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Prêmio bstory 2025 já tem os finalistas em suas 10 categorias

Premiação é o ponto de partida do Movimento bstory, iniciativa que mobiliza os múltiplos segmentos profissionais do País na jornada antietarismo.

O Movimento bstory (https://www.bstory.com.br/),focado na geração 50+, na diversidade geracional e na longevidade, anuncia hoje a lista de finalistas ao Prêmio bstory 2025. O Movimento é fruto de uma parceria entre o Grupo Empresarial de Comunicação (Gecom), integrado pelos dirigentes das empresas Boxnet, Business News, Jornalistas&Cia e Mega Brasil, e os irmãos comunicadores Paulo José Marinho (ex-Itaú) e Daniel Marinho (ex-Motiva).

O Prêmio bstory – A experiência que transforma é o ponto de partida do Movimento bstory, lançado em 17 de julho de 2025. A iniciativa mobiliza os múltiplos segmentos profissionais do País na jornada antietarismo. A premiação valoriza, dá visibilidade e reconhece trajetórias bem-sucedidas que homens, mulheres, empresas, instituições, governos aportam à causa, nas múltiplas atividades a que têm se dedicado ao longo de suas carreiras. Conta com 10 categorias.

Nesta primeira edição, os 135 membros do Conselho Maestro do Movimento bstory (https://www.bstory.com.br/os-conselheiros) indicaram nada menos que 275 iniciativas para concorrer nas 10 categorias da premiação. Sem poder votar nas indicações feitas por eles mesmos, dentro de cada uma das categorias, julgaram os quesitos relacionados a seguir, atribuindo a cada um deles notas de zero a 10, sem casa decimal:

  1. Ideia/Inspiração
  2. Originalidade
  3. Adequação à categoria
  4. Criatividade na sua implementação e disseminação
  5. Dificuldades enfrentadas e grau de superação
  6. Impacto público
  7. Repercussão junto à opinião pública (nos limites de sua abrangência)
  8. Resultados práticos das ações empreendidas ao longo da jornada
  9. Mobilização do público (nos limites de sua abrangência) em torno da causa
  10. Legado

Os finalistas, vencedores por categoria, após este julgamento, estão anunciados abaixo. Os finalistas que receberão medalhas de ouro (1º colocado), prata (2º colocado) e bronze (3º colocado) só serão anunciados no dia da premiação. A solenidade de premiação está marcada para 02 de fevereiro de 2026, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

TRÊS FINALISTAS EM CADA UMA DAS 10 CATEGORIAS DO PRÊMIO bstory 2025 (em ordem alfabética)

Categoria: Empreendedores

Alexandre Kalache – Gerontólogo, presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil. É um pioneiro no estudo das questões do envelhecimento, com 40 anos de atividades dedicadas ao tema, como professor, funcionário público internacional e ativista junto a organizações não governamentais. Foi um dos primeiros a visualizar o envelhecimento populacional como um fenômeno mundial e a apontar as potencialidades e os riscos a ele inerentes. Suas contribuições para a mudança do paradigma tradicional no campo do envelhecimento são amplamente reconhecidas no cenário internacional.

Flavia Ranieri – Especialista em envelhecimento e referência no mercado, ela dirige o Gero.pro, plataforma de educação para empresas e profissionais. Professora de pós-graduação do Hospital Albert Einstein. Também é professora no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. Além de dar aulas no Instituto Europeo di Design e na Fundação Dom Cabral. Possui mais de 5 mil seguidores no Instagram e mais de 500 conexões no LinkedIn. Responsável pela arquitetura de interiores dos projetos imobiliários para idosos mais emblemáticos recentemente lançados no Brasil,

Willians Fiori – Gerontólogo, professor, especialista em Economia da Longevidade, atuando na construção de marcas com foco no público 60+, é idealizador do Gerocultura. Autor dos livros Diversa-IDADE, Brasil 2060, Alzheimer – Desafios do Cuidar, entre outros. É também criador do Gerocast (maior podcast sobre longevidade da América Latina, com mais de 1.400 episódios publicados).

 Categoria: Empresas Privadas ou Públicas

data8 – O Data8 é o principal hub líder na América Latina em pesquisa, inteligência de mercado e inovação sobre a revolução da longevidade. Desde 2016, é referência em dados, estudos e tendências sobre o comportamento e o consumo dos 50+, transformando esse conhecimento em vantagem competitiva para as organizações que desejam liderar, de forma inovadora e responsável, a transição para a Economia Prateada. Com uma equipe multigeracional, pioneira e altamente especializada, tem como missão cocriar uma sociedade longeva mais inclusiva e próspera.

Nestlé Brasil – O tema “gerações” é um dos pilares estratégicos para a frente de D&I da Nestlé, que conta com mais de 2 mil profissionais com mais de 50 anos no quadro de funcionários e segue atraindo talentos com maior experiência e impulsionando carreiras mais longas na empresa.

Talento Sênior – A Talento Sênior é uma seniortech que visa conectar empresas e profissionais maduros (45+) e experientes a empresas que demandem seus serviços. A Talento Sênior conecta empresas e pessoas. Oferecem “Talent as a Service “(TaaS), conectando o talento de profissionais maduros (45+), com vasta experiência de mercado, a pequenas, médias e grandes empresas que precisam dele. O TaaS traz economia e ao mesmo tempo acesso a profissionais muito experientes, transformando as relações profissionais e acelerando a economia do país.

