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Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (24)

Paulinho da Viola, Djavan, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantam no Rio (Crédito: Poder360)

Por Assis Ângelo

Autoridades de verdade são, naturalmente, respeitadas aqui e alhures.

Autoridades canalhas, vagabundas, têm de ser extirpadas da boa convivência social, pois não merecem respeito algum.

Como sabemos, e todos deveriam saber, nós, brasileiros, tempos atrás vivemos perrengues de todos os tipos. Amordaçados, inclusive.

Passamos dolorosamente por golpes e tentativas de golpes, desencadeados por milicos de altos coturnos. Marechais, generais e outras figuras de péssima lembrança.

O período de mordaça mais longo que vivemos durou 21 anos, ininterruptamente. Começou em 1964 e terminou em 1985. Tivemos nesse período cinco poderosos verdes-oliva predizendo o nosso destino: Castello Branco, Costa e Silva, Médici, Ernesto Geisel e Figueiredo… Todos esses se acham a ferver nos caldeirões em brasa do Inferno. E que lá continuem.

Por pouco, muito pouco, escapamos de cair numa nova ditadura. Isso em 2023.

No dia 21 de setembro de 2025, mais no final da tarde, alguns dos mais expressivos artistas da nossa música popular foram às ruas do Rio engrossar o desejo dos brasileiros de boa índole que lutam pela paz do Brasil. Entre esses artistas estavam Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e Djavan. Cantaram, inclusive. Foi uma festa e tanto, ali em Copacabana.

Paulinho da Viola, Djavan, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil cantam no Rio (Crédito: Poder360)

Além do Rio, o movimento pela paz e contra o retrocesso estendeu-se por outras capitais brasileiras.

Todos pediam o cancelamento de pautas da Câmara e do Senado, especialmente as que blindam os parlamentares de qualquer investigação e os cabeças e participantes da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, anistiando-os.

É bom que se saiba e que nunca se esqueça que todo e verdadeiro poder emana do povo.

Dito o que disse, lembro da história contada por Shakespeare no ano de 1601. Título: Rei Lear.

A história trata da divisão de um reino por seu rei. A divisão coube a duas das três filhas do rei. Quem fica fora é a caçula, Cordélia.

Depois de muita traição, violência de todo tipo e mais o inimaginável, o pobre rei perde tudo e fica doido. As filhas todas morrem.

Ainda no decorrer da trama, um poderoso nobre de nome Gloucester tem um filho legítimo, Edgar, e outro bastardo, Edmund.

Edmund tece uma tramoia contra seu irmão por parte de pai. A ideia era deserdá-lo. Resultado: o velho nobre Gloucester se revolta e, além de traído, tem os olhos arrancados.

O fim de Rei Lear é tragicamente patético.

Outro livro muito bom de ser lido é A culpa é das estrelas, de John Green. A trama envolve adolescentes portadores de câncer. A protagonista tem 16 anos e o seu amado, 17.

O livro, publicado em 2012, começa com a protagonista Hazel sendo chamada à atenção pela mãe, que a vê em depressão profunda. A menina lê muito e muitas vezes, um livro só: Uma aflição imperial, de Peter Van Houten.

Na trama se acha uma mulher que vê apenas com um olho. É viúva.

Hazel e o seu namorado Augustus têm um amigo em comum. É o adolescente Isaac, que fica cego de um olho e, pouco depois, do outro olho.

Todos os personagens de John Green são muito bem-humorados, mesmo carregando consigo a marca breve de um fim de tempo.

Curiosidade: Uma ambição imperial é um livro irreal, nunca foi publicado. E o seu autor na vida real jamais existiu, mas são muito importantes na trama criada por Green. E mais não digo.

E rei por rei, tivemos o do Sertão: Lampião (1898-1938).

Houve vários cangaceiros cegos. Um deles, Serapião das Almas, que fez o que fez Édipo Rei, de Sófocles.


Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-98549-0333

100 anos de Rádio no Brasil: A voz que se revela além do número de downloads

Por Álvaro Bufarah (*)

Imagine um oceano de vozes: são milhares de podcasts, conteúdos e estilos navegando por entre fones de ouvido e algoritmos. Em meio a esse universo, o valor real de um programa não se mede mais apenas pelo número de downloads, mas por quem realmente o escuta. É essa virada que a Triton Digital traz à tona com sua mais recente atualização do US Podcast Ranker.

