William Waack

William José Waack nasceu em São Paulo (SP), no dia 30 de agosto de 1952. É formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e é mestre em Ciências Políticas pela Universidade de Mainz (Alemanha).
 
Começou sua carreira como repórter da sucursal paulista do jornal O Globo (RJ). No início, fazia matérias para a editoria Geral, mas acabou sendo transferido para a de Esportes.
 
Em 1975 teve a sua primeira experiência como correspondente internacional, na Alemanha, quando trabalhou como freelancer para o jornal O Estado de S.Paulo (SP). Ainda na Europa, foi correspondente do Jornal do Brasil (RJ).
 
Retornou ao Brasil em 1985 para ser editor no Jornal da Brasil. No ano seguinte, foi secretário de redação do Jornal da Tarde (SP). Depois voltou para a Europa como correspondente de O Estado de S.Paulo. Durante a cobertura da guerra do Golfo, chegou a ficar refém do exército iraquiano junto com outros jornalistas. Conquistou dois prêmios Esso de Jornalismo: pela cobertura da guerra do Golfo, ao lado de Hélio Campos, e pelas revelações sobre os arquivos secretos de Moscou, em 1991 e 1993, respectivamente.
 
Em 1994, ainda como correspondente internacional, passou a trabalhar para a revista Veja (SP). No período cobriu grandes eventos, como a Revolução Islâmica no Irã, a guerra entre o Irã e o Iraque, a guerra do Líbano e a queda do Muro de Berlim.
 
Foi contratado pela TV Globo (RJ) em 1996. Na época, participou da cobertura da crise na Rússia e no Oriente Médio, da guerra dos Bálcãs, da Conferência de Kioto, das questões relativas à sucessão do papa e da morte da princesa Diana Frances Spencer (1961–1997). 
 
Tornou-se correspondente da GloboNews (RJ) na Europa em 1998. Na época entrevistou o líder espiritual dalai lama Tenzin Gyatso. A entrevista também foi exibida no programa Fantástico, da TV Globo. Participou também da cobertura da guerra em Kosovo. No mesmo ano, passou a trabalhar como correspondente da revista Época (SP). 
 
Voltou ao Brasil, em janeiro do ano 2000, para trabalhar como repórter especial da TV Globo. Venceu o Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo 2001, com a série de reportagens Crise na polícia paulista.
 
No final de 2005, começou a apresentar o Jornal da Globo, ao lado da jornalista Christiane Pelajo. Passou a comandar também o programa de entrevistas Painel, na GloboNews e, em setembro de 2006, a assinar uma coluna na editoria Mundo do portal de notícias G1, descontinuada em outubro de 2008.
 
Paralelamente às suas atividades na Rede Globo, passou a integrar em 2009 o corpo docente da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), como professor de Relações Internacionais Contemporâneas. Coordenou, com outros quatro colegas, em fevereiro de 2010, uma missão de alunos e professores da instituição que percorreu cidades de Jordânia, Israel e Palestina para encontros com lideranças governamentais, acadêmicas, religiosas e comunitárias a fim de debater os problemas socioeconômicos e políticos da região. A missão teve parceria do projeto Caminho de Abraão, organização sem fins lucrativos fundada no Global Negotiation Project da Universidade de Harvard e responsável por promover o desenvolvimento sustentável da região por meio do Turismo.
 
Em setembro de 2014 foi escolhido com um dos finalistas do 2º Prêmio Abear de Jornalismo com a reportagem Jato com tecnologia brasileira entra com força competitiva no mercado mundial, elaborada com Yael Peretz. No mesmo ano, foi eleito para o Top 10 entre Os +Admirados Jornalistas Brasileiros, bisando o feito em 2015, segundo apuração do J&Cia em parceria com a Maxpress.
 
Passou a ancorar sozinho o Jornal da Globo a partir de outubro de 2015.
 
Está, também no Top 10 dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil 2016, do J&Cia/Maxpress.
 
É autor de cinco livros: Polônia: A crise de 500 dias que abalou o socialismo (Codecri, 1982), com Carlos Castilho; As Duas Faces da Glória (Nova Fronteira, 1985); Mister, You Bagdad: Dois Repórteres na Guerra do Golfo (O Estado de S.Paulo, 1991), com Hélio Campos Mello, e Camaradas (Companhia das Letras, 1993). Participou, ainda, de O Livro das Grandes Reportagens (Globo, 2004), de História da Paz (Contexto, 2008), organizado pelo sociólogo Demétrio Magnoli, e de Grandes Entrevistas do Milênio (Globo, 2009), organizado pelo jornalista e crítico literário Manoel da Costa Pinto.
 
Durante o relançamento de nova versão revisada e ampliada de Duas Faces da Glória, em março de 2015, participou de debate sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. No novo volume, além de apresentar a visão de aliados e inimigos dos brasileiros que atuaram na Itália, analisou a cobertura de guerra a partir dos avanços da revolução da informação e de sua própria experiência reportando conflitos no Oriente Médio, América do Sul e Europa. Revelou também a visão dos aliados e inimigos: soldados alemães e os oficiais norte-americanos sobre a atuação da FEB. Para o desenvolvimento da obra, entrevistou 28 ex-combatentes inimigos e realizou extensa pesquisa em arquivos em Londres e Washington, onde teve acesso a relatórios confidenciais e secretos de americanos e britânicos sobre os militares brasileiros.
 
Foi armador central e capitão da equipe de handebol do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, chegando a ocupar a defender a Seleção Brasileira da modalidade de 1970 a 1973. Também praticou iatismo, tênis e ciclismo. É, também, aviador, com brevê de piloto privado e tudo.
 
 
Atualizado em novembro de 2016
 
Fontes:
Arquivo Jornalistas&Cia

 

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