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Katiuzia Rios assumirá a apresentação do Brasil do Povo, da RedeTV

Katiuzia Rios assumirá a apresentação do Brasil do Povo, da RedeTV!

A apresentadora Katiuzia Rios é a nova âncora do programa Brasil do Povo, da RedeTV. Ela ocupará o cargo de José Luiz Datena, que deixará a emissora no final de janeiro, para focar em seu trabalho na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A estreia de Katiuza será em 2 de fevereiro.

Formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Katiuzia tem mais de 25 anos de jornalismo, com passagens por diversos veículos de seu estado natal. Foi editora-chefe e apresentadora dos telejornais Alô Fortaleza e Diário da Manhã, da TV Diário, e repórter e apresentadora do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Chegou à RedeTV em 2025, no comando do Nordeste do Povo, telejornal regional gerado em Fortaleza (CE). Agora no Brasil do Povo, atuará diretamente dos estúdios da RedeTV em São Paulo.

Em release enviado à imprensa, Katiuzia comentou sobre o novo desafio profissional: “É a missão de levar informação de qualidade em tempo real, análise dos fatos mediante seus inúmeros vieses, prestação de serviço, além de doses de leveza, irreverência e alegria para milhões de brasileiros. Vamos dar boas gargalhadas juntos, diante do desafio de estabelecer um diálogo franco com o telespectador e o internauta. Para uma nordestina arretada que nem eu, esse ato de coragem se torna pressuposto para a realização de um sonho!”.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (40)

Por Assis Ângelo

Não é de todo surpreendente a afirmação de que a montanha de páginas que forma Os Irmãos Karamázov é pérola de brilho tão intenso capaz de até cegar olhos desavisados.

Esse romance foi primeiramente publicado na forma de folhetim e depois em livro, em 1880. Seu autor, Fiódor Dostoiévski, morreu logo após completar 60 anos, no dia 9 de fevereiro de 1881.

Bom, o livro é excepcional. Tem muitos personagens. Além de Fiódor Pávlovitch Karamázov, pai de Dmitri, Ivan e Aliócha, o leitor depara-se com uma história longa e envolvente, além de original.

Como Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas (1802-1870), que eram quatro, Os Irmãos Karamázov caiu na boca do povo como sendo uma história envolvendo três irmãos. Na verdade, também eram quatro os irmãos Karamásov no livro assinado pelo ilustríssimo escritor russo.

Ali pelo quinto capítulo do livro cinco que integra o volumoso romance de Dostoiévski, encontra-se um texto impecável sobre a Igreja Católica. O texto é creditado ao personagem Ivã, o segundo dos quatro filhos de Fiódor.

O quarto filho de Fiódor é Pável Smierdiakóv, considerado bastardo.

Entre todos os filhos de Fiódor, Ivã é o mais brilhante. Escrevia para a imprensa da época artigos impactantes e, por isso mesmo, polêmicos. Um desses seus escritos foi intitulado de O Grande Inquisidor. O autor traça contundente panorama sobre a cristandade e coisa e tal.

Ivã Karamázov define seu texto como um poema. Na verdade, o escrito foi desenvolvido poeticamente na forma de prosa. Impecável. Ele começa dizendo que era merecedor de um prefácio ou algo parecido. Começa assim:

“…A ação passa-se no século XVI; bem sabes que era costume, nesta época, fazer intervir nos poemas os poderes celestes. Não falo de Dante. Em França, os ‘clercs de la basoche’ e os monges davam representações em que punham em cena Nossa Senhora, os anjos, os santos, Cristo e Deus. Eram espetáculos ingênuos. Na Nossa Senhora de Paris, de Victor Hugo, o povo é convidado, no tempo de Luís XI, em Paris, e em honra do nascimento do Delfim, para uma representação edificante e gratuita: O Bom Juízo da Sagrada e Graciosa Virgem Maria.”

