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Morre Conrado Corsalette, aos 47 anos, em São Paulo

Morre Conrado Corsalette, aos 47 anos, em São Paulo
Conrado Corsalette (Crédito: LinkedIn)

Morreu nesta quinta-feira (8/1), em São Paulo, Conrado Corsalette, secretário de redação adjunto da sucursal paulistana do Poder360, aos 47 anos. Segundo informações do portal Metrópoles, ele foi encontrado morto em casa pela namorada, na região de Santa Cecília, área central de São Paulo. Não há informações sobre a causa da morte. Deixa duas filhas.

Natural de Santo Anastácio, no interior do estado, Conrado formou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Com mais de 25 anos de carreira, atuou como editor de Política do Estadão, editor adjunto de Cotidiano da Folha de S.Paulo e repórter no extinto Agora São Paulo. Foi também cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, onde trabalhou por cerca de uma década. Especializado na cobertura política, é autor do livro Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita, lançado em 2023. Segundo o Metrópoles, Conrado enteava trabalhando ultimamente em um novo projeto de livro, também sobre política nacional.

Fernando Rodrigues, diretor de redação do Pdoer360, lamentou a morte de Conrado: “Era um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração. Admirado e querido por todos. Um profissional que tinha grande perspicácia para entender o que era uma notícia e como fazer bom jornalismo profissional. Uma pessoa de caráter, era generoso com os mais jovens e demonstrava grande paixão pela profissão. Conversávamos com frequência. Esses diálogos eram uma fonte de inspiração para mim e para todos da redação que conviviam com ele. Estou triste com essa perda irreparável”.

Prêmios internacionais são destaque entre novas iniciativas do Ranking +Premiados da Imprensa 2025

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada

Com divulgação programada para 26 de janeiro, a 15ª edição do Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira contará com a inclusão de 14 novas premiações em sua lista de prêmios avaliados. Entre as novidades, é a inclusão de três premiações globais já consagradas, duas delas incluídas em 2025 por terem premiado jornalistas brasileiros pela primeira vez.

Promovido pela Escola de Jornalismo de Columbia, em Nova York, a mesma que entrega o Maria Moors Cabot Prize, mais antiga premiação do jornalismo de que se tem conhecimento, o prêmio John B. Oakes é dedicado a reconhecer reportagens que contribuam para a compreensão do público sobre questões ambientais. Em 2025 o troféu foi entregue a Karla Mendes, do Mongabay, que se tornou a primeira brasileira a conquistar o prêmio.

Outra profissional que teve a honra de se tornar a primeira brasileira entre os vencedores de um prêmio internacional foi Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. Ela foi escolhida para receber no ano passado o Courage Awards, iniciativa criada em 1990 pela International Women’s Media Foundation, que tem como objetivo destacar o trabalho de jornalistas mulheres que assumem riscos para reportar ou trabalham em ambientes hostis.

Mais recente, lançado em 2021, o CCNow Journalism Awards só entrou em nosso radar nesta edição, quando premiou três trabalhos brasileiros. As reportagens, com foco na cobertura do clima, foram produzidas pela Revista AzMina, pelo site Porvir e pelo consórcio formado por Agência Pública, Amazônia Vox e Matinal Jornalismo. Apesar da estreia, não foi a primeira vez que brasileiros conquistaram a premiação. Em edições anteriores foram premiados profissionais da própria Agência Pública, além de O Joio e O Trigo, France Presse e Editora Globo.

Dentre as demais iniciativas que estreiam nesta edição, destaque para dois prêmios locais promovidos nos estados do Acre e do Mato Grosso. Com as inclusões dos prêmios MPAC, do Ministério Público do Acre, e Aprosoja-MT, da Associação dos Produtores de Soja e Milho do MT, os dois estados passam a figurar entre as unidades da federação com prêmios locais analisados pelo Ranking. Apenas Amapá, Maranhão, Paraíba, Roraima, Sergipe e Tocantins não figuram nessa lista.

Além destes, entram agora na pesquisa os prêmios nacionais IQA de Qualidade Automotiva, /MOL de Jornalismo para a Solidariedade, Mercantil, Trânsito Seguro e Synapsis FBH, e os estaduais Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental (Amazonas), ACI/OCESC (Santa Catarina) e Faciap e Apre Florestas (Paraná).

