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quarta-feira, abril 1, 2026

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Amado Mundo fará live do Oscar 2026 com repórter em Los Angeles e concurso interativo

O canal Amado Mundo fará no próximo domingo (15/3) uma live simultânea à cerimônia do Oscar 2026 para debater, ao vivo, a presença do Brasil na premiação, além dos resultados do evento. A live será comandada por Guilherme Amado, fundador e publisher do canal; Beatriz Bulla, apresentadora do projeto; e Miguel Barbieri, colunista especializado em cinema.

Durante o Oscar, o Amado Mundo terá ainda a cobertura da repórter Isabella Faria, com entradas ao vivo diretamente de Los Angeles, nos Estados Unidos. Além de jornalista, Faria é também roteirista e crítica de cinema e vai mostrar durante a cerimônia o clima da cidade e a torcida brasileira pelo filme O Agente Secreto. Também participarão da live nomes importantes do cinema brasileiro, como a diretora Dandara Ferreira, de Meu nome é Gal, Vou tirar você desse lugar eO nome dela é Gal; o diretor Karim Aïnouz, de A vida invisível, Praia do Futuro e Madame Satã; e o ator Antônio Saboia, de O bacurau e Os últimos dias de Gilda.

A live será em formato de “segunda tela”, no qual os telespectadores acompanham a transmissão do evento pelos canais oficiais, mas também se conectam ao Amado Mundo em busca de análises e contextualizações sobre os filmes: “A ideia de uma live de ‘segunda tela’ é que o público sinta que está assistindo ao Oscar com a gente. Enquanto a premiação acontece, a gente opina, contextualiza e amplia a conversa com as participações especiais. Vai ser um um grande ponto de encontro para quem gosta de cinema e quer torcer junto pelo Brasi”, declarou Beatriz Bulla.

Além da cobertura do Oscar, o Amado Mundo promoverá durante o evento um concurso cultural interativo. Ao longo da live, os telespectadores serão convidados a enviar fotos e vídeos da torcida pela vitória de O Agente Secreto. O conteúdo mais criativo ganhará uma viagem para Lisboa, em Portugal, com todas as despesas pagas, incluindo passagem e hospedagem.

Assista à live do Oscar 2026 no canal do Amado Mundo.

No Dia Internacional das Mulheres, repórter é agredida verbalmente durante final do Campeonato Gaúcho

Marcelo De Bona (à esq.) e Alice Bastos Neves (Crédito: GZH)

Alice Bastos Neves, apresentadora da RBS TV, foi agredida verbalmente no último domingo (8/3), Dia Internacional das Mulheres, durante a cobertura da final do Campeonato Gaúcho entre Internacional e Grêmio. Minutos antes do começo da partida, um torcedor direcionou xingamentos à jornalista, chamando-a inclusive de “vagabunda”, e mostrando o dedo do meio à ela.

Pouco tempo antes do início da final, Aline e o colega Marcelo De Bona falavam sobre as expectativas do jogo, os jogadores e a postura que os dois times provavelmente teriam dentro de campo. Em um determinado momento, Aline fica em silêncio pois havia avistado o homem, acompanhado da esposa, que direcionou xingamentos à apresentadora. Em seguida, ela explicou o ocorrido para os telespectadores.

“Sabe por que perdi a concentração? Porque tem um senhor que me olhou e me chamou de vaga… (vagabunda). Não vou nem continuar. E ele está ao lado da esposa. Ele fez isso e a esposa sorriu. Não vou pedir para mostrar o senhor porque fica muito chato. Tudo isso em 8 de março, a gente pisa no gramado e o senhor faz isso”, desabafou Aline.

Em nota, o Grupo RBS repudiou o ocorrido: “A empresa repudia toda e qualquer forma de violência dirigida a jornalistas no exercício da profissão e preza pelo respeito às mulheres”. Entidades como Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) também se solidarizaram com Aline, destacando que trata-se de “não de um caso isolado, mas de um problema estrutural que atravessa o cotidiano das redações, das arquibancadas, das redes sociais e das ruas”.

