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Apesar da crise, Ideal deve fechar o ano com crescimento superior a 30%

Resultado não considera impacto da incorporação pela WPP Adquirida em setembro pelo grupo britânico WPP, a Agência Ideal deve fechar 2015 com um faturamento 30% maior do que 2014. E acredita que o desempenho poderia ter sido ainda melhor se a economia do País não estivesse em queda livre. Não que deixe de identificar problemas no horizonte. Agora Grupo Ideal, formado pelas fusões das agências Ideal e Hill+Knowlton Strategies, de um lado, e Comcept PR e Ogilvy PR Brasil, de outro, já em fase de conclusão, a empresa vê com otimismo os resultados da incorporação pela multinacional de comunicação. Sobre esse processo, o mercado de RP no Brasil, as expectativas e perspectivas do negócio falaram ao Portal dos Jornalistas os sócios (agora minoritários) e gestores Ricardo Cesar e Eduardo Vieira: Portal dos Jornalistas – Como o ano tem sido para a Ideal? A agência conseguirá crescer? Em que percentual? Ricardo Cesar – Tudo indica que 2015 será outro ano de forte crescimento para a Ideal, com um incremento do faturamento perto de 30%. Isso ocorre porque, basicamente, os clientes seguem procurando soluções contemporâneas de relações públicas, conteúdo e redes sociais que tragam retorno comprovado por métricas sólidas. Também temos nos destacado muito em gestão de crises – este ano a Ideal firmou-se como uma agência com excelência nessa área e atuamos em diversos casos complexos com grandes resultados. O ano seria ainda melhor se o cenário econômico do País não fosse tão complicado. Muitas empresas estão segurando investimentos em diversas áreas e a de comunicação é frequentemente atingida.   Portal dos Jornalistas – A venda do controle da agência para a WPP trouxe algum impacto nesse desempenho? Qual? Eduardo Vieira – Esse crescimento ainda é “puro”, ou seja, não considera o impacto da WPP, que será muito forte e muito positivo. A partir de janeiro vamos contabilizar nos resultados da Ideal os diversos clientes que estão vindo da Hill+Knowlton Strategies no Brasil – os atuais e os novos que estão chegando. Já estamos atuando junto a esses clientes, aliás. Apenas não incluímos nos nossos resultados de 2015. A integração com a WPP tem sido excelente e rápida. Já participamos ativamente de concorrências dentro da estrutura da WPP, trocamos melhores práticas e incorporamos processos importantes. A Ideal H+K Strategies – que é a marca que estamos assumindo com a fusão entre Ideal e Hill+Knowlton Strategies – é hoje uma agência em um momento espetacular, de vibração e transformação, juntando o que de melhor a Ideal desenvolveu em seus oito anos de vida com toda a capacidade internacional de uma das mais respeitadas grifes de relações públicas do mundo. É um dos momentos de maior entusiasmo e energia desde a nossa fundação.       Portal dos Jornalistas – A propósito, em que estágio estão as fusões operacionais de Ideal, H+K, Concept e Ogilvy PR? Ricardo – Ambos estão muito adiantados. Fisicamente, Ideal e H+K Strategies estarão unificadas no mesmo escritório ainda em dezembro. No caso de Concept e Ogilvy PR, a união física das operações será no início de 2016, porque estamos reformando um novo espaço, maior, para comportar todo mundo. Mas do ponto de vista de integração de processos, atendimento a clientes e concorrências os dois estão em etapas parecidas. Importante destacar que são dois projetos distintos, cada um com suas características. H+K e Ogilvy PR são agências diferentes e separadas em todos os países onde operam, incluindo o Brasil. Os times, a cultura, as expertises, o espaço físico, a maneira de trabalhar, tudo é particular em cada uma dessas agências. O que elas têm em comum é que pertencem ao maior grupo de comunicação do mundo, o WPP. E no Brasil ambas as agências são controladas pela mesma holding, que tem a mim e ao Eduardo como gestores e sócios minoritários e a WPP como sócia majoritária. Mas sempre preservando a independência e a separação das marcas.     