Categoria: Eventos 

1ª edição do Festival da Longevidade em Florianópolis – Florianópolis sediou pela primeira vez o Festival da Melhor Idade, unindo inovação, qualidade de vida e um rico ecossistema tecnológico.

Fórum da Longevidade Bradesco Seguros – Na décima oitava edição, o Fórum da Longevidade da Bradesco Seguros é uma referência na difusão e debate dos temas geracionais.

Sebrae – O Sebrae oferece cursos, orientação e ajuda para superar o medo de empreender novamente, com soluções específicas para o público 50+. Atua também com as jornadas de solução, com soluções específicas para empresas, incluindo programas voltados para a longevidade e o empreendedorismo feminino 50+. Outra frente do Sebrae é o atendimento personalizado. É possível obter ajuda por meio de atendimento online ou pelo telefone 0800 570 0800 para encontrar as soluções ideais para o negócio. O Sebrae promove eventos, inclusive gratuitos, que abordam temas como empreendedorismo após os 50, planejamento de futuro e redes sociais para negócios.

Categoria: Influenciadores Sociais

Mariana Mello – jornalista especializada em Gerontologia (PUC-SP e Einstein) e idealizadora do Maturidades, fala sobre envelhecimento de um jeito leve. Se dedica ao estudo da Gerontologia Social, com curso de extensão pela PUC-SP e pós-graduada em Gerontologia pelo Hospital Albert Einstein

Miriam Goldenberg – Antropóloga, pesquisadora, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escritora (autora de 30 livros), colunista do jornal Folha de S. Paulo e da Vogue.

Sandra Quinteiro (San Quinteiro) – Facilitadora, consultora e mentora com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de pessoas e organizações. Autora do Livro “Reinventando vida e carreira depois dos 40 – Do quebra-cabeça ao mosaico.”

Categoria: Iniciativas Culturais (Literatura, Cinema, Teatro, Artes Plásticas etc.) 

Criativa Idade – É um projeto intergeracional com nove anos de existência na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Vinculado ao programa 50+ 60+. Oferece acesso gratuito a pessoas com mais de 60 anos, promovendo inclusão, qualidade de vida, protagonismo, acesso à comunicação digital e desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para o século 21.

Envelhescência: documentário sobre a vida e a rotina de 6 pessoas, que após os 60 anos vivem de forma plena e bem-humorada. O documentário “Envelhescência” mostra que a idade não é um limite para recomeçar. As principais mensagens do filme são a importância de manter a fé na capacidade de iniciar algo novo em qualquer idade e a necessidade de planejar o pós-carreira com antecedência. O filme sugere uma nova perspectiva sobre o envelhecimento, combatendo o etarismo e mostrando que essa fase pode ser vivida intensamente e com significado.

“Vitória” – Filme do diretor Andrucha Waddington. Estrelado por Fernanda Montenegro, o filme é baseado na história real de Joana Zeferino da Paz, que viveu anos sob anonimato forçado no programa de proteção a testemunhas. A atriz indicada ao Oscar tem uma atuação intensa e autêntica no papel de protagonista. Aos 95 anos, ícone do cinema nacional, brilha novamente. Inspirado em fatos reais, “Vitória” conta a emocionante trajetória de uma aposentada que desmontou uma perigosa quadrilha de traficantes e policiais, após entregar imagens e depoimentos a um jornalista. A partir de filmagens feitas da janela de seu apartamento no Rio de Janeiro, ela enfrentou a corrupção de frente, lutando por um futuro melhor.

Categoria: Iniciativas Digitais (Sites, Blogs, Podcasts/Videocasts)

Avosidade – É uma plataforma de conteúdo dedicada à longevidade e à intergeracionalidade, que reúne portal, podcast, núcleo de eventos e redes sociais. Lançado em julho de 2015, após dois anos de pesquisas no Brasil e no exterior, o projeto surgiu diante da ausência de veículos especializados no tema. Já são cerca de 4.000 posts, 220 episódios de podcast, 12 eventos e 3.000 publicações nas redes sociais. Mantém independência editorial e promove o diálogo entre especialistas, leitores e ouvintes.

Drauzio Varella – Um dos principais nomes da comunicação em saúde no Brasil. Aos 82 anos de idade mantém o compromisso de popularizar o conhecimento médico e científico com empatia, acreditando na comunicação como ferramenta de transformação social. É Colunista do UOL. Tem um dos maiores portais de saúde do país, PORTAL DRAUZIO VARELLA, um espaço para informação sobre questões sociais, como aborto, discriminação e sexualidade.

Rede Longevidade – Consultoria em Gerontologia e Direito da Pessoa Idosa. A metodologia educacional é composta por 04 núcleos: Vida Sou, Vida Social, Vida Saudável e Vida Inova. As soluções educacionais gratuitas já alcançaram mais de 1,5 milhão de pessoas em todas as regiões do país, através de palestras, rodas de conversa, formações, eventos, além de uma plataforma de conteúdo integrada.

Categoria: Iniciativas Educacionais

Age-Free World – Liderado por Fábio Betti, o projeto Age-Free World promove inclusão intergeracional, combate ao preconceito etário e valoriza o potencial de todas as idades. Por meio da educação e do letramento, busca sensibilizar as pessoas sobre o fato de que melhores resultados surgem do encontro de distintas gerações e não da concentração em uma ou outra. Para Betti, não existe geração melhor do que a outra, mas sim a potência advinda do encontro entre elas.

Maturar Projetos para adultos e +60 – A Maturar surgiu em 2016, a partir do encontro de duas educadoras que acreditam no potencial transformador da arte, para públicos adultos e +60. O foco é trabalhar com o repertório de cada pessoa e expandir as vivências por meio da arte, educação e curiosidade. É uma proposta de trabalho colaborativo, em que o aprendizado é mútuo.

