Após 12 anos no Senado Federal como assessor especial e conselheiro político (dez anos com Pedro Simon e os últimos dois com Randolfe Rodrigues), Luiz Cláudio Cunha aceitou convite da ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, e assumiu a Secretaria de Comunicação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ela também preside. Cunha, que vive em Brasília desde 1980, passou pelo comando das principais sucursais da capital brasileira, como Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil, Estadão, Zero Hora, além de ter editado as colunas políticas de JB (Informe JB), O Globo (Coluna do Swann, com Ricardo Boechat) e Correio Braziliense (Brasília DF, com Ricardo Noblat). Consultor do Grupo de Tarefa “Operação Condor” da Comissão Nacional da Verdade, é autor do livro Operação Condor: o sequestro dos uruguaios, que conquistou os prêmios Jabuti, Vladimir Herzog e Casa de Las Américas (Havana, Cuba). No CNJ, Cunha (61-2326-5469 / 5472 e [email protected]) vai trabalhar em linha com Mariângela Hamu, designada por Carmen Lúcia para a Secretaria de Comunicação do STF. Hamu (61-3214-3826 / 3829 e [email protected]) teve passagens por redações de jornais, revistas e tevê, como O Globo, JB, Veja, IstoÉ, Gazeta Mercantil, Rede Globo, RBS e Estadão.
Beatriz Brencher vence Prêmio São Paulo de Literatura
Seis jornalistas estiveram na final da nona edição do Prêmio São Paulo de Literatura, que consagrou como vencedora de Melhor livro do ano a escritora Beatriz Brencher, com a obra Anatomia do Paraíso. Além dela, destacaram-se Marcelo Maluf, na categoria Estreantes +40 com A imensidão íntima dos carneiros (Editora Reformatório) e Rafael Gallo, na categoria Estreantes -40, com Rebentar (Editora Record). Estiveram na final, ainda, os jornalistas Júlian Fuks, colaborador da Folha de S.Paulo e das revistas Cult e Entrelivros; Marcelo Rubens Paiva, colunista do Estadão; Raimundo Carrero, que atua no Diário de Pernambuco; o moçambicano Mia Couto; Isabela Noronha, ex-Editora Abril, e Julia Dantas, ex-Terra. Outros 13 escritores também foram finalistas. A cerimônia de premiação foi na noite dessa segunda-feira (10/10), na Biblioteca Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Entidades condenam quebra de sigilo telefônico de repórter de Época
Entidades de jornalismo condenaram a quebra de sigilo telefônico do jornalista Murilo Ramos, colunista de Época, determinada pela juíza Pollyanna Kelly Alves, da 12ª Vara Federal de Brasília. O pedido foi do delegado da Polícia Federal João Quirino Florio, com o aval da procuradora da República do Distrito Federal Sara Moreira de Souza Leite. Ramos publicou no início de 2015 a reportagem A lista das contas de brasileiros no HSBC na Suíça, cujas informações constam nos relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf). Para a ABI, o despacho é “um perigoso retrocesso e grave ofensa à Constituição”. “A ABI entende que a legislação em vigor assegura ao repórter proteger suas fontes de informação e que a violação deste direito representa uma ameaça à liberdade de imprensa e ao livre acesso à informação consagrados pela Carta de 1988”, disse a nota da entidade. Também se manifestaram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que classificou a medida como inaceitável, representando “um grave ataque à liberdade de imprensa e à Constituição”. Já a Abraji, classificou a decisão como absurda e disse, em nota, ser “inaceitável” que “três instituições do sistema Judiciário brasileiro [o delegado da Polícia Federal João Quirino, que fez o pedido da quebra de sigilo; a procuradora Sara Leite, que o endossou; e a juíza Pollyanna Alves, que o autorizou] tentem violar a garantia constitucional do sigilo da fonte”. Também se manifestou a Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert), que considerou o ato “uma grave violação ao direito constitucional do sigilo à fonte e deve ser combatida de forma veemente por toda a sociedade civil organizada”. Aguarda-se recurso da Editora Globo.
