas marginais. Ao longo do caminho Antonio Ermírio era reconhecido e cumprimentado a todo momento, respondendo com acenos simpáticos. A única coisa que me pediu foi que não publicasse que costumava andar sem seguranças. Prometi que não faria isso e cumpri a palavra, claro. Entramos na Atlas, que ele chamava de oficina. Notei que aquilo não estava agendado, porque os funcionários ficaram surpresos, inclusive o gerente, que logo se apresentou. Perguntou sobre algumas coisas da rotina e de lá fomos para seu escritório. Na cara de pau, entrei junto na sala e me postei num sofá. “Ele que me expulse, se quiser privacidade”, decidi. Mas não expulsou. Percebi que ele também estava curtindo minha pauta, com a vaidade de ser o personagem escolhido. Isso me facilitava tudo. Com o bloco e caneta, fui anotando seus diálogos ao telefone, recostado numa cadeira giratória de encosto alto. Era sobre a situação econômica. A cada momento com uma pessoa diferente, que eu não conseguia identificar. Mas isso era o de menos, o que importava mesmo era o que ele estava pensando e falando. Nosso almoço, numa sala ao lado, foi só para os dois. Comidinha simples, tipo marmitex. Tudo mostrava o despojamento do empresário, e ele era realmente assim. Não era um jogo de cena. Modéstia a parte, fiz uma matéria linda, que saiu no Estadão e no Jornal da Tarde. No JT, ainda com maior destaque. E sem assinatura, uma injustiça.
Inscrições para o WMS Global Awards for Excellence terminam em 30/9
A agência de notícias chinesa Xinhua anuncia que se encerram em 30/9 as inscrições para o WMS Global Awards for Excellence, prêmio de âmbito mundial que distribuirá US$ 10 mil aos vencedores de suas três categorias: New Media Reporting; Media Innovation; e Awards for Public Welfare, que é subdividida em Exemplary News Teams in Developing Countries e Exemplary News Professionals in Developing Countries. Podem se inscrever profissionais que publicaram reportagens em veículos multimídia, online, rádio ou televisão entre 1º/1/2012 e 31/12/2013. Concorrem matérias, vídeos e fotos do mundo inteiro, em qualquer idioma (preferencialmente o inglês), mas a inscrição e o material traduzido têm de ser apresentados em inglês. A premiação ocorrerá em novembro. O concurso é uma iniciativa do World Media Summit, criado em 2008 em Pequim, cidade que recebeu o primeiro encontro no ano seguinte. Participam da cúpula, além da Xinhua, principal agência local, outras como Associated Press, Thomson Reuters, BBC e Al Jazeera. O Grupo Folha é o representante brasileiro. Mais informações com Cristiano Liu ([email protected] e 21-99638-1783), correspondente da imprensa chinesa no Brasil.
SBT extingue SBT Manhã e Hermano Henning vai para a edição da noite
A grade de programação dos jornalísticos do SBT passará por novas mudanças neste mês. Sairá do ar o SBT Manhã, transmitido durante as madrugadas com apresentação de Hermano Henning e Joyce Ribeiro. As reprises do Jornal do SBT-Noite entrarão no lugar. O âncora deste, Marcelo Torres, volta à reportagem, dando lugar a Hermano. Ainda por lá, o Notícias da Manhã, apresentado por César Filho, passa a ser transmitido das 6h às 9 horas.
Embratel/Claro prorroga inscrições até 15/9
Prorrogadas até a próxima 2ª.feira (15/9) as inscrições para o 15º Prêmio Embratel/Claro, que nesta edição distribuirá R$ 196 mil líquidos. São ao todo 17 categorias que se dividem em nacionais – por mídia e por tema –, regionais e Grande Prêmio – Troféu Barbosa Lima Sobrinho, que concede R$ 32 mil ao vencedor. Os organizadores alertam os candidatos para não deixarem para a última hora suas inscrições, uma vez que o sistema demanda cadastro prévio e geração de senha. Todos os trabalhos devem ser enviados pelo www.premioimprensaembratel.com.br, por arquivos digitais ou informando o link em que a matéria estiver disponível para acesso. O prêmio dá, assim, continuidade ao processo de informatização de seus procedimentos – inscrição, análise, julgamento e divulgação de resultados – iniciado na edição anterior. O regulamento está no hotsite, e os interessados podem esclarecer dúvidas na Secretaria do Prêmio, com Luiz Freitas (21-2292-9480); ou com Angélica Consiglio, Carolina Hilal e equipe da Planin, assessoria de imprensa da Embratel, pelo e-mail [email protected].
CBN convida ouvintes a enviarem perguntas para a sua equipe
A CBN completa 23 anos em 1º/10 e em ação comemorativa convida os ouvintes a inverterem os papéis e se tornarem os repórteres, enviando perguntas, até 22/9, para serem respondidas por qualquer profissional da emissora. As perguntas selecionadas, que devem ser mandadas para [email protected], e suas respostas, serão divulgadas na programação de 1º/10 e ficarão disponíveis no ambiente especial de aniversário que será criado no site. Na ocasião, também serão divulgados os vencedores da 6ª. edição do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário.
Paulo Piratininga lança O beabá do relacionamento com a imprensa
Paulo Piratininga lança O beabá do relacionamento com a imprensa, seu segundo livro, em que destaca novas dicas e práticas para as empresas estreitarem laços com a imprensa. É inspirado em textos do boletim eletrônico MediaTraining, que a equipe da Scritta Comunicação, que ele dirige, produziu por dez anos. Com 160 páginas, é dividido em oito seções, que abordam temas como os desafios da comunicação na era digital, gerenciamento de crises e um mapa das mídias de todo o País, ressaltando o poder permanente de meios segmentados e da imprensa regional.
