Termina nesta quinta-feira (5/1) o prazo para se inscrever na edição 2016 do Fellowships at Auschwitz for the Study of Professional Ethics. O programa, dirigido a jornalistas em início de carreira e estudantes de mestrado, tem como objetivo examinar a ética do jornalismo contemporâneo por meio da análise do papel dos jornalistas na Alemanha nazista e durante o Holocausto. Com duas semanas de duração, o programa será dividido entre Berlim e Auschwitz, e abordará diversas áreas integradas, como história, cultura, filosofia e fontes documentais. Os selecionados também participarão de entrevistas com sobreviventes do Holocausto, além de fazerem visitas técnicas a jornais alemães e poloneses. Todos os custos, incluindo passagens aéreas dentro da Europa, alojamento e alimentação serão cobertos pela organização. O programa cobrirá ainda despesas no valor equivalente à passagem aérea de Nova York à Europa, sendo que estudantes de outras localidades serão responsáveis por arcar com a diferença nesse valor. Para participar, é necessário estar inscrito e estudando em um programa de mestrado relacionado a jornalismo, ou ter-se formado entre maio de 2012 e maio de 2016. É necessário ainda ter fluência em inglês. O curso vai de 21/5 a 2/6 e as inscrições devem ser realizadas pelo site da Faspe. De dez a 15 jornalistas de todo o mundo serão selecionados. Os alunos alimentarão um blog diário com as experiências que vivenciarem durante o programa. O material produzido pelos bolsistas de 2016 pode ser encontrado neste link. (* com informações da Abraji)
Prazo para concorrer ao SIP termina em 15/1
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) está com inscrições abertas para seu Prêmio em Excelência Jornalística 2017. Considerado um dos mais importantes e tradicionais da América Latina, o concurso reconhece reportagens, independentemente do tema, publicadas em espanhol, português ou inglês. No total, serão 13 categorias nesta edição, 11 delas para trabalhos publicados: Caricatura; Cobertura noticiosa na internet; Cobertura noticiosa; Cobertura noticiosa em celulares; Crônica; Direitos humanos e serviço à comunidade; Fotografia; Infografia; Opinião; Jornalismo de dados; Jornalismo em profundidade. Nas outras duas categorias, o Grande Prêmio é aberto também a uma organização ou pessoa que se tenha destacado na defesa da liberdade de imprensa; e na estreante Jornalismo Universitário Pedro Joaquín Chamorro poderão concorrer estudantes de Jornalismo de toda a América Latina. O período de inscrições vai até 15 de janeiro de 2017 e a cerimônia de premiação está marcada para outubro, durante a 73ª Assembleia Geral da SIP, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. O primeiro colocado de cada categoria receberá US$ 2 mil. Confira o regulamento e a ficha de inscrição.
Lance Espresso traz o resumo do dia no esporte
O diário esportivo Lance criou o Lance Espresso, informativo diário por e-mail com as principais notícias do dia selecionadas, contextualizadas e analisadas pelo colunista Luiz Fernando Gomes, que por 11 anos comandou as redações do jornal no Rio e em São Paulo e agora é o responsável pela implantação desse novo projeto. Ele diz que, “num mundo em que todos recebemos durante todo o dia informações aos milhares, das mais variadas fontes, confiáveis ou não, faz toda a diferença ter um veículo onde se encontra o que realmente é importante e com a credibilidade de uma marca como o Lance. O que o Espresso propõe é fazer a curadoria do noticiário, poupando ao assinante o trabalho de ter de procurar a informação”. Luiz conta que o formato de newsletter levou em conta recente pesquisa do Instituto Nieman, especializado em estudos de jornalismo nos EUA, mostrando que, por causa da imensa quantidade de notícias falsas, misturadas a postagens pessoais nas redes sociais, 94% dos executivos americanos têm nesses e-mails, como o Lance Espresso, a sua primeira fonte de informação do dia. O informativo é enviado aos assinantes de segunda à sexta-feira, às 7h, e pode ser acessado em mobile, tablets ou desktop, de qualquer lugar. Para fazer o cadastro e passar a receber o Espresso, basta acessar o link.
Ranking J&Cia: 2016 marcou o lançamento do Mais Premiados
Com um trabalho cada vez mais focado em ações envolvendo prêmios de jornalismo, desde a concepção de novas iniciativas até a divulgação dos resultados das mais tradicionais, a Jornalistas Editora, que edita este Portal dos Jornalistas, apostou em 2016 no lançamento de uma nova plataforma para profissionais em busca desse segmento, o Mais Premiados.
A página reúne em um único espaço tudo que é preciso saber sobre as quase 100 iniciativas em atividade que integram o Ranking dos +Premiados da Imprensa, além de outras que ainda não fazem parte do levantamento. “A ideia é que o jornalista encontre ali todas as informações necessárias sobre premiações jornalísticas e, eventualmente, de acordo com parcerias, até a possibilidade de inscrições sem que seja preciso sair da nossa página”, explica o coordenador do Ranking e editor do site Fernando Soares. “É uma ferramenta importante para jornalistas que costumam concorrer conhecerem novas premiações e não perderem os prazos daquelas que já estão em seu radar”.
