Uma semana depois anunciar sua saída do UOL Carros, onde esteve por quase dez anos, Jorge Moraes foi confirmado em 24/3 como o mais novo reforço da CNN Brasil. Ele passa a integrar o time de especialistas da emissora a partir de abril, com foco em análise de mercado, economia e prestação de serviço.
Com atuação multiplataforma, Moraes assinará uma coluna no portal da CNN duas vezes por semana e participará da programação televisiva com entradas fixas às quartas-feiras no jornal CNN Prime Time, pela CNN Brasil, e CNN Money News, pelo canal CNN Money. Também produzirá conteúdos exclusivos para redes sociais, com linguagem acessível e foco em ampliar o alcance dos temas do setor.
“Me sinto feliz com essa nova fase da minha carreira”, celebrou Jorge. “Fui recebido com tanta alegria na CNN que agradeço desde já a confiança em tudo que faço e represento para o público e para o setor automotivo brasileiro”.
Eleito o +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva em 2024, Moraes também teve ao longo de sua carreira passagens por Diário de Pernambuco, TV Bandeirantes e Rádio CBN, onde segue atuando como comentarista em algumas operações da emissora no Norte e Nordeste do País.
Questões sobre a relevância do jornalismo de saúde e ciência no pós-pandemia, como investir de maneira independente no setor, o jornalismo de Saúde fora do Eixo Rio-SP-DF, como anda a saúde mental dos jornalistas, projetos corporativos que incentivam o setor e prêmios de jornalismo da área, entre outras, serão foco da edição especial de J&Cia para o Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril. Ele será dedicado ao jornalismo especializado em Ciência e Saúde, mostrando rostos e marcas que têm atuado na nobre função de informar e orientar a sociedade nesse campo.
Esse especial vai também se debruçar sobre as múltiplas ações e o significativo apoio que a causa da saúde e da ciência tem recebido de algumas das grandes marcas do País, seja para despertar o interesse e orientar a população sobre prevenção a doenças e outros temas sensíveis, seja para combater as fake news, que infelizmente não param de inundar as redes sociais da família brasileira.
A edição circulará no próprio dia 7 de abril (uma terça-feira) e será direcionada a todas as redações e assessorias de comunicação do País.
Benjamin Back está de saída da CNN Brasil após quase três anos de casa. Com isso, o programa Domingol com Benja será encerrado. Para ocupar o espaço na programação, o canal exibirá boletins informativos com as principais notícias do final de semana. Além de Benja, o comentarista Maurício Borges, o Mano, também deixa a emissora. As informações são de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).
Com a saída de Benja e o fim do Domingol, a CNN Brasil passa a ter apenas os boletins comandados por Ludmilla Candal como conteúdos esportivos ao longo de toda a programação. Candal, inclusive, será enviada aos Estados Unidos para a cobertura da Copa do Mundo.
Benja segue com seu trabalho na rádio TMC. Ele mantém ainda contrato com o SBT e fará parte da equipe que cobrirá a Copa do Mundo. Vale lembrar que o SBT, em parceria com o N Sports, transmitirá os jogos do torneio. Benja também está investindo em seu canal no YouTube, com conteúdos esportivos e transmissões de eventos. Recentemente, o canal comprou os direitos de transmissão da Série C do Campeonato Brasileiro de futebol.
A Ideal Axicom já tem uma nova liderança definida. Tatiana Americano assumirá, em abril, a Presidência da agência, reportando-se a Rosa Vanzella, CEO do Grupo Burson Brasil. A mudança acontece após a saída do cofundador e CEO da agência, Ricardo Cesar, e a integração das operações à estrutura de gestão regional do Grupo Burson para a América Latina, mantendo equipes e relacionamentos de atendimento ao cliente independentes.
Na Ideal Axicom desde 2011, Tatiana atuou como COO (diretora de Operações) e VP dos clientes de Tecnologia e Bens de Consumo da agência, liderando uma equipe de quase 100 profissionais. Além disso, por 11 anos, atuou na imprensa especializada em TI e Telecomunicações, incluindo IT Mídia, IDG e Olhar Digital.
