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domingo, janeiro 11, 2026

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Rodrigo Borges deixa a ESPN e segue para Nova York. Fabio Chiorino o substitui

Rodrigo Borges deixa após um ano e meio a ESPN, onde vinha exercendo a função de editor-chefe do site ESPN FC, portal de blogs feito por torcedores de times de futebol nacionais e internacionais. Com passagens por Lance, Destak e extinta revista ESPN, participou da implantação do projeto e está de mudança para Nova York, onde estudará e atuará como freelancer. Seu contato pessoal é [email protected]. Para assumir a vaga no ESPN FC chega Fabio Chiorino, que, assim como Borges, é um dos editores do Esporte Fino, blog na rede há seis anos e hoje parceiro de CartaCapital. Fabio vinha há nove anos atuando na área de comunicação corporativa na XComunicação. Na ESPN, tratará diretamente com Gian Oddi, editor-chefe do espn.com.br.

Isabel Clemente lança livro de crônicas sobre aflições de mãe

Colunista e editora de Época, Isabel Clemente mostra suas aflições de mãe em A pior mãe do mundo: uma biografia não autorizada de todos nós, livro que lança pela editora 5w. A obra, segundo a autora, “reúne minhas melhores crônicas publicadas no site da Época, do qual sou colunista, e outros muitos textos inéditos sobre essa aventura, repleta de desafios e emoção”. Formada em Jornalismo pela PUC do Rio, Isabel começou a carreira no DCI. Foi repórter da Folha de S.Paulo, além de repórter e editora-assistente do Jornal do Brasil antes de chegar à Época, em 2003, onde é editora especializada em Política, Economia e Social. Em Brasília, onde morou por cinco anos, quando correspondente de Época por lá, a noite de autógrafos será em 8/12, na Livraria Cultura do Casa Park (SGVC, 22 – Guará), às 19 horas. “Esse livro é meu lado divertido, que não pretende informar, mas fazer sentir. É minha porção ‘cronista’”, finaliza Isabel.

Meio&Mensagem muda estrutura editorial

Divisão da redação em dois núcleos, nova empresa do Grupo e cortes na equipe marcam a mudança O Grupo Meio&Mensagem reestrutura sua área editorial para “se tornar mais competitivo”. A redação é agora dividida em dois grandes pilares: Conteúdo e Estratégias Digitais. Sob comando de Alexandre Zaghi Lemos e Jonas Furtado, Conteúdo concentra a produção editorial para todas as plataformas e produtos: edição semanal impressa, site, tablet e edições especiais e regionais. Felipe Turlão, Igor Ribeiro e Sergio Damasceno foram promovidos a repórteres especiais, com o objetivo de de imprimir ainda mais análise e profundidade no conteúdo editorial. A divisão de Estratégias Digitais será comandada pela ex-editora executiva Lena Castellón, agora responsável pelo desenvolvimento de canais de audiência, ferramentas e produtos digitais. Ela contará para isso com um suporte tanto da parte de analytics quanto de profissionais de tecnologia. Estratégias de branded content e criação de formatos de native advertising também estarão sob a supervisão de Lena. Como desafio primeiro, deverá liderar o projeto de relançamento do site de Meio&Mensagem, previsto para o primeiro semestre de 2015. Lena, Alexandre e Jonas respondem à diretora editorial Regina Augusto. “Esse é um modelo novo de redação, que aponta para um futuro em que cada vez mais a produção de conteúdo tem que estar completamente atrelada às possibilidades de entrega e de segmentação de audiência trazidas pelas plataformas digitais”, disse em nota Marcelo Salles Gomes, vice-presidente executivo do Grupo. “Passamos os últimos meses desenhando esse novo formato da área que é o coração da nossa empresa e estamos confiantes de que tais mudanças nos preparam de maneira mais orgânica para as mudanças que já estão em curso no mundo da mídia”. Outra alteração é que a ProXXIma deixa de ser uma unidade independente de negócios. A edição semanal da revista em tablet será extinta a partir de janeiro e a edição impressa trimestral deixa de ter periodicidade regular e passa a compor o calendário de Especiais do portfólio de M&M. O evento ProXXIma permanece e tem sua edição de 2015 marcada para o mês de maio. Pyr Marcondes, que até então respondia pela direção geral da plataforma ProXXIma, assume o comando da nova empresa do Grupo, a M&M Consulting. A operação chega ao mercado para oferecer a agências, anunciantes e grupos de mídia soluções e gestão de implantação de projetos de modelagem digital, tecnologia e inovação. Por conta dessa reestruturação, deixam a casa as editoras Eliane Pereira e Andrea Martins, respectivamente, responsáveis por projetos especiais e mercados regionais; o editor executivo de ProXXima José Saad; o editor de fotografia Eugênio Goulart; a repórter Nathalie Ursini; e o designer Leandro Figueiredo. 

