Domingos Peixoto, fotógrafo de O Globo, o mais premiado jornalista da região Sudeste em 2014, faturou mais um troféu para a sua coleção. Com a já premiada série Crime à liberdade de imprensa, sequência que mostra o cinegrafista da Band Santiago Andrade sendo atingido por um rojão em protestos no Rio de Janeiro, ele acaba de vencer também o Rey de España. É a segunda vez que Peixoto leva esse prêmio. A primeira foi em 2003, com a foto Retrato do desemprego, também publicada em O Globo. Os demais vencedores foram a argentina María Arce e equipe (Univision.com), com Crianças da fronteira, em Jornalismo Digital; Margarita Esparza Moles (Rádio Nacional da Espanha), com Guias turísticos sem-teto, em Rádio; Juan Carlos Iragorri (da colombiana NTN24), com Club de Prensa, em Televisão; Roberto Navía Gabriel (El Dever, Bolívia), com uma reportagem sobre linchamento, em Impresso; Nuria Mejías Ruiz e José Luis Fernández Cabeza (Televisión Española), com uma reportagem sobre escassez de água no mundo, na categoria especial Meio Ambiente e Esforços de Sustentabilidade. Além deles, o peruano Fernando Iwasaki venceu o Prêmio Don Quixote de Jornalismo, com ensaio La Mancha Extraterritorial, publicado no jornal chileno El Mercurio. Concorreram jornalistas de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Guiné Equatorial, Honduras, Israel, Marrocos, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
Alfredo Ogawa e Leão Serva se unem à S/A Kreab
Duas novas empresas, mudanças nas operações de Rio e Brasília, reforço na equipe e nova marca global: 2015 começou animado para a S/A Kreab Gavin Anderson, que passa a se chamar Grupo S/A Kreab, acompanhando a alteração do nome de sua associada internacional, agora denominada apenas Kreab. Alfredo Ogawa assumiu como sócio e novo head do escritório de São Paulo. Ele chega após 26 anos de experiência em publicações na Abril, que deixou em junho de 2013, numa das reestruturações da editora. Lá, trabalhou em todas as posições editoriais, de repórter a publisher. Foi editor da revista Exame, correspondente e redator-chefe de Placar, diretor de Redação da Quatro Rodas e publisher dessas duas últimas. Também chega ao grupo como sócio e head da recém-criada S/A Y Leão Serva, com a missão de unir as informações do mundo digital com a experiência analítica do time que lidera. Com extensa carreira no jornalismo. Leão foi correspondente de guerra e teve cargos de direção em diversas publicações, como Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Diário de S.Paulo, Placar, iG e Lance, além de coordenador de Imprensa da Prefeitura de São Paulo (2005-2009). É autor de vários livros e atua em redes sociais com campanhas sobre temas urbanos. A outra nova empresa do grupo é a S/A Eventos, especializada em eventos e promoções, que atua em parceria com a Agência Terruá, de Moisés Gomes e Martha Letícia, sob a gestão de Isabela Kopke. Nacionalmente, a área de Public Affairs tem agora como head Emerson Kapaz, um dos fundadores e presidente da Abrinq e da Fundação Abrinq, ex-deputado federal e presidente executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO). Em Brasília, a Kreab passa a operar com a Vector Relações Governamentais e Institucionais. O escritório será dirigido pelo sócio Jean Castro, que atua há 25 anos na área, 20 dos quais na Câmara dos Deputados, como assessor parlamentar nas comissões e chefe de gabinete de deputados e líderes. No Rio, a Kreab Rio, também criada recentemente, é dirigida pelas sócias Adriana Baggio e Marcela Esteves. Marcela traz em sua bagagem como jornalista a direção da agência carioca Plano & Mídia, que desde 2000 vem atuando em vários segmentos. Antes, teve passagens por O Dia e em revistas como IstoÉ, Vogue, Marie Claire, Caras e Quem. Adriana – que também será diretora de Desenvolvimento de Negócios da holding S/A Kreab, respondendo diretamente ao managing partner para a América do Sul Marco Antonio Sabino –, trabalhou na S2Publicom, do grupo Interpublic, como diretora de Novos Negócios e Atendimento, consultora em crises e instrutora de media trainings.
