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quinta-feira, abril 2, 2026

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Mariana Becker retorna à Globo como comentarista da Fórmula 1

Mariana Becker deixa a Band e a cobertura da F1 em tevê aberta após 20 anos
Mariana Becker (Crédito: Lucas Java Brito/Instagram)

Mariana Becker, repórter especializada em automobilismo, está de volta à Globo após cinco anos. Ela atuará como comentarista das corridas da Fórmula 1, que voltam a ser transmitidas pela emissora a partir deste ano. Esta será a vigésima temporada seguida que Mariana atua na cobertura da categoria.

Mariana atuará diretamente dos locais das corridas, participando de todas as 15 etapas exibidas na TV Globo e de outras seis no SporTV. Ao ge, ela comentou sobre a nova função: “É algo que eu nunca fiz, mas vai ser um tipo de comentarista diferente. Fiz questão de estar in loco, perto da notícia, dos pilotos, de onde as coisas acontecem, para que o meu olhar continue sendo aquele com a notícia muito pura. De quem está lá e é capaz de transmitir e dar o contexto da informação. Serei aquela Mariana Becker de sempre, correndo de um lado para o outro, porque para mim é essencial eu continuar tendo contato com todos que fazem parte desse mundo da Fórmula 1″.

Natural de Porto Alegre, Mariana tornou-se referência na cobertura do automobilismo. Sua primeira passagem na Globo iniciou em 1995 e durou cerca de 25 anos. Por volta de 2006, ela iniciou sua trajetória como repórter da categoria, e segue trabalhando no setor desde então. Em 2021, assinou com a Bandeirantes, que havia adquirido os direitos de transmissão da Fórmula 1. Ficou na emissora até o ano passado e está de volta à Globo em 2026, marcando também o retorno da F1 à emissora carioca.

Além de Mariana, fazem parte da equipe de transmissão da Fórmula 1 na Globo o narrador Everaldo Marques e o comentarista Luciano Burti, que comandarão as corridas exibidas na TV Globo; e o narrador Bruno Fonseca e os comentaristas Felipe Giaffone, Christian Fittipaldi e Rafael Lopes estarão à frente da cobertura das transmissões no SporTV. Ao longo da temporada, os repórteres Julia Guimarães, Guilherme Pereira e Marcelo Courrege acompanharão as corridas presencialmente.

Mauro Tagliaferri retorna à Novabrasil, que unificará noticiário em rede para 2026

Mauro Tagliaferri em sua primeira passagem pela Novabrasil

A Novabrasil anunciou importantes novidades para o seu Jornalismo em 2026. Entre elas, destaque para o retorno de Mauro Tagliaferri, que ao lado de Heródoto Barbeiro, também em São Paulo, e Diego Amorim, em Brasília, comandará a partir de 19 de janeiro a edição nacional do Jornal Novabrasil.

Tagliaferri, que já havia atuado como âncora da emissora entre 2020 e 2023, também assumirá a função de coordenador de projetos especiais. “Além do prazer de retomar o contato com colegas e com os ouvintes da Novabrasil, encaro a volta à rádio como uma grande responsabilidade de contribuir para o crescimento de um projeto sério e consolidado de jornalismo”, comemora o apresentador, que ao longo de sua carreira também teve passagens marcantes pelas tevês Globo, SBT, Record e RedeTV.

Mauro Tagliaferri em sua primeira passagem pela Novabrasil

Principal jornal da emissora, a atração também tem novidades e ganha novo horário de exibição, das 6h30 às 8h. Com isso, as edições locais do Jornal Novabrasil, com foco em prestação de serviço e no noticiário regional, ganham novo horário, porém dentro da mesma faixa atual do jornalismo: das 8h às 8h30.

“Nossa missão continua sendo informar com equilíbrio, sem gritaria, e nos consolidarmos como uma opção de jornalismo confiável, feita para quem busca realmente entender os fatos”, afirma Diego Amorim, que também é diretor de Jornalismo da Rede Novabrasil.

O novo horário também representará uma unificação do noticiário nacional da emissora, adquirida em 2020 pelo Grupo Thathi de Comunicação. Até então, a Novabrasil contava com dois jornais nacionais, o primeiro das 6h30 às 7h30, e o segundo das 8h às 8h45, divididos pelos jornais locais, exibidos das 7h30 às 8h.