Portal dos Jornalistas – Com que cenários a agência trabalha para 2016? Haverá espaço para crescimento, a despeito da crise política e econômica enfrentada pelo País? Eduardo – Haverá espaço para crescimento, sim, mas será um ano difícil, que vai exigir cautela nos investimentos e controle de custos. A economia do Brasil como um todo deve encolher outra vez. Talvez o mercado de RP cresça muito pouco ou fique estagnado. Mas sempre haverá quem possa conseguir uma fatia maior do bolo, mesmo que o bolo permaneça do mesmo tamanho. Para o ano que vem, contabilizando o “fator WPP”, acredito que cresceremos de forma expressiva. Essa é uma vantagem que nós temos agora – estamos plugados no maior grupo de comunicação do mundo. A outra vantagem é que a Ideal é reconhecida por fazer RP e estratégia de conteúdo muito inovadoras. Somando as duas coisas teremos uma oferta perfeita para o mercado brasileiro. Isso é verdade tanto para a Ideal H+K Strategies como para a Ogilvy PR.      Portal dos Jornalistas – E quanto ao setor de RP como um todo, qual avaliação pode ser feita em relação a 2015 e uma projeção para 2016? Ricardo – O setor de RP não é uma bolha imune ao que está em volta. A economia do Brasil sofreu muito em 2015 e continuará ruim em 2016. Isso não ajuda ninguém. Pode, talvez, proporcionar um número maior de trabalhos de gestão de crise, mas mesmo isso não é o suficiente para compensar um PIB de -3%. Avalio 2015 como um ano desafiador para o setor de RP e, infelizmente, acho que 2016 não será melhor.  Portal dos Jornalistas – Quais os principais investimentos realizados pela agência em 2015 e o que está sendo projetado para os próximos anos, em especial 2016? Ricardo – Em 2015 nos concentramos muito no projeto de associação com a WPP – que exigiu foco nosso antes, durante a negociação, e agora, na integração. Para 2016 esperamos ampliar os treinamentos para os nossos talentos, trazer para o Brasil melhores práticas mundiais de atendimento que beneficiem nossos clientes e aprimorar a infraestrutura – em todos os casos, fazer parte da WPP facilitará e ampliará muito a nossa capacidade de fazer tudo isso. Portal dos Jornalistas – Como anda a prospecção de novos clientes e negócios e o que se pode falar do atual estágio de concorrência no setor? Eduardo – Temos um bom volume de concorrências acontecendo, mas acredito que seria uma quantidade ainda maior, e com investimentos mais expressivos, se o Brasil não estivesse passando pela atual crise. O estágio atual das concorrências é bem heterogêneo. Há empresas que sabem pedir um trabalho de comunicação mais atual, outros ainda seguem o que se fazia há alguns anos. O mercado está no meio de uma transformação, então é normal que coexistam modelos mais antigos e outros mais contemporâneos.  Portal dos Jornalistas – A internacionalização do setor de RP, na visão de vocês, deve continuar em 2016? Tivemos, este ano, o movimento de vocês com a WPP, da S/A com a Llorente & Cuenca e, nos últimos dias, o anúncio da venda do controle do Grupo ABC para o Grupo Omnicom, o que internacionaliza também a CDN, que havia sido comprada dois anos antes pelo ABC. E também vimos Ketchum comprando participação na Estragégia e Grupo In Press vendendo parte de seu controle para o Grupo DAS/Omnicom. Isso vai mudar muito o perfil do setor? Eduardo – Sim, acho que o movimento deve continuar. E, sim, vai mudar o perfil. O mercado será cada vez mais profissional, cada vez com mais controles, robustez e acesso às melhores práticas internacionais. Será menos caseiro, menos com base no jeitinho.   Portal dos Jornalistas – Que novidades o Grupo Ideal reserva para 2016? Ricardo – O que podemos antecipar é que vamos concluir toda a integração com a WPP, trazendo ganhos para nossos colaboradores e clientes em múltiplas frentes.

