O falecido jornalista, professor, sindicalista e dirigente do PT Perseu Abramo será homenageado na noite desta segunda-feira (13/6), em São Paulo. Na ocasião, será lançada a reedição de seu livro Padrões de manipulação da grande imprensa, organizada pela Fundação Perseu Abramo. Graduado em Ciências Sociais pela USP, Abramo atuou em Estadão, Folha de S. Paulo, jornal Movimento, Jornal dos Trabalhadores, rádio Eldorado e TV Globo, além de ter participado ativamente da criação da Universidade de Brasília (UnB) A homenagem e o lançamento serão às 19h no auditório 239 da PUC-SP (rua Ministro de Godói, 969) – universidade onde Perseu lecionou por mais de 15 anos –, com transmissão ao vivo pela tevê FPA.
Carlos Alberto Júnior faz crowdfunding para livro sobre guerrilha sul-americana
Carlos Alberto Júnior – ex-Gazeta Mercantil, Agência O Globo, Época, Correio Braziliense e TV Brasil, e que nos últimos anos vem se dedicando a dirigir roteiros de documentários para televisão – está fazendo uma campanha na internet para viabilizar a produção de um livro-reportagem sobre ex-guerrilheiros sul-americanos. A ideia, segundo ele, surgiu durante pesquisa para um projeto de documentário relacionado a movimentos de esquerda no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Carlos Alberto explica que as leituras o levaram à Junta Coordenadora Revolucionária, uma aliança entre grupos guerrilheiros de esquerda sul-americanos para financiar e organizar operações conjuntas de combate às ditaduras nos países do Cone Sul. A Junta era formada pelo Movimiento de Izquierda Revolucionaria, do Chile; o Ejército Revolucionario del Pueblo, da Argentina; o Ejército de Liberación Nacional, da Bolívia; e o Movimiento de Liberación Nacional – Tupamaros, do Uruguai. Os grupos foram dizimados pelas ditaduras. Muitos dos integrantes acabaram presos, torturados e mortos. A primeira fase do projeto foi resgatar a trajetória de três personagens que contribuíram para a luta contra os regimes militares em seus respectivos países. No Paraguai, o advogado Martín Almada, preso pela ditadura de Alfredo Stroessner na década de 1970. O segundo, Loyola Guzmán, boliviano que integrou o grupo de guerrilheiros liderados por Che Guevara em 1967. E na Venezuela, Douglas Bravo, ex-guerrilheiro e ex-líder das Forças Armadas de Libertação Nacional, grupo guerrilheiro que atuou no país na década de 1970. “Almada, Guzmán e Bravo representam capítulos importantes na história da América Latina, por isso a produção de um livro-reportagem sobre suas trajetórias torna relevante o projeto de resgate da memória da luta contra as ditaduras que se impuseram nos países do Cone Sul nas décadas de 1960 e 1970”, explica Carlos Alberto. Ele diz ainda que pouco se publica sobre a América do Sul na imprensa brasileira. Nos livros didáticos, complementa, o espaço dedicado ao assunto também é insuficiente para mostrar a importância das nações vizinhas para o Brasil. Para viabilizar o trabalho, ele criou uma página no Facebook, onde conta detalhes do projeto, um pouco da história dos personagens e dos países e exibe fotos e vídeos. Carlos Alberto explica que as entrevistas com os três personagens são apenas parte do trabalho, e que a pesquisa para o livro em si é bem mais ampla, e exigirá um mergulho na história da América Latina. A intenção dele é utilizar o material no documentário que pretende fazer sobre o tema. Falta um pouco mais de um mês para o final da arrecadação da campanha. Até o momento, 180 pessoas fizeram doações, no valor de R$ 19.080, o equivalente a 33% da meta. As informações para quem ainda quiser doar estão na página Os últimos guerrilheiros da plataforma Kickante.
