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quarta-feira, abril 1, 2026

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Thiago Contreira deixa a direção de Jornalismo da Record

Thiago Contreira

Thiago Contreira, diretor de Jornalismo da RecordTV, deixou a emissora após mais de 20 anos de trabalho. A saída ocorreu em comum acordo com a direção da empresa, sob a justificativa de reestruturação interna. A informação foi publicada inicialmente por Flávio Ricco.

Contreira estava na Record há 23 anos. Além de diretor de jornalismo, foi também diretor do Domingo Espetacular e do Jornal da Record. Passou ainda pelas editorias de Política e Opinião da emissora. Antes da Record, trabalhou por cinco anos no Jornal Nacional, da Globo, em São Paulo.

Com a saída de Contreira, a Record promoveu mudanças em seus cargos de liderança: Bruno Chiarioni ficará responsável pelo Domingo Espetacular e Antonio Guerreiro, vice-presidente de Jornalismo da emissora, cuidará do Jornal da Record. Patrícia Rodrigues, chefe de redação do JR, vai se reportar a Guerreiro. A Record deve contratar nas próximas semanas um novo executivo para assumir o cargo de diretor de Jornalismo.

Levantamento do Poder360 mostra queda de jornalistas contratados via CLT

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Poder360 divulgou dados de um levantamento, feito com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sobre o número de profissionais de imprensa contratados via CLT nos últimos anos. Os resultados indicaram uma queda de 31% no número de jornalistas registrados pelas regras da CLT desde 2014.

Segundo o levantamento, em 2014, eram 42.605 profissionais de imprensa formalmente registrados na área. Já no final de 2025, esse número caiu para 29.306. Os dados coincidem diretamente com o aumento significativo de contratações em formato de Pessoa Jurídica (PJ) no Brasil, a chamada pejotização. O levantamento do Poder360 destacou que, no início de 2026, havia no Brasil 13,1 milhões de empresas registradas como MEI, o tipo de modalidade mais comum da pejotização.

Todos os cargos de imprensa e de redações jornalísticas sofreram baixas em pouco mais de uma década. Destaque negativo para críticos, que tiveram uma queda percentual de pouco mais de 71%; editores de revista, com – 69,1%; e repórteres fotográficos, com – 64,6%. Além disso, o levantamento registrou queda no número de profissionais registrados via CLT em todos os estados do Brasil. Espírito Santo (- 48,2%), Amazonas (- 48%) e Rondônia (- 46,9%) tiveram as maiores baixas registradas. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília continuaram sendo os estados com o maior número de profissionais do jornalismo formalmente registrados em Carteira de Trabalho

O levantamento mostra ainda dados da queda em formato CLT por sexo e também baixas no setor de assessoria de imprensa. Leia na íntegra aqui.

Entidades repudiam censura da Justiça da Bahia a reportagens do Poder360

Conselho Nacional de Justiça e Jusbrasil lançam painel com dados de processos sobre liberdade de imprensa
Crédito: Tingey Injury Law Firm/Unsplash

A Justiça da Bahia determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada de reportagens do Poder360 sobre uma suposta fraude processual. O texto destaca que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está investigando uma acusação contra advogados que teriam atuado de forma fraudulenta para tentar anular um acordo consensual de divórcio.

Em uma das reportagens sobre o caso, o Poder360 escreveu o fato de que uma delegada da Bahia conduziu investigação de uma suspeita de violência doméstica apresentada pelo advogado Nestor Távora, um dos envolvidos no episódio citado. Só que, no passado, Távora havia sido advogado de defesa dessa própria delegada.

Em janeiro deste ano, o Sindicato dos Delegados de Polícia da Bahia solicitou a retirada da reportagem, sob a justificativa de que o texto “teria associado indevidamente a atuação de uma delegada da Polícia Civil da Bahia a um possível conflito de interesses sem respaldo em decisão administrativa ou judicial”. O Poder360 rebateu o pedido de remoção de conteúdo, afirmando que o veículo apenas relatou fatos e publicou informações de interesse público, e que em nenhum momento afirmou a existência de conflito de interesses.

