Sônia Filgueiras

Sônia Rabello Filgueiras Lima nasceu em Brasília (DF) em 10 outubro de 1967. É graduada em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB/DF), bacharelado que fez entre1985 a 1989. A opção pelo Jornalismo ela mesma conta: “Ao entrar na UnB, cheguei a confirmar a opção para especialização em Cinema e depois mudei para Jornalismo. Achei que a carreira de cineasta seria sofrida demais”. É mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília, (DF) entre 2003 a 2006, com a dissertação A autonomia do Banco Central do Brasil: as tensões que obstruíram a sua formalização no governo FHC, orientada pelo prof. PhD Paulo du Pin Calmon e aprovada.
 
Na imprensa escrita, atuou na reportagem, com passagem por veículos de circulação nacional como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e revista IstoÉ em Brasília. Dedicou-se às coberturas econômica e política, além do Jornalismo Investigativo.
 
Começou a trajetória como estagiária, fazendo reportagens de rádio para a rádio Nacional AM, no segundo ano de faculdade. Depois foi contratada na emissora como radialista, função para a qual não se exigia diploma. A experiência na rádio começou em julho de 1987 na Empresa Brasileira de Comunicação S/A – Radiobras (atual Empresa Brasil de Comunicação-EBC). Lá foi repórter do programa A Voz do Brasil e dos programas jornalísticos das emissoras da estatal (rádios Nacional AM, FM e Amazônia) além de redatora, produtora, editora e apresentadora do programa Nacional Economia, veiculado semanalmente na Nacional AM e FM. Na emissora até junho de 1991, participou de coberturas relevantes: planos Collor I, II e seus desdobramentos junto ao Banco Central.
 
Durante quase três anos trabalhou no Jornal do Brasil como setorista nas áreas financeira e macroeconômica – assuntos ligados ao Banco Central do Brasil, à Caixa Econômica Federal, ao Banco do Brasil e aos ministérios da Fazenda e do Planejamento – e Jornalismo de Serviços na editoria de Economia.  Em sua passagem pelo JB, de julho de 1991 a março de 1994, acompanhou as ações do Banco Central do Brasil relacionadas ao combate do processo inflacionário e reestruturação da dívida externa brasileira.
 
A experiência em televisão teve início em março de 1997 no escritório de Brasília da TV Bandeirantes, como repórter de vídeo do Jornal da Band, editado e ancorado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, com atuação nas áreas de Economia, Política e Geral. Para o Band foi a Paris com a equipe que cobriu a Copa do Mundo de Futebol da França, entre junho e julho de 1998; viajou para Washington para acompanhar parte das negociações do governo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em torno de um programa de ajuste fiscal e desembolso após a crise na Ásia e a moratória russa de outubro de 1998. Ficou na emissora até março de 1999.
 
Foi repórter especial da sucursal de Brasília, dedicada às áreas econômica e investigativa, do jornal Folha de S.Paulo (SP), entre maio a setembro de 2000.
 
Trabalhou na reportagem da revista IstoÉ em três momentos de sua carreira: de abril de 1994 a fevereiro de 1997, de abril de 1999 a abril de 2000 e de setembro de 2000 a março de 2006. Como responsável, na sucursal de Brasília, pela cobertura econômica (áreas financeira e macroeconômica) e atuação na cobertura de política e em reportagens investigativas, cobriu alguns momentos decisivos da economia e da política brasileira, como Plano Real, crises externas, desvalorização do Real, acordos com o FMI, questões fiscais e orçamentárias, casos da Pasta Rosa, Máfia dos Fiscais do Rio de Janeiro e Mensalão.
 
Foi repórter ligada à editoria de Política na sucursal de Brasília do jornal O Estado de S.Paulo. Para o Estadão, entre abril de 2006 a janeiro de 2009, fez várias coberturas relevantes: escândalos da Máfia das Ambulâncias (Sanguessugas), do Dossiê (episódio em que integrantes da equipe de campanha do então presidente Luís Inácio Lula da Silva foram flagrados negociando um dossiê contra políticos do PSDB), e dos gastos abusivos com cartões corporativos por integrantes do governo.
 
De fevereiro de 2009 a setembro de 2013 trabalhou na CDN Comunicação Corporativa, agência em que Integrou a equipe de assessores de imprensa dedicados ao atendimento a jornalistas estrangeiros na Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) em contrato de prestação de serviços da CDN com o governo federal. Ainda pela CDN no período de maio a agosto de 2010 atuou como coordenadora da área de imprensa do Banco Central, retornando à equipe a serviço da Secom-PR após este período. Além de coordenação da equipe e atendimento à Imprensa, assessorava o presidente da instituição.
 
A trajetória no Jornalismo lhe permitiu amealhar vários prêmios. Foi integrante da equipe ganhadora do Prêmio Principal do Esso de Jornalismo 2001, com a matéria Senadores envolvidos na fraude do painel de votação do Senado. Revelava para uma nação estarrecida que o painel de votação do Senado Federal tinha sido violado para que fossem conhecidos os votos dos senadores no processo de cassação do mandato do ex-senador Luiz Estevão. A revelação constituiu o início de uma série de reportagens, que culminou com a renúncia dos senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda, acusados respectivamente de mandante e intermediário na ordem de violação do painel. Participaram também da equipe Andrei Meireles, Mino Pedrosa, Mário Simas Filho, Isabela Abdala e Ricardo Miranda.
 
Dois anos depois recebeu o Prêmio Barbosa Lima Sobrinho (Embratel) 2003, com Amaury Ribeiro Júnior, pelo trabalho A máfia dos fiscais, que revelou o esquema de cobrança de propinas por um grupo liderado pelo fiscal de rendas do governo do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Silveirinha. O Prêmio Esso de Jornalismo 2004, na categoria Informação Econômica, com Weiller Diniz, Celina Côrtes e Luiz Cláudio Cunha veio pela série de matérias, publicada na IstoÉ, Presidente e diretor do BC esconderam da receita bens no exterior, que mostrou irregularidades das declarações de rendimentos e transferências patrimoniais do presidente do Banco Central Henrique Meirelles.
 
Foi finalista do Prêmio Esso de Jornalismo 1996, na categoria Informação Econômica, com o trabalho A pasta cor de rosa, sobre a existência de esquema irregular de financiamento de campanhas eleitorais pelo Banco Econômico a políticos baianos liderados pelo então senador Antônio Carlos Magalhães. Com a mesma reportagem ganhou também o Grande Prêmio OK de Jornalismo 1996. Finalista mais uma vez do Prêmio Esso de Jornalismo 2002 na categoria Reportagem, com Weiller Diniz, pelo o trabalho Um vice de US$ 15 milhões, que denunciou a existência de contas no exterior em nome do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), então indicado para ocupar a vaga de candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra. Também foi indicada como finalista do Prêmio Esso de Jornalismo 2005&ggt;, na categoria Reportagem, com o trabalho O Caminho do Dinheiro, com Amauri Ribeiro Júnior, sobre documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que demonstravam a existência de volumosos e frequentes saques em espécie das contas do publicitário Marcos Valério, confirmando as denúncias do deputado Roberto Jefferson.
 
Desde outubro de 2013 é chefe da sucursal de Brasília do jornal Brasil Econômico, onde também publica uma coluna semanal sobre temas econômicos (às segundas-feiras) e atua como repórter.
 
 
Atualizado em janeiro/2014 – Portal dos Jornalistas
 
Fontes:
Informações gentilmente conferidas pela jornalista

 

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