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Violência contra jornalistas cresceu 17,52% em 2016, aponta Fenaj

Maria José Braga, presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), apresentou, nessa quinta-feira (12/1), no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Relatório da violência contra jornalistas e liberdade de imprensa 2016. Elaborado pela Fenaj, em parceria com os 31 sindicatos de jornalistas do País, o documento destaca um aumento de 17,52% nos casos de violência contra esses profissionais no Brasil, em comparação com o ano anterior. Dois jornalistas foram assassinados no ano passado: João Miranda do Carmo, em Goiás, e Maurício Campos Reis, em Minas Gerais. A agressão física foi a forma mais frequente (36,03% dos casos) de violência contra os profissionais da imprensa. Agressões verbais (16,15%), ameaças (14,91%) e cerceamento à liberdade de expressão por meio de ações judiciais (11,18%) aparecem em seguida. No total, foram registradas 161 ocorrências contra 222 profissionais. “Apesar dos números alarmantes, temos a impressão de que os dados são subestimados”, afirmou Maria José Braga. “Muitos casos não se tornam públicos, pois o jornalista tem medo de se expor ao denunciar quando é vítima de violência. Identificar os casos de censura também ainda é um desafio. No relatório são poucos, mas sabemos que esse número é muito maior”.

Alecsandra Zapparoli passa a ser também publisher da Abril Mídia

Alecsandra Zapparoli, que desde março do ano passado responde pela Diretoria Editorial da Abril Mídia, passou esta semana a acumular a função de publisher da empresa, respondendo também pela Publicidade e pelo Marketing das marcas.

Segundo comunicado da Abril, “com o objetivo de fomentar a sinergia entre as áreas e levar ao leitor e ao mercado produtos e soluções que atendam aos interesses de todos os públicos”.

Na nova configuração da Abril Mídia, respondem diretamente a Alecsandra a diretora de Estratégia e Produto Isabel Amorim, responsável pelo digital, parcerias e novos projetos, que acumulará a área de Publicidade com o título de diretora de Mercado; e Andrea Abelleira, que continua a comandar o Marketing das Marcas.

Com a mudança, Rogério Gabriel Comprido deixa a empresa. Alecsandra segue se reportando diretamente a Walter Longo, presidente executivo do Grupo Abril, e como membro do Conselho Editorial – os outros são Victor Civita Neto (presidente), Thomaz Souto Corrêa (vice), Giancarlo Civita e José Roberto Guzzo.

Ex-DCI, Estadão e Quem, entre outros veículos, Alecsandra Zapparoli começou na Abril como repórter em Veja São Paulo, onde chegou a diretora de Redação, em 2008.

Demissões na Fundação Piratini seguem suspensas

Os servidores da Fundação Piratini, gestora da TVE e da FM Cultura, retornaram ao trabalho em 3/1, após recesso no período de festas, pois, atendendo a uma ação dos sindicatos dos Jornalistas e dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do RS, a Justiça do Trabalho concedeu liminar que impede o governo estadual de fazer qualquer demissão sem que antes ocorra negociação coletiva. Em caso de descumprimento, a juíza Maria Teresa Vieira da Silva Oliveira, titular da 27ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, estipulou multa diária de R$ 10 mil por empregado dispensado. O Governo do Estado entrou com recurso, negado pela desembargadora do TRT 4, Brígida Joaquina Charão Barcelos Toschi. Milton Simas, presidente do SindjoRS, que acompanhou a volta ao trabalho, disse que a entidade sempre esteve na defesa dos trabalhadores e “contra a extinção das fundações e do pacote de desmonte do serviço público patrocinado pelo governador Sartori. Recorremos à Justiça em função da falta de diálogo por parte do governo no que se refere aos trâmites da aprovação dos 30 deputados da base governista”. Segundo o Sindicato, comunicado da direção da Piratini informou que os telejornais da TVE passarão a ter 15 minutos de duração em cada uma de suas edições, em vez de 25 minutos; e que eventuais adaptações de horários ou reprises poderão ser realizadas, como normalmente ocorre nos meses de janeiro e fevereiro. Manifesto – O Chalé da Praça XV, no Centro de Porto Alegre, recebeu cerca de 250 artistas, cientistas, docentes e apoiadores na segunda-feira (9/1), no evento que marcou o lançamento público do manifesto contra o fim das fundações públicas do Rio Grande do Sul. Às 18h, a radialista Katia Sumam fez a leitura da carta aberta enviada ao Governo do Estado que pede a suspensão do processo de extinção das instituições. Ela sugere que sejam estabelecidos “diálogo e negociação com representantes das organizações da sociedade civil e especialistas nas áreas de conhecimento científico, tecnológico e cultural, com o objetivo de formular alternativas exequíveis e profícuas para a superação da crise do Estado e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”. Confira a íntegra do documento. Mudança de guarda – Em meio à crise, o governador Ivo Sartori resolveu promover uma mudança de guarda na Fundação: nesta quarta-feira(11/1),Orestes de Andrade Júnior, atual diretor-geral da Secretaria Estadual de Comunicação (Secom-RS), troca de lugar comIsara Marquesna Presidência da instituição.O objetivo, conforme a Secom-RS, é dar início à construção do novo modelo para a gestão das concessões públicas da TVE e da FM Cultura. “Nossa proposta é dialogar com entidades, com o Conselho Deliberativo da Fundação, com universidades e com a comunidade a fim de construir um modelo comunitário e sustentável”, explicou Orestes ao Coletiva.net.