Confira os vencedores do 5º Prêmio ACI OCESC de Jornalismo

Crédito: Instagram

Foram anunciados os vencedores da 5ª edição do Prêmio ACI OCESC de Jornalismo. A cerimônia de premiação, realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, reuniu comunicadores, estudantes, autoridades e representantes de entidades do setor.

Além da entrega dos troféus aos vencedores, a noite foi marcada pela homenagem a Edsoul (Edson Amaral), repórter e apresentador da NSC TV, reconhecido por sua contribuição ao jornalismo catarinense. Ele se tornou o primeiro comunicador negro do Estado a receber a honraria.

Confira a seguir a lista de vencedores:

 

Jornalismo Universitário

Caroline Soares (UNISOCIESC) – Arquitetura de um silêncio: relato sobre memória, perda e o invisível da saúde mental

 

Fotojornalismo

Caio Cezar Cardoso Nascimento (Revista Mural) – Retratos e Vozes

 

Webjornalismo

Vivian Leal, Abinoan Santiago e Patrícia Costa (ND Mais) – Sala secreta e confissões: o ritual da luta de quem caiu no vício das bets em SC 

 

Áudio

Stefani Ceolla de Moraes (Posfácio Podcast) – A Mala de Jorge Amado

 

Vídeo

Ricardo Von Hohendorff, Mário César Gomes, Mateus Castro, Josué Betim, Júlio Quadrado, Fernando Carmo, Maurício Veloso, Claudia Capela, Guilherme Henrique e Daybes Gomes (NSC TV) – Série: Extremos do Clima

 

Texto

Shirlei Alves e Paula Guimarães (Portal Catarinas, em parceria com The Intercept Brasil) – A ONG evaporou”: Rede antiaborto pressiona adolescente de 13 anos a ter filho do estuprador e depois a abandona

 

Categoria Especial – Cooperativismo

Rafael Martini (Exame) – A bilionária revolução do bem-estar animal beneficia a todos, da granja à mesa


Panamá deporta Franklin Martins e depois pede desculpas

Franklin Martins (Crédito: Agência Brasil)

Por Cristina Vaz de Carvalho

O jornalista e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins foi deportado do aeroporto de Cidade do Panamá, na última sexta-feira (6/3), durante uma conexão em viagem aérea com destino à Guatemala.

Em carta enviada ao Itamaraty, Martins relatou o que ocorreu ao chegar ao Panamá, quando lá esteve, em trânsito. Dois policiais à paisana pediram seu passaporte e o chamaram para uma entrevista em área fechada do aeroporto internacional. Indagado sobre o que faria na Guatemala, afirmou que fora convidado a participar de um seminário na Universidad Rafael Landívar, na cidade de Guatemala, sobre o tema Reconstruindo Estados de bem estar social nas Américas.

Foi depois interrogado sobre sua condição de preso político durante a ditadura militar, como integrante do grupo marxista MR-8, em 1968. A Lei de Migração panamenha não permite a entrada no país a quem tenha cometido crimes considerados graves. Martins chegou a explicar aos policiais que “não havia cometido crime algum, mas lutado contra uma ditadura”. E propôs que as autoridades entrassem em contato com a Embaixada do Brasil, o que foi negado. Seguiu-se a deportação para o Brasil.

Após a intervenção do Itamaraty, e três dias depois do ocorrido, uma carta assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Panamá foi dirigida a Mauro Vieira, que exerce o mesmo cargo no Brasil. Atribui o incidente à aplicação de alertas automáticos usados pelas autoridades e pede desculpas a Martins em nome do Governo da República de Panamá. Reitera consideração por sua trajetória como jornalista e servidor público, e afirma que teria prazer em recebê-lo no país na data que for conveniente.

Na carta ao Itamaraty, Martins dizia também que não acreditava ter sido alvo de perseguição pessoal, mas avaliava que o episódio pode ter ocorrido após um cruzamento de dados entre os governos do Panamá e dos Estados Unidos, que estabeleceria um procedimento padrão. E acrescentou que o caso talvez seja um “sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo.”

