O Projor, em parceria com a Unesp, está lançando o Projeto Credibilidade, capítulo brasileiro do Trust Project, sediado no Centro Markkula de Ética Aplicada da Universidade Santa Clara, no Vale do Silício (EUA). A ação conta com o apoio de Abraji, Agência Lupa, Aos Fatos, Folha de S. Paulo. Jornal da Cidade, Jornal de Jundiaí, Nexo Jornal, Nova Escola, O Globo, UOL e Zero Hora, e tem duas missões: refletir sobre a fragmentação noticiosa no meio digital e desenvolver ferramentas e técnicas para identificar e promover um jornalismo confiável e de qualidade na internet. A primeira edição da newsletter do projeto, divulgada agora em dezembro, traz em pauta os resultados da pesquisa realizada com jornalistas brasileiros e a discussão de um diagnóstico sobre atributos de credibilidade da notícia em meio digital.
Após agressão, Julio Ribeiro processará dirigente do Internacional
O diretor-geral da Revista Press Julio Ribeiro foi agredido ao vivo nesta segunda-feira (12/12) durante exibição do programa Cadeira Cativa, da Ulbra TV. Durante a atração, comandada pelo apresentador Luiz Carlos Reche, o jornalista e o ex-presidente do Internacional Fernando Miranda discutiram rispidamente ao falar do atual momento do clube gaúcho, rebaixado no último fim de semana para a Série B do Campeonato Brasileiro. Após uma troca de insultos, Miranda levantou-se da cadeira, foi até Ribeiro e lhe acertou um soco no rosto. Por alguns instantes o programa saiu do ar, voltando em seguida com a presença do dirigente, mas sem a participação de Julio. ”Infelizmente acontece, os nervos estão à flor da pele, o presidente se sentiu ofendido e acabou partindo para as vias de fato. Fazer o quê? Aconteceu. Peço desculpas”, disse Reche ao fim do programa. Torcedor do Internacional, Ribeiro lamentou o ocorrido em sua conta no facebook. ”Estou bem fisicamente, mas muito abalado emocionalmente. Amanhã pela manhã, vou contar detalhadamente o que aconteceu. Já tem vídeo rolando pela internet – editado, sem a minha fala de menos de um minuto. Já acionei meu advogado e amanhã mesmo ingresso com uma ação contra esse descontrolado”, informou o jornalista. Ainda nesta terça-feira (13) Julio publicou em seu canal do youtube a íntegra de sua fala no programa. Tudo ocorria tranquilamente, mas após o jornalista criticar a politicagem em clubes de futebol, o ex-dirigente ficou nervoso e começou a discussão. No vídeo é possível ver Fernando Miranda, bastante exaltado, chamando Julio de asqueroso e babaca, que retrucou “babaca é tu”. Em seguida, a confusão. Em nota divulgada no final da tarde desta terça-feira, a Associação Riograndense de Imprensa repudiou a agressão sofrida pelo diretor da Revista Press. Confira: “A ARI manifesta indignação e denuncia mais um ato violento de desrespeito à liberdade de expressão e a profissão de jornalista. Condenável, sobre todos os aspectos, a agressão física do ex-presidente do Internacional Fernando Miranda ao jornalista Julio Ribeiro, diretor da revista Press, durante programa de televisão, sob o comando de Luiz Carlos Reche, da Ulbra TV, ultrapassou todos os limites, demonstrando intolerância e incivilidade. Estamos solidários com o colega em todas as medidas que venha adotar para que este episódio triste não resulte impune. Atos de selvageria não têm qualquer relação justificável com o tempo em que vivemos. O público que acompanhava o programa foi também ofendido”.
O Povo lança especial sobre educação inclusiva
O jornal cearense O Povo lançou nessa segunda-feira (12/12) o primeiro de quatro cadernos especiais do projeto Educação Inclusiva. A ideia é promover e estimular o debate sobre a inserção dos alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades (superdotação). O especial foi produzido a partir de entrevistas com gestores públicos, especialistas, pais, educadores, promotores e cidadãos engajados no aprofundamento da legislação, modelos e experiências educacionais, ações, projetos e entidades de inserção e melhoria das condições de ensino, além de auxílio aos pais, crianças, adolescentes e adultos. O caderno de estreia teve como tema Compreender, que discutiu as origens da educação inclusiva, contexto histórico, legislação e sua aplicação no Brasil. Nesta terça-feira (13) o tema é Conviver, que mostra como a família e a escola podem atuar na inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. Na quarta-feira (14), o trabalho Crescer explicará como os professores e demais profissionais da educação podem se qualificar para transformar a escola cada vez mais em inclusiva. Fechando a série, na quinta-feira (15), Transformar trará as perspectivas e sobre como a sociedade pode auxiliar na inclusão dos estudantes com esse perfil. Para reforçar o projeto, o jornal promoveu no próprio dia 12 um debate na sede da Secretaria da Educação do Ceará, com a presença da equipe responsável pelo projeto, do vice-presidente do O Povo João Dummar Neto, do secretário da Educação Idilvan Alencar, e profissionais envolvidos com o especial. Ao final das quatro publicações, um encarte especial será produzido e distribuído aos coordenadores e professores da rede pública estadual de ensino.