No segundo trimestre de 2025, a empresa adicionou ao seu ranking − até então dominado por métricas de download − um conjunto robusto de inteligência de público. Chamado de Demos+, esse sistema incorporou dados demográficos e comportamentais em mais de 40 segmentos, trazendo à luz não apenas quantas pessoas ouviram, mas quem são, por que escutam e o que consomem.

Essa nova abordagem entrega diversas camadas de reflexão. Pela primeira vez, os planejadores de mídia podem olhar além do topo da montanha − e ver também sua base, suas ramificações e o potencial que se esconde no longo da cauda. Eis alguns destaques:

  • Comédia continua liderando o alcance geral: 42,1% dos ouvintes alcançáveis são atraídos por esse gênero, seguido por notícias (27,3%) e sociedade e cultura (23,4%).
  • Os Top 10 por alcance incluem nomes como The Joe Rogan Experience, The Daily, Crime Junkie, Call Her Daddy e SmartLess.
  • Já os podcasts mais baixados em julho? Lideram NPR News Now, Up First e Stuff You Should Know, com redes como iHeart, NPR e Audacy à frente por volume de downloads.
  • Mas a grande descoberta está além dos Top 50: apenas 49% da audiência mensal consomem esses programas. Os outros 51% espalham-se pela longa cauda do conteúdo, alcançando 84% ao considerar podcasts fora desse grupo restrito.

O poder da personalização emerge nos detalhes: certos temas concentram públicos valiosos e específicos:

  • Esporte tem forte afinidade com ouvintes em viagem de negócios.
  • Programas infantis e familiares encontram eco entre consumidores interessados em seguros de vida.
  • Tecnologia chama atenção de compradores do mercado de luxo.
  • Música, por sua vez, tem presença destacada entre o público negro

Esses padrões mostram um caminho estratégico para anunciantes: não basta escolher os maiores programas. É necessário selecionar os que falam diretamente ao público desejado − com precisão e propósito.

Essa revolução nas métricas reforça que o rádio moderno − e, por extensão, o podcast − é menos sobre alcance massivo e mais sobre ressonância genuína. O verdadeiro valor está em conversar com quem está ouvindo, com autenticidade.

Em tempos de algoritmos e nichos fragmentados, a voz que se distingue é aquela capaz de atravessar a cauda longa e construir conexões profundas. A neurociência do marketing confirma: emoções e relevância constroem lembrança duradoura e lealdade.


Fontes de Pesquisa

  • Triton Digital − Triton Digital Adds Audience Segments to Podcast Ranker (Q2 2025). tritonrankers.com+11. Triton Digital
  • Radio Online − Triton Digital Launches Enhanced Podcast Ranker Triton Digital
  • Press Release (Business Wire) − Next Gen Top 200 Podcast Ranker powered by Demos+. tritonrankers.com+11Triton Digital+11. blog.tritondigital.com+11
  • RAIN News − Triton Digital debuts upgraded U.S. Podcast Ranker tritonrankers.com+11
Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

ABCPública solicita ao TCU maior transparência nos gastos de publicidade do Governo Federal

Webinário debate Inteligência Artificial e Comunicação Pública em lançamento de e-book

Brasília, 23 de setembro de 2025 – A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) protocolou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) um conjunto de recomendações para ampliar a transparência e a clareza na divulgação dos gastos de publicidade realizados pelo Executivo Federal, suas empresas estatais e fundações.

Segundo dados levantados pelo jornal Poder360, o governo federal desembolsou R$ 4,1 bilhões em publicidade nos anos de 2023 e 2024. Apesar da relevância do tema, a forma atual de disponibilização das informações pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) dificulta o acesso e o controle social.

A entidade ressalta que, desde a desativação do Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP), em 2017, houve retrocessos na disponibilização de dados, especialmente em relação às estatais. Hoje, os cidadãos precisam realizar buscas fragmentadas, sem acesso a séries históricas, consolidação de valores ou comparações claras entre veículos e tipos de campanha.

Entre as medidas solicitadas ao TCU, a ABCPública destaca:

  • disponibilização, em um único espaço digital, de informações consolidadas e atualizadas sobre investimentos em publicidade, contemplando administração direta e indireta;
  • detalhamento dos gastos por veículo de comunicação, tipo de campanha e política pública contemplada;
  • retomada da oferta de séries históricas, desde o ano 2000, em formatos abertos e acessíveis;
  • adoção de boas práticas de transparência ativa, com linguagem simples e interface intuitiva.

