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sábado, junho 13, 2026

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100 anos de Rádio no Brasil: Dados nacionais podem mudar toda a indústria do podcast brasileiro

Renato Bontempo-Castnews

Por Álvaro Bufarah (*)

Durante anos, o mercado brasileiro de podcasts tentou entender a si mesmo olhando para métricas importadas dos Estados Unidos. O problema é que a lógica do consumo de áudio no Brasil nunca foi exatamente igual à do mercado norte-americano – e os dados começam finalmente a comprovar isso.

A divulgação do segundo mês consolidado do Castnews Index marca um ponto de virada importante para o ecossistema brasileiro de mídia sonora. Não porque os números sejam definitivos, mas porque começam a formar aquilo que faltava historicamente ao setor: uma série consistente de dados locais capazes de revelar padrões estruturais do comportamento do podcast brasileiro.

Renato Bontempo-Castnews

Um único mês é fotografia. Dois meses começam a formar tendência.

E quando os dados passam a se repetir deixam de ser curiosidade estatística para se transformar em diagnóstico de mercado.

O novo conjunto de gráficos divulgado pelo índice ajuda justamente a desmontar algumas das narrativas mais repetidas sobre o podcast nacional. A principal delas talvez seja a ideia de que o Brasil estaria apenas “atrasado” em relação ao modelo norte-americano de produção.

Os números mostram outra coisa: o Brasil simplesmente opera sob uma lógica diferente.

O primeiro dado já desmonta um dos mitos centrais do setor. Entre os 209 mil episódios publicados por podcasts brasileiros entre janeiro e abril de 2026, 54,8% têm menos de 20 minutos de duração. Outros 16% ficam entre 20 e 40 minutos. Episódios superiores a uma hora e meia – formato dominante em parte da elite global do podcasting em inglês – representam apenas 6,3% da produção nacional.

A diferença não é pequena. Ela revela um padrão cultural de consumo. Enquanto o mercado norte-americano consolidou formatos longos, conversacionais e altamente baseados em retenção prolongada de audiência, o Brasil parece estruturar seu ecossistema sobre conteúdos rápidos, recorrentes e altamente cadenciados – especialmente podcasts religiosos e jornalísticos de atualização diária.

Isso muda praticamente tudo: formato, monetização, dinâmica de produção e expectativa de audiência.

O contraste torna-se ainda mais relevante quando comparado ao relatório The State of Video Podcasting 2026, da MillionPodcasts, que aponta que episódios longos entregam, em média, 6,5 vezes mais ouvintes no mercado internacional em língua inglesa. O Brasil segue exatamente na direção oposta.

O dado não sugere atraso. Sugere identidade. O ecossistema brasileiro parece funcionar mais próximo de uma lógica de consumo fragmentado e cotidiano – integrada ao deslocamento urbano, à rotina de trabalho e ao hábito de consumo rápido de informação. Em outras palavras: menos “podcast-evento” e mais “podcast-fluxo”.

A consequência disso é profunda. Grande parte das estratégias importadas de mercados estrangeiros simplesmente não conversa com o comportamento real da audiência brasileira.

O segundo conjunto de dados revela outra camada importante: maturidade de catálogo.

Entre os 10.414 podcasts ativos monitorados, cerca de 32% têm menos de 25 episódios publicados. No extremo oposto, pouco mais de mil programas ultrapassaram a marca de 500 episódios.

Isso evidencia um padrão clássico da economia criativa digital: altíssima renovação na base e forte permanência no topo.

A maior parte do mercado ainda é jovem, instável ou experimental. Já o núcleo veterano concentra consistência, recorrência e profundidade de catálogo – fatores fundamentais para retenção de audiência e monetização.

E talvez esteja aí um dos dados mais relevantes de todo o levantamento: no podcast, permanência importa mais do que viralização.

A lógica algorítmica das plataformas frequentemente privilegia novidade, mas os dados indicam que o áudio ainda opera fortemente sobre recorrência e hábito. Podcasts veteranos não são necessariamente os mais inovadores – são os que sobreviveram tempo suficiente para construir rotina de escuta.

O terceiro gráfico é provavelmente o mais brutal – e talvez o mais importante.

O 1% dos podcasts mais produtivos do Brasil responde sozinho por 21,6% de todas as horas publicadas em 2026 até maio. Os top 10% concentram quase 60% de toda a produção. Já metade do mercado ativo produz, somadas, apenas 4,1% das horas totais.