Cerimônia de posse da nova diretoria da ABI acontece nesta 2ª.feira

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) realiza nesta 2ª.feira (1º/12) cerimônia de posse de sua nova mesa diretora, presidida por Domingos Meirelles. A solenidade será às 17h, no Teatro Ginástico (av. Graça Aranha, 187), no Rio de Janeiro. Também compõem a diretoria executiva Paulo Jerônimo de Sousa, o Pajê (vice-presidente), Orpheu Santos Salles (diretor Administrativo), Ana Maria Costábille (diretora Econômico-financeira), Jesus Chediak (diretor Cultural), Arcírio Gouvêa (diretor de Assistência Social) e Eduardo Ribeiro (diretor de Jornalismo). 

Vaivém das Redações!

Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias redações de Distrito Federal, Minas Gerais e Ceará: Distrito Federal André Giusti ([email protected]) assumiu há pouco a Direção de Redação da Agência Brasileira do Rádio. Por lá também, Ivana Sant’Anna ([email protected]) atua como chefe de Redação e conta na reportagem com Alexandre Penido, Fábio Ruas, Karina Chagas, Storni Jr., e Thamyres Nicolau, além do estagiário Victor Alves. O atendimento aos radialistas é feito por Lilian Queiroz ([email protected]). Minas Gerais Luiz Henrique Yagelovic aposentou-se na CBN FM e deixou a Gerência de Jornalismo da emissora, onde estava há 17 anos. Antes, passou pelas tevês Manchete e Globo. Juliana Alvim ([email protected]), ex-TV Globo e CBN Brasília, assumiu o cargo.   Amilcar Brumano desligou-se do Hoje em Dia depois de 14 anos de atuação. Desde 2011 editor do Horizontes, antigo Minas, foi substituído por Igor Guimarães Silva (31-3236-8079 e [email protected]). Embora analise propostas de trabalho, pretende descansar até janeiro. Seus contatos são [email protected], twiter amilcar_brumano e facebook Amilcar Brumano.   Liliane Correa (31-3263-5103 e [email protected]), que vinha coordenando o Núcleo de Novas Mídias do Estado de Minas, volta para a edição do caderno de Economia do veículo.   Junior Moreira (31-2122-2513 e [email protected]) que assumiu a produção do Alvorada Cultural na Alvorada 94,9 FM, entrou no lugar de Brenda Lara, agora na edição do jornal Primeira Edição e nas entrevistas culturais de fim de semana. O contato dela é [email protected]. Ceará Jamily Dantas deixou a TV União e está em busca de novas oportunidades.   A TV O Povo estreou o programa Faixa Conexão com os jornalistas Ciro Câmara, Ana Flávia Gomes, Juliana Castanha, Joelma Leal, Roberta Philomeno, Alexandra Souza, Marcos Sampaio, Henrique Araújo, Marcos Tardin e Francisco Campelo. O programa vai ao ar de 2ª a 6ª.feira, das 21h às 22 horas.

Prêmio Abrafarma de Jornalismo anuncia vencedores e prêmios especiais

A Abrafarma – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias anunciou os vencedores da primeira edição do Prêmio Abrafarma de Jornalismo, que além dos prêmios concedidos pelo júri contempla dois especiais da própria entidade.

