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quinta-feira, maio 21, 2026

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João Anacleto é o +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva 2022

Da esquerda para a direita: Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora, João Anacleto e Fernando Soares, editor do J&Cia Auto

Andrea Ramos, Boris Feldman e Karina Simões, e as publicações Quatro Rodas, Autoesporte, Jornal do Carro, FullCast, AutoPapo e Acelerados também foram premiados pelo concurso

Foram homenageados na noite dessa segunda-feira (25/4), em São Paulo, os +Admirados da Imprensa Automotiva 2022. O concurso, que chegou neste ano à quarta edição, elegeu João Anacleto, de A Roda, como o +Admirado Jornalista do Ano.

Da esquerda para a direita: Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora, João Anacleto e Fernando Soares, editor do J&Cia Auto (Foto: Doug Zuntta)

Dois representantes de Pernambuco completaram o pódio, que teve na segunda posição Jorge Moraes, apresentador dos programas AutoMotor e CBN Auto, e colunista do UOL Carros, e Silvio Menezes, do programa Carro Arretado, em terceiro lugar. Boris Feldman, do AutoPapo, e Bob Sharp, do Autoentusiastas, ocuparam, respectivamente, a quarta e a quinta posições.

Nas categorias temáticas, João Anacleto levou mais um troféu, desta vez como +Admirado Influenciador Digital. Além dele, foram premiados os jornalistas Karina Simões (KS1951), em Jornalista Especializado em Duas Rodas; Andrea Ramos (Estradão), em Jornalista Especializado em Veículos Pesados; e Boris Feldman (AutoPapo), como Colunista.

Já entre as publicações, os prêmios foram para Fullcast (Fullpower), na categoria Áudio – Podcast; AutoPapo, Áudio – Rádio; Jornal do Carro, em Jornal/Caderno Automotivo; Quatro Rodas, em Revista e Vídeo/Redes Sociais); Autoesporte, em Site; e Acelerados, em Vídeo/Programa de TV.

Além dos resultados anunciados durante a cerimônia (confira a transmissão na íntegra no YouTube), uma edição especial, que circulará nesta sexta-feira (29/4), trará detalhes da festa e da emoção dos premiados.

A eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva conta com os apoios de Abraciclo, Audi, Bosch, General Motors, Honda, Scania, Volkswagen e Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Confira a relação completa dos homenageados na quarta edição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2022:

Jornalistas – Geral

  • Alex Ruffo (Máquinas na Pan)
  • Alzira Rodrigues (AutoIndústria)
  • André Barros (AutoData)
  • André Deliberato (Webmotors)
  • André Marinho (Guia Automotivo)
  • André Paixão (Autoesporte)
  • Andrea Ramos (Estradão)
  • Bob Sharp (Autoentusiastas)
  • Boris Feldman (AutoPapo)
  • Charles Marzanasco Filho (Quatro Rodas)
  • Claudia Carsughi (Site do Carsughi)
  • Cleide Silva (O Estado de S.Paulo)
  • Emilio Camanzi (Carros com Camanzi)
  • Fernando Calmon (UOL Carros)
  • Giovanna Riato (Automotive Business)
  • João Anacleto (A Roda)
  • Jorge Moraes
  • Karina Simões (KS1951)
  • Marcus Lauria (CarPoint News)
  • Paulo Brandão (TV Auto)
  • Paulo Cruz (AutoNews)
  • Sérgio Dias (Alpha Autos)
  • Sérgio Quintanilha (Guia do Carro)
  • Silvio Menezes (Carro Arretado)
  • Tarcísio Dias (Mecânica Online)
  • Zeca (Zeca ao volante)

 

Jornalistas – Duas Rodas

  • Karina Simões
  • Suzane Carvalho
  • Thiago Moreno (Motor1)

 

Jornalistas – Veículos Comerciais

  • Adamo Bazani (Diário do Transporte)
  • Andrea Ramos (Estradão)
  • Pedro Trucão

 

Colunistas

  • Boris Feldman (AutoPapo)
  • Charles Marzanasco (Quatro Rodas)
  • Tarcísio Dias (Mecânica Online)

 

Influenciadores Digitais

  • João Anacleto (A Roda)
  • Jorge Moraes
  • Silvio Menezes (Carro Arretado)

 

Caderno/Jornal

  • Carro Arretado (Jornal do Commercio – PE)
  • Jornal do Carro (Estadão – SP)
  • Jornal Motocycle

 

Canal Digital

  • Auto News
  • Carros com Camanzi
  • Quatro Rodas

 

Podcast

  • CBN Autoesporte
  • Fullcast (FullPower)
  • Motor 1

 

Rádio

  • AutoPapo
  • Guia Automotivo
  • Máquinas na Pan

 

Revista

  • Autoesporte
  • Motor Show
  • Quatro Rodas

 

Site/Blog

  • Autoesporte
  • Quatro Rodas
  • UOL Carros

 

TV

  • Acelerados
  • Auto Esporte
  • Carro Arretado

Patrícia Campos Mello repete 2019 e é a +Premiada Jornalista do Ano

Patricia Campos Mello
Patricia Campos Mello

Autor de livro-reportagem de maior sucesso no Brasil, Laurentino Gomes fica na segunda colocação

Patrícia Campos Mello

Pela segunda edição consecutiva, o Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira, iniciativa promovida desde 2011 por Jornalistas&Cia, com o apoio deste Portal dos Jornalistas, apontou a repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello como a jornalista mais premiada do ano no Brasil. Foi a primeira vez, não apenas de forma consecutiva, que um profissional repetiu a liderança da pesquisa.

No total, ela conquistou 150 pontos, cinco a mais do que em 2019, a partir de três prêmios de jornalismo. Dentre eles, destaque para o Maria Moors Cabot, mais antiga premiação de jornalismo do mundo, concedido pela Universidade Columbia, de Nova York. Ela também faturou neste ano o Mulher Imprensa de Contribuição ao Jornalismo e o Prêmio Folha, na categoria Reportagem, pelo especial Desigualdade Global.

