O portal Terra e a Rede Bom Dia, proprietária do Diário de SP e da rede de jornais regionais Bom Dia, começaram nesta 3ª.feira (9/10) uma parceria que, além da hospedagem dos sites www.diariosp.com.br e www.redebomdia.com.br na plataforma do Terra, visa troca de conteúdo e fortalecimento das áreas editoriais das duas empresas. Segundo Felipe Machado, diretor de Mídias Digitais da Rede Bom Dia, o conteúdo local oferecido pela rede foi um dos fortes atrativos que interessaram ao Terra. ?É difícil hoje um veículo possuir uma estrutura igual nós possuímos no interior de São Paulo, com uma equipe completa de repórteres em cidades importantes como Bauru, Sorocaba e Rio Preto, entre outras?. No sentido oposto, a estrutura de cobertura nacional e internacional do portal, será cada vez mais aproveitada pelos sites da Rede Bom Dia.
Não é coisa da sua cabeça é o livro de estreia de Naiara Magalhães
A jornalista Naiara Magalhães (ex-Veja) e o administrador de empresas José Alberto de Camargo lançam Não é coisa de sua cabeça (Gutenberg), obra em que se propõem a abordar, em linguagem acessível, transtornos mentais como depressão, ansiedade e esquizofrenia. Para dar respaldo à obra, foram entrevistados 30 especialistas da área ? entre médicos, psicólogos, terapeutas e pesquisadores, em sua maioria ligados à Universidade de São Paulo (USP) ?, além de 16 pessoas que superaram ou estão superando algum transtorno emocional. O interesse de Naiara pelo tema veio dos dois anos em que atuou na editoria de Saúde de Veja. Em 2009, entrevistou Camargo para uma reportagem sobre longevidade. ?Desde então mantivemos o contato. A iniciativa de escrever o livro partiu dele, que se interessava sobre o tema, mas não trabalhava com escrita?, diz Naiara. Aos 78 anos, Camargo traz à obra a experiência de quem lidou com centenas de funcionários nas empresas por onde passou e a constatação de que essas ?doenças da alma? têm forte impacto empresarial, social e familiar. ?O processo de pesquisa iniciou em junho 2011 e, até a entrega do texto final, foram cerca de dez meses. Eu e Camargo discutimos muito a parte de apuração, e ele buscava sempre antecipar os questionamentos do leitor?, comenta a autora. O primeiro capítulo de Não é coisa da sua cabeça está disponível para leitura aqui.
Vaivém das redações!
Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão: São Paulo: Uma minidança de cadeiras, consolidada na última semana, movimentou a Record News. Maria das Neves assumiu a Subchefia de Redação de todos os programas da Record News e do Jornal da Record News. Marcos Rombino (Marcão) segue na chefia de um dos núcleos dos programas, mas começou a cuidar também de projetos especiais em parceria com o Departamento Comercial. E Giovana Botti assumiu a Subchefia de Redação de todos os telejornais da Record News, exceto o JR News. O chefe de Redação é Ailton José Nasser, o Mineiro.Dois nomes confirmados entre os cortes na redação do iG semana passada: a editora-executiva Mariana Castro e a editora de Moda Deborah Bresser.Luiz Anversa ([email protected]), repórter e redator do portal da RedeTV e ex-editor-assistente de Jornalistas&Cia, começou como colaborador do Brasil247. Lá, reproduz alguns textos de seu blog Planeta Política, que trata dos principais assuntos da política internacional.O Grupo Estado anunciou na última semana importantes movimentações em seu alto escalão. Maurício Palermo deixou a Diretoria de Mídias Digitais, cargo agora ocupado por Carolina Tuttoilmondo, que já colaborava com a empresa. Ao Departamento de Mercado Anunciante chega Rogério Gabriel Comprido, vindo do Grupo Iguatemi. O novo diretor tem experiência de 23 anos no setor editorial, período em que esteve na Abril, à frente das áreas de marketing, publicidade e eventos corporativos. Rio de Janeiro: Mario Hugo Moken foi um dos que deixaram a redação do iG no Rio. Ele já trabalhou em O Dia, no R7 e na assessoria das Barcas. Distrito Federal: Flávia Tavares, que trabalhou no Estadão, na capital paulista, e que ultimamente atuava como freelancer em Brasília, foi efetivada