Depois de oito anos longe do rádio, Sidney Rezende estreia na Rádio Nacional dia 4/5 como âncora do Nacional Brasil. Na última segunda-feira (25/4) ele fez uma apresentação do novo programa na sede da EBC em São Paulo para convidados. Além do nome do programa, o slogan também foi escolhido pelo apresentador: Respeito à sua forma de pensar, o que considera democrático em tempos de acirramento ideológico: “O desafio de sempre é unir os ouvintes em torno de um cardápio de informação isenta, plural, bem apurada e construtiva, adequada ao momento que vive a jovem democracia brasileira”. O convite foi feito pelo ex-presidente da EBC Américo Martins e pela gerente Eliane Fernandes, que procuraram Rezende e apresentaram um esboço do que precisavam. Na pauta estarão política, economia, cultura, carnaval, esportes e atualidades, com um time de comentaristas e um grupo de repórteres espalhados pelo País, além de correspondentes no exterior e um boletim da Rádio França Internacional. O ouvinte poderá participar, opinar, questionar o âncora e entrevistar as personalidades convidadas. Nacional Brasil vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 6h às 10 horas. O programa será gerado do Rio de Janeiro (1.130 AM) para São Paulo, com a Rádio Brasil Atual (98.9 FM), e a rede associada à EBC em Brasília (96,1 FM e 980 AM) e região amazônica (11.780, 6.180, 670 AM e 96 FM). Outras emissoras do Brasil poderão se incorporar futuramente. Rezende começou como repórter na Rádio Roquette Pinto, foi apresentador na Rádio Jornal do Brasil e, depois de passagens pela televisão, foi um dos fundadores da CBN, onde passou 23 anos, intercalados com trabalhos na tevê. Entre outras atividades, dirige hoje seu portal de notícias SRZD.
Andreza Matais e Marcelo de Moraes estreiam na Coluna do Estadão
Estreou nessa terça-feira (26/4) a Coluna do Estadão, espaço diário na página A4 do jornal paulista dedicado aos bastidores da política brasileira. Ela estará sob o comando de Andreza Matais e Marcelo de Moraes, com o apoio dos repórteres Daniel Carvalho e Luiza Pollo e ilustrações de Kleber Sales. A versão online, no Portal do Estadão (para assinantes), terá atualizações ao longo dia. “Vamos fazer como sempre foi feito nesse nobre espaço do jornal: antecipar notícias de política, com exclusividade e rapidez”, diz Marcelo. De volta a São Paulo depois de 23 anos em Brasília, ele informa que vai se dividir entre as duas cidades, “pois o momento é um dos mais propícios da história do País para fazer jornalismo político”. Já Andreza segue radicada em Brasília. Segundo o jornal, a coluna retoma o nome da seção criada em novembro de 1990, após quase 15 anos de interrupção. Ela vem reforçar espaços que já trazem notícias exclusivas de política, como as colunas de José Roberto de Toledo (às segundas e quintas-feiras), Dora Kramer (quartas e domingos) e Eliane Cantanhêde (terças, sextas e domingos).
Morre Fernando Faro
Morreu na madrugada desta segunda-feira (25/4), aos 88 anos, o jornalista e produtor de tevê Fernando Faro. Ele estava internado há quase três meses por conta de uma insuficiência renal. Natural de Aracaju (SE), Faro cresceu em Salvador (BA) e mudou-se para São Paulo para estudar Direito no Largo São Francisco. Deixou o curso e começou a trabalhar como repórter em A Noite e Jornal de São Paulo. Nos anos 1960 levou peças de teatro para a Rádio Cultura, no programa Ribalta, antes de migrar para a TV Paulista. Seu grande feito profissional foi o programa Ensaio, na TV Cultura, desenvolvido em 1969, pelo qual passaram mais de 700 entrevistados e três gerações da música popular brasileira. Ao completar 80 anos, em 2007, Faro foi homenageado pela Fundação Padre Anchieta com um livro biográfico intitulado Baixo, seu apelido, dado pelo escritor Cassiano Gabus Mendes. O corpo de Faro está sendo velado no cemitério do Araçá, em São Paulo. A cerimônia de cremação está marcada para 20h, no crematório Vila Alpina. Ele deixa os filhos Maria Luiza, Maria Fernanda e Lucas, e duas netas.
