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sábado, abril 11, 2026

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Justiça arquiva inquérito contra jornalista por quebra de sigilo e interceptação telefônica

Luís Guilherme Pião, juiz da 2ª Vara Criminal do fórum de São José do Rio Preto, arquivou o inquérito que pedia o indiciamento do repórter Allan de Abreu, do Diário da Região, acusado de quebra de sigilo e interceptação telefônica. O jornalista publicou no final de agosto de 2014 escutas realizadas pela polícia para solucionar o sequestro de um fazendeiro em São José do Rio Preto. Ele obteve o conteúdo das gravações ao consultar o processo então disponível para acesso público no cartório da 2ª Vara Criminal de São José do Rio Preto. No entanto, o segredo de Justiça sobre o caso só foi decretado em novembro de 2014, meses após a publicação da reportagem. Apesar de agir legalmente, no dia seguinte à veiculação da matéria, o delegado Airton Douglas Honório, coordenador da Divisão Antissequestro de São José do Rio Preto, pediu a abertura de inquérito para apurar a fonte das escutas publicadas por Abreu, alegando que a divulgação prejudicaria as investigações do caso, que já estaria solucionado. O advogado do Diário da Região, Luiz Roberto Ferrari, destacou que a decisão do juiz reafirma o direito de liberdade de imprensa, fundamental para a sociedade. Na ocasião, a ABI enviou carta ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, a fim de que interferisse no caso e tomasse as providencias necessárias, restabelecendo as garantias individuais do jornalista além de impedir a repetição episódios desta natureza que agridem a liberdade de informação. O Governo de São Paulo, por meio do subsecretário da Casa Civil Márcio Aith, respondeu às solicitações da ABI em relação a violência cometida contra o repórter, e condenou a censura ao trabalho do jornalista e da imprensa. Em agosto, o Conselho Pleno da OAB, em defesa da liberdade de informação da imprensa e de sua inviolabilidade, aprovou o ingresso da entidade no STF como apoio em processo sobre o caso de Abreu. *Com ABI

Prorrogadas até 18/9 as inscrições para o Prêmio Gandhi de Comunicação

Iniciativa da Agência da Boa Notícia – ONG com sede em Fortaleza, criada com o objetivo de estimular a Cultura de Paz por meio da Comunicação –, o Prêmio Gandhi de Comunicação prorrogou suas inscrições até 18 de setembro. O objetivo do concurso é fortalecer a relação com os profissionais e estudantes de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade & Propaganda –, destacar os trabalhos que mais contribuem para a Cultura de Paz e chamar atenção da sociedade para a importância do tema. Podem participar trabalhos veiculados entre 1º/7/2014 a 1º/7/2015, produzidos por jornalistas, publicitários e estudantes de graduação em Comunicação Social, com atuação no Estado do Ceará ou em outros Estados, desde que os trabalhos inscritos sejam sobre ações e fatos do Estado do Ceará. Saiba mais

Jornalismo da ESPM-SP lança Programa de Aulas Abertas 

O curso de graduação em Jornalismo da ESPM-SP lança o Programa de Aulas Abertas. Gratuito, tem por objetivo trazer profissionais do mercado à instituição para discutir temas da atualidade com alunos da graduação e do ensino médio. A primeira aula aberta será sobre Jornalismo de Moda, nesta 5ª.feira (10/9), das 14h às 16h, no auditório Victor Civita da ESPM, campus Prof. Francisco Gracioso (Rua Dr. Álvaro Alvim, 123). Para esse encontro, a ESPM convidou Mônica Salgado, diretora de redação da revista Glamour, que abordará o tema Os bastidores de uma revista de moda. Inscreva-se!

Dirigentes municipais de educação lançam Prêmio Undime de Jornalismo

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) lançou a primeira edição do Prêmio Undime de Jornalismo. As inscrições seguem abertas até 18/9 e o tema é Boas iniciativas na educação básica pública municipal. O objetivo é valorizar e reconhecer a prática jornalística direcionada à identificação e discussão de boas iniciativas municipais na educação básica pública. O prêmio está dividido em quatro categorias: mídia impressa, telejornalismo, radiojornalismo e webjornalismo.  Ao todo, 12 trabalhos serão premiados. Para cada categoria haverá um vencedor, que receberá o prêmio no valor de R$ 18 mil reais; um 2º lugar, cujo prêmio será de R$ 12 mil reais; o 3º lugar de cada categoria receberá um prêmio no valor de R$ 8 mil reais. A critério da comissão julgadora, também poderá ser selecionado um trabalho para receber a Menção Honrosa. O prêmio é uma inciativa da Undime em parceria com Unesco-Brasil, Fundação Lemann, Fundação Itaú Social, Organização dos Estados Iberoamericamos (OEI), Instituto C&A, Unicef e Fundação Santillana.

