Álvaro José, que já cobriu nove Olimpíadas, voltou à Band para integrar a equipe da emissora na Rio 2016. Em nota, o narrador disse que “a torcida vai ter um reflexo muito grande no resultado dos atletas brasileiros. Em média, o país sede ganha 20% de medalhas a mais. O Brasil, que conseguiu 17 medalhas em Londres, pode superar esse índice e chegar a 26, 27 medalhas no total”. Professor de História, Álvaro é reconhecido por seu profundo conhecimento dos Jogos e pela memória certeira que aparece durante as transmissões em forma de dados, nomes e marcas de recordes. Com contrato de dois anos firmado com a Band e com o canal BandSports, Álvaro estreia em 27/2 na apresentação de programa especial que conta as histórias que fizeram os Jogos.
Abertas as indicações para o Prêmio Maria Moors Cabot
Organizado pela Escola de Jornalismo da Universidade Columbia, de Nova York, o Prêmio Maria Moors Cabot é oferecido a jornalistas e organizações que tenham promovido o entendimento interamericano por meio de suas reportagens e de seu trabalho editorial. Podem se inscrever jornalistas, diretores de Jornalismo ou organizações como agências de notícias e sindicatos, além de jornalistas freelance e veículos de comunicação de todas as mídias. Os juízes do prêmio procuram profissionais excepcionais e corajosos, que buscam impactar a sociedade. Mais especificamente, procuram por jornalistas e organizações que tenham uma contribuição sustentada ao entendimento interamericano por meio de sua cobertura das Américas. Os homenageados ganharão uma medalha Cabot, além de US$ 5 mil. Menções honrosas também são oferecidas aos nomeados. Foram 340 prêmios desde 1939, entre medalhas de ouro Cabot e menções honrosas. De acordo com levantamento da Abraji, 33 dos homenageados são jornalistas brasileiros.
Comunique-se cria exposição itinerante sobre a história do jornalismo
Com a ideia de apresentar a história da comunicação e do jornalismo em um só lugar, o Grupo Comunique-se criou o projeto News Truck: Jornalismo Itinerante, exposição com material interativo, fotográfico, além de entrevistas e depoimentos de profissionais da área. O museu está sendo instalado dentro de uma carreta personalizada, que percorrerá dez municípios em três Estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os espaços da mostra são divididos em história do jornalismo e os avanços tecnológicos; história das mídias impressa, internet, rádio e televisão; Prêmio Comunique-se e mestres do jornalismo; quiz sobre a profissão; espaço para selfie; e estúdio para transmissão de programas de rádio e televisão. O tour começará em maio, logo após o tradicional almoço de lançamento do Prêmio Comunique-se, e se estenderá até setembro.
Agência Pública abre novo concurso de microbolsas
A Agência Pública abriu inscrições para o Concurso de Microbolsas – Judiciário, que convida repórteres independentes de todo o Brasil a investigar o Poder Judiciário. São cinco microbolsas de R$ 5 mil para as melhores pautas sobre o sistema judiciário brasileiro. Este é o sexto concurso de microbolsas da Pública, que já distribuiu R$ 89 mil reais para repórteres independentes fazerem suas investigações. Consulte o regulamento.
Dança das cadeiras movimenta Redação de O Dia
Ocorrem mudanças em O Dia. Com a saída de Ramiro Alves, fica extinto o cargo de publisher. Aziz Filho segue como diretor de Redação. Francisco Alves Filho, que era editor executivo, foi promovido a editor-chefe. Roberto Pimentel, que era secretário de Redação, agora é editor executivo. Daniel Pereira, deixa de editar o caderno Niterói e passa a editor de Suplementos, que inclui o tradicional Baixada. Ernesto Carriço assume como chefe da Fotografia.
Marcio Riscala deixa a Telefônica | Vivo
Depois de quase 16 anos na área de comunicação da Telefônica, Marcio Riscala deixou a empresa nesse início de semana. Nos últimos anos, após a fusão com a Vivo, atuou como diretor de Comunicação Corporativa, responsável pelo relacionamento com a imprensa em todo o Brasil e pela comunicação interna, coordenando uma equipe de quase 30 pessoas. O e-mail pessoal dele é [email protected].