Mauro Borba deixa o comando da Ulbra TV
O substituto é o professor Valter Kuchenbecker Após dois anos como diretor da Ulbra TV, Mauro Borba deixou o cargo na semana passada e foi substituído pelo professor Valter Kuchenbecker, que atua na universidade há mais de 30 anos. Graduado em Teologia e licenciado em Letras, o novo gestor garantiu ao Coletiva.net que manterá o projeto de migração da emissora para o sinal digital. Mauro segue na gestão da Rádio Mix FM, outra unidade mantida pela Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra).
RBS confirma saída de Rosane Marchetti
A repórter Rosane Marchetti e o diretor de Jornalismo da RBS TV Cezar Freitas se reuniram com os colegas da Redação na tarde de 14/4 para anunciar o que já se comentava nos bastidores: a saída da jornalista da empresa após 30 anos de casa para se dedicar a projetos pessoais. Aos 56 anos, conhecida pelo ativismo social, Rosane sempre se engajou em causas que possam melhorar a vida da comunidade. Como reconhecimento, conquistou, em 2014, o Troféu Mulher Imprensa, promovido pelo portal e revista Imprensa, na categoria Melhor Repórter de Telejornal.
Justiça garante seguro-desemprego e FGTS aos demitidos do Hoje em Dia
Em ação coletiva movida pelo Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais contra os proprietários do Hoje em Dia, a Justiça do Trabalho concedeu tutela de urgência em favor dos jornalistas dispensados. A decisão garante que eles tenham acesso ao seguro-desemprego e ao saque do FGTS depositado pela Ediminas, empresa proprietária do jornal. Para garantir o pagamento das rescisões dos contratos de trabalho, a Justiça também determinou bloqueio de créditos da Ediminas no valor de R$ 1,8 milhão, decorrentes da venda do prédio em que funciona o jornal, no Bairro Santa Efigênia. Ainda a propósito do HD, Ruy Muniz, prefeito de Montes Claros e atual proprietário do jornal, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã de 18/4, em Brasília, acusado de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos da cidade para favorecer um hospital privado gerido por sua família. Vale lembrar que, no dia anterior, a esposa dele, deputada federal Raquel Muniz (PSD), ao votar a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, fez uma homenagem à gestão do marido.
Está na rede o site Os divergentes
Estreou à zero hora de 17/4, dia da votação pela admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma na Câmara dos Deputados, o site Os Divergentes, criado por Helena Chagas, Tales Faria, Andrei Meireles, Ivanir Bortot e Orlando Brito. É um empreendimento ousado, já que não conta com patrocínio, e, como eles mesmos dizem, sai com a cara e a coragem e se propõe a fazer um jornalismo honesto e analítico. Na apresentação, eles opinam sobre o papel do site: “Ser divergente é aceitar que o outro pense diferente da gente”; “É ser jornalista”; “É aceitar as divergências da vida, saber conviver com a intolerância, com as próprias divergências”. Ele nasce com a promessa de dar todos os lados da notícia, doa a quem doer. Em entrevista ao SóNotíciaBoa, Helena contou que o site foi planejado há menos de um mês por colegas egressos do portal Fato Online, em greve desde o final de fevereiro por falta de pagamento: “Todos nós estávamos no portal e ficamos muito frustrados com o desfecho lá. O nome Os Divergentes é uma homenagem à tolerância com opiniões diferentes, que tanto está faltando no Brasil de hoje”. Graduada pela UnB, Helena trabalhou como repórter, colunista, comentarista, coordenadora, chefe de Redação e diretora de sucursal em diversos veículos, como O Globo, Estado de S.Paulo, SBT e TV Brasil (EBC). Foi ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República de janeiro de 2011 a janeiro de 2014. Ivanir Bortot é graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela Faculdade de Administração Economia (FAE) de Curitiba. Repórter especializado em finanças públicas e macroeconomia, teve passagens por Gazeta Mercantil, Folha de S.Paulo e Secom-PR. Tales