Ele destaca ainda que, para organizadores de prêmios, a página tem-se mostrado uma importante ferramenta para alavancar inscrições: “Temos hoje um banco de dados único no Brasil, com base no Ranking dos +Premiados, capaz de informar qual jornalista costuma se inscrever em determinado tipo de prêmio. É o tipo de inteligência de mercado fundamental para quem promove concursos nessa área”.
Além da parte editorial com o lançamento do site, o projeto Mais Premiados envolve organização, consultoria e suporte na organização e criação de prêmios de jornalismo, oferecendo serviços como criação de regulamento, gerenciamento de inscrições, ativações com jornalistas, coordenação de comissões de seleção e julgamento, plantão de dúvidas, entre outros. Mais informações com [email protected].
Grupo Abril renegocia dívida bancária
O Grupo Abril anunciou em 22/12 a conclusão do acordo para reperfilamento de sua dívida bancária de curto e médio prazo. Embora sem divulgar montantes e condições dessa negociação, a empresa afirmou em nota que ela permitirá maior equilíbrio financeiro para os próximos anos e a continuidade do crescimento dos negócios em mídia e marketplace: “Para a Abril, encerrar 2016 com esse acordo, dentro do cenário macroeconômico tão negativo, é motivo para celebração”, informa o comunicado da empresa.
Cláudia Tavares, do Repórter Eco, deixa a TV Cultura
A repórter Cláudia Tavares, do Repórter Eco, deixou a TV Cultura de São Paulo no último dia 21/12 após mais de 20 anos de casa. A informação é do colunista de tevê Flávio Ricco, que reproduziu partes do desabafo dela no Facebook sobre a demissão:
“Segunda à noite fiz matéria para o Jornal da Cultura. Ontem cheguei para continuar a jornada. Profissionais cuidaram do meu cabelo e maquiagem. Fui chamada por uma moça com pouco tempo de casa no setor de Recursos Humanos. Senti que seria demitida. Na Redação, nenhum chefe. Parece que o dia foi escolhido a dedo para que ninguém me olhasse nos olhos para dizer a razão do meu desligamento”.
Membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da emissora, com mandato encerrado na semana anterior, ela teria mais um ano de estabilidade no emprego. Em função disso, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo informou em nota que pretende “tomar todas as medidas cabíveis” para anular a demissão da repórter.
Segundo Ricco, também a apresentadora Valéria Grillo, na casa desde 1987, foi dispensada na última semana. Ele não conseguiu manifestação da empresa sobre as dispensas por causa do recesso de Natal.
Fundacom realizará I Cúpula Ibero-Americana em abril
A Fundacom, entidade sem fins lucrativos integrada pelas doze principais associações de comunicadores ibero-americanos, organiza de 5 a 7 de abril, em Miami (EUA), a I Reunião de Cúpula Ibero-Americana de Comunicação Estratégica (Cibecom), sob o lema “Reputação, Sustentabilidade e Transparência: pilares do século XXI”. O encontro visa a oferecer uma aproximação integral a esses desafios, criando uma plataforma de intercâmbio de conhecimento entre as empresas e gestores líderes ibero-americanos. Entre os palestrantes já confirmados estão José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo da Espanha (2004–2011); Luis Alberto Lacalle, presidente do Uruguai (1990-1995); Rebeca Grynspan, secretária-geral da Segib; Jaume Giró, diretor-geral da Fundação Bancária “la Caixa”; e Fernando Prado, sócio-diretor do Reputation Institute, que falarão sobre a importância da reputação para corporações e governos. Para falar de sustentabilidade, os palestrantes confirmados são Paulo Henrique Soares (diretor de Comunicação do Instituto Brasileiro de Mineração); Jorge López-Doriga, diretor comercial global da AJE (Peru); Begoña Elices, diretora-geral de Comunicação e Presidência da petroleira Repsol; Jorge Villalobos, presidente do Cemefi mexicano; Gonçalo Moura, CEO da portuguesa Mota Engil; e Ángeles Moreno, diretora do Latin Communication Monitor. Com foco em transparência o fórum contará com António Mexia, CEO da EDP; Antonio Llardén, presidente da Enagás; e Ignacio Jiménez Soler, diretor comercial do BBVA. A Fundacom tem como patrono Paulo Nassar, diretor presidente da Aberje. Os patrocinadores da Cibecom 2017 são BBVA, Iberia e Llorente & Cuenca.