Aos 45 anos de vida, ADS cresce e investe na produção de conteúdo atrelada à geração de resultados
Quando o siciliano Antonio De Salvo chegou ao Brasil com os pais, em 1953, aos 16 anos, talvez não imaginasse que se transformaria num dos pioneiros das relações públicas no Brasil. Hoje, a ADS, agência que ele fundou e dirigiu por 37 anos, até morrer, em 2008, 45ª no ranking do Anuário da Comunicação Corporativa 2015 da Mega Brasil, segue firme nas bases que ele assentou há exatos 45 anos, em janeiro de 1971. Agora sob a direção de sua filha, Rosana De Salvo, e da viúva, Ingrid Rauscher, cresceu 15% no ano passado, a despeito da crise, está investindo fortemente na área digital e vê com otimismo o futuro. Rosana falou ao Portal dos Jornalistas sobre a trajetória da agência e as perspectivas da empresa e do mercado: Portal dos Jornalistas – A ADS completou 45 anos em janeiro. Quais consideram terem sido os principais fatores para essa longevidade? Rosana De Salvo – Temos o orgulho de ser uma das primeiras agências brasileiras de comunicação corporativa do País e a única desde aquela época a manter suas operações. Somos precursores no desenvolvimento de ações de comunicação como responsabilidade social, programas de fidelização de clientes e fornecedores, organização de eventos, relações com a mídia, programas de prevenção e gerenciamento de crises, entre outros serviços. Isso só foi possível graças à visão estratégica dos profissionais que atuaram nesses 45 anos de história, ao reconhecimento dos clientes, à adoção das melhores práticas de comunicação e à constante inovação da agência, tanto que acabamos de mudar nosso slogan para “inovação desde sempre”. Portal dos Jornalistas – Como foi 2015 para a ADS? A agência conseguiu crescer? Em que percentual? Rosana – Nosso crescimento foi de 15% em 2015, especialmente na área de eventos da agência. O ano foi bastante desafiador e buscamos oferecer aos nossos clientes ações diretamente voltadas para resultados, fundamentais num ambiente econômico e político desfavorável. Portal dos Jornalistas – Com que cenários trabalha para 2016? Haverá espaço para crescimento, a despeito da crise política e econômica enfrentada pelo País? Rosana – A crise política e econômica sem dúvida afeta a todos indistintamente. Mas acreditamos que, ao mesmo tempo, ela trouxe uma grande oportunidade que é a valorização da ética e transparência. A sociedade mudou e a forma das empresas se comunicarem com os stakeholders também. Cabe às agências apoiar os clientes nesse cenário em que a comunicação digital assume maior importância. Por isso, a ADS está investindo fortemente no seu braço digital, mas de forma diferenciada, em que a produção de conteúdo de relevância está diretamente atrelada à geração de resultados de vendas para as áreas comercial e de marketing de nossos clientes. Nossa preocupação é proporcionar indicadores confiáveis aos nossos clientes para medirem o retorno dos investimentos realizados em comunicação. Portal dos Jornalistas – E quanto ao setor de RP como um todo, qual avaliação pode ser feita em relação a 2015 e uma projeção para 2016? Rosana – Vemos boas perspectivas, especialmente neste momento de disruptura que nos obriga a acelerar a tomada de decisão. A comunicação tem que dar respostas ágeis e em sintonia com os valores e necessidades das gerações presentes e futuras, em que todos são protagonistas, tendo em vista a nova era digital. Num cenário em que absolutamente tudo é observado, registrado e compartilhado em tempo real, as corporações que não tiverem uma comunicação clara, rápida e eficaz colocam suas imagem e reputação em risco. Uma agência com 45 anos, que vivenciou e superou diversas crises no País, tem a experiência necessária para ajudar os clientes a lidarem com os desafios. Portal dos Jornalistas – Quais os principais investimentos realizados pela agência em 2015 e o que está sendo projetado para os próximos anos, em especial 2016? Rosana – Como já dissemos, os investimentos do grupo ADS estão voltados ao braço digital, sem perder de vista serviços pelos quais também somos bastante reconhecidos pelo mercado, como os de relações com a mídia, organização de eventos, comunicação interna, publicações, programas de fidelização de clientes, prevenção e gerenciamento