A unificação permitirá à emissora aproveitar melhor sua equipe, em um único programa, com pautas mais bem definidas e exibição em rede para 15 praças e cerca de 400 cidades. A programação também pode ser acompanhada pelo aplicativo, pelo site da rádio e pelo canal Jornalismo Novabrasil no YouTube.

“Sabemos que 2026 já começou quente e seguirá desafiador”, acrescenta Mauro Tagliaferri. “Teremos eleições, Copa do Mundo e um cenário internacional cada vez mais instável. Sem falar nas transformações impostas pela tecnologia e pelas mudanças climáticas. Nossa missão é manter o público bem informado, sendo críticos e didáticos sempre que necessário, mas sem perder a leveza jamais”.

Heródoto Barbeiro ganha coluna diária e novo programa

Outra novidade anunciada pela Novabrasil será a ampliação do trabalho de Heródoto Barbeiro na emissora. O jornalista, um dos principais nomes do radiojornalismo brasileiro, seguirá à frente do Jornal Novabrasil São Paulo e passará a assinar uma coluna diária na edição nacional do jornal da rádio, além de comandará o TH+ Entrevista, novo produto que também será exibido nas tevês que integram o Grupo Thathi de Comunicação.

Stephanie Alves assume edição candanga do Jornal Novabrasil

Para comandar a edição local do Jornal Novabrasil em Brasília, o Grupo Thathi anunciou a contratação de Stephanie Alves. Com passagens por Globo, CNN Brasil e Band, Stephanie também participará de projetos especiais da Novabrasil, com destaque para a cobertura de Esportes, área de afinidade da comunicadora, especialmente em um ano de Copa do Mundo.

“É uma honra e uma felicidade voltar ao rádio, voltar às origens, para falar de Brasília, a cidade que me formou. É daqui que eu volto a me conectar com a audiência”, afirmou a jornalista.

Joana Treptow assina com a TV Gazeta e comandará Jornal da Gazeta

Joana Treptow (Crédito: Instagram)

A TV Gazeta anunciou a contratação de Joana Treptow, que chega para ser a apresentadora do Jornal da Gazeta. Ela assumirá a bancada sozinha, em substituição a Luciana Guimarães e Laerte Vieira, que deixaram a emissora no começo do mês. A estreia, prevista para 2 de março, marcará também uma nova fase do telejornal, com novos cenários e comentaristas especializados. Joana seguirá com seu trabalho na rádio TMC.

“Fazer parte do Jornal da Gazeta simboliza um amadurecimento da minha trajetória”, declarou Joana sobre o novo desafio profissional. “É um jornal com história e credibilidade, e integrar um capítulo de inovação editorial é uma honra e um desafio, especialmente em um momento em que o jornalismo precisa combater a desinformação e preservar a confiança do público”.

Nascida em Portugal, Joana trabalhou em Agência EFE, GloboNews e Bandeirantes, nesta última trabalhou até setembro do ano passado, atuando como apresentadora do Café com Jornal e posteriormente do Jornal da Band. No final de 2025, chegou à rádio TMC, marca que substituiu a antiga Transamérica.

Evandro Cini e Beatriz Frehner assumem apresentação do Jornal da Manhã, da Jovem Pan

Evandro Cini e Beatriz Frehner assumem apresentação do Jornal da Manhã, da Jovem Pan
Roberto Nonato, Beatriz Frehner e Evandro Cini (Crédito: Divulgação/Simone Arruda)

A Jovem Pan News anunciou uma nova fase do Jornal da Manhã, que terá mudanças na grade e em sua apresentação. A partir de 26/1, o telejornal terá uma hora a mais de duração nas edições de segunda a sexta-feira e irá ao ar mais cedo, a partir das 5h.

A abertura do Jornal da Manhã, das 5h às 7h, será comandada por Roberto Nonato, que já vinha à frente da apresentação do jornal. E a partir das 7h até às 10h, a apresentação será de Evandro Cini e Beatriz Frehner, que conduzirão o telejornal no horário central da manhã, com foco em informação ao vivo, análise e prestação de serviço. Com a nova configuração, Evandro deixa o comando do programa 3 em 1 e Beatriz não vai mais apresentar a edição local do Jornal da Manhã na Jovem Pan Curitiba.

