O apresentador José Luiz Datena deixará a RedeTV no final de janeiro, após oito meses de trabalho. A decisão, tomada em comum acordo com a direção da emissora, foi motivada pela vontade do apresentador de focar em seu trabalho na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde comandará, depois do carnaval, um programa na TV Brasil e na Rádio Nacional.
Segundo informações de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo), Datena entendeu que seria difícil conciliar os trabalhos na RedeTV e na EBC. O apresentador tinha o desejo de deixar a RedeTV desde o ano passado, quando assinou com a TV Brasil e a Rádio Nacional. Ele ficará no comando do Brasil do Povo, programa que apresenta nos fins de tarde, até o fim de janeiro.
Na EBC, Datena comandará um programa semanal de entrevistas na TV Brasil. Um dos primeiros entrevistados deve ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o apresentador terá um programa diário, de 8h às 10h, na Rádio Nacional.
Datena chegou à RedeTV em junho de 2025, após passagem pelo SBT. Natural de Ribeirão Preto, atuou na cobertura esportiva em Globo, Bandeirantes e Record, como repórter e narrador. Foi na Record, inclusive, que ele fez sua transição de carreira como apresentador de telejornais policiais. Comandou o Cidade Alerta, de 1998 e 2002. Um ano depois, em 2003, foi para a Bandeirantes e assumiu o Brasil Urgente, programa que apresentou por mais de 20 anos, até junho de 2024, quando teve de interromper as funções para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Além do Brasil Urgente, trabalhou em outros programas como No Coração do Brasil, SP Acontece, Quem Fica em Pé e Agora É Domingo. Também apresentou o programa esportivo O Craque e a Fera, no BandSports. No final de 2024, assinou com o SBT, até chegar à RedeTV, em junho de 2025.
Durante mais de duas décadas, a Love Story foi muito mais do que uma boate. Foi palco de encontros improváveis, refúgio de desejos, território de liberdade e um espelho fiel da São Paulo que vivia intensamente a noite. Agora, essa história ganha registro definitivo em Love Story – A Casa de Todas as Casas, uma biografia não autorizada que revela, sem filtros, os bastidores de um dos endereços mais emblemáticos da vida noturna paulistana.
Katia Simões e Roberto Prioste
Escrita por Katia Simões, há 15 anos no Valor Econômico e passagens por PEGN e DCI, e Roberto Prioste (ex-TV TEM, EPTV e TV Diário), a obra mistura jornalismo, memória, comportamento e cultura urbana. Dividido entre a Boca do Lixo e a Boca do Luxo, o livro reconstrói a trajetória da Love Story desde sua origem até se consolidar como um verdadeiro patrimônio emocional da cidade de São Paulo. A narrativa é construída a partir de mais de 25 horas de depoimentos, reunindo vozes de artistas, empresários, jornalistas, personagens da noite, frequentadores anônimos e figuras públicas que viveram, cada um à sua maneira, o fenômeno Love Story.
O livro também registra passagens discretas, e quase cinematográficas, de figuras internacionais, entre eles o ator Chadwick Boseman (1976-2020), protagonista de Pantera Negra, que passou uma noite inteira na casa sem ser reconhecido, protegido pelo pacto informal de discrição que a boate mantinha com seus frequentadores. Até a realeza cruzou aquele território. O escritor Ari Behn, então marido da princesa Märtha Louise, da Dinamarca, chegou a gravar cenas de um programa europeu dentro da boate. Alguns artistas evitavam entrar para não virar pauta de colunas sociais. O cantor Thiaguinho, por exemplo, é citado no livro como alguém que preferia ir embora ao perceber o risco de exposição midiática.
Ana Laura Sivieri, head global de marketing e comunicação da Braskem, que, já na condição de consultora, vem cuidando da transição da área (veja aqui), está de saída da companhia, conforme acordo feito com a direção em agosto passado. Não anunciou ainda os próximos passos profissionais.
Com a saída dela, a Braskem decidiu eliminar a função de CMO, optando por uma nova estrutura, que contará com duas gerências, de marketing e comunicação, subordinadas à vice-presidência da área. Na Braskem, Ana atuou no processo de internacionalização da empresa, contribuindo para a expansão da marca nos mercados de países da Europa, América do Norte e Ásia.