na sucursal de Época, em vaga aberta com a saída de Isabel Clemente, que se mudou para o Rio de Janeiro.Gustavo Ribeiro, da equipe de Veja, deixou a publicação recentemente para uma temporada de estudos em Paris. A revista ainda não contratou substituto.Rogério dy La Fuente deixou a Rádio Senado na semana passada e seguiu para a Secretaria de Comunicação Social da casa, respondendo ao diretor de Jornalismo Davi Emerich. Lá, vai coordenar o projeto da Central de Pautas, no lugar do Antonio Caraballo, que se aposentou. Leila Herédia, produtora que atua na emissora desde 2009, assumiu a Chefia de Edição da rádio. Minas Gerais: Amaro Neto assumiu o comando do Brasil Urgente Minas, na Band, em substituição a Marcos Maracanã, que foi para a Record, onde estreou nesta 2ª.feira (1º/10), na apresentação do Balanço Geral Manhã (6h30 às 7h30). Rio Grande do Sul: Depois de 12 anos no Grupo RBS, apresentando o Jornal do Almoço nos últimos dois, Paula Valdez está de mudança para São Paulo. Vai trabalhar na reportagem da Band. Ceará: Caroline Ribeiro começou como repórter na TV Verdes Mares.Os radialistas Ely Aguiar, Paulo Oliveira e Ferreira Aragão foram suspensos pelo Sistema Verdes Mares até depois das eleições por terem feito propaganda eleitoral não autorizada pelas emissoras do grupo.A editora Marliana Lima comemora a quinta edição da revista Gente, do Diário do Nordeste. Maranhão: Edison Castro está de volta à Rede Globo, na Gerência de Jornalismo da TV Rio Balsas, afiliada no sul do Maranhão. Ele havia passado pela emissora em São Paulo, como repórter, de 1995 a 2001. Foi também repórter da CBN, correspondente da Rádio Eldorado (Estadão) em Lisboa, professor de Telejornalismo da Cásper Líbero e assessor de imprensa do governador paulista Geraldo Alckmin. Os novos contatos de Edison são [email protected] e 99-3541-2458.
iCarros lança canal de Zero KM
O iCarros lançou o canal Comparar 0 km, índice de carros novos disponíveis no mercado. O serviço permite pesquisar o modelo preferido segundo categoria (hatch, sedã, esportivo, picape…) por preço, por marca e até por estilo de vida (para a família, off road, urbano…).
Os resultados vêm acompanhados de foto, versões e análises de especialistas e proprietários, e também podem ser consultados em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. O CEO Sylvio de Barros disse em comunicado que, com o serviço, o portal pretende fornecer uma nova ferramenta comparativa a um tipo de consumidor que vem crescendo e é alvo de pesquisas do mercado há bastante tempo. O iCarros tem cerca de 12 milhões de acessos mensais.
Sebrae de Jornalismo abre inscrições
Abertas as inscrições para a 5ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que reconhece as melhores reportagens sobre empreendedorismo no Brasil.
Serão distribuídos R$ 96,5 mil em prêmios, em nove categorias: Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo e Especial do Júri Sebrae de Jornalismo, com prêmios de R$ 12,5 mil para as matérias vencedoras; Fotojornalismo, Repórter Cinematográfico e Mídias Sociais, com premiação de R$ 3 mil; e o Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo, que irá premiar com R$ 25 mil a melhor matéria inscrita em qualquer uma das categorias.
As inscrições vão até 21/1/2013 e poderão concorrer reportagens publicadas durante 2012. Mais informações no www.premiosebraedejornalismo.com.br.
Sueli Osório despede-se do iG Carros
Sueli Osório se despediu do cargo de editora do iG Carros após a cobertura do Salão de Paris. Deve continuar colaborando para o portal, mas vai se dedicar a outros projetos. Pós-graduada em Gestão Automotiva na FEI, Sueli tem 15 anos de experiência no setor, tendo passado pelas revistas Automotive Business, Automotive News Brasil, Car & Driver e Car Magazine; pelo programa AutoEsporte e pelo Jornal do Carro, do Estadão, e caderno Automóveis, do Diário do Grande ABC. Em outros setores, trabalhou em TV Cultura, Rádio Eldorado e TV Gazeta. Seus contatos são 11-4429-4489, 95498-2730 e [email protected]. No iG, Ricardo Meier segue no comando da equipe.