Estes reconhecimentos são fruto do excelente trabalho investigativo que Patrícia vem realizando nos últimos anos. Em 2018, após publicar a reportagem Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp, que denunciava investimentos não declarados de R$ 12 milhões por apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro, ação vedada pela Justiça Eleitoral, ela passou a receber inúmeros ataques e ameaças nas redes sociais. Ainda como desdobramento desse trabalho, em fevereiro deste ano ela foi alvo de insultos de cunho sexual durante a CPMI das Fake News por parte de membros do governo.

Laurentino Gomes

Na segunda colocação, com 110 pontos, aparece o premiado escritor de livros-reportagem Laurentino Gomes. Maior vencedor do Prêmio Jabuti, ele ergueu mais uma vez o tradicional troféu da literatura brasileira neste ano, com o livro Escravidão Volume I – Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares.

Ele já havia conquistado a premiação anteriormente em outras três oportunidades com a trilogia 1808 (2008), 1822 (2011) e 1889 (2014). Também foi reconhecido neste ano com o prêmio Personalidade da Comunicação, concedido pela Mega Brasil.

Completando o pódio, aparece Rafael Ramos, da Record TV, que integrou as equipes do programa Câmera Record que venceram em 2020 os prêmios Rei da Espanha – Televisão, Vladimir Herzog – Multimídia e República – TV.

Confira a relação completa com os +Premiados Jornalistas do Ano:

POSIÇÃOPONTOSNOME (Veículo)
150PATRICIA CAMPOS MELLO (Folha de S.Paulo)
110LAURENTINO GOMES
87,5RAFAEL RAMOS (Record TV)
80GUSTAVO COSTA (Record TV)
80MATEUS MUNIN (Record TV)
80PABLO TOLEDO (Record TV)
80SAULO ARAÚJO (Metrópoles)
70FERNANDA GUIMARÃES (Agência Estado)
70MANOELA ALCANTARA (Metrópoles)
10º62,5MICHEL MENDES (Record TV)
11º60LAERTE COUTINHO (Folha de S.Paulo)
11º60TIAGO ROGERO (O Globo)
11º60YAN BOECHAT (O Globo)
14º57,5ERICA MONTENEGRO (Metrópoles)
14º57,5JULIANA CONTAIFER (Metrópoles)
14º57,5LILIAN TAHAN (Metrópoles)
14º57,5MARIA EUGÊNIA MOREIRA (Metrópoles)
14º57,5OLIVIA MEIRELES (Metrópoles)
14º57,5PEDRO ROCKENBACH (Rede Globo)
14º57,5PRISCILLA BORGES (Metrópoles)
14º57,5RAQUEL MARTINS RIBEIRO (Metrópoles)
14º57,5RENATA GAROFANO (Record TV)
14º57,5STELA WOO (Metrópoles)
14º57,5STEPHANIE ARCAS (Metrópoles)
14º57,5YANKA ROMÃO (Metrópoles)
26º55MARCEL HARTMANN PRESTES (Zero Hora)
26º55MARCELO CANELLAS (Rede Globo)
28º52,5LENO FALK (Agência Radioweb)
29º50DAVID COHEN (Exame)
29º50FABIO ALARICO TEIXEIRA
29º50GUSTAVO MONTEIRO CHAGAS (Rádio Guaíba)
29º50LUCAS CORRALES VIDIGAL (G1)
29º50RAFAEL SOARES (O Globo)
34º45VERA MAGALHÃES (TV Cultura)
35º40AUGUSTO FERNANDES CONCONI (Estadão)
35º40BRUNO PONCEANO (Estadão)
35º40FABIANA VILELLA (Record TV)
35º40GILSON FREDY SOUZA DE OLIVEIRA (Record TV)
35º40HENRIQUE BEIRANGÊ (Record TV)
35º40JULIA MARQUES (Estadão)
35º40MARCELO MAGALHÃES (Record TV)
35º40MARCUS FABRICIO MORAES REIS (Record TV)
35º40MARIANA CUNHA VISUAL (Estadão)
35º40NATALIA FLORENTINO (Record TV)
35º40RAFAEL GOMIDE (Record TV)
35º40ROMEU PICCOLI (Record TV
35º40VINICIUS SUEIRO (Estadão)
48º35ADELE SANTELLI (National Geographic)
48º35ANA CAROLINA DINIZ (O Globo)
48º35ANA PAULA OMENA (Portal Tribuna Hoje)
48º35ANDRÉ PAIXÃO (G1)
48º35CARLOS HENRIQUE FIORAVANTI (Pesquisa Fapesp)
48º35DIOGO OLIVIER (Zero Hora)
48º35FABIANO CANDIDO (PEGN)
48º35FABIO MOTTA (Estadão)
48º35GILMAR FRAGA (Zero Hora)
48º35GILMAR LUIZ TATSCH (Jornal ABC)
48º35HUMBERTO TREZZI (Zero Hora)
48º35ISABEL FILGUEIRAS (Valor.com)
48º35ISABELA BOLZANI (Valor Econômico)
48º35JOSÉ SERGIO CUNHA (Diário do Nordeste)
48º35JULIA DANTAS SAAVEDRA (Revista RI)
48º35LARISSA ROSSO (Gaúcha ZH)
48º35LEILANE MENEZES RODRIGUES (Metópoles)
48º35LUCAS MORAES (Jornal do Commercio)
48º35MARCELA LUIZA ALVES RODRIGUES (TV Justiça)
48º35MARCELLE GUTIERREZ (Valor Econômico)
48º35MARCIA RODRIGUES (Plena Mulher)
48º35MARINA LOPES (Porvir)
48º35MATHEUS FELIPE DA SILVA (RBS TV)
48º35NAYARA OLIVEIRA (Intercept Brasil)
48º35PABLO LOPEZ GUELLI (Cine Brasil TV)
48º35RAFAELA BORGES (UOL)
48º35REGINALDO PIMENTA (O Dia)
48º35RICARDO GIUSTI (Correio do Povo)
48º35SÉRGIO TAUHATA YNEMINE (Valor Econômico)
48º35SHARON JEANINE ABDALLA (Gazeta do Povo)
48º35SULLIVAN SILVA (Rádio Gazeta/ES)
48º35TALITA BERTOLIM MOREIRA (Valor Econômico)
80º30ALAN GRAÇA FERREIRA
80º30ALICE MACIEL
80º30AMANDA AUDI
80º30ANA MAGALHÃES
80º30ANDREW FISHMAN
80º30BASILIA RODRIGUES
80º30BOB SHARP
80º30BRUNO FONSECA
80º30CARLA BIGATTO
80º30CAROLINA OMS
80º30CRISTINE KIST
80º30DANIEL CAMARGOS
80º30DANIELA ARBEX
80º30DIMITRI CALDEIRA
80º30DJAMILA RIBEIRO
80º30ERICK ARAÚJO
80º30FERNANDO MARTINHO
80º30FLAVIA MARINHO
80º30GABRIELA BILÓ
80º30GEORGIA PELISSARO DOS SANTOS
80º30ILZE SCAMPARINI
80º30LARISSA FERNANDES
80º30MALU GASPAR
80º30MARCELA RAFAEL
80º30MARCOS AURÉLIO SILVA
80º30MARCOS SILVA
80º30MARIA JULIA COUTINHO
80º30MARIAM SALEH
80º30MARIANA DELLA BARBA
80º30MARINA AMARAL
80º30NATALIA VIANA
80º30NATHALIA ARCURI
80º30OTAVIO BURIN
80º30RAFAEL NEVES
80º30RUBEM BERTA
80º30SONIA BLOTA
80º30THEYSE VIANA SANTANA
80º30WESLEY FRANCISCO
118º25AMANDA PRADA
118º25ANGÉLICA ABREU
118º25ATALISSA ROSA
118º25CIBELE PENHOLATE
118º25CRISTIANO SOUZA
118º25DANIEL SERVIDIO
118º25DJAVAN FERREIRA
118º25EDIVALDO SIMÃO
118º25EDSON GABRIEL
118º25EVARISTO COSTA
118º25FABIO PROCÓPIO DE LIMA
118º25FELIPE SAVIOLI PAYÃO CRUZ
118º25GUILHERME ZWETSCH
118º25IGOR NATUSCH VIEIRA
118º25LUIZ CASTIGLIONI
118º25MARCELO OUTEIRAL
118º25MOACYR FARIA
118º25OMAR FLISTER
118º25PATRICIA KNEBEL
118º25PRIMITIVO FILHO
118º25RAFAEL MANO DIVÉRIO
118º25RENAN PAGLIARUSI
118º25RENATO DE NIZA E CASTRO
118º25RENATO NOGUEIRA
118º25SUELY FROTA BEZERRA
118º25TÚLIO CUNHA
144º22,5ALINE BERTOLI
144º22,5ANA PESSOA
144º22,5ARTUR RODRIGUES
144º22,5CAMILA BABILIUS
144º22,5CARLOS FRANCISCO
144º22,5CESAR MASSEI
144º22,5CRISTIANE MASSUYAMA
144º22,5FLAVIO LORDELLO
144º22,5FLAVIO PRADO
144º22,5FLAVIO TAVARES
144º22,5GISELE BARBIERI
144º22,5GLAUCO GIANI
144º22,5JÔ VITAL
144º22,5LEANDRO PASQUALIN
144º22,5LEOPOLDO DE MORAES
144º22,5LUCIANO ABREU
144º22,5MARCIO SESSIM
144º22,5MIGUEL WESLEY
144º22,5PRISCILLA GRANS
144º22,5QUEILA ARIADNE
144º22,5ROGÉRIO GUIMARÃES
144º22,5THAIS MIRANDA
144º22,5TONI MARQUES
144º22,5ZUILA DAVID
168º20AMANDA ARAÚJO
168º20JONAS CAMPOS
170º17,5ADRIANA DE BRITO COTIAS
170º17,5ADRIANA DE FARIAS
170º17,5ALEXANDRE DE PAULA SOUZA E SILVA
170º17,5ANA LOUISE NUNES VIRIATO
170º17,5ANDRE SCHAUN
170º17,5ANDRE VIEIRA
170º17,5BIANCA PINTO LIMA
170º17,5CAIO LARONGA
170º17,5CASSIA ALMEIDA
170º17,5CINTIA CRUZ
170º17,5CIRCE BONATELLI
170º17,5CRISTIANE CALIXTO COSTA MELO
170º17,5DIEGO MOLINA
170º17,5HENRIQUE GOMES BATISTA
170º17,5JOÃO PAULO MACHADO
170º17,5JULIANA SCHINCARIOL
170º17,5JULIANA SCHWARTZ DAL PIVA
170º17,5JULIO CABRAL
170º17,5MARCELO SERIKAKU
170º17,5MARCUS VINICIUS GASQUES
170º17,5MEL TRENCH LIMA
170º17,5MICHELLE FERREIRA
170º17,5NICOLLAS WITZEL
170º17,5RAPHAEL PANARO
170º17,5RENAN LARANJEIRA
170º17,5RENAN SOUSA
170º17,5RODRIGO RESENDE
170º17,5RODRIGO RIBEIRO
170º17,5RODRIGO SERPA
170º17,5TERESA KLEIN
170º17,5THIAGO AMANCIO
170º17,5THIAGO TANJI
170º17,5ULISSES MAEDA
170º17,5VANESSA SILVESTRE
204º15ALEXANDRE LOZETTI
204º15ALINE OLIVEIRA
204º15ANA THAIS MATOS
204º15ANDRE HERNAN
204º15BRUNA MARIN ASSUNÇÃO FERREIRA
204º15BRUNA TASCHETTO
204º15CARINE KRÜGER
204º15CARLOS GUIMARÃES
204º15CARLOS RODRIGO NASCIMENTO
204º15CESAR CIDADE DIAS
204º15CLAUDIO ZAIDAN
204º15CRISTINE RIBEIRO GALLISA
204º15DENISE SAUERESSIG
204º15ED MOREIRA WISNIEWSKI
204º15EDUARDO MATOS
204º15EDUARDO VIEIRA GABARDO
204º15EVERALDO MARQUES
204º15FÁBIO SCHAFFNER
204º15FABRICIO FALKOWSKI DE SOUZA
204º15GABI LERINA
204º15GIANE GUERRA
204º15GLAUCIUS OLIVEIRA
204º15GUILHERME BAUMHARDT SCHEINER
204º15IVAN DRAGO
204º15JEFFERSON KLEIN
204º15JOSÉ LUIZ PREVIDI
204º15JOSÉ PEDRO SOARES MARTINS
204º15LIA BENTHIEN
204º15LIVIA DA SILVA ANDRADE
204º15LUCAS BARBOSA
204º15LUCIA MATTOS
204º15LUIS AUGUSTO SIMON
204º15LUIZ CEARA
204º15LUIZA PRADO
204º15OSCAR ULISSES
204º15RENATA FAN
204º15RICARDO CAPRIOTTI
204º15SERGIO STOCK
242º12,5ABRAHAN LINCOLN DE SOUZA
242º12,5ANSELMO CAPARICA
242º12,5CRISTINA PIONER
242º12,5DANIELA DE LAVOR
242º12,5ELON NEPOMUCENO
242º12,5EMILIO BOTTA
242º12,5GABRIELA DOURADO
242º12,5GERMANA CABRAL
242º12,5GUSTAVO MARQUES
242º12,5HELENE CRISTIANE
242º12,5LEONARDO LOURENÇO
242º12,5LORENA CARDOSO
242º12,5LOUISE EUGÊNIO
242º12,5LYANA MARIA FRANÇA DA COSTA RIBEIRO
242º12,5MAURICIO OLIVEIRA
242º12,5ROBERTA KELLY DE SOUZA BRITO
258º10EDUARDO ANIZELLI
258º10SIMON DUCROQUET
260º7,5CARLA SORAYA
260º7,5DEBORA BRITTO
260º7,5EVANDRO LOPES
260º7,5HALISSON FERREIRA DE OLIVEIRA
260º7,5IGOR SILVEIRA
260º7,5JOCASTA PIMENTEL
260º7,5JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
260º7,5LUANA BARROS
260º7,5MAICON SILVA
260º7,5MANOELLA SMITH
260º7,5ROBERTA ROCHA
260º7,5THEA SEVERINO
260º7,5TIAGO LIMA MELO
260º7,5WILLIAM SANTOS
274º5ALEXA GONZALEZ SALOMÃO
274º5ANA PAULA BRANCO
274º5BERNARDO CARAM
274º5CLAYTON CASTELANI
274º5CRISTIANE GERCINA
274º5FERNANDA BRIGATTI
274º5FERNANDA MENA
274º5FERNANDO CANZIAN
274º5FERNANDO SCIARRA
274º5ISABELLA FARIA
274º5JOÃO PEDRO PITOMBO
274º5LAÍSA DALL`AGNOL
274º5LAÍSSA BARROS
274º5LALO DE ALMEIDA
274º5LUCIANA COELHO
274º5LUCIANA LAZARINI
274º5LUCIANO VERONEZI
274º5MAGÊ FLORES
274º5MARIANA GOULART
274º5MAX FRANCIOLI
274º5NATÁLIA CANCIAN
274º5PEDRO LADEIRA
274º5RAUL SPINASSÉ
274º5RENAN SUKEVICIUS
274º5RODRIGO VIZEU
274º5RUBENS RANA
274º5SALVADOR NOGUEIRA
274º5THIAGO ALMEIDA
274º5THIAGO RESENDE
274º5THOMÉ GRANEMANN
274º5VICTOR PAROLIN
274º5VINICIUS MARTINS
274º5ZANONE FRAISSAT