O presidente da ABCPública, Jorge Antonio Menna Duarte, reforça que a disponibilização de dados claros e objetivos é condição essencial para o efetivo controle social. “Sem informações organizadas e acessíveis, a sociedade não consegue avaliar a relevância das campanhas, a eficiência na alocação dos recursos e o alinhamento da comunicação governamental às prioridades de políticas públicas”, afirma.

A entidade ainda lembra que, além da Constituição Federal, a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e outras legislações recentes reforçam o dever dos órgãos públicos de utilizar linguagem compreensível e interfaces amigáveis, garantindo ao cidadão pleno acesso às informações.

O pedido da ABCPública conta com o endosso do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, coalizão composta por 33 instituições da sociedade civil dedicadas à defesa da transparência e da participação social.

Com essa iniciativa, a associação espera que as recomendações do TCU induzam melhorias não apenas na esfera federal, mas também nos estados e municípios, cujos gastos em publicidade seguem, em grande parte, desconhecidos.

ABCPública tem nova associada em Roraima

Sonia Lucia Nunes Pinto

Sonia Lucia Nunes Pinto é jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Roraima, com especialização em Política e Representação Parlamentar. Acumula ampla experiência em assessoria de comunicação em órgãos públicos, veículos de imprensa e instituições como Prefeitura de Boa Vista, Sebrae e Secretaria Estadual de Saúde. Atualmente, é superintendente de Comunicação da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), onde coordenou a expansão do complexo de mídia do Parlamento, incluindo a TV e a Rádio Legislativa. Sob sua gestão, a ALERR alcançou destaque nacional, ocupando o 5º lugar em engajamento entre todas as assembleias legislativas do país nas redes sociais.

Sonia Lucia Nunes Pinto (Crédito: Instagram)

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) foi criada em 2017, em Brasília, por dez profissionais de comunicação e hoje reúne mais de 400 associados em todo o Brasil, distribuídos nas cinco regiões do país. Sua diretoria nacional é composta por acadêmicos, gestores e profissionais de comunicação que representam diferentes áreas do setor público e do terceiro setor, assegurando diversidade regional e experiência multidisciplinar. Conta ainda com seções regionais em todos os estados e comitês temáticos que abordam questões estratégicas como regulamentação, publicidade, digital e inteligência artificial.

“A ABCPública trabalha pelo desenvolvimento de padrões de excelência na atuação de comunicadores públicos. O compromisso é com a qualificação da comunicação voltada ao interesse coletivo, fortalecendo a democracia, a cidadania e a eficiência do setor público”, destaca o vice-presidente de Coordenação Regional, Armando Medeiros.

Museu da Televisão reabre para visitação em comemoração aos 75 anos da TV no Brasil

Museu da Televisão reabre para visitação em comemoração aos 75 anos da TV no Brasil

O Museu Brasileiro de Rádio e Televisão (MBRTV) abriu novamente, em 18/9, a visitação para o público. A data escolhida para a reabertura representa os 75 anos da TV no Brasil, com o nascimento da pioneira TV Tupi de São Paulo, a primeira da América do Sul, em 18 de setembro de 1950. Em comemoração ao marco, o museu vai expor peças que contam a história da radiodifusão brasileira.

O MBRTV exibirá peças de seu acervo histórico, que mostram a transformação da televisão e do rádio no Brasil ao longo dos anos. Entre as peças, estão televisores de diferentes décadas, algumas delas utilizadas em transmissões histórias; câmeras de grandes produções e marcos históricos no cenário nacional, como a primeira câmera de telejornalismo do País; figurinos e objetos cênicos originais de novelas que marcaram a dramaturgia brasileira, como de Sinhá Moça, Roque Santeiro e As Pupilas do Senhor Reitor; e prêmios como Troféu Imprensa, Troféu Tupiniquim e Troféu Roquette-Pinto.

A nova sede do MBRTV está localizada no Núcleo Central Belas Artes (Rua Humberto I, 927 – Vila Mariana, São Paulo), em parceria com o Centro Universitário Belas Artes. As visitas acontecem às terças, quartas e sextas-feiras, das 14h às 16h, e também no último sábado de cada mês. O ingresso custa R$ 12, com agendamento prévio.