Série Universidades S.A. desencadeia investigação da Polícia Federal
Especial envolveu o trabalho de jornalistas de cinco jornais: Zero Hora, Diário Catarinense, Gazeta do Povo, Estadão e O Globo Em uma parceria rara, se não inédita, entre publicações de diferentes grupos de comunicação, Zero Hora, Diário Catarinense, Gazeta do Povo, Estadão e O Globo publicaram em abril de 2015 a reportagem especial Universidades S.A.. Agora, o trabalho, que revelou a falta de transparência nas universidades brasileiras, acaba de desencadear uma operação sobre fraude e desvio de recursos envolvendo bolsas de estudos e programas de ensino na área da Saúde Pública vinculados à Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A investigação teve início depois que Zero Hora divulgou a matéria Mestrado sem frequência, dentro da série de reportagens. No total, mais de 20 profissionais daqueles jornais trabalharam durante quatro meses na apuração e na produção do conteúdo. Nesse período, ouviram 105 pessoas e pesquisaram mais de 3,2 mil páginas de documentos, entre acórdãos, contratos, convênios, inquéritos, notas fiscais, ofícios, pareceres, planilhas de pagamento e relatórios de auditoria. “Quando recebemos a denúncia de fraude em um mestrado, de que um servidor do Ministério da Saúde teria recebido título de mestre na UFRGS sem frequentar as aulas, também surgiram informações sobre descontrole e desvio de recursos de bolsas de estudo”, relembra a repórter de Zero Hora Adriana Irion. “A partir disso, a PF abriu investigação mais ampla, que resultou hoje na prisão de seis pessoas, entre elas, professores e gestores de programas abastecidos com recursos públicos”. As reportagens da série também mostraram como as relações entre universidades públicas e agentes privados deram margem a ilegalidades e conflitos éticos nas principais cidades do País. Participaram do especial, por Zero Hora, Adriana Irion, Diogo Perin, Douglas Roehrs, Humberto Trezzi, Lauro Alves, Leonardo Azevedo, Luan Ott, Omar Freitas, Rodrigo Lopes, Rodrigo Muzell e Thais Longaray; pelo Diário Catarinense, Luis Antonio Hangai, Mayara Rinaldi e Raquel Vieira; pela Gazeta do Povo, Ana Caroline Olinda, Brunno Covello, Felippe Aníbal, Guilherme Storck, Marcelo Andrade e Marisa Boroni Valério; pelo Estadão, Ana Carolina Sacoman, Clayton de Souza e Paulo Saldaña; e por O Globo, Antônio Gois, Lauro Neto e William Helal Filho.
Felipe Machado e Daniel Kondo lançam Um lugar chamado aqui
Chega às livrarias nesta semana Um lugar chamado aqui (Sesi-SP), novo livro infantil de Felipe Machado (ex-Estadão e Diário de S.Paulo) e do ilustrador Daniel Kondo (Estadão), que usa e abusa da imaginação e de alguns advérbios de lugar para criar a trama entre um casal apaixonado e seu lugar comum.
“A história nasceu da vontade de falar sobre a relação entre lugares e sentimentos em um planeta onde as distâncias estão cada vez menores”, destaca Felipe. “Embora muita gente esteja preocupada com fronteiras e nacionalidades, em um mundo conectado já não faz tanto sentido limitar a identidade apenas à origem de alguém”.
Autor de romances como Olhos cor de chuva (Escrituras/2002) e Martelo dos deuses (Artepaubrasil/2007), e livros-reportagens, como Ping Pong (Artepaubrasil/2008) e Bacana Bacana (Seoman/2010), respectivamente sobre sua experiência na cobertura da Olimpíada de Pequim e da Copa do Mundo da África do Sul, com esse novo livro Felipe se aventura pela primeira vez no gênero infantil.
“É algo novo para mim. Tenho uma filha que acaba de completar dez anos, idade em que parece que todas as histórias do mundo já foram contadas e não bastam mais. Com o tempo eu precisei me reinventar, adaptar histórias antigas ou criar novas, e assim surgiu o estímulo para me aventurar na literatura infantil”, afirma.