Na sequência, a pedido da delegada, foi aberto um processo no Juizado Especial Cível com o mesmo objetivo de retirar o conteúdo do ar, desta vez solicitando que o Poder360 apagasse o nome e a imagem da delegada. Apesar de ter cumprido a solicitação, o Poder360 afirmou que irá recorrer da decisão.

Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram a decisão da Justiça baiana. Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o pedido de remoção de conteúdo é muito preocupante, “principalmente tendo em vista o objetivo de proteger agentes públicos, que devem estar cientes da necessidade do escrutínio de suas ações”. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) declarou que a decisão é “uma clara violação da Constituição, que veda explicitamente a censura”.

100 anos de Rádio no Brasil: CBS encerra operação de rede de notícias

Por Álvaro Bufarah (*)

A decisão de encerrar a operação da rádio da CBS News não é apenas mais um corte em uma empresa tradicional – é, sobretudo, um sintoma claro de uma transformação estrutural que vem redesenhando o ecossistema global da informação.

Durante décadas, o rádio foi o eixo central da distribuição de notícias em tempo real. Foi por meio dele que vozes como a de Edward R. Murrow atravessaram fronteiras e consolidaram o jornalismo como serviço público. Hoje, no entanto, essa lógica parece ceder espaço a um novo regime informacional: mais fragmentado, mais personalizado e, sobretudo, mais dependente de plataformas digitais.

O fechamento da rede, que reunia cerca de 700 afiliadas, não pode ser interpretado como um evento isolado. Ele se insere em um movimento mais amplo de retração das estruturas tradicionais de mídia. Redações estão encolhendo, operações estão sendo consolidadas e produtos considerados “não estratégicos” vêm sendo descontinuados. O caso da CBS ecoa um cenário já observado em veículos como o The Washington Post, que também passou por cortes relevantes de equipe nos últimos anos.

Há por trás disso uma mudança profunda no comportamento do público. O consumo linear – aquele baseado em grades fixas de programação – perde espaço para o consumo sob demanda. O ouvinte deixa de ser apenas receptor e passa a ser também curador do próprio fluxo informativo. Nesse contexto, o crescimento dos podcasts e das plataformas de áudio digital não é apenas uma tendência: é uma reconfiguração do próprio conceito de audiência.

Estudos recentes do mercado indicam que o consumo de áudio digital segue em expansão contínua, especialmente entre públicos mais jovens, enquanto o rádio tradicional apresenta estagnação ou queda em diversos mercados. Ao mesmo tempo, anunciantes têm redirecionado investimentos para ambientes digitais, onde é possível mensurar com maior precisão o comportamento do usuário – algo que o rádio, historicamente, sempre teve dificuldade em oferecer.

Mas há um elemento ainda mais sensível nessa equação: o custo. Manter uma rede com centenas de afiliadas, estrutura técnica distribuída e equipes jornalísticas dedicadas implica um modelo operacional pesado – especialmente quando comparado à lógica enxuta das plataformas digitais. Em outras palavras, o rádio tradicional não apenas perde audiência: ele se torna mais caro de sustentar no novo ambiente econômico da mídia.

É nesse ponto que a decisão da CBS ganha contornos mais claros. Não se trata necessariamente de uma escolha editorial ou ideológica, mas de uma readequação a um modelo de negócios que já não se sustenta com a mesma eficiência de antes.

Ainda assim, há um paradoxo inevitável. Ao encerrar uma operação com quase um século de história, a empresa não apenas corta custos – ela também interrompe um canal que, por décadas, garantiu capilaridade informativa em regiões onde outros meios não chegavam com a mesma força. O rádio, especialmente em sua dimensão local, sempre foi mais do que um meio: foi uma infraestrutura social.