Quando analisado historicamente, o fenômeno fica ainda mais evidente: os 10% maiores concentram 85,4% de todas as horas acumuladas do ecossistema.

É praticamente a materialização da curva de Pareto dentro do podcast brasileiro.

E isso importa porque desmonta outra ilusão recorrente da indústria: a ideia de que o podcast seria um ambiente naturalmente horizontalizado ou igualitário.

Assim como ocorre em plataformas de vídeo, música, streaming e redes sociais, a atenção no áudio também se concentra fortemente em poucos produtores capazes de manter volume, frequência e construção contínua de comunidade.

Mas há um detalhe importante: concentração não significa necessariamente injustiça estrutural.

Mercados de atenção funcionam precisamente assim. A audiência é limitada, o tempo de escuta é finito e milhares de criadores competem simultaneamente pelo mesmo recurso cognitivo: disponibilidade humana.

A questão relevante, portanto, não é tentar “corrigir” a concentração. É entender como navegar dentro dela.

Isso muda completamente a leitura estratégica do mercado. Em vez de imaginar que todo podcast precisa disputar espaço entre os gigantes nacionais, talvez o desafio seja construir relevância sustentável dentro de nichos específicos, recorrência editorial e profundidade de relacionamento com audiência.

No fundo, os quatro gráficos apresentados contam a mesma história sob perspectivas diferentes.

O podcast brasileiro é curto, recorrente, altamente concentrado e sustentado por produtores veteranos com grande profundidade de catálogo. A maioria dos projetos nasce pequena, permanece pequena – e isso faz parte da dinâmica natural do setor.

O mais importante, porém, talvez seja outra coisa. Pela primeira vez, o mercado brasileiro começa a ter uma régua própria para interpretar a si mesmo. E isso pode ser mais transformador do que qualquer crescimento pontual de audiência.

Porque indústrias maduras não se desenvolvem apenas quando crescem. Elas amadurecem quando finalmente conseguem medir a própria realidade sem depender de referências importadas.

Talvez o podcast brasileiro esteja entrando exatamente nessa fase agora.


Sugestões de fontes para aprofundamento

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Instituto Eficientes apresenta seu Relatório de Impacto 2025

O Instituto Eficientes, organização sem fins lucrativos que atua para redemocratizar o acesso das pessoas com deficiência à informação jornalística, acaba de lançar seu Relatório de Impacto 2025. O documento apresenta os principais resultados, conquistas, aprendizados e desafios do último ano, além de antecipar os desafios e perspectivas para 2026.

“Ao longo de 2025, ampliamos nossa atuação, fortalecemos parcerias estratégicas e expandimos o alcance das nossas ações, sempre guiados pela missão de tornar a informação mais acessível e inclusiva”, celebra Larissa Pontes, presidente e diretora de Conteúdo da organização. “Cada avanço alcançado foi possível graças à confiança, ao apoio e ao investimento de parceiros e financiadores que acreditam no potencial transformador da acessibilidade”.

É possível apoiar as ações do Instituto Eficientes através do site https://benfeitoria.com/projeto/eficientes. Empresas e organizações interessadas e em parcerias ou apoios institucionais, podem obter informações pelo [email protected].

Prêmio Neuza Meller recebe inscrições para produções universitárias em comunicação pública

Estão abertas, desde segunda-feira (8), as inscrições para o Prêmio Neuza Meller de Audiovisual Universitário e Banner Acadêmico 2026. A iniciativa integra a programação do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) e tem como objetivo reconhecer produções acadêmicas e audiovisuais que contribuam para o fortalecimento da comunicação pública e da cidadania.

Promovido pela  Associação Brasileira de Comunicação Pública, ABCPública, o prêmio homenageia a memória da jornalista Neuza Meller, que foi diretora da UnBTV por dez anos. O prêmio valoriza experiências desenvolvidas por instituições de ensino superior e estudantes da área de Comunicação Social. Em 2026, os trabalhos inscritos deverão abordar o tema “Comunicação Pública: Uma Agenda para a Cidadania”, que também orienta a programação do congresso.

Premiação

O prêmio está dividido em duas categorias. A categoria Audiovisual Universitário é voltada para produções de emissoras e redes sociais institucionais de instituições de ensino superior. Já a categoria Banner Acadêmico destina-se a estudantes de graduação da área de Comunicação Social.