De casa nova, Bufalos amplia equipe e volta a investir em conteúdo próprio
O primeiro semestre vai se encerrando com muitas novidades para a equipe da Bufalos. Em novo endereço, com o triplo de espaço de sua antiga casa – saltou de 70 m2 para mais de 200m2 –, a produtora volta a investir em conteúdo próprio, característica principal do projeto quando da sua criação, em maio de 2012. “Nascemos com a intenção de criar e apresentar conteúdo próprio, mas, a partir do momento em que surgiu a oportunidade de produzirmos para outras marcas, acabamos deixando isso meio que em segundo plano”, explica o diretor Guilber Hidaka. “Agora que já estamos mais estabelecidos e conhecidos no mercado, cremos que é o momento para voltar a trabalhar naquilo que mais gostamos. Ao longo desses anos percebemos que sabemos contar bem histórias e nossa essência é jornalística; nada mais natural, então, do que querer produzir conteúdo próprio”. Dentre as novidades já confirmadas, a série de reportagens e minidocumentários gravados em 2015 na Califórnia será exibida a partir do segundo semestre na Discovery Turbo. “Apresentamos o material e eles se interessaram muito pelo conteúdo e pela linguagem”, comenta a editora e produtora Carina Mazarotto. “O bacana é que foi um conteúdo que produzimos por conta própria, de forma independente, e que agora está rendendo frutos”. E não é apenas sobre automóveis que eles pretendem gravar nessa nova etapa. Dois projetos independentes, um sobre inovação, que trará história de startups nos Estados Unidos, Europa e Japão, e outro sobre cidades abandonadas pelo mundo estão em fase de produção, com parte do material já gravado e editado. “Nossa ideia é fazer pelo menos mais duas viagens para terminar de captar o material para essas séries, que, assim como automóveis, abordam temas que nós amamos aqui dentro”, conclui Guilber. Nova estrutura – Mais adequada para acomodar as recentes contratações da produtora, a nova instalação fica bem próxima do antigo endereço, em Alphaville, região metropolitana de São Paulo, na Avenida Juruá, 150. Atualmente com 17 profissionais fixos, a perspectiva, segundo Guilber, é ampliar esse número até o fim do ano.
Morre José Rezende Mahar
Faleceu no final da tarde de 9/6, no Rio de Janeiro, um dos mais experientes e queridos profissionais da imprensa automotiva: José Benedito Rezende de Ribeiro Filho, ou Mahar, como era mais conhecido no segmento. Aos 65 anos, lutava há tempo contra problemas renais. Célebre por seu invejável conhecimento sobre aviões, barcos, motos e carros, principalmente os clássicos, ficou marcado entre os amigos pela irreverência e respeito no trato com os demais. Escrevia sobre veículos desde 1980, e nesse período editou vários cadernos de automóveis, entre eles os das extintas Manchete e Gazeta Mercantil, e o de lanchas da Motor 3. Ao longo de sua carreira colaborou para diversas publicações, como O Globo; Jornal Do Brasil; O Dia; Transporte Mundial; Mar, Vela e Motor; Automóveis Antigos; WebMotors e O Radiador, órgão do Veteran Car Club do Rio de Janeiro. Nos últimos anos comandava seu próprio blog, o Maharpress. Foi piloto de moto, organizador de competições, chefe de equipe de corridas e mecânico. Em suma, um homem que viveu o encanto da máquina e o feitiço do asfalto na sua totalidade, que sentia a fundo a emoção dos motores. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio.