Após 21 anos, Odinei Ribeiro deixa a Globo

Após 21 anos, Odinei Ribeiro deixa a Globo
Odinei Ribeiro (Crédito: Instagram)

O narrador esportivo Odinei Ribeiro deixou o Grupo Globo nesta semana, após 21 anos de casa. Segundo informações do F5 (Folha de S.Paulo), a decisão partiu do próprio narrador, em busca de “novos desafios e sonhos”. Seu último trabalho na emissora ocorreu em 27 de dezembro do ano passado, na transmissão do jogo entre Vasco e Flamengo pela Novo Basquete Brasil (NBB).

Odinei chegou à Globo em 2004, atuando na TV Tribuna, afiliada da emissora carioca em Santos. Posteriormente, em 2007, foi testado em transmissões do SporTV, sendo contratado de forma fixa um ano depois. Atuou principalmente na narração do basquete nacional, em jogos da NBB. Comandou também partidas de times paulistas de futebol e fazia participações nos intervalos de programas, trazendo atualizações sobre os gols da rodada. Antes, trabalhou por quase seis anos na Rádio Record, ao lado de Fiori Gigliotti. Passou ainda por diversas rádios e emissoras do litoral paulista.

Jovem Pan adia transmissões na TV aberta

Jovem Pan sofre ataque hacker e faz limpa de vídeos no YouTube

O Grupo Jovem Pan decidiu adiar a estreia de seu canal na televisão aberta na cidade de São Paulo, em Campinas e na cidade de Santa Inês, no Maranhão, prevista para esta quarta-feira, 7.

Em 1/1, o grupo de mídia anunciou que expandiria a distribuição de seu sinal para a TV aberta em São Paulo por meio de uma parceria com a Rede Mais Família. Mas, na noite de 6/1, o grupo reviu a estratégia e decidiu adiar o lançamento. Em nota, a empresa atribuiu o adiamento à necessidade de ajustes técnicos, sem informar nova data para isso. Segundo o comunicado, novos detalhes da estreia serão informados “em breve”.

Vale lembrar que a Jovem Pan está tocando seu projeto de expansão para a TV Aberta desde outubro do ano passado, com a estreia da programação nas emissoras da TV Cidade Verde, no Mato Grosso, cujo sinal alcança Cuiabá e dezenas de cidades na região. (Com informações do Meio & Mensagem).

A linguagem simples virou política pública no Brasil em 2025. E agora?

Por Lilia Gomes de Menezes *

A Política Nacional de Linguagem Simples (PNLS) (Lei nº 15.263/2025), sancionada pelo governo federal, em 14 de novembro de 2025, sinaliza ao cidadão a intenção do atual governo brasileiro de fomentar mudanças nos processos de informação e comunicação de direitos e serviços, em todas as esferas e órgãos da administração pública brasileira. A ideia central, na perspectiva do cidadão, é: eu encontro e compreendo com facilidade as informações que preciso, então consigo usar.

Para 2026, o desafio da sociedade brasileira é agir para que as conquistas da PNLS sejam compreendidas pelo cidadão e por organismos da sociedade civil organizada, para que cobrem a efetiva implementação e se apropriem do direito. Enquanto letra de lei, a PNLS ainda é só uma política de governo, que poderá ter ou não continuidade em administrações futuras. Então, esse é o momento decisivo de mobilização de esforços para que ela avance para o seu status ideal, o de política implementada e consolidada, aquela que é tão conhecida e tão usada pelo cidadão que nenhum governo consegue facilmente descontinuar.

Uma pesquisa feita pelo CNJ, em 2023, revelou que 50% dos participantes deixaram de entrar com processo na Justiça por ser complicado. Sobre a afirmativa “a linguagem jurídica usada nos processos é de fácil entendimento pelo cidadão comum”, 41,4% responderam que “não concordam totalmente” e 23,5% disseram que “não concordam de jeito nenhum”.

Uma interação qualificada entre governo e sociedade requer o uso de linguagem acessível à maior parte da população, “que seja fundamentada na empatia e na simplicidade (Fischer, 2018) e que “reflita os interesses e necessidades do leitor e do consumidor em vez dos interesses legais, burocráticos ou tecnológicos do escritor ou da organização que o escritor representa”. (Steinberg 1991a, apud Willerton, 2015, p. 1).