Os vencedores foram:

Categoria Grande Imprensa:

1º lugar: Cleidi Pereira (Zero Hora), com Má gestão resulta em toneladas de medicamentos vencidos no RS

2º lugar: Carolina Samorano (Revista do Correio – Correio Braziliense), com A droga da discordância

3º lugar: Cecília Dionizio (Diário da Região – São José do Rio Preto/SP), com Toma esse remedinho que é ótimo

Prêmio Especial Abrafarma – Erica Ribeiro (Brasil Econômico), com Conveniência no varejo de farmácias vai mudar perfil das lojas no País

Categoria Imprensa Especializada: Egle Leonardi (Anuário ICTQ 2014), com Debates com o ICTQ enriquecem a discussão sobre prescrição farmacêutica

Prêmio Especial Abrafarma – Flávia Corbó (Guia da Farmácia), com Negócio de gente grande

O Prêmio Abrafarma de Jornalismo recebeu nesta sua primeira edição a inscrição de 82 trabalhos e, destes, 45 foram selecionados pela Comissão de Seleção e julgados pela Comissão de Premiação, integrada pelos jornalistas Moises Rabinovici, Marcelo Bonfá e Nair Suzuki, sob a coordenação de Lena Miessva, de Jornalistas&Cia, com apoio de Leandro Luize, da agência de comunicação Scritta – correalizadoras do prêmio.

Ele foi criado com o objetivo de gerar reflexões e análise do varejo farmacêutico brasileiro, com o propósito de melhorar o nível de informação, consciência e percepção da sociedade, como também de contribuir para o próprio desenvolvimento deste segmento econômico.  O valor total das premiações foi de R$ 31 mil, já descontados os impostos.

SJSP oferece palestra sobre investigação no setor público

O Departamento de Formação Profissional do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a Escola do Tribunal de Contas do Município de São Paulo oferecem em 2/12, das 9h às 12h, no Auditório da Escola (av. Prof. Ascendino Reis, 1.130 – portaria B), a palestra gratuita A importância da investigação no setor Público. Ela será conduzida por Moacir Assunção e Pedro Del Picchia, que apresentarão ações de investigação e práticas de fiscalização exercidas pelos tribunais de contas que contribuem para que os profissionais de imprensa realizem de forma adequada a cobertura de assuntos relacionados à administração pública. Interessados devem enviar e-mail para [email protected]. Profissionais sindicalizados, estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados e ex-participantes dos cursos e palestras do Sindicato devem enviar nome completo e telefones para contato; profissionais não sindicalizados devem enviar nome completo, formação (faculdade e ano que se formou), MTb, data de nascimento, empresa onde trabalha, função e telefones; e estudantes de Jornalismo devem enviar nome completo, data de nascimento, faculdade, período/semestre que estão cursando e telefones. Mais informações no Departamento de Formação Profissional, com Marlene ou Daniela, de 2ª a 6ª, das 10h às 18h, pelo 11-3217-6294 ou 6299, ramal 6233.

Grupo Boticário é Empresa do Ano no Prêmio Aberje

Em cerimônia na noite desta 5a.feira (27/11), em São Paulo, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial divulgou os vencedores das 17 categorias nacionais do Prêmio Aberje.

Na cerimônia também foram entregues os prêmios Mídia do Ano, para a Rede Globo, Comunicadores do ano, Educador do ano (Luiz Alberto de Farias) e Empresa do ano em Comunicação Empresarial (Grupo Boticário).

A Netshoes, com o case Agora somos esporte – o marco de posicionamento da Netshoes com a imprensa, foi a grande vencedora na categoria Relacionamento com a Imprensa.

E a Abril Educação venceu na categoria Comunicação e relacionamento com o público interno, com o case MUDE – Faça acontecer. Enseada, Triunfo Cocepa e TOTVS venceram em duas categorias cada.

