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Ranking J&Cia dos +Premiados ? Ano após ano, os Top 10

Saiba quem foram os dez jornalistas mais premiados da história em cada edição do Ranking, desde a sua criação, em 2011. Vale lembrar que ele vem sendo ampliado ano após ano, com as novas descobertas da pesquisa realizada; e que a pontuação de algumas categorias foi alterada, com o objetivo de tornar o certame mais justo e equilibrado. Desse modo, não se devem estranhar casos de diminuição na pontuação de jornalistas de um ano para outro e mudanças na classificação em função desses ajustes.

Mais de cinco mil jornalistas foram demitidos desde 2012

Conduzido por Sérgio Spagnuolo, o projeto de jornalismo de dados Volt Data Lab atualizou os números da “conta dos passaralhos” com as demissões ocorridas em 2015. De acordo com a pesquisa – que utilizou dados obtidos a partir de informações dos sites especializados Portal dos Jornalistas, Portal Imprensa e Comunique-se –, mais de cinco mil profissionais foram demitidos desde 2012, sendo 2.631 só em 2015. Quem lidera esse ranking é a Editora Abril, seguida por Terra, Infoglobo, Estadão e Folha de S.Paulo. Veja os infográficos.

Miriam Leitão consagra-se como a mais premiada jornalista brasileira da história

Primeira a ultrapassar a barreira dos mil pontos, Miriam lidera a edição 2016 do Ranking J&Cia com 100 pontos de vantagem sobre Eliane Brum, a vice-campeã em premiações jornalísticas do País Com os 40 pontos conquistados em 2015, vindos do prêmio Comunique-se e de ajustes de pontuação em prêmios anteriores, Miriam Leitão ultrapassou a barreira dos três dígitos, cravando 1.005 pontos no Ranking Jornalistas&Cia dos +Premiados Jornalistas da História, E manteve a liderança alcançada em 2014, quando, com 965 pontos, a dividiu com José Hamilton Ribeiro, que liderou o Ranking por quatro anos seguidos, desde 2012, sendo declarado Líder Hors Concours em 2015 pelo Conselho Consultivo do certame. Desse modo, Zé Hamilton passou a ser o patrono do Ranking e a fonte de inspiração do projeto, deixando de figurar na classificação geral. Mineira de Caratinga, Miriam tem números que só ajudam a comprovar sua reconhecida, admirada e vitoriosa carreira. Dentre as iniciativas avaliadas por este levantamento, foram 29 prêmios conquistados em 45 anos de carreira, que, somados, lhe renderam aqueles 1.005 pontos. Para se ter uma ideia deste feito, até o Ranking 2014 apenas 31 veículos em todo o Brasil haviam superado essa marca. Adicionem-se a esses reconhecimentos diversas outras homenagens conquistadas ao longo de sua atividade profissional, e que não integram a base do Ranking, entre eles os prêmios especiais Jornalismo para Tolerância, entregue em 2003 pela Federação Internacional de Jornalistas; Jornalismo Econômico, concedido em 2007 pela Ordem dos Economistas do Brasil; e, mais recentemente, sua eleição por dois anos consecutivos entre os 10 +Admirados Jornalistas Brasileiros, pesquisa promovida por este Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress. Trocas importantes de posições entre os Top 10 Líder da primeira edição do Ranking J&Cia dos +Premiados Jornalistas da História, publicada em 2011, a gaúcha Eliane Brum é a vice-líder com 905 pontos. Repórter freelancer e colunista do site do El País, Eliane vem dedicando boa parte de sua carreira nos últimos anos às atualizações de seu blog, Desacontecimentos, e à participação e criação de projetos literários, entre eles o recente Meus desacontecimentos – A história da minha vida com as palavras (LeYa), de 2014, quinto livro mais vendido na última edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. A partir do 3º lugar, esta edição do Ranking registrou algumas trocas importantes de posições, como Mauri König, que ultrapassou Caco Barcellos e assumiu a 3ª colocação, com 817,5 pontos, apenas 5 à frente do repórter especial da TV Globo, que terminou o levantamento com 812,5 pontos. Outra mudança ocorreu entre Cid Martins, agora na 5ª posição, com 782,5 pontos, e João Antônio Barros, 6º, com 722,5 pontos. Também inverteram as posições Giovani Grizotti, que saltou para o 7º lugar, com 682,5 pontos, e Carlos Wagner, que terminou em 8º, empatado com Marcelo Canellas, ambos com 662,5 pontos. Dimmi Amora, com 657,5 pontos, completa os Top 10, na 10ª posição. A seguir, do 11º ao 20º lugar, vêm Clóvis Rossi (11º – 600 pontos); André Trigueiro (12º – 570 pontos); Domingos Peixoto (13º – 560 pontos); Gilberto Dimenstein (14º – 545 pontos); Fernando Rodrigues (15º – 517,5 pontos); Humberto Trezzi (16º – 495 pontos); Mônica Bergamo (17º – 492,5 pontos); Nilson Mariano (18º – 470 pontos); Ricardo Boechat (19º – 462,5 pontos); e Domingos Meirelles (20º – 460 pontos).    