Rede Educativa para a Longevidade – Liderado por Ana Bianca Flores Ciarlini, projeto foi implantado nas escolas do município de Santos, levando o conceito do “Envelhecimento Ativo e Saudável” e as informações sobre a “Revolução da Longevidade”. O programa “Inovação e Longevidade” utiliza a Tecnologia da Informação (TI) para suprir as necessidades e os desafios para a população 50+ na cidade de Santos e tem a duração de sete meses no ano de 2025, atendendo até 300 alunos, distribuídos em três bimestres.

Categoria: Iniciativas Jornalísticas (Artigos, Programas, Quadros, Reportagens, Séries, Ilustrações, Quadrinhos etc.)

Canal VivaBem UOL Longevidade – O canal de bem-estar do portal UOL possui uma seção dedicada à longevidade, cobrindo saúde, alimentação e qualidade de vida na terceira idade. O VivaBem já foi eleito o site de saúde mais admirado do país, reconhecido pela qualidade e credibilidade do seu conteúdo jornalístico.

Portal Viva Notícias do Grupo Estado – É o maior portal de notícias com foco exclusivo na geração 50+, na diversidade geracional e na longevidade. Da Broadcast/Agência Estado, criado em maio de 2025 para levar ao público 50+ informações jornalísticas de qualidade e com a confiabilidade do Grupo Estado. Nele, os leitores encontram informações atuais, na seção Últimas Notícias, e também reportagens especiais sobre temas como Saúde e Bem-estar, Cultura e Lazer, Carreira e Educação, Estilo de Vida, Dinheiro, Cidadania e Direitos, Tecnologia e Conteúdos Especiais (seção Premium). O Portal conta com equipe própria, integrada por 13 jornalistas.

TV Globo: Globo Repórter/Profissão Repórter/Fantástico – O Grupo Globo tem se destacado dentre os meios de comunicação de massa no Brasil pela cobertura dos temas geracionais. O programa “Profissão Repórter, em 2025, se destacou pela cobertura: “Parece que você fez 50 anos e não presta para mais nada”. Também o programa Globo Repórter tem apresentado as consequências da Revolução da Longevidade na economia, na cultura e na sociedade. E o programa Fantástico também se destacou em 2025 por uma ampla e rica série sobre a potência da longevidade e da geração 50+ nas famílias, na sociedade e para a economia.

Categoria: Instituições da Sociedade Civil

Fundação Dom Cabral – FDC Longevidade – FDC Longevidade é iniciativa pioneira de geração e disseminação de conhecimento sobre o tema, que já lançou 7 publicações desde 2020, tudo disponível gratuitamente. Foram mais de 40 especialistas entrevistados, mais de 5.000 downloads dos estudos e milhares de pessoas impactadas por meio da imprensa. Além disso a FDC desenvolve outras iniciativas como disciplinas de Longevidade em vários programas e iniciativas sociais envolvendo a população idosa.

Instituto de Longevidade MAG – O Instituto de Longevidade MAG é uma associação sem fins lucrativos idealizada pela MAG Seguros que estuda os impactos socioeconômicos do envelhecimento e oferece soluções para auxiliar a conquista da Longevidade Financeira. Estão sempre em busca de novas soluções para estar ao lado dos brasileiros em todos os seus momentos de vida, sendo referência de confiança. Destacam-se por ser um instituto inovador, e especialista na oferta de conteúdo sobre longevidade.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) – Fundada em 16 de maio de 1961, é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal congregar médicos e outros profissionais de nível superior que se interessem pela Geriatria e Gerontologia, estimulando e apoiando o desenvolvimento e a divulgação do conhecimento científico na área do envelhecimento. Além disso, visa promover o aprimoramento e a capacitação permanente dos seus associados. A SBGG é composta por Seções na maioria dos estados e é filada à Associação Médica Brasileira (AMB) e à Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (International Association of Gerontology and Geriatrics – IAGG).

Categoria: Políticas Públicas

Programa Empregabilidade 50+ da Prefeitura do Rio de Janeiro – Com o objetivo de promover inclusão no mercado de trabalho e valorizar a experiência profissional do público 50+, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (Semesqv), lançou o Programa Empregabilidade, que oferece diversas oportunidades de trabalho exclusivas para pessoas com 50 anos ou mais. Os contratados recebem, além dos salários, benefícios como vale-transporte e alimentação. O programa disponibiliza vagas para diversas funções, como auxiliar de serviços gerais, repositor, auxiliar de cozinha, estoquista, atendente de padaria e fiscal de loja.

Programa Maior Cuidado da Prefeitura de Belo Horizonte – O Programa Maior Cuidado tem como objetivo apoiar as famílias no cuidado com os idosos e aumentar a qualidade de vida de todos. O Programa se tornou benchmark no Brasil e vem sendo copiado por inúmeras cidades. Os idosos de baixa renda em situação de abandono ou semiabandono são atendidos por equipes multidisciplinares que atuam em cuidados, mas sem substituir as famílias. Trata-se de um atendimento integral que garante saúde e qualidade de vida.

Programa “São Paulo Amigo do Idoso (SPAI) do Governo de SP – Atualmente, a rede de atenção do Estado conta com 120 Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI) e 70 Centros Dia da Pessoa Idosa (CDI), financiados pelo SPAI e espalhados por todas as regiões. O programa ainda incentiva os municípios a fortalecerem suas ações por meio do Selo Paulista da Longevidade, que já certificou 300 cidades em diferentes modalidades. Além disso, a cobertura estadual inclui os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e serviços específicos para o acompanhamento da população idosa, inclusive em domicílio.