Mais informações e agendamentos aqui.

PGR pede que STF derrube decisão que obriga Globo a manter contrato de afiliação com TV de Collor

MP-AL concorda com pedido judicial que pede que Globo seja obrigada a renovar com TV de Collor
Fernando Collor de Mello (Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A disputa judicial entre a Globo e a TV Gazeta, de Alagoas, ganhou mais um capítulo. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrube a decisão que mantém o contrato de afiliação da Globo com a emissora de Alagoas, cujo dono é o ex-presidente Fernando Collor. As informações são de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).

Para Paulo Gonet, procurador-geral da República, as decisões judiciais que mantiveram a TV Gazeta como afiliada da Globo são “inconstitucionais” e “ferem a ordem pública”, por impedir que uma empresa escolha seus parceiros. Gonet pediu a Barroso, responsável pelo caso no STF, que aceite a solicitação da Globo e derrube decisões favoráveis à TV Gazeta.

As duas emissoras travam uma verdadeira briga judicial desde 2023. De um lado, a Globo optou por não renovar o contrato de afiliação com a TV Gazeta em Alagoas sob o argumento de que Fernando Collor, dono da empresa, foi condenado pelo STF por utilizar a TV Gazeta para receber propina em um esquema de corrupção. Além disso, a emissora carioca já tem um acordo verbal com a TV Asa Branca para atuar como a nova afiliada no estado.

Já a TV Gazeta argumenta que, sem o aporte financeiro da Globo, a emissora promoveria demissões em massa e não conseguiria cumprir os acordos para pagamentos de dívidas estabelecidos em sua recuperação judicial, que está em vigor desde 2019. Nos últimos anos, a emissora de Alagoas obteve vitórias judiciais no caso.

Pub anuncia fusão de operações com a Oliver Press e criação do Estúdio Pub

Rafa, Tiago, Juliana, Bona, Patrícia e Eduardo

A Pub anunciou no início desta semana a chegada da agência Oliver Press ao seu ecossistema de negócios. O comunicado distribuído não cita valores nem percentuais da operação. Ricardo Bonatelli, o Bona, fundador e sócio-diretor da Pub, esclarece que houve fusão das operações das duas agências, mas que ambas continuarão a atuar de modo independente. Juliana Oliveira, fundadora e CEO da Oliver Press, seguirá à frente da agência e passará a atuar também como VP da Pub. Ela continuará tendo ao lado Patricia Hidaka, sócia e CSO da Oliver Press,

Outra novidade anunciada por Bona é a criação do Estúdio Pub, que nasce, como diz o comunicado encaminhado à imprensa, “como a frente audiovisual do grupo, fortalecida pela união de equipes e talentos que já vinham atuando no mercado e agora se integram à Pub”.

À frente da nova unidade, como CEO, está Tiago Maranhão, que também passa a acumular o cargo de VP da Pub, “somando sua experiência em comunicação esportiva, tecnologia e economia criativa à nova fase da agência”. Ao seu lado estão o COO Rafa Batista, que reúne mais de 20 anos de trajetória no audiovisual, e o CCO Eduardo Acquarone, jornalista premiado, com passagens por TV Globo, CBS (Miami) e Reuters, finalista do Emmy Digital e criador do Globo Amazônia.

Rafa, Tiago, Juliana, Bona, Patrícia e Eduardo

A Pub, que em 2023 chegou a fazer parte do Grupo Nexcom, mas que na sequência optou por retomar caminho independente, passou, com esses novos movimentos, a contar com uma carteira de 120 clientes e um quadro de 100 colaboradores; e deverá elevar para cerca de R$ 30 milhões seu faturamento deste ano, contra os R$ 19.428 milhões registrados em 2024, conforme divulgado pelo Anuário da Comunicação Corporativa.

BM&C News estreia programa gravado da Times Square

BM&C News estreia programa gravado da Times Square

A BM&C News, canal focado em jornalismo de negócios e finanças, estreou o Wall Street Cast, apresentado pelo economista, empresário e gestor de fundos Bruno Corano, gravado diretamente da Times Square, em Nova York (Estados Unidos). O programa traz conversas dinâmicas com especialistas e análises estratégicas sobre temas como empreendedorismo, finanças, carreira e competências emocionais.

