Um convite ao diálogo pela igualdade de gêneros chega às livrarias neste mês, sob o selo da Primavera Editorial, Mulheres modernas, dilemas modernos – E como os homens podem participar (de verdade). Escrita “a quatro mãos”, a obra traz um curioso e interessante debate entre Joyce Moysés, profissional que atuou por mais de 25 anos no segmento de revistas femininas, e Claudio Henrique dos Santos, ex-executivo de Comunicação da Renault, que deixou de lado a profissão para acompanhar sua esposa, após esta receber um importante convite para se transferir para fora do País. Apesar dos rumos diferentes na carreira de cada um, o tema do livro aproximou os dois profissionais nos últimos meses. Enquanto de um lado Joyce dava palestras sobre seu primeiro livro, Mulheres de sucesso querem poder… Amar, Cláudio retratava sua recente escolha de vida em Macho do Século XXI – O executivo que virou dona de casa. E acabou gostando (Claridade). O resultado desse encontro é apresentado em um livro onde a “Mulher de sucesso” e o “Macho do século XXI” discutem os novos dilemas das profissionais que trabalham e não encontram mais tempo para filhos e relacionamentos, e qual o papel dos homens nesse cenário. “Os avanços profissionais são inegáveis num mercado que precisa dos talentos femininos para inovar e lucrar”, destaca Joyce. “Não devemos recuar, mas também queremos ter mais momentos felizes na vida pessoal. Por isso, precisamos conversar”. “A abordagem dos impactos do trabalho no cotidiano feminino normalmente é feita por mulheres para as mulheres”, lembra Claudio. “Está na hora de incluir os homens nessa conversa, pois eles são parte da solução dos dilemas femininos”. O resultado desse trabalho é um diálogo maduro, aberto e emocionante, que lança um olhar contemporâneo sobre a questão da igualdade de gêneros por meio de 16 dilemas, entre eles o de mulheres com mais sucesso profissional do que seus maridos, a escolha do momento certo para a maternidade e a dificuldade de atingir a felicidade pessoal. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, Joyce e Cláudio falaram sobre o livro, que chega com a promessa de ajudar homens e mulheres em uma nova realidade exigida pelo mercado. Portal dos Jornalistas – Como foi o processo de concepção e criação desse livro? Cláudio Henrique dos Santos – Curiosamente, eu e a Joyce não nos conhecíamos. Em uma coletiva de imprensa fui apresentado ao marido dela, que também é jornalista. Quando ele soube do meu trabalho, sugeriu que eu conversasse com ela, devido à semelhança dos assuntos que discutíamos. Em uma visita ao Brasil assisti a uma palestra da Joyce e ela, a uma das minhas. Percebemos que nossos discursos eram complementares. Foi quando cada um leu o livro do outro e surgiu a ideia de ampliarmos esse debate. Joyce Moyses – Foi bastante interessante porque muitos aspectos e características que meu primeiro livro buscava em um parceiro, o livro e os relatos do Cláudio mostravam que, à sua maneira, existia. Foi importante perceber e descobrir histórias em que mulheres eram capazes de desenvolver uma carreira sem abrir mão de ter uma família. Portal dos Jornalistas – Nessa separação do livro em temas, como foi feita a produção do material? Está clara para o leitor a opinião de cada um de vocês? Joyce – Sim, o livro separa bem a ideia de cada um. É um diferencial interessante, justamente porque é possível ver a visão masculina e a feminina de cada assunto. Ninguém é obrigado a concordar ou discordar, até mesmo porque a realidade de cada um é única e uma resposta que às vezes serve para um pode não servir para outro. Portal dos Jornalistas – Qual a diferença desse livro para obras anteriores de vocês? Cláudio – Esse livro não tem nada a ver com os nossos de estreia. O que a gente até faz é utilizar vez ou outra alguma experiência pessoal, mas como desde os lançamentos fizemos muitas palestras e conhecemos diversos outros cases e trocas de experiências, nosso leque de histórias cresceu muito desde então. Joyce – No meu caso, tenho um bem muito valioso que é um histórico da evolução que as mulheres tiveram ao longo dos últimos 25 anos, e seu impacto na sociedade. Comecei nesse setor abrindo cartas de seis mil mulheres que chegavam à redação em que trabalhava. Os dilemas que elas tinham naquelas cartas eu acompanhei de perto e pude ainda ver o que melhorou ou não nesse período. Portal dos Jornalistas – Nessa busca pela igualdade de gêneros, como vocês enxergam o papel que a imprensa vem exercendo? Joyce – Infelizmente ainda está longe do aceitável. Fico triste