Maturi – Pelo bom desempenho geral de votação entre as 10 categorias, foi eleita pelo Conselho Gestor do Movimento bstory como Destaque do Prêmio bstory 2025. A Maturi completou este ano 10 anos de existência. Foi criada como MaturiJobs em 2015, um negócio de impacto social, que em 2020 mudou o nome para Maturi, ampliando o escopo, além do recrutamento e seleção de profissionais maduros, incluindo também treinamentos e consultoria para empresas, além da capacitação e geração de oportunidades de trabalho em diferentes formatos para os 50+. A Maturi tem 815 empresas parceiras, 279 mil profissionais cadastrados, mais de 88 mil pessoas 50+ capacitadas e mais de 9 mil recolocadas.

Jamil Chade estreia coluna diária no ICL Notícias

Jamil Chade recebe o prêmio na eleição dos +Admirados Jornalistas Brasileiros 2025

O portal ICL Notícias ganhou um novo reforço nesta quarta-feira (17/12) com a estreia de uma coluna diária assinada por Jamil Chade. O jornalista, que recentemente deixou o UOL, trará informações sobre os bastidores do poder e da defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos.

“A partir de Genebra, um dos centros da geopolítica mundial, vamos ainda tentar entender a transformação histórica que vivemos diante da construção de uma nova ordem mundial”, explica Jamil, que neste ano foi eleito o segundo +Admirado Jornalista do Brasil.

Jamil Chade recebe o prêmio na eleição dos +Admirados Jornalistas Brasileiros 2025

Na estreia, o colunista publicou informações de documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que comprovam que o governo de Jair Bolsonaro sempre soube dos riscos que a covid-19 representava.

RSF: cobertura em Gaza vitimou quase metade dos jornalistas em 2025

Crédito: Reuters

A Organização Não Governamental Repórteres Sem Fronteiras divulgou os resultados de 2025 de seu balanço anual de jornalistas mortos, presos, reféns e desaparecidos pelo mundo. O documento, que analisou dados divulgados entre 1º de dezembro de 2024 e 1º de dezembro de 2025 mostrou que o número de jornalistas assassinados voltou a aumentar neste ano, principalmente devido às práticas criminosas das forças armadas, regulares ou não, e do crime organizado.

Dos 67 jornalistas assassinados nos últimos 12 meses, 43% foram mortos em Gaza pelas forças armadas israelenses. Também se destacaram negativamente neste quesito as vítimas na Ucrânia, pelo exército russo, e no Sudão, país que se destaca como uma zona de guerra particularmente mortal para a profissão.

Outro número alarmante diz respeito aos jornalistas detidos, que somam 503 em todo o mundo. Neste quesito, a China lidera com 121 profissionais de imprensa detidos, seguido por Rússia (48) e Birmânia.

Além disso, um ano após a queda de Bashar al-Assad, vários de repórteres presos ou capturados durante o seu regime estão desaparecidos, tornando a Síria o país com o maior número – mais de um quarto do total – de profissionais da mídia desaparecidos em todo o mundo.

“Eis o resultado do ódio aos jornalistas!”, denuncia Thibaut Bruttin, diretor Geral da RSF. “Ele levou à morte de 67 jornalistas este ano, não por acidente, não como efeito colateral.  Eles foram mortos, visados por causa de seu trabalho como jornalistas. Este é o resultado da impunidade: o fracasso das organizações internacionais, que já não conseguem fazer cumprir a lei sobre a proteção de jornalistas em conflitos armados, é consequência da falta de coragem dos governos que deveriam implementar políticas de proteção pública. De testemunhas privilegiadas da história, os jornalistas tornaram-se gradualmente vítimas colaterais, testemunhas inconvenientes, moeda de troca, peões em jogos diplomáticos, homens e mulheres a serem eliminados. Cuidado com os atalhos jornalísticos: ninguém dá a vida pelo jornalismo, ela lhe é roubada; jornalistas não morrem, são assassinados”.

Confira a íntegra do documento em português.

Atacada por Zezé de Camargo, Daniela Abravanel defende jornalismo “sem viés” do SBT News

Daniela Abravanel durante o lançamento do SBT News

Gerou grande repercussão a festa de lançamento do SBT News, novo canal de notícias do Grupo Silvio Santos, realizada no último dia 12 de dezembro, em São Paulo. Além de um discurso em holograma do próprio Silvio Santos (1930-2024), que completaria 95 anos no mesmo dia do evento, o encontro contou com as presenças e discursos de diversas autoridades, entre elas a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Insatisfeito com as presenças de Lula e Moraes, o cantor sertanejo Zezé de Camargo usou as redes sociais para atacar a emissora e as filhas de Silvio Santos, acusando-as de estarem “prostituindo” a emissora. Zezé, vale lembrar, é um grande aliado e admirador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, após ter sido condenado, entre outros crimes, por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada.

Em Carta Aberta divulgada na última segunda-feira (15/12), Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT e filha de Silvio Santos, mesmo sem citar o cantor sertanejo, lamentou as críticas que sua família vinha sofrendo e ressaltou que a proposta do SBT News é entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. “Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos”, afirmou.

Daniela Abravanel durante o lançamento do SBT News

Confira a íntegra da Carta Aberta:

“Nos últimos dias, minha família tem sido alvo de críticas, antes mesmo de apresentarmos a nossa proposta para o SBT News. Isso é exatamente o que queremos combater: a falta de diálogo entre um povo que tem muitas virtudes e que amamos tanto.