Roberto Nonato, Beatriz Frehner e Evandro Cini (Crédito: Divulgação/Simone Arruda)

Em release enviado à imprensa, a Jovem Pan explicou que as mudanças fazem parte de uma estratégia da emissora que tem o objetivo de “ampliar a oferta de jornalismo ao vivo desde as primeiras horas do dia”. Aos finais de semana, o Jornal da Manhã seguirá com seu horário tradicional, das 6h às 10h.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (38)

Por Assis Ângelo

O feminicídio é uma praga universal. Sempre foi.

Na ficção, o feminicídio data desde os tempos em que o homem passou a inventar histórias, antes mesmo de descobrir o papel, lápis e prensa.

A escrita surgiu aos trancos e barrancos na antiga Mesopotâmia, lugar hoje onde se acha o Iraque.

Não custa dizer que a escrita só foi possível depois, muito depois de o homem deixar de grunhir e passar a se comunicar com seu próximo de outro modo. Quer dizer, quando o grunhido passou a ganhar forma e algo parecido com fala.

Estamos falando de histórias passadas milênios antes de Cristo.

Não é incomum encontrar nos romances do craque francês Victor Hugo personagens que se matam entre si, suicidam-se e provocam situações extremas do cotidiano ficcional e real.

No clássico Crime e Castigo, de Dostoiévski, o protagonista Rodion Românovitch Raskólnikov abre caminho para chegar aonde quer matando premeditadamente uma senhora e sua irmã. A senhora foi morta por ser considerada abominável usurária e a quem o assassino devia dinheiro. E a sua irmã por se achar em lugar e hora errados.

A pergunta: o caso aqui pode ser classificado como homicídio, latrocínio ou feminicídio?

O escritor brasileiro José de Alencar (1829-1877) criou muitas personagens femininas no virar das páginas de sua obra. É certo que foi o primeiro e mais caudaloso defensor das mulheres. Ele as empoderou, expressão hoje um tanto corrente. Num dos seus livros, Til, uma mulher é assassinada por seu marido de modo brutal e à toa. A história se passa no interior de São Paulo. O tempo corria lá pela metade do século 19. Após casar-se, o criminoso deixou a mulher sozinha por anos e ao voltar a viu brincando com uma menina, sua filha. Foi quando a matou sem dó nem piedade.

A expressão feminicídio surgiu na década de 70 do século passado. Antes, em 1801, essa expressão surgiu de modo incompleto, nominalmente falando, no livro A Satirical View of London at the Commencement of the Nineteenth Century. Seu autor, John Corry, cravou a expressão “femicide”.

E o tempo foi, foi até chegar em Bruxelas e de Bruxelas até o México. Foi quando a expressão ganhou a forma que ora conhecemos: feminicídio.

No decorrer do século 20, as mulheres no Brasil começaram a mostrar a força que têm. Primeiro, com o direito de votar, em 1932. Trinta anos depois, as mulheres casadas conquistaram o direito de trabalhar fora. A igualdade entre os sexos foi uma conquista expressa na Constituição de 1988. E por aí vai.

No dia 7 de agosto de 2006, foi aprovada e promulgada pelo presidente da República a Lei Maria da Penha.

Diariamente, no Brasil, são assassinadas por companheiros ou ex-companheiros pelo menos quatro mulheres.

O conto O Monstro, do carioca Sérgio Sant’Anna, desenvolve uma história envolvendo três personagens principais: o professor de filosofia Antenor, de 45 anos; a amante Marieta, de 34, e a estudante Frederica.

Nessa história o fato mais terrível ocorre com a estudante, que é cega e tem apenas 20 anos de idade. Do pai e do namorado, Frederica recebe todas as atenções e cuidados devidos. O problema ocorre quando a estudante se rende aos assédios de Marieta, que a entrega de mão beijada ao amante. A menina é drogada, violentada e morta.

A história toda não conto, mas conto que Marieta se suicida e o estuprador assassino só é preso porque se entrega à Polícia.

