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quinta-feira, fevereiro 5, 2026

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Paraguai, Brasil e México na lista dos 20 países mais letais para jornalistas 

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou relatório especial em que aponta os países com maior índice de assassinatos em jornalistas em 2014. Na conta, apenas os casos em que há fortes indícios de que o homicídio tem relação com a atividade jornalística do profissional. No Brasil, o CPJ confirmou a morte de dois jornalistas no Rio de Janeiro em função de seu trabalho. O primeiro, Pedro Palma, proprietário do jornal Panorama Regional, foi morto a tiros em frente de casa em fevereiro. Sua morte provavelmente está ligada à cobertura local de fatos políticos. O segundo caso foi do cinegrafista da Band Santiago Andrade, que difere das outras mortes nessa lista por ter acontecido durante um protesto, ambiente particularmente perigoso para jornalistas brasileiros no ano. No Paraguai, país mais perigoso da América Latina para jornalistas, foram três casos de assassinato em 2014. O mais recente é de Pablo Medina Velázquez, correspondente regional do jornal ABC Color, baleado diversas vezes no departamento de Canindeyú, enquanto trabalhava. Uma assistente também foi morta no ataque. Medina cobria a produção de maconha e o tráfico de drogas próximo à fronteira com o Brasil, e editores disseram que ele recebia ameaças frequentes por causa disso. Seu irmão e parceiro de trabalho Salvador Medina foi morto na mesma região, em 2001, por suas reportagens. Ainda estão na lista paraguaia Fausto Gabriel Alcaraz Garay, da Radio Amambay, e Edgar Pantaleón Fernández Fleitas, da Belén Comunicaciones, também baleados e mortos perto da fronteira com o Brasil em maio e junho, respectivamente. CPJ relatou que Alcaraz denunciava regularmente atividades criminosas e tráfico de drogas em seu programa de rádio. Fernández, que também era advogado, apresentava um programa crítico a juízes locais, advogados e funcionários do gabinete do procurador-geral. No México, o repórter Octavio Rojas Hernández, que havia começado a trabalhar para o jornal El Buen Tono, em Córdoba, Veracruz, foi assassinado na porta de casa em agosto. De acordo com o diretor de Redação do veículo, a morte está relacionada a uma matéria que ligava um diretor da polícia municipal a uma quadrilha de roubo de gás. Também em Veracruz, o repórter Gregorio Jiménez de la Cruz foi morto após ter sido sequestrado em fevereiro por homens armados perto de Coatzacoalcos. Jiménez cobria crime e segurança para os jornais Notisur e Liberal del Sur, segundo o CPJ. O Comitê identifica também uma tendência à impunidade no que diz respeito aos assassinatos de jornalistas da região, com raros casos em que os responsáveis pelos crimes são identificados e punidos.

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