Nos últimos cinco anos, o SBT foi reconhecido pelas pesquisas realizadas pelo Instituto Reuters como o jornalismo de maior confiança e credibilidade. Nosso jornalismo segue uma carta com princípios do meu pai e fundador.

Foi justamente por conta dessas pesquisas e dessa carta com esses princípios que tomamos coragem para abrir um canal de notícias com a proposta de entregarmos mais do que somos e temos. Somos imparciais e isentos. Cabe a nós mostrarmos os fatos e, ao público, julgá-los.

O lançamento do projeto, na última sexta-feira, 12/12, refletiu essa pluralidade e o respeito a todas as instituições. Tivemos representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.

Ditas todas essas coisas, lamento a forma como temos sido mal interpretadas. Antes de as pessoas verem nosso trabalho, decidiram julgá-lo.

Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos.

Amamos nosso país, torcemos por ele, amamos nosso povo, trabalhamos para ele e convidamos a todos a embarcarem nesse projeto que deseja amenizar os ânimos.

A todos os que têm dúvidas ou receios, faço um convite: assistam ao SBT News. Vocês verão, na prática, o jornalismo de qualidade e independente, que é a nossa marca”.

DANIELA ABRAVANEL BEYRUTI

Presidente do SBT

Farol lança mais uma edição do Especial Jornalismo no Brasil

Já está no ar o Especial Jornalismo no Brasil em 2026, projeto desenvolvido pelo Farol Jornalismo em parceria com a Abraji e apoio do Projor. Em sua décima edição, o projeto apresenta uma seleção de conteúdos dedicados a discutir temas relevantes da prática jornalística no país.

Nesta edição, os conteúdos abordam temas como as eleições de 2026, extremismo político, jornalismo local, jornalismo na era digital, Inteligência Artificial (IA), feminismo, entre outros tópicos. As publicações são de autoria de Letícia Cesarino, Ester Borges, Anderson Meneses, Juliana Lourenço (Nidéwãna), Marcelo Soares, Ana Carolina Araújo, Cristina Zahar, Fernanda Lara, José Kaeté, Larissa Noguchi, Daniel Nardin e Vinícius Valfré.

As projeções para 2026 mostram um cenário em que o jornalismo precisará lidar simultaneamente com os impactos da economia da atenção, o avanço da desinformação impulsionada por IA generativa e o ambiente político marcado pelo extremismo. As análises reunidas nesta edição apontam que, em ano eleitoral, a pressão por velocidade e engajamento tende a aprofundar vulnerabilidades já conhecidas, fazendo com que jornalistas e redações revisem métodos e assumam uma postura mais consciente diante das novas dinâmicas digitais.

Os textos também destacam que a resposta aos desafios de 2026 passa pela retomada de vínculos sociais, pela valorização do jornalismo local e pela colaboração entre diferentes atores do setor. Da segurança de jornalistas durante a cobertura eleitoral à necessidade de novas estratégias coletivas diante das plataformas, as reflexões apresentadas oferecem pistas sobre como o campo pode reafirmar seu papel democrático em um contexto informacional cada vez mais acelerado e adverso.

Confira abaixo os artigos:

O editorial, de Moreno Cruz Osório, coordenador de todo o projeto e criador do Farol Jornalismo, pode ser acessado neste link.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo – O cego na História (35): parte final da entrevista com Glauco Mattoso

Glauco Mattoso

Por Assis Ângelo*

Agora, meus amigos e amigas, vamos para a parte final do papo que mantive com Glauco Mattoso (Pedro José Ferreira da Silva), o mais prolífico autor brasileiro de sonetos. Digo brasileiro, mas pode ser o mais prolífico autor de sonetos do mundo desde sempre ­– para ler a primeira parte, clique aqui; vale lembrar que ele é cego e responde em português arcaico por um programa de transcrição de voz chamado DOSVOX. Vamos lá!

Assis Ângelo – Você também tem escrito textos em prosa? E textos para música?

Glauco Mattoso – Sim, fiz parceria com musicos de varias tendencias, geralmente
pondo melodia em meus sonnettos. Mas fiz pausas na producção poética para escrever trez volumes de contos, um romance parodico, A Planta da Donzella (pervertendo a podolatria do José de Alencar em A Patta da Gazella), e em tractados orthographicos e estichologicos, alem de ensaios sobre sadomasochismo e fetichismo, chronicas e columnas na imprensa, como na revista Caros Amigos.

Assis – No dia a dia você ouve rádio, TV, CD, LP,  que mais? Cinema, teatro…?

Glauco – Fiz parte do gruppo de theatro do Paschoal da Conceição (discípulo do Zé Celso) emquanto ainda enxergava, mas agora não vou mais a shows, peças nem filmes. Sahir de casa é muito sacrificado e inseguro. Prefiro curtir som nos phones de ouvido e ouvir filmes pela TV, com áudio descripção do meu esposo. Meus cineastas predilectos são Kubrick, Ken Russell, Pasolini, David Lynch e Almodovar. Nenhum brazileiro. Todos, aqui, são bundas molles. Só Zé do Caixão passa perto do que quero. Ja que o cinema não me faz tanta falta, preencho o meu quotidiano como posso. Nestes dois sonnettos dou idéa, practica e theorica:

Territorio Transitorio [4454]

Si longa for demais a minha estrada,
talvez nem haja tempo de voltar.
Si houver, voltar aonde? A qual logar
pertenço? Algo acharei, voltando, ou nada?