A evocação de Murrow no comunicado oficial não é casual. Ela funciona como uma tentativa de conectar o presente a um passado de relevância e credibilidade. Mas também expõe uma contradição silenciosa: o modelo que permitiu a existência de figuras como Murrow é, justamente, o que está sendo desmontado.

Edward R. Murrow (Crédito: CBS Radio)

Se estivesse ativo hoje, é possível que o próprio Murrow enfrentasse as mesmas pressões que hoje atingem jornalistas em todo o mundo: redução de espaços, aceleração das rotinas produtivas e dependência crescente de plataformas intermediárias.

O encerramento da CBS News Radio, portanto, não é apenas o fim de uma operação. É o retrato de uma transição – talvez irreversível – de um sistema baseado na centralidade dos meios para outro estruturado pela lógica das plataformas.

E, como toda transição, ela traz ganhos e perdas. Ganha-se em eficiência, escala e personalização. Perde-se, possivelmente, em profundidade, diversidade e presença territorial.

No fim das contas, a pergunta que permanece não é apenas sobre o futuro do rádio, mas sobre o futuro do próprio jornalismo em um ambiente onde a distribuição já não depende mais das redações – mas dos algoritmos.

 

Fontes de pesquisa.

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (48)

Por Assis Ângelo

São frequentes as pesquisas que resultam em calhamaços estatísticos.

O primeiro censo demográfico no Brasil foi feito no começo da segunda parte do século 19 a partir do Rio de Janeiro, ainda sede da governança portuguesa. O total chegou à casa de 10 milhões de homens e mulheres.

Grande parte da população, oficialmente bem contada, era constituída de pessoas escravizadas. Entre essas, crianças e adolescentes.

A prostituição feminina, do tempo aqui lembrado, era prática comum. Os estupros também.

Num dos seus livros, Jubiabá (1935), o escritor Jorge Amado põe na boca de uma personagem a fala dando conta de que os senhores fazendeiros chegavam a forçar seus escravos a engravidar as escravas o maior número de vezes possível.

Pesquisas pouco comuns, pelo menos no Brasil, são as que se referem à cegueira física entre a população.

Os últimos dados colhidos pelo IBGE datam, oficialmente, do ano de 2022.

Sobre brasileiros com deficiência visual, o IBGE apurou que 7,9 milhões de pessoas com 2 anos ou mais de idade tinham dificuldade permanente para enxergar.

No Brasil há muitas entidades direcionadas ao atendimento de pessoas portadoras de deficiências visuais. Uma dessas, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, também dá conta de que há no território nacional mais de 6 milhões de pessoas com deficiência visual severa.

Essa instituição foi criada em 11 de março de 1946.

A OMS, Organização Mundial de Saúde, divulga números que se aproximam de 2 bilhões de pessoas no mundo completa ou parcialmente cegas.

E assim vai a vida e com ela, nós.

As guerras se multiplicam, pipocando aqui e acolá.

O feiticeiro francês Michel Nostradamus (1503-1566) era descendente de família judaica e por pouco escapou da ira dos inquisidores. Casou-se e foi pai de oito filhos.

Nostradamus (Crédito: Wikimedia Commons)

Em 1555, Nostradamus previu a morte de Henrique II, rei de França, e suas circunstâncias. Esse rei morreria quatro anos depois dessa previsão.

Henrique II foi atingido pelos fragmentos de uma lança que perfuraram a viseira do capacete, durante uma festa com demonstração de coragem. O cavaleiro que o atingiu fazia parte de sua guarda, Gabriel de Montgomery. Era mais jovem. Oe estilhaços atingiram o olho e a têmpora do rei, resultando em duas feridas que se tornaram uma.

As previsões do notório francês foram escritas em quadras e em línguas diversas, o que possibilita as mais diferentes interpretações.

 

O leão jovem vencerá o mais velho,

No campo de batalha em combate singular;

Na gaiola de ouro seus olhos perfurará, 

Dois ferimentos um, depois morrer, morte cruel.

 

Especialistas debitam a Nostradamus a previsão da Queda da Bastilha (1789), a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o surgimento de Hitler e a consequente Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e tantas e tantas.