quando vejo capas de revistas que trazem apenas líderes e empreendedores do sexo masculino. Eu acho que as redações precisam observar melhor isso, porque cabe também a elas diminuir essa discrepância de oportunidades. Quando abrimos espaços também para mulheres de sucesso, além de reconhecer o bom trabalho e a capacidade dessas profissionais damos exemplos para que outras mulheres acreditem que é possível chegar onde até alguns anos atrás era inimaginável. Portal dos Jornalistas – Agora vocês pretendem palestrar em conjunto? Cláudio – Com certeza. Já temos inclusive uma palestra agendada para março, onde faremos o lançamento do livro dentro de uma empresa. O lançamento oficial de Mulheres modernas, dilemas modernos – E como os homens podem participar (de verdade) está confirmado para São Paulo, em 14/3, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi (av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232).
Barão de Itararé promove debate sobre suposta censura da Rede Globo
O Centro de Estudos de Mídias Alternativas Barão de Itararé promove na noite desta 2ª.feira (7/3) um debate “em defesa da liberdade de expressão e contra a tentativa da Rede Globo de censurar blogs e mídias alternativas”. Estarão presentes Roberto Requião (PMDB-PR), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS), Camila Marques (Artigo 19), Rosane Bertotti (FNDC), Celso Schröder (Fenaj) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além de jornalistas e blogueiros que, segundo a entidade, foram notificados extrajudicialmente pela Globo por investigarem o caso do tríplex da família no Marinho em Paraty (RJ), supostamente construído em área de proteção ambiental e com aparentes ligações à companhia panamenha Mossack Fonseca. Veja manifesto sobre o caso. O evento será na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (rua Rego Freitas, 530, sobreloja), terá transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo e será reproduzido na página do Barão de Itararé.
RBS vende suas operações em Santa Catarina
O Grupo RBS anunciou nesta 2ª.feira (7/3) ter vendido aos empresários Lírio Parisotto e Carlos Sanchez, juntamente com outros investidores, suas operações de televisão, rádio e jornal em Santa Catarina. Comunicado da empresa informa que a conclusão do negócio “está sujeita à condição suspensiva de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos demais órgãos regulatórios do setor, bem como ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações”. Segundo a nota da RBS, “Lírio Parisotto atua na área de mídia por meio de sua empresa Videolar e no setor de petroquímica a partir da Innova; Carlos Sanchez amplia o processo de diversificação de seus negócios, a partir do Grupo NC, um dos maiores conglomerados econômicos do País”. A RBS informa ainda que Mário Neves, atual diretor-geral de Televisão em Santa Catarina, será o presidente da empresa. E prossegue: “Os investidores destacaram que a gestão dos negócios seguirá normalmente e a independência editorial será mantida. (…) O processo de transição será gerido a partir de comitês com o objetivo de garantir a continuidade e a excelência das operações. A sinergia entre as empresas em Santa Catarina será mantida a partir de parcerias operacionais e comerciais. Com o movimento, a RBS foca seus esforços de mídia no Rio Grande do Sul, onde o grupo empresarial foi fundado em 1957, com marcas jornalísticas como Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV. Além dos negócios de comunicação, o grupo é proprietário da e.Bricks, empresa de investimento digital com atuação no Brasil e nos Estados Unidos”. Este Portal dos Jornalistas apurou que os acionistas da RBS foram comunicados da venda das operações do Grupo em Santa Catarina por mensagem eletrônica. Um e-mail com o fato relevante foi enviado a eles com informações sobre o anúncio oficializado nesta 2ª.feira pelo presidente executivo Duda Melzer. O mercado estima que o valor do negócio chegue a R$ 700 milhões. A notícia que havia sido dada em primeira mão pelo jornalista Paulo Alceu, em fevereiro, foi desmentida em nota pelo Grupo RBS, pois o negócio ainda não estava totalmente fechado. A operação foi concluída nos últimos dias. Comenta-se em Florianópolis a possibilidade de que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por muitos anos dirigiu a Rede Globo, venha a participar da sociedade. Em setembro do ano passado ele teria determinado a integrantes do Jornalismo da TV Vanguarda, sua rede de tevê no Vale do Paraíba, que acompanhassem a programação da RBS TV/SC.