Acnur seleciona para seu escritório em Brasília

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil (ACNUR) está selecionando assistente de Informação Pública para seu escritório em Brasília. Os candidatos devem ser graduados em Jornalismo ou cursos correlatos e ter pelo menos dois anos de experiência na área. Também se exige domínio do pacote Office e fluência em inglês e português. A remuneração é de R$ 3 mil. Saiba mais.

Codim convida para coletiva nesta 4ª.feira (9/9)

O Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado (Codim) convida para coletiva de imprensa sobre a Orientação n° 18 sobre Simultaneidade na divulgação de Informação”. O evento será nesta 4ª.feira (9/9), às 11h, na sede da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec/SP – Rua Libero Badaró, 300 – 2º), em São Paulo. Os relatores Helio Garcia, representante do Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), e Lélio Lauretti (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) participarão da coletiva. Helmut Bossert, coordenador do CODIM (Ibri), também estará à disposição para entrevistas. Interessados em participar devem solicitar credenciamento pelo [email protected].

Abertas as inscrições para o Prêmio Abrelpe de Reportagem

Estão abertas as inscrições para a 20ª edição Prêmio Abrelpe de Reportagem, cujo tema é Inovações e avanços na gestão de resíduos. Podem participar trabalhos publicados em jornais, revistas, emissoras de rádio e tevê de todo o Brasil entre 1º de outubro de 2014 e 30 de setembro de 2015. A inscrição deve ser feita até 9 de outubro pelo site, em que o concorrente preencherá uma ficha eletrônica e fará o upload da matéria. Para isso, o arquivo precisa estar em formato pdf, para mídia impressa; em mp3, para mídia de rádio, e em mpeg, wmv ou flv, para mídia de tevê. Os autores das reportagens vencedoras em cada categoria – Jornal e Revista, Rádio e TV – receberão um certificado e a quantia bruta de R$ 2,5 mil cada. A matéria que obtiver a maior pontuação absoluta entre as três primeiras colocadas será a vencedora do Grand Prix, cujo prêmio é o Troféu Abrelpe de Reportagem, um certificado e a quantia bruta de R$ 5 mil.

Harvard oferece bolsa de US$ 75 mil

A Universidade de Harvard, por meio do Radcliffe Institute Fellowship Program, anunciou a abertura de vagas para pesquisadores que desenvolverão projetos em Cambridge, Massachussetts. Os selecionados receberão benefício de até US$ 75 mil por um ano, além de fundo adicional para despesas. Durante o programa, os bolsistas terão acesso a escritórios, estúdios, bibliotecas e outros recursos da Universidade de Harvard. O programa terá início em setembro de 2016, e se estenderá até maio de 2017. Os candidatos devem ter, no mínimo, cinco anos de experiência na área. Conforme o regulamento da instituição, eles serão julgados de acordo com a qualidade, importância e currículo apresentados. O Radcliffe Institute Fellowship Program é uma comunidade acadêmica que se dedica a trabalhos avançados em diversas disciplinas, o que inclui na seleção para a bolsa profissionais de cinema, vídeo, som e novas mídias. As inscrições podem ser realizadas pelo site do instituto, até 24 de setembro. *Com Coletiva.net

Demissões de jornalistas mobilizam Sindicato mineiro e oposição

A exemplo do que vem ocorrendo em várias regiões do País, Minas Gerais também tem muitas demissões de jornalistas, estimando-se em mais de 60 profissionais apenas no primeiro semestre.  O Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais informa que acompanha e procura atuar da melhor forma possível, dialogando com as empresas, buscando a mediação do Ministério do Trabalho e defendendo os direitos dos trabalhadores. Segundo o presidente Kerison Lopes, os casos mais graves de demissão em massa, como os de Veja BH e de O Tempo, receberam atenção especial: “Para os dispensados pela Veja BH, conseguimos que recebessem os mesmos benefícios concedidos pela Editora Abril aos jornalistas demitidos em São Paulo. Quanto aos demitidos por O Tempo, solicitamos a mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que marcou uma reunião com a empresa. Infelizmente, a Sempre Editora não compareceu, o que levou a SRTE a acionar a Procuradoria Regional do Trabalho para apurar a denúncia de demissão em massa, considerada muito grave”. Lopes também assegura que o Sindicato ainda está em campanha salarial no segmento de jornais e revistas, aproveitando a visita às redações para denunciar as demissões e discutir ações de mobilização e luta: “Ao mesmo tempo em que demitem, as empresas jornalísticas resistem até mesmo em repor as perdas salariais de 2014. Para fortalecer a luta, nos unimos aos trabalhadores gráficos e da administração. Os sindicatos agora estão atuando em conjunto para enfrentar a intransigência dos patrões e as demissões”. Para a Oposição Sindical dos Jornalistas de Minas (OSJM), as recentes demissões são consequência de uma lei que existe desde a ditadura militar. Adriano Boaventura, integrante da OSJM explica que a Lei do FGTS (5.107/66) substituiu a estabilidade do trabalhador por uma indenização (anteriormente, garantia-se estabilidade após dez anos de trabalho na empresa). “Hoje, o jornalista não tem mais plano de carreira. Antes, recebia aumento, subia de posição, de acordo com o tempo de trabalho. Atualmente, isso não existe mais. Não há mais constância. Por isso, desde 2011, lutamos para garantir a estabilidade do jornalista”, declara. > A oposição participa dos congressos do Sindicato para ressaltar a importância de garantir estabilidade no emprego do jornalista e entende que “as demissões são resultado também da crise econômica, do desenvolvimento de mídias digitais e da existência de um Sindicato aparelhado e que pensa pouco nos direitos dos jornalistas”. 