Memórias da Redação – Leão da montanha vs. Venezuela na Opep
Publicamos hoje o segundo de quatro textos de Nora Gonzalez sobre Matías Molina, extraídos do livro Matías M. ? O ofício da informação. Ex-editor-chefe da Gazeta Mercantil, Molina completou 75 anos no final de julho e, para homenageá-lo, seu filho caçula e também jornalista Maurício Martínez fez as vezes de editor e convidou no ano passado 28 profissionais que conviveram com o pai em algum momento de sua vida a escrever um capítulo sobre como era o chefe. Nora ([email protected]), PR Manager Latin America da Fico, está entre esses autores. Ela fez algumas contextualizações para a republicação. Os títulos são de J&Cia. Leão da montanha vs. Venezuela na Opep Trabalhar na Gazeta Mercantil, e especialmente sob o comando de Matías Molina, tinha várias questões de honra. Verdadeiro código do que fazer e, especialmente, do que não fazer. Concisão era fundamental e lembro até hoje de uma frase que o Molina usava sempre que revisava um texto: ?Pense que você está escrevendo para sua tia-avó. E ela tem de ser capaz de entender?. A regra valia para tudo. Desde algo trivial até planos econômicos, como o Collor, Sarney, confisco de dinheiro, tudo. E, por incrível que pareça, ele provava que isso era possível todos os dias. A Gazeta era um jornal de Economia, claro, destinado a um público bem informado, exigente, mas tinha que manter a clareza e a concisão em tudo. Mesmo que o assunto fosse tão empolgante quanto a redução da taxa Selic ou a expansão da base monetária. Para escrever mais de 40 linhas, só com autorização do ?tchêfe?, como o chamávamos (não na cara dele, claro, que ninguém era louco), assim, como sotaque mezzo ibérico mezzo brasileiro. E poucos tinham coragem de pedir mais espaço e muitos menos ainda o obtinham. Não sei se alguma das minhas tias-avós teria entendido algo do que eu escrevi durante tantos anos ? até porque nenhuma delas falava português ?, mas esse princípio sempre me pautou e durante o tempo que dei aula sempre transmiti isso aos meus alunos. Até hoje faço isso e me policio até na hora de escrever um e-mail que seja. Além da questão do custo do papel, na época uns US$ 700 a tonelada, tinha o tempo do leitor. A Gazeta sempre foi ? e todos nós sabíamos disso ? uma leitura complementar. Ninguém assinava apenas a Gazeta. Era ela e a Folha de S.Paulo ou O Estadão ou, nos bons tempos, o Jornal do Brasil. Em teoria, o leitor poderia prescindir de nós. Na prática, o Molina provou que não. Mas trabalhar com o ?tchêfe? era como estar numa montanha russa ou andar de buggy nas dunas de Cumbuco, sempre com fortes emoções. A questão do idioma era até folclórica. Era comum os recém-contratados saírem da sala dele sem ter certeza de se tinham entendido direito o que ele queria e depois checavam com os mais antigos. Mesmo eu, que tenho o espanhol como idioma primeiro e nativo e o português como segundo, com toda fluência e sem sotaque, saí da minha primeira entrevista com o Molina me perguntando como faria para trabalhar com ele se não entendia patavina do que ele dizia, em nenhum dos dois idiomas… Mas essa era a parte engraçada, porém fácil de resolver. Em pouco tempo se entendia perfeitamente. Lidar com as cobranças era mil vezes mais difícil. Nada passava despercebido pelo crivo do Molina. Ele chegava por volta das 10 da manhã já tendo lido todos os jornais e em 15 minutos começava a chamar editor por editor. Claro que muitos arrumavam entrevistas ou almoços e mandavam os sub para o cadafalso. Mas essa é outra história. Ao entrar na sala dele, a Gazeta estava aberta na página da editoria de cada um, com marcações em vermelho. Claro que isso não era para todos nem todos os dias, se não significaria que o jornal publicava um monte de bobagens, mas quando havia uma, lá estava ela, pulando para fora da página como se estivesse em 3D. E não adiantava errar pequeninho. Ele via. Uma das poucas (ufa!) vezes que fui chamada foi por um erro numa coluna de 134 linhas em corpo 6 que publicávamos diariamente sobre petróleo. Além de fechar a página, eu mesma a escrevia . Na edição daquele fatídico dia minhas (aí sim) mal traçadas linhas estavam lá, para qualquer um ver. Eu escrevera que a Venezuela não fazia parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Logo a Venezuela, que eu sabia que era sócia-fundadora. Por