Morre Sergio Costa, diretor do Correio, da Bahia
Sérgio Costa morreu na noite deste domingo (6/3), de infarto, aos 55 anos, em sua casa em Salvador, na Bahia. O velório ocorreu na manhã de hoje (2ª feira, 7/3), no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. O corpo segue para o Rio de Janeiro, onde será enterrado. Sérgio era diretor executivo do jornal Correio, cargo que assumiu em setembro do ano passado, depois de seis anos na casa como diretor de Redação. Carioca, torcedor do Flamengo, formou-se em Jornalismo pela UFRJ, fez mestrado em Gestão Administrativa na Fundação Dom Cabral. Começou nas revistas da editora Bloch, e passou depois uma temporada em Nova York, na área de imprensa da ONU. Ali conheceu sua primeira mulher, com quem, de volta ao Brasil, teve dois filhos. Esteve por 13 anos em O Dia, onde entrou como repórter, levado por Xico Vargas, falecido em dezembro, e galgou postos. Foi promovido a editor-chefe para substituir Luiz Fernando Gomes, que deixava o jornal. Gomes, hoje editor-chefe do Lance, lembra: “Certamente um dos caras mais criativos que conheci. Fez capas antológicas, tanto no Dia como depois no Correio, de um humor às vezes sarcástico”. Por três vezes, ganhou prêmio da Society for News Design (SND) pela edição de capas. Sergio saiu em 2005 de O Dia, como diretor de Redação. Nessa época, casou-se pela segunda vez, com a também jornalista Rachel Vita, com quem teve uma filha. Foram em seguida quase quatro anos os que passou como coordenador na sucursal do Rio da Folha de S.Paulo. Mário Magalhães, que foi ombudsman da Folha na ocasião, diz: “Ele sabia fazer jornal para o leitor. O perfil dos leitores varia, e o Sergio sabia afinar o tom de acordo com o destinatário”. Convidado pelo Correio em 2009, lá chegou como editor-chefe. Deixou a família no Rio ainda por um ano, e depois assumiu definitivamente a Bahia como seu habitat. Para lá levou Oscar Valporto, seu fiel escudeiro de O Dia, que o substituiu na edição. Como diretor de Redação, não se limitou à área editorial, mas influenciou em muito a parte administrativa do jornal, que conquistou uma fatia significativa do mercado local. Ganhou prêmios importantes, como Embratel, Tim Lopes e levou o jornal, por seis vezes, a finalista do Esso. O programa Conexão CBN, que tinha Sérgio Costa como um dos comentaristas, iniciaria nova temporada nesta 2ª.feira (7/3), mas foi suspenso.