Veja a lista completa:

  • Comunicação de Marca – TOTVS, com Processo de branding da TOTVS
  • Comunicação de Marketing – Sicredi, com Sicredi Touch: a conta jovem do Sicredi
  • Comunicação de Programas voltados à Sustentabilidade Empresarial – Coelce, com Conta Verde
  • Comunicação de Programas, Projetos e Ações Culturais – O Boticário, com Festival O Boticário na Dança
  • Comunicação de Programas, Projetos e Ações Esportivas – SECOPA-MT, com Mundial 2014: Cuiabá vira o jogo e ganha a Copa
  • Comunicação e Organização de Eventos – Enseada, com Dos terreiros dos quilombos à efervescência de uma festa literária: contos orais são imortalizados em livros
  • Comunicação e Relacionamento com a Imprensa – Netshoes, com Agora somos esporte – O marco de posicionamento da Netshoes com a imprensa
  • Comunicação e Relacionamento com a Sociedade – Enseada, com Coleções de livros reforçam identidade quilombola e disseminam valores culturais, ambientais e humanísticos
  • Comunicação e Relacionamento com o Consumidor – Grupo Marista, com Circuito Projeto de Vida – Muito além da profissão
  • Comunicação e Relacionamento com o Público Interno – Abril Educação, com MUDE – Faça acontecer
  • Comunicação e Relacionamento Internacional – Embraco, com WISEMOTION – Uma história em doze idiomas
  • Comunicação Integrada – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, com Coelba com você no Carnaval
  • Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial – Oi Futuro, com Museu das Telecomunicações Oi Futuro
  • Mídia Audiovisual – EDP, com EDP ON TV – Televisão Corporativa da EDP Brasil, e Triunfo Concepa, com Dia das Mães: histórias de carinho, força e dedicação
  • Mídia Digital – Triunfo Concepa, Tecnologia na estrada
  • Mídia Impressa – TOTVS, com Projeto revista TOTVS Experience
  • Publicação Especial – Memória da Eletricidade, O rio Tocantins no olhar dos viajantes: paisagem, território, energia elétrica