Caso fossem levadas rigorosamente a sério, as previsões de Nostradamus teriam sido sentidas por toda a humanidade. Pois, segundo elas, este nosso mundinho de coisa nenhuma teria chegado ao fim com as guerras no Oriente Médio em 2023.

E não custa lembrar que exércitos de Israel e Irã têm o péssimo hábito de ensinar a seus soldados a atirar nos olhos dos inimigos.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

II Seminário Mineiro de Comunicação Pública fortalece redes e práticas no setor público

O II Seminário Mineiro de Comunicação Pública está com inscrições abertas e será realizado nos dias 28 e 29 de abril de 2026, na Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte (Rua dos Guajajaras, 1707 – Barro Preto).

O evento é direcionado a servidores públicos de Minas Gerais que trabalham com comunicação no setor público, independentemente da área ou esfera de atuação, e busca fortalecer práticas voltadas à transparência, à cidadania e ao interesse público.

Além da programação principal, o seminário contará com workshops preparatórios on-line nos dias 22 e 23 de abril, ampliando as oportunidades de formação e capacitação para os participantes.

As inscrições para participação no seminário estão no 2º lote e devem ser realizadas pelo site seminariominas.abcpublica.org.br.

Workshops pré-evento abordam crise e relacionamento com a imprensa

A programação começa com dois encontros formativos realizados on-line em formato síncrono. No dia 22 de abril, Armando Medeiros de Faria (ABCPública) ministra o workshop “Comunicar em meio ao caos: estratégias de Comunicação Pública em situações de emergência”, trazendo reflexões a partir de experiências em contextos críticos.

Já no dia 23 de abril, Arthur Raposo Gomes (PPGCOM UFJF / Polifonia Comunicação) conduz a atividade “Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia Regional”, com foco nas estratégias de interação com veículos de comunicação locais.

1º dia destaca transparência, inteligência artificial e identidade mineira

No dia 28 de abril (terça-feira), o credenciamento tem início às 12h, seguido de apresentação cultural com o Quinteto de Sopros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e abertura oficial às 13h30.

Na sequência, a programação inclui o painel “Transparência, Controle e Accountability na Gestão Pública”, com palestrante a confirmar.

Às 15h30, o debate sobre “Inteligência Artificial na Comunicação Pública: Desafios, Potencialidades e Experiências Institucionais” reúne a Profª. Drª. Geane Alzamora (UFMG), o Prof. Dr. Marcos Gonçalves (UFMG/INCT em IA Responsável) e o Dr. Marcus Vinicius dos Santos (UFMG/ABCPública), trazendo perspectivas interdisciplinares sobre o uso de IA no setor público.

Encerrando o dia, às 16h30, a mesa-redonda “A Comunicação Pública na formação da identidade mineira” contará com a participação de Cássia Amorim Ximenes de Souza, secretária de Estado de Comunicação Social de Minas Gerais; Luciana Melo Borges, assessora-chefe da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo; e Tiago Alves Silva, assessor-chefe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

2º dia reúne especialistas em linguagem simples, mídia e comunicação em crises

A programação do dia 29 de abril (quarta-feira) começa às 8h com o painel “Comunicação Pública e linguagem simples: acessibilidade, clareza e direito à informação”, com Débora Miranda (LAB.mg), Jady Caroline (Defensoria Pública de Minas Gerais) e Virginia Silva (Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais).

Às 9h30, o painel “Relações com a imprensa e mídias sociais: estratégias, ética e interesse público” contará com Giuliano Salvarani (Baila Politics), Queila Ariadne (jornal O TEMPO), Sabrina Beckler (Viver Comunicação e Marketing/ABCPública) e Thalita Marinho (Associação Mineira de Municípios).

Às 11h, o debate “O papel da TV Pública na promoção da cidadania” reúne Gustavo Mendicino (Empresa Mineira de Comunicação), Henrique de Oliveira Lima (TV Senado) e Leandro Heringer (Secretaria de Estado de Saúde/PUC Minas/ABCPública).