Morre Cláudio Lachini

Morreu nesta 3ª.feira (5/1), aos 74 anos, vítima de câncer, Cláudio Antônio Lachini. Natural de Alfredo Chaves (ES), descendente de italianos, começou a trabalhar aos 15 anos, na redação da Folha do Norte, em Colatina (ES). Formado em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, trabalhou como chefe da Divisão de Divulgação e do Serviço de Imprensa Universitária. Deixou Espírito Santo para fazer parte da equipe de criação da revista Veja, em que foi repórter. Também colaborou para a revista Realidade, ambas da Editora Abril. Foi copydesk no Estadão, secretário de Redação nas revistas Varejão e Expansão e secretário geral de Redação da Gazeta Mercantil, jornal em que esteve por 30 anos. Participou ainda da criação do programa de televisão Crítica e Autocrítica, da TV Gazeta (SP). Em 1984 transferiu-se para Curitiba-PR, como diretor da sucursal da Gazeta Mercantil. Escreveu diversos livros, entre eles Sperandio – Fragmentos de uma saga ítalo-brasileira, sobre os imigrantes italianos que povoaram o Espírito Santo; Vasco – Memórias de um percursor da globalização, sobre Vasco Fernandes Coutinho, fidalgo português que foi o primeiro capitão donatário da Capitania Hereditária do Espírito Santo; e a coleção A produção de riquezas no Brasil, pela Gazeta Mercantil. André Lachini, filho de Cláudio e também jornalista, escreveu em sua página do facebook: “Amigos e amigas. Hoje é o dia mais triste da minha vida. Meu pai, Claudio Antonio Lachini, morreu aos 74 anos aqui em São Paulo. Ele enfrentou uma longa batalha contra o câncer. Peço a todos que o conheceram que façam uma prece por ele”.

Ramiro Alves deixa a Ejesa para assessorar o ministro Nelson Barbosa, na Fazenda

Ramiro Alves aceitou o convite do ministro Nelson Barbosa e já se apresentou ao Ministério da Fazenda, em Brasília, para chefiar a Assessoria de Imprensa do órgão. Com isso, deixou o posto de publisher do Grupo Ejesa, que ocupava desde 2012. Ali, no Rio de Janeiro, cuidava do iG e dos jornais O Dia e Meia Hora. Carioca e apaixonado por carnaval, Ramiro foi um dos fundadores do bloco Imprensa que eu gamo, tradicional no Rio. Trabalhou como editor em O Globo e IstoÉ, revista que deixou em 2004 para assessorar o ministro Guido Mantega, também no Ministério da Fazenda, época em que conheceu o atual ministro Nelson Barbosa, até ser contratado pelo Grupo Ejesa. Atuam também na assessoria Patrícia Mesquita, que chegou com o novo ministro, para assessorá-lo diretamente, e a coordenadora Érica Andrade. Os contatos da Ascom são 61-3412-2501 / 2547 e [email protected].

Leonel Rocha assume coluna online e edição da Revista Congresso em Foco

O Congresso em Foco começa 2016 com a contratação de Leonel Rocha para assinar coluna no site, sobre os bastidores do poder em Brasília. Ele também assume a edição da Revista Congresso em Foco.

Na semana de estreia, antecipou que Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara, conseguiu adesões suficientes para retomar o cargo que havia perdido por decisão do presidente da Casa Eduardo Cunha e do vice-presidente da República Michel Temer. Dias depois, a notícia ganhou as manchetes dos jornais. Leonel atua como repórter em Brasília desde 1980.

Teve passagens pelas revistas Veja, Época e IstoÉ e pelo jornal Estado de S. Paulo.

