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terça-feira, fevereiro 3, 2026

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#PanamaPapers envolve 376 repórteres de 76 países

A #PanamaPapers é, segundo um de seus integrantes, José Roberto de Toledo, presidente da Abraji e coordenador do núcleo Estadão Dados, do Grupo Estado, “provavelmente a maior investigação jornalística global de que se tem notícia: 374 repórteres de 109 veículos de comunicação em 76 países”. A reportagem revelou ao mundo há alguns dias como funciona a corrupção multinacional, ao expor 40 anos de correspondências internas da Mossak Fonseca, escritório de advocacia panamenho especializado na abertura de offshores – algumas pertencentes a empresários, personalidades e políticos brasileiros, inclusive diversos envolvidos na chamada Operação Lava Jato. No texto Pega-pega global, que publicou no Estadão de 4/4, Toledo diz que os 11,5 milhões de documentos foram obtidos há cerca de um ano pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, que decidiu compartilhá-los com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês), a mesma organização que dera à luz o SwissLeaks, sobre contas do banco HSBC na Suíça. Em tese, diz ele no artigo, os investigadores da Lava Jato tiveram acesso a uma parte da documentação eletrônica a que os jornalistas envolvidos na #PanamaPapers também tiveram: “A diferença é que os policiais e procuradores confiscaram apenas o que estava na filial brasileira, enquanto a equipe transnacional de jornalistas tem acesso a um banco de dados com e-mails, procurações, certificados de ações ao portador e cópias de passaportes de clientes, usufrutuários e diretores de offshores em 39 países. Porém, policiais e procuradores têm uma vantagem fundamental: eles têm meios de cruzar os dados da Mossack Fonseca com registros sigilosos da Receita Federal e do Banco Central para saber se as empresas offshore de brasileiros foram devidamente declaradas. Abrir uma offshore ou manter conta bancária no exterior não é crime, desde que se comunique as autoridades a respeito. Há motivos para empresas que operam no exterior, por exemplo, constituírem offshores. A questão é separar o legítimo do ilegítimo, o legal do ilegal. É o que a Lava Jato pode fazer”. E conclui: “É uma investigação em curso. Novos casos continuam sendo verificados, cruzamentos continuam sendo feitos. E desdobramentos da #PanamaPapers ainda estão por vir: da eventual queda do primeiro-ministro da Islândia – pego em um inexplicável conflito de interesses [N. da R.: ele renunciou nessa terça-feira (5/4)] – ao presumível pega-pega global que policiais, procuradores e agências de segurança nacionais e internacionais deverão promover a partir de agora – ou não”.

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