que escrevi isso? Não faço a menor ideia. Mas estava lá, escondida em uma letra minúscula, sem negrito, sem separação por título, nadinha que a destacasse, mas ao alcance dos olhos do editor-chefe. Para piorar, nesse interim o embaixador da Venezuela mandou um fax (sim, os tempos eram esses) questionando a incorreção. Como eu não podia fazer como o leão da montanha e fugir pela direita, encarei o Molina antes que ele falasse muito. Melhor era ele não se empolgar com as reclamações e enfrentar as consequências de uma vez por todas. A culpa é minha, não sei porque escrevi isso, não tenho a menor desculpa, sempre soube que a Venezuela era sócia-fundadora da Opep, vou fazer uma errata e ligar para o embaixador da Venezuela e prometo que nunca mais vai acontecer. Assim, de supetão, para não dar margem a outra possível bronca ou a que essa mesma se prolongasse numa agonia interminável. Nem respirei para dizer tudo de uma vez. ?OK?, disse ele laconicamente. Empolgada pela ausência de uma verdadeira bronca, abusei do momento e disse: ?Mas, Molina, veja por outro lado. Tem duas coisas positivas: nós sempre tivemos problemas de distribuição e se às 10h da manhã o embaixador já leu a matéria, é porque o jornal chegou cedo em Brasília. E tem mais: o embaixador lê nossa coluna sobre petróleo. Eba!?. Ele esboçou um meio sorriso e saí de fininho rapidamente saboreando meu grande momento. Memorável. É claro que imediatamente fiz tudo aquilo que disse que faria e ao chegar em casa escrevi num caderno cem vezes: ?A Venezuela é sócia-fundadora da Opep. A Venezuela é sócia fundadora da Opep. A Venezuela é sócia fundadora da Opep?.
Contos da Chaleira marca estreia literária de Raquel Medeiros
Raquel Medeiros lançou em 6/10, no Rio de Janeiro, seu primeiro livro, Contos da Chaleira (Ibis Libris), que reúne 26 contos tendo o amor como tema central.
Com a história de A menina que roubava livros de Lygia Fagundes Telles, a autora, por exemplo, retrata o amor pela literatura, homenageando a escritora que despertou sua sensibilidade literária.
Raquel explica que “o amor pelos livros e pela literatura, os encontros e desencontros dos amantes, os afetos e seus desconcertos e as relações de amor em família e entre amigos são alguns os temas desenvolvidos nos contos. No conto Histórias da Chaleira, que deu origem ao título, faço uma homenagem aos cronistas brasileiros, pois a crônica foi o primeiro gênero a despertar em mim o desejo de escrever ficção. Depois, quando conheci a obra de Lygia Fagundes Telles, essa vontade cresceu e comecei a escrever meus primeiros contos”.
Com passagens pelas redações de O Dia e O Fluminense, e atualmente integrando a equipe da Arteiras Comunicação, Raquel colaborou por três anos com o blog literário Segunda a Sexta, de onde inclusive, saem dois dos contos reproduzidos no livro; todos os outros são inéditos.
Abraji e INSI promovem curso de formação em segurança para jornalistas
Em continuidade à parceria firmada em 2011 para atuação no Brasil, a Abraji e o INSI (International News Safety Institute) realizam de 29/10 a 10/11, no Rio de Janeiro, um curso intensivo de dez dias para formação de treinadores brasileiros especializados em segurança para jornalistas.Doze profissionais da imprensa serão capacitados a ministrar cursos sobre segurança para atuação em áreas de risco, semelhantes aos oferecidos pelo instituto em outros países. No Brasil, o mais recente aconteceu no final de agosto, quando os que participarão dessa nova formação foram selecionados entre os 45 participantes.O curso é gratuito e abordará técnicas para evitar multidões e proteger-se de eventuais disparos, além de noções sobre funcionamento e uso de equipamentos de segurança. Segundo a Abraji, a iniciativa é inédita no País.
De papo pro ar – Hebe num velório
Lolita Rodrigues, Nair Belo e Hebe Camargo eram amigas inseparáveis. Alegres e brincalhonas, à festa que uma ia mais das vezes as outras iam. Fosse aniversário, batizado ou casamento. Costumeiramente, viajavam juntas até para o Exterior. Certa vez, as convidaram para o velório de um artista famoso. O corpo jazia no Cemitério São Paulo. Lá pras tantas, Hebe teve um ataque de risos e recorreu a seu talento de atriz, desmanchando-se em soluços, choros e lágrimas. Salvou-se, assim, do inconveniente de uma gargalhada num lugar impróprio.