Empregados do Diário de S.Paulo decidem entrar em greve

Em assembleia na tarde de 9/1, em frente à sede do Diário de S.Paulo, na Barra Funda, jornalistas e trabalhadores administrativos do jornal decidiram entrar em greve devido à incapacidade da empresa em honrar seus compromissos com profissionais e fornecedores. Na quinta-feira (12/1), o Sindicato dos Jornalistas encaminhou à administração do jornal o aviso de greve, marcada para o dia 16, solicitando reunião urgente para tratar dos problemas. Os trabalhadores mantêm assembleia até uma solução para o impasse. Segundo o Sindicato, a empresa não pagou o 13º nem o salário de dezembro, que deveria ter sido quitado até o último dia 5 de janeiro. Os jornalistas do veículo estão em estado de greve desde o ano passado por causa dos atrasos frequentes no pagamento de salários e benefícios, e da falta de repasse de FGTS, Previdência e Imposto de Renda. Desde o início do ano sete profissionais foram demitidos, entre eles três editores. A partir desta quinta-feira, os empregados passaram a trabalhar em esquema de rodízio, mantendo 30% do efetivo na Redação e no departamento administrativo, mas esse percentual pode variar porque o vale-transporte referente a janeiro também não foi pago. Nota no site do Sindicato informa que, em conversa com representantes da entidade no dia 9, Mário Sales, gestor do jornal, afirmou que o Diário aguarda receber cerca de R$ 1 milhão até o dia 15, “mas não apresentou nenhum sinal de que o valor será destinado para quitar os débitos devidos aos trabalhadores. Segundo Sales, quatro contratos foram cancelados desde o início do ano em função da crise na empresa. Muitos trabalhadores não têm como pagar a passagem para se deslocar até a empresa”. J&Cia apurou que o Diário esteve ausente das bancas e dos assinantes por vários dias em função de problemas de distribuição por dívidas atrasadas. Para piorar, mesmo parte dos distribuidores dispostos a seguir levando os jornais às bancas e assinantes foram impedidos por piquetes feitos por aqueles que não aceitam negociar nem distribuir. Por causa disso, mais de duas mil assinaturas teriam sido canceladas nos últimos dias. O Sindicato informa também que há vários dias não há papel nos banheiros e que o telefone e a água foram cortados. A empresa tem sido abastecida eventualmente por caminhões-pipa. Outra irregularidade apontada é a contratação de estagiários PJ, uma vez que o jornal está devendo ao Centro de Integração Empresa-Escola (CIE-E) e teve o contrato cancelado.

José Fucs começa como repórter especial no Estadão

Depois de quatro meses colaborando com o Estadão como responsável pela produção da série A reconstrução do Brasil, sobre os grandes desafios do País pós-impeachment, em 9/1 José Fucs foi efetivado como repórter especial do jornal, na equipe do editor executivo David Friedlander.