Agências faturaram R$ 5,72 bi e cresceram 2,44% acima da inflação em 2025

Anuário da Comunicação Corporativa

Já está no mercado a edição 2026 do Anuário da Comunicação Corporativa, a 17ª da série histórica. Foi lançada na tarde de  quarta-feira (20/5), tendo como principal destaque a retomada do crescimento das agências de comunicação em 2025.

Após dois anos andando de lado, com tímidos desempenhos (-0,17% em 2023 e 0,34% em 2024), elas voltaram a apresentar um crescimento robusto, com recorde de faturamento bruto (R$ 5,72 bilhões), crescimento nominal de 6,69% e crescimento real (descontada a inflação de 4,26%, medida pelo IPCA-IBGE) de 2,44%.

As projeções são do Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas, que coordena a Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação, estudo que este ano contou com a participação de 188 empresas,

A publicação, que em sua versão digital já pode ser consultada gratuitamente e na íntegra no site da Mega Brasil Comunicação, traz em seu Caderno Mercado, que abre a edição, 64 artigos com análises, reflexões e pensatas sobre a atividade, assinados por alguns dos mais experientes e reconhecidos executivos do mercado da comunicação corporativa. Neles, nota-se, quase de forma unânime, o grande esforço setorial na busca de caminhos de aprendizado e convivência com a nova inteligência artificial generativa, que surgiu para mudar as regras do jogo e, de fato, está mudando.

Coordenado novamente pela editora executiva Adriana Teixeira, o Anuário também abriu espaço para reportagens especiais, nove no total, todas elas debruçando-se sobre temas de grande envergadura setorial e assinadas, como diz a própria Adriana, por quem conhece do riscado.

Renato Gasparetto, por exemplo, que estreou na equipe do Anuário, escreveu sobre um tema que o tem acompanhado vida afora, reputação. Valeu-se para isso da larga experiência em liderar por muitos anos a comunicação de grandes corporações e de seu notório saber nas disciplinas da comunicação corporativa.

Nelson Silveira, também executivo com larga carreira na comunicação corporativa, e que hoje, como Gasparetto, toca seu próprio negócio com dois sócios, a agência PRhub, foi a fundo na questão da Geração 50+ e sua luta contra o etarismo.

