A Organização do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que chega à sua 47ª edição, anunciou os Premiados Especiais de 2025. Neste ano, serão homenageados a jornalista e documentarista Dorrit Harazim e o bispo católico Dom Angélico Sândalo Bernardino (in memoriam), falecido em abril.

Segundo os organizadores do prêmio, Harazim e Dom Angélico receberão o Prêmio Especial em decorrência de seus trabalhos que “fazem ecoar os princípios de solidariedade e respeito humano”, pelo jornalismo e pela defesa de vulneráveis.

Dorrit Harazim é uma das mais respeitadas documentaristas do Brasil. Iniciou a carreira como jornalista em 1966, como pesquisadora da revista semanal francesa L’Express, em Paris. Trabalhou por oito anos na revista Veja, de 1968, data de lançamento da publicação, até 1976, atuando depois em dois outros períodos na revista. Foi repórter, editora de Internacional, redatora-chefe, editora especial e chefe do escritório da editora Abril em Nova York.

Cobriu diversos acontecimentos importantes no cenário internacional, como o golpe militar no Chile, em 1973, quatro eleições presidenciais nos Estados Unidos e o 11 de setembro, em Nova York. Venceu quatro Prêmios Esso e foi a primeira brasileira a receber o Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, na categoria Excelência. Foi co-fundadora, em 2006, da revista piauí, na qual atuou como editora até 2012. Produziu reportagens especiais para o jornal O Globo e tornou-se colunista de Opinião do veículo em 2010, função que ocupa até hoje. Foi eleita a +Premiada Jornalista de 2017, segundo levantamento deste Portal dos Jornalistas.

Ao longo da vida, Dom Angélico Sândalo Bernardino atuou pela defesa de vulneráveis, dos trabalhadores, dos movimentos sociais, da opção preferencial pelos pobres e da liberdade de expressão. Foi coordenador da pastoral do mundo do trabalho em São Paulo e diretor de jornais, como o Estadão, veículo no qual também atuou como colunista.

Dom Angélico foi um dos principais representantes do setor progressista da Igreja durante a ditadura militar. Participou de momentos históricos da luta por direitos humanos no Brasil, como a prisão de Madre Maurina (1969) e o assassinato sob tortura de Vladimir Herzog (1975). Dom Angélico morreu em 15 de abril de 2025, aos 92 anos.

O Prêmio Vladimir Herzog, inclusive, segue com inscrições abertas até 23 de setembro para a categoria extra: Defesa da Democracia, instaurada para marcar os 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog. Confira o regulamento e inscreva-se aqui.

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