Na transição para uma comunicação clara e compreensível, o papel dos veículos de mídia comercial é fundamental. Pauta decisiva para a evolução da democracia, merece ser amplamente explorada em todas as suas perspectivas, seja traduzindo a linguagem simples como direito, não favor; mostrando impactos concretos na vida do cidadão; dando visibilidade a boas práticas; combatendo mitos técnicos, ensinando o cidadão a cobrar clareza. Também serão de grande utilidade pautas que orientem, eduquem e instrumentalizem o cidadão com informações que possam instigá-lo a comparar a interfaces e possibilidade de relacionamento em órgãos que já adotam as regras e em outros que não praticam.

Colocar em pauta, com fontes qualificadas e aporte acadêmico, o debate que sugere equivalência entre linguagem simples e banalização da língua é urgente e pode contribuir para que o cidadão não acabe ficando paralisado em uma posição de dúvida e desinteresse pelo tema. Ao deslegitimar a simplificação, desloca-se o foco do direito à compreensão para a defesa da forma. Em termos democráticos, a opacidade da linguagem fragiliza a participação cidadã, compromete o engajamento e o exercício de direitos.

Interessantes dados para a produção de conteúdo jornalístico, podem ser acessados em uma considerável bibliografia, já disponível nas plataformas de artigos científicos,  que apresenta análises de resultados concretos da implementação de iniciativas de LS em tribunais de justiça e secretarias de saúde (Valim, 2025; na elaboração e editais públicos (Giacomin e Silveira, 2025) ou apontando os indícios de não uso da LS, a partir de análise técnica de documentos públicos (Pontes Gaio, 2025)

Um compilado de boas práticas, em formato e-book, pode ser conferido no livro digital Simplificar para incluir: casos inspiradores de linguagem simples na comunicação pública, lançado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), em 2024. O detalha e-book reúne dados e relatos de três experiências pioneiras em diferentes esferas de governo.

Para recomendar a prática das técnicas de linguagem simples um razoável acervo de manuais, cartilhas e guias já foi editado em diferentes formatos e conteúdos  governo de SP; governo do Ceará; TJRS; governo do Paraná; Câmara dos DeputadosUnicamp;   IBICTTJ do MaranhãoTCE de Pernambuco; governo do Distrito Federal; governo de rondônia; Incaper/ES.

Ao lado de Portugal, Canadá, França, EUA, Espanha, México, o governo federal do Brasil deu a sua largada oficial para convocar órgãos de esferas estaduais e municipais a revisarem seus modelos de comunicação com o cidadão e ratificou a importância de boas práticas que já vêm sendo implementadas em pelo menos 12 estados, a partir de 2017, dentre eles São Paulo, Ceará, Paraná, Curitiba. Sair da posição de largada exige que a sociedade compreenda o direito, valorize e reivindique sua efetivação.

*  Jornalista, mestre em estudos de linguagem, vice-presidente de Comunicação na Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)


Vera Magalhães deixa a TV Cultura após seis anos

TV Cultura não renova contratos de Vera Magalhães e Marcelo Tas; Futuro de profissionais está indefinido
Vera Magalhães (Crédito: Instagram)

A apresentadora Vera Magalhães anunciou sua saída da TV Cultura após seis anos de trabalho à frente do programa Roda Viva. Em suas redes sociais, ela explicou que tomou a decisão após uma quebra de acordo “já selado presencialmente” com a Fundação Padre Anchieta para a renovação de seu contrato por mais uma temporada. O substituto de Vera na apresentação do Roda Viva ainda não foi anunciado.

No Instagram, Vera publicou que, em 10 de dezembro do ano passado, ela havia acertado junto à direção da TV Cultura a renovação de seu contrato até o final de 2026. A ideia era que Vera continuasse por mais um ano à frente do Roda Viva e, aos poucos, fosse feita a transição do comando do programa para outro profissional. Ela foi informada que seria chamada até o final de 2025 para a assinatura do contrato, porém isso não aconteceu.

Por decisão de Maria Ângela de Jesus, diretora-presidente da Fundação Padre Anchieta, as conversas de renovação dos contratos de diversos profissionais, incluindo Vera, foram adiadas para depois do recesso de fim de ano, pois a ideia era analisar cada caso individualmente. Vera entrou em contato com Marília Assef, diretora de Jornalismo da TV Cultura, que lhe informou sobre a mudança de planos e pediu que a apresentadora ficasse na emissora até abril.