A reinvenção do jornalista ? #9 Jornalista de negócio
Quando você pensa em fazer uma viagem, prefere ir no escuro ou antes montar um roteiro, por mais simples que seja? Saber quando vai e volta, onde vai dormir, que lugares pretende visitar, o que fazer em caso de emergência… Tudo isso exige, em maior ou menor escala, uma coisa chamada planejamento. Para começar um negócio, o raciocínio é o mesmo. Ou deveria ser. Na prática, como mostra a segunda parte da pesquisa de Sérgio Lüdtke, publicada em 1°/6, a realidade é bem diferente: apenas 1/3 dos empreendimentos analisados pelo pesquisador ganharam vida a partir de um plano de negócio. “O sucesso de um empreendimento não está condicionado à elaboração de um BP […], mas começar um negócio sem ter um plano de negócios equivale, no Jornalismo, a publicar um texto que não responda às perguntas exigidas pelo lide”, diz Lüdtke. “Sem o business plan, o empreendedor corre o risco de não considerar ou de subestimar aspectos importantes do negócio. Corre o risco de não fazer as perguntas corretas”, diz Martha Torres, especialista em planejamento estratégico. “Sem o BP, os recursos disponíveis podem não ser suficientes para o investimento necessário, por exemplo. É essencial ter esse tipo de visibilidade antes de embarcar em um novo negócio”, completa. Plano de negócio x modelo de negócio Termos parecidos, com significados bem diferentes, mas um objetivo em comum: organizar as ideias a respeito de um negócio (ou ação) que está por vir. Mais completo, o plano de negócio deve reunir informações e análises que ajudem o empreendedor a confirmar que o projeto é viável economicamente. “O business plan deve considerar as diferentes dimensões envolvidas na operacionalização do negócio e como elas se relacionam”, diz Torres. “Ele [o BP] é uma ferramenta que suporta o empreendedor no entendimento dos principais drivers do negócio, na tomada de decisões e até no acompanhamento dos resultados”. Nesse plano de negócios devem estar detalhados e ser objeto de análise as previsões de custos e despesas, o investimento inicial que se precisa, os dados dos empreendedores, missão da empresa, o setor de atividade, marketing, as projeções de receita e de quando chegarão os lucros. Além disso, especificações formais de aspectos jurídicos, tributários e de capital social. Já modelo de negócio deve retratar a essência desse negócio, o valor que ele tem. Isso pode ser feito em apenas uma página, como sugere o recente e amplamente difundido modelo Canvas, fórmula de estruturação desenvolvida pelo suíço Alex Osterwalder. O propósito do Canvas é justamente auxiliar empreendedores a enxergarem melhor seus modelos de negócio. A estrutura do Canvas é dividida em nove blocos, de fácil compreensão visual e que servem como referência para se trabalharem as hipóteses do negócio. Esses blocos, por sua vez, agrupam-se em Infraestrutura ou respostas ‘Como?’ (Atividades-chave, recursos-chave e rede de parceiros), Oferta ou respostas ‘O quê?’ (proposição de valor), Clientes ou respostas ‘Para quem?’ (segmentos de clientes, canais, relacionamento com o cliente) e Finanças ou respostas ‘Quanto?’ (estrutura de custos e fluxos de receita). Qualquer semelhança com nosso íntimo amigo lide não é mera coincidência. Perguntas certas bem respondidas não garantem, mas colaboram muito para o sucesso da empreitada, seja ela jornalística, de negócios ou de um negócio jornalístico.
Volt Data Lab lança serviço de jornalismo de dados para pequenas e médias redações
Empreendimento capitaneado por Sérgio Spagnuolo, o Volt Data Lab lança um recurso para pequenas e médias redações. A partir de julho, a empresa – especializada em reportagens baseadas em dados – passa a oferecer um serviço de notícias direcionado a pequenas e médias redações. “Com menos do valor de um freelance por mês, sua redação ou ONG terá acesso a, pelo menos, quatro reportagens com assuntos da semana, gráficos de notícias quentes e descontos exclusivos em cursos e projetos sob demanda”, diz o texto de apresentação do projeto. A quem já em junho fidelizar sua assinatura por um ano, o Volt oferece uma ferramenta customizada de gráficos com as cores e logo da organização. Mais informações pelo [email protected].
Valor Econômico extingue posto de correspondente no RS
Após 16 anos, o Valor Econômico fechou o posto de correspondente no Rio Grande Sul. O cargo era ocupado por Sérgio Bueno, que comunicou sua saída no seu perfil do facebook. Ao Coletiva.net, Sérgio contou que é desagradável passar por uma situação como esta, mas entende que o mercado está em crise: “O momento é complexo. Vários jornais estão fazendo cortes, devido à situação complicada do mercado, mas é compreensível. Triste, mas compreensível”. Agora, os planos dele são finalizar o contrato com o jornal e recolocar-se no mercado. Este é o segundo jornal que fecha a vaga de correspondente no Estado. Em fevereiro, a Folha de S.Paulo extinguiu o cargo que era ocupado por Felipe Bächtold, agora atuando na redação do jornal em São Paulo.
