Durante mais de duas décadas, a Love Story foi muito mais do que uma boate. Foi palco de encontros improváveis, refúgio de desejos, território de liberdade e um espelho fiel da São Paulo que vivia intensamente a noite. Agora, essa história ganha registro definitivo em Love Story – A Casa de Todas as Casas, uma biografia não autorizada que revela, sem filtros, os bastidores de um dos endereços mais emblemáticos da vida noturna paulistana.

Escrita por Katia Simões, há 15 anos no Valor Econômico e passagens por PEGN e DCI, e Roberto Prioste (ex-TV TEM, EPTV e TV Diário), a obra mistura jornalismo, memória, comportamento e cultura urbana. Dividido entre a Boca do Lixo e a Boca do Luxo, o livro reconstrói a trajetória da Love Story desde sua origem até se consolidar como um verdadeiro patrimônio emocional da cidade de São Paulo. A narrativa é construída a partir de mais de 25 horas de depoimentos, reunindo vozes de artistas, empresários, jornalistas, personagens da noite, frequentadores anônimos e figuras públicas que viveram, cada um à sua maneira, o fenômeno Love Story.

O livro também registra passagens discretas, e quase cinematográficas, de figuras internacionais, entre eles o ator Chadwick Boseman (1976-2020), protagonista de Pantera Negra, que passou uma noite inteira na casa sem ser reconhecido, protegido pelo pacto informal de discrição que a boate mantinha com seus frequentadores. Até a realeza cruzou aquele território. O escritor Ari Behn, então marido da princesa Märtha Louise, da Dinamarca, chegou a gravar cenas de um programa europeu dentro da boate. Alguns artistas evitavam entrar para não virar pauta de colunas sociais. O cantor Thiaguinho, por exemplo, é citado no livro como alguém que preferia ir embora ao perceber o risco de exposição midiática.
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