No período da tarde, às 14h, o painel “Comunicação Pública em situações de crise extrema: experiências e aprendizados” será conduzido por Lilia Gomes (Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais) e Fernanda Magalhães (Ministério Público de Minas Gerais).

Encerrando o evento, às 15h30, serão apresentados relatos de experiências e boas práticas de comunicação pública desenvolvidas em Minas Gerais, com exposições orais que buscam promover a troca de conhecimentos, a reflexão crítica e a disseminação de soluções replicáveis no âmbito da administração pública.

Inscrições abertas para participação e submissão de trabalhos

O evento também recebe propostas para apresentação de trabalhos até o dia 23 de março de 2026. A iniciativa busca valorizar experiências desenvolvidas no estado e incentivar a circulação de práticas inovadoras entre profissionais da comunicação pública.

A expectativa é reunir comunicadores de diversas regiões de Minas Gerais, consolidando o seminário como um espaço estratégico de formação, articulação e fortalecimento da comunicação pública no estado.

Realização

O 2º Seminário Mineiro de Comunicação Pública é realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública – seção Minas Gerais. O evento tem patrocínio do SITRAEMG (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Minas Gerais) e apoio institucional da Associação Mineira de Municípios, da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, da PUC Minas e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais.

 

II Seminário Mineiro de Comunicação Pública

Local: Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais
Rua dos Guajajaras, 1707 – Barro Preto – Belo Horizonte/MG

 

Workshops pré-evento

 

22/04/2026 (quarta-feira, on-line)

 

19h30 às 21h: Comunicar em meio ao caos: estratégias de Comunicação Pública

em situações de emergência.

Instrutor: Armando Medeiros de Faria – Vice-presidente da ABCPública. Diretor da Conexão Pública e coordenador técnico do Projeto Legado de Brumadinho da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão, Brumadinho/MG.

 

23/04/2026 (quinta-feira, on-line)

 

19h30 às 21h: Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia Regional

Instrutor: Arthur Raposo Gomes – PPGCOM UFJF e Polifonia Comunicação e Marketing.

 

 

28/04/2026 (terça-feira, presencial)

 

12h – credenciamento

 

13h – Apresentação artística do Quinteto de sopros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais

 

13h30 – abertura oficial

 

13h45 – painel “Transparência, Controle e Accountability na Gestão Pública”

  • Palestrante a confirmar

 

15h30 – painel “Inteligência Artificial na Comunicação Pública: Desafios, Potencialidades e Experiências Institucionais”

  • Profª. Drª. Geane Alzamora – Departamento de Comunicação Social da UFMG
  • Dr. Marcos Gonçalves – Departamento de Ciência da Computação da UFMG / INCT em IA Responsável
  • Marcus Vinicius dos Santos – Centro de Tecnologia em Medicina Molecular – Medicina UFMG / ABCPública

 

16h30 – mesa-redonda ‘A Comunicação Pública na formação da identidade mineira’

  • Cássia Amorim Ximenes de Souza – secretária de Estado de Comunicação Social de Minas Gerais
  • Luciana Melo Borges – assessora-chefe da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais
  • Tiago Alves Silva – assessor-chefe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

 

18h – Encerramento

 

29/04/2026 (quarta-feira, presencial)

 

8h – painel “Comunicação Pública e linguagem simples: acessibilidade, clareza e direito à informação”

  • Débora Miranda – superintendente do Laboratório de Inovação em Governo – LAB.mg.
  • Jady Caroline – coordenadora de Mídias Sociais da Defensoria Pública de Minas Gerais.
  • Virginia Silva – diretora de Comunicação da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais.

 

9h30 – painel “Relações com a imprensa e mídias sociais: estratégias, ética e interesse público”

  • Giuliano Salvarani – fundador da Baila Politics – agência de estratégia e comunicação pública
  • Queila Ariadne – editora da Mais Conteúdo do jornal O TEMPO.
  • Sabrina Beckler – sócia da Viver Comunicação e Marketing / ABCPública.
  • Thalita Marinho – coordenadora de Comunicação Associação Mineira de Municípios.

