Uma equipe de historiadores, arqueólogos e arquitetos encontrou a sala onde foi encenado o falso suicídio de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975. A pesquisa, feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conseguiu encontrar o local exato da encenação, um mistério que durava mais de 50 anos.
A descoberta ocorreu graças à analise de estruturas do prédio do Destacamento de Operações de Informações, Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), incluindo paredes, piso e teto. Após essa análise, os pesquisadores fizeram o cruzamento dessas informações com registros históricos e imagens da época. Eles destacaram que o som oco de uma parede ajudou a revelar um espaço escondido e levou à identificação do ambiente. A pesquisa também encontrou marcas feitas por um prisioneiro para contar os dias no cárcere, escondidos sob camadas de tinta e azulejo.
Os pesquisadores analisaram principalmente a foto histórica do suicídio forjado de Herzog, na qual ele aparece pendurado com uma corda. A ideia é conseguir identificar onde a foto teria sido tirada. O grupo analisou o piso de madeira, a janela com blocos de vidro e grade, marcas na parede e dobradiças de porta que não foram substituídas. Os pesquisadores destacaram ainda que, devido a reformas no prédio, as estruturas originais foram alteradas, o que dificultou a identificação do local.