Delmo Moreira deixa a IstoÉ

O redator-chefe Delmo Moreira deixou a IstoÉapós o fechamento da edição da semana passada. Ele estava desde 2010 na revista, onde entrou como editor executivo, depois de nove anos em Época. Gaúcho de Esteio, no Rio Grande do Sul passou por Zero Hora, RBS (então TV Gaúcha), Band (TV Difusora), Gazeta Mercantil e Diário do Sul, entre outros. Em 1988 veio para São Paulo coordenar a Economia da TV Globo. No ano seguinte voltou a Porto Alegre, agora na Agência Estado. Transferido para São Paulo em 1992, ficou no jornal até 1997, tendo chegado a editor-chefe. Passou nova temporada na Gazeta Mercantil, de onde saiu em 2001 como chefe da Redação, em direção a Época. Também em IstoÉ, Sérgio Pardellas, que desde 2011 era editor de Política, passou na última semana a editor executivo da revista. O contato dele é [email protected].

Successful Farming Brasil está na rede

Nascido de uma joint venture do Grupo Spring com o Grupo americano Meredith, está na rede o portal Successful Farming Brasil, portal de conteúdo sobre agronegócio que já conta com 70 mil seguidores nas redes sociais. A parceria entre os grupos foi anunciada em julho desde ano, sendo o Brasil o primeiro país a lançar uma edição de SF fora dos Estados Unidos. À frente da equipe do novo portal está a jornalista Darlene Santiago. Graduada em Comunicação Social pela UnB, Darlene tem MBA em Economia de Empresa pela FEA-USP. Começou a carreira como estagiária da Secom da Presidência da República, em 2006. Foi assessora da deputada federal Alice Portugal e da Duratex. Em redação, atuou no Portal UnB, na Abril e na Editora Três, em que por três anos foi repórter de IstoÉ Dinheiro Rural.

Marília Gabriela deixa o GNT

Após 20 anos, a apresentadora Marília Gabriela deixa o GNT ainda este mês. De acordo com a coluna de Patrícia Kogut em O Globo, a jornalista “quer pensar em outras coisas para fazer, aprender”. “Sinto que o tempo está passando, tenho tantos outros anseios, sou inquieta por natureza. Não houve um aborrecimento, nada. É uma decisão de caráter pessoal. Estou cheia de planos, quero fazer um livro”, disse Marília à colunista. Em janeiro deste ano, Gabi deixou a apresentação de seu tradicional De frente com Gabi, no SBT, em sua terceira passagem pelo canal. 

Na Bahia, 35 jornalistas são demitidos de A Tarde e Massa!

O grupo baiano A Tarde dispensou na última 3ª.feira (1º/12) 35 jornalistas que atuavam nas redações de A Tarde e Massa!. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia – que participou do processo de desligamento, também mediado pelo Ministério Público do Trabalho –, as demissões aconteceram de forma respeitosa, com informações concretas sobre direitos e oferta de assessoria jurídica para dirimir dúvidas. “As dispensas decorreram da grave crise econômica e financeira que se verifica no país e incide de maneira mais premente sobre o setor de comunicação. Parte dos colegas aderiu ao processo de demissão de forma voluntária, por possuírem [sic] projetos próprios”, disse, por meio de nota, a presidente do sindicato Marjorie da Silva Moura. Ainda segundo Marjorie, os demais dispensados serão auxiliados pelo Sinjorba. A entidade quer estimular os profissionais a empreender e participar de cursos de reciclagem.

Leandro Conti assume na Suíça a liderança global de Comunicação da Syngenta

Leandro Conti acaba de ser nomeado head global de Relações com a Mídia da Syngenta, e assumirá a nova posição em janeiro na sede da empresa em Basiléia, na Suíça. Ele é desde 2011 é diretor de Assuntos Corporativos da Syngenta Brasil, em São Paulo, responsável por relações governamentais, marca e engajamento digital, comunicação interna e externa, doações e patrocínios, além de representar a empresa em diversas associações do setor de defensivos agrícolas, sementes e da cadeia de valor. Leandro iniciou a carreira na imprensa, trabalhando como repórter e redator em Folha de S. Paulo, TV Cultura e Guia 4 Rodas. Na área corporativa, liderou funções executivas nas multinacionais Nextel, Philip Morris, Henkel e Bayer. Para o posto dele no Brasil virá o colombiano Pablo Casabianca, diretor de Assuntos Corporativos da Syngenta para soja globalmente, atualmente baseado no Uruguai. Na Syngenta desde 2003, tem longa carreira no setor agrícola, tendo já sido diretor de Assuntos Corporativos da empresa para a região América Latina Norte, abrangendo mais de 22 países. Foi também diretor da Asociación Nacional de Empresarios de Colombia e trabalhou na Monsanto como diretor-geral para países andinos, diretor Comercial em São Paulo e diretor de Expansão Global. Formado em Administração de Negócios, fez especializações em Universidade de Columbia (EUA), Insead (França), IMD (Suíça) e no Centro para Liderança Criativa – CCL (EUA).