Ainda no preâmbulo, Ivã lembra uma passagem na Divina Comédia, do italiano Dante Alighieri. Nessa passagem, Inferno, Nossa Senhora roga a Deus pelos pecadores:

“Existe, por exemplo, um pequeno poema, traduzido sem dúvida do grego: A Virgem no Inferno com quadros duma audácia dantesca: a Virgem visita o Inferno, guiada pelo arcanjo S. Miguel, e vê os condenados e os seus tormentos; entre outros, há uma categoria muito interessante de pecadores: os do lago de fogo; mergulham no lago e nunca mais aparecem: são aqueles ‘de que até Deus se esquece’.”

E segue e segue Ivã mergulhando nas dolorosas e sangrentas chagas da Igreja. À sua frente o mano Aliócha ouve-o atentamente. As interrupções são poucas, porém incisivas e merecedoras de acréscimos.

No correr de tudo que diz, Ivã destaca as perseguições contra os cristãos-novos, homossexuais, bígamos, hereges, feiticeiros, levadas avante pelo Santo Ofício.

No ponto em que o Santo Ofício é referido no texto de Ivã, depressa lembrei-me de um conto de Anton Tchekhov (1860-1904). No tal conto, A Feiticeira, é contada a relação entre um casal, um clérigo de baixo escalão e uma jovem de beleza encantadora. O homem acusa a mulher, Raíssa, de feitiçaria e a ameaça de contar o que sabe ao pároco da região. O sujeito é sem futuro, feio e linguarudo. A mulher o trai. Uma noite ao voltar para casa, o sujeito tenta possuir a mulher à força. Mas ela se defende com uma porrada, deixando-o cego.

Ali pelo meio do texto de Ivã é dito que uma pequena multidão segue um jovem. Esse jovem é reconhecido como Jesus, que a pedido não se faz de rogado e ressuscita uma menina e põe luz nos olhos de um cego.

Aos seguidores Jesus agora, na sua volta à Terra, repete o que dissera séculos antes. Fala da importância da paz, justiça, esperança, amor, liberdade, igualdade etc.

Essa história toda se passa em Sevilha, Espanha, num momento qualquer do século 16.

À época, a Inquisição corria solta em toda a Europa e até fora dela, como Índia e Brasil.

A movimentação do chamado Filho de Deus é toda acompanhada por um cardeal. Aliás, daí o título O Grande Inquisidor.

O cardeal, pondo pra valer a sua autoridade de representante graúdo da Igreja, manda soldados prenderem aquele que morreu na cruz por nós. Isso feito, o preso é posto num calabouço e depois visitado pelo inquisidor.

Jesus ouve tudo o que diz o velho religioso, sem mover um músculo ou sequer pestanejar. É pra lascar!

Na última interferência que Aliócha faz ao irmão deixa claro querer saber qual final dará ao texto. Ivã responde:

“O Inquisidor cala-se, espera um momento a resposta do Preso. O Seu silêncio o oprime. O Cativo escutou-o sempre fixando nele o olhar penetrante e calmo, visivelmente decidido a não lhe responder. O velho gostaria de que Ele lhe dissesse alguma coisa, mesmo que fossem palavras amargas e terríveis. De repente, o Preso aproxima-se em silêncio do nonagenário e beija-lhe os lábios exangues. Mais nenhuma resposta. O velho tem um sobressalto, mexe os lábios; vai até à porta, abre-a e diz: ‘Vai e nunca mais voltes… nunca mais.’ E deixa-o ir, nas trevas da cidade. O Preso vai.”

O Santo Ofício foi criado pelo Papa Gregório IX, em 1231. Quer dizer, em plena Idade Média.

Contatos pelo [email protected].

100 anos de Rádio no Brasil: A música e quando paramos de nos reconhecer nela

The Velvet Sunbdown, “banda” criada por IA

Por Álvaro Bufarah (*)

Há pouco tempo ainda discutíamos se a inteligência artificial seria capaz de compor como um humano. Hoje a pergunta se inverteu: será que nós, humanos, ainda conseguimos reconhecer o que é nosso?

