Mais uma vez o Portal dos Jornalistas deu apoio de divulgação ao Congresso da Abraji, realizado no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, de 2 a 4/7, que reuniu cerca de 850 pessoas durante seus três dias de duração. Além da participação do editor executivo Wilson Baroncelli, que mediou o painel Cobertura de segurança pública em profundidade, com os palestrantes Álvaro Magalhães e André Caramante, a repórter Georgia Aliperti cobriu algumas das palestras. É dela o relato a seguir: O frio e a chuva de São Paulo não foram suficientemente significativos para tolher o anseio por conhecimento, e talvez até direcionamento profissional, daqueles que passaram pelo Congresso. Com predomínio de jovens, era chamativo número de estudantes ou recém-formados andando pelos corredores da faculdade, como se ali encontrassem uma extensão do curso de Jornalismo, com informação mais prática e fundamentada. Esses que, possivelmente como eu, angustiaram-se na hora de escolher qual tema assistir, considerando a média de 11 palestras simultâneas em cada horário, com renomados nomes do jornalismo expondo suas experiências, aprendizados e avaliações da área. Porém, viam-se também veteranos aprendendo com Paulo Totti que a apuração é a parte principal de uma boa matéria, e que o fundamental para melhorar o texto jornalístico é “abordar todos os lados da história, mas não só isso, também dar a devida riqueza de detalhes do ambiente, clima e sentimentos que envolvem o fato, dando brilho à reportagem”. Muitos encheram o auditório para ouvir Evan Smith contar como o Texas Tribune sobrevive financeiramente com jornalismo independente, bem como outros tantos procuraram na recente experiência de Roberto Dias e Katia Militello com a publicidade nativa um possível meio de se fazer jornalismo em tempos de crise nas redações. Outros vários ouviram – e tiraram fotos, muitas fotos – na sessão especial em que Sérgio Moro falou sobre sua história, cargo e responsabilidades. E ficaram curiosos para saber as opiniões pessoais do juiz e detalhes sobre o caso Lava Jato e seus envolvidos. Indagações que permaneceram, pois Moro, absolutamente profissional, não revelou nada que pudesse comprometer o caso ou a sua imagem. Nem mesmo posicionou-se sobre comentários feitos por ministros, políticos ou até mesmo afirmações da presidente Dilma Roussef. Todavia, pediu desculpas por não poder responder à maioria das perguntas, esclareceu que sua presença no Congresso visava também a desmistificar a imagem que a imprensa tem feito dele e ainda brincou – ou não – que seu maior anseio é pelo encerramento do caso e as longas férias que tirará quando isso ocorrer. Entre tantas coisas que vi e ouvi durante o evento, uma é certa: após o término de cada circuito de palestras, ouviam-se, em sotaques variados, de diversas cidades e estados, comentários animados de que as palestras superaram as expectativas. Os elogios dominavam os corredores, as escadas, o espaço do UOL com carregadores de celulares, as filas dos food trucks estacionados dentro da faculdade, e onde quer que estivessem dois ou mais participantes do Congresso.
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