Tevê segue com quase 70% da verba publicitária, diz Kantar Ibope
Os investimentos em publicidade somaram R$ 132 bilhões no Brasil em 2015, aponta o mais recente estudo da Kantar Ibope Media. O levantamento, que acompanha e monitora os principais meios de comunicação do País, identificou que o montante foi 9% superior ao volume registrado em 2014, porém, quando considerada a inflação do período, observou-se uma leve retração de 0,9% no total investido em 2015. Entre os meios, tevê tem a maior participação do bolo publicitário, com 69,6% do volume total de investimentos. Na sequência aparecem jornal (R$ 16,9 bilhões) e display, que alcançou R$ 8,7 bilhões e participação de 6,6% no montante total. Em 2015, a Kantar Ibope ampliou a cobertura de sites e portais monitorados e reformulou a metodologia de coleta desta publicidade online. Além disso, com o início da mensuração de links patrocinados nos principais sites de busca do País, foi possível mensurar o investimento dos principais anunciantes na categoria de search, que chegou a R$ 1,6 bilhão. A participação conjunta desses formatos digitais chega a 8% do bolo publicitário. Já os gastos em mídia exterior (out-of-home), que agora representam outdoor e mobiliário urbano, somaram R$ 1,5 bilhão no ano passado (1,2% do total).
Troca de Marcelos no comando do Estadão no DF: sai Moraes e entra Beraba
Marcelo Moraes, diretor do Estadão no Distrito Federal, está deixando o posto e voltando para a sede do jornal, na capital paulista. Será substituído por Marcelo Beraba, diretor do Estadão no Rio, que acumulará as duas funções. Ainda não há detalhes sobre como isso funcionará na prática.
Moraes e a repórter Andreza Matais, baseada em Brasília, serão os titulares de uma nova coluna de notas de poder, a ser lançada provavelmente em abril. “Estou muito feliz porque é um imenso desafio que o Caminoto [N. da R.: João Caminoto, que assumiu a Direção de Jornalismo do Grupo Estado em dezembro] está nos dando, com a decisão do jornal de criar esse novo espaço”, disse ele ao Portal dos Jornalistas. “E justamente num momento em que o noticiário político do Brasil está tão fervilhante. É uma honra muito grande poder dividir esse espaço com o furacão Andreza, uma das melhores repórteres do Brasil, e que tive o prazer de contratar aqui para a sucursal de Brasília. Também será uma imensa honra ser sucedido pelo Marcelo Beraba, meu amigo e de quem sou imensamente fã. Ele é uma referência inquestionável no jornalismo nacional e uma pessoa espetacular”.
Marcelo Moraes acaba de completar 12 anos no comando da sucursal em Brasília, em sua segunda passagem pelo jornal: “Só posso me orgulhar de ter emendado, quase em sequência, uma série de desafios importantes. Em 2011, fui chamado para ser editor executivo de Produção, em São Paulo. Em dezembro do mesmo ano, assumi a Chefia de Redação da sucursal de Brasília. Em junho de 2013, fui nomeado diretor da sucursal. Conseguimos montar uma equipe extremamente qualificada. Tanto que nos dois últimos anos a sucursal ganhou três prêmios Esso, dois Vladimir Herzog, entre vários outros. Temos uma mescla maravilhosa de jovens e promissores jornalistas com brilhantes veteranos. Não há como não sentir orgulho desse trabalho. Agora, é virar a chave e correr atrás de informações exclusivas e que façam a diferença nessa cobertura de poder”.
Beraba deixa o mesmo posto na sucursal do Rio e assume cumulativamente em Brasília na primeira 2ª.feira de abril (dia 4). Seu endereço pessoal permanece no Rio, onde mora a família. Vai trabalhar em Brasília, o que não o impedirá de passar de vez em quando no escritório do Rio, pois deve continuar supervisionando o trabalho.
A equipe carioca, atualmente, está estruturada em duas áreas fortes e distintas: o jornal propriamente dito e o Broadcast. No comando do jornal, para o noticiário de política, geral, esporte e cultura, está Sérgio Torres. A parte de Economia cabe a Mônica Ciarelli, com prioridade para o Broadcast, mas não exclusivamente. Segundo este Portal apurou, a sucursal deverá continuar assim.