Davi Brandão deixa o DCI

Após quase 16 anos de casa, Davi Brandão deixou o DCI, onde nos últimos dois anos era editor do DCIMais, dedicado a registros de cultura e entretenimento, além de produzir reportagens de economia. Segundo ele, o espaço deixa de existir na edição impressa e no online reproduzirá conteúdo da agência Reuters: “Fui informado pela direção de que a partir deste momento o core business será o jornalismo econômico, com investimento e atenção à equipe de jornalistas de economia, algo que está no DNA da marca desde a sua fundação, em meados da década de 1930. Aliás, muitas foram minhas pautas de economia ao longo dos últimos 14 anos, inclusive nos últimos meses, quando a empresa passou a ter uma nova direção”.  No período em que esteve no Grupo Sol Panamby, além do DCI, Davi contribuiu para o portal PanoramaBrasil (extinto em 2013), o semanário Shopping News e o site do DCI, por cuja edição respondeu por mais de seis anos. 

Jornalistas&Cia e Maxpress apresentam Os +Admirados Jornalistas Brasileiros 2015

Foram dois meses de eleição, dois turnos de votação e participação de profissionais de todo o Brasil. Dos três mil jornalistas indicados na primeira fase saíram 347 finalistas e, destes, os Top 10, Top 50 e Top 100 agora conhecidos A segunda edição do Prêmio Os +Admirados Jornalistas Brasileiros chegou ao final, após semanas de intenso trabalho e dois turnos de votação. À meia noite de 27/11, a Maxpress encerrou a votação, dando números finais ao certame. A ampliação do colégio eleitoral, que saltou de 3 mil em 2014 para 48 mil em 2015, face a inclusão dos próprios jornalistas entre os votantes, levou a uma grande renovação de nomes, na comparação com a primeira edição: 37 dos que aparecem em 2015 não estiveram entre os Top 100 em 2014. A preponderância de profissionais do Sudeste é avassaladora, não só por esta região concentrar os mais importantes veículos de comunicação do País – e, consequentemente, grandes nomes do jornalismo –, como também por ser dela a maioria dos eleitores. Dos cem vencedores do Prêmio, 86 são do Sudeste e, entre esses, 65 de São Paulo e 21 do Rio de Janeiro, havendo apenas um representante de Minas Gerais. O Distrito Federal comparece com 12 profissionais e o Rio Grande do Sul, com um. Embora com presença relevante, as mulheres são minoria entre Os +Admirados, ficando com 29 das cem posições. Mais da metade dos indicados atua em televisão, mostrando a força que esse veículo continua a ter na sociedade brasileira, sobretudo na própria imprensa e na comunicação corporativa. Difícil é concorrer com a Rede Globo (nela incluída a Globo News), que tem 40 profissionais de suas várias redações entre os cem vencedores. Está a quilômetros de distância da segunda colocada, a Band, com seis nomes, mas que, em compensação, é o local de trabalho do grande campeão do ano, com uma votação expressiva (30% a mais de pontos em relação ao segundo colocado). SBT e Record empatam com quatro vencedores cada, vindo a seguir ESPN e RedeTV, cada uma com um jornalista entre os cem vencedores. Jornal é outra mídia em evidência em número de ganhadores: 35 profissionais. Destaque para Estadão e Folha, com mais de dez indicações cada, seguidos de O Globo (seis) e Valor Econômico (três). Muitos dos Top 100 atuam em mais de uma mídia – alguns, em quase todas. Vários estão na web com seus blogs ou colunas especializadas, por exemplo. Mas há, entre os cem finalistas, ao menos seis profissionais que escrevem predominantemente para a web. E outros seis que atuam em revistas. O rádio é o que deu menos premiados: três, um deles o mesmo profissional de televisão citado anteriormente e que disparou na liderança. Alguns poucos entre os Top 100 estão fora das redações, mas continuam tendo atuação em projetos jornalísticos ou afins. Há também pelo menos dois profissionais que saíram do jornalismo para se dedicarem a programas de entretenimento, mas que nem por isso deixaram de ser considerados jornalistas pelos eleitores. Veja quem são os Top 10, Top 50 e Top 100 do Prêmio Os +Admirados Jornalistas Brasileiros.