“Ao nomear uma profissional que entende profundamente a Ideal Axicom e que fez parte da equipe de liderança responsável pelo seu sucesso, reforçamos a cultura e a forma de trabalho da agência”, diz Rosa Vanzella. “Esse anúncio reforça nosso compromisso em continuar construindo uma trajetória de sucesso, com profissionais experientes e metodologias inovadoras que tragam uma visão holística da comunicação corporativa”, acrescenta.
A repórter esportiva Isabela Pagliari assinou com a CazéTV no começo desta semana. No canal, será responsável pela cobertura da Copa do Mundo e de outros grandes eventos esportivos ao longo da temporada, com reportagens e conteúdos especiais. A informação é de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).
Isabela tem anos de experiência como correspondente internacional. Atuou na TNT Sports, cobrindo a liga francesa de futebol, especialmente o cotidiano do Paris Saint-Germain, que à época tinha jogadores como Neymar e Mbappé. Com o trabalho na CazéTV, ela deixará a Europa e vai retornar ao Brasil após 11 anos.
A repórter já havia trabalhado na CazéTV em oportunidades anteriores. Ela fez parte do projeto de cobertura da Copa do Mundo no Catar, em 2022, e também cobriu a Copa do Mundo de Clubes, em 2025. Além do trabalho na TNT Sports, a repórter mantém ainda um canal no YouTube no qual publica conteúdos especiais.
Thiago Contreira, diretor de Jornalismo da RecordTV, deixou a emissora após mais de 20 anos de trabalho. A saída ocorreu em comum acordo com a direção da empresa, sob a justificativa de reestruturação interna. A informação foi publicada inicialmente por Flávio Ricco.
Contreira estava na Record há 23 anos. Além de diretor de jornalismo, foi também diretor do Domingo Espetacular e do Jornal da Record. Passou ainda pelas editorias de Política e Opinião da emissora. Antes da Record, trabalhou por cinco anos no Jornal Nacional, da Globo, em São Paulo.
Com a saída de Contreira, a Record promoveu mudanças em seus cargos de liderança: Bruno Chiarioni ficará responsável pelo Domingo Espetacular e Antonio Guerreiro, vice-presidente de Jornalismo da emissora, cuidará do Jornal da Record. Patrícia Rodrigues, chefe de redação do JR, vai se reportar a Guerreiro. A Record deve contratar nas próximas semanas um novo executivo para assumir o cargo de diretor de Jornalismo.
O Poder360 divulgou dados de um levantamento, feito com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sobre o número de profissionais de imprensa contratados via CLT nos últimos anos. Os resultados indicaram uma queda de 31% no número de jornalistas registrados pelas regras da CLT desde 2014.
Segundo o levantamento, em 2014, eram 42.605 profissionais de imprensa formalmente registrados na área. Já no final de 2025, esse número caiu para 29.306. Os dados coincidem diretamente com o aumento significativo de contratações em formato de Pessoa Jurídica (PJ) no Brasil, a chamada pejotização. O levantamento do Poder360 destacou que, no início de 2026, havia no Brasil 13,1 milhões de empresas registradas como MEI, o tipo de modalidade mais comum da pejotização.
Todos os cargos de imprensa e de redações jornalísticas sofreram baixas em pouco mais de uma década. Destaque negativo para críticos, que tiveram uma queda percentual de pouco mais de 71%; editores de revista, com – 69,1%; e repórteres fotográficos, com – 64,6%. Além disso, o levantamento registrou queda no número de profissionais registrados via CLT em todos os estados do Brasil. Espírito Santo (- 48,2%), Amazonas (- 48%) e Rondônia (- 46,9%) tiveram as maiores baixas registradas. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília continuaram sendo os estados com o maior número de profissionais do jornalismo formalmente registrados em Carteira de Trabalho
O levantamento mostra ainda dados da queda em formato CLT por sexo e também baixas no setor de assessoria de imprensa. Leia na íntegra aqui.
A Justiça da Bahia determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada de reportagens do Poder360 sobre uma suposta fraude processual. O texto destaca que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está investigando uma acusação contra advogados que teriam atuado de forma fraudulenta para tentar anular um acordo consensual de divórcio.
Em uma das reportagens sobre o caso, o Poder360 escreveu o fato de que uma delegada da Bahia conduziu investigação de uma suspeita de violência doméstica apresentada pelo advogado Nestor Távora, um dos envolvidos no episódio citado. Só que, no passado, Távora havia sido advogado de defesa dessa própria delegada.