de crises, media training e ações de responsabilidade social. Estruturamos esse novo serviço e já estamos tendo respostas do mercado. Portal dos Jornalistas – Como anda a prospecção de novos clientes e negócios e o que se pode falar do atual estágio de concorrência no setor? Rosana – A concorrência no nosso mercado é cada vez mais acentuada e, por isso mesmo, há que se estabelecer parâmetros corretos de contratação, ou seja, a concorrência não pode ser baseada apenas no preço e sim no tipo de serviço prestado, na expertise da agência e na estrutura de atendimento disponibilizada. No caso da ADS, a procura por serviços de comunicação corporativa continua acentuada, pois é cada vez maior o entendimento de que a comunicação atua na reputação das empresas e impacta nos seus resultados. Portal dos Jornalistas – A internacionalização do setor de RP, na visão de vocês, deve continuar em 2016? Isso vai mudar muito o perfil do setor? Rosana – Sim, recentes movimentações no nosso mercado demonstram que o interesse de grupos estrangeiros em fusões e aquisições permanece. As agências brasileiras são reconhecidas internacionalmente por seus trabalhos de excelência e o Brasil é visto como um mercado potencial. Nenhum grupo internacional tem visão de curto prazo na efetivação de seus negócios, ou seja, para essas empresas, a crise brasileira é episódica. No caso da ADS, continuaremos representando o grupo Ecco no Brasil. Com sede em Londres, ele tem mais de 40 agências parceiras em todos os continentes. Portal dos Jornalistas – Que novidades a ADS reserva para 2016? Rosana – Já lançamos no final de 2015 nossa nova identidade visual, incluindo a mudança de logotipia. Tivemos uma excelente aceitação de nossos clientes e do mercado para esse novo momento da agência, que demonstra sua capacidade de inovar. Com a criação do braço digital, a ADS marcará uma atuação diferenciada nesse segmento.
Faap oferece curso gratuito de Economia para jornalistas
A Fundação Armando Alvares Penteado abriu inscrições para a 14ª edição do Agenda Brasil, curso gratuito de extensão para jornalistas especializados em economia e negócios, que trabalham em veículos de comunicação. Semanal, sempre às 3as.feiras, das 9h15 às 12h30, a partir de 1º/3, ele tem duração de 20 semanas e carga horária de 60 horas. Para participar do processo seletivo, o interessado deve preencher a ficha de inscrição e entregá-la à Faap, pessoalmente ou pelos Correios, juntamente com a documentação necessária, que compreende carta de recomendação escrita pelo superior direto do veículo de imprensa no qual trabalha, curriculum vitae e foto 3×4. A ficha de inscrição pode ser obtida pelos e-mails [email protected]; iracema.carvalho@ e amanda.barbosa@. Mais informações nos 11-3662-7270 / 7271.
Agência Brasil monta equipe de correspondentes
A Agência Brasil, da EBC, passará a contar a partir deste mês com seis correspondentes em capitais brasileiras, além das equipes na sede em Brasília e nas sucursais do Rio de Janeiro e São Paulo. O aumento do número de praças deve descentralizar a cobertura da Agência, permitindo uma visão mais abrangente do que acontece no País e levando aos leitores um Brasil que o Brasil não conhece. Dos seis profissionais, dois já estão em campo, enviando diariamente matérias que são republicadas em sites e jornais do País inteiro. A repórter Edwirges Nogueira, que é cearense, voltou à sua terra natal depois de dois anos e meio em Brasília e, de Fortaleza, vem contribuindo com matérias que trazem uma visão que vai além dos clichês sobre o Nordeste brasileiro. No fim do ano, fez com o fotógrafo Marcello Casal Jr. um especial sobre a seca na represa de Sobradinho. Bianca Paiva, há oito anos na EBC, coordenava o Jornalismo da Rádio Nacional da Amazônia até assumir, em novembro passado, como correspondente da EBC na capital amazonense. As duas vêm produzindo matérias que mostram a riqueza da diversidade regional. Os outros quatro repórteres começam a trabalhar este mês, três deles em tempo de cobrir o Carnaval, que terá o tema Carnavais do Brasil, com reportagens e transmissões de rádio e tevê de várias partes do País. Eles foram escolhidos numa concorrida seleção interna entre os profissionais da Casa. Sayonara Moreno, baiana, na EBC desde 2013, será a