Na prisão, Antenor dá entrevista a um repórter a quem conta com frieza, sarcasmo e sadismo o crime que cometeu.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

100 anos de Rádio no Brasil: O carro conectado e o novo dial

(Crédito: Radioworld.com)

Por Álvaro Bufarah (*)

Há muito tempo repete-se que o rádio “reinventa-se a cada nova tecnologia”. Talvez por isso tenha sobrevivido ao transistor, à televisão, ao FM estéreo, ao satélite, aos streamings globais e à IA conversacional que, agora, promete substituir locutores. Mas nada – nem mesmo o smartphone – tem provocado uma reconfiguração tão profunda no rádio quanto o carro conectado. E nenhum dispositivo simboliza essa virada melhor do que o DTS AutoStage, plataforma híbrida da Xperi que transforma o painel de um veículo em um centro avançado de dados, medição de audiência, interatividade visual e, muito em breve, personalização publicitária.

(Crédito: Radioworld.com)

Se antes a escuta automotiva era um mistério, hoje ela é quase transparente. A atualização recente da plataforma, anunciada nos Estados Unidos e gradualmente em expansão global, abre para os radiodifusores uma camada inédita de inteligência de mercado. Não mais estimativas genéricas de alcance, nem projeções baseadas em percepção de marca ou recordação espontânea. Agora, o rádio pode acessar – em menos de 24 horas – tendências de audiência, mapas de calor por localização, tempo de permanência, comportamento por faixa horária e até rankings de músicas mais ouvidas, tudo alimentado por milhões de veículos conectados.

É uma transformação silenciosa, porém radical: a cultura do feeling programático começa a ceder espaço ao racionalismo de dados, algo que o rádio tradicional sempre recusou, mas que o futuro não permitirá ignorar. Como disse Joe D’Angelo, SVP da Xperi, “as rádios podem medir mudanças quase em tempo real e saber onde seus consumidores escutam mais”. A frase sintetiza a ruptura. Pela primeira vez, o rádio conhece seu ouvinte no espaço, no tempo e no comportamento – e essa sofisticação aproxima a indústria sonora dos padrões já consolidados por plataformas como Spotify, YouTube e Apple Music.

Essa virada acontece em um momento estratégico. Segundo a Deloitte (Technology, Media & Telecom Predictions 2025), 72% das montadoras lançarão modelos com conexão nativa até 2027, e o veículo se consolidará como o principal espaço de consumo de áudio premium. A Edison Research mostra que 89% dos ouvintes de rádio nos EUA escutam principalmente dentro do carro – proporção estável há mais de uma década, mas que ganha nova relevância quando essa escuta se torna mensurável e monetizável. O rádio, enfim, entra na era da telemetria contínua.

Mas o ponto decisivo está menos na medição e mais no modelo de negócios que emerge dessa medição. A Xperi anunciou que a partir de 2026 pretende monetizar sua base gigantesca de dados, negociando medições e oferecendo publicidade segmentada dentro do ecossistema AutoStage. Não se trata de alterar o áudio do broadcast, mas de personalizar o visual, com mensagens ajustadas ao contexto do veículo, horário, clima, localização e preferências do ouvinte. É o broadcast vestindo a pele do digital: massivo no áudio, personalizado na tela.

Essa tendência já vinha ganhando corpo. A WorldDAB Global Automotive 2024 apontou que 93% das montadoras veem o rádio como “indispensável”, mas apenas se vier acompanhado de metadados, capa de álbum, integração com apps e métricas de uso. A experiência importa. E, para as marcas, um dashboard conectado e inteligente vale mais do que o velho dial rotativo. A publicidade segmentada no carro é uma fronteira de bilhões: a PwC estima que a publicidade contextual automotiva deverá crescer 18% ao ano até 2030. A Xperi sabe disso – e está se movendo rápido.

No Brasil, o movimento é tímido, mas existe. Emissoras como Globo FM, Metropolitana e Grupo Massa já integram a plataforma, enviando metadados para os painéis de modelos de Mercedes-Benz, BMW, Tesla e Hyundai equipados com hotspot de internet. Embora a monetização ainda não tenha chegado ao País, a adoção inicial indica que os radiodifusores brasileiros compreendem o recado: quem não estiver visível, integrado e analisável ficará invisível na disputa pela atenção do motorista conectado.

(Crédito: Radioworld.com)

A crônica dessa transformação é, no fundo, uma história sobre o reencontro do rádio com a sua vocação: estar onde o ouvinte está. Só que, agora, estar presente significa também ser mensurável, interoperável e comercialmente estratégico. Significa competir não apenas pelo ouvido, mas pela tela do carro, pelo algoritmo que sugere, pela IA que recomenda e pelo mapa de calor que revela onde vive a audiência real.