Andressa Simonini é a nova proprietária e CEO de Pais&Filhos

Andressa Simonini (Crédito: Laura Alzueta/Divulgação Pais&Filhos)

A plataforma Pais&Filhos, focada em parentalidade, teve mudanças em sua estrutura societária. Andressa Simonini, que trabalha há 12 anos na empresa, anunciou que adquiriu a marca e assumiu os cargos de proprietária e CEO. Ela substitui a Marcos Dvoskin, que comandou a Pais&Filhos por 23 anos.

“Aprendi na Pais&Filhos a fazer tudo. Ela moldou minha trajetória pessoal e profissional. É uma honra e um privilégio continuar esse legado e comandar a marca que me formou e que transforma tantas famílias todos os dias”, escreveu Andressa no LinkedIn.

À frente da Pais&Filhos, a nova CEO anunciou que a empresa fará investimentos em tecnologia e na amplificação de sua comunidade, com o objetivo de consolidar a marca como referência no apoio à parentalidade no Brasil, além de ampliar o alcance nacional da plataforma e sua presença no cotidiano das famílias brasileiras.

Uma das novidades é o projeto Pais&Filhos Conecta, que será um hub de conteúdo e relacionamento que reunirá grandes nomes do setor para troca de informações e experiências.

Ao longo dos 12 anos na Pais&Filhos, Andressa foi assistente de produção, editora de moda, editora da revista, colunista e editora-chefe. Em 2024, assumiu o cargo de CMO, liderando projetos especiais e a transição da marca para um modelo de negócio focado em comunidade e impacto.

7º Prêmio de Cobertura Humanitária Internacional recebe inscrições até 29/3

Crédito: CICV

Segue aberto até 29/3 o período de inscrições para a 7ª edição do Prêmio de Cobertura Humanitária Internacional, organizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que valoriza e reconhece trabalhos jornalísticos sobre causas humanitárias e temas relacionados a países em conflitos armados.

Nesta edição, o CICV estimula a inscrição de trabalhos que façam referência ao Direito Internacional Humanitário (DIH) e às Convenções de Genebra. Podem ser inscritos projetos jornalísticos nos mais diversos formatos, impressos, em televisão, rádio ou multimídia, publicados entre 1º de setembro de 2024 e 29 de março de 2026. Entre os critérios de avaliação estão qualidade técnica, pertinência da temática ou do assunto e abordagem qualificada.

O primeiro colocado receberá uma viagem com despesas pagas para um país onde o CICV tenha atividades operacionais. Os finalistas serão anunciados em julho e a cerimônia de premiação ocorrerá em São Paulo, com data ainda a ser definida.

Confira o regulamento e inscreva-se aqui.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (46)

Por Assis Ângelo

A onda de cristãos-novos começou na última década do século 15 em Portugal, quando o rei D. Manuel I determinou que judeus e muçulmanos assumissem a fé católica.

O Brasil foi um dos países mais procurados pelos novos cristãos, que aqui desejavam retomar a vida que viviam, especialmente em Portugal e Espanha. Mas nem tudo ocorreu como queriam.

Centenas de cristãos-novos foram do Brasil levados para Portugal onde tiveram seu fim.

Há casos curiosos e até lendários referidos na nossa história, como o que trata de Branca Dias.

Branca, dizem alguns, nasceu em Portugal e viveu entre Pernambuco e Paraíba. Era detentora de muitos bens e esse detalhe deixava os inquisidores de olhos arregalados de tanta cobiça.

Há quem diga que Branca era brasileira e acabou-se em 1761, ardendo numa fogueira.

A história dessa mulher é muito confusa, embora seja ampla a literatura a seu respeito em Portugal e no Brasil.

O dramaturgo baiano Dias Gomes (1922-1999) escreveu, sem compromisso com a história, a peça O Santo Inquérito (1966). Ótima. A personagem central é Branca Dias.