As ilustrações são do gaúcho Daniel Kondo, bem mais experiente nesse segmento, tendo sido inclusive duas vezes finalista na categoria Ilustração do Prêmio jabuti, e vencedor do Prêmio João de Barro, com o livro Psssssssssssssiu! (Callis, 2011), com texto de Silvana Tavano.
“Elas foram criadas a partir de mapas de diversas épocas e lugares para mostrar que a história é atemporal”, explica Daniel. “O formato mais clássico da narrativa, quase em tom de fábula, também permite que o livro atinja públicos de todas as idades”.
Câmara faz seminário internacional sobre comunicação e participação social
A Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados realiza nestas quarta e quinta-feiras (14 e 15/12), no auditório da TV Câmara, o seminário internacional Comunicação e participação social na esfera pública em tempos de cidadão digital. O evento, dirigido a profissionais de comunicação e técnicos dos três poderes do Brasil e de outros países, especialistas no tema, deputados e senadores, além de profissionais de imprensa, visa à troca de experiências sobre iniciativas de comunicação e participação popular que tornaram efetiva a integração entre a sociedade e órgãos da esfera pública. A inscrição e a programação estão disponíveis no Portal da Câmara dos Deputados.
Comissão do Congresso aprova relatório que modifica estrutura da EBC
Com 14 votos favoráveis e dois contrários, a Comissão Mista do Congresso aprovou o relatório do senador Lasier Martins sobre a Medida Provisória nº 744, que altera a Lei 11.652, de 7 de abril de 2008, e modifica a estrutura administrativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O ponto principal da proposta de Lasier é o fim do Conselho Curador. Ele será substituído por um Comitê Editorial e de Programação, com estrutura que passa de 22 para 11 membros. Esses profissionais deverão ser da área de comunicação e representar segmentos da sociedade, e não receberão salário pela função. Lasier também propôs a extinção do mandato fixo do presidente da empresa nos moldes em que foi criado, isto é, que só poderia ser destituído por voto de desconfiança do Conselho Curador. A partir de agora, o presidente da empresa será nomeado pelo presidente da República e submetido a uma sabatina no Senado Federal. Também pela nova Lei, os membros da diretoria executiva da EBC poderão ocupar o cargo por, no máximo, quatro anos, improrrogáveis. Para o relator, a EBC traz atualmente pouquíssimos resultados, mas está inflada de funcionários: “Imaginem só, quase 2.500 contratados para uma audiência quase nula, na TV Brasil, que é o carro-chefe da empresa”. Ainda de acordo com Lasier, a nova proposta busca o alinhamento da estrutura da EBC com o modelo internacional do setor: a gestão financeira e administrativa é separada do Comitê Editorial e de Programação, que passará a tratar exclusivamente de conteúdos para a comunicação social.
Sistema Globo de Rádio faz mudanças na programação e demite no RJ e em SP
Uma semana de muita movimentação, foi o que se viu no SGR (Sistema Globo de Rádio). Houve alterações na grade de programação no Rio e em São Paulo.
Na Rádio Globo, a principal foi no Show do Antônio Carlos, um programa líder de audiência, veiculado das 6h às 9h apenas no Rio, que passa a ser transmitido em rede para todo o Brasil. O Panorama esportivo muda o horário e terá edições locais. O programa Toda noite foi extinto. A descrição completa está no site Rádio de Verdade.
Segundo o site SRzd, Jorge Bastos Moreno, que chefiou a sucursal de Brasília de O Globo e atualmente é colunista do jornal, seria o homem forte da programação de uma “Nova CBN”. Na manhã dessa terça-feira (6/12), no Rio, deixaram a CBN Ceci Melo, âncora da madrugada, e a repórter Silvana Maciel, além de Marcos Antonio de Jesus, que começou muito jovem e estava lá há quase 30 anos.
Da Rádio Globo, saiu a repórter Diana Rogers. O apresentador Alexandre Ferreira, do programa Acorda Rio, das 4h às 6h, na Globo, estava há 17 anos no SGR. E ainda Daniela Cohen, Emerson Rocha, Leandro Lacerda e Ricardo Juarez. O operador José Augusto, o Zé Muvuca, muito querido e respeitado, também foi cortado.
À tarde, a editoria de Esportes foi atingida: saíram o narrador Evaldo José; Carla Matera, que deixara recentemente a rádio Tupi; o repórter Felipe Cardoso; e Marcelo Louro, operador e sonoplasta. Houve dispensa também na área de Marketing. Do SGR em São Paulo saíram o comentarista Osvaldo Pascoal, mais Maércio Ramos, Mário Duarte, Jesse Nascimento, além do produtor Guilherme Cimatti.