 

11h – painel “O papel da TV Pública na promoção da cidadania”

  • Gustavo Mendicino – presidente da Empresa Mineira de Comunicação.
  • Henrique de Oliveira Lima – coordenador-geral da TV Senado.
  • Leandro Heringer – Secretaria de Estado de Saúde / PUC Minas / ABCPública.

 

14h – painel “Comunicação Pública em situações de crise extrema: experiências e aprendizados”

  • Lilia Gomes – coordenadora de Comunicação no Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais.
  • Fernanda Magalhães – assessora de Comunicação no Ministério Público de Minas Gerais.

 

15h30 – Relatos de Experiências e Boas Práticas de Comunicação Pública em Minas Gerais

  • Cada proposta será apresentada em formato de exposição oral, com duração aproximada de 20 minutos, favorecendo a troca de experiências, a reflexão crítica e a disseminação de soluções replicáveis no âmbito da administração pública. Inscrições até o dia 23 de março de 2026 pelo site abcpublica.org.br.

Aprosoja-MT traz jornalistas europeus e norte-americanos para conhecerem a agricultura no Cerrado

Grupo de jornalistas estrangeiros na visita guiada da Aprosoja-MT

A Aprosoja-MT, por meio de sua área de Comunicação, liderada pela gerente de comunicação e marketing Fernanda Elisa Trindade, recebeu um grupo de jornalistas especializados em agricultura e economia da Europa e dos Estados Unidos para uma imersão na produção de soja no Mato Grosso. A visita durou uma semana e percorreu cerca de 2 mil quilômetros por estradas e avião.

O trabalho foi coordenado por Lena Miessva, hoje vivendo em Portugal, em parceria com a AJA Media Solutions, agência britânica de estratégia digital e comunicação corporativa intercultural, que tem à frente Maria Luiza Abbott.

Participaram da experiência os colegas Klaus Strotmann e Alexander Busch (Alemanha) Astrid Bughin (Bélgica), Oliver Ward (Estados Unidos), Ryan Daily e Diana Kinch (Reino Unido).

A viagem envolveu visitas a fazendas, comunidades indígenas produtoras de soja, à fábrica da Inpasa de etanol de milho, além de exposições de palestrantes convidados e esclarecimentos de dúvidas.

Segundo Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja e mentor da ideia, “o mundo cobra por sustentabilidade e é isso que o produtor mato-grossense brasileiro faz. Para isso, nós precisamos nos comunicar e esclarecer dúvidas sobre nossas atividades. É isso que a Aprosoja-MT fez ao promover esse intercâmbio, que consideramos fundamental para estabelecer um relacionamento proativo com jornalistas de veículos internacionais”.

Até o fechamento dessa edição, haviam sido publicadas 15 matérias, fruto desse programa.

Jorge Moraes deixa o UOL Carros após quase uma década

Jorge Moraes, com o troféu de +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva 2024

+Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva em 2024, Jorge Moraes despediu-se nesta semana do UOL Carros, onde era colunista há quase dez anos. “Quero agradecer por todas as oportunidades e por tudo que construímos juntos na coluna, no Prêmio UOL Carros, no Canal UOL, nas ideias de projetos. Certo de que promovemos o aumento da relevância da editoria”, destacou em seu perfil no Linkedin.

Enquanto não anuncia seu novo destino profissional, ele segue produzindo conteúdo sobre automóveis para as rádios CBN Maceió, Pernambuco e Manaus, Mix Natal, FM Vitória, FM Cachoeiro e Legal FM, e como colunista da Tribuna de Vitória, no Espírito Santo.

Processo contra o Grammarly vai além da disputa por conteúdo: a quem pertence o estilo de um autor?