Em entrevista ao Meio & Mensagem, Ana falou sobre sua trajetória e o processo de mudança na Braskem. A comunicadora falou ainda que, para a próxima etapa da carreira, está considerando atuar em diferentes setores, como tecnologia, indústria pesada e farmacêutica, mobilidade e serviços no geral, como financeiro. Leia na íntegra aqui.
Morreu na terça-feira (20/1) Sueli Campo, especializada em finanças, aos 64 anos, em São Paulo. O velório e sepultamento serão realizados na quinta-feira (22/1), a partir das 9h, no Memorial Parque Jaraguá. Deixa o marido, Toni Tavares, e a filha Marina Tavares.
Natural de Vitória, no Espírito Santo, Sueli estava em São Paulo há quase 40 anos. Fez MBA em Informações Econômico-financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Na carreira como jornalista, trabalhou como editora da sucursal paulista do jornal O Globo e ocupou o mesmo caso na Agência Estado. Foi ainda repórter de economia e finanças do Estadão. Ultimamente, trabalhava na SP4 Corporativa, com Odete Pacheco, à frente do núcleo de Finanças e Infraestrutura.
A Jovem Pan estreará de forma oficial na TV aberta em São Paulo na próxima segunda-feira, dia 26/1. A emissora está atualmente fazendo testes em modo beta, no canal 51.5, na Grande São Paulo.
Anteriormente, a estreia estava prevista para 7/1. A ideia era expandir a distribuição do sinal por meio de uma parceria com a Rede Mais Família. Mas, na noite de 6/1, a emissora reviu a estratégia e decidiu adiar o lançamento, sob a justificativa de necessidade de ajustes técnicos. Vale lembrar que a Jovem Pan está tocando seu projeto de expansão para a TV aberta desde outubro do ano passado, com a estreia da programação nas emissoras da TV Cidade Verde, no Mato Grosso, cujo sinal alcança Cuiabá e dezenas de cidades na região.
Morreu em 17/1, aos 32 anos, o apresentador Erlan Bastos, que comandava o programa Bora Amapá, da NCTV, afiliada da Bandeirantes no Amapá. Ele foi diagnosticado com tuberculose peritoneal, doença considerada rara e de difícil detecção, e estava internado desde o começo da semana passada em decorrência de complicações do quadro.
Erlan havia sido contratado há pouco mais de um mês pela NCTV. Anteriormente, ele já havia sido internado após passar mal durante uma transmissão ao vivo, com fortes dores no peito e na região abdominal. Natural de Manaus (AM), o apresentador destacou-se na cobertura de entretenimento, sendo o fundador do portal Em off. Trabalhou ainda na TV Cidada, afiliada da Record no Ceará, e na TV Meio Norte, do Piauí.
Em nota, a NCTV lamentou a morte precoce de Erlan, destacando sua trajetória na imprensa: “Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”.
Há momentos na história do rádio em que a tecnologia não apenas inova: ela reorganiza o ecossistema inteiro ao redor de si. Em 2026, essa reorganização terá um nome cada vez mais incontornável – rádio híbrido impulsionado por dados, operando no coração do carro conectado. A cada trimestre de pesquisas divulgadas por Xperi, Deloitte, PwC, WorldDAB e Edison Research torna-se claro que não estamos mais diante de um experimento tecnológico, mas de uma reconfiguração estrutural de como o áudio se comporta dentro de veículos.
Se 2025 foi o ano das primeiras integrações avançadas, 2026 será o momento em que o carro se consolidará como o principal centro de consumo, medição e monetização do rádio mundial. E isso não porque o dial voltará ao glamour, mas porque o rádio, ao tornar-se híbrido, volta a se integrar com o cotidiano digital do ouvinte.
Expansão acelerada: o rádio híbrido deixa a fase piloto e entra em escala global
A plataforma DTS AutoStage, hoje presente em mais de 13 milhões de veículos, deve ultrapassar a marca dos 20 milhões até o final de 2026, segundo previsões internas da própria Xperi e estimativas de consultorias como ABI Research. Essa expansão será impulsionada por três movimentos simultâneos:
Adoção massiva de conectividade nativa por montadoras;
Pressão do consumidor por painéis mais inteligentes e integrados a serviços digitais;
Demanda das emissoras e da indústria publicitária por dados mais robustos.
A WorldDAB Global Automotive 2025 estima que, até 2027, 72% das montadoras do Ocidente adotarão sistemas híbridos como padrão, enquanto na Ásia esse índice deve ultrapassar 80%. A Europa avança mais rápido, mas os EUA definem ritmo – e o Brasil, como tradicional retardatário tecnológico, começa a se mover por necessidade comercial, não mais apenas curiosidade.