Vídeo conta história da censura no Estadão

Estranhos na noite – Mordaça no Estadão em tempos de censura é o título do vídeo que José Maria Mayrink, repórter especial do jornal, concluiu recentemente ainda como parte das comemorações dos 140 anos do Estadão, completados em 4 de janeiro de 2015. Segundo ele, a ideia surgiu em 2014, de um encontro do diretor de Conteúdo Ricardo Gandour (em licença até o final de maio, fazendo pesquisas nos EUA) com o cineasta Camilo Tavares, da PequiFilmes, diretor do documentário O dia que durou 21 anos, sobre o golpe militar de 1964: “O roteiro de nosso filme foi o livro Mordaça no Estadão, que publiquei em dezembro de 2008, aniversário do AI-5. Terminei as entrevistas no primeiro semestre de 2015. Tiramos cópias em DVD para distribuição interna e testes. O jornal está montando um esquema de divulgação, para a segunda quinzena de janeiro. O link deverá ser acessível pela TV Estadão e pelo Portal Estadão”. Mayrink, também responsável pelo roteiro, entrevistou 27 pessoas e incluiu um depoimento próprio. A maioria dos entrevistados é de profissionais que trabalharam no Estadão e no Jornal da Tarde no período da censura do AI-5. Alguns foram presos e torturados, como Carlos Garcia, na época diretor da sucursal do Recife: “Todos foram testemunhas da repressão e sofreram suas consequências na redação. O ex-ministro Delfim Netto, o último a falar, deu uma bela e honesta entrevista, em contraponto. Outras contribuições importantes foram as das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache, que falaram sobre a censura na cultura”. Os outros entrevistados são Carlos Brickmann, Carlos Chagas. Edmundo Leite, Fernando Mitre, Flávio Tavares, Gellulfo Gonçalves (Gegê), Hagop Boyadjian, Ivan Angelo, João Luiz Guimarães, Júlio César Mesquita, Ludenbergue Góes. Luiz Roberto de Souza Queiroz, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Marco Antônio Rocha, Maria Aparecida de Aquino, Miguel Jorge, Oliveiros S. Ferreira, Raul Bastos, Ricardo Kotscho, Roberto Godoy, Ruy Mesquita Filho, Selma Santa Cruz e Sérgio Mota Mello. Bebeto Souza Queiroz, um dos entrevistados, publicou na comunidade eXtadão do facebook uma análise do vídeo que reproduzimos a seguir, com a devida autorização; A história da censura Recebi como “presente de Natal” enviado pelo Mayrink o vídeo Estranhos na noite – Mordaça no Estadão em tempos de censura, trabalho que sei lá quanto tempo ele demorou para produzir e que conta cronologicamente a história da censura, numa verdadeira aula de jornalismo. O vídeo, feito com entrevistas das principais “vítimas” da censura, inclusive este escriba, é um preito de saudade, e quase faz chorar a imagem do Gegê, velhinho, cantando com a voz de barítono de sempre Strangers in the night, para mostrar como ele “saudava” a chegada dos censores à redação. Mayrink conseguiu ir muito além da censura do Estadão, com o depoimento da Irene Ravache dizendo de como a censura afetou o teatro, com o Kotscho lembrando como o Estadão era proibido de noticiar fatos que saíam nos demais jornais, o depoimento do Sérgio Mota Mello, do Carlinhos Brickman, do Ivan Angelo, que teima em não envelhecer, do João Luiz Guimarães contando como o censor riscava as matérias e entregava a ele para que tirasse da edição, com o Carlos Garcia contando como foi torturado pelo Exército, o pavor que tinha do “gancho”, quando suas mãos, algemadas, eram penduradas num gancho a tal altura que os pés apenas tocavam o chão, para que contasse quem participava da “célula” comunista do Estadão. Um depoimento tão detalhado que, para mim, que várias vezes ouvi do Garcia a história de sua prisão, ainda havia muita novidade. A entrevista do Marquito, contando como Ruy fez questão de ir com ele quando foi preso no II Exército, a quem responsabilizou pela saúde do seu repórter, ganha vida quando a estória, que conhecia, é ouvida de viva voz, e mais viva ainda, quando Ruizito conta que na véspera teve que ceder sua cama, em casa, para o repórter ameaçado de prisão. A afirmação de Júlio Neto ao chefe da Polícia de que não era ele o responsável pelo que saía no jornal, mas o ministro da Justiça, cujos censores decidiam o que podia ser publicado, ganha novos tons no depoimento do Oliveiros, como também a saga do Flávio Tavares, exilado na Argentina e contratado por dr. Júlio como correspondente, com pseudônimo, é claro, e a afirmação de que a Polícia Federal sabia quem era “Júlio Delgado”, nome que assinava, mas não ousou fazer nada. Flávio Tavares retrata com precisão o apoio do jornal ao golpe, a decepção ao verificar que, em vez da levar à democracia, o movimento levou a uma ditadura e a decepção do dr. Julinho. Como contraponto, Mayrink entrevista Delfim Neto, que explica porque assinou o Ato Institucional nª 5 e que, nas mesmas condições, assinaria de novo. Firme ainda, apesar da idade, o arquiteto Hagop conta diante do prédio da velha redação como no dia das Instituições em Frangalhos aproveitou uma canaleta para entulho de uma obra dentro do jornal, que saía na Martins Fontes, para soltar uns 150 mil exemplares pela parte de trás do prédio, enquanto as “autoridades” fiscalizavam as docas de saída da Major Quedinho. Na capa do DVD, a fotografia de um dos censores, tirada à socapa por um dos fotógrafos do jornal, e o texto do dr. Ruy ao ministro Buzaid, “todos os que estão hoje no poder, dele baixarão um dia e então, sr. Ministro, como aconteceu na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini, ou na Rússia de Stalin, o Brasil ficará sabendo a verdadeira história deste período”. O jornal no qual trabalhamos e que, como tudo, envelheceu, e envelheceu mal, encolhendo inclusive, renasce à medida que a peça de mais de uma hora aparece no vídeo. E meu próprio depoimento dá saudade de um tempo em que o repórter podia “aprontar” o que hoje é impossível. Eu conto no vídeo como chantageei o ex-ministro Cirne Lima quando, demissionário e a caminho do Rio Grande, ele pousou em São Paulo. Da porta do avião ele me pediu que contasse o que o Estadão estava publicando sobre sua demissão e a briga com Delfim, que a causou, e expliquei que não publicava nada, pois a censura impediu, mas que eu tinha na mão a página censurada, mas só a entregaria se me permitisse entrar no avião e seguir com ele e os gaúchos do seu “staff” para o Rio Grande. (Imaginem hoje, um repórter entrar tranquilo pela pista do aeroporto, ir até o avião, pois não havia “fingers” de embarque na ocasião e exigir ir a bordo.) O fato é que Cirne Lima concordou, fiz uma das melhores matérias de minha vida, mandei de Porto Alegre para São Paulo – pelas cabines de datilografia, vocês se lembram? – e o vídeo mostra o Góes contando como o censor cortou tudo e o jornal saiu com um grande anúncio da Rádio Eldorado na primeira página, onde deveria estar meu texto: AGORA É SAMBA. Sinto ter-me alongado, mas felizmente no eXtadão não há “copy” para enxugar a matéria e escrevinhei muito porque acho que todos que tiveram um dia o privilégio de trabalhar no jornalzão precisam efetivamente assistir à obra que o Mayrink deve ter muito orgulho de assinar.