Grupo Sinos demite sete em suas redações
O Grupo Sinos anunciou na última semana cortes nas redações de seus jornais. De acordo com o diretor de Conteúdos Editoriais Multimídia da empresa, Nelson Ferrão, as demissões atingiram os jornais NH, de Novo Hamburgo, VS, de São Leopoldo, Correio de Gravataí e Diário de Cachoeirinha, totalizando sete colaboradores. Ferrão informou ao Coletiva.net que o grupo está acompanhando a situação complicada vivida pelo mercado e, por isso, fazendo ajustes e procedimentos que levam a eventuais desligamentos. “É uma questão desagradável e lamentável, mas acredito que o mercado irá se recuperar”, disse, acrescentando que todas as decisões estão sendo tomadas com a consciência de preservar os veículos do Grupo Sinos, que já conta com mais de 50 anos de história. Informações obtidas por Coletiva.net dão conta de que também a Rádio ABC 900 sofreu mudanças na equipe. Procurado pela equipe do portal, o diretor da emissora, Rodrigo Giacometti, não se manifestou, assim como a diretoria da empresa.
Jornal da Comunicação Corporativa terá especial sobre o Top Mega Brasil
Publicação destacará os melhores do Brasil e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul A Mega Brasil vai lançar no próximo dia 20/6 uma edição especial de seu Jornal da Comunicação Corporativa com a cobertura completa do Top de Comunicação Corporativa, premiação realizada no último dia 19 de maio, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, no encerramento do 19º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa; e que destacou, em eleição direta realizada em dois turnos de votação, os melhores da área nas categorias Executivos e Agências de Comunicação. Produzido em pdf, o JCC especial será enviado para todo o colégio eleitoral, integrado por cerca de 60 mil nomes, o que inclui todos os jornalistas em atividade no País e uma parcela expressiva de profissionais de comunicação que atuam em agências, empresas e outras organizações públicas e privadas. “Vamos apresentar um perfil de todos os vencedores e destacar os campeões regionais e o pódio nacional, que apontou os três mais votados do Brasil”, assinala Marco Rossi, diretor da Mega Brasil. A publicação vai também mostrar como nasceu o prêmio, a sistemática de votação, a metodologia de classificação, bem como a repercussão que teve entre os vencedores e no próprio mercado. Já confirmaram apoio ao JCC especial as agências Brava, Imagem Corporativa, In Press e Página 1 e a Vale. Para anunciar, contatos pelo [email protected].
Profissionais da Gazeta do Povo são alvo de reação do judiciário do Paraná
A Abraji publicou em 6/6 nota de repúdio sobre a retaliação de magistrados e promotores do Paraná ao jornal Gazeta do Povo e cinco de seus profissionais, iniciada no começo deste ano. Segundo a entidade, a atitude – que resultou até agora em 36 ações judiciais por danos morais – seria uma “reação a reportagens publicadas em fevereiro de 2016 sobre suas remunerações”. Estão na berlinda os jornalistas Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Rogério Galindo, além do analista de sistemas Evandro Balmant e do infografista Guilherme Storck. As ações correm em todo o estado, o que obrigou os profissionais a percorreram mais de seis mil km nos últimos dois meses, atendendo a 18 intimações. A iniciativa, ainda de acordo com a Abraji, foi coordenada pela Associação dos Magistrados Paranaenses (Amapar) e pela Associação Paranaense do Ministério Público (APMP). “Surpreende que os magistrados e promotores ignorem a jurisprudência sobre essa forma de assédio judicial”, diz a nota da Abraji, relembrando o caso da Igreja Universal do Reino de Deus, que acabou, em alguns casos, sendo condenada por litigância de má-fé. “Para a Abraji, os processos na Justiça não buscam a reparação de eventuais danos provocados pelas reportagens, mas intimidar o trabalho da imprensa e, por isso, são um atentado à democracia. A Abraji espera que as ações sejam julgadas improcedentes e a retaliação à Gazeta do Povo e a seus profissionais não continue. É inaceitável que magistrados e promotores coloquem o corporativismo acima de direitos fundamentais como a liberdade de expressão e o acesso a informações de interesse público”.