Na duvida, prosigo. Penso, a cada
momento, si na vida vou deixar
alguma coisa prompta e, quando o par
de botas pendurar, si a coisa aggrada.

A vida passa rapido! Me enganno
achando que algum plano poderia
fazer, pois muda tudo, ao fim dum anno.

Melhor, mesmo, é prever uma utopia
mensal, ou semanal, cumprindo um plano
a cada minutinho do meu dia.

///

Dia do Braille [10.692]

Cansei ja de fallar! Essa mania
que todos os que enxergam teem me cansa,
pois acham que mais pesa na ballança
dum cego si elle em braille se vicia!

Àquelle que ja viu e que ja lia
nas lettras normaes, é desesperança
total que, nuns ponctinhos, haja mansa
leitura pelo tacto! Nem podia!

Ponctinhos appalpar é como ousar
ler algo por um pão com gergelim
ou, por um brigadeiro, solettrar!

Prefiro, pois, comel-os! Para mim,
programmas de informatica logar
tomaram desse braille tão ruim!

///

Assis – Glauco, dá uma resumida da vida vivida até aqui.

Glauco – Não recompensou mas compensou. Não recompensou porque sancto de casa não faz milagre. Si eu fosse francez ou inglez ja teria sido reconhescido, seja pela qualidade, seja pela quantidade, seja pelo contehudo pornô, seja pelo lado mais “nobre” e “elevado” da thematica philosophica, mas nem siquer tenho contracto com uma editora commercial. Só pela Braziliense publiquei ensaios sobre poesia marginal e tortura e, pela Record, um diccionario bilingue de palavrões, mas para a poesia não exsiste editor. Tenho eu mesmo que publicar, pelo meu sello Casa de Ferreiro, os livros de poemas, preparados pelo Lucio: um catalogo de
cento e cincoenta titulos, na maioria e-books e alguns impressos. Ou seja, compensou nesse sentido, da obra produzida, publicada e estudada no meio academico. Por fallar em academia, sou membro benemerito da Abrasso, Academia Brazileira de Sonnettistas.

Glauco Mattoso

Assis – E essa coisa de família, amor, esperança… Você tem medo da morte? E da violência que grassa no mundo, hein? Nós humanos temos salvação, nascemos para ter felicidade?

Glauco – Salvação? Necas de tupybirybas! Si me perguntarem si sou racista, respondo que sim: acho que a raça humana deveria ser exstincta por um cometa ou por um attaque extraterrestre. Só tenho pena do viralatta caramello e do basset hound, as raças mais fofas. Meu esposo ainda me deixa accreditar no affecto e no companheirismo. A culinaria italiana e as sobremesas mineiras me deixam accreditar no lado approveitavel da vida, desaffiando o quadro diabetico. Serve de consolo.

Assis – Em 1905, Olavo Bilac e Guimarães Passos publicaram um livro intitulado Tratado de Versificação. Você tem um livro com esse mesmo título. Fale da sua obra e de quantos livros publicou até agora. Tem pensado em roteiro para cinema?

Glauco – Meu tractado tinha o titulo de O sexo do verso: machismo e feminismo na regra da poesia, typo uma these, mas accabou sahindo impresso com o titulo mais obvio. Ja o reeditei pelo meu sello. Já publiquei mais de duzentos livros, na maioria digitaes, pela Casa de Ferreiro, alguns impressos em pequena tiragem. Todos serão raridades nos sebos virtuaes ou physicos do paiz… Para cinema quem me ropteirizou e dirigiu foi Gustavo Vinagre, no premiado Filme para poeta cego, mas almejo um longa-metragem para meu romance lyrico Raymundo Curupyra, O Caypora, todo composto em sonnettos, mas de enredo repleto de acção,
adventura e sexo, ambientado em Sampa, que até ganhou um Jaboty. Não creio num director nem numa productora capazes de encarar um argumento tão violento e cruel, que aliaz termina em suicidio, sem querer querendo dar spoiler.

Capa Caypora

Assis – O seu sobrenome é o mesmo sobrenome de um caboclo pernambucano chamado Virgulino e que entrou para a história como Lampião. Esse era cego de um olho e dizia que não precisava de dois porque para acertar no alvo tinha de fechar um deles. Pergunta: dá pra comparar a violência lampiônica com a violência praticada ora em dia pelos soldadecos do crime organizado?

Glauco – Não. Lampeão foi mais malvado ainda. Umas lendas dizem que elle perdeu um olho galopando pela caatinga, de raspão num cacto, mas outras dizem que elle tambem teve glaucoma. Seja como for, elle me fascina e já foi thema de meus poemas. Ja sonhei que entrava para o bando delle só para poder massagear os pés delle e dos demais jagunços… Por fallar nisso, me especializei na massagem podotherapeutica, chamada reflexologia, e frequento uma clinica onde todos os massagistas são cegos. La sou massageado e tambem massageio. O effeito é relaxante e allivia o estresse do dia a dia. Emfim, os pés não são somente fonte de fetichismo, mas tambem de tractamento holistico. Outra de minhas manias, essa especie de bruxaria do bem. A bruxaria do mal eu deixo para revidar o mau olhado dos meus inimigos, que não se conformam que um cego possa ser escriptor… Mas, para não perder a deixa, observo que, si sou xará do Lampe pelo sobrenome, sou pelo prenome xará do Pedro José Constancio, um pornô contemporaneo do Bocage. Versejei sobre esses xarás e dou exemplo abbaixo, num sonnetto que virou dissonnetto (com quattro quartettos) e numa ode decasyllaba.

