Justiça aprova nova recuperação da Editora Três

O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJSP, deferiu em 18/5 novo processo de recuperação judicial da Editora Três, que publica os títulos IstoÉ, Dinheiro, Dinheiro Rural e Motor Show (veja a íntegra da sentença). O pedido, que havia sido apresentado em 24/4, baseia-se na queda de arrecadação publicitária devido à pandemia do coronavírus e nas dificuldades de acesso ao crédito. Entre as novidades a serem enfrentadas na crise, diz que ocorre a tomada de espaço da mídia digital em detrimento da impressa.

A empresa já passou por esse processo antes: em 2008, saindo supostamente recuperada em 2016. Para entrar em recuperação judicial pela segunda vez, cita como exemplo empresas americanas para comprovar que não há limitação e defende a importância de manter as revistas do grupo em circulação.

“Nunca essa responsabilidade institucional e, por que não dizer, patriótica, da defesa incondicional da democracia, foi tão importante para o Brasil, que tem vivido nos últimos anos um viés de radicalização – tanto à esquerda, quanto à direita – que coloca em perigoso risco a manutenção dos direitos constitucionais dos cidadãos brasileiros, entre eles os de imprensa livre e independente”. (Com informações do Conjur)

Uma das grandes preocupações, agora, é com a questão dos salários e pagamentos de frilas, que, pelo que apurou este J&Cia, já começam a sofrer atrasos. Um deles, ouvido por J&Cia, quando soube da nova recuperação judicial e confrontado com o atraso no pagamento que a empresa lhe deve, desabafou: “Caí na vala dos desesperados com crédito a receber e nenhuma perspectiva de que isso, um dia, aconteça”.

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