“Diante da quebra de um acordo já selado presencialmente, optei por me desligar de imediato”, explicou Vera em suas redes sociais. Ela agradeceu à equipe do Roda Viva pelos anos de trabalho e desejou sucesso ao seu sucessor no comando do programa.

Segundo apurou o F5 (Folha de S.Paulo), a TV Cultura também não renovou os contratos de outros profissionais cujos vínculos com a emissora se encerravam em 31 de dezembro do ano passado. É o caso de Marcelo Tas, do Provoca, e apresentadores do setor de Esportes do canal. Nas próximas semanas, a TV Cultura exibirá episódios pré-gravados do Roda Viva e do Provoca.

Comunicação Pública terá 30 novas estações de televisão e rádio no primeiro semestre de 2026

Dossiê aponta 292 denúncias de censura e governismo na EBC

A Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) anunciou que fará uma grande expansão no ano de 2026. Já no primeiro semestre, estão previstas mais de 30 novas estações de televisão e rádio em diferentes localidades do Brasil. A expansão faz parte do programa Brasil Digital, implementado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Para Andre Basbaum, presidente da Empresa Brasil de Comunicação, a expansão da RNCP é um passo estruturante para garantir o direito à informação em localidades que ainda não são atendidas pela comunicação pública: “Com esse avanço, vamos permitir que mais brasileiros tenham acesso a conteúdo de qualidade, confiáveis e que fazem a diferença na vida das pessoas. Em um ano em que a informação de qualidade é essencial, os veículos da EBC têm um papel ainda mais importante”.

O programa Brasil Digital tem justamente o objetivo de ampliar a oferta do serviço de radiodifusão em municípios onde a EBC e a Câmara dos Deputados não disponham de estação licenciada para execução desses serviços. O processo é feito por meio da escolha de instituições parceiras para administrar o local de instalação e a infraestrutura básica necessária.

No ano passado, a EBC registrou 14 novas estações, instaladas em parceria com emissoras públicas de diferentes regiões. Com a expansão, a TV Brasil alcança agora cerca de 120 milhões de brasileiros, o equivalente a 63% da população.

Estadão estreia nova cobertura de tecnologia em 2026 e encerra espaço Link

Estadão estreia nova cobertura de tecnologia em 2026 e encerra espaço Link
Crédito: Glenn Carstens-Peters/Unsplash

O Estadão anunciou uma reformulação em sua cobertura de tecnologia a partir de 2026. O conteúdo produzido sobre o setor será concentrado nas marcas TecMundo e The Brief, adquiridas em outubro do ano passado, quando o jornal comprou a empresa NZN. Com a mudança, o Link Estadão, responsável pela cobertura de tecnologia no jornal desde 2004, deixa de existir.

“Este novo modelo de cobertura permite ao Estadão levar melhor ao público tanto o olhar especializado de quem vive de tech como a contextualização necessária entre a tecnologia e qualquer outro assunto, independente da área”, declarou Leonardo Mendes Júnior, diretor de Redação do Estadão, sobre as novidades.

Além do conteúdo publicado em TecMundo e The Brief, reportagens e análises sobre tecnologia serão disponibilizadas em diferentes editorias do jornal, de acordo com os temas abordados, tanto na versão impressa como no digital. O primeiro grande trabalho de cobertura do novo modelo será na Consumer Eletronics Show (CES), feira global de tecnologia e eletrônicos de consumo, que está sendo realizada ao longo desta semana, em Las Vegas.

No TecMundo, projeto criado em 2011, os leitores encontrarão reportagens sobre produtos, serviços, cibersegurança e entretenimento. Além disso, a iniciativa conta com as marcas Voxel e Minha Série, focadas respectivamente em games e filmes/séries. Já The Brief é a newsletter do TecMundo, que conta “as melhores histórias de negócios em tecnologia”, trazendo histórias especiais diariamente, com foco em Inteligência Artificial, big techs ou carreira.

Criado em outubro de 2004, o Link Estadão foi encerrado após 21 anos de existência. A marca tinha site próprio, separado da home do Estadão, com produção de conteúdo disponibilizado nas versões impressa e digital do jornal, além de um programa na rádio Eldorado. O projeto cobriu os principais acontecimentos do setor de tecnologia no Brasil e no mundo ao longo das duas últimas décadas.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (37)

Por Assis Ângelo

Pois é, Glauco Mattoso é personagem do cotidiano brasileiro. Isso porque diz e escreve o que pensa. Seus pensamentos interligam-se com tudo o que vive no dia a dia. E detalhe é que tudo o que faz nos chama atenção pelo fato puro e simples do talento que tem como intelectual.