Se o futuro do rádio é híbrido, como aponta o relatório Xperi State of Auto Audio 2025, então o carro é seu novo centro nervoso – um painel inteligente que vê o ouvinte, fala com o anunciante e aprende com o comportamento de ambos. O AutoStage é apenas a vanguarda de um fenômeno maior: o rádio está virando plataforma, e as plataformas estão virando rádio.

E, nesse trânsito complexo entre automação, personalização e conectividade, talvez estejamos vendo o nascimento de um novo dial – não mais circular, metálico e analógico, mas dinâmico, responsivo e orientado a dados. Um dial que sabe quem chega, quem fica e quem troca de estação. Um dial que alimenta o mercado publicitário com precisão cirúrgica. Um dial que devolve ao rádio uma vantagem que ele nunca deveria ter perdido: a capacidade de se reinventar antes de ser ultrapassado.

Fontes de Pesquisa

  • Xperi – DTS AutoStage Overview & Press Releases
  • Radio World – Cobertura técnica do IBC 2024 e 2025
  • RedTech Magazine – Análises sobre rádio híbrido e automotivo
  • Edison Research – The Infinite Dial 2024/2025
  • Deloitte – TMT Predictions 2025
  • PwC – Global Entertainment & Media Outlook 2024–2028
  • WorldDAB – Global Automotive Update 2024
  • ABI Research – Connected Car Market Forecast 2025–2030
Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Domingos Meirelles está de volta à TV com programa sobre turismo no SBT Goiás

Domingos Meirelles está de volta à TV com programa sobre turismo no SBT Goiás
Domingos Meirelles e Elias Junior (Crédito: Instagram)

O veterano apresentador e repórter Domingos Meirelles está de volta à televisão. Aos 85 anos, ele está comandando o programa Destino Brasil TV, focado em turismo, na TV Serra Dourada, afiliada do SBT em Goiás. A estreia foi no domingo (11/1).

O Destino Brasil TV une informação, dados e debates sobre o setor de turismo no Brasil, abordando temas como infraestrutura, hotelaria, mobilidade, planejamento urbano, atrativos turísticos e a experiência do viajante. Semanalmente, o programa receberá especialistas, empresários, vozes da sociedade civil e representantes do poder público para discutir oportunidades, desafios e políticas para o fortalecimento do turismo. O programa irá ao ar a partir das 10h30 e será disponibilizado no canal do Destino Brasil TV no YouTube.

Domingos Meirelles e Elias Junior (Crédito: Instagram)

Com mais de 60 anos de carreira, Domingos trabalhou por décadas na imprensa escrita, em Última Hora, Quatro Rodas, Revista Realidade, Jornal da Tarde, O Globo e Estadão. Na televisão, atuou no Grupo Globo, como repórter dos principais telejornais da casa, entre eles Jornal Nacional, Fantástico e Globo Repórter. Posteriormente, trabalhou no SBT, no comando do Linha Direta, atração que ancorou até seu encerramento, em dezembro de 2007. Trabalhou também na Record TV, comandando programas como Repórter Record Investigação e Câmera Record. Desde 2021, estava afastado da televisão.

Domingos é um dos mais premiados jornalistas do Brasil, tendo vencido mais de 40 prêmios ao longo da carreira, entre eles três Esso, quatro Vladimir Herzog de Direitos Humanos e duas vezes o Rei de Espanha de Televisão. Ocupou a 17ª posição na edição 2024 do Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira, projeto realizado pelo Jornalistas&Cia.

Jovem Pan lança novo programa esportivo multiplataforma

Victor Boni, Giovanni Chacon e Guilherme Napolis (Crédito: Divulgação/Jovem Pan)

A Jovem Pan estreia no próximo domingo (11/1), a partir das 18h, o JP Futebol Clube, programa semanal que debaterá os principais resultados da semana no futebol nacional e internacional. A atração, multiplataforma, estará disponível na TV Jovem Pan News, rádio, YouTube e redes sociais da emissora.

O programa, que funcionará como um pós-rodada, reunirá informação, análise e entretenimento com uma abordagem leve e descontraída. A apresentação é de Victor Boni, com participações fixas de Giovanni Chacon e Guilherme Napolis. O JP Futebol Clube terá ainda a participação de repórteres ao vivo, diretamente de estádios, além de comentários de influenciadores esportivos convidados e quadros interativos. A ideia do projeto é atingir o público jovem e adulto apaixonado por futebol.