Pública prorroga prazo de inscrição para Microbolsas ? Judiciário
A Agência Pública prorrogou o prazo de inscrições do concurso Microbolsas – Judiciário. Agora, os repórteres interessados podem inscrever suas pautas até o dia 10 de março. Serão selecionadas cinco pautas sobre o Poder Judiciário para serem realizadas com mentoria da Pública. Os repórteres que tiverem suas pautas escolhidas vão ganhar uma microbolsa de R$ 5 mil para produzir a matéria. As inscrições devem ser feitas por formulário online. Para propor a pauta, o repórter deve apresentar pré-apuração, plano de trabalho e plano de orçamento. Os critérios para a escolha dos vencedores são consistência na pré-apuração, experiência e capacidade do repórter de realizar matérias de forma independente, segurança e viabilidade da investigação e ineditismo e relevância da pauta. O concurso tem apoio do Instituto Betty e Jacob Lafer.
Grupo Attitude passa a se chamar MZ?
O CEO Rodolfo Zabisky falou ao Portal dos Jornalistas sobre as razões da mudança e sobre a atuação do grupo na comunicação corporativa O Grupo Attitude reestruturou seus ativos, com a migração para a holding da maioria dos sócios das empresas que o compõem (MZ Consult, LEAD, MVL/Attitude RP, Tino, Digitale.XY2, Pixit, HCI, Illios e CAN) e fez o rebranding do grupo para a marca MZ”, que, segundo o CEO Rodolfo Zabisky, tem o maior reconhecimento de mercado no Brasil e no exterior. Todos os atuais sócios, líderes e consultores seniores permanecem na empresa, que foi reorganizada em cinco grandes unidades de negócio: (1) reputação e valor; (2) comunicação e engajamento; (3) digital e experiência; (4) relações com investidores; e (5) assuntos governamentais. “Assim, a MZ” fortalece o seu posicionamento como consultoria líder em comunicação de negócios, reputação e valor (marcas e companhias)”, diz Rodolfo. Por enquanto, apenas a Tino e a startup Engage-x serão mantidas como marcas independentes, a primeira atuando no segmento de healthcare e qualidade de vida da MZ” e a segunda como plataforma colaborativa de comunicação e interação entre stakeholders e marcas/empresas. Zabisky explica que MZ representa as iniciais de Marco Zero, “o ponto inicial, a origem, onde tudo começou… Ground zero, o ponto de maior impacto. Aliado a isso, as aspas ao lado da marca remetem à capacidade de execução, com persistência e determinação, ou seja inch-by-inch (como no filme Um domingo qualquer, com Al Pacino). Uma marca forte, alinhada com o nosso propósito: inovar em comunicação para impactar o negócio dos clientes como eles precisam”. A MZ” conta com cerca de 250 colaboradores e mais de 400 clientes em 14 países. Rodolfo falou ao Portal dos Jornalistas sobre as mudanças e sobre o desempenho e as perspectivas do grupo especificamente em relação à comunicação corporativa: Portal dos Jornalistas Jornalistas – O que levou o grupo a fazer essa reestruturação? Rodolfo Zabisky – Tendência natural e evolução dos negócios após uma fase de crescimento acelerado, impulsionada por fusões e aquisições, e de emancipação empresarial, com a adoção de melhores práticas de governança corporativa e compliance, decorrentes do investimento feito pelo fundo Jardim Botânico em dezembro de 2009. Agora unificamos as áreas de Relações Públicas, Digital e de Relações com Investidores e, a elas, agregamos Relações Governamentais, para uma melhor proposta de valor ao mercado. A maioria dos sócios decidiu migrar para a holding, onde o fundo é acionista. Com isso, deixamos de duplicar esforços em atividades de marketing, comercial, nos sites, redes sociais e podemos alavancar negócios com a marca mais forte do grupo. Portal dos Jornalistas – Quais foram as exceções nessa migração dos sócios e como foi resolvida a questão? Rodolfo – Até o momento, apenas