Ricardo Boechat é bicampeão de admiração

Top 10 é completado por Caco Barcellos, Eliane Brum, William Waack, Elio Gaspari, Miriam Leitão, Sandra Annenberg, William Bonner, Arnaldo Jabor e Xico Sá

Campeão de 2014, naquela ocasião praticamente empatado com Miriam Leitão, Ricardo Boechat disparou este ano na liderança, alcançando o bicampeonato. Com 20.460 pontos acumulados nos dois turnos de votação, ele é O +Admirado Jornalista Brasileiro de 2015, mais de 7 mil pontos à frente do 2º colocado, Caco Barcellos, com 13.170.

“Boechat liderou com folga os dois turnos de votação, o que mostra que este foi o ano dele”, diz Eduardo Ribeiro, idealizador do prêmio e diretor de Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas. “Penso que em grande parte esse bicampeonato foi impulsionado – à parte o talento profissional de Boechat, que é indiscutível – por três episódios de grande repercussão que o tiveram como protagonista”.

Desses episódios, o mais polêmico foi a resposta dirigida ao pastor Silas Malafaia, que o chamou de falastrão e o desafiou para um debate para que ele “parasse de falar asneira”. Foi ao vivo, durante seu programa na BandNews FM, em 19/6, quando, numa atitude incomum e surpreendente, mandou Malafaia “procurar uma rola”, frase que se espalhou como rastilho de pólvora nas redes sociais, repercutindo em todo o País.

Pouco depois, em 27/8, no seu mesmo programa na BandNews FM, ele fez um longo desabafo, revelando ter sofrido dias antes, nos próprios estúdios da emissora, um “surto depressivo agudo”, que o levou a ficar por cerca de 15 dias afastado de suas atividades. Disse ele: “Eu simplesmente sofri um colapso, um apagão no estúdio”, e “nenhum texto era compreensível”. Boechat finalizou o desabafo afirmando que “a depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos”.

O terceiro episódio que protagonizou também teve a ver com sua saúde. Em 5/11, ele contou, via facebook, que três semanas antes havia feito um exame preventivo, tendo descoberto um câncer de pele na cabeça, que foi removido com uma microcirurgia. Brincou postando uma foto e um texto dizendo “Minha careca, como vocês podem ver, ficou zero quilômetro”. E aproveitou o episódio para divulgar uma ação voluntária de médicos dermatologistas, capitaneados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que aceitaram dar consultas de graça em 23 estados, como parte da campanha do Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele.

Houve três mudanças entre os Top 10, na comparação com 2014: entraram Sandra Annenberg, que, com seus 6.295 pontos, subiu da 36ª para a 7ª colocação; Arnaldo Jabor, com 5.955, que saltou da 24ª para a 9ª; e Xico Sá, com 5.930, que sequer figurou entre os Top 100 em 2014 e este ano chegou para ocupar a 10ª posição.

Entre os outros sete houve apenas mudanças de posições. Caco Barcellos, por exemplo, foi 4º em 2014 e este ano, o vice-campeão. Eliane Brum subiu da 9º para a 3ª posição, com seus 8.435 pontos. William Waack ganhou uma posição, subindo do 5º para o 4º lugar, com 8.245 pontos. Elio Gaspari, 3º em 2014, ficou na 5ª posição, com 7.695 pontos. Miriam Leitão, vice-campeã quase empatada com Boechat em 2014, foi a 6ª classificada, com 6.690 pontos. E William Bonner, 6º em 2014, ficou no 8º lugar, com 6.060 pontos.