A leitura do edital é indispensável para verificação dos requisitos necessários à inscrição do material. (https://grcmlesydpcd.objectstorage.sa-saopaulo-1.oci.customer-oci.com/p/OQwcvnO-c63O08Gc2Kv4OTbJttj5ik60dguiDIyyQ0wuo5SWn-jHOLW9wNbylNqI/n/grcmlesydpcd/b/dtysppobjmntbkp01/o/media/doity/submissoes/regulamento-46fc040905acec0ddd786e3f81d2a39e398ec597.pdf)

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas de 8 de junho a 10 de julho de 2026, neste link. (https://doity.com.br/compublica2026/blog/premios)

Os trabalhos selecionados para a fase final serão divulgados em agosto. A cerimônia de premiação será durante a abertura do 4º ComPública, em Brasília, no dia 16 de setembro de 2026.

Congresso

Promovido pela ABCPública, em parceria com a Câmara dos Deputados, o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública será realizado de 16 a 18 de setembro, em Brasília, reunindo pesquisadores, profissionais, estudantes e gestores públicos para discutir os desafios e perspectivas da comunicação pública no Brasil.

Mais informações sobre o prêmio e o edital estão disponíveis no site oficial do evento. (https://doity.com.br/compublica2026)

O 4º ComPública é realizado pela ABCPública e Câmara dos Deputados em parceria com a Universidade de Brasília – UnB, o Senado Federal e o Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União. O congresso conta ainda com o apoio de entidades e órgãos públicos engajados na qualificação da comunicação do Estado com os cidadãos: Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel),  Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp), Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), Associação de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC),  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Observatório da Comunicação Pública (Obcomp), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); e patrocínio da Doity.

Contribua com o Camarote Solidário da Agência de Notícias da Aids

Agência Aids comemora 19 anos com webinário sobre comunicação e Aids

O tradicional Camarote Solidário, da Agência de Notícias da Aids, estará presente na 30º edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, no próximo domingo (7/6), na Avenida Paulista. A iniciativa, criada por Roseli Tardelli, fundadora da Agência de Notícias da Aids, reúne ativistas, profissionais da saúde, pesquisadores, artistas e comunicadores em torno de uma mesma causa: a solidariedade e o cuidado coletivo.

A ideia é arrecadar alimentos para organizações da sociedade civil que acolhem pessoas vivendo com HIV/Aids e populações em situação de vulnerabilidade social. O Camarote Solidário já beneficiou mais de 30 instituições. Só em 2025, foram sete toneladas de alimentos, distribuídas para 14 organizações sociais. Em 2026, o projeto conta com o apoio de Sesc São Paulo, Senac, GILE AD, Prefeitura de São Paulo, Prudence, GSK, ViiV e Ministério da Saúde.

A iniciativa está em estágio de preparações finais e ainda aceita doações de alimentos. Interessados em contribuir podem fazê-lo por meio deste link.

Justiça determina prisão de jornalista que foi perseguido por Carla Zambelli

O juiz José Fernando Steinberg, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra a ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão ocorreu após Luan não ter pago uma multa imposta pela Justiça.

Em publicação nas redes sociais, Luan escreveu que Zambelli “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Por causa do comentário, o jornalista foi condenado por difamação contra a ex-deputada, e a Justiça determinou o pagamento de uma multa, que não foi paga por Luan, o que ocasionou agora o pedido de prisão. A defesa do jornalista entrou com um pedido de habeas corpus, alegando que Luan “encontra-se em situação de hipossuficiência econômica comprovada” e, portanto, não tem condições financeiras de pagar a multa imposta pela Justiça.

Relembre o caso

Em 2022, às vésperas das eleições presidenciais, Luan foi perseguido por Zambelli, que estava com uma arma de fogo em mãos, até um estabelecimento comercial. Segundo a ex-deputada, ela se desentendeu com apoiadores do então candidato Lula e só sacou a arma pois teria sido empurrada por Luan e teria ouvido o som de um tiro. Testemunhas e vídeos que viralizaram na época desmentiram a versão de Zambelli.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal por conta do episódio. E Luan foi condenado a pagar uma multa por difamação contra Zambelli devido ao comentário que publicou nas redes sociais.

O que dizer a jovens que estão começando no jornalismo?

Hannah Natanson (Crédito: Reprodução/The Harvard Crimson)

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Em um momento em que a mídia tradicional perde espaço, influenciadores disputam a atenção do público e a confiança nas notícias está em baixa, o que dizer a quem está começando a estudar jornalismo este ano?