três sócios minoritários ainda não migraram. Os contratos com eles preveem a oportunidade de migração para a holding no evento de liquidez do fundo Jardim Botânico Investimentos, que, aliás, está bem próximo. Portal dos Jornalistas – Fisicamente e em termos de pessoal, houve ou está prevista alguma mudança nas empresas do grupo? Rodolfo – Não. Contamos com uma liderança que reúne experiência e senioridade e o nosso time é de primeira linha. Os sócios da antiga agência Digitale assumiram novas responsabilidades e protagonismo, tendo o desafio de capturar sinergias, aportar visão estratégica ao negócio e garantir os resultados a partir da integração. Portal dos Jornalistas – A situação política e econômica do País não pode interferir de alguma forma nesse processo? Rodolfo – Criatividade, flexibilidade e inovação são peças-chave na hora da crise. Procuramos caminhos inovadores para fazer valer cada tostão do investimento dos clientes. A situação política e econômica do País está interferindo nos negócios de todos os setores. O nosso não é exceção. Mas entendemos que, tanto nós como os clientes, precisamos fazer mais com menos. O movimento de consolidação resultou em uma consultoria de comunicação de negócios, reputação e valor com uma pegada diferente do que existe no mercado. É um trunfo numa conjuntura difícil. Portal dos Jornalistas – Como foi 2015 para o grupo? Conseguiu crescer? Em que áreas e em que percentuais? Rodolfo – O grupo não cresceu em 2015, mas conseguiu melhorar seu lucro líquido à custa de muito esforço e foco em eficiência. Olhando o período 2013-2015 o grupo cresceu e ainda melhorou o seu resultado líquido, o que, à luz das condições de mercado, é muito bom. O ano foi importante para a conquista de grandes e importantes contas no grupo: Honda, Catupiry, Mary Kay, J.Macedo, Lojas Colombo, Senac-São Paulo e Cencosud, apenas para citar algumas. Portal dos Jornalistas – Especificamente em relação a comunicação corporativa, com que cenários trabalha para 2016? Haverá espaço para crescimento, a despeito da crise? Rodolfo – Acreditamos que sim. Nosso DNA de inovação deverá reescrever a forma como os stakeholders se comunicam, interagem e engajam com marcas e empresas. A MZ” tem um histórico consistente de investimento e desenvolvimento de tecnologias. Esse diferencial pesa a nosso favor na conjuntura atual. Trabalhamos com o lançamento, ainda neste semestre, de um projeto que deve ser disruptivo. Isso abre oportunidade para um crescimento significativo em 2016, ainda alavancado em um cenário de crise. Portal dos Jornalistas – E quanto ao setor de RP como um todo, qual avaliação pode ser feita em relação a 2015 e uma projeção para 2016? Rodolfo – O setor de RP amadureceu muito no Brasil. Ainda assim, há anos vendemos e compramos esse tipo de serviço da mesma maneira e o mundo pede que tenhamos um novo olhar para isso, em sintonia com um novo tipo de consumidor e de sociedade – conectada e em rede. Na MZ” fazemos Relações Públicas e relações com pessoas em todos os ambientes e telas. A comunicação digital já é orgânica – o debate sobre on ou offline está superado há tempos – e estamos plugados com a tecnologia. Portal dos Jornalistas – Quais os principais investimentos realizados pelo grupo na área em 2015 e o que está sendo projetado para os próximos anos, em especial 2016? Rodolfo – Em 2015 o grupo fez um esforço enorme em ganhos de eficiência para a melhoria de resultado líquido e, ainda assim, realizou investimentos em uma nova tecnologia sob medida para comunicação e interação entre stakeholders: funcionários, jornalistas, investidores, analistas, consumidores… Em 2016 continuaremos investindo em tecnologia e em disrupção, para inovar em comunicação e impactar o negócio dos clientes como eles