Abril anuncia retomada de títulos da Caras
A Editora Abril anunciou nessa segunda-feira (10/10) um acordo com a Editora Caras pelo qual reassumirá títulos que transferiu a ela nos últimos dois anos. Com a negociação, a Abril voltará a ser responsável pela produção de conteúdo, circulação, venda de publicidade e assinaturas de Arquitetura e Construção, Minha Casa, Placar, Você RH e Você S/A. Arquitetura e Construção e Minha Casa passam a integrar a Unidade das Femininas, dirigida por Paula Mageste. Você RH e Você SA voltam a fazer parte da redação de Exame, dirigida por André Lahoz. Placar fica sob comando de Sergio Gwercman, na Unidade Estilo de Vida. As equipes das redações serão mantidas e os funcionários transferidos para a sede da Abril, em São Paulo. A operação está sujeita a aprovações regulatórias. Segundo Walter Longo, presidente do Grupo Abril, o movimento está totalmente alinhado ao novo posicionamento da empresa: “Além de grande produtora de conteúdo, a Abril está se consolidando como marketplace e empresa de serviços. A volta dessas publicações, além de reforçar nossa crença em revistas, aumenta as opções de exploração dessas marcas em outras plataformas e oportunidades de sinergia entre nossos negócios. Com elas, passamos, a partir de agora, a ter mais opções de segmentação para o nosso consumidor e todos os mercados em que atuamos”, afirmou em nota. Para o presidente da Editora Caras Jorge Fontevecchia, “a transação tem o objetivo de fortalecer ainda mais o principal título da casa, líder em seu segmento no País, que continuará a contar com a parceria da Abril na impressão e distribuição”. As edições de outubro ainda serão editadas pela Caras, e os demais títulos transferidos anteriormente permanecem na editora.
Wandick Donett é o novo editor-executivo do Carpress
Wandick Donett assume a partir desta semana o posto de editor executivo do Carpress, parceiro do UOL, depois de dois anos colaborando regularmente com o site. Com a chegada dele, o criador e publisher Luís Perez passa a se dedicar exclusivamente a questões estratégicas, como área comercial e avaliações específicas, além de dar “pitacos” na edição. A decisão, segundo Perez, foi tomada pela necessidade pessoal de se afastar temporariamente para cuidar de problemas de saúde. “Como é sabido, há um ano fui diagnosticado com depressão, o que me atrapalha bastante, não tanto na edição do site, que é até algo que me ajuda, mas em outros aspectos pessoais e profissionais, para não dizer que virou minha vida do avesso”, conta. “Há alguns meses eu parecia muito mais centrado, mas episódios de crises recentes me abriram os olhos para a necessidade de maior afinco para superar de vez essa questão. Claro que tanto as medidas a serem tomadas quanto os episódios que aconteceram são de foro íntimo e prefiro não comentar – até para mostrar que estou disposto a resolvê-los o quanto antes com todos os envolvidos direta ou indiretamente. Como disse um amigo, é melhor se afastar por um tempo do que perder o capital conquistado em uma vida”. Com passagens por Folha de S.Paulo, Estadão, Exame, CBN e tevês Cultura, Band, Globonews e Globo, Wandick era repórter de Cotidiano da Folha em 1991, quando Perez dava seus primeiros passos na carreira como foca do caderno. “Vai ser muito legal realizar esse trabalho e sobretudo ajudar a esse que considero um ‘irmão mais novo’, que é o Luís, que por sinal não tem irmão homem”, diz Wandick, que atenderá pelo [email protected].
Anelisa Lopes deixa o comando do iCarros
Após quase nove anos de casa, Anelisa Lopes despediu-se nesta semana da redação do iCarros. Contratada em janeiro de 2008 para montar a estrutura editorial do site de compra e venda de veículos, lançado dois meses mais tarde, desde então ela tocava a área, hoje responsável por 15% de todo acesso do site. Em um post de despedida publicado nesta sexta-feira (7/10) no facebook, Anelisa destacou a importância desse período em sua carreira: “Foi uma grande aventura, cheia de batalhas e aprendizados, que começou com o desafio de criar a área de conteúdo do site. E mês a mês, ano a ano, aprimorá-la. Foram centenas de reportagens, galerias, vídeos, colunas e um intensivo trabalho nas redes sociais. Convivi com pessoas incríveis, com quem troquei experiências e aprendi e muito. A partir de agora começará uma nova fase em minha vida profissional. De minha história no iCarros, levo a experiência para aplicar em diversos projetos que aos quais pretendo me dedicar. Agradeço a todos vocês que fizeram parte dessa última década”. Formada em Jornalismo pela PUC-SP, Anelisa começou a carreira como estagiária na Ford. Antes de sua chegada ao iCarros, passou pelas redações de Diário do Grande ABC, Agora São Paulo e Motorpress. Enquanto não define seus novos rumos profissionais, está disponível para frilas pelo 11-994-492-109. No iCarros, ainda não há uma definição sobre a substituição dela. Enquanto isso, a página fica aos cuidados dos repórteres Anamaria Rinaldi ([email protected]) e Thiago Moreno ([email protected]).