Preto no Branco [4113]

Que eu tenha o sobrenome de Ferreira
da Sylva, que é tambem do Virgulino,
não causa expanto algum, sendo destino
commum a muita gente brazileira.

Mas, caso de outros dados alguem queira
saber, e quando os factos examino,
descubro que o bandido nordestino
estava, num dos olhos, com cegueira.

Glaucoma tambem teve Lampeão,
molestia que, supponho, a ponctaria
em nada lhe affectara no olho são
nem sua vida activa affectaria.

Bandidos, todos somos, todos são.
Commigo algo em commum a mais teria
aquelle cangaceiro: uma visão
normal da crueldade, noite e dia.


* Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com, 11-3661-4561 e 11-98549-0333

 

100 Anos de Rádio no Brasil: a mudança silenciosa do dial para o 100% digital

Por Álvaro Bufarah (*)

O rádio que pensamos ontem – microfone, antena, fone de ouvido – está sendo redesenhado por bits, clicks e dados. O segundo trimestre de 2025 nos EUA ofereceu uma fotografia clara: a receita digital para emissoras de rádio não é mais “opção” ou “futuro”, é estratégia central. Grupos como iHeartMedia, Beasley Media Group, MediaCo Holding e Townsquare Media mostraram nos resultados financeiros que a parte digital da operação já sustenta – ou ao menos equilibra – a queda da transmissão tradicional. Para o Brasil, esse movimento serve de alerta e de roteiro.

A iHeartMedia relatou que a receita de áudio digital aumentou 13% e que os podcasts cresceram 28%, enquanto o rádio AM/FM tradicional caiu. A receita totalizou US$ 934 milhões, com o segmento digital atingindo US$ 324 milhões. Já a MediaCo viu sua receita digital subir de US$ 3,4 milhões para US$ 9,4 milhões e reduziu perdas de US$ 49,3 milhões para US$ 9,1 milhões em um ano. A Townsquare afirmou que mais da metade de sua receita em 2025 já vem do digital. Essas empresas movem o rádio para o eixo “digital-first”.

A proporção de gastos com publicidade local de rádio nos EUA que era digital (19% em 2022) está projetada para subir para 25,1% até final de 2025. Essa migração de verba mostra que os anunciantes não estão abandonando o rádio – estão exigindo que o rádio esteja no digital, no streaming, no podcast, no ecossistema online.

A receita digital permite modelos mais flexíveis: streaming ao vivo da emissora, inserções de anúncios no player, banners em apps, podcasts próprios, branded content, redes sociais monetizadas e até compra programática de mídia fora do inventário da estação. Emissoras menores, comuns no Brasil, geralmente trabalham com streaming simples + site + post patrocinado; os grandes grupos já oferecem pacotes 360°, com rádio, digital, social, CTV, programática.

Para quem produz rádio, a consequência é dupla: precisa manter a excelência da transmissão tradicional (porque o alcance ao vivo importa) e ao mesmo tempo investir em formatos digitais – podcast, streaming, app – com monetização e venda de inventário digital. Quem ignorar o digital “complementar” corre risco de ver a base de anunciantes migrar para canais que entregam dados, interação, segmentação.

No Brasil, a rádio ainda domina grandes audiências locais e a publicidade tradicional permanece relevante. Mas se os EUA já mostram o digital encurtando caminho, o Brasil tem vantagem: pode saltar etapas. Em vez de “apenas rádio com streaming”, pode imaginar “rádio + podcast + serviço de dados + publicidade digital regional”. A tecnologia e os modelos estão disponíveis – cabe à emissora local adotá-los.

É preciso coragem para rever modelos de venda, treinar equipes de comercialização, abraçar dados de audiência sob demanda, entender perfil da escuta digital, e vender como “plataforma de mídia” e não apenas “espaço no ar”. O ouvinte que ouvia no carro agora ouve no app, no celular, no smart speaker – e exige formatos curtos, personalização, interação.

Pense em uma estação comunitária de cidade média: o técnico liga o servidor, aciona o streaming, lança podcast semanal, oferece app de escuta e ativa banner digital no site. Um anunciante local compra spot no ar, streaming, publicação no Instagram da rádio e podcast patrocinado. A conta fecha. Antes a venda era “um spot às 8 h”; agora é “pacote digital + rádio + podcast + interatividade”. O microfone continua, mas o login, o click e o dado passam a contar.

A audiência, por sua vez, mudou: a pessoa não espera mais o horário da rádio; ela abre o app, escolhe episódio, volta episódio, comenta no chat, aumenta a velocidade, pula o bloco. O rádio não perdeu sentido – apenas se integrou ao mundo digital que já existe. E a receita do rádio sobrevive, cresce, se transforma – se souber acompanhar.

A revolução é silenciosa, sem antena pegando fogo, sem companhia de “mais ou menos audiência”. É na taxa de retenção, no app rodando em segundo plano, no podcast patrocinado por marca regional, no banner exibido enquanto a música toca. É no clique que escolhe e no dado que monitora. O rádio que escolhe não desaparecerá – se adaptar, prosperará.