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Ações judiciais movidas por empresas jornalísticas, escritores, músicos e atores contra companhias de IA alegando violação de direitos autorais estão quase virando rotina. Mas o processo aberto na semana passada contra o Grammarly pela jornalista americana Julia Angwin, especializada em tecnologia, privacidade e vigilância digital, é diferente de muitos deles.

O que está em pauta não é a apropriação de conteúdo para treinamento de modelos sem consentimento ou remuneração, mas a identidade profissional de um autor.

A controvérsia envolve o recurso Expert Review, desativado pelo Grammarly após a repercussão do caso. A ferramenta oferecia comentários e sugestões de escrita atribuídos a especialistas reais, como jornalistas, escritores e acadêmicos, revisando textos a partir do método e do estilo desses profissionais.

Pelo menos dois outros grandes nomes do jornalismo de tecnologia nos Estados Unidos, Casey Newton e Kara Swisher, também se surpreenderam ao descobrir que haviam sido transformados em “experts” da plataforma. O Grammarly incluiu ainda escritores vivos, como Stephen King, e mortos, como Carl Sagan.

Julia Angwin (Crédito: Wikimedia Commons)

Julia Angwin decidiu levar o caso à Justiça, acusando a empresa de usar sem autorização os elementos que formam a sua reputação profissional para vender uma funcionalidade paga. A ação foi protocolada como coletiva, permitindo que outros autores que se considerem prejudicados se juntem ao processo.

Depois da repercussão, o Grammarly desativou o recurso e admitiu que sua resposta inicial foi insuficiente. Antes disso, a empresa havia oferecido apenas um sistema de opt-out, em que os profissionais afetados precisavam pedir para não serem incluídos. O desfecho dessa disputa pode ajudar a definir o que é legítimo e aceitável empresas de IA utilizarem para treinar seus modelos de linguagem sem consentimento ou remuneração, indo além de elementos concretos como imagens, voz ou textos.

Leia a matéria completa em MediaTalks.


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Esta semana em MediaTalks

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Trump apoia chefe do órgão regulador em ameaça de cassar licenças de TVs por cobertura da guerra “contra interesse público”. Leia mais

Fernanda Santos, produtora de reportagem da Globo, morre aos 53 anos após acidente de carro

Fernanda Santos

A produtora de reportagem Fernanda Santos, da Globo, morreu nesta quinta-feira (19/3), aos 53 anos, em São Paulo, vítima de um acidente de carro. Ela estava em um carro de aplicativo retornando para sua residência, após uma sessão de fisioterapia, quando o motorista realizou uma conversão proibida e colidiu com outro veículo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Fernanda deixa a mãe e três irmãos.

Formada em Jornalismo em 1998, Fernanda trabalhava na TV Globo há mais de 20 anos como produtora de reportagem na redação da emissora em São Paulo. Apaixonada por carnaval, assinou também reportagens sobre desfiles e cobriu transmissões e apuração de resultados diretamente do sambódromo do Anhembi por décadas. Era ainda formada em Pedagogia e tinha mestrado e doutorado em Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Muito querida pelos colegas de redação, sempre com bom humor e comemorando apurações que viravam notícia, Fernanda recebeu diversas homenagens ao longo da programação da emissora. No Bom Dia São Paulo, os apresentadores Sabina Simonato e Marcelo Pereira e o setorista de cultura do jornal, Guilherme Pimentel, se emocionaram ao falar sobre a produtora.

“Fernanda me ensinou muito quando eu cheguei na TV Globo. Na minha primeira transmissão de Carnaval, me deu as apostilas, me explicou sobre as escolas. Uma companheira de trabalho que me marcou muito e vai estar para sempre na minha memória e também no meu dia a dia presente”, declarou Marcelo.

No SP1, o âncora Alan Severiano também lamentou a morte de Fernanda. Ao longo do telejornal, foi mostrada a mesa na qual a produtora trabalhava na redação da Globo. Também foram exibidas reportagens assinadas por Fernanda durante o Carnaval. A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo divulgou uma nota de pesar nas redes sociais.

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