Fernando Molica será âncora na CBN Rio
Fernando Molica será o novo âncora do programa CBN Rio. A estreia está marcada para 16 de janeiro. Formado pela ECO-UFRJ, Molica trabalhou nas sucursais do Estadão e da Folha e foi chefe de Reportagem de O Globo. Ingressou em 1996 na TV Globo, como repórter especial do Fantástico e de telejornais, e aí esteve por 12 anos. Uma de suas reportagens ganhou o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Em 2008, assumiu a coluna Informe do Dia, no jornal O Dia, e uma crônica semanal, até maio de 2016. É desta época o prêmio Orilaxé, da ONG AfroReggae, para a inclusão social. Coordenou o MBA em Jornalismo Investigativo e Realidade Brasileira da FGV. Foi diretor da Abraji. Como escritor, publicou quatro romances. Notícias do Mirandão e Bandeira negra, amor foram lançados também na Alemanha. Por duas vezes, foi finalista do Jabuti. Tem ainda na bagagem um infanto-juvenil e um livro-reportagem. Participou de quatro coletâneas e organizou, para a Abraji, três antologias de reportagens. O trabalho de Molica tem dois lados bem conhecidos: o jornalismo investigativo e o colunismo de política. J&Cia perguntou a ele qual desses iria prevalecer no programa, mas ele evitou a questão: “Estou chegando agora, muito feliz, muito animado. O programa não é meu, é da CBN. E tem uma cara: a do Rio de Janeiro. Estou começando a conversar, tudo o que eu falar seria especulação. Qualquer informação seria incorreta. Como sou repórter e prezo a informação correta, prefiro não falar”.
Quase 600 jornalistas perderam o emprego em São Paulo em 2016
Reportagem que Sidney Rezende publicou em seu site SRzd no dia 22/12 informa que 581 jornalistas perderam seus empregos sem justa causa em São Paulo neste ano e que os dados completos sobre as homologações realizadas no Sindicato dos Jornalistas de 2014 a 2016 comprovam que as demissões foram generalizadas. Segundo o levantamento, entre os principais veículos as demissões somaram, em ordem decrescente: Abril – 115, Folha –106, Grupo Globo – 85 (Editora Globo – 43 e TV Globo – 42), Record – 66, Grupo Estado – 53 e Band – 35. Entretanto, um grupo indicado pelo Sindicato como “outros” respondeu por 336 daquelas demissões sem justa causa. E as saídas a pedido foram 275. Sidney esclarece que a tabela publicada na reportagem aponta a realidade de sindicalizados ou não, pois inclui também o profissional que tiver trabalhado mais de um ano com registro, mesmo sem estar associado ao Sindicato, caso em que a homologação ocorre com o acompanhamento da entidade: “No entanto, a planilha não inclui os chamados ‘pejotizados’, que mantém relação de pessoa jurídica com os veículos empregadores. E não são poucos. Eles representam um grande número de profissionais que, infelizmente, sofrem demissões, mas, pela natureza desse tipo de relação de pessoas jurídicas, não há facilidade do Sindicato ter um dado oficial. A estimativa do Sindicato é que o número de demissões seja de 20% a 30% maior do que apontam as planilhas (até 22/12), pois os profissionais com menos de um ano de trabalho numa empresa não são homologados pela entidade”. Isso, segundo ele, elevaria para 1.200 os profissionais que perderam seus empregos no Estado em 2016. Confira a íntegra da reportagem. Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, diz que embora significativos, os números devem ser analisados com cautela: “Quase 32% são demissões a pedido, ou seja, provavelmente de gente que estava com outro emprego em vista ou cansada daquele trabalho. Também precisamos saber se tudo isso é pura e simplesmente corte de vagas. Há muitas dispensas que preveem substituição. Para um balanço completo precisaríamos ter também o número de contratações, informação hoje não disponível”.
CPJ aponta Brasil e México entre os mais mortíferos para jornalistas em 2016
Reportagem de Silvia Higuera para o Knight Center indica que, embora o número de assassinatos de jornalistas no mundo tenha diminuído de níveis recordes, dois países latino-americanos, Brasil e México, estiveram entre os mais mortíferos para os comunicadores em 2016, de acordo com o relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O México e o Brasil ocuparam no levantamento a oitava e a décima posições, respectivamente. Segundo o CPJ, dois jornalistas foram assassinados no México por razões confirmadas como sendo “em retaliação direta ao seu trabalho jornalístico”, enquanto o Brasil registrou um caso pelo mesmo motivo. A repórter do KC informa que, seguindo a tendência global, a região latino-americana registrou uma diminuição nos assassinatos seletivos de jornalistas: “No mesmo relatório para 2015, o CPJ assinalou que 12 assassinatos de jornalistas haviam sido registrados na América Latina devido à prática da profissão. Seis desses ocorreram no Brasil. No entanto, o CPJ salientou que a razão para esse declínio em nível mundial não está clara. Em seu relatório, a organização disse que poderia ser a combinação de vários fatores, incluindo o fato de que meios de comunicação e jornalistas têm decidido assumir menos riscos ao ponto de autocensura. Outros fatores incluem o aumento das campanhas globais de combate à impunidade ou o ‘uso de outros meios para silenciar jornalistas críticos’. Confira a íntegra da reportagem.