A noite em que chamei Fidel para comer feijoada
A noite em que chamei Fidel para comer feijoada Aconteceu em janeiro de 1989, quando Fidel Castro ainda era um jovem sexagenário, e eu estava fazendo minha primeira viagem internacional como assessor de imprensa do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que disputaria naquele ano sua primeira eleição presidencial. Viajamos com uma comitiva do PT para cinco países da América Central e do Sul, começando por Cuba. É melhor contar essa história como foi desde o começo e, para dar conta desta tarefa, sem correr os riscos dos achaques da memória, no dia em que o eterno líder revolucionário cubano completa 90 anos, recorro mais uma vez ao meu livro Do golpe ao Planalto – Uma vida de repórter (Companhia das Letras, 2006). *** No avião, combinamos perguntar ao Comandante – como todos se referiam a Fidel – o que achava do manifesto assinado poucas semanas antes por uma centena de intelectuais europeus pedindo um plebiscito em Cuba, a exemplo do programado no Chile do general Augusto Pinochet. Logo na nossa primeira noite em Havana, já era quase meia-noite quando Fidel surgiu de surpresa na Casa de Protocolo, onde hospedava seus visitantes ilustres, para ter a conversa inicial com Lula e a delegação brasileira. Entre uma baforada e outra no charuto e goladas nos mojitos – uma caipirinha cubana, feita com rum e hortelã – servidos sem que se precisasse pedir, só ele falava, sempre em tom de discurso. Como nas noites seguintes, em que também vinha sem avisar, o Comandante defendeu uma nova ordem econômica internacional, dizendo que “os países do Terceiro Mundo estão saturados da dívida gerada por mecanismos de intercâmbio desigual”, e contou da luta de Cuba para baixar os índices de mortalidade infantil e dos planos do governo para desenvolver o turismo. Tudo muito bom, muito bonito, mas ninguém se arriscava a fazer a pergunta combinada: e o que ele achava da ideia do plebiscito? Ainda com cabeça mais de repórter do que de assessor, ousei interromper o líder cubano para ouvir sua opinião sobre o assunto, já que todos os dias enviava a São Paulo matérias sobre a nossa viagem, as quais Sergio Canova, a outra metade da nossa “equipe de imprensa”, e um tremendo pé-de-boi, retransmitia aos jornais. Fidel levantou-se da cadeira de balanço e pareceu ficar ainda maior do que é. De dedo em riste, veio para cima de mim e, em vez de responder à minha pergunta, metralhou-me com várias outras: “Que plebiscito? Que intelectuais? Aqui em Cuba todos têm armas, não precisamos fazer plebiscito. Se quiserem mudar o governo, é muito fácil, é só pegar em armas. E que intelectuais são esses? Um bando de pederastas que não têm o que fazer!”. Aprendi a lição: assessor não ganha para fazer perguntas durante os encontros do candidato com autoridades de outros países. Basta anotar o que eles dizem. Na noite seguinte, o Comandante chegou bem na hora em que saíamos para comer a feijoada que nosso embaixador, Ítalo Zappa, tinha nos oferecido. Como ninguém se manifestou, o tempo foi passando, Fidel continuou a falar e, novamente, arrisquei minha pele, lembrando que o embaixador nos esperava para o jantar havia horas. – O embaixador pode esperar um pouco – respondeu-me nosso anfitrião. – Por que então não vamos todos juntos para a embaixada brasileira comer a feijoada? – arrisquei-me de novo, mas dessa vez deu certo. – Boa ideia. Gosto muito de feijoada. Vamos todos, então – concordou Fidel. Não seria tão simples assim. Os deslocamentos de Fidel, depois de tantas ameaças de atentados contra ele, são previamente checados por um portentoso esquema de segurança. Nosso embaixador ainda se refazia do susto com a inesperada visita que precedera a chegada do Comandante acompanhando a comitiva de Lula, quando propus a Marisa que fossemos comer na cozinha. Eu não aguentava mais ouvir as mesmas histórias: dos primeiros passos dos revolucionários até a derrubada de Fulgencio Batista, além de todas as conquistas do povo cubano, contadas em minúcias, como se tivessem acontecido na véspera. Dali a pouco, fomos descobertos no nosso refúgio. Por quem? Pelo próprio Fidel, que tinha ido conhecer a casa da embaixada. “Ah, dona Marisa, comendo na cozinha, hein? Este é sempre o melhor lugar da casa!”, comentou, encostando-se na lateral da geladeira, de onde não mais se afastaria nas horas seguintes. Cercados de gente por todo lado, Marisa e eu não podíamos nos levantar nem para ir ao banheiro, senão perderíamos o lugar.