Uma pesquisa realizada pela Ipsos para a plataforma francesa Deezer jogou luz sobre esse impasse contemporâneo: 97% das pessoas não conseguem mais diferenciar música inteiramente gerada por IA de músicas criadas por artistas reais. O dado parece ficção científica – mas já nasce velho, de tão rápido que o fenômeno avança. Em oito países, incluindo o Brasil, a incapacidade de perceber a diferença não apenas surpreendeu: desconfortou mais da metade dos entrevistados.

É como se nossos ouvidos, treinados por décadas de sobrecarga sonora, tivessem finalmente sucumbido a uma sutileza sintética que imita com perfeição o que antes considerávamos único, humano, irrepetível.

Os resultados revelam desconforto, mas não evitam um paradoxo: ao mesmo tempo em que 51% temem uma “explosão de músicas de baixa qualidade” e quase dois terços acreditam que a IA diminuirá a criatividade, o consumo de faixas feitas por IA cresce a uma velocidade vertiginosa.

Segundo a Deezer, em janeiro de 2025, uma em cada dez músicas tocadas diariamente era gerada por IA. Dez meses depois, esse número chegou a 40% do catálogo diário – cerca de 40 mil músicas por dia.

E aqui mora uma ironia de mercado: as pessoas não querem ser enganadas, mas continuam clicando.

A viralização do “grupo” The Velvet Sundown no Spotify ilustra esse movimento. Sem rosto, sem história, sem bastidores, o projeto atraiu milhões de plays antes de admitir que não passava de código. A música mais popular, com mais de 3 milhões de execuções, fez mais sucesso do que boa parte dos artistas independentes que lutam para pagar suas contas.

The Velvet Sunbdown, “banda” criada por IA

É uma revolução silenciosa – e profundamente industrial.

O ecossistema de streaming, que há dez anos parecia dominado por artistas independentes e suas estratégias caseiras de distribuição, hoje se tornou o laboratório definitivo da música sintética.

Plataformas como Suno, Udio, Stable Audio e a Jukebox da OpenAI transformaram a criação musical em um processo tão rápido quanto redigir uma mensagem. Em minutos, qualquer pessoa produz um single com arranjos impecáveis, harmonias coesas e uma voz nunca antes existente.

E não se trata apenas de hobby:

  • A Suno já afirmou possuir modelos capazes de compor músicas completas de forma inteiramente autônoma.
  • A Udio, financiada por ex-executivos do Spotify, tornou-se referência entre produtores digitais.
  • A Google DeepMind anunciou modelos multimodais que geram música a partir de imagens, sentimentos ou breves descrições.

A estética da IA não apenas imita: ela aprende padrões, gera infinitas combinações e cria um mercado paralelo de músicas prontas para trilhas, vídeos, jingles e até artistas sintéticos – tudo sem contrato, sem desgaste emocional, sem imprevistos.

Se por um lado o público confessa desconforto – 80% querem rótulos claros informando quando uma faixa é gerada por IA –, por outro, a aceitação plena do produto sintético pressiona a indústria a se reorganizar.

Em resposta ao caso Velvet Sundown, o Spotify anunciou esforços para um código voluntário de transparência, alinhado aos debates que correm na União Europeia e nos EUA sobre rotulagem obrigatória de conteúdo gerado por IA.

(Crédito: adrianvillegasd.com)

Mas é tarde para conter a maré. O que está em disputa não é apenas a autoria: é a ideia de autenticidade.

Se o público não nota a diferença… existe diferença?

É uma pergunta que incomoda criadores, produtores e plataformas, mas que precisa ser enfrentada com honestidade.

A música sempre foi tecnologia. Dos instrumentos ancestrais à síntese eletrônica, da fita magnética ao autotune, toda inovação foi recebida com algum grau de desconfiança. Mas a IA inaugura uma etapa qualitativamente distinta: não é mais uma ferramenta, mas um agente criativo.