(Crédito: broadcastdialogue.com)
O salto qualitativo: dados deixam de ser métricas e passam a definir estratégia
As últimas atualizações do portal DTS AutoStage ajudam a prever o que acontecerá no próximo ano.
A leitura integrada de
alcance real,
tempo de sintonia,
retenção por faixa horária,
zonas geográficas de escuta,
ranking dinâmico de músicas,
comportamento por dia da semana, e
condições externas (como clima e trânsito)
constitui um novo padrão de Business Intelligence para emissoras.
Em 2026, a tendência é que três movimentos estruturais ocorram:
a) Programação responsiva
Grade de programação adaptada automaticamente com base em comportamentos de audiência geolocalizados.
Não será mais sobre “o que funciona”, mas onde funciona, quando funciona e com quem funciona.
b) Comercialização orientada a dados
Anunciantes poderão negociar pacotes fundamentados em métricas automotivas reais, e não extrapoladas.
Isso coloca rádio e streaming no mesmo patamar de transparência – algo impensável há cinco anos.
c) Automação estratégica
Algoritmos sugerirão ajustes de grade, trocas de músicas, faixas de maior abandono e picos de sintonia – tudo em tempo real.
O rádio deixa de ser apenas criativo; torna-se científico em sua operação.
Monetização: quando o painel do carro virar vitrine publicitária personalizada
O anúncio da Xperi de que, a partir de 2026, pretende monetizar sua base de dados deve produzir um impacto profundo na dinâmica do mercado. A publicidade passará a considerar:
Localização do veículo;
Contexto ambiental (chuva, trânsito, horário);
Histórico de comportamento do motorista;
Tipo de conteúdo consumido;
Rota percorrida e duração média das viagens.
A PwC estima que o mercado global de publicidade contextual automotiva deve atingir US$ 64 bilhões até 2030, com crescimento anual superior a 18%. O rádio – tradicionalmente excluído da economia dos dados – finalmente entra no jogo.
Para as emissoras, a grande questão será: qual modelo de revenue share surgirá?
Para a indústria, a resposta pode redefinir os próximos 10 anos.
Brasil: a janela de oportunidade e o risco de ficar para trás
O Brasil tem duas vantagens históricas:
Rádio com penetração cultural profunda
Frota automotiva numerosa e em constante renovação
Mas enfrenta dois desafios:
lentidão regulatória,
resistência estrutural das emissoras a investimentos tecnológicos.
Contudo, o movimento já começou. Emissoras como Globo FM, Metropolitana e Massa FM já enviam metadados para o AutoStage. Em 2026, espera-se que ao menos 30 novas emissoras integrem a plataforma, principalmente em capitais do Sudeste e Sul.
O dilema brasileiro é simples: ou o rádio se integra a esse novo ecossistema – inteligente, conectado e monetizável – ou continuará perdendo anunciantes para plataformas digitais que operam com dados de precisão cirúrgica.
(Crédito: zydigital.com.br)
2026: o ano em que o rádio finalmente enxergará seu ouvinte
Após cem anos de existência, o rádio entra em uma era em que:
sabe onde seu público está,
como se desloca,
quanto tempo permanece,
o que gosta de ouvir,
e o que abandona imediatamente.
E isso muda tudo.
De um lado, a criatividade continua indispensável.
Do outro, a inteligência de mercado deixa de ser luxo: torna-se condição de sobrevivência.
O rádio de 2026 não será o rádio que conhecemos – será uma plataforma híbrida, responsiva, integrada ao veículo e ao cotidiano do usuário. Um rádio que não apenas fala, mas ouve. Não apenas transmite, mas aprende. Não apenas ocupa espaço: gera valor.
E, acima de tudo, um rádio que percebe, finalmente, que o futuro não está na disputa com o digital – mas em assumir, com naturalidade, que ele próprio se tornou digital.
Fontes de pesquisa
Relatórios e estudos
Deloitte – TMT Predictions 2025
PwC – Global Entertainment & Media Outlook 2024–2028
Edison Research – Share of Ear 2024 e Infinite Dial 2025
WorldDAB – Global Automotive Update 2024
ABI Research – Connected Car Market Forecast 2025–2030
Statista – Global Connected Car Penetration 2024–2030
McKinsey – The Future of Connected Vehicles 2030
Qualcomm – Relatórios de telemática automotiva 2023–2025
Notícias e análises técnicas
Radio World
RedTech Magazine
Inside Radio
Automotive News
The Verge – Seção de wearables e automotivo
Xperi – Press Releases & Investor Reports
Álvaro Bufarah
Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.