Natália Salomão passa a Global Corporate Media Relations da J&J nos EUA
Natália Salomão ([email protected]), que desde janeiro ocupava o posto de diretora de Comunicação para América Latina da Johnson&Johnson, seguiu em junho para os Estados Unidos onde assumiu o cargo de Global Corporate Media Relations na sede da empresa, em New Brunswick, NJ.
Há cinco anos na Divisão de Consumo da J&J, começou como gerente de Comunicação Integrada (responsável por Comunicação Interna e Externa no Brasil) e em 2014 passou a comandar a área, até se tornar diretora para a América Latina.
No novo posto, nos EUA, responderá ao vice-presidente de Media Relations, responsável pela estratégia global da área para a marca corporativa J&J e dando suporte aos três setores da empresa (Medical Devices, Janssen e Consumo).
Semana Estado de Jornalismo recebe inscrições até 10/10
Terminam na próxima segunda-feira (10/10) as inscrições para a Semana Estado de Jornalismo, cujo tema central é Grandes coberturas: quando o jornalismo vira uma maratona. No evento – que será na capital paulista, de 18 a 21/10 –, profissionais de comunicação estarão reunidos para falar sobre coberturas como Lava Jato, eleições, Olimpíada do Rio, desastre ambiental em Mariana, refugiados e mobilidade urbana. Podem participar estudantes de graduação na área de todo o País. As inscrições são limitadas e devem ser enviadas pelos coordenadores dos cursos de Jornalismo das universidades, pelo [email protected]. Estudantes que tiverem 100% de presença no evento poderão participar da 11a edição do Prêmio Santander Jovem Jornalista, elaborando uma reportagem com o tema que será anunciado no primeiro dia do encontro. Saiba mais!
Após 30 anos e com a morte de Danilo Ucha, Jornal da Noite chega ao fim
Uma carta assinada pelo diretor administrativo Ario Mazzei, publicada na capa, informa que o Jornal da Noite está fechando as portas, após 30 anos de estrada e com a morte de Danilo Ucha, seu fundador e editor. Inteiramente dedicada a Ucha, a edição especial que marca a despedida do Jornal da Noite, já entrada no Ano XXXI, tem 12 páginas e leva o número 394. Muitas homenagens são prestadas ao jornalista, tanto pelos anunciantes, que o acompanharam em grande parte da trajetória do jornal, quanto pelos amigos e profissionais da imprensa gaúcha. Paula Sória Quedi, por exemplo, no texto que abre a derradeira edição lembra: “Ucha viveu em Porto Alegre por mais de 50 anos, mas nunca se desvencilhou de suas raízes em Santana do Livramento. Era lá, na fronteira com o Uruguai, que o jornalista se encontrava com o homem do interior. Na Terra da Ovelha e também do bom vinho, como assim chamava sua cidade natal, Ucha acompanhava o rebanho e celebrava a amizade”. Juarez Fonseca também escreveu sobre o amigo, cuja amizade completaria 50 anos em 2017, contemporâneos que foram da velha Faculdade de Filosofia da UFRGS: “Com sua visão e seu trabalho incansável, Danilo Ucha se tornou um jornalista histórico. Discreto, grande ouvidor, dono de um texto direto e irretocável, sempre foi um exemplo profissional para mim. Sua amizade me orgulhava e me orgulha”. Outro que participa da edição é Fernando Albrecht, para quem “o Danilo Ucha repórter, o Ucha escritor, o Ucha enólogo, o Ucha sério e mais compenetrado que sentinela de quartel, nunca excluíam o Ucha definitivo, o gordinho bem-humorado e com agudo sense of humor… O meu querido amigo que nos deixou e foi para os Eternos Parreirais, embalados pelo vento minuano e pelo balido dos cordeiros que povoavam as dezenas de receitas que compartilhava com uma multidão de amigos e seguidores, este amigo nunca refugava uma boa gargalhada, às vezes abafada por um sorriso que falava mais alto”.