Em janeiro deste ano, o Sindicato dos Delegados de Polícia da Bahia solicitou a retirada da reportagem, sob a justificativa de que o texto “teria associado indevidamente a atuação de uma delegada da Polícia Civil da Bahia a um possível conflito de interesses sem respaldo em decisão administrativa ou judicial”. O Poder360 rebateu o pedido de remoção de conteúdo, afirmando que o veículo apenas relatou fatos e publicou informações de interesse público, e que em nenhum momento afirmou a existência de conflito de interesses.
Na sequência, a pedido da delegada, foi aberto um processo no Juizado Especial Cível com o mesmo objetivo de retirar o conteúdo do ar, desta vez solicitando que o Poder360 apagasse o nome e a imagem da delegada. Apesar de ter cumprido a solicitação, o Poder360 afirmou que irá recorrer da decisão.
Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram a decisão da Justiça baiana. Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o pedido de remoção de conteúdo é muito preocupante, “principalmente tendo em vista o objetivo de proteger agentes públicos, que devem estar cientes da necessidade do escrutínio de suas ações”. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) declarou que a decisão é “uma clara violação da Constituição, que veda explicitamente a censura”.
A decisão de encerrar a operação da rádio da CBS News não é apenas mais um corte em uma empresa tradicional – é, sobretudo, um sintoma claro de uma transformação estrutural que vem redesenhando o ecossistema global da informação.
Durante décadas, o rádio foi o eixo central da distribuição de notícias em tempo real. Foi por meio dele que vozes como a de Edward R. Murrow atravessaram fronteiras e consolidaram o jornalismo como serviço público. Hoje, no entanto, essa lógica parece ceder espaço a um novo regime informacional: mais fragmentado, mais personalizado e, sobretudo, mais dependente de plataformas digitais.
O fechamento da rede, que reunia cerca de 700 afiliadas, não pode ser interpretado como um evento isolado. Ele se insere em um movimento mais amplo de retração das estruturas tradicionais de mídia. Redações estão encolhendo, operações estão sendo consolidadas e produtos considerados “não estratégicos” vêm sendo descontinuados. O caso da CBS ecoa um cenário já observado em veículos como o The Washington Post, que também passou por cortes relevantes de equipe nos últimos anos.
Há por trás disso uma mudança profunda no comportamento do público. O consumo linear – aquele baseado em grades fixas de programação – perde espaço para o consumo sob demanda. O ouvinte deixa de ser apenas receptor e passa a ser também curador do próprio fluxo informativo. Nesse contexto, o crescimento dos podcasts e das plataformas de áudio digital não é apenas uma tendência: é uma reconfiguração do próprio conceito de audiência.
Estudos recentes do mercado indicam que o consumo de áudio digital segue em expansão contínua, especialmente entre públicos mais jovens, enquanto o rádio tradicional apresenta estagnação ou queda em diversos mercados. Ao mesmo tempo, anunciantes têm redirecionado investimentos para ambientes digitais, onde é possível mensurar com maior precisão o comportamento do usuário – algo que o rádio, historicamente, sempre teve dificuldade em oferecer.
Mas há um elemento ainda mais sensível nessa equação: o custo. Manter uma rede com centenas de afiliadas, estrutura técnica distribuída e equipes jornalísticas dedicadas implica um modelo operacional pesado – especialmente quando comparado à lógica enxuta das plataformas digitais. Em outras palavras, o rádio tradicional não apenas perde audiência: ele se torna mais caro de sustentar no novo ambiente econômico da mídia.
É nesse ponto que a decisão da CBS ganha contornos mais claros. Não se trata necessariamente de uma escolha editorial ou ideológica, mas de uma readequação a um modelo de negócios que já não se sustenta com a mesma eficiência de antes.
Ainda assim, há um paradoxo inevitável. Ao encerrar uma operação com quase um século de história, a empresa não apenas corta custos – ela também interrompe um canal que, por décadas, garantiu capilaridade informativa em regiões onde outros meios não chegavam com a mesma força. O rádio, especialmente em sua dimensão local, sempre foi mais do que um meio: foi uma infraestrutura social.
A evocação de Murrow no comunicado oficial não é casual. Ela funciona como uma tentativa de conectar o presente a um passado de relevância e credibilidade. Mas também expõe uma contradição silenciosa: o modelo que permitiu a existência de figuras como Murrow é, justamente, o que está sendo desmontado.