A promessa de abundância – trilhas infinitas, músicas sob demanda, artistas que nunca dormem – convive com um temor real:

  • Sobrevivência econômica dos artistas.
  • Erosão da cultura autoral.
  • Homogeneização estética.
  • Uso indevido de vozes e estilos de artistas reais.

Em 2024, por exemplo, a polêmica envolvendo Drake e o deepfake de voz criado pelo modelo Ghostwriter reacendeu debates globais sobre direito de imagem sonora. No Brasil, casos de clones vocais de artistas sertanejos começaram a surgir em plataformas de anúncios, criando disputas jurídicas inéditas.

A música, antes refúgio da expressão humana, agora precisa conviver com sua própria sombra algorítmica.

Talvez o maior risco não seja a IA criar música demais, mas criarmos um mundo no qual não sabemos mais quem estamos aplaudindo.

No entanto, o cenário também guarda uma oportunidade: quanto mais a IA se torna competente, mais valorizamos o que ela não consegue imitar – imperfeições, hesitações, respirações, a assinatura invisível do humano.

Se a IA pode compor como nós, talvez seja hora de nós compormos como nunca.


Fontes de pesquisa

Fonte primária fornecida pelo usuário

  • AFP / CBS News. “As pessoas não conseguem mais diferenciar música gerada por IA de algo real, mostra pesquisa.” (12 nov. 2025).

Fontes adicionais

  • Deezer. Relatórios oficiais sobre conteúdo gerado por IA e políticas de rotulagem. 2024–2025.
  • Ipsos Global. AI & Music Consumer Report. 2024.
  • Spotify Newsroom. Position on AI-generated music and transparency commitments. 2024–2025.
  • The Verge. “AI music is exploding – and reshaping the streaming ecosystem” 2024.
  • Wired Magazine. “Your playlist is now synthetic” 2024.
  • MIT Technology Review. “Why AI-generated songs are flooding streaming platforms” 2023.
  • Financial Times. “Music labels push for regulation of AI voice-cloning models” 2024.
  • BBC News. “Ghostwriter AI, the Drake deepfake and the future of music ownership” 2023.
  • IFPI – International Federation of the Phonographic Industry. Music Consumer Study 2024.
  • Google DeepMind. AudioLM and Lyria model announcements. 2023–2025.
  • Suno Inc. Product releases and roadmap updates. 2024–2025.
Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Curso de Comunicação Pública ABCPública/Aberje começa com seminário nacional

Curso Completo de Comunicação Pública 2026, promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), será aberto, no dia 16 de maio, com um seminário que vai reunir secretários estaduais de Comunicação de diferentes regiões do Brasil, para debater desafios, limites e experiências da comunicação pública nos Executivos estaduais.

O seminário “Comunicação pública na prática: desafios dos Executivos Estaduais, anos eleitorais e casos de sucesso”, terá mediação  feita pelo presidente da ABCPública, Jorge Duarte; pelo diretor da Aberje, Paulo Nassar; e pela gerente executiva da Aberje, Emiliana Pomarico, dando ênfase ao diálogo entre a prática cotidiana da gestão pública e a reflexão estratégica sobre comunicação.

A proposta é compartilhar experiências concretas da gestão da comunicação nos Executivos estaduais, especialmente em um contexto marcado por restrições institucionais, expectativas da sociedade e desafios próprios dos anos eleitorais.

Segundo o secretário de Comunicação de Alagoas, Wendel Palhares, um dos articuladores do evento, a diversidade regional é um ponto forte do seminário:  “as secretarias estaduais enfrentam desafios muito semelhantes, em contextos culturais, sociais e econômicos distintos. O diálogo entre essas experiências ajuda a compreender como dores iguais podem ser enfrentadas de maneiras diferentes, contribuindo para o aprimoramento da comunicação pública no Brasil”. “Os participantes podem esperar contato direto com a prática”, afirma Wendel Palhares.