Rosenildo Ferreira, que atuou por muitos anos na grande imprensa como repórter e editor e que há alguns anos lidera seu próprio projeto editorial, o site 1Papo Reto, embrenhou-se no mundo da inteligência artificial generativa para mostrar como tem sido o impacto na comunicação corporativa.

O decano Luiz Roberto Serrano, editor, assessor, consultor, que até recentemente editava o Jornal da USP, fez quase um ensaio sobre o mercado em tempos de eleições e Copa do Mundo, valendo-se do conhecimento de anos em que esteve nos vários lados do balcão, inclusive na assessoria política.

Martha Funke, que escreve no Anuário desde a primeira edição, teve a responsabilidade de discorrer sobre comunicação e saúde, mostrando iniciativas que estão ajudando a salvar vidas e combatendo as fake news e a desinformação.

Fernando Soares, que também é editor neste J&Cia, procurou desbravar o mundo das métricas e dos dados, que de forma acelerada vêm mudando a face da comunicação e fazendo com que ela comece a flertar de fato com as ciências exatas – caminho, pelo visto, sem volta.

O também experiente Renato Acciarto valeu-se de seu conhecimento tanto do jornalismo quanto da própria comunicação corporativa para extrair bons insights sobre criatividade e inovação, iniciativas que estão contribuindo para subir a régua do PR, inclusive na competitividade com áreas afins, como propaganda e marketing.

Dario Palhares, repórter e editor talentoso, com passagens por grandes veículos de comunicação, que é também escritor e artista plástico, teve a missão de escrever sobre media training, mas não sobre a trivial e sim no que ela está se transformando, nos novos negócios que estão nascendo. De quebra nos brindou com belíssima história sobre a origem dessa disciplina, que ao longo das décadas tem sido uma das mais importantes no campo das relações públicas.

A nona reportagem leva a assinatura da própria editora executiva Adriana Teixeira, que fez um profundo mergulho, inclusive filosófico, no tema Liderança do Pensamento, que hoje, mesmo aqui no Brasil, é mais conhecido pela denominação inglesa, Thought Leadership. Mostra como o que era até recentemente uma tendência transformou-se no objeto de desejo de um exército de executivos e de empresas sequiosas por novos negócios.

Lançada a edição digital, o Anuário entrará logo mais em gráfica para sua versão impressa, hoje também conhecida como edição dos colecionadores, com previsão de entrega na primeira semana de junho, em tiragem limitada, ao preço de R$ 150 o exemplar. Reservas podem ser feitas com Clara Francisco, pelo e-mail [email protected].

TOP Mega Brasil – Termina nesta sexta-feira (22/5) o 1º turno de votação do TOP Mega Brasil. Dele sairão os finalistas para disputar os troféus da Onça Pintada nas verticais Agências de Comunicação e Executivos de Comunicação Corporativa, nacional e regionalmente. Cada pessoa pode votar uma única vez, sendo que os votos com e-mails corporativos têm peso 3 e os demais, genéricos, peso 1. Clique aqui para votar.

Entidades repudiam ataques de Flávio Bolsonaro contra o Intercept Brasil e seus profissionais

Crédito: Intercept Brasil

Entidades defensoras do jornalismo e da liberdade de imprensa repudiaram os ataques do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ao Intercept Brasil e seus repórteres. Os ataques ocorreram após o Intercept publicar reportagens sobre a ligação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro e o uso de dinheiro do Banco Master para o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.

Em um desses ataques, realizado durante o lançamento da pré-campanha do deputado federal Guilherme Derrite ao Senado, em Campinas (SP), Flávio declarou que o Intercept “não teria jornalistas”, mas “pessoas suspeitas”, na tentativa de atacar e descredibilizar o veículo e seus profissionais. Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) escreveu que “ataques à imprensa profissional não mudam a verdade nem apagam documentos. O escrutínio de agentes públicos, em especial os que têm cargos eletivos e almejam se candidatar à eleição presidencial, faz parte do processo democrático, em especial quando existem investigações sobre corrupção e desvio de dinheiro do Estado. O pré-candidato fez o contrário: negou-se a dar explicações e, mesmo confirmando que as informações divulgadas pelo veículo são verdadeiras, usou táticas de intimidação, atacando jornalistas com informações falsas”.

Em 13/5, dia em que o Intercept começou a publicar as reportagens sobre a ligação entre Flávio e Vorcaro, ao ser questionado pelo repórter do Intercept Thalys Alcântara, o senador chamou o profissional de “mentiroso” e “militante”. Horas depois, entretanto, confirmou que de fato tinha ligação com Vorcaro. Para a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), “questionamentos públicos a agentes políticos fazem parte da atividade jornalística e não podem ser tratados como ofensa pessoal ou militância. A defesa da liberdade de imprensa pressupõe o respeito ao direito de perguntar, investigar e publicar informações de interesse público, sobretudo em temas com potencial impacto sobre o cenário político nacional”.

Em sua 13ª Copa, Márcio Bernardes fará cobertura com foco no que acontece além das quatro linhas

Márcio Bernardes (Crédito: Facebook)

Márcio Bernardes, veterano jornalista esportivo que vai cobrir em 2026 a sua 13º Copa do Mundo, anunciou que fará uma cobertura focada no que acontece além das quatro linhas do campo. A ideia é falar sobre o que está acontecendo nos arredores do torneio, curiosidades sobre as cidades, a cultura local, bastidores dos jogos, presença de personalidades, além de questões políticas, econômicas e sociais.

Márcio estará presencialmente nos países-sede, Estados Unidos, Canadá e México, acompanhado do técnico João Batista Teles. Eles estarão hospedados em New Jersey, mesmo local onde estará concentrada a Seleção Brasileira, além de outras equipes como Marrocos, Haiti e Senegal. A ideia é mostrar o que está acontecendo durante a Copa para além do futebol, abordando tudo o que envolve a realização de um dos maiores torneios internacionais esportivos do mundo.