Entre operadores e a área de Informática, foram mais outros cinco profissionais. Em todo o SGR, fala-se em 40 demitidos, número não confirmado. Jornalistas da Redação da CBN de São Paulo encaminharam à direção da emissora uma carta de repúdio às condições de trabalho, e depois a divulgaram na imprensa.
O diretor executivo Ricardo Gandour afirmou: “A manifestação foi acolhida de forma absolutamente construtiva, dentro de um canal aberto de comunicação que deve ser preservado. Estamos estudando as sugestões. O assunto será, como sempre, encaminhado dentro da lei e em benefício da qualidade da prática jornalística”.
Band promove mudanças e enxuga equipe na Capital Federal
* Colaborou Kátia Moraes
O Grupo Bandeirantes reestruturou sua operação em Brasília e, nesse processo, fechou no final de novembro vagas na TV.
Saíram a colunista e editora dos Jornal da Band e Jornal da Noite Mariana Mazza, um iluminador, dois auxiliares cinematográficos, um dos funcionários de suprimento e uma de RH. O corte seria por razões financeiras, informação não confirmada pela empresa.
Na edição 1.080 de Jornalistas&Cia, que circulou nesta quinta-feira (8/12), informamos equivocadamente que Thalyta Almeida havia sido demitida da Bandnews FM. Entretanto, ela segue na emissora, promovida após a saída de Fernanda Makini, que pediu demissão para cuidar de assuntos pessoais. A antiga vaga de Thalyta é que foi congelada.
Mariana ([email protected]) estava há cinco anos na Band. Além de editora, era comentarista e especialista em telecomunicações e atuava também no site e na BandNews. Há dez anos acompanhando o setor de infraestrutura, iniciou carreira na Anatel, passando a se dedicar à cobertura do segmento na Gazeta Mercantil, escrevendo para o próprio jornal e também para o Investnews e o JB. De lá, seguiu para o Correio Braziliense, passando a acompanhar também as áreas de energia, transportes e aviação. Voltou às origens ao reforçar a equipe do noticiário especializado Teletime News/Telaviva News, onde passou a se dedicar exclusivamente à apuração dos serviços de telefonia, TV por assinatura, banda larga e televisão no Brasil.
Um pouco antes disso, o repórter de Nacional Valteno de Oliveira foi transferido para São Paulo, para ocupar a vaga de Fábio Pannunzio, que recentemente assumiu a bancada do Jornal da Noite no lugar de Boris Casoy. No lugar de Valteno, assumiu Victor Boyadjan (ex-Jornal da Noite). E para o lugar dele, foi contratada Lana Canepa, que havia sido editora do Jornal da Band. Juntamente com Caiã Messina, eles formam o trio de repórteres de rede da emissora em Brasília.
Leda Nagle é dispensada da TV Brasil
Com um longo post no Facebook na manhã desta quinta-feira (8/12), a apresentadora do Sem Censura, Leda Nagle, explicou que foi demitida da TV Brasil na quarta (7). Em tom indignado e triste, Leda revelou sua perplexidade “com a falta de caráter em dar a palavra de que estava tudo certo, que o contrato seria renovado”. Segundo ela, dois meses atrás o comando da EBC havia confirmado a renovação de seu contrato, dependendo apenas de questões burocráticas. No entanto, ainda segundo Leda, o presidente Laerte Rimoli a teria demitido alegando falta de dinheiro. Veja o post na íntegra: Ainda na quarta-feira – quando vazou a informação de que Leda teria sido demitida –, a EBC divulgou nota em que afirma a intenção de manter o Sem Censura, mas, ao mesmo tempo, informa estar sendo obrigada a rever esse e outros contratos: “A renovação do contrato da apresentadora Leda Nagle, que comanda o programa Sem Censura, exibido diariamente na TV Brasil, está sob reexame da Direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A EBC está empenhada em manter o Sem Censura na grade de exibição da TV Brasil com a apresentadora à frente do programa, mas está sendo obrigada a rever este e outros contratos devido à severa restrição orçamentária por que passa a Empresa e o país de forma geral. A ideia é fazer uma repaginação do programa em 2017. No comando do Sem Censura há 20 anos, Leda Nagle é parte importante da história, não só da TV Brasil, como da televisão brasileira por sua competência, eficiência e profissionalismo”. Enquanto isso, nas redes sociais, a manifestação pela continuidade do programa e permanência de Leda na EBC é intensa com a #ficaledanagle.