Os convidados para compartilhar suas experiências são cinco secretários estaduais de Comunicação, de diferentes regiões do país: do Rio de Janeiro, Igor Marques; do Pará, Vera Oliveira; de Alagoas, Wendel Palhares; do Paraná, Cléber Mata; e de Mato Grosso do Sul, Frederico Souza.

Ao mesmo tempo em que celebra e reconhece a existência de iniciativas bem-sucedidas nos estados, o seminário parte de uma abordagem realista sobre o estágio atual da comunicação pública no Brasil.

Para o presidente da ABCPública, Jorge Duarte, o momento exige mais qualificação continuada: “a comunicação pública no Brasil já acumula experiências relevantes e projetos que merecem ser conhecidos, mas ainda estamos em busca do cenário ideal. O caminho é longo e passa por planejamento, profissionalização, formação técnica e compromisso institucional. Não se trata de prometer soluções mágicas, e sim de construir, passo a passo, uma comunicação mais estratégica, transparente e voltada ao interesse público. E o objetivo do Curso Completo é exatamente capacitar comunicadores para essa jornada”, afirma Jorge Duarte.

Saiba mais sobre o Curso Completo 2026 – O seminário integra a programação de lançamento do Curso Completo de Comunicação Pública 2026, iniciativa da ABCPública e da Aberje voltada à capacitação de profissionais que atuam ou desejam atuar na área, combinando fundamentos teóricos, análise crítica e experiências práticas de quem vive os desafios da comunicação governamental.

De março a outubro, os alunos terão aula sobre nove temas fundamentais da comunicação pública, como gestão de crise, estratégia, publicidade, gestão de redes sociais, política e planejamento de comunicação etc.

A iniciativa aposta na formação como eixo central para o fortalecimento da comunicação pública no país, especialmente em um contexto de crescente demanda por informação de qualidade, prestação de contas e diálogo com a sociedade.

As inscrições para o curso estão abertas. Saiba mais acessando o site abcpublica.org.br.

Justiça do Amazonas censura reportagem da Folha de S.Paulo sobre diretor do Incra

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, do Tribunal de Justiça do Amazonas, determinou a retirada de uma reportagem da Folha de S.Paulo que abordava o processo de análise do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sobre um projeto de crédito de estoque de carbono que tem como investidores parentes de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na decisão, o magistrado ordenou a retirada do ar da reportagem da Folha, de uma reprodução do mesmo texto pelo Jornal de Brasília, e também de um post sobre o assunto publicado pela Folha no X (ex-Twitter). Feitoza, que atendeu a um pedido de João Pedro Gonçalves da Costa, diretor do Incra, declarou que o autor da ação conseguiu comprovar “que as publicações impugnadas extrapolam o dever de informar e imputam ao autor conduta funcional irregular, capaz de macular sua honra objetiva e imagem profissional, notadamente no exercício de cargo público de elevada responsabilidade”.

Em nota publicada sobre o ocorrido, a Folha explicou que o magistrado fixou o prazo de 24 horas para a remoção das publicações. O jornal afirmou que vai recorrer da decisão.

Organizações defensoras da liberdade de imprensa repudiaram a decisão. Para a Associação Nacional de Jornais (ANJ), “decisões desse tipo afrontam o Estado de Direito e o direito da sociedade à informação. A censura é vedada pela Constituição Federal brasileira”. A entidade se solidarizou com os jornais atingidos e pediu que o caso seja revisado pelas instâncias superiores.

Globo projeta novo cenário para o Bom Dia Brasil em 2026

Globo projeta novo cenário para o Bom Dia Brasil em 2026

Bom Dia Brasil, na Globo, terá novo cenário este ano e a emissora divulga uma simulação. Entre as novidades, estão realidade aumentada, inteligência artificial e ambientação solar. O novo ambiente, que deve estrear ainda neste primeiro semestre, procura demonstrar a evolução do jornalismo da empresa. A notícia é da coluna de Duh Secco. O novo estúdio, no Jardim Botânico, procura integrar tecnologia e luz natural e combinar o real com o virtual.