“Será uma cobertura impontual”, explicou Márcio, em entrevista a este Portal dos Jornalistas. “Porque uma coisa é falar sobre resultados, os jogos, os jogadores, todo mundo faz e fará. Mas nossa ideia é ir além: Estar lá, presencialmente, vivendo a Copa e mostrar os arredores, os bastidores, as curiosidades das cidades e do torneio. Vamos fazer um trabalho diferenciado no sentido de, claro, mostrar os resultados e classificação, mas também trazer curiosidades e bastidores, para além do futebol. Por exemplo, a questão do clima, o calor extremo que está previsto durante o torneio; a política contra imigrantes do governo de Donald Trump em meio a um evento que reúne pessoas de diferentes países do mundo inteiro; ou até o preço dos produtos, como a gasolina, que ficou muito mais cara recentemente. A Copa para além da Copa, dos jogos”.

Márcio explicou que, mesmo com o trabalho de cobertura da Copa do Mundo, continuará apresentando seu programa semanal Resenha Bambambam, que vai ao ar às segundas-feiras. A ideia, inclusive, é fazer edições especiais focados na Copa do Mundo, com entrevistados que incluem ex-jogadores e nomes ligados ao futebol.

Além do conteúdo especial produzido diretamente de Estados Unidos, México e Canadá, a equipe de Márcio, que cuida do portal e das redes sociais do jornalista, alimentará o site com as principais notícias, resultados e classificação da Copa. A equipe é composta por: Ana Luísa Almeida, Bruno Elias, Giovanna Leibanti, João Baptista de Souza, Leonardo Silva, Natálie Siqueira, Rafael Bullara e Rafael Gianella. Márcio, inclusive, está presente em oito plataformas digitais: YouTube, Instagram, Facebook, Twitter, Tik Tok, Spotify, Threads e Blue Sky, todas com o nome @marciobernardesoficial.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (56)

Por Assis Ângelo

Não são poucas as histórias envolvendo cães e gatos. Aliás, até um dia especial tem o cão. É 26 de agosto, lembrado ou comemorado em todo o mundo.

Em 1972, o compositor e cantor baiano Waldick Soriano (1933-2008) pôs na sua longa lista de sucessos o bolero Eu Não Sou Cachorro Não.

Em 1950, o jornalista e dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues (1912-1980) emplacou na boca do povo a expressão “complexo de vira-latas”. Essa expressão foi cravada logo após a derrota da seleção brasileira perante as botinas dos jogadores uruguaios. O significado… bom, com o tempo foi mudando. Hoje a famosa frase do Nelson é dirigida a quem se ajoelha perante o gringos norte-americanos. Pois, pois.

E já que abordamos a temática musical com bichos domésticos, não custa lembrar que no tempo da Jovem Guarda Erasmo e Roberto ganharam as paradas com aquela coisinha chamada Gatinha Manhosa. Quer dizer: a gata abriu a composição com o carinhoso diminutivo gatinha.

Há muitas e boas histórias contidas na literatura e música de todo canto, com registros desde quando se prensavam discos de 78 RPM.

Parodiando o bom escritor mineiro João Guimarães Rosa, cegos e tudo o mais estão em todo canto.

É de 1937 o romance Pureza, de José Lins do Rego.

O enredo desenvolvido em Pureza começa logo após a morte da mãe e da irmã do personagem central, denominado Lourenço de Mello, o Lola.

Lola ainda era criança quando a mãe e a irmã menor morreram de tuberculose.

Ante tal fatalidade, o pequeno Lola foi criado com todos os cuidados possíveis dispensados pelo pai e pela criada negra Felismina.

Como se fosse pouco, não demora muito e o pai de Lola tomba vítima de fulminante colapso.

Um dia, Lola chama Felismina para acompanhá-lo numa estadia em meio à natureza. Seguia recomendações médicas. E aí, num começo de tarde, Lola e Felismina desembarcam numa estação de trem de um lugar chamado Pureza.

O que os pais deixaram para Lola foi fortuna que lhe possibilitaria viver sem trabalhar a vida toda.

Aos 24 anos de idade, Lola ainda não havia mantido relações sexuais com mulher nenhuma. Era tímido, inseguro.

Após alguns meses no retiro indicado pelo médico, Lola conhece Margarida e logo depois, Maria Paula. As duas eram filhas do chefe da estação Antônio Cavalcante e de dona Francisquinha.

Antes de conhecerem Lola, Margarida e Maria Paula já haviam caído na boca do povo.

No correr dessa história de Zé Lins, aparece um cego chamado Ladislau. Sabido que só. Seu guia era uma espécie de bengala e com ela não errava caminho. Era viúvo e foi pai duas vezes. E dele mais não digo.

Ali já perto do fim, surge um personagem de convivência pacata, mas um tanto arredio de nome Chico Bem-Bem.

E quem quiser saber mais da beleza que é Pureza, é só abrir o livro e ler.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

Iphan tomba provisoriamente prédio do DOI-Codi no Rio de Janeiro

Doi-Codi Rio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento provisório do antigo prédio do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro. Na prática, o local, que fica nos fundos do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, não pode ser demolido ou destruído.

O tombamento inclui o edifício, os dois pátios internos e os acessos pela Avenida Maracanã e pela Praça Lamartine Babo. A decisão baseia-se em um requerimento detalhado apresentado em 2013 pelo Ministério Público Federal (MPF), que comprova a relevância histórica do local como um dos principais centros de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados realizados durante a ditadura militar. Para o MPF, “a preservação da estrutura física é fundamental para a política de justiça de transição, servindo como um registro material que impede o apagamento da memória das vítimas”.

Na decisão, o MPF esclarece que o DOI-Codi será integrado ao patrimônio cultural nacional, sob a óptica da preservação da verdade e da memória do período, servindo como advertência histórica para a não repetição dessas práticas atrozes. O órgão estuda ainda a transformação do espaço em um centro de memória, para finalidades educativas e de reflexão, como forma de reparação simbólica às vítimas e seus familiares.

