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sexta-feira, julho 19, 2024

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Grupo Attitude passa a se chamar MZ?

O CEO Rodolfo Zabisky falou ao Portal dos Jornalistas sobre as razões da mudança e sobre a atuação do grupo na comunicação corporativa O Grupo Attitude reestruturou seus ativos, com a migração para a holding da maioria dos sócios das empresas que o compõem (MZ Consult, LEAD, MVL/Attitude RP, Tino, Digitale.XY2, Pixit, HCI, Illios e CAN) e fez o rebranding do grupo para a marca MZ”, que, segundo o CEO Rodolfo Zabisky, tem o maior reconhecimento de mercado no Brasil e no exterior. Todos os atuais sócios, líderes e consultores seniores permanecem na empresa, que foi reorganizada em cinco grandes unidades de negócio: (1) reputação e valor; (2) comunicação e engajamento; (3) digital e experiência; (4) relações com investidores; e (5) assuntos governamentais. “Assim, a MZ” fortalece o seu posicionamento como consultoria líder em comunicação de negócios, reputação e valor (marcas e companhias)”, diz Rodolfo. Por enquanto, apenas a Tino e a startup Engage-x serão mantidas como marcas independentes, a primeira atuando no segmento de healthcare e qualidade de vida da MZ” e a segunda como plataforma colaborativa de comunicação e interação entre stakeholders e marcas/empresas. Zabisky explica que MZ representa as iniciais de Marco Zero, “o ponto inicial, a origem, onde tudo começou… Ground zero, o ponto de maior impacto. Aliado a isso, as aspas ao lado da marca remetem à capacidade de execução, com persistência e determinação, ou seja inch-by-inch (como no filme Um domingo qualquer, com Al Pacino). Uma marca forte, alinhada com o nosso propósito: inovar em comunicação para impactar o negócio dos clientes como eles precisam”. A MZ” conta com cerca de 250 colaboradores e mais de 400 clientes em 14 países. Rodolfo falou ao Portal dos Jornalistas sobre as mudanças e sobre o desempenho e as perspectivas do grupo especificamente em relação à comunicação corporativa: Portal dos Jornalistas Jornalistas – O que levou o grupo a fazer essa reestruturação? Rodolfo Zabisky – Tendência natural e evolução dos negócios após uma fase de crescimento acelerado, impulsionada por fusões e aquisições, e de emancipação empresarial, com a adoção de melhores práticas de governança corporativa e compliance, decorrentes do investimento feito pelo fundo Jardim Botânico em dezembro de 2009. Agora unificamos as áreas de Relações Públicas, Digital e de Relações com Investidores e, a elas, agregamos Relações Governamentais, para uma melhor proposta de valor ao mercado. A maioria dos sócios decidiu migrar para a holding, onde o fundo é acionista. Com isso, deixamos de duplicar esforços em atividades de marketing, comercial, nos sites, redes sociais e podemos alavancar negócios com a marca mais forte do grupo. Portal dos Jornalistas – Quais foram as exceções nessa migração dos sócios e como foi resolvida a questão? Rodolfo – Até o momento, apenas três sócios minoritários ainda não migraram. Os contratos com eles preveem a oportunidade de migração para a holding no evento de liquidez do fundo Jardim Botânico Investimentos, que, aliás, está bem próximo. Portal dos Jornalistas – Fisicamente e em termos de pessoal, houve ou está prevista alguma mudança nas empresas do grupo? Rodolfo – Não. Contamos com uma liderança que reúne experiência e senioridade e o nosso time é de primeira linha. Os sócios da antiga agência Digitale assumiram novas responsabilidades e protagonismo, tendo o desafio de capturar sinergias, aportar visão estratégica ao negócio e garantir os resultados a partir da integração. Portal dos Jornalistas – A situação política e econômica do País não pode interferir de alguma forma nesse processo? Rodolfo – Criatividade, flexibilidade e inovação são peças-chave na hora da crise. Procuramos caminhos inovadores para fazer valer cada tostão do investimento dos clientes. A situação política e econômica do País está interferindo nos negócios de todos os setores. O nosso não é exceção. Mas entendemos que, tanto nós como os clientes, precisamos fazer mais com menos. O movimento de consolidação resultou em uma consultoria de comunicação de negócios, reputação e valor com uma pegada diferente do que existe no mercado. É um trunfo numa conjuntura difícil. Portal dos Jornalistas – Como foi 2015 para o grupo? Conseguiu crescer? Em