Faria, formado pela UFRJ, foi vice-presidente e publisher do iG, colunista, repórter, diretor e editor de alguns dos grandes veículos de comunicação do País, como IstoÉ, O Globo, Folha de S.Paulo e JB. Ganhou diversos prêmios, entre eles o Jabuti, na categoria Livro Reportagem, com Todos os sócios do presidente, sobre o impeachment de Fernando Collor de Mello. Andrei Meireles é repórter de Política há mais de 40 anos, com passagens por O Globo, Jornal de Brasília, IstoÉ e Época. Tem dois prêmios Esso (de Reportagem, em 2000, e de Jornalismo, em 2001) e três Embratel (de Jornais e Revistas, em 2001 e 2004, e o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, em 2009). Orlando Brito (www.orlandobrito.com.br) é um dos mais conhecidos e premiados fotógrafos do País. Nasceu em Minas e chegou a Brasília ainda menino, no início de sua construção, em 1956. Fez viagens por mais de 60 países, em coberturas presidenciais, papais e esportivas, como Copas do Mundo e Olimpíadas. Tem seis livros publicados e quatro outros no prelo. Recebeu vários prêmios, entre eles o Press Photo do Museu Van Gogh, de Amsterdã. Fez várias exposições individuais e tem obras nos acervos de diversos museus do mundo.
Câmara Municipal de São Paulo celebra dez anos da revista City Penha
A Câmara Municipal de São Paulo promove nesta segunda-feira (25/4), por iniciativa do vereador Toninho Paiva, no Teatro Martins Penna (largo do Rosário, 20), a partir das 19h30, sessão solene em comemoração ao 10º aniversário da revista City Penha.
Mensal, ela circula na Zona Leste de São Paulo com tiragem de 15 mil exemplares, dirigida por Paulo Aguiar e Vânia Tramarin. Mais informações pelo 11-3596-8413 ou [email protected].
Folha de S.Paulo muda e extingue cadernos e editorias
A Folha de S.Paulo promoveu nos últimos dias mudanças estruturais que implicaram a mudança e a extinção de cadernos e editorias. Desde 18/4, a editoria de Semanais foi extinta e a atual editora, Laura Mattos, vai se incorporar à equipe da revista sãopaulo como repórter. Na mesma data, o caderno de Turismo passou para o comando da editora de Especiais Heloisa Helvecia. O suplemento infantil Folhinha deixou de circular após 52 anos. E o Guia Livros/Discos/Filmes sairá pela última vez em 30 de abril. Também foram descontinuadas as páginas semanais de Comida e Tec. Segundo comunicado do editor executivo Sérgio Dávila, “os assuntos de que tratavam serão incorporados pela nova revista sãopaulo, com estreia prevista para 8 de maio, pela Ilustrada e pelo caderno Mercado”.
A reinvenção do jornalista ? #3 Sobre assinaturas, time engajado e tecnologia com Nexo
Lançado em novembro de 2015, Nexo é um jornal digital que uniu os sócios Paula Miraglia (antropóloga), Conrado Corsalette (jornalista) e Renata Rizzi (economista). É feito “para quem busca explicações precisas e interpretações equilibradas sobre os principais fatos do Brasil e do mundo”, como diz seu texto de apresentação. Nativo digital, com conteúdo explicativo e preocupado com a contextualização, de abrangência nacional e que pretende, em breve, manter-se por meio de assinaturas. Assim é o Nexo, sobre o qual Paula Miraglia conta mais: Como nasceu o Nexo O Nexo é resultado de uma conversa entre três pessoas que tinham, desde sempre, interesse por coisas comuns. Conrado, Renata e eu temos trajetórias diferentes, mas interesses comuns. E o debate público é um deles. “Como se pode contribuir para o debate público?”. Cada um do seu jeito. Na trajetória anterior ao Nexo, cada um tinha, na sua medida, trabalhado nesse sentido, com esses temas. Mais concretamente, eu estava morando fora do Brasil, tinha voltado para cá e pensava: “E agora?”