Edward R. Murrow (Crédito: CBS Radio)
Se estivesse ativo hoje, é possível que o próprio Murrow enfrentasse as mesmas pressões que hoje atingem jornalistas em todo o mundo: redução de espaços, aceleração das rotinas produtivas e dependência crescente de plataformas intermediárias.
O encerramento da CBS News Radio, portanto, não é apenas o fim de uma operação. É o retrato de uma transição – talvez irreversível – de um sistema baseado na centralidade dos meios para outro estruturado pela lógica das plataformas.
E, como toda transição, ela traz ganhos e perdas. Ganha-se em eficiência, escala e personalização. Perde-se, possivelmente, em profundidade, diversidade e presença territorial.
No fim das contas, a pergunta que permanece não é apenas sobre o futuro do rádio, mas sobre o futuro do próprio jornalismo em um ambiente onde a distribuição já não depende mais das redações – mas dos algoritmos.
Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.
(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.
São frequentes as pesquisas que resultam em calhamaços estatísticos.
O primeiro censo demográfico no Brasil foi feito no começo da segunda parte do século 19 a partir do Rio de Janeiro, ainda sede da governança portuguesa. O total chegou à casa de 10 milhões de homens e mulheres.
Grande parte da população, oficialmente bem contada, era constituída de pessoas escravizadas. Entre essas, crianças e adolescentes.
A prostituição feminina, do tempo aqui lembrado, era prática comum. Os estupros também.
Num dos seus livros, Jubiabá (1935), o escritor Jorge Amado põe na boca de uma personagem a fala dando conta de que os senhores fazendeiros chegavam a forçar seus escravos a engravidar as escravas o maior número de vezes possível.
Pesquisas pouco comuns, pelo menos no Brasil, são as que se referem à cegueira física entre a população.
Os últimos dados colhidos pelo IBGE datam, oficialmente, do ano de 2022.
Sobre brasileiros com deficiência visual, o IBGE apurou que 7,9 milhões de pessoas com 2 anos ou mais de idade tinham dificuldade permanente para enxergar.
No Brasil há muitas entidades direcionadas ao atendimento de pessoas portadoras de deficiências visuais. Uma dessas, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, também dá conta de que há no território nacional mais de 6 milhões de pessoas com deficiência visual severa.
Essa instituição foi criada em 11 de março de 1946.
A OMS, Organização Mundial de Saúde, divulga números que se aproximam de 2 bilhões de pessoas no mundo completa ou parcialmente cegas.
E assim vai a vida e com ela, nós.
As guerras se multiplicam, pipocando aqui e acolá.
O feiticeiro francês Michel Nostradamus (1503-1566) era descendente de família judaica e por pouco escapou da ira dos inquisidores. Casou-se e foi pai de oito filhos.
Nostradamus (Crédito: Wikimedia Commons)
Em 1555, Nostradamus previu a morte de Henrique II, rei de França, e suas circunstâncias. Esse rei morreria quatro anos depois dessa previsão.
Henrique II foi atingido pelos fragmentos de uma lança que perfuraram a viseira do capacete, durante uma festa com demonstração de coragem. O cavaleiro que o atingiu fazia parte de sua guarda, Gabriel de Montgomery. Era mais jovem. Oe estilhaços atingiram o olho e a têmpora do rei, resultando em duas feridas que se tornaram uma.
As previsões do notório francês foram escritas em quadras e em línguas diversas, o que possibilita as mais diferentes interpretações.
O leão jovem vencerá o mais velho,
No campo de batalha em combate singular;
Na gaiola de ouro seus olhos perfurará,
Dois ferimentos um, depois morrer, morte cruel.
Especialistas debitam a Nostradamus a previsão da Queda da Bastilha (1789), a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o surgimento de Hitler e a consequente Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e tantas e tantas.
Caso fossem levadas rigorosamente a sério, as previsões de Nostradamus teriam sido sentidas por toda a humanidade. Pois, segundo elas, este nosso mundinho de coisa nenhuma teria chegado ao fim com as guerras no Oriente Médio em 2023.
E não custa lembrar que exércitos de Israel e Irã têm o péssimo hábito de ensinar a seus soldados a atirar nos olhos dos inimigos.