Esta é a segunda passagem dele pelo Estadão, onde foi repórter de Economia e Negócios entre 1988 e 1989. Também teve passagens, entre outros, por Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil e Exame, e esteve por 13 anos na Editora Globo, em PEGN e Época, de onde saiu há um ano. Antes do Estadão, colaborou com o aplicativo Exame Hoje.

Friedlander disse a J&Cia que Fucs seguirá tocando o projeto da série, que ainda não tem prazo para terminar, e que depois disso passará a atuar em pautas especiais de Economia e Finanças. Vale lembrar que Fucs já havia trabalhado com Friedlander em Época, assim como com outros integrantes do estafe editorial do Estadão: o diretor de Jornalismo João Caminoto e os editores executivos José Alberto Bombig e Ricardo Grinbaum.

Fernando Morais entrevista Julian Assange

Fernando Morais entrevistou no final do ano o ciberativista Julian Assange, exilado na embaixada do Equador em Londres, e agora reproduz em seu blog Nocaute os vídeos e a transcrição da conversa. Segundo ele, Assange “falou durante três horas sobre Trump, Hillary, Michel Temer, manifestações contra Dilma, Petrobras e, claro, espionagem. A gravação foi interrompida algumas vezes para que ele pudesse tomar um pouco de água e ciscar pedaços de um croissant trazido num saquinho de papel por sua assistente. Ao final, fez uma única exigência: que a entrevista não fosse divulgada antes de determinada data de janeiro”. Fernando faz questão de esclarecer que os gastos com o trabalho foram custeados por contribuições de apoiadores do Nocaute. Confira!

Facebook lança projeto específico para jornalismo

Como parte do seu esforço em assegurar que um ecossistema saudável de notícias e o jornalismo possam se desenvolver entre seus usuários, o Facebook divulgou nesta quarta-feira (11/1) o documento Projeto Facebook para Jornalismo, em que dá detalhes de um novo programa para estabelecer laços mais fortes com a indústria jornalística.

Nele, a rede social enfatiza que vai colaborar com empresas de notícias para desenvolver produtos, aprender com jornalistas quais são as melhores formas para criar parcerias e conversar com publishers e educadores para entender como pode ajudar as pessoas a se tornarem leitores melhor informados na era digital, aumentando seu discernimento e combatendo boatos e notícias falsas.

Segundo o documento, o projeto atuará em três frentes: colaboração no desenvolvimento de novos produtos; treinamento e ferramentas para jornalistas; e treinamento e ferramentas para todos No que se refere à primeira, diz o documento: “Nós podemos atender melhor às necessidades das pessoas no Facebook e as de nossos parceiros quando trabalhamos juntos para desenvolver produtos. Já temos trabalhado com nossos parceiros de mídia, mas como parte do Projeto Facebook para Jornalismo vamos aprofundar a colaboração com eles, conectando nossos times de produto e engenharia para que possamos construir juntos desde os estágios iniciais o processo de desenvolvimento de produtos”.

Entre esses lista novos formatos para contar histórias; fomentar notícias locais e promover a mídia independente; desenvolver modelos de negócios (cita como exemplo o lançamento de um teste para explorar a oferta de um período de degustação para leitores assíduos, a partir de Instant Articles); promover hackathons; e fazer um esforço ainda mais concentrado de rodadas de reuniões, inicialmente com publishers nos Estados Unidos e na Europa nos próximos meses e expandindo a lista de locais para o resto do mundo ao longo do ano.

A rede ampliará seus treinamentos a jornalistas para nove idiomas adicionais, entre eles Português e Espanhol, e oferecerá treinamento em escala para organizações de mídia locais por meio de colaborações com entidades internacionais de renome. Também tornará gratuita para parceiros a ferramenta Crowdtangle, que ajuda editoras a rastrear como seu conteúdo se espalha na web, mede o desempenho de matérias nas redes sociais e identifica influenciadores; está desenvolvendo mais ferramentas para ajudar os jornalistas a usar o Live para reportagens e para encontrar fatos novos da forma mais fácil possível; e vai fornecer orientação prática e ética sobre como encontrar, verificar e publicar conteúdo disponível em redes sociais.