(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.
Os Irmãos Karamázov, calhamaço também clássico do mestre russo Fiódor Dostoiévski, trata da história de um cara completamente anômalo que aprendeu a viver tirando proveito de tudo e de todos. Mais do que boçal e oportunista, o personagem Fiódor Pavlovich Karamázov chegou a casar-se duas vezes. Na primeira, juntou seus interesses aos de uma jovem ingênua e bem dotada em todos os sentidos. Ela não aguenta viver com o malandro e foge com um seminarista que não tinha onde “cair morto”, na expressão do próprio romancista. A mulher, Adelaida, acaba morrendo de febre tifoide ou de fome. Ou as duas coisas. Fiódor, quando soube da notícia, saiu correndo feliz, alegre. Estava rico e livre.
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O segundo casamento dele é com uma jovem de 16 anos de idade, órfã, pobre e morando de favor de uma viúva que a agredia o tempo todo. Sophia, nome da personagem, chegou a tentar o suicídio pendurando-se numa corda. Era linda e acabou caindo nas garras daquele que fora marido de Adelaida.
Com Adelaida Fiódor teve um filho: Dmitri.
Com Sophia, Fiódor teve dois filhos: Ivan e Aliócha.
Os três irmãos aqui citados foram abandonados e esquecidos pelo pai e quando pequenos cuidados pelo fiel criado Grigóri.
Essa é uma história de conteúdo terrível, mas que ganha bons contornos com a movimentação dos irmãos.
Dmitri não termina os estudos e acaba nas fileiras militares do país do seu tempo. É bonito e desperta a atenção de todos e de todas por anda. Uma das suas pretendidas é ousadamente cobiçada pelo pai. De Dmitri, diga-se.
Ivan torna-se um intelectual, publicando textos polêmicos nos jornais. Um desses textos, O Grande Inquisidor, aborda questões referentes aos tribunais eclesiásticos. Ele fala de muitas coisas, coisas de arrepiar. Lembra a presença de Jesus na Terra ressuscitando uma criança e dando luz aos olhos de um cego. Tais milagres são acompanhados por um inquisidor, que determina a soldados que o prendam. Preso e levado às masmorras, Jesus ouve do inquisidor o que não deveria. E não diz nada.
Aliócha, dos três o mais novo, segue a carreira religiosa. E não custa dizer que é o herói do narrador da obra em pauta.
A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) passa a contar com a jornalista Aline Czezacki em sua rede de profissionais. Formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Aline tem 10 anos de atuação em comunicação pública e internacional, com trajetória marcada pela articulação entre prática profissional, pesquisa acadêmica e compromisso com o interesse público.
É mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), doutoranda pela Universidade Fernando Pessoa, no Porto (Portugal), e possui especializações em comunicação em saúde e relações internacionais. Ao longo da carreira, atuou em quatro agências do sistema ONU e no Governo Federal.
Atualmente, reside em Foz do Iguaçu (PR) e trabalha como assistente sênior de comunicação no UNOPS/ONU, onde coordena a comunicação de projetos de infraestrutura no Paraná.
Na ABCPública, Aline pode contribuir para ampliar o intercâmbio de experiências entre profissionais que atuam na comunicação pública, no Brasil e no exterior. A associação reúne jornalistas, comunicadores e pesquisadores interessados no fortalecimento do campo e na troca qualificada de práticas e reflexões sobre o interesse público.
Guilherme Kepler assumiu o cargo de gerente de jornalismo da Record Guaíba, com o objetivo de aumentar a conexão com a audiência e dar maior atenção às demandas urgentes da população do Rio Grande do Sul. Kepler trabalha há mais de 15 anos Grupo Record, com diferentes passagens na TV e na rádio Guaíba.
O novo desafio profissional marca o retorno do profissional ao RS. Em 2023, ele deixou a Record RS e mudou-se para o Rio de Janeiro, para atuar como gerente de Jornalismo na Record TV Rio. Antes, foi produtor, repórter e chefe de reportagem da rádio Guaíba, e trabalhou na produção, reportagem e edição de texto da Record Guaíba.