No mais recente episódio do Wall Street Cast, Corano conversou com o gestor Danilo Santiago sobre a lógica dos ciclos econômicos e como eles afetam investimentos, consumo e confiança. Na conversa, Santiga explicou que, apesar do excesso de informações e relatórios superficiais, a análise fundamentalista profunda está em declínio, substituída por especulação de curto prazo.

Danilo Santiago e Bruno Corano (Crédito: BM&C News/YouTube)

A BM&CNews explica que a escolha da Times Square como pano de fundo do programa tem o objetivo de mostrar que o jornalismo econômico brasileiro pode competir em pé de igualdade com os maiores centros globais. A ideia é oferecer ao público brasileiro análises feitas diretamente do mercado americano, com convidados que vivem o dia a dia de Wall Street.

“Mais do que um novo programa, o Wall Street Cast é símbolo de expansão. Com produção já consolidada nos Estados Unidos, a BM&C News avança em seu plano de internacionalização”, declarou Luiz Messici, CEO da BM&C News.

Assista ao Wall Street Cast aqui.

Agência Pública e UOL vencem o SIP 2025

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) anunciou os vencedores dos Prêmios de Excelência Jornalística 2025, iniciativa que tem como objetivo reconhecer o jornalismo nas Américas e Espanha. Nesta edição, dois trabalhos brasileiros estiveram entre os vencedores de suas categorias:

A Agência Pública foi a premiada em Jornalismo de Dados e Infografia, com o Projeto Escravizadores. Participaram do trabalho Amanda Audi, Ana Alice de Lima, Babak Fakhamzadeh, Bianca Muniz, Bruno Fonseca, Bruno Penteado, Catarina Bessel, Danilo Queiroz, Darlene Dalto, Ester Nascimento, Ethieny Karen, Fernanda Diniz, Leandro Aguiar, Leticia Gouveia, Lorena Morgana, Mariama Correia, Marina Dias, Matheus Pigozzi, Matheus Santino, Patrícia Junqueira, Pedro Ezequiel, Rafael Custódio, Rafael Oliveira, Raphaela Ribeiro, Raquel Okamura, Renata Cons e Romeu Loreto.

Já o UOL foi o vencedor em Fotografia, com as imagens publicadas na série Corpo de atleta, de Marcelo Maragni. Participaram ainda da produção das reportagens Paulo Favero, Beatriz Cesarini, Bruno Doro e Bruna Sanches.

A cerimônia oficial de entrega do Prêmio SIP 2025 será realizada durante a 81ª Assembleia Geral da SIP, de 16 a 19 de outubro, em Punta Cana, República Dominicana. Confira a relação completa de vencedores.

Democracia enfraquece no mundo e liberdade de imprensa sofre maior queda em 50 anos, mas avança no Brasil

Crédito: The Climate Reality Project/Unsplash

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

A democracia está em queda no mundo, segundo o relatórioEstado da Democracia 2025, divulgado na semana passada em Estocolmo pelo Instituto Internacional para a Democracia e Assistência em Eleições (International IDEA).

O levantamento analisou 173 países e constatou que 54% deles retrocederam em pelo menos um dos 17 indicadores de desempenho democrático nos últimos cinco anos. Apenas 32% apresentaram avanços.

O estudo é dividido em quatro categorias principais: Representação, Estado de Direito, Direitos e Participação, cada um englobando diversos indicadores. A liberdade de imprensa foi o indicador com maior deterioração este ano, alcançando seu pior nível desde o início da série histórica, em 1975.

Houve retrocesso em 43 países − o maior número já registrado. A queda atingiu 24,9% dos países avaliados, incluindo nações com desempenho historicamente alto, como Finlândia, Suécia, Uruguai e Portugal. Também houve recuos em liberdade de expressão, igualdade econômica e acesso à justiça.

Na contramão da tendência global, o Brasil foi um dos 12 países que apresentaram melhora significativa em liberdade de imprensa, subindo da faixa de desempenho médio para alto.

O país também avançou em Parlamento Eficaz e Independência Judicial, ambos da categoria Estado de Direito, e alcançou a 6ª posição global na categoria Participação, que mede o envolvimento popular entre e durante as eleições.

Leia em MediaTalks a matéria completa, com dados e análises do relatório da International IDEA e veja a íntegra do documento.


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