100 anos de rádio no Brasil: O rádio transformou-se em companhia emocional em um mundo algorítmico

Por Álvaro Bufarah (*)

Durante anos, o discurso predominante sobre o futuro do rádio foi relativamente simples: plataformas digitais substituiriam gradualmente a transmissão tradicional, transformando o FM em um resquício analógico de outra era. Mas uma pesquisa recente realizada com jovens universitários de Surabaya, na Indonésia, sugere que a transformação do áudio é muito mais complexa – e, talvez, mais humana – do que a lógica tecnológica costuma admitir.

O estudo, publicado pela revista científica Frontiers in Communication, investigou como jovens da Geração Z transitam entre o rádio terrestre e plataformas de áudio sob demanda, como Spotify e YouTube Music. O resultado não aponta exatamente para uma substituição completa de um meio pelo outro, mas para uma reorganização emocional do consumo sonoro.

Em termos práticos, os pesquisadores identificaram uma espécie de “dualismo funcional”. O streaming domina quando o objetivo é autonomia: escolher músicas, evitar publicidade, controlar o ambiente sonoro e consumir conteúdo sem interrupções. Já o rádio ressurge em situações específicas – especialmente durante deslocamentos urbanos – como um espaço de companhia, contexto e pertencimento.

A descoberta é particularmente relevante porque rompe com uma ideia recorrente no debate tecnológico: a de que eficiência algorítmica é suficiente para substituir vínculos humanos na comunicação.

Os entrevistados relataram forte desgaste com o que a pesquisa chama de “poluição auditiva” – longos intervalos comerciais, anúncios repetitivos e formatos lineares que interrompem a experiência sonora. Para muitos, plataformas digitais representam não apenas conveniência, mas uma forma de recuperar controle cognitivo sobre o próprio consumo midiático

Mas o paradoxo aparece justamente quando essa autonomia torna-se excessiva.

No trânsito caótico de Surabaya – cenário semelhante ao de cidades como São Paulo, Jacarta ou Cidade do México –, muitos jovens relatam abandonar momentaneamente o poder de escolha e retornar ao rádio tradicional. Não por limitação tecnológica, mas por fadiga cognitiva. Em momentos de congestionamento, calor e saturação mental, o rádio passa a funcionar como um “companheiro de baixa demanda”: alguém escolhe por você, comenta a cidade, contextualiza o cotidiano e, sobretudo, compartilha a experiência coletiva do momento.

Esse ponto talvez seja o mais importante da pesquisa. O estudo identifica aquilo que chama de “âncora humana” – a capacidade do locutor de rádio de produzir presença social e proximidade emocional em tempo real.

Enquanto algoritmos conseguem prever gostos musicais, eles ainda não conseguem reproduzir plenamente elementos como espontaneidade, humor contextual, empatia territorial e reconhecimento cultural. Em Surabaya, por exemplo, ouvintes valorizam o uso do dialeto local Suroboyoan, comentários sobre trânsito, clima e situações compartilhadas pela cidade. O rádio deixa de ser apenas um distribuidor de áudio e se transforma em um mediador de pertencimento social

A constatação dialoga diretamente com fenômenos observados também no Brasil. Em grandes centros urbanos, rádios all news, esportivas e populares continuam exercendo forte função de “companhia urbana”, especialmente em automóveis, transporte público e ambientes de trabalho. Em cidades menores, emissoras locais seguem funcionando como espaços de identidade regional – muitas vezes mais relevantes culturalmente do que plataformas globais de streaming.

Não é coincidência que rádios brasileiras com forte presença de apresentadores, humor local e prestação de serviço mantenham relevância mesmo diante da expansão do áudio sob demanda. O que está em disputa não é apenas distribuição de conteúdo – é construção de vínculo.

A pesquisa também propõe um conceito interessante: a “mutação digital” do rádio. Em vez de resistir à lógica das plataformas, o meio precisaria incorporar parte dela – oferecendo acesso sob demanda, menos interrupções comerciais e presença multiplataforma – sem abandonar aquilo que o diferencia: a experiência humana em tempo real.

Na prática, isso significa que o futuro do rádio talvez não esteja em competir com Spotify ou YouTube Music como catálogo musical. Essa batalha, segundo os próprios autores, já foi vencida pelas plataformas. O diferencial estratégico do rádio estaria justamente no que os algoritmos ainda têm dificuldade em reproduzir: calor humano, improviso, contexto local e sensação de convivência.

A conclusão é particularmente simbólica em um momento de avanço acelerado da inteligência artificial generativa. Quanto mais automatizada se torna a produção de conteúdo, maior parece ser o valor atribuído a experiências percebidas como genuinamente humanas.

Isso ajuda a explicar por que, mesmo entre jovens hiperconectados, ainda existe espaço para vozes locais, transmissões ao vivo e relações parassociais com comunicadores. O rádio deixa de ser apenas tecnologia de transmissão e passa a operar como infraestrutura emocional.

Talvez o erro de parte da indústria tenha sido imaginar que o futuro do áudio dependeria apenas de inovação técnica. O estudo sugere o contrário: a sobrevivência do rádio pode depender exatamente daquilo que ele sempre soube fazer melhor – transformar voz em presença.

E, em um ecossistema dominado por feeds automatizados e playlists infinitas, presença talvez seja o recurso mais escasso da comunicação contemporânea.

 

Sugestões de fontes para aprofundamento

 

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

Foto Álvaro Bufarah, identificado

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

 

Ariel Palacios lança livro sobre Lado B do futebol

Ariel Palacios, correspondente internacional do Grupo Globo em Buenos Aires (Argentina), lançou o livro Futebol lado B: Entre deuses, dribles, ditadores e delírios: o absurdo, o improvável e o genial do esporte mais amado do mundo (Globo Livros). A obra, fruto de extensa pesquisa, reúne histórias, causos e reflexões sobre o esporte que vão muito além das quatro linhas.

Ariel Palacios (Crédito: Instagram)

“O futebol é cultura, política, economia, identidade coletiva, memória. O futebol, para mim, é um fenômeno que se infiltra em quase todas as camadas da vida social”, explicou Ariel. “Ele é política quando vira propaganda de regimes; é literatura quando constrói mitos; é guerra simbólica quando encena rivalidades nacionais; é economia quando move bilhões; é estética quando produz beleza gratuita; e é, muitas vezes, um espelho cruel das nossas intolerâncias”.