Victor Boni, Giovanni Chacon e Guilherme Napolis (Crédito: Divulgação/Jovem Pan)

Levantamento da NewsGuard mostra como apoiadores de Trump usaram imagens falsas para enaltecer a operação contra Maduro

NewsGuard

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

A imagem que começou a circular após a invasão da Venezuela por forças militares americanas é impressionante e humilhante: um homem dentro de um avião com o rosto coberto por um saco, escoltado por um militar orgulhoso de sua captura, fazendo uma selfie.

O texto do post dizia: “Se é real, é a foto de todos os tempos”.

A foto é real, mas o retratado não era Nicolás Maduro, e sim Saddam Hussein, registrado em 2003 após ser capturado pelos EUA.

A confusão não foi acidental – foi sintoma de um fenômeno que se repete com intensidade crescente: a distorção da realidade por meio de imagens falsas ou fora de contexto, a maioria criada ou manipulada com ferramentas de inteligência artificial.

Desde que Maduro foi retirado da Venezuela em uma operação dos EUA, em 3/1, imagens manipuladas ou “recicladas” espalharam-se com força, especialmente no X de Elon Musk, segundo um levantamento do NewsGuard.

Os pesquisadores revelaram que em apenas dois dias cinco fotos falsas e dois vídeos descontextualizados somaram mais de 14 milhões de visualizações.

Uma delas mostrava Maduro de pijama branco dentro de um avião, outra imagem que alimenta a narrativa da humilhação do presidente venezuelano por Donald Trump.

Segundo o NewsGuard, os conteúdos falsos foram criados ou amplificados por apoiadores de Trump, interessados em enaltecer a eficácia e o impacto da ação militar americana.

Um dos conteúdos destacados pelo NewsGuard é um vídeo mostrando helicópteros militares americanos sobre uma edificação, com soldados descendo por meio de cordas até o teto do que parecia ser o local em Caracas onde Maduro e mulher estavam. Mas o registro era na verdade de um show militar realizado em 2024 nos EUA e amplamente coberto pela imprensa americana.

“As pessoas que assistiram a esse vídeo podem ter se divertido, mas não foram informadas com precisão”, afirma o relatório.

Leia a matéria completa em MediaTalks.

NewsGuard

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Detidos, revistados, deportados: ONGs condenam assédio a correspondentes da mídia internacional após captura de Maduro. Leia mais

Grupo DCI/Visão começa a pagar dívidas trabalhistas

O Grupo DCI Visão (leia-se Hamilton Lucas de Oliveira – Indústria Brasileira de Formulários, IBF), que teve sua falência decretada no ano 2003, começou no final de 2025 a pagar dívidas trabalhistas de seus mais de mil ex-empregados, a maioria jornalistas, que somam quase R$ 67 milhões. Vale lembrar, porém, que muitos deles venderam seus direitos com deságio a empresas especializadas ao longo desse processo, pois não quiseram – ou não puderam – esperar pelo desfecho.

O resultado positivo deveu-se ao empenho do Departamento Jurídico do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que esteve à frente das ações desde que a empresa deixou de cumprir com suas obrigações trabalhistas. O trabalho tem sido liderado por Raphael Maia, advogado coordenador do departamento jurídico, que a partir do segundo do final de 2023 conseguiu levar o gestor da massa falida a tomar providências para os pagamentos que ora se iniciam.

Segundo soubemos, o juiz determinou que o síndico faça um cálculo para efetuar a correção monetária dos créditos. Mas essa correção somente será paga após o pagamento do principal de todos os credores (inclusive não trabalhistas), se no futuro houver crédito suficiente. Como a dívida é muito alta, por mais que ainda existam bens da massa falida a serem leiloados, o pagamento dessa diferença a título de correção monetária é mais difícil.

O Portal dos Jornalistas conversou com Raphael Maia, que explicou as dificuldades e obstáculos do processo, bem como a importância do trabalho do sindicato ao longo dos últimos 30 anos acompanhando a crise da empresa desde muito antes da falência. O diretor da entidade destacou que, como se trata de um processo antigo, os textos todos eram físicos, com mais de 70 volumes, com cerca de 200 páginas cada, o que dificultou e atrasou significativamente a resolução do caso. Além disso, havia uma questão de localidade, uma vez que o processo de falência do grupo tramitou em São Bernardo do Campo, o que tornava praticamente impossível o acompanhamento efetivo do caso.