Memórias da Redação ? Três momentos de Victor Civita  

Três momentos de Victor Civita Anos 1970, todas as redações da Editora Abril, com exceção de fascículos, concentradas na Marginal, saguão enorme e iluminado pelo sol da manhã… Estava o diretor de arte das Infantis, Izomar (carinhosamente apelidado de Zozô) conversando com um amigo no saguão. Detalhe: sendo Zozô de Campinas, muitas vezes ia e vinha da cidade para Sampa e o amigo com quem conversava estava fardado. Era um policial rodoviário. Pois bem, eis que surge no meio da conversa, interrompendo a ambos, ninguém mais nem menos do que Victor Civita. Com seu sorriso peculiar e cativante, sotaque inconfundível, muito solícito, foi logo dizendo: “Meu caro, conheço este jovem, ele é um funcionário exemplar. Se ele fez alguma coisa errada, não foi de propósito. E, se precisar de alguma coisa mais, fale comigo que eu resolvo com você.”  Zozô logo explicou que o policial era um amigo e todos caíram na gargalhada… Em outra ocasião, tempos depois, fui assaltado em frente à casa de minha namorada… Anos de chumbo, muitos jornalistas sendo presos, Abril sob forte censura, com censores do DOPS trabalhando internamente… Nesse assalto, um dos marginais foi preso e fomos todos para a delegacia. Feito o reconhecimento, fui para casa e esqueci o assunto… Dois anos se passaram e eis que recebo uma intimação na casa de minha namorada – onde havia ocorrido o assalto – da delegacia de polícia me chamando com urgência para depor sobre o assalto. Quando fui conversar com o delegado, ele estava muito bravo. Informou que estavam atrás de mim há pelo menos um ano e meio. Foram ao meu endereço e não me encontraram, pois eu tinha mudado de casa. Foram na Editora Abril e foram informados que eu não trabalhava mais lá… Até que tiveram a brilhante ideia de me procurar no endereço do assalto. Como haviam passado dois anos, o preso tinha cumprido a pena, iam soltá-lo e precisavam do meu depoimento. Resolvi as coisas na delegacia e fui conversar com o pessoal do RH… Aí fui informado, sigilosamente, que o seu Victor tinha dado uma ordem expressa que, sempre que a polícia procurasse algum jornalista, informassem que não trabalha mais na casa… Na década de 1980, dona Carmen Prudente comandava o Hospital do Câncer em São Paulo, referência no tratamento da doença no Brasil. Naquela época o hospital sobrevivia, principalmente, do trabalho de formiguinha que dona Carmen fazia, angariando doações junto ao empresariado. Pois bem, uma bela manhã, seu Victor nos chamou, disse que estivera com dona Carmen e que ela havia lhe perguntado se algum desenhista da Editora Abril poderia decorar as paredes da ala infantil do hospital, para tornar a permanência dos pequenos pacientes mais agradável. Seu Victor concordou e, como pedido dele era uma ordem, a gente tratou logo de cumprir. Enviamos um dos nossos melhores desenhistas para lá. Infelizmente não me recordo mais seu nome, mas após analisar o trabalho, ele pediu uma semana para poder realizar as pinturas. Terminado o trabalho, que ficou bem legal, nós fomos até o hospital, inclusive acompanhados do desenhista, de seu Victor e das diretorias da Abril e do hospital para a inauguração das pinturas. Lá pelas tantas, durante a visita, o desenhista me chamou de lado e me disse baixinho: “Olha, essa semana que fiquei aqui, oito horas por dia, no meio dessas crianças, aprendi muito, minha vida mudou. Deixei de fumar, de beber e tenho dado mais atenção para o povo lá em casa”. Pois é, esse era o seu Victor…

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