O documento encerra informando que o FB vai “trabalhar com organizações sobre como melhor compreender e promover o discernimento de notícias críveis na nossa plataforma e fora dela. O objetivo é ajudar as pessoas na nossa comunidade a terem a informação que elas precisam para decidir em quais fontes podem confiar”.

E cita as recentes medidas para reduzir ainda mais a disseminação de boatos, incluindo formas mais fáceis para as pessoas denunciarem conteúdos noticiosos duvidosos e novos esforços para eliminar incentivos financeiros a spammers: “Esse problema é muito maior do que qualquer plataforma, e é importante para todos nós trabalharmos juntos para minimizar o alcance desse tipo de conteúdo”.

Tânia Alves é reeleita ombudsman de O Povo

No dia em que celebrou 89 anos de fundação (7/1), o jornal cearense O Povo confirmou a renovação do mandato de Tânia Alves como ombudsman da publicação. Ela ocupará pelo terceiro ano consecutivo o posto, criado em 1994. “Nós estamos em uma evolução que acontece rápido demais”, afirmou no discurso de posse. “E estamos aprendendo com ela. 2017 será o ano de águas voltando ao seu curso, de se emocionar. É o ano do amor. Amem e deixem as palavras saírem do coração”. Com 30 anos de casa, Tânia ocupará o cargo em um ano considerado chave para a publicação, que atualizará o Manual de Normas e Procedimentos Jornalísticos do grupo, além de eleger um novo Conselho de Leitores, responsável por analisar as edições e fazer críticas e sugestões. A posse dos novos integrantes deve ocorrer em fevereiro. “É cada vez mais raro encontrar, neste País e no mundo, jornais que topam brigar por uma causa e serem livres por ela. Aqui está cheio de pessoas que lutam por essa causa”, disse a presidente do Grupo de Comunicação O Povo Luciana Dummar, em discurso na Redação. Seu maior compromisso, afirmou, é chegar ao centenário do grupo reescrevendo o jornalismo a partir do Ceará.

WPIJ oferece bolsa de estudos nos EUA

Matt Sheehan (center) works with a team of journalism students in the Innovation News Center during the 2012 presidential election. Photo by Steve Johnson

O World Press Institute of Journalism abriu inscrições para uma bolsa de estudos direcionada a profissionais interessados em aprofundar conhecimentos sobre o Jornalismo nos Estados Unidos. O programa consiste em agenda de estudos, viagens e entrevistas por todo o país. Com o objetivo principal de mostrar aos selecionados as condições de trabalho dos profissionais norte-americanos, os bolsistas deverão reportar sobre diferentes questões sociais para compreender como as instituições dos Estados Unidos as encaram. A bolsa começa em agosto e termina em outubro de 2017 e os selecionados passarão três semanas em Minnesota e depois viajarão para diferentes cidades, incluindo Nova York e Washington, para reuniões, entrevistas e visitas. Na semana final da bolsa, retornarão a Minnesota. Desde 1961, mais de 600 jornalistas de 100 países fizeram parte do programa. Todas as despesas, incluindo alojamento e transporte aéreo, são cobertas pelo instituto.  Para participar, o jornalista precisa ter fluência em inglês e cinco anos de carreira, no mínimo. O prazo de inscrição é até 15 de fevereiro, por formulário online.

Fabrício Vitorino passa a integrar a equipe de editores da Globo.com

Tech Tudo, o portal de tecnologia do Grupo Globo – com dicas, reviews e tutoriais para o usuário final, além de cobertura nacional e internacional –, passa por mudanças no novo ano. Fabrício Vitorino, depois de 11 anos na Globo.com, os quatro últimos como editor do Tech Tudo, deixou o cargo em dezembro. Ele segue agora para a home da Globo.com e vai integrar a equipe de editores de capa do portal. Vitorino teve passagem pelo Jornal do Brasil, como subeditor do online e repórter de Geral. É graduado em Letras e Jornalismo, com especialização em Moscou, mestrado e doutorado na USP. Em 2016, o Tech Tudo foi finalista do Prêmio Comunique-se, com Thássius Veloso, e vencedor da nona edição do Prêmio de Jornalismo em Segurança da Informação, com Melissa Cossetti. Thassius ([email protected]) e Melissa ([email protected]) passam a responder pela pauta do Tech Tudo.

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