Não há referência direta à eventual cegueira física de Branca, mas são muitas e muitas as referências figuradas ou metafóricas de quem nada enxergava da selvageria praticada pelos criminosos do Santo Ofício. Aliás, é história: os inquisidores prendiam e torturavam suas vítimas de todas as formas. Havia até um instrumento especial para cegar pessoas.

O escritor e poeta Edgar Allan Poe andou pondo no papel suas impressões sobre o tema cá em questão. Vale a pena ler os reler o conto O Poço e o Pêndulo, de 1842.

Bom, voltando a Branca Dias: o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) publicou texto de rara beleza, incluído no livro Discurso de Primavera e Algumas Sombras (1978), enaltecendo essa controvertida personagem.  Este:

Branca Dias

paixão de frade

em seu engenho

da Paraíba

repele o amor

pecaminoso.

O amor se vinga:

é acusada

de judaísmo.

Já vão prendê-la.

Atira joias

e prataria

na correnteza.

A água vira

Riacho da Prata.

Morre queimada

no santo lume

da Inquisição

em Portugal.

Reaparece

na Paraíba

em Pernambuco

sob o luar

toda de branco

sandálias brancas

cinto azul-ouro.

Branca Dias

– garantem livros –

nunca existiu,

é lenda pura

de lua cheia.

E a Inquisição

provavelmente

outra ilusão.

 

Não foram poucos os literatos brasileiros que se debruçaram sobre o tema judeus e cristãos-novos.

Machado de Assis, uma das nossas glórias literárias, não deixou por menos. No seu livro Americanas (1875), de poesias, se acha a pérola que intitulou A Cristã-Nova. Um trecho:

Quatro vultos na câmara paterna

Eram. O pai sentado,

Calado e triste. Reclinada a fronte

No espaldar da cadeira, a filha os olhos

E o rosto esconde, mas tremor contínuo

De um abafado soluçar o esbelto

Corpo lhe agita. Nuno aos dois se chega;

Ia a falar, quando a formosa virgem,

Os lacrimosos olhos levantando,

Um grito solta do íntimo do peito

E se lhe prostra aos pés: “Oh! vivo, és vivo!

Inda bem… Mas o céu, que por nós vela,

Aqui te envia… Salva-o tu, se podes,

Salva meu pobre pai!” Estremecendo

Nela e no velho fita Nuno os olhos,

E agitado pergunta: “Qual ousado

Braço lhe ameaça a vida?” Cavernosa

Uma voz lhe responde: “O santo ofício!”

Volve o mancebo o rosto

E o merencório aspecto

De dois familiares todo o sangue

Nas veias lhe gelou…

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.


100 anos de Rádio no Brasil: O rádio aprende a negociar com os algoritmos

Por Álvaro Bufarah (*)

Durante mais de cem anos, o rádio viveu de um pacto simples: falar para todos ao mesmo tempo e vender esse tempo como audiência coletiva. Neste 2026, a iHeartMedia começa a desmontar esse modelo por dentro. Não mudando a programação, não substituindo locutores, mas alterando silenciosamente a lógica de venda do próprio meio. O rádio, enfim, aprende a negociar com algoritmos.

O acordo entre a iHeartMedia e a Viant marca um ponto de inflexão histórico: spots de rádio AM/FM passam a ser comprados da mesma forma que banners, vídeos e anúncios em streaming – dentro de uma plataforma programática, ao lado de podcasts, CTV e mídia digital. Pela primeira vez em larga escala, o rádio tradicional entra no mesmo “shopping center algorítmico” onde já circulam todas as outras mídias.

Não é apenas integração tecnológica. É uma mudança ontológica: o rádio deixa de ser tratado como um meio excepcional e passa a ser tratado como mais um ativo endereçável dentro do ecossistema digital. Do horário nobre ao perfil probabilístico

O grande problema histórico do rádio nunca foi audiência. Sempre foi mensuração. Enquanto o digital sabe exatamente quem é o usuário, o rádio sempre trabalhou com estimativas, painéis, pesquisas amostrais e métricas de alcance coletivo. O ouvinte era estatística, não indivíduo.