repórter da Agência em Salvador. A alagoana Sumaia Villela será a correspondente em Recife. O gaúcho Daniel Isaia, que nos últimos anos atuou nas rádios Nacional e MEC no Rio de Janeiro, também volta para sua terra natal, como repórter em Porto Alegre. Estreou nesta semana, com as consequências do temporal na capital gaúcha. Léo Rodrigues, mineiro, deixa a TV Brasil no Rio de Janeiro para ser correspondente em Belo Horizonte. Apesar de estarem ligados à Redação da sede em Brasília, eles ficarão baseados nas Redações das emissoras parceiras da TV Brasil na rede pública, o que facilitará a troca de informações com outros colegas e evitará a sensação de isolamento que pode acontecer quando se trabalha em casa. A Agência Brasil também ganhou, em janeiro, um correspondente nos Estados Unidos. O repórter José Romildo foi morar naquele país por um ano, de onde cobrirá os principais temas de política e economia americana, especialmente as eleições presidenciais. A criação de uma rede de correspondentes, com uma seleção entre os profissionais da EBC, foi a primeira missão dada por Américo Martins, então diretor-geral, a Denize Bacoccina, quando ela assumiu a Superintendência Executiva de Agências e Conteúdo Digital. Denize conta que no fim do ano passado foram feitas as provas e as entrevistas de seleção, até chegar a um grupo que mostrou ter todas as habilidades para a função. E que a ampliação dessa rede vai permitir à Agência Brasil avançar no projeto de tornar-se cada vez mais relevante no jornalismo brasileiro, com uma linha editorial isenta, equilibrada, de interesse público.
Fernando Morais quer criar Casa de Mariana
Em entrevista ao jornal mineiro Hoje em Dia, publicada na edição de 25/1, o escritor e jornalista Fernando Morais declarou que busca recursos para concretizar o projeto Casa de Mariana, que será instalado na cidade de Mariana, onde ele nasceu. De acordo com Morais, o lugar abrigará seu acervo de cerca de quatro mil livros, sendo a maior parte de não-ficção e com foco em Brasil e América Latina. Arquivos acumulados em 50 anos de trabalho como profissional de imprensa, deputado, autor e ativista político ficarão disponíveis ao público. São dezenas de reportagens, documentos, depoimentos e entrevistas realizadas para a produção de livros. Integram o acervo áudios de entrevistas com personalidades como Luís Carlos Prestes, Fernando Collor, Fidel Castro, Ulysses Guimarães, José Sarney, Alfredo Stroessner, Yasser Arafat, Eric Hobsbawn, além de três décadas de correspondências trocadas entre Carlos Lacerda e seu advogado Fernando Veloso (doador do material) e centenas de fotos jornalísticas. Segundo o projeto, na Casa de Mariana serão realizadas atividades como workshops, debates, especialização e reflexão para jornalistas, estudantes de Letras, de História e de Cinema. As ações serão ministradas por profissionais como Anthero Meirelles, ex-jornalista, economista e diretor do Banco Central, que levará a Mariana oficinas de trabalho com foco em economia; Eric Nepomuceno, jornalista, escritor e tradutor, com oficinas sobre Jornalismo e Literatura; João Batista da Costa Aguiar, artista gráfico, com workshops sobre a feitura de um livro, da capa ao miolo; e Tatiana Quintella, documentarista, produtora e diretora da Popcom Filmes, com workshops de produção cinematográfica. Alberto Villas, jornalista e escritor, ministrará oficinas sobre a imprensa alternativa no Brasil durante a ditadura militar; Daniele Ottobre, cineasta italiano especializado na temática socioambiental, dará oficinas de trabalho sobre cinema documental e ambientalismo; Afonso Borges, jornalista e produtor cultural, levará para a casa, duas vezes por ano, seu vitorioso projeto Sempre um Papo; Deonísio da Silva, filólogo e escritor, oficinas de narrativas curtas e sobre a origem de palavras e expressões, para ensinar estudantes de Jornalismo e de Letras a contarem uma boa história; e o próprio Fernando fará workshops sobre reportagem, jornalismo investigativo e jornalismo literário. Ele está em busca de recursos para a compra da casa e para adaptá-la para abrigar o acervo. Afirmou que tentará viabilizar o projeto sem recorrer a leis de incentivo fiscal, pois, como é ativista político, não quer dar margem a interpretações equivocadas.