Memórias da redação ? O amestrador de rola-bosta

Plínio Vicente, ex-Estadão, hoje atuando no Jornal de Roraima, volta a colaborar com este espaço com uma história que se passa no monte Roraima, hoje muito comentado em função da telenovela Império, da Rede Globo. Ele diz, porém, que a realidade do monte nada tem a ver com o que a novela mostra. O amestrador de rola-bosta O Cotingo herda o Uailan, de curta distância entre seu nascedouro no monte Roraima e as fraldas da cadeia de montanhas do maciço das Guianas, e desce cortando o lavrado em busca do Surumu, já em terras de Pacaraima. Lar da cruviana, vento alísio de Nordeste que varre a região no inverno do hemisfério norte, a vasta savana abriga centenas de comunidades indígenas e algumas famílias mestiçadas. Umas com pai branco e mãe índia, outras originadas da união de índio com branca, consequência do surgimento de sítios e fazendas que foram sendo implantados ao longo dos últimos dois séculos. Foi ali, nas proximidades do Santo Antônio do Pão, que nasceu Erenildo, o Nildinho, filho de Erenuê e Zenildo. Sempre foi menino esperto, que se destacou da ruma de irmãos pela inventividade, seu jeito moleque de fazer as coisas. Construía seus próprios brinquedos, sabia plantar, capinar e roçar como gente grande e desde pequeno já bodocava passarinho na floresta e flechava peixe nas correntezas, remansos e poços do Maú. Para orgulho do pai, paraense tocador de sítio arrendado no pé da serra que divide Brasil, Venezuela e Guiana, e para desespero da mãe macuxi, roceira de mãos calejadas e tez curtida pelo sol na labuta diária, incansável na busca de uma vida melhor e segura para os oito filhos nascidos todos naquele fim de mundo. A família sempre se deu bem com os índios da serra. Trocavam mercadorias, se valiam das mezinhas e pajelanças, visitavam-se constantemente e com o tempo meninos e meninas foram incorporando, de cada lado, aos seus costumes, os hábitos da outra raça. Areruia, parixara e damurida passaram a ser música, dança e comida na casa cabocla; nas malocas tornaram-se comuns os jogos de bola, o boi bumbá e as pastorinhas. Foi nessa convivência que Nildinho aprendeu um oficio no mínimo inusitado na região norte de Roraima. A terra indígena Raposa/Serra do Sol sempre atraiu um grande número de pessoas de fora do Estado, que passaram a visitar a serra por vários motivos, principalmente por causa do processo de demarcação. A maioria, por dever de ofício, andava por lá para conhecer em seu habitat os índios que ficariam famosos no Brasil e no mundo como personagens de um controvertido e arrastado processo levado a julgamento no Supremo Tribunal Federal. Por sinal, a decisão do STF, que mandou tirar todos os brancos dessa área, não valeu para Nildo e Erenuê. Queridos por todas as etnias indígenas, não houve quem convencesse os nativos a cumprir a decisão da Corte Suprema do País. Nem Funai, Polícia Federal, Ministério Público, ninguém. Assim, Nildinho continuou brincando com seus amigos e meio parentes ingaricós, macuxis, patamonas, taurepangues e uapixanas. Com a chegada das monções, ali pelos meados de abril, na primeira estiagem ele ia à aldeia onde morava Aiuruê, seu melhor amigo. A diversão da hora era perambular pelas pastagens atrás de besouros rola-bosta (Dichotomiusschiffleri), bicho enorme, negro, disputando para ver quem encontrava o maior deles, que pode chegar a mais de 15 centímetros. Dependendo da sorte, podiam terminar a caçada com um monte deles. Assim, Nildinho passou a ter em casa, numa caixa de papelão, no meio do esterco de boi, um monte de besouros. Não demorou e os insetos passaram a ser seus bichinhos de estimação e o menino pôde então exercitar o ofício de amestrador de rola-bosta. E depois de muita insistência e paciência, fazê-lo puxar carrocinhas que construía com caixas de fósforos. Demorava, mas conseguia. A vida desse besouro não dura muito. Seu papel na natureza é cavar um buraco, enrolar esterco em bolas que leva para dentro do ninho onde a fêmea vai depositar os ovos. Aliás, seu último ato em vida é fecundar a fêmea, que o mata em seguida e leva seu corpo para alimentar a ninhada. Assim, com o passar do tempo, o inseto começa a se incomodar com a prisão. O instinto é sempre o de fugir, ir atrás de esterco e cumprir o seu papel de macho e de futuro pai. Certo dia, voltando de uma pescaria, Nildinho e Aiuruê encontraram nas praias do Maú alguns cascos de filhotes de tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa), certamente devorados por trinca-ferros e outros predadores ao tentarem vencer dramaticamente a distância entre o ninho e a calha do rio. Foi quando Nildinho deixou vazar sua criatividade ao bater-lhe a ideia de fazer o besouro arrastar o casco como se fosse uma tartaruga fantasma, um zumbi. Então, sua maior diversão passou a ser a treinar alguns rola-bostas para fazê-los andar com o casco nas costas. Uma tarde, enquanto brincava, chegaram visitantes da cidade e um deles ficou impressionado com aquilo. Perguntou a Nildinho como o casco se movia sem ter uma tartaruguinha dentro? “É um casco encantado, mágica de índio”, inventou. “Me vende?”. “Vendo”. “Quanto custa?”. Nildinho olhou para o sujeito e viu que o lucro seria fácil: “Dez reais”. Recebeu o dinheiro e entregou o casco, tomando o cuidado de não revelar o segredo. “Para andar tem que fazer o quê?”, perguntou-lhe o ingênuo comprador. “Diga só painikon três vezes (em macuxi quer dizer vamos). Só isso”. Algumas horas depois o comprador voltou com o pequeno casco na mão e reclamou com Nildinho: “Não tem encanto nenhum. Painikon, painikon, painikon e o bicho não anda. Tome de volta e me devolva dinheiro”. O menino deu um sorriso, foi no quintal, pegou um rola-bosta, escondeu-o sob o casco de tartaruguinha e o fez andar. O sujeito não se conteve e tanto insistiu que ele acabou lhe contando o segredo: “Ah, então é isso! Pois me venda também o besouro”. Nildinho foi curto e grosso: “Vendo, mas são cem reais”. O turista quis saber por que o inseto custava tanto: “Doutor, não é fácil treinar um rola-bosta. Dá um trabalho danado…”.

Leonardo Habib assume a Gerência de Jornalismo da TV Record no DF

A sucursal da TV Record em Brasília criou recentemente o cargo de gerente de Jornalismo local e convidou na semana passada Leonardo Habib para ocupar o posto. Ele veio transferido da sede da emissora em São Paulo, onde era editor-executivo. A sucursal tem Leandro Bissa na Chefia de Redação local e João Beltrão na Direção de Jornalismo. 

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