“Era um elefante que não andava. Todas essas questões dificultaram e atrasaram muito o andamento do processo”, explicou Maia. “O sindicato acompanha este caso há pelo menos 30 anos, desde antes da falência do grupo. Eu estou no sindicato há cerca de dez anos, e passei a acompanhar mais fortemente só nos últimos cincos ou seis anos, porque foi quando de fato as condições materiais foram favoráveis para o andamento do caso. A partir de 2020, com a digitalização dos textos, tudo ficou mais fácil, e o sindicato teve uma atuação importante de acompanhamento do processo, além de pressionar para que os pagamentos fossem finalmente efetuados”.

Com a pressão do Sindicato, muitos bens antigos do grupo foram penhorados e foi possível chegar à quantia de cerca de R$ 60 milhões, o que ainda não era o suficiente para o pagamento integral das dívidas. Outros bens, incluindo imóveis, acabaram sendo leiloados e, mais recentemente, foi possível atingir a quantia equivalente aos quase $ 67 milhões. Foi então que, no ano passado, a justiça finalmente autorizou o pagamento do valor de 100% dos créditos trabalhistas, porém sem correção monetária ou juros, que poderão ser pagos no futuro, a depender de alguns bens que ainda devem ser penhorados.

Maia explicou que, na prática, os jornalistas prejudicados precisaram vencer duas etapas: a primeira foi ganhar a ação trabalhista, o que levou muitos anos; posteriormente, foi necessário pegar certidões para habilitar os créditos no processo de falência: “A partir do segundo semestre do ano passado, o juiz do caso abriu um incidente específico para os pagamentos, determinando algumas providências, como prova de vida, novas procurações e regularização documental. Em resumo, uma série de documentos que foram solicitados para que pudesse, digamos, verificar que essas pessoas de fato eram aquelas mesmo que tinham o direito de receber e encaminhar para o síndico fazer os pagamentos”. No final de 2025, foi feito o pagamento do primeiro lote, mas muitos credores ainda não apareceram. Estima-se que, até o momento, apenas metade tenha recebido os pagamentos.

Outro ponto importante a destacar no processo é o fato de que, por ser um caso antigo, de mais de 30 anos, muitos trabalhadores que foram prejudicados, bem como os advogados que representavam esses clientes, já faleceram. O crédito trabalhista pode ser recebido por herdeiros, desde que o nome do trabalhador conste na lista de credores, e o sindicato colocou-se à disposição para verificar esses nomes e ajudar na regularização do polo ativo.

“É de vital importância que as pessoas façam essa verificação”, declarou Maia. “As pessoas cujos pais ou parentes trabalharam no DCI, por volta de 1993, 1994, que foi quando começou o processo de falência, devem procurar saber se não havia uma ação judicial. Caso não tenha mais contato com o seu advogado ou com outra pessoa que tenha informações, pode nos procurar aqui no sindicato que a gente olha a lista do processo e vê se o nome da pessoa consta. Se ela estiver na lista, a pessoa ou algum dos herdeiros deve entrar em contato conosco para receber aquilo que é dela por direito. É importante estar atento a isso, pois o processo vai continuar, há ainda a possibilidade de correções monetárias no futuro, após a penhora de mais alguns bens, e o sindicato continuará acompanhando o caso, como o fez nos últimos 30 anos”.

Para o advogado, é uma grande vitória saber que os pagamentos finalmente estão sendo feitos após décadas, e o caso exemplifica muito bem a importância da atuação dos sindicatos em fazer valer os direitos dos trabalhadores: “A importância disso tudo – para além, é claro, de finalmente as pessoas receberem o que é delas por direito – é essa luta dos trabalhadores por meio do seu sindicato. Um caso desses, com todas as burocracias e demoras do processo, poderia acabar esquecido, perdido, por isso a importância da atuação de sindicato, que acompanhou e pressionou por uma resolução, mesmo depois de anos, com mudanças de pessoas, cargos, advogados, mas o propósito prevaleceu. Portanto, creio ser um grande exemplo disso, do sindicato como um ente coletivo que resguarda os direitos dos trabalhadores, independentemente do tempo”.

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