Memórias da Redação ? A reportagem que não foi escrita
A reportagem que não foi escrita Em maio de 1984, durante o governo Franco Montoro, eclodiu na região de Ribeirão Preto, interior paulista, uma greve dos cortadores de cana. O epicentro do movimento foi a pequena cidade de Guariba, onde a repressão violenta da Polícia Militar acabou produzindo a morte de um morador, aposentado, que assistia na pracinha a uma manifestação de protesto. A greve terminou quando os boias-frias começaram a incendiar os canaviais, e os usineiros concordaram em acabar com aquele regime de semiescravidão. Fiz a cobertura do acontecimento, com o repórter fotográfico Carlos Fenerich. A reportagem ganhou capa da revista Veja e o assunto virou tema de teses de mestrado e livros acadêmicos. Cinco meses depois, o editor-chefe Elio Gaspari me chamou e disse que eu deveria voltar a Guariba e me misturar aos boias-frias para investigar as suas condições de vida. Antes da greve, eles viviam em favelas, não tinham vínculo com as usinas, ganhavam uma diária miserável que era negociada dia a dia, tinham que colocar as crianças para trabalhar porque o ganho dos adultos não era suficiente para comer. Eu deveria ficar uma semana cortando cana e fazer uma reportagem-depoimento. Ralei o quanto pude, porque aquilo era um trabalho muito pesado: as farpas da cana entravam pelas narinas, mesmo com máscara ou um lenço protegendo o rosto, as costas doíam logo no começo da jornada e a gente tinha que estar no canavial às 4 horas da manhã. Num daqueles dias, estive com uma comissão de trabalhadores diante de um primo, que era diretor da Usina Santa Elisa, e ele não me reconheceu. Voltei à redação na semana seguinte e perguntei ao Gaspari: “Chefe, quantas linhas?”. Ele respondeu com outra pergunta: “Os usineiros estão cumprindo o acordo da greve?”. Eu confirmei: “Sim, as condições são melhores, as crianças estão na escola, os facões são novos, eles têm botinas, luvas, e o cronograma do acordo está sendo cumprido em dia”. Então, Gaspari me surpreendeu com uma das melhores lições de jornalismo: “Não precisa escrever nada. Cumprimento de acordo não é notícia. Só queria saber se aquilo que você escreveu meses atrás ainda é verdade”. Isso aconteceu há trinta anos, num tempo em que Veja fazia jornalismo. Leia mais + Memórias da redação – Huguinho, Zezinho, Luizinho e Fleury + Memórias da redação – Penetras + Memórias da redação – Um violino muda a vida de jovens da periferia
Fabiana Arreguy deixa a CBN BH
Depois de dez anos na CBN FM BH, Fabiana Arreguy deixou a emissora. Com a saída dela, Guilherme Ibrahin e Shirley Souza passam a âncoras e Raquel Romana ([email protected]) chega para a Chefia de Reportagem da manhã, no lugar de Guilherme. Fabiana anunciou a saída em um post no facebook: “(…) Aceito sugestões, envio currículo a quem interessar possa. Sou hoje uma folha em branco, pronta para reescrever outros textos que não os que me tomaram tempo e alma na última década. O programa Pão e Cerveja é o único que pretendo preservar em toda essa mudança. Peço que reservem a audiência para ele, que tira um tempinho de férias agora, para voltar mais oxigenado em algumas semanas. Se for preciso rebatizá-lo, farei isso. Mas o que sei, é que ele voltará mais crescidinho, sem tantas limitações e amarras, diria mais próspero e saudável. Conto com vocês para continuar fazendo o programa correr o mundo!”. Nascida em uma família de jornalistas, Fabiana começou como programadora artística da Rádio Cultura, em Brasília. Entre 1991 e 1997 trabalhou como locutora e noticiarista da Alvorada FM, em Belo Horizonte. Foi a primeira jornalista mulher a apresentar o Jornal da Itatiaia, na Itatiaia de Belo Horizonte, onde também foi noticiarista, entre 2000 e 2003. Ingressou na Globo/CBN BH em 2003, tendo exercido as funções de produtora, repórter e âncora do jornal local CBN BH. Até sua saída era produtora e apresentadora do programa semanal Pão e Cerveja, que aborda temas relacionados às cervejas artesanais do mundo todo, microcervejarias do Brasil e cervejarias em geral. Leia mais + Mudanças na editoria de Política do Correio Braziliense + Gustavo de Almeida trabalha em projeto que será lançado pela Infoglobo + João Luiz Vieira está de volta à Época
João Luiz Vieira está de volta a Época
João Luiz Vieira ([email protected]) está voltando à revista Época, onde trabalhou de 1998 a 2004, por enquanto para cobrir a licença-maternidade da editora Marcela Buscato.
Paralelamente, desenvolve dois projetos literários ligados à sexualidade, tema de sua pós-graduação no Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Ele já tem um livro lançado sobre o assunto, Sexo com todas as letras, pela e-galaxia. E continua como diretor Editorial do site Pau Pra Qualquer Obra e fazendo roteiros audiovisuais.