DCI muda projeto gráfico e editorial e antecipa pauta
O DCI circulou em 8/9 com novo projeto gráfico e editorial, que inclui mudança de formato de standard para berliner, de logomarca e de cadernização. Segundo o diretor de Redação Roberto Lira, há dois meses no cargo, os principais objetivos das mudanças são tornar o jornal mais forte junto ao seu público-alvo prioritário (profissionais liberais e dirigentes de pequenas e médias empresas), conquistar novos leitores e fazer com que ele se integre cada vez mais aos outros veículos do Grupo Sol Panamby (rede de rádios Novabrasil FM, TVB Record Campinas e TVB Band Litoral). “Precisamos estar cada vez mais junto do nosso leitor em questões cruciais para ele, como carga tributária e mudanças em políticas públicas”, afirma Lira. O projeto gráfico e editorial leva a assinatura da consultoria espanhola Cases i Associats, que nele trabalhou no último ano e meio, mas integra um estudo mais amplo, iniciado há quase dois anos pela Resultado Consultoria, que envolveu extensa pesquisa para definir o caminho que o jornal iria seguir. Lira diz que a opção pelo formato berliner foi para permitir um visual mais forte e melhor manuseio: “Hoje, como o tempo do leitor é escasso, precisamos ir direto ao ponto, coisa que o novo formato favorece. Daí também o novo slogan do jornal, Vamos ao que interessa. As matérias são mais diretas, trabalhamos com unidades de informação e entradas por pontos importantes”. “Fazemos a pauta mais cedo e temos a definição do dia no meio da tarde” O caderno de Economia do novo DCI aborda os principais fatos sobre Política Econômica e a editoria Negócios reúne reportagens sobre Indústria, Comércio e Serviços. Foram mantidas as de Política, Legislação e Tributação, Internacional e Finanças, assim como o caderno São Paulo, tradicional para o público paulista. Opinião fica na página 2, com ilustrações a bico de pena; Em Destaque, na 3, traz a matéria de capa mais trabalhada. A última traz a seção DCI Últimas e espaço para o leitor. O jornal também ganhou páginas temáticas: Finanças Pessoais (na 2ª.feira); Sustentabilidade (3ª), incluindo aplicações sustentáveis e como negócio; Gestão e Carreira (4ª), com a gestão no dia a dia; Inovação e Tecnologia (5ª), tendo como foco aplicações práticas; e Perfil (6ª), com histórias de sucesso de empreendedores. Também nesse dia sai o DCI+, com notícias sobre cultura, lazer, entretenimento, comportamento e consumo. O projeto implicou investimentos para mudar também o visual do portal e torná-lo mais integrado ao jornal. “Para isso, diz Lira, agora fazemos a pauta mais cedo e temos a definição do dia no meio da tarde. As mudanças na redação em função disso foram pontuais”. O público tem acesso ao conteúdo total do portal fazendo apenas um cadastro. Nessa nova fase, o jornal terá tiragem de 40 mil exemplares até meados de 2015, com aumento dos repartes para Rio e Brasília. Rubens Pedretti, diretor executivo, enfatiza o papel da ANJ na valorização da mídia jornal ao afirmar que o objetivo das mudanças é fazer do DCI grande catalizador de conteúdo para que a Sol Panamby passe a atuar realmente como um grupo de comunicação: “Investimos em jornalismo independente, mas também numa área comercial nova, com ênfase em web. E temos um grande potencial de crescimento, pois tudo na vida tangencia economia. Como nosso conteúdo é acessível, todo mundo ganha. Queremos ser um dos maiores jornais de Economia do País, falando a língua dos empreendedores”.
Entidades protestam contra condenação de jornalista por ter levado tiro
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo e a Arfoc-SP realizaram em 10/9 reunião para debater a posição da Justiça de São Paulo que culpou o repórter fotográfico Alex Silveira por ter levado um tiro de bala de borracha no olho esquerdo. Ele foi atingido pela Tropa de Choque da Polícia Militar quando cobria manifestação dos professores da rede pública de ensino para o jornal Agora, em 2000. O debate é em oposição a decisão proferida pelo desembargador Vicente de Abreu Amadei, da 2ª Câmara Extraordinária de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reformou a sentença que obrigava o Estado de São Paulo a indenizar o repórter fotográfico. Amadei afirmou que a conduta dos manifestantes justificou a reação violenta da Tropa de Choque, que fez uso de bombas de efeito moral e balas de borracha, e culpou Silveira sob a alegação de que ele próprio se colocou em situação de perigo: “Permanecendo no local do tumulto, dele não se retirando ao tempo em que o conflito tomou proporções agressivas e de risco à integridade física, mantendo-se, então, no meio dele, nada obstante seu único escopo de reportagem fotográfica, o autor colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa exclusiva do lamentável episódio do qual foi vítima”. Alex Silveira foi ainda condenado a pagar os custos processuais e honorários do advogado do Estado. A decisão causou revolta na categoria, pois não é só vítima da violência da Polícia e como vê a Justiça transformá-la de vítima em culpada. Em nota publicada em 8/9, a Abraji solidarizou-se com Alex: “Desde junho de 2013 até os dias atuais, contam-se na casa das centenas os jornalistas agredidos durante manifestações e protestos – a imensa maioria foi vítima de abusos cometidos por policiais militares. A decisão do Tribunal de Justiça no caso do nosso companheiro Alex Silveira abre o precedente inaceitável para que essas violências prossigam e, quem sabe, até se agravem”.