A solução da iHeartMedia, via Triton Digital, não é identificar pessoas, mas modelar comportamentos. A partir dos dados reais do streaming, dos apps e dos podcasts, a empresa cria perfis probabilísticos que são projetados sobre o rádio over-the-air. Não se sabe exatamente quem está ouvindo, mas se sabe qual tipo de pessoa está mais provavelmente ouvindo naquele momento.

É o mesmo princípio utilizado por plataformas como Netflix, Spotify e Amazon: não se vende para João ou Maria, vende-se para “adultos urbanos com interesse em tecnologia”, “pais com filhos pequenos”, “jovens interessados em esportes”.

O rádio não vira digital. Ele vira estatisticamente previsível.

Talvez o elemento mais disruptivo não seja a compra automatizada, mas a introdução da atribuição no rádio. Pela primeira vez, um anunciante pode acompanhar como uma inserção em FM contribuiu para uma venda online, um download, um cadastro ou uma visita ao site.

Isso desmonta um dos últimos mitos do meio: o rádio como mídia “intangível”, de branding puro, impossível de mensurar. A partir de agora, o spot entra no mesmo funil de conversão do Google Ads, do Instagram e da Amazon.

O rádio deixa de ser apenas meio de impacto e passa a ser meio de performance.

Relatórios passam a mostrar, no mesmo dashboard, podcasts, streaming, CTV e rádio AM/FM. Para o anunciante, não existem mais meios separados – existe apenas jornada do consumidor.

Curiosamente, essa transformação acontece sem alarde, sem campanhas públicas, sem discursos grandiosos. Enquanto todos falam de metaverso, IA generativa e mundos virtuais, o rádio faz sua revolução mais importante em silêncio: tornando-se compatível com o sistema nervoso do capitalismo digital.

Bob Pittman resume o paradoxo com precisão quase cruel: a audiência do rádio está maior do que há 10 ou 20 anos. O problema nunca foram pessoas. Sempre foi modelo de negócio.

O rádio não morreu. Ele apenas não sabia se vender no idioma dos algoritmos.

Ao entrar nas DSPs de Viant, StackAdapt e Amazon, o rádio passa a circular junto com CTV, DOOH, display e vídeo online. Ele deixa de ser uma compra “especial” e se torna uma compra transversal, invisível dentro de pacotes omnichannel.

(Crédito: Zydigital)

O anunciante não pensa mais: “Vou anunciar no rádio”. Ele pensa: “Vou atingir esse público em todos os pontos possíveis”.

E o rádio passa a ser apenas um desses pontos – muitas vezes, o mais eficiente em custo por impacto.

É a consagração de um novo papel: o rádio como mídia estrutural da ubiquidade, não mais da centralidade.

No fundo, a iHeartMedia não está vendendo apenas áudio. Está vendendo capacidade de ativação de audiência em escala massiva, usando dados, IA, modelagem estatística e automação.

O rádio deixa de ser apenas emissor de som e se transforma em infraestrutura de distribuição algorítmica de atenção.

Ele continua falando para milhões ao mesmo tempo. Mas, agora, cada mensagem chega no momento certo, para o perfil certo, com objetivo mensurável.

O rádio não se digitalizou. Ele foi absorvido pelo sistema circulatório do marketing de dados. E talvez essa seja sua maior vitória desde a invenção do transistor.