FIJ oferece bolsa para projeto investigativo

O Fundo para Jornalismo Investigativo (FIJ, na sigla em inglês) está com inscrições abertas para uma bolsa de projetos para produção de reportagens ou livros investigativos. O conselho diretor da organização busca por histórias que abram novos caminhos e exponham irregularidades como corrupção, desvio de poder ou prevaricação nos setores público e privado, seja nos EUA ou em outros países. A bolsa é de US$ 5 mil e cobre despesas como viagem, documentação e aluguel de equipamentos. A candidatura deve ser feita em inglês, com orçamento do projeto detalhado e expresso em dólares americanos. As inscrições vão até 1º/2 via formulário no site. O FIJ aconselha que o candidato faça backup do material da sua candidatura e envie mensagem para [email protected] pedindo confirmação da inscrição, mesmo se ela aparecer na tela.

Rádio Eldorado/Estadão deverá reintegrar demitidos 

Por decisão unânime, o TRT da 2ª Região anulou em 16/12 a demissão de 16 jornalistas e oito radialistas da Rádio Eldorado/Estadão. A sentença, porém, só entrará em vigor após a sua publicação, o que deverá ocorrer quando terminar o recesso do Judiciário, em 20 de janeiro. A partir daí contarão os prazos para eventuais embargos e recursos. O TRT considerou que a rádio não poderia ter feito a demissão em massa sem prévia negociação com as categorias, por meio de seus sindicatos.

STF suspende artigo do direito de resposta

O ministro do STF Dias Toffoli determinou em 18/12 a suspensão da eficácia do Artigo 10 da Lei 13.888/2015, que regulamentou o direito de resposta nos meios de comunicação. A medida atende a pedido liminar da Ordem dos Advogados do Brasil e suspende a aplicação do artigo que garantia somente a órgãos colegiados dos tribunais a possibilidade de concessão de recurso para sustar a publicação da resposta. “Admitir que um juiz integrante de um tribunal não possa, ao menos, conceder efeito suspensivo a recurso dirigido contra decisão de juiz de primeiro grau é subverter a lógica hierárquica estabelecida pela Constituição, pois é o mesmo que atribuir ao juízo de primeira instância mais poderes que ao magistrado de segundo grau de jurisdição”, argumentou Toffoli. Na ação, a OAB defendeu a regulamentação do direito de resposta, mas afirmou que a lei não pode impedir a Justiça de coibir eventuais abusos contra direito de resposta abusivamente concedido.

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