. Comecei a conversar com o Conrado e com a Renata sobre a produção de conteúdo, de informação, como isso faz sentido no Brasil nesse momento. O Conrado vinha com ideia de novas formas de pensar o jornalismo e a Renata também. Claro que há outros fatores que entram nessa história também. É um momento em que novas possiblidades de produção da informação, novas iniciativas no campo do jornalismo vêm acontecendo. Isso impulsionou e contribuiu muito para desenhar o modelo do Nexo. É uma conversa que está acontecendo no mundo todo e as iniciativas digitais fora do Brasil foram muito inspiradoras. Vimos veículos que nasceram digitais ganharem relevância. O processo inteiro – entre o “vamos fazer” e o jornal estar na rede – durou mais ou menos um ano. Aos poucos, a partir de junho do ano passado, começamos a trabalhar juntos, em uma equipe muito pequena, que foi aumentando. Em setembro ela já estava completa, ensaiando para colocar o jornal no ar. Esse processo de formação da equipe era paralelo ao desenvolvimento do jornal. Modelo editorial Quando começamos a desenhar o modelo do Nexo tínhamos um desejo – e aí é outro ponto onde nossas trajetórias se encontram –, que é explicar, contextualizar, fugir daquela notícia muito rápida e que, no dia seguinte, não tem mais valor. A gente sentiu que havia espaço para um jornalismo de contexto. Claro, no limite você pode dizer que todo jornalismo é de explicação (e precisa ser). Mas ter tempo de fazer uma explicação um pouco mais detalhada, privilegiar o aspecto do contexto, nos pareceu um elemento muito forte que poderia ganhar força dentro de um lugar editorial. Isso dialoga também com a estrutura de jornal que estávamos montando. Desde o início, tínhamos a clareza de que o Nexo não vinha para competir com os grandes jornais, que têm a capacidade de cobrir todas as notícias. Sabíamos desde o início que não poderíamos cobrir todas as notícias. O que e como cobrir É um exercício de curadoria, de seleção, porque notícia é o que não falta. Isso permite também determinar qual é o tratamento mais adequado para cada um desses conteúdos. O que faz muito mais sentido quando você está em um veículo digital. Passa também por um olhar editorial entender se esse conteúdo faz mais sentido no vídeo, se ganha força se for feito em gráfico, se engaja mais o leitor sendo interativo. Desde sempre previmos que o texto seria fundamental, mas que esses outros suportes – vídeo, gráfico, interativo – teriam também uma grande importância no modelo editorial. Sem que isso necessariamente tenha um hierarquia. O gráfico deixa de ser um complemento ao texto, o vídeo deixa de ser uma ilustração do texto. Cada um deles têm uma narrativa própria. Modelo de negócio [O que viabilizou a existência do Nexo] foram investimentos próprios, dos três sócios. Criamos um jornal de assinaturas e acreditamos que elas vão financiar o Nexo. Temos uma estrutura que é grande para um startup [atualmente são 24 pessoas, uma delas correspondente em Brasília], mas enxuta, se você pensar num veículo. Ao definir que nosso jornal vai viver de assinaturas, isso também nos obriga a produzir um conteúdo que seja bom o suficiente a ponto de as pessoas pagarem com ele. Sabemos que estamos disputando com muita coisa hoje, que se disputa o tempo das pessoas com absolutamente todo tipo de conteúdo, mas também temos uma leitura de que há um desejo de informação no Brasil, e que esse desejo é cada vez maior. Observamos isso no tipo de debate que as pessoas têm a partir do nosso conteúdo, pelo interesse dos nossos leitores – que não é um interesse só pelo conteúdo rápido. Abordamos temas extremamente áridos, como um vídeo sobre dívida pública. Como é que você pode pensar que esse é um assunto que pode interessar a um grande número de pessoas? Mas o vídeo foi um sucesso! Quer dizer, as pessoas estão atrás desse tipo de informação também. Isso tudo nos faz acreditar que o jornal pode, sim, viver de assinaturas, porque ele cria uma relação com seus leitores, porque ele também se obriga a entregar um conteúdo que tenha efetivamente valor, e para nós isso é uma coisa que faz sentido do ponto de vista do negócio, do ponto de vista do veículo que quisemos criar. O bom e velho R.O.I. Estamos em um momento de experimentar nossa audiência. Decidimos deixar o site inteiro aberto, mas o fecharemos em breve. Ele não vai ser totalmente