No livro, Ariel fala sobre a paixão pelo futebol e como ele funciona como uma espécie de “termômetro” na sociedade, capaz de fazer pessoas se amarem ou odiarem, desconhecidos se abraçarem ou se agredirem. A obra traz histórias que vão desde narrativas de torcedores, superstições, decisões absurdas envolvendo nomes conhecidos, até o uso do próprio futebol como instrumento de poder ou manipulação, misturando geopolítica, história, arte e cultura, e mostrando que o futebol “não apenas reflete a sociedade, mas participa ativamente de suas transformações”.

Ariel está no Brasil neste mês de maio para participar de eventos de lançamento com sessões de autógrafos em Londrina (Paraná), São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

48ª Prêmio Vladimir Herzog abre inscrições na quarta-feira (20/5)

A 48ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abrirá inscrições na quarta-feira (20/5). O prêmio, que incentiva, valoriza e reconhece trabalhos jornalísticos que defendam a democracia, a justiça e os direitos humanos, receberá inscrições até 20 de junho.

O prêmio tem ao todo sete categorias: Produção jornalística em texto, Produção jornalística em áudio, Produção jornalística em vídeo, Produção jornalística em multimídia, Fotografia, Arte e Livro-reportagem. Podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 10 de junho de 2025 e 20 de junho de 2026. No caso da categoria Livro-reportagem, só serão aceitas inscrições de obras editadas ao longo do ano de 2025. A taxa de inscrição é de R$ 60 por trabalho inscrito.

A sessão pública de julgamento e divulgação dos vencedores será em 30 de setembro, às 14h, com transmissão ao vivo. E em 20 de outubro, será realizada a cerimônia de premiação, no Tucarena, em São Paulo. Neste ano, antes da premiação, será realizada a tradicional Roda de Conversa com os vencedores, seguida de uma visita guiada ao Calçadão do Reconhecimento da Praça Memorial Vladimir Herzog, na Bela Vista, em São Paulo.

Confira o regulamento e inscreva-se aqui.

O adeus a Vladimir Saccheta, símbolo da resistência na ditadura

Vladimir Sacchetta (Crédito: Instituto Vladimir/Herzog)

Morreu em 15/5 Vladimir Saccheta, intelectual, jornalista e pesquisador, aos 75 anos. Ao longo de sua trajetória, teve forte atuação na militância e resistência contra a repressão da ditadura militar, organizando documentos e atuando como ponte entre militantes e profissionais de imprensa.

Nascido em 1950, em um período de forte efervescência política, Vladimir engajou-se politicamente e foi defensor de causas sociais e da luta de classes. Foi muito importante na documentação de greves do ABC e do ressurgimento do movimento sindical. Para ele, “a militância na memória era uma forma de resistência tão importante quanto a das ruas”, descreveu a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Ao organizar um documento, Vladimir não só estava realizando um ato político, como também reunindo provas materiais da repressão e exploração da ditadura.

Vladimir foi muito importante para o projeto Brasil: Nunca Mais, que denunciou a repressão e tortura do regime militar por meio de cópias de processos da Justiça. O intelectual contribuiu organizando documentos e fornecendo aos autores do projeto provas sobre as atrocidades cometidas pelo governo militar. Vale lembrar que o Troféu Audálio Dantas: Indignação, coragem, esperança deste ano será entregue aos responsáveis pelo Brasil: Nunca Mais: Frei BettoPaulo VannuchiRicardo Kotscho e Dom Paulo Evaristo Arns

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública abre inscrições e recebe trabalhos

A partir desta segunda-feira, 18 de maio, estão abertas as inscrições e a submissão de trabalhos para a quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública – ComPública, que acontecerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro.

Realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública, ABCPública, em parceria com a Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, o evento terá como tema “Uma agenda para a cidadania”.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no endereço cd.leg.br/compublica.

Grupos de trabalho O 4º ComPública terá duas modalidades de apresentação de trabalhos: científicos e relatos de experiências. A submissão de resumos expandidos com 800 a 1.200 palavras poderá ser feita de 18 de maio a 15 de junho. O resultado da seleção será divulgado em 17 de julho. A chamada de trabalhos está disponível em https://doity.com.br/compublica2026/blog/submissao-de-trabalhos.

Grupos de trabalhos científicos:

GT1 – Governança digital e transparência pública Coordenadores: Magno Medeiros (UFG) e Tiago Mainieri (UFG)

GT2 – Direitos humanos, inclusão e interseccionalidades Coordenadoras: Francine Altheman (ESPM) e Ana Paula Lucena (UFRPE)

GT3 – Cidadania, democracia e participação Coordenadores: João Curvello (UnB) e Kátia Vanzini (Unesp)

Grupos de relatos de experiências:

GT4 – Gestão e regulação da comunicação Coordenadoras: Kárita Sena (Correios/UFMS) e Rachel Gonçalves (Senado Federal)

GT5 – Experiências audiovisuais e digitais Coordenadoras: Alessandra Lessa (TC-GO) e Verônica Lima (Câmara dos Deputados)

GT6 – Projetos, produtos e serviços Coordenadores: Mariana Borges (Polícia Penal – SP) e Michel Carvalho (Câmara Municipal de Cubatão)

Congresso

Além dos grupos de trabalho, a programação do 4º ComPública combinará palestras, mesas-redondas, minicursos, lançamento de publicações, premiações e momentos de convivência entre os participantes. Também estão previstas visitas guiadas ao Congresso Nacional para os participantes.

Parcerias

O 4º ComPública é realizado em parceria com a Universidade de Brasília – UnB e conta com apoio de uma série de entidades e órgãos públicos engajados na qualificação da comunicação do Estado com os cidadãos: Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel), Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp), Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), Associação de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Observatório da Comunicação Pública (Obcomp), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); e patrocínio da Doity.

Todas as informações sobre os preparativos para o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublicalinkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

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