Fontes:

  • Radio Ink – “Digital se consolida como fonte estratégica de receita para as emissoras de rádio” (12 out. 2025)
  • iHeartMedia – Relatório 2T2025 (US$ 324 mi de áudio digital; podcasts +28%)
  • MediaCo Holding – Resultados 2T2025 (digital US$ 9,4 mi)
  • Townsquare Media – Relatório 2T2025 (digital >50% da receita)
  • eMarketer / Insider Intelligence – Previsão de publicidade no rádio local digital: 25,1% até 2025

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

Álvaro Bufarah

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Fundação FEAC anuncia vencedores de seu 25º Prêmio de Jornalismo

Foram anunciados os vencedores da 25ª edição do Prêmio Fundação FEAC de Jornalismo, que valoriza e reconhece trabalhos jornalísticos sobre iniciativas e ações capazes de impulsionar melhorias estruturais na Região Metropolitana de Campinas. Nesta edição, o tema era Desenvolvimento Territorial – Integrando Esforços para Alavancar Transformações Duradouras.

Em Online, o primeiro lugar ficou com Heitor Moreira, do g1 Campinas, com a reportagem Outra Campinas’: distritos de Ouro Verde e Campo Grande completam 10 anos com avanços, mas ainda esperam cartório e bombeiros, que fala sobre como os distritos, apesar de melhorias, ainda ainda carecem de serviços essenciais.

Na categoria Televisão, a vencedora foi Nathália Henrique, da Educa TV Campinas, com a reportagem Horta comunitária de Campinas é premiada por semear transformação social, sobre a horta comunitária do Jardim Florence, espaço que promove convivência, bem-estar e desenvolvimento local.

O Cinegrafista premiado foi Vilson Smanhoto, da TV Band Campinas, com a matéria Projeto social de esporte transforma comunidade de Campinas.

Em Impresso, a vencedora foi Carolina Alvarez, do Diário Campineiro, com a matéria Comunidade feminista consolida missão de reconstruir vidas e espera regularização , sobre histórias de violência e resiliência da comunidade Menino Chorão, no Campo Belo, formada majoritariamente por mulheres.

Na categoria Fotojornalismo, o primeiro lugar foi para Adriano Roberto Moreira Rosa, do site da Sanasa Campinas, com os registros que ilustram a reportagem Individualização das ligações de água transforma realidade dos moradores de núcleo residencial.

E em Rádio, a vencedora foi Thalita de Souza, da CBN Campinas, com a reportagem Parque Linear da Lagoa: a transformação que nasce do cuidado, sobre a criação do Parque Linear da Lagoa, nos Amarais.

Lideranças de redações discutem Inteligência Artificial nas redações

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) realizou o painel “IA e o futuro do jornalismo”, que reuniu lideranças de redações para debater o uso da Inteligência Artificial nos veículos jornalísticos do País. O evento ocorreu durante a cerimônia de premiação do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2025, na ESPM Tech, em São Paulo.

Participaram do debate Alan Gripp, diretor de Redação de O Globo; Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha de S.Paulo; Eurípedes Alcântara, diretor de Jornalismo do Estadão; e Patricia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta. A mediação foi de Marta Gleich, diretora-executiva de Jornalismo e Esporte do Grupo RBS.

Os participantes falaram sobre dois princípios básicos do uso de IA nas redações: supervisão humana, verificando as informações geradas pela tecnologia, e transparência total, apontando com clareza onde e como a IA foi utilizada. Além disso, foi debatido um importante tópico, que é a importância de não só pensar em como as redações usarão IA, mas também refletir como a sociedade será treinada para consumir conteúdo gerado ou manipulado por IA.

Ao final do evento, a ANJ homenageou 13 jornais centenários e entregou ao Instituto Palavra Aberta o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2025. Leia mais sobre o debate aqui.

WAN-IFRA e FIPP anunciam fusão para criar aliança global de mídia

WAN-IFRA e FIPP anunciam fusão para criar aliança global de mídia

A Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA) e a Federação Internacional de Editores de Periódicos (FIPP) anunciaram no começo da semana a fusão das duas entidades, que passará a valer a partir de janeiro do ano que vem. Juntas, as associações representam uma rede global de mais de 20 mil marcas de mídia e empresas de tecnologia em 120 países.

“As funções essenciais dos negócios, incluindo criação de conteúdo, engajamento do público, estratégias de monetização e adoção de tecnologia, apresentam obstáculos comuns que são melhor superados por meio da inteligência coletiva e do compartilhamento de boas práticas”, diz o texto sobre a fusão. “A expertise da indústria de revistas em otimização comercial e diversificação de receitas pode beneficiar diretamente as editoras de notícias, e as sofisticadas estratégias de assinatura e retenção digital da mídia jornalística podem fornecer modelos valiosos para as marcas de revistas”.

A fusão entre as duas associação será baseada na colaboração, no networking e na troca de informações e experiências, com o objetivo de compartilhar melhores práticas e garantir um ecossistema de mídia sustentável. A nova comunidade, cujo nome é Consumer Lifestyle and Special Interest Media, será comandada por Alastair Lewis, CEO da FIPP. A iniciativa atuará sob a orientação de um Conselho Consultivo, formado por membros da FIPP e WAN-IFRA. Sobre eventos, o FIPP World Media Congress, organizado anualmente pela FIPP, seguirá existindo. Outro eventos da FIPP serão integrados ao portifólio para membros da WAN-IFRA.

“A integração da FIPP à família WAN-IFRA cria uma comunidade global sem precedentes para todos os meios de comunicação”, destacou Ladina Heimgartner, Presidente da WAN-IFRA. “Num ambiente em que a consolidação é fundamental para o fortalecimento, esta fusão consolida todo o ecossistema da mídia. Juntos, estaremos em melhor posição para defender os valores do jornalismo independente e criar novas oportunidades de crescimento e inovação”.

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