Kaiser Konrad: do Rio Grande do Sul para a guerra na Ucrânia
Especializado em assuntos militares, o jornalista gaúcho Kaiser Konrad passou dois meses cobrindo a guerra na Ucrânia. Ele acompanhou operações militares e de combate nas regiões separatistas de Donetzk e Lugansk; patrulhas das forças especiais do exército ucraniano; e bem perto das linhas separatistas pró-russas.
Também assistiu a combates e conheceu o trabalho dos soldados no front, esteve em instalações subterrâneas e enfrentou temperaturas de 20 graus negativos. Integrante da primeira turma do Estágio para Jornalistas em Área de Conflito realizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), no Rio de Janeiro, em 2008, Konrad apresentará o resultado da cobertura em reportagem especial que será publicada em breve na revista Tecnologia & Defesa. *Com Coletiva.net
Versão digital da revista Info já pode ser baixada na Apple Store e no Google Play
Após o cancelamento da versão impressa, a revista Info estreou nesta 5ª.feira (5/2) sua versão digital, cujo download pode ser feito gratuitamente durante até o final do mês na Apple Store e no Google Play, com opções para smartphones, tablets e desktops. O conteúdo editorial da revista, que aborda tecnologia e cultura digital, passa a ser projetado com foco em animações, maior presença de vídeos e interatividade com os leitores. As fontes utilizadas nos textos e o leiaute também foram reformulados. As reportagens principais são acompanhadas de áudios, produzidos pelos próprios autores das matérias. A partir de março a revista poderá ser adquirida por R$ 6,90. Leia mais + Lúcia Camargo estreia blog de gastronomia + Cristina Zahar começa na Eaglemoss + Renata Cafardo deixa a TV Globo
Lúcia Camargo estreia blog de gastronomia
Lúcia Camargo, que integrava a equipe do Diário do Comércio quando de sua extinção, no final de 2014, acaba de estrear seu blog de gastronomia, que traz dicas de restaurantes e bares, lugares para comer bem sem gastar muito, receitas e novidades na área. Segundo ela, “na prática, é uma continuação do trabalho que fazia no DC nos últimos 11 anos, como responsável pela seção de Gastronomia. Com a extinção do jornal, resolvi aplicar conhecimentos adquiridos, fontes conquistadas e experiência na área em um empreendimento próprio. Assim, nasceu o Menu da Lú”. Leia mais + Cristina Zahar começa na Eaglemoss + Renata Cafardo deixa a TV Globo + Com nova estrutura na Redação, revista Unesp Ciência dispensa três profissionais
Cristina Zahar começa na Eaglemoss
Depois de um ano e meio à frente do laboratório de inovação digital OrbitalLab, ao lado de Adriana Garcia, Cristina Zahar assumiu como Managing Director no Brasil da Eaglemoss, editora inglesa com mais de 40 anos de tradição no mercado de coleções, que detém licenças importantes com Marvel e DC. Suas miniaturas de super-heróis e de carros são vendidas junto com fascículos nas bancas e via e-commerce. Presente no País há cinco anos, a Eaglemoss resolveu, a partir deste ano, estabelecer aqui escritório e equipe próprias, com o desafio de aumentar seu market share. Hoje ela é a segunda, atrás da Planeta DeAgostini. O novo contato de Cristina é [email protected]. Leia mais + Renata Cafardo deixa a TV Globo + Com nova estrutura na Redação, revista Unesp Ciência dispensa três profissionais + Crise pode levar ao fechamento de Gula
Renata Cafardo deixa a TV Globo
Renata Cafardo deixou nesta 2ª.feira (2/2) a TV Globo, onde esteve por cinco anos. Começou como repórter do Fantástico e depois, a seu pedido, foi transferida para a Central Globo de Jornalismo, responsável pela produção de todos os telejornais diários. Ao longo desse período fez matérias para Jornal Nacional, Jornal da Globo, Bom Dia Brasil, Hoje, SPTV (1ª e 2ª edições) e Bom Dia São Paulo. Antes da Globo, Renata foi por dez anos do Estadão. Na sua galeria de prêmios estão o Esso (finalista do Prêmio de Reportagem), Ayrton Senna (finalista e vencedora em duas ocasiões) e Embratel (finalistas duas vezes, pelo Estadão e pela Globo, e vendedora uma vez). Ela ainda não definiu os próximos passos profissionais. Seu e-mail pessoal é [email protected]. Leia mais + Com nova estrutura na Redação, revista Unesp Ciência dispensa três profissionais + Crise pode levar ao fechamento de Gula + Editora Três abre plano de demissão voluntária