O cenário estará em um mezanino acima da redação – no formato do Jornal Nacional entre 2000 e 2017 – para ressaltar a importância da base, com Ana Paula Araújo. Na simulação de imagem feita pela emissora com finalidade publicitária, artes gráficas – exibindo tempo e horário – conectam-se com os apresentadores, de maneira semelhante à de outros telejornais, como Hora 1Jornal Hoje e Jornal da Globo.

Entre as novidades, está a ambientação solar: a luz natural vai compor o cenário, como que para mostrar que o telejornal desperta junto com o País. Há também recursos tecnológicos e apoio da IA, que não foram detalhados.

1,6 bilhões de cliques mensais e “wikilavagem”: os 25 anos da Wikipedia

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Na véspera do seu 25º aniversário, na semana passada, a Wikipedia foi confrontada com uma denúncia que expõe as vulnerabilidades de um dos projetos mais ousados da era digital.

Uma investigação feita pelo The Guardian e pelo Bureau of Investigative Journalism revelou que a agência de RP britânica Portland Communications manipulou artigos da enciclopédia em benefício de governos e bilionários prática apelidada de “wikilavagem”. A estratégia teria envolvido contas pagas e edições encomendadas ao longo de vários anos, em violação direta às regras da própria plataforma.

A denúncia levou o Chartered Institute of Public Relations (CIPR), principal entidade britânica do setor, a condenar publicamente a prática. O órgão reafirmou que editar páginas da Wikipedia em nome de clientes é antiético, exceto para remoção de vandalismo, por violar princípios de transparência e confiança pública.

O caso exemplifica os dilemas de um modelo aberto e descentralizado, sustentado por voluntários, mas sujeito a pressões externas e interesses privados.

A credibilidade da Wikipedia, aliás, sempre esteve no centro de disputas – inclusive entre seus fundadores. Larry Sanger, que deixou o projeto em 2002, tornou-se um dos seus críticos mais contundentes.

Ele acusa a enciclopédia de ter perdido a neutralidade editorial, enquanto Jimmy Wales, que permanece como referência pública do site, defende a abertura como base de legitimidade.

Esse tipo de crítica ganhou força em 2025, quando Elon Musk lançou a Grokipedia – uma enciclopédia digital rival, baseada em inteligência artificial, criada sob o argumento de oferecer uma alternativa “livre de viés”.

Apesar das controvérsias, a Wikipedia mantém-se como um dos cinco sites mais acessados do mundo. O Pew Research Center compilou os fatos mais marcantes da história da enciclopédia, que tem 66 milhões de artigos em 342 idiomas e mais de 1,7 bilhão de visitantes mensais.

Veja em MediaTalks as matérias completas sobre a denúncia de “wikilavagem” e sobre a história de 25 anos.


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Esta semana em MediaTalks

Um ano sob Trump: Repórteres Sem Fronteiras faz linha do tempo da “guerra total contra a liberdade de imprensa”. Leia mais

Príncipe Harry, Elton John, Liz Hurley e outros famosos vão ao tribunal em Londres para julgamento de ação contra tabloide Daily Mail por escutas ilegais e invasão de privacidade. Leia mais

Pelo menos 20% dos vídeos do YouTube podem ser “lixo de IA” – e Brasil está entre os que mais os assistem. Leia mais

Aluisio Alves e Jadyr Pavão Júnior lançam projeto sobre mercado de dívida corporativa

Aluisio Alves e Jadyr Pavão Júnior lançaram o Crédito Privado 360, iniciativa especializada na cobertura do mercado de dívida corporativa.

Aluisio Alves e Jadyr Pavão Júnior lançaram o Crédito Privado 360, iniciativa especializada na cobertura do mercado de dívida corporativa. O projeto inclui notícias e conteúdos sobre o setor, além de uma newsletter e podcasts com executivos do mercado de dívida corporativa.