precisam. Portal dos Jornalistas – Como anda a prospecção de novos clientes e negócios e o que se pode falar do atual estágio de concorrência no setor? Rodolfo – Com a crise e o acirramento da concorrência, o mercado ficou com margens mais apertadas. Nossa prioridade em prospecção é buscar empresas que estejam insatisfeitas com o “mais do mesmo” das agências tradicionais. Clientes que demandem inovação e queiram uma comunicação que de fato impacte o negócio, engaje os stakeholders. Portal dos Jornalistas – A internacionalização do setor de RP, na visão de vocês, deve continuar em 2016? Isso vai mudar muito o perfil do setor? Rodolfo – O setor continua em consolidação. Grandes players globais contam com a vantagem de dólar forte e o movimento de consolidação tende a continuar. Quanto à mudança do perfil, os dois lados podem se beneficiar. Os players internacionais já perceberam que a aliança com agências e grupos locais é necessária e benéfica – afinal, elas conhecem profundamente o mercado daqui. Por outro lado, os players nacionais passam a ter alianças que os colocam em melhor posição para atender a clientes globalizados. A MZ” tem acordos operacionais com a Knight & Pawn, pool de agências que atua em toda a América Latina, e com a Wikot, agência digital com presença na região, entre outras. Portal dos Jornalistas – Que outras novidades a MZ” reserva para 2016? Rodolfo – A principal delas chama-se Engage-x e será lançado em breve. Acreditamos que muito do que se faz tradicionalmente em comunicação vai perder relevância, porque deixou de contribuir efetivamente para a construção da reputação e não engaja stakeholders. A maior empresa de táxis no mundo é o Uber, que não tem nenhum automóvel; a maior empresa de conteúdo do mundo é o facebook, e eles não geram conteúdo; a Airbnb, da mesma forma, no segmento de hotelaria – eles não têm imóveis. O futuro da comunicação corporativa não está na batalha por serviços e sim na interface, e essa será a grande novidade da MZ” em 2016.
Mudanças no Balaio do Kotscho já estão operacionais
Com algum atraso em relação à previsão original devido a ajustes técnicos (seria logo depois do Carnaval), já está na rede versão reformulada do Balaio do Kotscho, de Ricardo Kotscho, com novos visual e ferramentas para facilitar a interação com os internautas: o endereço no facebook e um e-mail para o recebimento de comentários e colaborações em textos, vídeos e fotos, com lugares e personagens que não estão na mídia. Segundo Ricardo, “o principal objetivo das mudanças é abrir o leque de assuntos, mostrando fatos e histórias da vida real, longe dos palácios e dos gabinetes. Num País tão grande como o nosso, não é humanamente possível para um repórter ou blogueiro acompanhar tudo o que está acontecendo. E é impossível que não aconteça nada de novo e de bom de um dia para o outro, que mereça ser contado, numa terra generosa como a nossa, onde vivem mais de 200 milhões de habitantes”.
UOL completa vinte anos com mudanças de leiaute
Ao completar 20 anos, o UOL apresenta novo projeto gráfico e muda a forma de navegar pelas suas páginas. O novo leiaute aparece primeiro em UOL Estilo de Vida, área que reúne reportagens de Viagem, Receitas e Vida Saudável, além de Comportamento, Beleza, Moda, Casa e Filhos. Em vez das tradicionais notícias e homepages, os usuários encontram coleções em texto, fotos e vídeos com scroll infinito. O menu global de navegação da home também muda e passa a ser oferecido em todas as áreas, permitindo que o público possa navegar entre temas e estações. A publicidade também traz mudanças e agora tem um destaque maior. Os banners passam a ter dois formatos: o viewability, que acompanha o scroll da página, e o impressão, que será visível conforme a pessoa navegue pela página.