Para essa missão, a Columbia Journalism School escolheu uma jornalista que simboliza o momento de tensão vivido pela imprensa, sobretudo nos Estados Unidos: Hannah Natanson. Ela é a repórter especial do Washington Post que teve a casa alvo de uma busca do FBI – episódio que despertou preocupações sobre a proteção do sigilo das fontes, princípio básico do jornalismo investigativo.

Em discurso à turma de 2026 da escola, Natanson não tentou suavizar o cenário. Começou reconhecendo que este é um período difícil para iniciar uma carreira no jornalismo: profissionais de imprensa sofrem ataques, os empregos encolhem e a inteligência artificial preocupa redações em todo o mundo.

Ela também observou que os novos jornalistas se formam em um momento em que pessoas no poder adotam medidas sem precedentes para intimidar ou silenciar a imprensa livre.

Sob Trump, os Estados Unidos perderam 11 posições no ranking anual de liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras.

Mas Natanson disse que não queria se deter nessa lista de motivos para desânimo. Seu objetivo era outro: convencer os formandos de que fizeram – ou estavam prestes a fazer – a melhor escolha de suas vidas.

“O jornalismo é a base da democracia.”

Para ela (e para muitos que perseveram na profissão), é também o trabalho mais gratificante que alguém pode fazer – e o mais divertido.

Leia a matéria completa em MediaTalks.


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Daniela Valverde deixa a Coca-Cola, nos EUA

Daniela Valverde (Credito LinkedIn)

Daniela Valverde despediu-se este mês da Coca-Cola, após pouco mais de 8 anos de casa. Atuando desde outubro de 2023 em Atlanta, Georgia (EUA), ela ali chegou como gerente sênior de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade, passando em janeiro de 2024 ao cargo de diretora.

Além dos tradicionais agradecimentos, pela rica experiência na organização e passagem pelo exterior, diz, em mensagem no Linkedin, sobre seu futuro profissional: “Agora, começo um novo capítulo, dedicando-me a projetos especiais de comunicação, narrativa estratégica e mentoria – ajudando pessoas e marcas a se comunicarem com clareza, confiança e propósito”.

Ex-Burson-Marsteller, ela também foi executiva de comunicação da Heineken por 3 anos.

EJN levará dez jornalistas de sustentabilidade para experiência no litoral cearense

Crédito: Maristela Crispim

A Rede de Jornalismo Ambiental (EJN) abriu inscrições para um workshop gratuito e presencial sobre a importância da ciência, da exploração do fundo do mar e da biodiversidade marinha. O encontro, em Fortaleza, de 14 a 16/9, conta com o apoio da Agência Eco Nordeste, de Maristela Crispim.

A capital cearense foi escolhida em razão de uma visita de campo ao navio de pesquisa do Schmidt Ocean Institute, atracado no mar cearense. São dez vagas, cinco para profissionais que atuam no Ceará e cinco para jornalistas de todo o Brasil. Os selecionados de outros estados contarão com despesas de deslocamento, alimentação e hospedagem pagas pela organização do evento. Inscrições até 18 de junho.

ComPública 2026 amplia GTs focados na troca de experiências entre comunicadores públicos

A quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) ampliou de um para três os Grupos de Trabalho voltados à apresentação de relatos de experiências. A modalidade, lançada na edição de 2025 do ComPública, retorna, em 2026, respondendo a uma demanda cada vez mais presente entre os profissionais da área: a troca de aprendizados e soluções construídas no dia a dia da comunicação pública.

Ao lado dos tradicionais grupos de trabalho científicos, os três GTs focados em relatos de experiências vão ampliar as oportunidades de compartilhamento de conhecimento entre profissionais que atuam na linha de frente dos diferentes órgãos e instituições.

“Em 2025, o volume de propostas para o GT superou as expectativas da organização do ComPública. Por isso, neste ano abrimos mais grupos. A intenção é dar mais visibilidade para as experiências, criando espaço de diálogo para os congressistas”, destaca a vice-presidente de Relações Acadêmicas da ABCPública, Cláudia Lemos.

“Sabe aquela campanha de utilidade pública bem-sucedida? Aquela plataforma de participação que recebeu várias colaborações? Então, “bora” apresentar no GT6″, convida o professor Michel Carvalho.