Para Sérgio Franco, CEO da Maxpress, a ampla experiência da empresa na organização de prêmios e concursos diversos no campo da gestão do reconhecimento permitiu um rigoroso acompanhamento da eleição nos dois turnos de votação, impedindo qualquer tipo de distorção: “Nossos processos identificavam automaticamente, por exemplo, votos em duplicidade e autovotos, permitindo-nos eliminá-los da votação final, como determinava o regulamento. Também pudemos com bastante eficácia chegar a uma lista confiável de indicações no 1º turno, graças ao amplo conhecimento do mercado e de seus profissionais que tanto a Maxpress quanto o Jornalistas&Cia têm. Imagine trabalhar três mil nomes, vindos de oito mil indicações, com grafias diferentes (Beth, Elizabeth, Elisabeth, Elizabete etc.) ou errada, nomes compostos (Francisco Bezerra, Francisco Ribeiro, Francisco Bezerra Ribeiro etc., que muitas vezes são a mesma pessoa). Isso foi fundamental para o sucesso do projeto”.

Os Top 50 – Entre os eleitos para o Top 50 (11º a 50º lugares) da edição 2015 do Prêmio Os +Admirados Jornalistas Brasileiros, oito nomes sequer figuraram no certame de 2014, casos de Zileide Silva (TV Globo), Evaristo Costa (TV Globo), Leonardo Sakamoto (da ONG Repórter Brasil), Adriana Araújo (TV Record), Adriana Carranca (O Estado de S.Paulo), Jamil Chade (O Estado de S.Paulo), Luís Fernando Veríssimo (O Estado de S.Paulo e outros jornais) e Ana Paula Padrão (Band). Confira a lista

Os Top 100 – Entre os Top 100 (51º ao 100º lugares), 25 são nomes novos, que não entraram no levantamento de 2014: Tadeu Schmidt (TV Globo), Maria Júlia Coutinho (TV Globo), Paulo Henrique Amorim (TV Record), Ana Paula Araújo (TV Globo), Paulo Vinícius Coelho (Folha de S.Paulo e Fox Sports), Eduardo Faustini (TV Globo), Heraldo Pereira (TV Globo), Sandra Passarinho (TV Globo), Antonio Prata (Folha de S.Paulo), Ernesto Paglia (TV Globo), Rodrigo Bocardi (TV Globo), Bob Sharp (revista Carro e site Autoentusiastas), Antero Greco (O Estado de S.Paulo e ESPN), André Caramante (Ponte Jornalismo), Celso Ming (O Estado de S.Paulo), Pedro Bassan (TV Globo), Christiane Pelajo (TV Globo/Globo News), Daniela Pinheiro (piauí), Fábio Pannunzio (TV Bandeirantes), Bruno Paes Manso (USP), José Trajano (ESPN), Leonêncio Nossa (O Estado de S.Paulo), Monalisa Perrone (TV Globo), Boris Feldman (Hoje em Dia e Autopapo), Eduardo Laguna (Valor Econômico) e Cláudia Safatle (Valor Econômico).

Sérgio Gomes recebe Medalha Anchieta

A Câmara Municipal de São Paulo concedeu em 27/11 a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao diretor titular da Oboré Sérgio Gomes. A homenagem foi uma iniciativa do vereador Eliseu Gabriel (PSB). Serjão, como é conhecido, formou-se em Jornalismo pela USP, onde também lecionou Jornalismo Sindical, Comunitário e Popular entre 1986 e 1992. Militou no PCB (Partido Comunista Brasileiro) e no movimento estudantil, chegando a ser preso pelo regime militar em 1975, três anos antes de participar da fundação da Oboré Editorial. Atualmente integra o Conselho Deliberativo do Instituto Vladimir Herzog e coordena o Projeto Repórter do Futuro, concebido por ele na Oboré. “Eu sou paulistano, nunca morei em outra cidade que não essa. A vida me deu a sorte de conhecer uma parte das melhores pessoas dessa cidade que tinha o propósito de fazer com que ela fosse democrática, justa, uma bela cidade. A minha geração, inclusive na luta contra a ditadura, teve esse desafio de tentar vencer e fazer essa cidade um pouco melhor”, declarou o homenageado.

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