fechado – vai ter um paywall poroso –, e vamos avisaraos leitores disso. Pudemos até agora, enquanto o site está aberto, entender um pouco o potencial da nossa audiência. Eu vou poder responder à pergunta sobre retorno do investimento quando fecharmos efetivamente o site. Quem lê o Nexo Fazemos um análise combinada [de audiência]. Obviamente, acompanhamos a audiência, e estamos satisfeitos com ela. É uma audiência que vem crescendo de maneira consistente. Mas também avaliamos o engajamento dos leitores conosco. Uma das nossas preocupações era de que o Nexo não tivesse relevância alguma, simplesmente porque hoje você tem iniciativas incríveis. Faz parte do empreendimento disputar relevância, fazer com que olhem para você, que falem sobre o que você está falando, que o conteúdo que você produz efetivamente repercuta. E por aí também passa a nossa análise: aonde tem chegado o conteúdo que a produzimos. É uma avaliação que não passa exclusivamente pelo tamanho da audiência, mas também passa pela repercussão que isso pode ter e de que maneira as pessoas estão usando o conteúdo do Nexo para debaterem, pautarem outros debates. Quem faz o Nexo Enxergamos no tamanho que temos hoje uma vantagem muito grande. Produzimos muita coisa com uma equipe enxuta. E começamos do zero. Passamos pelo esforço de consolidar o veículo. Temos um espaço que é essencialmente colaborativo, uma equipe muito talentosa, interdisciplinar. Temos jornalistas, advogados, cientistas de dados, equipe de arte. Então, vejo como um diferencial o fato de termos uma equipe que – porque é enxuta – trabalha muito junta. Fomos montando a equipe aos poucos, foi um processo longo. Buscávamos duas coisas nesses profissionais: jornalistas com uma trajetória sólida, com capacidade de produção, que fossem também – com a gente brincava – “ninjas”. Porque tratamos de muitos assuntos, então é necessário ter interesse sobre diferentes assuntos e capacidade de dialogar sobre e entendê-los. Além disso, tínhamos a clareza de como queríamos que essa redação funcionasse, e essa ideia de um espaço que fosse de fato um espaço de colaboração era chave. Era uma aposta nossa essa interação da equipe de tecnologia com a equipe de arte, com a equipe de pesquisa – e ficamos superfelizes de vermos que foi uma aposta correta. O fato de termos pessoas com essas atribuições é muito importante e isso estava dado desde o começo do desenho. Então, o desafio foi encontrar essas pessoas. Obviamente, passa pela qualidade da formação, pelo interesse. Para nós também era importante a leitura que elas tinham dessa possibilidade de criar um veículo digital, da disposição delas. Todo mundo veio para cá e o jornal não existia. Algumas pessoas saíram de seus empregos em veículos tradicionais para virem trabalhar no Nexo. Ficamos dois meses e meio trabalhando na Redação sem o jornal estar no ar, fingindo que estava no ar. Isso para encontrar a nossa voz, a nossa cara, a nossa identidade. Então, são pessoas que vieram nesse espírito, têm um supercomprometimento com o projeto e, sobretudo, gostam muito de trabalhar juntas. E isso para mim diz muito sobre aquilo que estamos criando aqui. Fizemos dois investimentos grandes no Nexo: um foi em pessoas, desde o começo tínhamos a clareza de que queríamos ter uma Redação, com pessoas, com equipe que pudesse trabalhar junta. outro foi em tecnologia. Tecnologia Queríamos ter um site em que a navegação fosse ótima, que o processo de assinatura não fosse um obstáculo para o assinante, que pudéssemos de fato explorar todos os recursos do meio digital. Esse é um trabalho que segue se desenvolvendo. E essa é uma das maravilhas de um jornal digital! As possibilidades estão dadas, podemos criar, desenvolver, ter uma seção nova, um recurso novo. É um trabalho constante de criação que também vamos fazendo a partir das demandas dos leitores, que pedem para que expliquemos determinado assunto. Isso é um indicativo forte de que as pessoas entenderam o nosso modelo editorial e estão criando uma relação.