Aluisio Alves (Crédito: LinkedIn)

Entre os temas abordados estão debêntures, LCI/LCA, FDICs e outros instrumentos de dívida. A ideia é que o projeto atue como um grande hub de conteúdo, informação, conhecimento, relacionamento e negócios sobre a cadeia de crédito privado no Brasil. Já está no ar o portal do Crédito Privado 360, que será abastecido com notícias e informações do setor.

Uma das primeiras iniciativas é uma temporada de podcasts que entrevistará executivos do mercado de dívida corporativa, como Décio Bapttista Santos, da Liberum Ratings; Ricardo Propheta, BRZ; e Gabriel Lopes, da Vert. A estreia será na próxima terça-feira (27/1), no YouTube e nas plataformas do Crédito Privado 360.

Jadyr Pavão Junior (Crédito: LinkedIn)

Aluisio Alves tem mais de 25 anos de experiência na cobertura de economia, negócios e finanças. Trabalhou em diversos veículos especializados, como agência Reuters e Gazeta Mercantil. É figura constante na lista dos jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, premiação organizada pelo Jornalistas&Cia.

Jadyr Pavão Júnior trabalhou por mais de 20 anos no desenvolvimento de produtos & negócios digitais e estratégia de conteúdo. Atuou na liderança de times multidisciplinares em conglomerados como Itaú Unibanco e startups como Mercado Bitcoin, nos setores Financeiro, Mídia e Educação. Trabalhou também em Editora Abril, Valor Econômico e Estadão.

Márcio Meneghini deixa a Globo e assina com o Goat para a Copa do Mundo

Marcio Meneghini (Crédito: Instagram)

O narrador Márcio Meneghini deixará a Globo após 11 anos de casa. Segundo informações de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo), o profissional fará parte do projeto do canal Goat para a cobertura da Copa do Mundo, com análises e programas pré e pós-jogos.

A ideia é que Márcio Meneghini seja o âncora do projeto aqui no Brasil, comandando debates e analisando os principais resultados dos jogos da Copa. Odinei Ribeiro, também ex-Globo, fará parte do projeto, e cobrirá o torneio diretamente dos Estados Unidos. O Goat deve enviar mais de 30 profissionais para a cobertura da Copa em solo americano.

Natural do Rio Grande do Sul, Meneghini iniciou a carreira na Bandeirantes. Posteriormente, foi para a RBS TV, da Globo no RS. Em 2015, assinou com o SporTV, como repórter. Um ano mais tarde, passou a atuar como narrador de eventos esportivos. Ao longo dos anos, se tornou uma das principais vozes dos jogos da série B do Campeonato Brasileiro. Mais recentemente, narrou jogos das categorias de base de grandes clubes brasileiros e de futebol feminino no SporTV e no Premiere.

Globo faz mudanças na cobertura de política e chefia de jornalismo no Rio

A Globo promove nos próximos dias mudanças em sua equipe responsável pela cobertura de política. Erick Rianelli, que atuava diretamente de Brasília desde 2023, vai retornar ao Rio de Janeiro para cobrir o dia a dia da capital Fluminense. Em seu lugar, ficará Túlio Amâncio, que assinou com a Globo recentemente, após cinco anos como analista político na Bandeirantes. As informações são de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).

Túlio Amâncio (Crédito: Instagram)

Amâncio atuará como repórter de política na GloboNews, em programas como Conexão, Estúdio I e GloboNews Mais. Já Rianelli vai ocupar a vaga de Ben-Hur Correia, que passa a fazer parte do núcleo de inteligência artificial da emissora.

A Globo fez ainda mudanças em suas chefias de jornalismo no Rio de Janeiro. A partir de fevereiro, Fabrício Marta será Chefe de Produção da Rede. Já Luiz Vale passa a integrar o Núcleo de Projetos Especiais, liderado por Tatiana Neves, com coordenação da Cecília Mendes. Vale será o executivo responsável pela cobertura do Rock in Rio em setembro.

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