Fonte primária

  • AdExchanger (2026) – iHeartMedia + Viant
  • iHeartMedia / Triton Digital / Viant

Programmatic & Audio

  • IAB – Programmatic Audio Playbook
  • eMarketer – US Audio Advertising Forecast
  • Deloitte – The Future of Audio Advertising

Mensuração e atribuição

  • Nielsen Audio
  • Edison Research
  • Google Marketing Platform – Attribution Models

Ecossistema de DSP/SSP

  • StackAdapt
  • Amazon DSP
  • The Trade Desk
  • Magnite / PubMatic (SSP)

 

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Cision aponta desafios para a indústria de PR em 2026

(Crédito: Cision.com)

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Profissionais da imprensa tradicional e executivos da indústria de mídia não são os únicos preocupados com os limites cada vez mais difusos entre jornalistas e criadores de conteúdo, como demonstra a nova edição da pesquisa anual sobre os rumos da comunicação empresarial feita pela plataforma Cision.

O estudo entrevistou 561 profissionais  que atuam em agências e organizações dos EUA e do Reino Unido. Para 60% deles, essa transformação do ecossistema de mídia, que tem tirado o sono das redações devido à perda de audiência e relevância, é o principal desafio para o futuro da atividade.

Como reflexo, quando a pesquisa pergunta quais habilidades serão mais importantes em um futuro próximo, 59% apontaram “storytelling e criação de conteúdo”, enquanto “relações com a imprensa” ficou em segundo lugar, mencionada por 44% dos profissionais consultados.

As preocupações seguintes dos RPs são questões que igualmente pressionam quem está “do outro lado do balcão”: recursos financeiros limitados (citada por 58%) e a integração da IA generativa no trabalho (50%).

No entanto, quando a pergunta muda para o desafio mais urgente em 2026, o orçamento assume a liderança, citado por 34% dos participantes do estudo. A transformação do ecossistema de mídia foi citada por 21% deles, e a IA, por 18%.

Por outro lado, a tecnologia é vista como oportunidade para quase a metade dos profissionais de RP entrevistados pela Cision, como instrumento para aprimorar eficiência e insights – o que se relaciona diretamente com as pressões orçamentárias.

Na prática, o uso de IA generativa já aparece em tarefas recorrentes: 73% dizem usar ferramentas como ChatGPT para brainstorming de ideias, conceitos de campanha ou manchetes; 68% para escrever ou refinar releases e outros conteúdos; e 55% para pesquisa. Apenas 8% afirmam não usar esse tipo de ferramenta.

O estudo completo pode ser visto em MediaTalks.


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Votação que definirá os +Admirados da Imprensa Automotiva 2026 termina nesta sexta-feira (27/3)

Último dia para escolher os +Admirados da Imprensa Automotiva 2025

Vai até sexta-feira (27/3) o segundo turno da eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2026. Em sua oitava edição (a sétima consecutiva), a iniciativa classificou 83 profissionais e 45 publicações, que seguem na disputa por um lugar entre os TOP 25 +Admirados Jornalistas do Ano e entre os TOP 3 +Admirados nas oito categorias temáticas da premiação: Colunista, Jornalista Especializado (Duas Rodas, Veículos Comerciais e Negócios Automotivos), Áudio, Periódico, Site/Portal e Vídeo.

Nesta fase final, os eleitores podem selecionar seus preferidos do 1º ao 5º colocado dentre os finalistas de cada categoria. Cada posição renderá uma pontuação, sendo 100 pontos para o 1º colocado; 80, para o 2º; 65, para o 3º; 55, para o 4º; e 50, para o 5º lugar. Ao final da votação, os vencedores serão definidos pela soma dos pontos computados.

Para fazer as indicações, basta acessar a cédula de votação, disponível no Portal dos Jornalistas, preencher um rápido cadastro e os espaços disponíveis em cada categoria. A lista completa dos finalistas está disponível em edição especial de Jornalistas&Cia.

Volkswagen confirma apoio – A eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2026 ganhou na última semana o apoio de mais uma marca de destaque do setor. Além dos patrocínios de Bosch, Ford, Honda, Renault e Volkswagen Caminhões e Ônibus, a Volkswagen renovou sua participação no prêmio e passa a ser uma das apoiadoras, ao lado de PirelliPortal dos Jornalistas e PressID. A premiação conta ainda com a colaboração da Scania e apoio institucional da Abraciclo.

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