que áreas e em que percentuais? Rodolfo – O grupo não cresceu em 2015, mas conseguiu melhorar seu lucro líquido à custa de muito esforço e foco em eficiência. Olhando o período 2013-2015 o grupo cresceu e ainda melhorou o seu resultado líquido, o que, à luz das condições de mercado, é muito bom. O ano foi importante para a conquista de grandes e importantes contas no grupo: Honda, Catupiry, Mary Kay, J.Macedo, Lojas Colombo, Senac-São Paulo e Cencosud, apenas para citar algumas. Portal dos Jornalistas – Especificamente em relação a comunicação corporativa, com que cenários trabalha para 2016? Haverá espaço para crescimento, a despeito da crise? Rodolfo – Acreditamos que sim. Nosso DNA de inovação deverá reescrever a forma como os stakeholders se comunicam, interagem e engajam com marcas e empresas. A MZ” tem um histórico consistente de investimento e desenvolvimento de tecnologias. Esse diferencial pesa a nosso favor na conjuntura atual. Trabalhamos com o lançamento, ainda neste semestre, de um projeto que deve ser disruptivo. Isso abre oportunidade para um crescimento significativo em 2016, ainda alavancado em um cenário de crise. Portal dos Jornalistas – E quanto ao setor de RP como um todo, qual avaliação pode ser feita em relação a 2015 e uma projeção para 2016? Rodolfo –  O setor de RP amadureceu muito no Brasil. Ainda assim,  há anos vendemos e compramos esse tipo de serviço da mesma maneira e o mundo pede que tenhamos um novo olhar para isso, em sintonia com um novo tipo de consumidor e de sociedade – conectada e em rede. Na  MZ” fazemos Relações Públicas e relações com pessoas em todos os ambientes e telas. A comunicação digital já é orgânica – o debate sobre on ou offline está superado há tempos – e estamos plugados com a tecnologia. Portal dos Jornalistas – Quais os principais investimentos realizados pelo grupo na área em 2015 e o que está sendo projetado para os próximos anos, em especial 2016? Rodolfo – Em 2015 o grupo fez um esforço enorme em ganhos de eficiência para a melhoria de resultado líquido e, ainda assim, realizou investimentos em uma nova tecnologia sob medida para comunicação e interação entre stakeholders: funcionários, jornalistas, investidores, analistas, consumidores… Em 2016 continuaremos investindo em tecnologia e em disrupção, para inovar em comunicação e impactar o negócio dos clientes como eles precisam. Portal dos Jornalistas – Como anda a prospecção de novos clientes e negócios e o que se pode falar do atual estágio de concorrência no setor? Rodolfo – Com a crise e o acirramento da concorrência, o mercado ficou com margens mais apertadas. Nossa prioridade em prospecção é buscar empresas que estejam insatisfeitas com o “mais do mesmo” das agências tradicionais. Clientes que demandem inovação e queiram uma comunicação que de fato impacte o negócio, engaje os stakeholders. Portal dos Jornalistas – A internacionalização do setor de RP, na visão de vocês, deve continuar em 2016? Isso vai mudar muito o perfil do setor? Rodolfo – O setor continua em consolidação. Grandes players globais contam com a vantagem de dólar forte e o movimento de consolidação tende a continuar. Quanto à mudança do perfil, os dois lados podem se beneficiar. Os players internacionais já perceberam que a aliança com agências e grupos locais é necessária e benéfica – afinal, elas conhecem profundamente o mercado daqui. Por outro lado, os players nacionais passam a ter alianças que os colocam em melhor posição para atender a clientes globalizados. A MZ” tem acordos operacionais com a Knight & Pawn, pool de agências que atua em toda a América Latina, e com a Wikot, agência digital com presença na região, entre outras. Portal dos Jornalistas – Que outras novidades a MZ” reserva para 2016? Rodolfo – A principal delas chama-se Engage-x e será lançado em breve. Acreditamos que muito do que se faz tradicionalmente em comunicação vai perder relevância, porque deixou de contribuir efetivamente para a construção da reputação e não engaja stakeholders. A maior empresa de táxis no mundo é o Uber, que não tem nenhum automóvel; a maior empresa de conteúdo do mundo é o facebook, e eles não geram conteúdo; a Airbnb, da mesma forma, no segmento de hotelaria – eles não têm imóveis. O futuro da comunicação corporativa não está na batalha por serviços e sim na interface, e essa será a grande novidade da MZ” em 2016.  

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