“No GT6, eu e a colega Mariana Amorim iremos receber relatos de experiências e estudos de casos de impacto social e organizacional, que versem sobre boas práticas em comunicação governamental, comunicação integrada, comunicação interna, publicidade institucional, cerimonial, relações públicas e marketing digital, entre outros. A ideia é priorizar relatos de experiência focados em rotinas operacionais, oficinas produtivas, prospecções criativas, dentre outros desafios e soluções do dia a dia profissional.

“No GT5, vamos discutir experiências inovadoras na produção de conteúdos audiovisuais e digitais. Estamos falando de vídeos, podcasts, redes sociais e novas formas de dialogar com a sociedade. A proposta é compartilhar estratégias criativas, ferramentas e soluções que ajudam instituições públicas a se comunicarem de forma mais clara, acessível e conectada com as pessoas”, destaca Alessandra Lessa, uma das coordenadoras do GT.

À frente do GT4, Rachel Gonçalves, vice-presidente de relações legislativas e governamentais da ABC Pública e Kárita Sena, vice-presidente de Gestão, explicam que no grupo os congressistas terão “oportunidade de pensar e debater sobre sobre temas como governança organizacional, políticas públicas, políticas de comunicação e estratégias digitais, dentre outros.

Confira os três GTs para relatos de experiências:

GT4 – Gestão e regulação da comunicação
Coordenadoras: Kárita Sena (Correios/UFMS) e Rachel Gonçalves (Senado Federal)

GT5 – Experiências audiovisuais e digitais
Coordenadoras: Alessandra Lessa (TC-GO) e Verônica Lima (Câmara dos Deputados)

GT6 – Projetos, produtos e serviços
Coordenadores: Mariana Borges (Polícia Penal – SP) e Michel Carvalho (Câmara Municipal de Cubatão)

A submissão de trabalhos está aberta até 15 de junho. Os interessados devem enviar um resumo expandido com 800 a 1.200 palavras no site https://doity.com.br/compublica2026/artigos. O resultado da seleção será divulgado em 17 de julho.

Realizado pela ABCPública em parceria com a Câmara dos Deputados, o 4º ComPública acontecerá de 16 a 18 de setembro, em Brasília, com o tema “Uma agenda para a cidadania”. A programação contará ainda com palestras, mesas-redondas, minicursos, lançamento de publicações, premiações e atividades de integração entre os participantes.

As inscrições são gratuitas.

Parcerias

O 4º ComPública é realizado em parceria com a Universidade de Brasília – UnB e conta com apoio de uma série de entidades e órgãos públicos engajados na qualificação da comunicação do Estado com os cidadãos: Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel), Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp), Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), Associação de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Observatório da Comunicação Pública (Obcomp), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); e patrocínio da Doity.

Todas as informações sobre os preparativos para o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublicalinkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

Estudo revela que 37% dos jornalistas celetistas trabalham acima de 40 horas semanais

Samira de Castro em pronunciamento à bancada do CCS (Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Levantamento realizado pelo Dieese, a pedido da Fenaj, revela que 37,6% dos jornalistas brasileiros contratados via CLT cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. O estudo, baseado em dados da RAIS 2025, aponta um descumprimento da jornada legal de cinco horas diárias estabelecida pelo artigo 303 da CLT para a categoria. A divulgação dos dados ocorre em meio ao debate nacional sobre a PEC do fim da escala 6×1, votação que ocorreu nas últimas semanas na Câmara dos Deputados. A iniciativa visa alertar para a precarização do trabalho e o risco de que novas propostas legislativas retirem proteções de profissionais com salários maiores, desconsiderando o desgaste físico e mental inerente à atividade jornalística. Mais detalhes no site da Fenaj.

PEC 67/2023Samira de Castro, presidenta da Fenaj, manifestou durante reunião ordinária do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, realizada em 1/6 preocupação com os impactos da PEC 67/2023. A intervenção ocorreu porque proposta de autoria do senador Rogério Marinho visa estabelecer que veículos de comunicação não respondam civilmente por acusações feitas por entrevistados. Isso, para a Fenaj, pode criar uma imunidade que enfraquece o dever de diligência jornalística e o compromisso com a verdade factual. Segundo Samira, a medida ameaça o equilíbrio entre liberdade de imprensa e responsabilidade social, podendo estimular a disseminação de desinformação e de “jornalismo declaratório” sem a devida checagem ou contraditório.

Samira de Castro em pronunciamento à bancada do CCS (Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)

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