Mattoso não é católico nem ateu. É um desmistificador. Chega a gargalhar quando lhe cobram posições religiosas e políticas. É um dos mais próximos seguidores do poeta baiano Gregório de Matos e Guerra (1636-1696). E eu, como não tenho e nunca tive o que fazer, brinco com letras que formam palavras e palavras que formam versos que dizem coisas, por exemplo:

Gregório de Matos e Guerra

 

Modelado em barro cru 

Por obra da Criação 

O boneco ganhou forma, 

Vida e nome: Adão 

 

Enfim básico feito 

Adão seguiu em frente 

Pedindo perdão a Deus 

Por d’Ele ser crente 

 

E Eva que caso há 

No caso da Criação 

Numa boa ela nasceu 

Muito antes de Adão 

 

Eva de Adão foi mãe 

Mas isso não vou contar 

É caso duvidoso 

E nele não vou entrar…

 

No começo fez-se a luz

Para tudo alumiar 

Quem pôde ficou vendo 

Estrelas no céu bailar 

 

Mas só viu quem tinha olhos 

Olhos bons e bom viver 

Quem não tinha – ai, ai, ai –

Na vida seguiu sem ver 

 

Antes e depois disso 

Muita coisa aconteceu 

O mundo pegou fogo 

E Jesus Cristo nasceu 

 

Foi visitado por reis

Eram três e eram Magos 

Carregados de presentes 

Muitos beijos e afagos 

 

O Menino foi crescendo 

E crescido foi à cruz 

E na cruz a Deus pediu 

Que nos desse força e luz 

 

Porém é o que se vê:

Nada de força ou luz 

Que possa minimizar 

O peso da nossa cruz 

 

Nesses versos fiz referência aos famosos reis que, supostamente, visitaram o menino Jesus nos seus primeiros momentos de inocência, lá em Belém. Tal encontro teria ocorrido num 6 de janeiro.

No dia 6 de janeiro do ano de 1482, século 15, começa uma história incrível desenvolvida pelo gênio francês Victor Hugo (1802-1885). Dessa história participam personagens deserdadas da vida e também personagens nobres, como o rei Luís XI.

Claro é que estou a me referir a O Corcunda de Notre Dame, romance clássico que continua a encantar gente de todo o mundo. Nessa obra, lançada pela primeira vez em março de 1831, movimentam-se quatro figuras principais: o corcunda Quasimodo, a cigana Esmeralda, o padreco Claude e o capitão garanhão Febo.

Trágico ou dramático é o texto de O Corcunda de Notre Dame?

Antes de mais nada, no meu pensar de olhos cegos, identifico a obra em pauta como sendo do gênero romântico. Explico: Esmeralda ama o capitão de modo quase mortal; o padreco Claude ama Esmeralda de modo totalmente obsessivo e criminoso; o Corcunda, um ser cego do olho direito e fisicamente alquebrado, ama Esmeralda de uma maneira dulcíssima; e o capitão usa Esmeralda e quando tenta violentá-la morre apunhalado. É nesse ponto que Esmeralda cai em desgraça e finda pendurada numa corda.

O padreco Claude, sentindo-se traído manda matar Esmeralda. A pergunta é: feminicídio?

A história diz mais e muito mais do que isso.

Nessa história é dito que Esmeralda foi criada por uma tribo cigana.

Quando Esmeralda, lindíssima, começa a ganhar a vida se apresentando no átrio de Notre Dame, tinha 16 anos de idade.


Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

Matheus Pinheiro deixa a ESPN

O narrador Matheus Pinheiro deixou a ESPN no começo da semana. Especializado em esportes americanos, ele estava na emissora há seis anos e meio. Seu último trabalho na ESPN foi no final de semana passado, durante a última rodada de temporada regular da NFL, a liga de futebol americano. As informações são do F5 (Folha de S.Paulo).

Pinheiro chegou à ESPN em setembro de 2019, ao lado de outros jovens talentos como o também narrador Matheus Suman. No canal, comandou transmissões de esportes americanos, além de partidas de futebol e eventos de boxe e automobilismo, como a MotoGP. Natural de Santos (SP), iniciou a carreira na TV Tribuna, afiliada do Grupo Globo na baixada santista. Passou também por webrádios com foco em esportes.

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